Narrador deve ficar no hospital por pelo menos três dias
Galvão Bueno Foto: Reprodução / TV Globo
O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, deve passar ao menos três dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após testar positivo para Covid-19. Em um vídeo publicado neste sábado (12) nas redes sociais, Galvão destacou que a ida para o hospital foi uma forma de precaução.
– Para quem torce por mim, uma ótima notícia! O doutor Davi Lewi achou que seria bom ficar aqui no Einstein por três dias para ser monitorado e fazer muita fisioterapia – declarou.
O narrador disse que não está tomando qualquer remédio contra a doença, mas ressaltou que faz exercícios duas vezes por dia para que consiga se recuperar a tempo de narrar a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 20 de novembro no Catar.
Esta é pelo menos a segunda vez que Galvão testa positivo para a Covid-19. O narrador já havia testado positivo para a doença em janeiro deste ano, mas não teve grandes complicações. Na época, ele disse que estava bem por estar “devidamente vacinado, com todas as doses”.
George Russell, da Mercedes, durante a qualificação de sprint no Autódromo de Interlagos Imagem: EVARISTO SA / AFP
O britânico George Russell, da Mercedes, venceu a corrida sprint e largará na primeira posição do GP de São Paulo, amanhã, em Interlagos. Lewis Hamilton completará a primeira fila e a dobradinha da Mercedes na ponta do grid de largada, que acontecerá às 15h (de Brasília).
Russell venceu a agitada corrida sprint, que é um teste classificatório e mais curto para a corrida do domingo, e o ferrarista Carlo Sainz chegou em segundo. Mas o espanhol foi punido por trocar de motor, perdeu cinco posições e terá que largar em sétimo. Vantagem também para o atual campeão Max Verstappen, que acabou em quarto na corrida curta, mas subiu para a terceira posição do grid.
Veja como largam os pilotos no GP de São Paulo:
1 George Russell (Mercedes) 2 Lewis Hamilton (Mercedes) 3 Max Verstappen (Red Bull Racing) 4 Sergio Pérez (Red Bull Racing) 5 Charles Leclerc (Ferrari) 6 Lando Norris (Mclaren) 7 Carlos Sainz (Ferrari) / Chegou em 2º, mas foi punido por troca de motor 8 Kevin Magnussen (Haas) 9 Sebastian Vettel (Aston Martin) 10 Pierre Gasly (Alphatauri) 11 Daniel Ricciardo (Mclaren) 12 Mick Schumacher (Haas) 13 Guanyu Zhou (Alfa Romeo) 14 Valtteri Bottas (Alfa Romeo) 15 Fernando Alonso (Alpine) 16 Yuki Tsunoda (Alphatauri) 17 Lance Stroll (Aston Martin) 18 Esteban Ocon (Alpine) 19 Nicholas Latifi (Williams) 20 Alexander Albon (Williams)
Sprint quase toda de pneus macios
Max Verstappen (Red Bull) e Nicholas Latifi (Williams) foram os únicos que escolheram largar com pneus médios. Todos os outros pilotos começaram a sprint, uma corrida curta sem pit stops, de pneus macios.
Verstappen mostrou logo nas primeiras voltas, mais uma vez, por que é o campeão antecipado da temporada. Mesmo com pneus médios, mais lentos, segurou firmemente a tentativa de ultrapassagem de George Russell, que tentou por fora e por dentro. Mas o holandês não conseguiu segurar por muito tempo a velocidade dos pneus macios que o perseguiam.
Na 12ª volta, Russell chegou perto de Verstappen de novo. A insistência foi tanta que na 15ª volta, na saída da curva do sol, o britânico enquadrou, botou de lado e fez o holandês comer poeira. Neste momento, o delírio em Interlagos foi completo — provando que a torcida da Mercedes segue fortíssima no país.
Sainz vai bem, mas é punido
Ao fim da prova, o campeão da temporada foi ultrapassado por Sainz e por Hamilton. A punição ao espanhol já era esperada: o ferrarista trocou o motor de combustão interna de seu carro e, agora, iniciará o GP ao lado de Magnussen. O dinamarquês, que largou na pole da sprint após surpreender no treino de ontem, terminou a corrida em sétimo.
O “brasileiro” Hamilton
O britânico recebeu nesta semana o título de cidadão honorário brasileiro, e pareceu pilotando em casa. Largou em oitavo e na sexta volta já estava na quarta posição. Quando Hamilton ultrapassou Verstappen, além de empolgar grande parte das arquibancadas de Interlagos, provocou êxtase na Mercedes. Assim que o hexacampeão superou o atual bi, foi possível ouvir gritos e aplausos dentro dos boxes da equipe alemã.
Clima tenso na Alpine
As F1 de Fernando Alonso e Esteban Ocon se tocaram na largada. O espanhol não gostou da atitude do colega e, pelo rádio, reagiu com ironia: “Perdi a asa dianteira graças ao nosso amigo”.
Pouco depois, o espanhol afirmou de novo que Ocon o prejudicou: “Bom trabalho dele”. O toque provocado por Ocon e a resposta de Alonso escancaram o clima pouco amistoso entre os pilotos da Alpine.
Stroll em exagero
A ultrapassagem de Lance Stroll sobre Sebastian Vettel foi considerada perigosa. O canadense da Aston Martin jogou o companheiro de time para fora da pista. A experiência de Vettel evitou um acidente grave. Logo depois, o alemão recuperou sua 11ª posição.
Stroll foi punido com dez segundos. Irritado com a decisão da FIA, o canadense caminhou rapidamente pelo paddock conversando apenas com um funcionário da Aston Martin.
Magnussen foi, de longe, o piloto que mais gerou empolgação nos torcedores antes da sprint. “É, Magnussen!”, bradavam os espectadores nas arquibancadas de Interlagos assim que as luzes vermelhas se apagaram.
Os gritos, no entanto, duraram pouco: Verstappen, ainda no começo da prova, ultrapassou o piloto da Haas e pôs fim à sensação do fim de semana.
Foi uma surpresa a pole de Kevin Magnussen para a sprint. Na sexta, o dinamarquês registrou a melhor volta (1m11s674) do primeiro treino livre, o que lhe garantiu o privilégio de largar em primeiro hoje. O bom resultado conquistado na chuva não se sustentou na pista seca. Magnussen acabou perdendo seis posições.
A uma semana do início da Copa do Mundo 2022, o narrador global Galvão Bueno está internado após ter contraído a Covid-19. Galvão deu entrada, na noite de sexta-feira (11), no hospital Albert Einstein, em São Paulo.
A internação se deu para agilizar a recuperação. Nas redes sociais, o locutor compartilhou um vídeo fazendo exercícios terapêuticos e tranquilizou os fãs. “Pra quem torce por mim, uma ótima notícia: O Dr. Davi Lewi achou que seria bom ficar aqui no Einstein por três dias para ser monitorado e fazer muita fisioterapia”, escreveu.
Por conta do teste positivo de Covid, a TV Globo suspendeu o programa Bem, Amigos, previsto para ser exibido na próxima segunda-feira (14). A atração é uma homenagem a Galvão antes de sua última Copa do Mundo.
Gabigol e Neymar durante treino da seleção brasileira na Neo Química Arena após suspensão de jogo contra a Argentina Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Principal nome da seleção brasileira, o atacante Neymar comentou sobre a não convocação de Gabigol, do Flamengo, para a Copa do Mundo. Em entrevista ao canal “3 na Área”, o jogador do Paris Saint-Germain esclareceu que nada teve a ver com o fato do camisa 9 rubro-negro não ser lembrado por Tite.
“Esses dias, após a convocação, saiu que eu não convoquei (para a Copa do Mundo) o Gabigol. Milhares de sites falaram sobre isso. Seria ao contrário. Eu seria o primeiro a falar para ele (Tite) convocar o Gabigol”, disse Neymar.
Segundo o portal “Em Off”, Neymar teria pedido a Tite que não chamasse Gabriel Barbosa para o Mundial do Qatar. O motivo? O relacionamento do jogador do Flamengo com Rafaella Santos, irmã do camisa 10 do PSG e da seleção.
Gabigol e Rafaella tiveram alguns relacionamentos, com idas e vindas, mas hoje não estão mais juntos. Ainda de acordo com o portal, Neymar “tem ressentimentos” do atleta rubro-negro e considera o ex-cunhado “um moleque”.
Ainda no podcast, Neymar declarou que tem ótima relação com Gabi e afirmou que torce pelo jogador. O camisa 10 citou ainda que conversou com o jogador do Fla, após o título da equipe na Libertadores, no fim de outubro, e parabenizou o atacante.
“Eu sou amigo pessoal dele. Torço por ele, gosto dele como jogador. Para mim, ele é um craque. Depois que eles (Flamengo) ganharam a Libertadores eu falei com ele por vídeo. São coisas que inventam sem sentido, é triste”, desabafou Neymar.
“Eu não respondi ninguém, estou falando disso pela primeira vez e porque foi engraçado”, frisou.
Com Neymar, mas sem Gabigol, a seleção brasileira se apresenta em Turim a partir de domingo (13) para a reta final de preparação para a Copa do Mundo. Na Itália, os jogadores canarinhos ficam até o dia 19, quando viajam para Doha. No Qatar, o Brasil segue a preparação para a estreia no Mundial, contra a Sérvia, no dia 24.
Gabriel Jesus terá de defender a liderança do Inglês antes de ir para o Qatar Imagem: Getty Images
Para até 18 dos 26 jogadores convocados por Tite para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo, o último fim de semana antes da viagem para o Qatar-2022 será de muito trabalho e doses cavalares de preocupação.
Com exceção do lateral direito Daniel Alves (Pumas), do meia-atacante Raphinha (Barcelona) e do trio do Real Madrid formado por Éder Militão, Rodrygo e Vinícius Júnior, todos os outros jogadores que correrão atrás do hexa no Oriente Médio atuam por clubes que irão a campo mais uma vez até domingo.
Ou seja, eles estarão sujeitos à competitividade normal de uma partida do futebol e aos riscos de lesão inerentes à prática.
Em tese, nada muito fora da rotina normal de trabalho de um atleta. A diferença é que qualquer novo problema físico neste momento significa uma possibilidade enorme de corte da seleção e de adeus à oportunidade de disputar a Copa.
E poucos são os clubes que poderão se dar ao luxo de poupar seus convocáveis nesta última rodada pré-Mundial.
O Palmeiras, já campeão brasileiro, vai dar descanso ao goleiro Weverton contra o Internacional. O Flamengo, que também não tem muito mais a fazer frente o Avaí, na despedida da Série A, fará o mesmo com Everton Ribeiro e Pedro.
Já as outras equipes, que estão no meio da temporada na Europa e ainda correndo atrás de pontos que serão importantes lá na frente, não podem fazer muita coisa para proteger seus convocados… até porque eles são muitos.
O Arsenal, de Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli, por exemplo, precisa da força máxima contra o Wolverhampton para defender a liderança do Campeonato Inglês. O Manchester City, que está na sua cola, também não irá abdicar de Ederson frente o Brentford.
Outro exemplo: Alex Sandro, Bremer e Danilo, da Juventus, jogam no domingo contra a Lazio, em confronto direito pela terceira posição do Italiano.
De todos os clubes do Velho Continente que cederão jogadores à seleção, somente o Sevilla tem uma possibilidade bem concreta de poupar seu convocável (Alex Telles), já que enfrenta o Velarde, da sexta divisão espanhola, pela primeira rodada da Copa do Rei. A equipe andaluz, no entanto, ainda não se pronunciou sobre o tema.
Em busca do fim de um jejum de 20 anos sem conquistar o torneio de futebol mais importante do planeta, o Brasil estreia contra a Sérvia, em 24 de novembro, no estádio Iconic, em Lusail. Depois, ainda enfrenta Suíça (dia 28) e Camarões (2 de dezembro) dentro do Grupo G.
Caso avance para a reta final do torneio, a seleção número um da história terá como adversário nas oitavas de final algum time oriundo do Grupo H, que reúne Portugal, Gana, Uruguai e Coreia do Sul.
A Copa do Mundo do Qatar-2022 será a primeira disputada no Oriente Médio e contará com a participação de sete das oito seleções que já levantaram a taça. Pela segunda edição consecutiva, a tetracampeã Itália não conseguiu a classificação e será baixa.
O torneio será disputado fora do seu período habitual por causa do calor que faz no país-sede no meio do ano, o auge do verão no Hemisfério Norte. Por isso, começará no próximo dia 20 e tem a final marcada para 18 de dezembro.
Essa será a última edição da competição da Fifa com o formato que vem sendo utilizado desde a França-1998. A partir do Mundial seguinte, organizada por Estados Unidos, Canadá e México, serão 48 participantes na disputa pelo título.
O último fim de semana pré-Copa dos convocados
Alisson (Liverpool): Southampton, amanhã, Campeonato Inglês Ederson (Manchester City): Brentford, amanhã, Campeonato Inglês Weverton (Palmeiras): Internacional, domingo, Campeonato Brasileiro Danilo (Juventus): Lazio, domingo, Campeonato Italiano Daniel Alves (Pumas): livre Alex Sandro (Juventus): Lazio, domingo, Campeonato Italiano Alex Telles (Sevilla): Velarde, domingo, Copa do Rei Marquinhos (PSG): Auxerre, domingo, Campeonato Francês Thiago Silva (Chelsea): Newcastle, amanhã, Campeonato Inglês Éder Militão (Real Madrid): livre Bremer (Juventus): Lazio, domingo, Campeonato Italiano Casemiro (Manchester United): Fulham, domingo, Campeonato Inglês Lucas Paquetá (West Ham): Leicester, amanhã, Campeonato Inglês Fred (Manchester United): Fulham, domingo, Campeonato Inglês Fabinho (Liverpool): Southampton, amanhã, Campeonato Inglês Bruno Guimarães (Newcastle): Chelsea, amanhã, Campeonato Inglês Éverton Ribeiro (Flamengo): Avaí, amanhã, Campeonato Brasileiro Richarlison (Tottenham): Leeds United, amanhã, Campeonato Inglês Neymar (PSG): Auxerre, domingo, Campeonato Francês Raphinha (Barcelona): livre Antony (Manchester United): Fulham, domingo, Campeonato Inglês Gabriel Jesus (Arsenal): Wolverhampton, amanhã, Campeonato Inglês Rodrygo (Real Madrid): livre Vinícius Júnior (Real Madrid): livre Gabriel Martinelli (Arsenal): Wolverhampton, amanhã, Campeonato Inglês Pedro (Flamengo): Avaí, amanhã, Campeonato Brasileiro
A seleção brasileira estreia no dia 24 de novembro contra a Sérvia
Quando faltam apenas 10 dias para o início da Copa do Mundo, Pelé afirmou que confia demais na conquista do título mundial pelo Brasil. O Rei do Futebol, que completou 82 anos no final de outubro, usou seus perfis nas redes sociais para expressar, nesta quinta-feira (10), a esperança de que a equipe de Tite saia vitoriosa no Catar.
“São apenas mais dez dias até a Copa do Mundo e eu mal posso esperar para ver nossa seleção entrar em campo. Podem até achar que estou confiante demais, mas sinto que veremos o Brasil vitorioso novamente”, afirmou Edson Arantes do Nascimento.
Nas postagens, Pelé também recordou que fez parte da equipe que conquistou a primeira Copa para o Brasil, em 1958 na Suécia (o Rei do Futebol também fez parte das vitoriosas campanhas de 1962 e 1970): “Na última vez que eu usei a camisa da seleção brasileira nós inauguramos as três estrelas sobre o escudo, agora já temos cinco. Mal posso esperar para ver essa camisa com seis estrelas”.
O Mundial do Catar será iniciado no dia 20 de novembro, com a partida entre os donos da casa e o Equador. A seleção brasileira estreia no dia 24 de novembro, a partir das 16h (horário de Brasília), em jogo contra a Sérvia pelo Grupo G da competição.
O fundo Mubadala Capital, que comprou a Refinaria de Mataripe, está comprando parte da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) que hoje abriga grandes times do futebol brasileiro.
O fundo Mubadala deve pagar cerca de 5 bilhões de reais por uma participação de 20% na liga.
“Após a condução de um processo competitivo para recebimento de propostas foi aprovado, por unanimidade, em Assembleia Geral da Liga do Futebol Brasileiro – Libra, realizada no dia 7 de novembro de 2022, a concessão de um período de exclusividade ao Mubadala Capital”, disse a liga em comunicado.
A Libra tem entre seus integrantes times como Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Vasco, Botafogo, Red Bull Bragantino, Cruzeiro e Grêmio. Outros times importantes do país ainda negociam sua adesão.
As quantias que serão liberadas para os grande clubes giram em torno de mais de R$ 100 milhões até R$ 300 milhões entre as equipes da Série A. Quem mais irá receber é o Flamengo, na sequência terá Corinthians e Palmeiras.
O técnico Tite anunciou nesta segunda-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, os 26 jogadores que vão defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022. A grande surpresa foi a presença do lateral-direito Daniel Alves, que está no Pumas, do México. Os convocados pelo treinador vão se apresentar na próxima segunda-feira, em Turim, onde a Seleção permanecerá até o dia 19, quando seguirá para o Catar.
A Copa do Mundo 2022 será disputada de 20 de novembro a 18 de dezembro. A Seleção estreará no dia 24, contra a Sérvia. Os outros dois times do Grupo G são Suíça e Camarões.
Confira os convocados:
Goleiros Alisson – Liverpool Ederson – Manchester City Weverton – Palmeiras
Laterais Danilo – Juventus Alex Sandro – Juventus Daniel Alves – Pumas Alex Telles – Sevilla
Zagueiros Militão – Real Madrid Marquinhos – PSG Thiago Silva – Chelsea Bremer – Juventus
Meio-campistas
Bruno Guimarães – Newcastle Casemiro – Manchester United Fabinho – Liverpool Fred – Manchester United Paquetá – West Ham Everton Ribeiro – Flamengo
Atacantes
Neymar – PSG Vinicius Júnior – Real Madrid Antony – Manchester United Rodrygo – Real Madrid Raphinha – Barcelona Richarlison – Tottenham Pedro – Flamengo Gabriel Jesus – Arsenal Gabriel Martinelli – Arsenal
Tite vai convocar a seleção brasileira nessa segunda-feira — Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Após mandar lista com 55 nomes para a Fifa, Tite anuncia nesta segunda-feira, dia 7 de novembro, os 26 eleitos para o Mundial do Catar. Apresentação está marcada para dia 14, em Turim O técnico Tite anuncia nesta segunda-feira os 26 jogadores convocados para defenderem a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022. A lista será divulgada às 13h, no auditório da sede da CBF, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O anúncio dos convocados e a entrevista coletiva do treinador terão exibição ao vivo pelo grupo Globo em todas suas plataformas, na TV Globo, no SporTV e no ge, com transmissão ao vivo e especial com live antes e depois da lista de Tite.
Antes dos 26 nomes, Tite e a comissão técnica mandaram para a Fifa no dia 21 de outubro a lista provisória com 55 nomes. Entre eles, algumas surpresas com poucas chances de ir a Copa, entre elas o lateral-direito Rodinei, do Flamengo, e o atacante Luiz Henrique, ex-Fluminense, do Real Betis.
A lista prévia serve para preparar os clubes da cessão de seus atletas. Desta vez, com a Copa no fim do ano, todos jogadores estarão liberados a partir de 13 de novembro. A apresentação é dia 14 de novembro, em Turim, onde a seleção brasileira treina até viajar para Doha, no dia 19.
O Brasil estreia no Mundial do Catar em 24 de novembro, contra a Sérvia, às 16h (de Brasília). O Grupo G da competição ainda conta com Suíça e Camarões.
O que diz o regulamento da Copa do Mundo?
O regulamento do Mundial do Catar da Fifa prevê que as listas – tanto a provisória quanto a definitiva, que podem ter de 23 a 26 nomes – tenham as seguintes informações sobre os jogadores:
nome completo e apelido
nome na camisa
lugar e data de nascimento
número de passaporte e data de validade
nome e país do clube
altura, peso
número de convocações internacionais e de gols por seleção
Os 23 a 26 jogadores relacionados devem sair da lista provisória – aquela com até 55 nomes.
As normas para a participação da Copa do Mundo têm regras específicas para casos de lesão. O regulamento diz o seguinte:
só poderá ser substituído o jogador relacionado na lista definitiva em caso de lesão ou caso de enfermidade grave 24h antes da estreia de cada seleção. Ou seja, no caso do Brasil conta até o dia 23 de novembro, pois a Seleção estreia dia 24 contra a Sérvia
neste caso, a substituição não precisa obedecer a regra dos até 55 nomes. Ou seja, pode ser convocado um jogador fora da lista provisória
para a substituição, a Comissão Médica da Fifa precisa receber certificado que comprove a lesão grave ou enfermidade no atleta
o jogador substituto herda o número da camisa do jogador cortado.
Programação da seleção brasileira até a Copa do Mundo — Foto: Infoesporte
Não há duvidas de que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo são os maiores nomes de futebol do século XXI. Juntos, os astros argentino e português colecionam 11 prêmios de melhor jogador do planeta pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), nove títulos de Liga dos Campeões da Europa (onde, aliás, são os principais artilheiros e únicos a terem ultrapassado a barreira dos 100 gols), entre outros recordes. A era deles, porém, está chegando ao fim e a Copa do Mundo deste ano será a última com a presença de ambos.
Será o quinto Mundial de cada um, o que os igualará a mais quatro nomes (os mexicanos Antonio Carbajal e Rafa Márquez, o alemão Lothar Matthäus e o italiano Gianlugi Buffon) como jogadores com mais participações no evento. Messi, de 35 anos, anunciou recentemente que a Copa do Catar será a derradeira da carreira. Ronaldo, dois anos mais velho, ainda não fala em adeus e deseja estar na edição de 2026 (Canadá, Estados Unidos e México), aos 41 anos.
A trajetória de ambos em Copas teve início em 2006. À época com 18 anos, Messi ainda não era o protagonista que viria a se tornar no Barcelona (Espanha), mas era apontado como candidato a revelação do torneio disputado na Alemanha. Ele esteve presente em três jogos do Mundial. A estreia foi na segunda rodada da fase de grupos, na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Reserva, o atacante entrou no lugar do meia Máxi Rodriguez aos 29 minutos do segundo tempo. Participou do quarto gol, marcado pelo centroavante (e hoje técnico) Hernán Crespo, além de balançar as redes para fazer o quinto tento argentino na partida.
Com a seleção alviceleste garantida nas oitavas de final, Messi ganhou chance como titular no duelo seguinte, no empate sem gols com a Holanda. No mata-mata, iniciou no banco o jogo com o México, no dia em que completou 19 anos, entrando em campo aos 39 minutos da etapa final. Discreto, o atacante não recebeu oportunidade nas quartas de final, quando a Argentina foi eliminada pela Alemanha nos pênaltis, gerando críticas ao técnico José Pekerman.
Naquele mesmo Mundial, Ronaldo já era um dos principais nomes da seleção portuguesa de Luiz Felipe Scolari, embora o protagonista ainda fosse o veterano Luís Figo. Este último, aos 33 anos, preparava-se para transferir o bastão de líder rubro-verde justamente ao então jovem de 21 anos, titular desde o vice-campeonato europeu em 2004 e que balançou as redes pela primeira vez em uma Copa (edição da Alemanha) na vitória por 2 a 0 sobre o Irã, na segunda rodada, cobrando pênalti.
Nas oitavas de final, diante da Holanda, Ronaldo foi uma das vítimas do jogo mais violento da história das Copas (16 amarelos e quatro vermelhos), deixando o gramado contundido no primeiro tempo – Portugal venceu por 1 a 0. Nas quartas, foi dele o gol que decretou a classificação lusitana às semifinais, nos pênaltis, contra a Inglaterra. O atacante ainda esteve presente nas derrotas para França (semifinal) e Alemanha (disputa pelo terceiro lugar).
De promessas a estrelas
Quatro anos depois, Messi e Ronaldo já eram os principais astros do futebol mundial, ambos com um prêmio de melhor do mundo cada, sendo o argentino o detentor do posto quando a bola rolou na Copa da África do Sul. A dupla, porém, decepcionou. Apesar da ótima atuação na goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, participando dos quatro gols da Argentina, o então craque do Barcelona passou em branco na competição e foi questionado por não render na seleção o tanto que apresentava no clube espanhol.
O português, por sua vez, foi eleito o melhor em campo nos três jogos da primeira fase, ainda que longe de brilhar nos empates sem gols com Costa do Marfim e Brasil e na goleada por 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, em que balançou as redes pela única vez na edição. Na eliminação para a futura campeã Espanha, nas oitavas de final (derrota por 1 a 0), CR7 foi criticado por se recusar a dar entrevistas mesmo sendo capitão da seleção e por cuspir na direção de um cinegrafista na saída do gramado.
Na edição do Mundial no Brasil (2014), Messi, enfim, foi protagonista em uma Copa do Mundo. Ele marcou quatro vezes nos três primeiros jogos da Argentina e deu assistência para o atacante Ángel Di Maria fazer, na prorrogação, o gol da vitória sobre a Suíça, por 1 a 0, que levou a equipe alviceleste às quartas de final. Com a braçadeira de capitão, o camisa 10 liderou os hermanos à decisão, mesmo sem balançar as redes no mata-mata. Diante da Alemanha, porém, o craque não aproveitou as chances e a meta de ser campeão mundial no Maracanã sucumbiu ao gol do meia Mario Gotze. Ainda assim, foi eleito o melhor jogador do torneio.
A participação de Ronaldo foi curta. Então melhor do mundo, o português chegou ao Mundial no Brasil sofrendo com lesões. A goleada sofrida para os alemães (4 a 0) e o empate por 2 a 2 com os Estados Unidos praticamente sentenciaram o duelo com Gana, na última rodada da fase de grupos, a somente cumprir tabela. O camisa 7 até deixou a marca dele, garantindo o triunfo rubro-verde por 2 a 1, mas Portugal se despediu antes do mata-mata.
Veio, então, a Copa da Rússia (2018). Após as derrotas nas finais das Copas Américas de 2015 e 2016 (ambas para o Chile), Messi chegou a anunciar que se aposentaria da seleção, mas voltou atrás. Na estreia dos hermanos o camisa 10 perdeu um pênalti (empate por 1 a 1 com a Islândia) e pouco conseguiu fazer na derrota para a Croácia ( 3 a 0). O craque desencantou contra a Nigéria, marcando o primeiro gol da vitória por 2 a 1, que classificou os argentinos. Nas oitavas de final, apesar de duas assistências, ele viu a França, do atacante Kylian Mbappé, vencer por 4 a 3 e adiar, novamente, o sonho do título mundial.
Ronaldo chegou à Rússia novamente como melhor do mundo, além de campeão europeu por Portugal, dois anos antes. Na estreia, tornou-se o atleta mais velho (33 anos e 130 dias) a marcar um hat-trick (três gols na mesma partida) em uma Copa, no empate por 3 a 3 com a Espanha. Ele também se igualou a Pelé ao balançar as redes pelo quarto Mundial seguido. O atacante ainda fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre Marrocos, no jogo seguinte. Pela terceira rodada, porém, o camisa 7 desperdiçou um pênalti no empate em 1 a 1 com o Irã, o que custou a liderança do grupo. Nas oitavas, os portugueses caíram para o Uruguai.
À caça de recordes
O inédito título mundial é a principal motivação de Messi e Ronaldo no Catar, mas não a única. Ambos podem estabelecer marcas históricas na edição deste ano. Caso entre em campo, o argentino se tornará o jogador com mais Copas no currículo (cinco) em seu país. Se participar dos três jogos da primeira fase, será o hermano com mais atuações na competição, chegando a 21 e superando o ídolo Diego Armando Maradona. Por fim, o camisa 10 está a quatro bolas na rede de igualar o feito do ex-atacante Gabriel Batistuta, autor de 10 gols, como maior artilheiro da Argentina em Mundiais.
Já Ronaldo, se balançar a rede no Catar, será o primeiro a marcar em cinco Copas consecutivas. Na lista dos jogadores mais velhos a balançarem as redes na história da competição, o astro ficaria atrás somente do ex-atacante Roger Milla, que tinha 42 anos e 39 dias quando fez o gol de honra de Camarões na derrota por 6 a 1 para a Rússia, nos Estados Unidos (1994) – o português terá 37 anos e oito meses no Mundial do Oriente Médio.
Pela primeira vez desde que se tornaram as duas principais grifes do futebol mundial, os craques chegam à Copa sem um deles ser o melhor do mundo. O momento de ambos também é distinto. Ainda que sem o protagonismo dos anos de Barcelona, Messi tem feito bons jogos pelo Paris Saint-Germain (França), após uma temporada 2021/22 abaixo das expectativas, na qual sequer foi listado, por exemplo, entre os 30 finalistas do prêmio Bola de Ouro, da revista France Football. Já com a torcida argentina, o clima do camisa 10 é de festa, depois de, enfim, liderar a conquista do título da última edição da Copa América, no Brasil, no ano passado.
Ronaldo, ao contrário, vive momento delicado no clube e na seleção. Ausente de quase toda a pré-temporada do Manchester United (Inglaterra), de onde tentou sair – ele tem sido pouco aproveitado pelo técnico Erik Ten Hag. Em algumas partidas do Campeonato Inglês, deixou o banco de reservas antes do apito final. Vestindo a camisa rubro-verde, o craque foi criticado pelas atuações nos últimos amistosos e teve até a titularidade questionada. O Mundial do Catar pode ser a oportunidade derradeira para o camisa 7 dar a volta por cima na temporada.
A estreia da Argentina, de Messi, na Copa do Catar, será em 22 de novembro, às 7h (horário de Brasília), diante da Arábia Saudita, pelo Grupo C, no Estádio Lusail. No dia 24, às 13h, será a vez de Portugal, de CR7, debutar no Mundial, contra Gana, no Estádio 974, pelo Grupo H.