Especialistas explicam relação entre overtraining e diminuição da produção do hormônio, abordando as consequências para a performance esportiva, além dos tratamentos e cuidados

Foto: iStock Getty Images 

Determinados tipos de exercício físico, sobretudo os de alta intensidade e curta duração, podem promover aumento da secreção de testosterona. No entanto, o excesso de exercício pode ter um impacto negativo sobre a produção desse hormônio. Nos últimos anos, alguns estudos têm relatado que, parecido com o que ocorre na chamada Síndrome da Mulher Atleta, homens também são afetados pelo excesso de treino (overtraining). Tanto que atualmente já é reconhecido que o excesso de treinamento físico é uma das causas que prejudicam a produção de testosterona em homens, podendo levar inclusive a um quadro de deficiência do hormônio, chamado de hipogonadismo ligado ao exercício. Mas, afinal, como esse tipo de distúrbio pode levar à piora de performance esportiva e a uma série de alterações orgânicas prejudiciais? 

Abaixo, os médicos endocrinologistas Ricardo Oliveira e Roberto Zagury explicam essa relação e o tratamento do problema e dão dicas de cuidados a serem tomados pelos atletas. 

Exercício físico e testosterona

Diferentes tipos de treinamento podem exercer diferentes impactos sobre a produção de testosterona. Ricardo Oliveira explica que se por um lado exercícios de alta intensidade e curta duração promovem aumento da síntese de testosterona, por outro lado treinamentos longos e exaustivos podem promover o contrário: uma deficiência do hormônio. Alguns tipos de exercícios que geram uma produção maior de testosterona são os de alta intensidade, explosão e musculação, principalmente aqueles que envolvem grandes grupamentos musculares e uma intensidade considerável. 

Para que não ocorra uma superprodução ou baixa produção do hormônio, o ideal é manter o equilíbrio entre treino e descanso, sendo necessária uma dosagem correta de ambos. Em relação ao overtrainging, quando abordamos esse tópico, há uma tendência natural de associar mais o excesso de treinamento ao universo feminino por conta da famosa Tríade da Mulher Atleta, atualmente chamada de Síndrome da Mulher Atleta, que pode gerar desordem alimentar, hormonal (amenorreia) e óssea (osteopenia/ osteoporose). No entanto, treinos em excesso também trazem malefícios ao universo masculino. 

– Da mesma forma que as mulheres podem apresentar a chamada Síndrome da Mulher Atleta pelo excesso de treino e uma dieta inadequada (em geral mais restritiva), o mesmo pode ocorrer com os homens. Hoje, conhecemos a chamada REDS (Síndrome de Deficiência Energética Relativa), na qual o gasto energético pelo exercício acaba sendo bem superior ao consumo calórico da dieta. A deficiência de testosterona em homens é apenas uma das consequências da REDS. Prejuízo na imunidade, problemas de sono, fadiga crônica e irritabilidade são alguns outros exemplos da sinais da doença em homens – aponta Oliveira. 

A baixa produção de testosterona está entre os malefícios do overtraining   — Foto: Reprodução/Internet

A baixa produção de testosterona está entre os malefícios do overtraining — Foto: Reprodução/Internet 

De acordo com Roberto Zagury, muito mais do que produzir uma diminuição nos níveis de testosterona, o excesso de treinamento no homem traz malefícios também na esfera afetiva. No âmbito psicoafetivo, a pessoa pode ter mais irritabilidade e um sono prejudicado, por exemplo. No âmbito imunológico, há um desequilíbrio, desregulando-se com o exagero de treinamento e, dessa forma, a pessoa fica mais propensa a infecções principalmente de vias aéreas superiores. 

– Além disso, pode haver um prejuízo na massa óssea, tanto na qualidade quanto na quantidade de tecido ósseo; e assim, acabam surgindo as famosíssimas fraturas por estresse. Portanto, entendemos hoje que o impacto do overtraining não é apenas hormonal, mas sim multimodal e multifatorial, envolvendo uma ampla gama de setores do organismo da saúde masculina – explica o médico. 

Hipogonadismo ligado ao exercício

De acordo com Ricardo Oliveira, o hipogonadismo masculino caracteriza-se por uma deficiência da produção de testosterona e/ou espermatozoide em homens. O excesso de exercício, sobretudo em um contexto de ingestão calórica limitada, é uma das causas desta entidade recém-descrita como “hipogonadismo ligado ao exercício”. 

Entre os sintomas estão:

  • Queda de libido
  • Sintomas depressivos
  • Irritabilidade
  • Piora da concentração
  • Perda de força e potência muscular

A maioria desses sintomas pode apresentar um impacto direto ou indireto sobre a performance do atleta, prejudicando o desempenho esportivo. 

– Atualmente, cunhamos um termo, entendendo que era apropriado ter uma terminologia específica para apontar para essa condição: o hipogonadismo ligado ao exercício, que é uma forma funcional de hipogonadismo. Ou seja, não existe uma doença orgânica, um processo anatômico que seja identificável com exames de imagem, por exemplo, mas existe um processo funcional, uma desregulação do funcionamento do nosso organismo que começa lá em cima, no hipotálamo, que é uma região do nosso cérebro especializada capaz de controlar uma glândula muito importante que é a hipófise, que também fica no cérebro. Por sua vez, a hipófise controla várias glândulas do nosso organismo e, entre elas, os testículos, no caso do homem. Que são o sítio de produção da testosterona. No hipogonadismo ligado ao exercício, há uma diminuição na produção de testosterona por uma alteração funcional do hipotálamo e da hipófise – explica Roberto Zagury. 

Piora da performance esportiva 

Overtraining piora a performance esportiva em um curto prazo — Foto: Istock Getty Images

Overtraining piora a performance esportiva em um curto prazo — Foto: Istock Getty Images 

O quadro de hipogonadismo ligado ao exercício pode prejudicar a performance esportiva, pois provoca alterações como menores força e resistência muscular e uma piora da recuperação muscular nos indivíduos acometidos, além de uma série de mudanças orgânicas prejudiciais. Isso ocorre porque o praticante de atividade física, com o objetivo de melhorar o seu desempenho, acaba treinando cada vez mais, entrando em um ciclo vicioso de busca pela perfeição. Assim, aumenta mais o volume semanal e a intensidade dos treinos e diminui os períodos de repouso, que são fundamentais para que o organismo se recupere. 

– Senão der tempo para o organismo, não adianta treinar em alta intensidade, a pessoa não vai se tornar mais capaz, pelo contrário. Quando o atleta só vai treinando cada vez mais e passa do ponto, esse hipogonadismo (diminuição de testosterona) dialoga com o excesso de treinamento clássico, passando também por um estágio antes do overtraining, que é o chamado overreaching, que consiste em um aumento do volume e\ou da intensidade do treino. Após essa fase, o indivíduo entra no overtraining e, em vez de melhorar sua performance esportiva, a piora em um curto prazo – aponta Zagury. 

Readequação de dieta e treinos é a principal forma de tratamento da baixa de testosterona — Foto: Istock Getty Images

Readequação de dieta e treinos é a principal forma de tratamento da baixa de testosterona — Foto: Istock Getty Images 

Nos casos de deficiência de testosterona causada pelo excesso de exercício físico, Ricardo Oliveira aponta que a principal medida a ser adotada é uma adequação de dieta e treinos. Segundo o médico endocrinologista e do esporte, o indivíduo deve: 

  • Fazer uma redução do volume de treinamento (em geral 20-30% do volume semanal), evitando os treinos mais longos, sobretudo aqueles que tem duração entre uma e duas horas; 
  • Um controle dietético também é fundamental, requerendo-se um aumento da ingestão calórica, incluindo quantidade de carboidratos e gorduras, muitas vezes negligenciado e demonizados por atletas;
  • Nos casos que tais ajustes não forem suficientes para reverter todo o processo, a reposição hormonal com testosterona ou uso dos chamados moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs) pode ser necessário.

Roberto Zagury também reforça que a base do tratamento nesses casos é o destreinamento, ou seja, fazer o movimento no sentido contrário. Afinal, se o que produziu aquela deficiência funcional na produção de testosterona foi o excesso de treinamento, o tratamento é entregar para a pessoa uma agenda de repouso para que que ela possa desfazer o que que foi construído pelo overtraining. 

– Outro ingrediente importante do tratamento é a paciência, embora seja muito difícil pedir para pessoa que está nessa situação dar tempo ao tempo. Às vezes a situação reverte rápido, mas nem sempre, pode ser preciso de três meses, seis meses ou até um ano para reverter o quadro. Então, a pessoa que se vê nessa situação acaba ficando insegura e ansiosa, mas na medicina às vezes o tempo faz parte do grande tratamento, como nesse caso – destaca o médico. 

Além de tratar o quadro, é importante o atleta tomar alguns cuidados, sendo importante lembrar que os produtos derivados de testosterona são considerados doping, ou seja, pertencentes à lista de substância proibidas pela agência mundial anti-doping (WADA). Portanto, é fundamental que equipe médica esteja ciente e, caso esse tipo terapia seja de fato necessário, deve ser solicitada uma autorização para uso terapêutico (AUT) antes do início da competição. A agência regulatória de cada país avaliará o caso e decidirá pela autorização ou não. No Brasil, esta função é feita pela Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). 

Outros cuidados incluem: 

  1. Construir um programa de treinamento de tal forma que o atleta encontre equilíbrio entre intensidade e volume de treinos e repouso. E isso quem vai fazer melhor do que ninguém é um profissional de educação física, que vai montar um treino periodizado, com momentos de maior intensidade, mas também com momentos de menor intensidade e outros de descanso. A monotonia de treinamento é um um problema importante que empurra o indivíduo para o hipogonadismo;
  2. Ter atenção a questões de ordem pessoal: problemas financeiros, afetivos e familiares influenciam o desempenho esportivo. É importante não descuidar desses fatores extra-esporte, que muitas vezes exigem o apoio de um psicólogo, por exemplo.

– Por fim, é importante destacar que atletas de endurance, sobretudo de provas longas (maratonas, ultramaratonas, ciclismo), esportes aquáticos (nos quais se treina horas por dia), dentre outros, estejam atentos à possibilidade da deficiência de testosterona. Diante da suspeita, a recomendação é procurar a equipe médica. Em muitos casos, um médico endocrinologista deverá ser consultado para avaliação criteriosa do caso – conclui Ricardo Oliveira. 

Fontes: 
Ricardo de Andrade Oliveira 
é médico endocrinologista e do esporte, ex-professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Departamento de Doenças Associadas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). 
Roberto Zagury é médico endocrinologista e coordenador do Departamento de Diabetes, Exercício e Esporte da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Informações GE


Argentino tem contrato de 2 anos, com a opção de renovação por mais um ano

Lionel Messi Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

O jogador argentino Lionel Messi terá o salário como mesmo valor de Neymar, no PSG. Segundo o jornal L’equipe, o valor é maior do que Mbappé ganha no clube francês.

Se Messi cumprir o tempo de contrato, o valor a ser recebido chegará aos 110 milhões de euros (R$ 682 milhões).

Da quantia, 30 milhões seriam recebidos no primeiro ano e 40 milhões nas outras duas temporadas, por conta de um bônus de fidelidade.

Messi tem contrato de 2 anos, com a opção de renovação por mais um ano.


Foto: Ricardo Stuckert/CBF/ Direitos Reservados

O ex-jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Rei Pelé, teve uma instabilidade respiratória na madrugada de hoje (17) e foi transferido, como medida preventiva, para a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, onde estava internado, na capital paulista.

O quadro de saúde de Pelé já foi estabilizado, e o tricampeão mundial de futebol foi levado para a ala de cuidados semi-intensivos.

“Edson Arantes do Nascimento apresentou breve instabilidade respiratória na madrugada de 17 de setembro e, como medida preventiva, foi transferido para a unidade de terapia intensiva (UTI). Após estabilização do quadro, o paciente passou para cuidados semi-intensivos. Ele encontra-se, neste momento, estável do ponto de vista cardiovascular e respiratório, e segue em recuperação de pós-operatório abdominal”, informa boletim médico divulgado pelo hospital.

No dia 4 deste mês, Pelé, que tem 80 anos, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no cólon direito, descoberto durante exames cardiovasculares e laboratoriais de rotina. Na última terça-feira (14), ele teve alta da UTI e permaneceu internado para se recuperar.

De acordo com sua filha, Kely Nascimento, Pelé está se recuperando bem. “No quadro normal de um senhor da idade dele, depois de uma operação dessas, às vezes, são dois passos para a frente e um para trás. É muito normal. Ontem [16] ele estava cansado e deu um passinho pra trás. Hoje ele deu dois para a frente”, postou Kely ans redes sociais, juntamente com uma foto ao lado do pai tirada na tarde de hoje.  

Informações Agência Brasil


Foto: Divulgação Santos

O tricampeão de futebol Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Rei Pelé, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas continua em recuperação no Hospital Albert Einstein, na capital paulista. Segundo boletim médico divulgado na tarde de hoje (14), o ex-jogador “apresenta boa condição clínica”.

No dia 4 deste mês, Pelé foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no cólon direito, descoberto durante exames cardiovasculares e laboratoriais de rotina, e o material retirado foi encaminhado para análise patológica.

Inicialmente, a previsão era que o ex-jogador, que tem 80 anos, recebesse alta da UTI no dia 7.

Na última sexta-feira (10), Pelé informou, pelo Instagram, que se sentia melhor a cada dia. “Meus amigos, a cada dia que passa eu me sinto um pouco melhor. Estou ansioso para voltar a jogar, mas ainda vou me recuperar por mais alguns dias. Enquanto estou por aqui, aproveito para conversar muito com minha família e para descansar. Obrigado novamente por todas mensagens de carinho. Logo mais estaremos juntos novamente!”, disse o tricampeão na mensagem.

Informações Agência Brasil


Jogador deu declarações em uma rede social

David Luiz Foto: Divulgação/Flamengo

Na tarde deste sábado (11), o zagueiro David Luiz assinou o contrato com o Flamengo. Segundo o portal GE, o acerto tem validade até o fim de 2022.

A apresentação do atleta está programada para ocorrer na segunda-feira (11).

O jogador, de 34 anos, usou as redes sociais para falar sobre seu novo clube.

– O propósito de Deus será cumprido!!! Servirei a Deus e lutarei por essa linda nação!!! Agora posso dizer MEU MENGÃO! Deus nos abençoe !!! Bora trabalhar – escreveu ele, no Instagram.

Post do jogador Foto: Reprodução/Instagram

Informações Pleno News


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Foto: Lucas Figueiredo/ CBF/Direitos Reservados

O Brasil derrotou o Peru por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (9) na Arena Pernambuco, e manteve o aproveitamento perfeito nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar) com oito vitórias em oito jogos.

A vitória teve um significado especial para o camisa 10 Neymar, que marcou uma vez pelo time comandado por Tite e se tornou o maior artilheiro da seleção brasileira na história da competição, com o total de 12 gols, um a mais do que Romário e Zico, os segundos colocados da relação.

Vitória tranquila

Após optar pela formação que iniciou o duelo com os argentinos (Weverton; Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro; Neymar e Gabriel Barbosa) o técnico Tite viu sua equipe assumir o comando das ações, com Neymar criando muito.

E foi dos pés do camisa 10 que surgiu o primeiro gol do Brasil. Aos 13 minutos Santamaría perdeu para Neymar, que avançou livre em velocidade pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Gabriel Barbosa furou e a bola sobrou para Éverton Ribeiro bater de chapa, de primeira, para abrir o placar.

Se no primeiro Neymar foi o arco, no segundo ele foi a flecha. Aos 39 minutos Danilo lançou Gabriel Barbosa, que avançou pela direita e finalizou, a defesa afastou parcialmente e Éverton Ribeiro aproveitou a sobra e chutou, mas Santamaría conseguiu cortar e a bola ficou com o camisa 10 do Brasil, que só teve o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Se na etapa inicial o Brasil dominou, na segunda diminuiu o ritmo e pouco criou, o que manteve o placar inalterado até o fim.

A seleção brasileira volta a jogar pelas Eliminatórias em outubro, quando mede forças com Colômbia, Venezuela e Uruguai.

Informações Agência Brasil


Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Com time definido, a seleção brasileira enfrenta os peruanos a patir das 21h30 desta quinta-feira, na Arena Pernambuco. O Brasil tem sete vitórias em sete jogos. O jogo contra a Argentina, no último domingo (5), é alvo de investigação na Fifa e está com resultado sub judice.

Sem o zaqueiro Marquinhos, o time já foi escalado pelo técnico Tite com Weverton, Danilo, Éder Militão, Lucas Veríssimo, Alex Sandro, Casemiro, Gerson, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro, Neymar e Gabigol. Apesar de os jogos de ida não terem sido concluídos, brasileiros e peruanos já se enfrentaram no torneio. Em Lima, deu 4×2 para o Brasil. O técnico Tite pregou respeito ao adversário, que foi vice-campeão da Copa América em 2019.

“Retrospecto não ganha. O grau de dificuldade a gente sabe que tem, a qualidade a gente sabe que tem. A gente vai ter que produzir muito, jogar muito, manter regularidade nos diferentes jogos dentro do próprio jogo. Tem aquele momento em que tu vai ser dominado, mas tem que controlar, grande parte dominando, mas ser efetivo, transformar em gol. A esse contexto todo, estamos atentos”, disse Tite.

Informações Bahia.ba


Juíza afirma que liminar visa a proteger funcionários que acusam dirigente de assédio e fixa multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da decisão

Foto: Agif

A juíza Aline Maria Leporaci Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, decidiu nesta segunda-feira afastar Rogério Caboclo da CBF por um ano. Na decisão, a magistrada aceitou o pedido do Ministério Público do Trabalho e impediu o ingresso e a permanência do cartola na entidade até setembro de 2022.

Na decisão liminar, o TRT do Rio determinou uma multa de R$ 500 mil por dia caso a CBF ou Caboclo desobedeça a decisão. Desde junho, quando foi acusado por assédio sexual e assédio moral por uma funcionária da entidade, o dirigente, que nega as acusações, está fora da CBF por decisão da Comissão de Ética.

Depois do afastamento provisório, o órgão suspendeu Caboclo por 15 meses. Pela decisão, que precisa ser ratificada pela Assembleia Geral da CBF – composta pelos 27 presidentes de federações estaduais -, o dirigente poderia voltar à entidade em setembro de 2022, antes do fim do seu mandato, em abril de 2023.

Segundo a juíza, Caboclo deve ser afastado da entidade como forma de proteger os funcionários que denunciaram o dirigente. Depois da primeira denúncia, outras duas mulheres afirmaram ter sido vítimas de assédio sexual de Rogério Caboclo.

Como empregadora da funcionária, é a CBF a investigada. No comunicado de abertura de investigação, o MPT lembra que violência e assédio, segundo convenção da Organização Internacional do Trabalho, “são intoleráveis no ambiente de trabalho” e geram danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos para a vítima

Um outro funcionário apresentou denúncia contra o cartola por assédio moral. Nela, o diretor de Tecnologia da Informação da CBF, Fernando França, afirma que Rogério Caboclo praticou “condutas ilícitas e repugnantes”.

O diretor afirmou ainda que foi “injuriado, difamado e sofreu agressões ameaçadoras, o que, sem dúvida, caracteriza abuso de poder e afronta ao princípio da moralidade”. Ainda de acordo com Fernando França, Caboclo pediu a ele que “grampeasse, monitorasse, quebrasse sigilo fiscal” da funcionária que fez a primeira denúncia de assédio.

A investigação busca verificar como são as relações entre diretores, demais superiores, vice-presidentes e o presidente, Rogério Caboclo – alvo das denúncias – e suas funcionárias. A investigação se debruçará sobre suspeitas de assédio sexual, mas pode ser estendida a situações de assédio moral, dependendo do relato das testemunhas.

Desde o dia 25 de agosto, a CBF é comandada por Ednaldo Rodrigues, ex-presidentes da Federação Bahiana de Futebol.

No total são três mulheres que afirmam ter sido assediadas por Rogério Caboclo. Os três casos foram revelados pelo ge. O dirigente nega todas as acusações.

No dia 4 de junho, uma funcionária o acusou de assédio sexual e assédio moral. O segundo caso, revelado em 9 de agosto, foi o da ex-funcionária que relatou assédio no voo para Madri em depoimento ao Ministério Público. O terceiro caso foi publicado em 20 de agosto e incluiu também acusações de agressão.

Entre os fatos narrados pela primeira denunciante, estão constrangimentos sofridos em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se “masturbava” – o áudio desta conversa foi revelado pelo Fantástico em 6 de junho. Entre outros episódios, segundo a funcionária, Caboclo ofereceu a ela um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”.

Esta primeira denúncia resultou no afastamento de Caboclo por 15 meses. As outras ainda serão julgadas pela Comissão de Ética.

Informações GE


Jogadores teriam prestado informações falsas ao entrar no Brasil

Sede da Polícia Federal em Brasília

A Polícia Federal confirmou a instauração de um inquérito para apurar a possível ocorrência de crime de falsidade ideológica cometida por quatro jogadores da seleção argentina de futebol, que teriam prestado informações falsas ao entrarem no país, onde jogariam contra a seleção brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Com os dois times em campo, a partida foi paralisada ontem (5), após 5 minutos de seu início. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia determinado que os jogadores argentinos fossem isolados no hotel e, posteriormente, deportados para a Argentina, mas a decisão não foi cumprida. 

Segundo a Anvisa, a delegação argentina foi informada em reunião, no sábado (4), sobre a irregularidade dos jogadores que, mesmo assim, foram escalados para a partida.

Conforme previsto na Portaria Interministerial 655, de 2021, viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e Índia estão impedidos de ingressar no Brasil.

De acordo com a PF, ainda ontem, os atletas foram notificadas a deixar o país, o que é um procedimento padrão, e formalmente ouvidos em termo de declarações.

Informações Agência Brasil


World Cup - South American Qualifiers - Brazil v Argentina
Foto: Amanda Perobelli

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma ter recomendado, em reunião ocorrida no sábado (4), a quarentena de quatro jogadores argentinos, ante a confirmação de que eles teriam prestado informações falsas ao entrarem no Brasil para partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Na reunião, segundo a agência, estavam presentes representantes da delegação da seleção argentina de futebol.

Conforme previsto na Portaria Interministerial 655, de 2021, viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e Índia estão impedidos de ingressar no Brasil.

A partida foi paralisada ontem (5), após 5 minutos de seu início, depois dos quatro jogadores argentinos entrarem em campo, mesmo com a determinação da agência de que teriam de cumprir isolamento no hotel para serem deportados para a Argentina.

“Desde a tarde deste sábado (4), a Anvisa, em reunião ocorrida com a participação de representantes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da delegação argentina, recomendou a quarentena de quatro jogadores argentinos”, informou, em nota, a Anvisa.

A agência acrescenta que, mesmo depois da reunião e da comunicação das autoridades, os jogadores argentinos teriam participado de treinamento ainda na noite do sábado. Diante da situação, na manhã seguinte, a Polícia Federal foi notificada.

A Anvisa afirma que “até a hora do início do jogo, esforçou-se, com apoio policial, para fazer cumprir a medida de quarentena imposta aos jogadores, sua segregação imediata e sua condução ao recinto aeroportuário”.

As tentativas foram frustradas, desde a saída da delegação do hotel até antes do início do jogo, “quando a agência teve sua atuação protelada já nas instalações da arena de Itaquera”.

“A decisão de interromper o jogo nunca esteve, nesse caso, na alçada de atuação da agência. Contudo, a escalação de jogadores que descumpriram as leis brasileiras e as normas sanitárias do país, e que ainda prestaram informações falsas às autoridades, isso sim, exigiu a atuação da agência de Estado a tempo e a modo, ou seja, de maneira tempestiva e efetiva”, complementa a nota.

A Anvisa acrescenta que os jogadores se recusaram a assinar a notificação entregue pelas autoridades presentes no estádio.

Informações: Agência Brasil