Gareth Bale disputa a bola com iranianos durante País de Gales x Irã, na Copa do Mundo Imagem: Soccrates Images/Getty Images
Irã e País de Gales abriram hoje (25) a segunda rodada da Copa do Mundo do Qatar com um jogo pra lá de emocionante. Depois de levar uma goleada de 6 a 2 para a Inglaterra na estreia, o time iraniano reagiu, dominou a equipe de Gareth Bale durante quase todo jogo e conseguiu a vitória por 2 a 0 com dois gols nos acréscimos, marcados por Rezaeian e Cheshmi.
Com a vitória, o Irã vai a três pontos e assume o segundo lugar do grupo, liderado pela Inglaterra, que soma os mesmos três e fica à frente pelo saldo de gols. Os Estados Unidos estão em terceiro, com um, enquanto País de Gales assume a lanterna, também com um, mas com saldo menor.
Ainda hoje (25), às 16h (de Brasília), Inglaterra e Estados Unidos se enfrentam no estádio Al Bayt em jogo que fecha a segunda rodada da chave. Caso voltem a vencer, os ingleses —que somaram três pontos na estreia ao golear o Irã por 6 a 2— já garantem vaga nas oitavas de final.
A última rodada do Grupo B da Copa do Mundo está marcada para a próxima terça-feira, dia 29. Com os dois jogos acontecendo ao mesmo tempo, às 16h, País de Gales e Inglaterra se enfrentam no Al Rayyan, enquanto Irã e Estados Unidos jogam no Al Thumama.
Que golaço do Irã! Anulado…
Imagem: Maddie Meyer – FIFA/FIFA via Getty Images
Com a torcida iraniana apoiando mais do que na estreia, o time de Carlos Queiróz por pouco não abriu o placar no Al Rayyan. Na verdade, chegou a abrir, após uma virada de jogo errada de País de Gales, mas o bonito gol marcado por Gholizadeh após tabela com Azmoun acabou anulado pelo VAR. O próprio autor do gol ficou claramente em dúvida quanto a sua posição na hora de empurrar a bola para as redes e comemorar, e o placar seguiu 0 a 0.
Duas vezes na trave, e a bola não entra!
Imagem: Soccrates Images/Getty Images
Melhor na etapa inicial, apesar do jogo truncado, o Irã seguiu criando mais que País de Gales. Aos 6min do segundo tempo, mais uma vez ficou muito perto de fazer 1 a 0, mas parecia que a bola não queria entrar. Em jogada muito bem trabalhada, Azmoun foi acionado em profundidade, invadiu a área e finalizou na trave esquerda. Na sobra, Gholizadeh carregou da direita para o meio, chutou colocado de canhota e carimbou o poste. No rebote, Azmoun ainda cabeceou à queima-roupa, mas Hennessey fez a defesa. Que sufoco!
Gales com um a menos após entrada forte
Imagem: Clive Brunskill/Getty Images
Em mais um contra-ataque de perigo, o Irã conseguiu ficar com um homem a mais. Henessey abandonou a sua área para cortar lançamento, chegou atrasado e fez falta dura, acertando o joelho no rosto do adversário. Inicialmente, o árbitro mostrou só amarelo, mas, após recomendação do VAR e revisão do lance no monitor de vídeo, aplicou o vermelho.
Mais protesto e emoção no hino
Imagem: Clive Brunskill/Getty Images
Enquanto a revolução impulsionada pelas mulheres após a morte de Mahsa Amini continua no Irã, torcedores do país asiático deram sequência aos protestos pelos direitos das mulheres no Qatar. Assim como aconteceu na estreia, alguns deles compareceram ao jogo com camisetas com frases como “Free Iran” (Liberte o Irã) e “Women, Life, Freedom” (Mulher, Vida, Liberdade), mas de forma mais tímida que na primeira partida.
A emoção tomou conta de muitos aficionados durante a execução do hino do Irã, enquanto outros vaiaram. Dentro de campo, alguns jogadores deixaram o silêncio da primeira rodada de lado para cantar algumas frases do hino, mesmo de forma tímida.
Jogador do Irã preso por ‘propaganda’ contra governo
Imagem: Charlotte Wilson/Offside/Offside via Getty Images
O jogo acontece um dia após mais um capítulo da triste história que vem sendo escrita no Irã. Ontem (24), autoridades iranianas prenderam o jogador de futebol Voria Ghafouri, acusado de ter “insultado e manchado a reputação da seleção nacional” e de fazer “propaganda” contra a República Islâmica, segundo informou a agência de notícias iraniana Fars.
O Irã vive uma onda de protestos desde 16 de setembro, quando Mahsa Amini, uma jovem curda iraniana de 22 anos, foi morta três dias depois de ser detida pela polícia em Teerã. Ela foi acusada de violar o rígido código de vestimenta em vigor no país.
Torcedora reprimida com camisa de Masha
Imagem: Matthias Hangst/Getty Images
Fotos flagraram o momento em que uma torcedora, com hijab preta, exibia uma camisa com o número 22 com o nome de Masha Amini. Foi a morte dela enquanto estava detida pelo regime que desencadeou o movimento pedindo mais direitos para mulheres e que questiona a legitimidade do governo iraniano. Seguranças mandaram a torcedora guardar a camisa, como mostram as imagens.
Ficha técnica
País de Gales 0 x 2 Irã
Competição: 2ª rodada do Grupo B da Copa do Mundo de 2022 Local: Estádio Al Rayyan, em Al Rayyan (QAT) Data e hora: 25 de novembro de 2022, às 7h (de Brasília) Árbitro: Mario Alberto Escobar (Guatemala) Assistentes: Caleb Wales (Trinidad e Tobago) e Juan Carlos Mora (Costa Rica) Cartões amarelos: Rodon (País de Gales) Cartão vermelho: Hennessey (País de Gales) Gols: Cheshmi aos 52 do 2ºT e Rezaeian aos 55 do 2ºT País de Gales: Hennessey; Mepham, Rodon e Davies; Roberts (Johnson), Ampadu (Allen), Ramsey, Wilson (James) e Williams; Bale e Moore. Técnico: Rob Page Irã: Hossein Hosseini; Mohammadi, Pouraliganji, Majid Hosseini e Rezaeian; Gholizadeh (Jahanbakhsh), Nourollahi (Cheshmi), Ezatolahi (Karimi) e Hajsafi (Torabi); Taremi e Azmoun (Ansarifardi). Técnico: Carlos Queiroz
Richarlison faz golaço de voleio na partida entre Brasil e Sérvia pela Copa do Mundo do Qatar Imagem: Alex Livesey – Danehouse/Getty Images
Foram mais de quatro anos de espera, mais de 2,1 milhões de minutos, mas que passaram voando comparados com a tensão dos primeiros 62 minutos do Brasil na Copa do Mundo do Qatar 2022. O nervosismo tomava conta do país do futebol quando Richarlison liberou o grito de gol e abriu caminho para a vitória sobre a Sérvia por 2 a 0.
A seleção brasileira teve o controle da partida desde o início, mas não conseguia furar o bloqueio sérvio. Raphinha teve a melhor chance do primeiro tempo, mas bateu fraco. Alex Sandro acertou a trave já na segunda etapa, mas foi então que Richarlison entrou em ação.
O camisa 9 da seleção brasileira aproveitou jogada de Neymar, chute de Vini Jr e rebatida do goleiro Vanja para provar toda sua presença de área e abrir o placar. Depois, Vini Jr recebeu pela esquerda e serviu o Pombo, que viu a bola subir no domínio e não teve dúvidas: virou um voleio espetacular para ampliar e fechar a conta para o Brasil.
Com o resultado, o Brasil lidera o grupo G por ter um saldo de gols maior do que a Suiça, que venceu hoje mais cedo a seleção de Camarões por 1 a 0. O time de Tite volta a campo nesta segunda-feira (28), às 13h, para enfrentar a Suíça.
Primeiro tempo duríssimo
Enquanto o Brasil confirmou a escalação ofensiva com apenas um volante, a Sérvia foi para o jogo com somente um atacante. O técnico Tite preparou formas de furar a retranca do rival, mas os primeiros 46 minutos foram de poucas oportunidades criadas.
Logo nos primeiros minutos, a Sérvia deixou claro sua estratégia: marcar, marcar, marcar e talvez armar algum contra-ataque. Aos 5′, o zagueiro Pavlovic levou amarelo. Na sequência, Neymar ficou sem camisa ao ser agarrado por Lukic. O primeiro susto para os europeus só ocorreu no minuto 12, quando Neymar tentou gol olímpico e obrigou o goleiro Vanja Milinkovic-Savic a fazer a defesa.
Com Vini Jr bastante acionado pela esquerda e Raphinha ajudando muito na marcação pela direita, o Brasil começou o jogo melhor e dando trabalho para a Sérvia. A equipe manteve a posse de bola em quase todo o tempo no campo de ataque, mas não conseguiu levar perigo o suficiente para arrancar o “uh” da torcida.
O melhor lance do primeiro tempo foi um quase gol olímpico de Neymar. Raphinha teve chance cara a cara, mas errou o chute. A Sérvia conseguiu conter o ímpeto brasileiro depois dos 20 minutos, mas estava claramente mais preocupada em não levar gols do que em abrir o placar. Alisson quase não tocou na bola.
O Brasil teve cinco finalizações, três delas na direção do gol, e a Sérvia chegou uma única vez, sem oferecer nenhum perigo para o goleiro Alisson. A partida foi, literalmente, de ataque contra defesa.
Com menos de um minuto de jogo, o Brasil quase abriu o placar. Raphinha roubou a bola no campo de ataque, saiu cara a cara com o goleiro e bateu em cima dele. Neymar, do lado e sozinho, ficou desesperado por não receber o passe.
A seleção brasileira continuou melhor e acertou a trave, com Alex Sandro, no 15º minuto. Aos 18, os sérvios não conseguiram mais resistir. Casemiro acionou Neymar, que cortou os marcadores e a bola sobrou para Vini Jr finalizar. No rebote do goleiro Vanja, Richarlison apareceu para empurrar. O Pombo estava sumido, mas esteve no lugar certo na hora certa. 1 a 0.
A Sérvia fez substituições e buscou a reação, mas abriu os espaços que o Brasil precisava. Aos 27 minutos, Vini Jr cruzou, Richarlison não dominou bem e improvisou: um lindo voleio no canto do goleiro. Um golaço do Pombo que já havia sido ensaiado em um dos treinos na preparação em Turim, na Itália. Foi o fim da “maldição do 9”.
Com o 2 a 0 no placar e as substituições com mais “perninhas rápidas” como Antony e Rodrygo no segundo tempo, o Brasil empilhou chances: Casemiro, Fred, Rodrygo… Todos puderam transformar a vitória em goleada, mas o placar terminou com o 2 a 0, com direito a “olé” no estádio com mais de 88 mil pessoas.
Neymar saiu de campo andando, mas abatido. Quando sentou no banco, começou a chorar e foi atendido pelo departamento médico.
Neymar chora no banco de reservas com dor no tornozelo direitoImagem: Reprodução/Globo
Torcida brasileira faz mais barulho, com sérvios tentando reagir
Depois de alguns jogos ficarem marcados pelo clima de biblioteca nesta Copa, a partida entre Brasil e Sérvia teve uma torcida bastante participativa. Com praticamente 70% do estádio, os brasileiros fizeram bem mais barulho e receberam bastante apoio de torcedores estrangeiros. Os sérvios tentaram reagir e gritaram bastante o nome do seu país e só conseguiam fazer mais barulho nas poucas vezes em que a sua seleção cruzava na área.
Raphinha, rei das finalizações no treino, desperdiça chances seguidas
Uma das características que fizeram Raphinha ganhar muito espaço no Brasil foi a qualidade das suas finalizações. Além de ser rápido e driblador, ele impressionou a comissão técnica por sua qualidade na hora de chutar. Não à toa, mesmo em má fase no Barcelona, ele não perdeu espaço na Amarelinha. Hoje, no entanto, ele perdeu as melhores oportunidades brasileiras, sendo duas delas bem cara a cara com o goleiro adversário. O desperdício fez os brasileiros levarem a mão à cabeça.
Novidades na bola parada
De quatro treinos da seleção brasileira em Doha, três foram fechados. Tite e sua comissão técnica usaram a privacidade para ensaiar jogadas de bola parada que já foram usadas contra a Sérvia. Ainda no primeiro tempo, em apenas 30 minutos, foi possível observar novidades em dois momentos: um escanteio cobrado por Raphinha pela direita e uma falta tabelada entre Neymar e Raphinha na esquerda. Nas duas vezes, o Brasil tentou jogadas curtas de combinação para abrir espaço na defesa dos europeus em vez de levantamentos diretos na área.
FICHA TÉCNICA BRASIL 2 x 0 SÉRVIA
Data: 24 de novembro de 2022 Local: Estádio Lusail, em Doha (Catar) Horário: 16h (de Brasília) Árbitro: Alireza Faghani (Irã) Assistentes: Mohammadreza Mansouri e Mohammadreza Abolfazli (Irã) VAR: Abdulla Al-Marri (Qatar) Público: 88.013 Cartões amarelos: Pavlovic, Lukic e Gudelj (Sérvia)
GOLS: Brasil: Richarlison (2), aos 16 e 27 minutos do 2T
BRASIL: Alisson, Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro e Lucas Paquetá (Fred); Raphinha (Martinelli), Neymar (Antony), Vini Jr (Rodrygo) e Richarlison (Gabriel Jesus). Técnico: Tite
SÉRVIA: Vanja Milinkovic-Savic; Milenkovic, Veljkovic e Pavlovic; Zivkovic (Radonjic), Gudelj (Ilic), Lukic (Lazovic) e Mladenovic (Vlahovic); Tadic, Sergej Milinkovic-Savic e Mitrovic (Maksimovic). Técnico: Dragan Stojkovic
“Como informou no ar durante a transmissão da Copa, Luis Roberto desenvolveu uma sinusite por conta das bruscas mudanças de temperatura e da secura do clima no Catar. O narrador já está medicado e vai se poupar nos próximos dias para se recuperar completamente”, informou a emissora. A previsão é que ele retorne ao trabalho na sexta (25) ou até antes, caso consiga se recuperar nas próximas horas. Ele estava escalado para narrar Alemanha x Japão nesta quarta (23), mas a Globo mudou tudo às pressas.
“O jogo entre Marrocos e Croácia será narrado por Rembrandt Jr., com comentários de Richarlyson e Zé Roberto. E a partida entre Alemanha e Japão será comandada por Renata Silveira, que terá ao seu lado os comentaristas Ricardinho e Paulo Nunes”, explicou a empresa, em nota.
Luis Roberto narrou partidas em três dias consecutivos. Ele comandou a transmissão da abertura da Copa do Mundo no domingo (20), substituindo Galvão Bueno, que precisou adiar a viagem ao Catar para se recuperar da Covid-19 –o principal narrador da Globo estreará no jogo da Seleção Brasileira, na quinta-feira (24).
No jogo da França nesta quarta, a voz de Luis Roberto foi bastante exigida e ele precisou narrar cinco gols. Apesar de não ter a mesma força para soltar o grito, ele conseguiu vibrar todas as vezes que a rede balançou.
Após os comentários na web sobre a voz, o locutor se explicou ao vivo. “A alergia me pegou aqui, a sinusite deu o ar da graça, mas de qualquer forma a gente vai fazendo o melhor”, justificou.
Na equipe de narradores da Globo na TV aberta, apenas ele e Galvão Bueno estão no Catar. Cleber Machado, Renata Silveira e Gustavo Villani têm comandado as partidas dos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.
A França venceu a partida contra a Austrália em sua estreia na Copa do Mundo de 2022. O jogo desta terça-feira (22) finalizou em 4 a 1, com dois gols de Olivier Giroud. Com isso, o atleta se igualou a Thierry Henry na artilharia da seleção francesa, com 51 pontos.
O primeiro gol do duelo aconteceu aos 31 minutos da primeira etapa, quando Giroud ficou sozinho dentro da área, após o passe de Rabiot e fez o gol da virada francesa. Ele também fez o quarto gol da seleção, de cabeça, após um cruzamento de Mbappé, aos 25 minutos do segundo tempo
Líder do Grupo D, a França volta a campo neste sábado contra a Dinamarca, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, às 13h, no estádio 974, em Doha.
Ato ocorreu nesta segunda-feira, antes da partida contra a Inglaterra
Em sinal de protesto, jogadores do Irã não cantam hino do país Foto: EFE/EPA/Rolex dela Pena
Nesta segunda-feira (21), jogadores da seleção do Irã não cantaram o hino de seu país antes da partida contra a Inglaterra, pelo grupo B da Copa do Mundo do Catar. O ato foi um aparente apoio aos protestos contra o recente assassinato da jovem Mahsa Amini e a situação repressiva no país dos atletas.
Os protestos, especialmente na capital, Teerã, são dirigidos ao regime iraniano após o assassinato de Amini, de 22 anos, que em setembro foi presa e agredida pela polícia por não respeitar o código de vestuário iraniano por não usar o véu islâmico corretamente.
O assassinato, a violência à qual a jovem foi submetida, além das mentiras do governo iraniano sobre o caso, elevaram a ira da população por causa dos abusos que as mulheres sofrem no país.
O técnico do Irã, o português Carlos Queiroz, afirmou que seus jogadores “estavam livres” para protestar se quisessem. Os jogadores não cantaram e foram aplaudidos pelos torcedores iranianos presentes no Estádio Internacional Khalifa, em Doha.
O número é mais que o dobro de habitantes do Brasil
Cristiano Ronaldo, jogador de futebol português, é conhecido por quebrar recordes e, com as redes sociais, não seria diferente.
Nesta segunda-feira (21/11) a estrela do esporte, conhecido como CR7, se tornou a primeira pessoa do mundo a alcançar a marca de 500 milhões de seguidores na plataforma Instagram.
O número representa 6% da população mundial e é quase o dobro de habitantes no Brasil.
O Instagram de Cristiano teve uma explosão de seguidores, segundo o Tribunal OnLine, depois que a campanha da marca de luxo Louis Vuitton, foi veiculada.
Na peça publicitária, o jogador aparece com Lionel Messi, que hoje conta com 376 milhões de seguidores, jogando xadrez.
Confira onde assistir ao vivo aos jogos de futebol e qual horário jogam hoje, segunda, 21 de novembro (21/11). Copa do Mundo 2022 compõe a programação do dia.
Copa do Mundo 2022 – Jogos de hoje, 21
10h – Inglaterra x Irã – Globo, SporTV, FIFA+
13h – Senegal x Holanda – Globo, SporTV, FIFA+, Canal do Casimiro (Youtube)
16h – Estados Unidos x Gales – Globo, SporTV (1 e 2) e FIFA+
As seleções de Catar e Equador se enfrentaram no estádio Al Bayt na primeira partida da Copa do Mundo do Catar de 2022, neste domingo (20). Com gols de Valencia, capitão da equipe, os equatorianos venceram a primeira disputa da competição por 2 a 0 e são os líderes do Grupo A.
A vitória do Equador quebrou a invencibilidade dos países-sede nas estreias de Mundiais. Nunca uma seleção do país-sede havia perdido no primeiro jogo da competição, desde a primeira Copa do Mundo de 1930, no Uruguai.
Nos 15 minutos do primeiro tempo, Valencia arrancou com a bola em direção à área e sofreu uma falta do goleiro do Catar, Saad Al Sheeb. O juíz marcou o pênalti, que foi cobrado pelo próprio atacante, e inaugurou o placar para o Equador.
Ainda na primeira metade da partida, Preciado fez um cruzamento para o meio da área, e Valencia deu uma cabeçada na bola, marcando o segundo gol para a seleção do Equador.
No segundo tempo, o Equador continuou a apresentar a superioridade técnica e atacou mais vezes. No entanto, as finalizações não se transformaram em gols e o jogo terminou em 2 a 0 para os equatorianos.
A seleção catari volta a entrar em campo na sexta-feira (25), contra o Senegal, às 10h (de Brasília), no estádio Al Thumama. O Equador enfrenta a Holanda na sexta-feira, pelo Grupo A, às 13h, no estádio Internacional Khalifa.
Neymar, Pedro, Rodrygo e Antony em chega da seleção brasileira ao Qatar para a disputa da Copa do Mundo Imagem: Tullio Puglia – FIFA/FIFA via Getty Images
A Copa do Mundo de 2022 terá seu início oficial hoje (20), a partir das 13h (de Brasília), quando a bola rolar pela primeira vez em Qatar x Equador. O pontapé inicial vai marcar o começo de um torneio tão histórico quanto polêmico: pela primeira vez, um Mundial é sediado por um país muçulmano no Oriente Médio, em meio a críticas intensas da imprensa ocidental e reação indignada das autoridades locais.
Desde que foi escolhido como sede oficial da Copa em 2010, em um processo marcado por denúncias de corrupção e venda de votos na escolha do país como palco do torneio mais importante do futebol, o Qatar entrou nos holofotes da imprensa europeia. Em foco, as más condições de trabalho oferecidas aos imigrantes, apontadas como análogas à escravidão, restrições a liberdades individuais e a direitos de mulheres e LGBTQIA+.
A Copa de 2022 no Qatar tem suas particularidades: pela primeira vez, o Mundial ocorrerá praticamente inteiro no perímetro de uma cidade, um raio de 30 km ao redor de Doha, capital do país. Também será inédito que tudo acontecerá em um palco com restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, a alguns tipos de vestimentas e a demonstrações públicas de afeto.
Dentro de campo, há muito a ser discutido: o Brasil chega embalado depois da melhor campanha da história das eliminatórias Sul-Americanas e com ascensão de jovens jogadores como Vini Jr. Neymar vive grande fase no PSG e é o principal garoto-propaganda do Mundial. Nos rivais, Cristiano Ronaldo (Portugal) e Messi (Argentina) se preparam para a última dança em Copas.
Corrupção e desrespeito a direitos humanos no holofote
A escolha pelo Qatar como sede da Copa do Mundo 2022 é questionada desde sua origem, em 2010, com suspeitas de venda de votos por parte dos membros do Comitê Executivo da Fifa, seja por meio de dinheiro direto ou favorecimentos. Na principal denúncia, uma ex-assessora da candidatura do Oriente Médio afirmou que três dirigentes africanos (Issa Hayatou, Amos Adamu e Jacques Anouma) trocaram seus votos por US$ 1,5 milhão cada para as federações.
Além disso, os votos do Brasil, França e do presidente da Concacaf, Jack Warner, também estiveram sob suspeita. Enquanto isso, a avaliação do grupo técnico apontava o Qatar como a pior candidatura para 2022. O relatório investigativo feito por um ex-membro do FBI, Michael Garcia, no entanto, não apresentou dados conclusivos sobre subornos por parte do Qatar. Com isso, não houve nenhum movimento da nova diretoria da Fifa para retirar a Copa do Qatar.
Depois da escolha, o país passou a aparecer nos holofotes acusado de manter trabalhadores em condições desumanas, análogas à escravidão. Órgãos como Anistia Internacional e a Human Rights Watch publicaram, periodicamente, relatórios apontando que trabalhadores tinham seus salários retidos, moravam em alojamentos precários, sofriam problemas de saúde e até morte por causa das altas temperaturas. O jornal britânico Guardian publicou que 6500 trabalhadores morreram no Qatar desde a definição do país como sede da Copa, um número refutado pelas autoridades locais.
Nos últimos anos, o Qatar acenou com uma caminhada rumo à moderação — há dentro do próprio governo do país um embate entre forças conservadores e alas mais progressistas. A organização da Copa enfatizou que a população LGBTQIA+ era bem-vinda para assistir e participar da Copa, e criou algumas exceções para o consumo de álcool, proibido para os muçulmanos.
Trabalhadores que ajudaram na construção dos estádios no QatarImagem: Tiago Leme/UOL
Mesmo assim, as críticas da imprensa europeia não diminuíram, e alimentaram o ressentimento no país. Na reta final antes da Copa, em uma guinada conservadora, o Qatar baniu a cerveja que seria servida no entorno dos estádios nos dias de jogos, surpreendendo a Fifa e mostrando os limites de sua disposição em ceder nos seus costumes.
“As críticas pela Copa do Mundo são hipócritas. Pelo que nós, europeus, fizemos durante os últimos 3.000 anos deveríamos pedir perdão pelos próximos 3.000 antes de dar lições de moral aos outros. Estas lições de moral são simplesmente hipocrisia”none Gianni Infantino, presidente da Fifa, desabafando contra críticas à Copa do Qatar
Sociedade patriarcal que ainda não libertou população LGBTQIA+
Em uma primeira análise superficial, o Qatar mostra ares progressistas, principalmente se considerada sua posição no Oriente Médio tradicional muçulmano. Mulheres exercem as mais diversas profissões — compõem 37% do mercado de trabalho. Hoje, já há no país mais mulheres com diplomas universitários do que homens. A impressão, entretanto, não sobrevive a uma análise mais profunda.
Segundo relatório divulgado pela Humans Rights Watch, mulheres solteiras de menos de 25 anos são tratadas como dependentes e precisam de autorização de um tutor masculino para viagens para fora do país — há até aplicativos destinados para esse processo. Também é necessária autorização de um homem para o casamento. Também é frequentemente exigido delas um documento de um homem próximo para que assumam vagas de trabalho — isso é chamado de “certificado de não objeção”
“Tudo o que eu tenho que fazer está ligado a um homem”none, Noora, jovem qatari de 20 anos, à Human Rights Watch
A população LGTBQIA+ também convive com restrições. Pela legislação do Qatar, homossexualidade masculina é passível de até três anos de prisão — para muçulmanos, existe até a previsão de pena de morte (não há registro de nenhuma ocasião na qual ela tenha sido aplicada).
Há o contraste entre o discurso oficial da Copa do Mundo, de que todos são bem-vindos no país, e a postura de algumas das autoridades locais. Em entrevista no último dia 8 de novembro, o embaixador da Copa do Mundo de 2022, KhalidSalman, disse que a homossexualidade é um “problema mental”.
“No país, os LGBTs são vencidos pela cultura homofóbica, vivem no fundo do armário, pois têm medo ou estão no exílio”none, Nas Mohammed, médico qatari de 35 anos.
Dentro de campo, Brasil chega com força na briga pelo hexa
A preparação do Brasil para a Copa do Qatar foi excelente em termos de resultado. O Brasil bateu o recorde de pontuação nas Eliminatórias Sul-Americanas ao conquistar 45 pontos em 17 jogos —mesmo com uma partida a menos devido à confusão no duelo contra a Argentina que acabou cancelado.
No total, a seleção fez 50 jogos no ciclo para a Copa de 2022. Foram 37 vitórias, dez empates e somente três derrotas. A equipe de Tite marcou 111 gols —com 26 jogadores diferentes— e sofreu 19. Em apenas 17 jogos o Brasil foi vazado: foram 33 partidas sem sofrer gols.
No entanto, mesmo com excelentes números, o Brasil pareceu mudar de patamar após a chegada dos jovens a quem Tite se refere como “perninhas rápidas”. Se antes a seleção de Tite vencia, mas não convencia, a chegada de Vini Jr, Raphinha, Rodrygo e Antony mudou tudo.
Casemiro durante Brasil x Chile pelas EliminatóriasImagem: Lucas Figueiredo/CBF
Com o crescimento de Lucas Paquetá e o sucesso no novo posicionamento de Neymar, que deixou de ser ponta após o advento dos “perninhas rápidas”, a seleção de Tite encontrou uma das coisas que ele mais buscava durante o ciclo: variação tática.
Hoje, o Brasil pode atuar com um centroavante ou sem, pode jogar com dois volantes ou apenas um, tem opção até mesmo para o caso de Neymar não estar disponível. Ao que parece, o time de Tite nunca esteve tão bem preparado quanto para a Copa do Qatar.
Personagens da seleção
Tite O treinador chega para sua segunda Copa consecutiva. Com um trabalho ininterrupto, é algo que só Zagallo conseguiu na virada de 1970 para 1974. Será a “última dança” dele com a seleção, independentemente do que acontecer, pois já decidiu deixar o cargo. Com Tite, o Brasil passou por momentos de oscilação depois do Mundial da Rússia, ganhou uma Copa América e perdeu outra, em casa, diante da Argentina. Mas as Eliminatórias foram tranquilas. Ao longo do ciclo, ele testou variações táticas na seleção brasileira, que chega com duas plataformas de jogo bem consolidadas ao Mundial.
Neymar Pode ser a última Copa do Mundo dele, segundo o próprio. Até por isso Neymar chega a esse Mundial com apetite. O craque começou mais cedo a preparação física –antes de a pré-temporada pelo PSG começar– e se mostra um líder dentro da seleção brasileira. Ele tem o papel de ser o elo entre os jovens e o bloco mais experiente. Tecnicamente, Tite o quer como organizador do time, atuando de forma centralizada, gerando ocasiões e tendo oportunidades de marcar também. O Neymar que chega ao Qatar é mais meia do que atacante.
Vini Jr. É o melhor brasileiro na Europa, segundo eleição da revista France Football. Chega com o respaldo de ter feito o gol do título do Real Madrid na Liga dos Campeões, mas ainda precisa se consolidar em todas as variações táticas da seleção brasileira. De todo modo, é um dos representantes da ala jovem da seleção que aumentaram a dose de “magia” no futebol apresentado pela equipe brasileira.
Uma Copa chave para o maior jogador brasileiro da última década
Neymar disputará no Qatar a sua terceira Copa do Mundo. E, pela terceira vez, como a principal referência da seleção brasileira. A expectativa, agora, é começar e terminar o torneio com saúde. O camisa 10 chega ao Mundial em grande fase: são 15 gols e 11 assistências pelo PSG. O melhor início de temporada na Europa.
A primeira Copa de Neymar, em 2014, acabou com uma fratura na coluna, provocada pelo colombiano Zuñiga, nas quartas de final. Na segunda, em 2018, o atacante quebrou o quinto metatarso do pé direito e não chegou à Copa nas melhores condições.
Aos 30 anos, 121 jogos e 75 gols com a seleção, Neymar está perto de superar o recorde de Pelé. Segundo a Fifa, o Rei tem 77 gols oficiais pela amarelinha. Como o UOL Esporte mostrou recentemente, o recorde de Pelé é algo que Neymar considera ao mesmo tempo uma conquista e um fardo.
Ele evita tocar no assunto. Quando disse que “vai ser uma honra passar o Pelé”, a frase deu início a uma polêmica na internet. Neymar foi acusado de falta de empatia com o Rei que, naquela época, estava no hospital.
O sonho do hexa e a possibilidade de bater recordes podem ocorrer na última Copa do Mundo de Neymar. O astro já falou em mais de uma entrevista sobre a chance de não estar à disposição em 2026. A decisão final ainda não foi tomada.
A Copa do Qatar também pode recolocar Neymar na briga pelo prêmio de melhor do mundo. Em ano de Copa, o torneio tem um peso enorme em qualquer votação. Com uma marca estimada em R$ 1 bilhão e seu rosto em todos os lugares do Qatar, Neymar tem a chance de alcançar três feitos de uma só vez: ser campeão, melhor do mundo, e ainda superar o Rei Pelé.
Seleção em longo jejum tem rivais ameaçadores
A Copa 2022 marca os 20 anos do pentacampeonato da seleção brasileira. E também duas décadas sem um título de uma nação sul-americana. Um jejum que pode estar perto do fim: Brasil e Argentina saem como favoritos, tanto nas casas de apostas quanto nas opiniões de treinadores e jogadores de outras seleções. De quebra, ainda parecem ter o apoio de muitos estrangeiros que viajaram ao país para o Mundial, como indianos, em grande número no Catar.
Messi comemora título da Argentina na Copa AméricaImagem: Buda Mendes/Getty Images
Maiores rivais da seleção brasileira, os argentinos lutam pelo tricampeonato (1978 e 1986) e chegam a esta Copa em um clima diferente das edições anteriores. A pressão de não ganhar títulos deixou de existir após a conquista da Copa América de 2021, em pleno Maracanã. É com esse time mais leve que a Argentina lutará para dar um título mundial a Lionel Messi, que disputará o torneio pela quinta (e última) vez.
Se a América do Sul apresenta Brasil e Argentina como seus favoritos, a lista de europeus na disputa pela taça é mais ampla. A começar pela França, atual campeã. Com Kylian Mbappé como principal estrela, a equipe de Didier Deschamps chega à Copa com quatro baixas importantes: Karim Benzema, Presnel Kimpembe, N’golo Kanté e Paul Pogba, todos titulares, foram cortados por lesão. Ainda assim, a quantidade de bons jogadores de alto nível joga a favor dos bicampeões. Aurélien Tchouaméni, do Real Madrid, é um candidato a revelação da Copa por desempenhar funções que podem fazer o torcedor francês esquecer de Pogba e Kanté.
Campeãs em 2010 e 2014, respectivamente, Espanha e Alemanha são rivais no Grupo E e apresentam seleções jovens, renovadas e pouco badaladas. Os espanhóis têm como destaques os meio-campistas Pedri, 19, e Gavi, 18, ambos do Barcelona, em uma lista com outros 20 estreantes em Copas. Já os alemães apostam na base do Bayern de Munique, com sete convocados, para buscar o penta. Em um time sem grandes destaques individuais, a referência é Joshua Kimmich, que dita o ritmo no meio-campo. Os germânicos ainda se blindaram no noroeste do país, em um resort de luxo com isolamento e tranquilidade que lembra o Campo Bahia, onde o time teve sucesso em 2014.
Depois de bater na porta da final em 2018, a Inglaterra surge como candidata e se beneficia do crescimento da Premier League nos últimos anos. Todos os convocados jogam na liga local, e o técnico Gareth Southgate teve problemas para fechar a relação, pelo excesso de opções. Harry Kane é o capitão e a esperança de gols, agora ajudado por Phil Foden. No meio-campo, a dupla formada por Declan Rice e Jude Bellingham é candidata a revelação do Mundial.
Além das quatro campeãs históricas —a Itália caiu na repescagem—, Bélgica e Dinamarca também se apresentam como candidatas. Depois de eliminar o Brasil em 2018, os belgas não conseguiram renovar a seleção, mas têm a seu favor o fato de manter uma base sólida. A boa campanha vai depender da forma de Eden Hazard e Romelu Lukaku, ambos em nível mais baixo que na Rússia. De Bruyne, por outro lado, continua em alta e é um meia ainda mais perigoso. Já os dinamarqueses aparecem como candidatos a surpresa pela boa campanha na Eurocopa, quando foram semifinalistas. Em um time sem muitas estrelas, o destaque é Christian Eriksen, meia do Manchester United.
A última dança das lendas Messi e Cristiano Ronaldo
Capitão e líder nos dois únicos títulos da história da seleção portuguesa, a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações de 2019, Cristiano Ronaldo chega ao Qatar em baixa e rodeado de polêmicas. Dentro e fora das quatro linhas. Um cenário raramente visto numa trajetória praticamente imaculada, dos tempos de resiliência nas categorias de base do Sporting aos diversos momentos de glória no Real Madrid.
Cristiano Ronaldo em treino da seleção de Portugal em preparação para a Copa do MundoImagem: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images
A caminho da quinta Copa do Mundo, o craque há meses é contestado na equipe dirigida por Fernando Santos. Já não tem a explosão de antes e acaba por sobrecarregar os companheiros, que, quando estão mais soltos, costumam apresentar um futebol mais atraente e ofensivo, digno de uma das gerações mais ricas da história de Portugal, com Rúben Dias, João Cancelo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, entre outros.
No Manchester United, a situação do maior nome de todos os tempos do esporte português é pior. Não participou na pré-temporada, colecionou problemas de indisciplina e, um dia antes da apresentação oficial da seleção (14 de novembro), viu ser publicada no Reino Unido uma bombástica entrevista, onde, entre outras revelações, diz que não respeita o treinador holandês Erin ten Hag e se sente traído pelos dirigentes do clube.
Na Argentina, Lionel Messi anunciou em outubro deste ano que a Copa de 2022 vai ser a sua última. Aos 35 anos, estava com crédito de sobra para jogar tamanha bomba no mundo do futebol. Em 2021, depois de anos e anos de tentativas frustradas, conseguiu enfim um título pela seleção argentina: a Copa América, diante do arquirrival Brasil, em pleno Maracanã. Pouco meses depois, voltou a soltar o grito de campeão, com a conquista da Finalíssima, diante da Itália, em Wembley.
Sob o comando de Lionel Scaloni, Messi tem jogado em alto nível (dez gols nos últimos cinco jogos, por exemplo) e assumiu com maestria o papel de líder do vestiário, tendo deixado de ser “apenas” o centro das atenções em campo. Virou voz ativa no grupo e, principalmente, caiu de vez nas graças do apaixonado e exigente público argentino, que durante alguns anos sentiu uma certa “fria distância” entre eles.
A fase no PSG também é das melhores. Após uma primeira temporada de altos e baixos e a identificação ainda muito forte com o Barcelona, onde jogou desde os 13 anos de idade, o craque hermano cresceu de rendimento com a contratação do treinador francês Christophe Galtier, assim como os companheiros Neymar e Mbappé. Tem sofrido com alguns problemas físicos, entre eles uma inflamação do tendão de Aquiles, mas não chega a ser nada grave.
O caminho do Brasil até a final
Tite e o auxiliar Cléber Xavier vão em busca do hexa para o BrasilImagem: Reprodução/Instagram
No caminho para o hexa, o Brasil já tem um grupo considerado “complicado” pelo técnico Tite. A chave G tem Camarões, Sérvia e Suíça. O time africano é elogiado, mas os principais rivais são os europeus.
Se avançar às oitavas de final, a seleção brasileira deve enfrentar uma pedreira. Portugal e Uruguai são os favoritos do Grupo H, que ainda conta com Coreia do Sul e Gana. Nas quartas, os adversários mais prováveis são Espanha, Alemanha, Bélgica ou Croácia. Em 2018, o Brasil caiu para os belgas justamente nas quartas de final.
A lista de possíveis adversários na semifinal é extensa, mas o Brasil pode encarar seleções como Argentina, França, Holanda e Inglaterra. Se Brasil, Inglaterra e França terminarem em primeiro em seus grupos, o Brasil ficaria de um lado da chave e Inglaterra e França do outro. Com isso, o time canarinho só poderia enfrentar uma dessas seleções em uma possível final. Uma sonhada semifinal com a Argentina tem chance de ser a “final antecipada” da Copa.
A notícia que a torcida francesa não queria receber chegou na noite deste sábado. Karim Benzema, atacante do Real Madrid e principal esperança da França na Copa do Mundo no Catar, foi cortado após se lesionar na sua primeira atividade junto aos seus companheiros de treino neste sábado. A informação foi confirmada pela direção da seleção francesa após ser publicada pelo jornal “Le Parisien”.
Benzema não participou dos primeiros treinos da França no Catar, mas participou da atividade deste sábado junto com Varane, outro jogador lesionado que era dúvida para a estreia na próxima terça-feira, contra a Austrália. No entanto, se lesionou e deixou o treinamento mais cedo. Ele seguiu ao hospital Aspetar, clínica de excelência em Doha, para realizar exames que constataram lesão no quadríceps da coxa esquerda. O atacante deixou o local cabisbaixo.
Segundo o comunicado emitido pela direção da seleção francesa, a lesão levará pelo menos três semanas de recuperação.
Vencedor da Bola de Ouro em 2022, Benzema faria seu retorno às Copas do Mundo após ficar de fora em 2018, quando a França foi campeã mundial na Rússia. No entanto, o craque tem sofrido com lesões musculares na atual temporada. Ele fez apenas 12 dos 21 jogos do Real Madrid até a paralisação da temporada para a Copa. Sua última partida foi no dia 2 de novembro, na goleada do time em cima do Celtic, pela Liga dos Campeões.
O treinador Didier Deschamps tem até segunda-feira para apontar um substituto para Benzema. É o terceiro corte da seleção francesa antes da Copa no Catar. Antes dele, o meia-atacante Nkunku e o zagueiro Kimpembe foram cortados. A equipe já não contava com os meias Pogba e Kanté, campeões na Rússia em 2018, que nem sequer foram convocados devido a lesões.
Confira o comunicado emitido pela seleção francesa:
“Karim Benzema fora da Copa do Mundo
Atingido no quadríceps da coxa esquerda, o atacante do Real Madrid é obrigado a desistir de participar da Copa do Mundo.
Karim Benzema foi obrigado a interromper o treino coletivo por sentir dores no quadríceps da coxa esquerda.
Ele fez uma ressonância magnética em um hospital em Doha, que infelizmente confirmou uma lesão no reto femoral, que exigirá um período de recuperação de três semanas.
Depois de conversar com o Dr. Franck Le Gall, então atacante do Real Madrid, Didier Deschamps confirmou o corte de Karim Benzema para a Copa do Mundo.
‘Estou extremamente triste por Karim, que fez desta Copa do Mundo um grande objetivo. Apesar deste novo golpe para a seleção francesa, tenho total confiança no meu grupo. Faremos tudo para cumprir o imenso desafio que nos espera’, disse o treinador nacional.”