Gama e Bahia de Feira se enfrentam no estádio Bezzerão, pelo Campeonato Brasileiro de futebol da Série D
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Gama, de Brasília, conseguiu neste sábado (16) a sexta vitória na Série D do Campeonato Brasileiro, ao derrotar por 3 a 0 o Bahia de Feira, equipe de Feira de Santana (BA), em jogo válido pela sétima rodada. O Alviverde se distanciou na liderança do Grupo 6: soma agora 19 pontos, oito a mais que o Brasiliense, segundo colocado. Já o Tremedão, segue em quarto lugar na chave, com 10 pontos. O placar pode aparentar que o jogo foi fácil para a equipe brasiliense, diante de um Bahia de Feira descaracterizado, cheio de desfalques: além de não poder contar com três jogadores contundidos, o técnico Arnlado Lira precisou inovar para contornar a ausência de seis atletas que testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19) às vésperas do duelo. Mas, o que ser viu em campo foi um jogo parelho, pelo menos até metade do segundo tempo

A equipe de Brasília começou melhor, podendo contar com o brilho do meia Andrei Alba, de volta ao time após cumprir suspensão. O atacante Nunes também entrou cheio de vontade de balançar a rede. E aos 19 minutos teve protagonizou a melhor oportunidade do Gama, arriscando de dentro da área. Mas, após o intervalo para hidratação, o Tremendão reorganizou a defesa e equilibrou a partida. O camisa 7 Tico mandou três bolas perigosas ao go de Calaça, e por pouco não abriu o placar para a equipe baiana. O gol veio do outro lado, aos 32 minutos, após um longo lançamento de Andrei Alba para Nunes que amaciou no peito antes para Esquerdinha marcar um golaço, de direita. O gol desestabilizou o time baiano, e o Gama por pouco não ampliou ainda na primeira etapa.

Gama e Bahia de Feira se enfrentam no estádio Bezzerão, pelo Campeonato Brasileiro de futebol da Série D
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

No segundo tempo, o Bahia de Feira parecia determinado a igualar o placar no Bezerraõ. Logo aos dois minutos, após escanteio Kel Baiano subiu mais que a defesa testou para fora. Na sequência, David Souza arrancou em contra-ataque pela direita e lançou Vitor Xavier que chutou forte, mas Marcos fez bela defesa e evitou o segundo gol do Gama. O jogo seguiu aberto, com chances de lado a lado. Até que aos 27 minutos, Andrei Alba aproveitou a cobrança de falta e cruzou na medida para Wallace sozinho ampliar para o Gama. A partir daí, o domínio foi total da equipe brasiliense, que ainda fez o terceiro aos 30 minutos, com David Souza. A vitória por 3 a 0 pode ter virado goleada, mas o Gama administrou o placar até o fim da partida.

A Série D do Campeonato Brasileiro tem 64 clubes, abrange os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Sob critérios regionais, as equipes foram divididas em oito grupos com oito times cada. Os quatro melhores de cada grupo avançam ao mata-mata. Os quatro clubes classificados para a semifinal ganham o direito de disputar a Série C em 2021. 

Reportagem: Agência Brasil


Com 16 pontos em seis rodadas, o Gama (DF) tem a melhor campanha geral da Série D do Campeonato Brasileiro. Líder do Grupo 6, a equipe do Distrito Federal recebe o Bahia de Feira (BA) neste sábado (17), às 16h (horário de Brasília). O duelo no estádio Bezerrão, no Gama (DF), terá transmissão ao vivo da TV Brasil.

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Um dos únicos invictos da Série D, ao lado de Rio Branco (AC), Salgueiro (PE), Central (PE), Bangu (RJ) e Novorizontino (SP), o Gama possui o terceiro melhor ataque do torneio, com 13 gols marcados, ao lado de Altos (PE) e Bragantino (PA) e superado apenas por Ferroviária (SP), que foi às redes 14 vezes, e pelo rival Brasiliense (DF), com 15 gols. Já a defesa é a segunda mais eficiente, com apenas dois tentos sofridos em seis jogos, só atrás do Salgueiro, vazado uma vez (mas em cinco partidas).

Para encarar o Bahia de Feira, o Alviverde terá a volta do meia Andrei Alba, que cumpriu suspensão na vitória por 3 a 0 sobre o Palmas (TO) na última quarta-feira (14). Poupados pelo técnico Vilson Tadei, os zagueiros Gustavo Henrique e Emerson, o meia Everton e o atacante Nunes estão novamente à disposição. Destaque a Nunes, de 38 anos, artilheiro da equipe na temporada com 16 gols.

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Já o Tremendão inicia a rodada em quarto lugar, com nove pontos, embalado pelo 3 a 0 aplicado na Caldense, também na última quarta-feira, em Feira de Santana (BA). A partida marcou o retorno do atacante Deon, vice-artilheiro do Campeonato Baiano, após três semanas se recuperando de uma lesão muscular. Outra novidade no duelo foi o também atacante Chael, recém-contratado e que é feirense de nascimento. Ele foi revelado em um projeto realizado na cidade chamado Acorda Para Vencer.

O técnico Arnaldo Lira tem problemas para escalar o time diante do Gama. Além das contusões do lateral Angelo, do volante Diones e do atacante Pelé, o clube informou na última sexta-feira (16), pelas redes sociais, que seis jogadores testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19) em exames feitos na segunda-feira (12). Segundo a postagem, os jogadores estão assintomáticos e isolados.

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A ginasta Ana Paula Scheffer, que ganhou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, foi encontrada morta em casa, em Toledo, no Paraná, nesta sexta-feira (16). O corpo da jovem de 31 anos foi descoberto pela própria mãe. A suspeita inicial é de que ela tenha sofrido um infarto fulminante, segundo o portal G1.

Atualmente, Ana Paula era técnica da equipe de Ginástica Rítmica de Cascavel, no interior do PR.

A atleta Angélica Kvieczynski, que substituiu Ana Paula na Seleção brasileira, lamentou a morte da amiga.

– Difícil descrever os sentimentos nesse momento. Hoje o céu ganhou uma estrela que já brilhou muito na terra. Foram tantos anos treinando juntas, tantos aprendizados. A ginástica brasileira perde mais uma de suas estrelas. Ana que Deus te receba. Que seu descanso seja tranquilo. Você estará para sempre nas minhas preces – escreveu Angélica no Instagram.

A equipe de GR de Cascavel também publicou uma nota de pesar nas redes sociais.

– Foram anos de dedicação a frente da GR Cascavel, uma história construída com esforço, dedicação, empenho e muito amor. Estamos com o coração em pedaço sem acreditar nessa repentina perda, mais felizes por ter tido a oportunidade de conviver e aprender tanto com ela, Scheffer como era carinhosamente chamada deixou um legado de luta e amor pela GR, foi uma brilhante ginasta e ainda se tornou uma técnica excepcional – disse o grupo.

A GR de Cascavel também afirmou que “Ana Paula foi encontrada sem vida pela mãe, que foi acordá-la”.

O corpo da ginasta foi levado para o Instituto Médico-Legal da cidade. As causas da morte estão sendo investigadas.


Sem vencer há quatro rodadas no Campeonato Brasileiro da Série B, o Vitória tenta reencontrar o caminho dos três pontos no duelo deste sábado (17), às 16h, contra a Chapecoense, na Arena Condá, para voltar a se aproximar dos quatro primeiros da competição. Hoje o Leão a décima terceira colocação, nove pontos do quarto e quatro do primeiro da zona de rebaixamento.

O adversário tem tudo para dar trabalho ao desejo do time baiano. A Chapecoense é a segunda colocada com 29 pontos, porém, tem dois jogos a menos que o primeiro colocado, o Cuiabá.

Para esse jogo o técnico Eduardo Barroca não vai contar com o meia Fernando Neto. O jogador sentiu dores musculares e foi vetado pelo departamento médico. Com isso, Lucas Cândido vai ocupar a posição ao lado de Guilherme Rend.

Já o time da Chapecoense viveu momentos de aflição por conta da possibilidade do técnico Umberto Louzer deixar o time e seguir para comandar o Cruzeiro. A confirmação da permanência só aconteceu após reuniões com a diretoria do clube.

Informações: Varela Notícias


Rio de Janeiro - Atletas da seleção brasileira de ginástica artística, categorias adulto e juvenil, treinam no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Parque Olímpico. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro vetou o pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 para profissionais do setor esportivo. A medida estava prevista no Projeto de Lei (PL) nº 2.824/2020, aprovado no mês passado pelo Congresso Nacional e sancionado hoje (15) por Bolsonaro, na forma da Lei nº 14.073/2020.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União, com vetos a 12 dispositivos e trata sobre ações emergenciais para o setor esportivo brasileiro, em razão da pandemia de covid-19. Esses vetos ainda serão analisados pelos parlamentares que poderão derrubá-los ou mantê-los.

O auxílio emergencial aprovado é de três parcelas de R$ 600 para profissionais maiores de 18 anos e atletas e paratletas com idade mínima de 14 anos que sejam vinculados a uma entidade desportiva, com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos, o que for maior. Quem é titular de benefício previdenciário ou assistencial, recebe seguro desemprego ou participa de algum programa de transferência de renda federal também não poderia receber o benefício.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência informou que o veto a esse dispositivo foi uma orientação do Ministério da Economia, pois os trabalhadores do setor esportivo “já teriam sido abrangidos pelo auxílio emergencial concedido em caráter geral a todos os trabalhadores brasileiros”. Além disso, para o governo, a medida “representa o agravamento do cenário deficitário das contas públicas federais e aumenta o risco de comprometimento da sustentabilidade fiscal no médio prazo”.

A medida também estendia o auxílio a cronistas, jornalistas e radialistas esportivos, sem vínculos empregatícios com entidades de prática desportiva ou emissoras de radiodifusão. Esse dispositivo também foi vetado pois, de acordo com a Presidência, contraria o interesse público e gera insegurança jurídica, “na medida em que inclui na definição de trabalhadores do esporte não apenas atletas e paratletas, mas pessoas que não vivem do esporte e qualquer pessoa que faça parte da ‘cadeia produtiva’ do esporte, como jornalistas e cronistas”.


Neymar ultrapassou Ronaldo “Fenômeno” e chegou ao segundo lugar, atrás apenas de Pelé, na lista de artilheiros da seleção brasileira de todos os tempos, depois de marcar três gols na vitória por 4 x 2 sobre o Peru na noite de terça-feira (13), em partida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, na capital em Lima.

O atacante do Paris Saint-Germain tem agora 64 gols, dois a mais que Ronaldo e 13 atrás de Pelé, que encabeça a lista com 77, de acordo com a contagem da Fifa.

Ontem (13), Neymar igualou e depois ultrapassou Ronaldo com dois pênaltis, antes de marcar o 64º gol durante os acréscimos no Estádio Nacional de Lima.

O jogador de 28 anos comemorou segurando o número nove com as mãos no que parecia ser uma homenagem a Ronaldo, ex-atacante do Barcelona, ​​Real Madrid e Corinthians. Neymar, que estreou pela seleção brasileira 2010, marcou 64 gols em 103 jogos.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A exibição com exclusividade em TV aberta da vitória do Brasil trouxe ótimos números de audiência para a TV Brasil, que conseguiu um acordo de última hora com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para transmitir o jogo.

A transmissão da partida em TV aberta só foi possível graças a um acordo feito entre a CBF e a detentora dos direitos de transmissão da partida, a Federação Peruana de Futebol, depois que a Globo não chegou a um acordo para exibir o duelo. Com isso, a própria CBF adquiriu os direitos, que permitiam a transmissão por uma TV pública e pelo site oficial da entidade.


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) decidiu, nesta terça-feira (13), dar uma advertência para Carol Solberg após a atleta gritar “Fora, Bolsonaro” ao vivo na TV. O julgamento condenou Carol, por três votos a dois, por violar o artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata sobre descumprir regulamento. A multa foi convertida em advertência.

Apesar da sentença mais branda – ela poderia ser suspensa por até seis jogos e pagar multa de até R$ 100 mil -, Carol foi alertada de que não poderia voltar a se manifestar politicamente dentro das quadras.

Desta forma, a jogadora poderá seguir na segunda etapa do Circuito Brasileiro, que começa já nesta quinta (15), em Saquarema. Foi neste mesmo local que a atleta se posicionou contra o presidente, no dia 20 de setembro.

O julgamento foi apertado e a votação ficou empatada em dois a dois. O presidente da Corte precisou desempatar. Dois auditores inocentaram Carol do artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do código). Ainda assim, eles entenderam que a atleta infringiu o artigo 191 (deixar de cumprir o regulamento da competição), com multas de R$ 1.000 e R$ 500, convertidas em advertência.

O presidente do tribunal, Otacílio Soares Soares de Araújo, entendeu que Carol “se expressou no momento errado e agora tem de assumir as consequências”. Ele também apontou que a atitude da atleta “não pode fazer bem ao esporte” e que “se amanhã outro atleta falar contra ou a favor disso ou daquilo, não é justo. Ela está lá para falar do que ocorreu dentro de quadra e não sobre a política brasileira, ou mundial”.

Otacílio também fez um alerta.

– Foi um puxão de orelha, uma advertência. Se ela repetir, pode ser punida de uma forma pior – avisou.

Fonte: site Política Ao Vivo


O técnico do Bahia, Mano Menezes, decidiu se retratar do “palavreado” dirigido ao árbitro José Mendonça da Silva Junior no domingo (11), quando o time baiano perdeu para o Fluminense por 1×0 em penâlti contestado pelo treinador no momento a marcação. Flagrado chamando o árbitro de “vagabundo”, ele pode ser suspenso por quatro jogos ou mais.

Em entrevista concedida no CT do clube, Mano destacou que não se dirigiu à arbitragem após o jogo para reclamar do lance, mas com o intuito de tirar os jogadores. Mas admite que passou do limite. “Peço desculpas por isso. Não quero deixar transparecer que isso é normal e correto”, disse.

Segundo o experiente técnico, com passagem pela seleção brasileira, “um técnico da minha trajetória tem que saber que, mesmo em momentos difíceis, em que até você pode achar que está certo, o limite da educação não pode ser ultrapassado e eu ultrapassei. Repito: peço desculpas por isso.”


Bahia e Fluminense se enfrentaram na tarde deste domingo (11), pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Jogando fora de casa, o Tricolor de Aço teve um desempenho fraco em relação à partida da última rodada, quando venceu o Vasco por 3×0, e contou com uma atuação também fraca de seu adversário. O jogo terminou com o placar de 1×0 para o Flu, com gol de Nenê.

Querendo se distanciar ainda mais do Z4 da competição, o time comandado por Mano Menezes fez um jogo com pouca inspiração ofensiva e pouco assustou o gol do tricolor carioca. Defensivamente o time sofreu apenas duas chances claras de gol do time carioca.

Primeiro tempo

O jogo começou morno, com ambas as equipes estudando a outra. O primeiro lance de perigo só aconteceu aos 26′, e foi do Bahia, com Gilberto chutando de fora da área e a bola indo ao lado do gol defendido por Muriel. Aos 28′, Fred fez o pivô e deixou pra Nenê finalizar de fora obrigando Douglas a fazer uma importante defesa.

Com um primeiro tempo fraco, as emoções ficaram para a etapa complementar. Jogando em casa, o Fluminense foi para cima e logo aos 6′ assustou pela primeira vez. Fernando Pacheco arranca, chuta cruzado e acerta a trave. O Esquadrão respondeu aos 17′, com Rossi aproveitando sobre de escanteio e chutando por cima do gol.

O primeiro gol do jogo saiu com a ajuda do VAR. Aos 22′ Nenê invadiu a área e foi derrubado por Gregore, o árbitro nada marcou, mas após consulta do VAR assinalou penalidade máxima para o tricolor carioca. Na cobrança, Nenê fez. Na jogada seguinte ao gol, Saldanha recebe cruzamento mas cabeceia por cima do gol de Muriel. No último lance de perigo do jogo, Marco Antônio cobrou falta frontal e jogo ao lado do gol do Fluminense.

Com o resultado, o Bahia estaciona nos 15 pontos na tabela de classificação, está na 13ª posição, mas pode acabar a rodada no Z4 caso Ceará e Corinthians empatem, e o Atlético-GO e o Botafogo ganhem.

Informações: Varela Notícias
Foto: Felipe Santana


MPF pede explicações à CBV e ao STJD sobre denúncia contra Carol Solberg

O Ministério Público Federal emitiu um despacho no último sábado (10) pedindo que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) expliquem a denúncia feita contra a jogadora Carol Solberg, que gritou “Fora Bolsonaro” em entrevista ao vivo após conquistar a medalha de bronze no Circuito Nacional de vôlei de praia. 

A atleta foi denunciada com base nos artigos 191 e 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro artigo fala sobre o regulamento da competição: “deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição”. Já o segundo fala em assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código à atitude antidesportiva”.

De acordo com o MPF, “não restou claro qual regulamento especificamente teria sido descumprido, o que permitiria a apreciação de sua conformidade com o mandamento contido no art. 5º, inc. IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”).

O Ministério Público também questiona o diferente tratamento para a jogadora em relação aos jogadores da seleção masculina de quadra, que fizeram o número do então candidato Jair Bolsonaro em 2018. À época, não houve denúncia. 

“Todavia, há outro elemento que merece ainda maior atenção. Como também amplamente noticiado, em setembro de 2018, dois jogadores da seleção brasileira de vôlei comemoraram uma vitória da equipe fazendo alusões a número de candidato à presidência. Não teria havido nenhuma punição e a foto teria sido postada na página da entidade. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os direitos fundamentais se aplicam às relações privadas (RE 201819/RJ), de modo que a atividade disciplinar de uma confederação esportiva deve atender ao princípio da isonomia, vedado eventual tratamento desigual, com favorecimento de uns e perseguição de outros”, diz o despacho.

O Ministério Público Federal aguarda as explicações das entidades em um prazo de dez dias.