Técnico português começa os trabalhos de pré-temporada na Cidade Tricolor

Renato Paiva desenha em quadro tático na Cidade Tricolor — Foto: EC Bahia / Twitter
Renato Paiva desenha em quadro tático na Cidade Tricolor — Foto: EC Bahia / Twitter 

Reuniões com outros setores do clube, rigidez com cumprimento de horários e detalhamento dos treinos. Esses foram alguns pontos destacados por quem frequentou o dia a dia do Bahia na primeira semana de Renato Paiva na Cidade Tricolor. O técnico português foi apresentado aos jogadores na última segunda-feira e comandou seis dias de trabalho no Centro de Treinamento. 

O ge conversou com pessoas que acompanharam os primeiros dias de trabalho de Renato Paiva no Bahia. Na rotina de treinamentos, a exigência com o cumprimento de horários chamou atenção. Também foi pontuado a cobrança com atividades pré e pós-treino, algo que não era comum acontecer com os últimos profissionais que passaram pelo clube. 

Agora, ao fim das atividades com bola, a rotina é uma sessão de alongamentos para todos os jogadores ainda no campo. Antes o tratado como normal era a saída imediata dos atletas para o vestiário. 

Outro ponto que chamou atenção de quem acompanhou os trabalhos de perto foi o detalhamento dos treinos. O relato é de que Renato Paiva dedica um tempo importante para explicar como vai funcionar e os objetivos de cada trabalho com bola antes de iniciar a prática. 

Renato Paiva na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia
Renato Paiva na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia 

Fora do trabalho nas quatro linhas, a novidade foi a rotina de reuniões com outros setores do staff tricolor. As conversas entre o futebol e outros departamentos não eram comuns na Cidade Tricolor até o início da última semana. 

Renato Paiva também chamou atenção na Cidade Tricolor pelo conhecimento sobre o Bahia. A impressão deixada nos corredores do clube é de que o novo treinador desembarcou em Salvador bem informado sobre a história do Esquadrão. 

Essa situação pôde ser observada na entrevista coletiva da última segunda-feira, quando o técnico citou títulos e personagens históricos do time. 

– Queria fazer duas observações importantes. A primeira para uma lenda deste clube e do futebol brasileiro, meu colega Evaristo de Macedo, que deixou uma recado de boas-vindas. A equipe técnica fica muito orgulhosa de receber essa mensagem, e esperamos ficar à altura dele – iniciou o comandante do time baiano. (…) Nada pode orgulhar mais um treinador de futebol que chegar ao Brasil e entrar pela porta do primeiro campeão brasileiro da história deste país. (…) – disse Renato Paiva quando foi apresentado pelo Bahia. 

Renato Paiva orienta os jogadores durante trabalho com bola na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia
Renato Paiva orienta os jogadores durante trabalho com bola na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia 

Ainda de acordo com quem acompanhou a primeira semana de trabalho do português, Renato Paiva gostou do que encontrou na Cidade Tricolor. A principal queixa até agora é o calor. Isso, inclusive, faz com que a comissão técnica concentre os treinos em campo no turno da manhã. 

Embora o treinador tenha feito elogios aos equipamentos utilizados pelo departamento de futebol, o ge apurou que está em pauta uma modernização de aparelhos da academia e softwares de análise de desempenho. Situações indicadas pela nova comissão técnica. 

A primeira semana de pré-temporada do Bahia teve entrevistas coletivas de dois atletas: Matheus Bahia e Mugni. O lateral-esquerdo foi o primeiro a encarar os microfones e pontuou ideias de jogo passadas por Renato Paiva nos treinamentos iniciais da pré-temporada. 

Matheus Bahia durante treino na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Matheus Bahia durante treino na Cidade Tricolor — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia 

“É um mister que gosta muito de posse de bola, pressão na bola o tempo todo, intensidade”, disse Matheus Bahia.

– A gente vai ter que se adaptar o quanto antes, porque ele gosta muito de intensidade, de ter a bola, então a gente tem que se adaptar o mais rápido possível – completou o jogador. 

Nesta segunda-feira o treinador inicia mais uma semana de trabalho na Cidade Tricolor. Ele prepara o Bahia para a estreia do Campeonato Baiano, dia 11 de janeiro, contra a Juazeirense. Além da competição estadual, em 2023 o Esquadrão vai ter compromissos pela Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Campeonato Brasileiro.

Informações GE


Andrés D’Alessandro, ex-jogador argentino Foto: Reprodução

O ex-jogador argentino Andrés D’Alessandro, 41 anos, foi convidado pelo Globo Esporte para falar sobre a final da Copa do Mundo em que Argentina enfrentaria a França. O programa foi ao ar neste sábado (17).

O ex-atleta falou da crise econômica que assola a Argentina e disse que estão passando por um dos piores momentos da história do país.

– A gente está passando fome na Argentina. A situação econômica não é das melhores, deve ser uma das piores da história do nosso país, tem gente passando fome – revelou.

D’Alessandro acredita que a vitória da seleção argentina traria um pouco de alegria para a população que está sofrendo com a crise.

– As pessoas precisam de alegria, precisam comemorar alguma coisa, porque o nosso país não está passando pelos melhores momentos e eu vivo isso lá na Argentina com a minha família e os meus amigos.

ASSISTA:

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Informações Pleno News


Atacante de 21 anos estava emprestado ao Grêmio e se destacou na última Série B

Biel comemora gol em vitória do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Biel comemora gol em vitória do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio 

O Fluminense encaminhou a venda de Gabriel Teixeira para o Bahia. Nesta semana, o Tricolor carioca havia recebido uma oferta de US$ 1,8 milhão de dólares (R$ 9,5 milhões) pelo jovem atacante de 21 anos, mais conhecido pelo apelido de Biel, mas recusou e fez uma contraproposta de US$ 2 milhões de dólares (R$ 10,5 milhões), que era o valor da opção de compra do Grêmio. Após alguns dias de negociação, o Tricolor baiano aceitou, e o acordo já está nos detalhes burocráticos. 

De acordo com o portal de transparência do Fluminense, o clube tem 60% dos direitos econômicos do jogador, mas há ainda 10% de “exclusividade de venda” para o representante do atleta. Com isso, o Tricolor terá direito a aproximadamente R$ 6 milhões na operação. O Flu também terá direito a uma porcentagem de mais valia em caso de futura venda do atacante pelo Bahia, como informado pelo “Canal do Lessa” no YouTube e confirmado pelo ge. 

Biel estava emprestado ao Grêmio, onde foi um dos destaques na campanha de acesso do time na Série B, com cinco gols (veja no vídeo abaixo) e seis assistências em 33 partidas. O Tricolor gaúcho chegou a abrir negociações para comprar o garoto, mas com a mudança de gestão após a eleição o clube recuou. No Fluminense, o técnico Fernando Diniz pediu o retorno do jogador e o colocou nos planos para 2023. Mas com a chegada de reforços para o setor ofensivo, como Keno e Lima, o jovem não teria muito espaço e viu com bons olhos a proposta do Bahia. 

Veja um dos gols de Biel pelo Grêmio contra o Operário-PR

Veja um dos gols de Biel pelo Grêmio contra o Operário-PR 

Cria de Xerém, Biel faz parte da “Geração de Ouro” do Fluminense, a mesma que revelou nomes como André, Luiz Henrique e João Pedro, e subiu para o profissional no ano passado. Pelo time principal tricolor, ele soma 47 jogos e cinco gols. 

O Bahia, que contratou o técnico português Renato Paiva, ainda não anunciou nenhum reforço para 2023, mas já tem um acerto com o goleiro Marcos Felipe, do Fluminense; o meia Diego Rosa, do FC Vizela (Portugal) e atacante Kayky, do Manchester City (Inglaterra). E tem negociações em andamento com os zagueiro Kanu, do Botafogo; David Duarte, do Fluminense, e Marcos Victor, do Ceará; e o atacante argentino Tomás Molina, da LDU (Equador).

Informações GE


Joia de 20 anos foi vendida pelo clube gaúcho em 2020 em negócio que pode render até 23,5 milhões de euros (cerca de R$ 132 milhões). Meia já treina no Tricolor Baiano e deve ser anunciado em janeiro

Ex-Grêmio, Diego Rosa fará pré-temporada com o Manchester City e voltará para o Lommel — Foto: Divulgação/Site oficial do Lommel

Diego Rosa vai defender o Bahia em 2023. O meio-campista que pertence ao Grupo City já está em Salvador e tem treinado na Cidade Tricolor. O ge apurou que ele tem ficado na parte interna do Centro de Treinamento durante as atividades abertas para a imprensa, mas frequenta o campo nos dias de trabalho fechado. 

Ex-Grêmio, Diego Rosa fará pré-temporada com o Manchester City e voltará para o Lommel — Foto: Divulgação/Site oficial do Lommel 

O meio-campista de 20 anos teve como último clube o FC Vizela, de Portugal. Ele só vai assinar contrato com o Bahia em janeiro, quando abre a janela de transferências do futebol português. Depois, ele vai poder ser registrado pelo Tricolor a partir do dia 11 de janeiro, data prevista para a abertura da janela local. 

Diego Rosa foi formado na divisão de base do Vitória e negociado com o Grêmio ainda antes de estrear no time principal do Rubro-Negro. Ele foi um dos destaques do clube gaúcho na campanha do vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2020. Ele também acumula convocações para as Seleções de base. 

Em 2020, o Grupo City desembolsou cerca de R$ 30 milhões para tirar o meio-campista do Tricolor Gaúcho, também antes de um debute no cenário profissional.

Desde então, Diego Rosa passou por Lommel SK (Bélgica) e FC Vizela (Portugal). No último clube, disputou onze partidas, entre junho e setembro deste ano. 

Diego Rosa é o segundo jogador vinculado ao Grupo City já acertado com o Bahia. Além dele, está definido que o Tricolor vai contar com o atacante Kayky.

Informações GE


Cristiano Ronaldo comemora gol de Portugal em partida contra o Uruguai, pela Copa do Mundo. - KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP
Cristiano Ronaldo comemora gol de Portugal em partida contra o Uruguai, pela Copa do Mundo. Imagem: KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP

No próximo domingo, França e Argentina farão uma final histórica de Copa do Mundo. De um lado estará Lionel Messi, que busca seu primeiro título mundial pela seleção. Do outro, Kylian Mbappé, que terá a chance de, aos 23 anos, repetir o feito de 2018 e levar a França ao bicampeonato consecutivo.

Os dois craques são fenômenos, dentro e fora de campo. Porém, longe do Catar, um outro nome segue reinando quando o assunto é redes sociais. Mesmo eliminado nas quartas de final e reserva da seleção portuguesa no mata-mata, Cristiano Ronaldo é insuperável no Instagram.

Única pessoa do planeta a ultrapassar a marca de 500 milhões de seguidores, o atleta português apresenta, nesta sexta-feira (16), 516 milhões de fãs em sua conta na plataforma. Somente durante a maior competição de futebol do planeta, iniciada no fim de novembro, o atacante angariou mais de 16 milhões ao seu perfil, o que supera a população de Portugal, que é em torno de 10,3 milhões.

Sozinho, CR7 tem 46 milhões a mais de seguidores do que a soma dos finalistas Messi (391 mi) e Mbappé (78,2 mi). Juntos, o argentino e o francês ostentam 469,2 milhões em seus perfis.

Mas o que justificaria tamanha diferença do artilheiro europeu em relação aos demais craques e colegas de profissão? Para Tiago Pinheiro, sócio-diretor da AMP Propaganda, especialista em branding e diretor de marketing do Goiás Esporte Clube, tal sucesso se deve à estratégia adotada e seguida pelo jogador ao longo dos anos.

“Cristiano foi um dos primeiros atletas a embarcar no Instagram e, apesar de ser reconhecidamente um exemplo de comprometimento, pautou sua construção de marca sempre extrapolando o meio esportivo: moda, lifestyle, família e causas sociais. Isso vem se repetindo há muito tempo. Esse movimento naturalmente ampliou sua base de fãs e, aliado ao sucesso que Ronaldo teve em campo ao longo de várias temporadas, contribuiu para tanto destaque. Pra resumir, Cristiano é fora de série no digital porque tem um posicionamento de marca bem definido, com consistência, autenticidade e personalidade”, pontua Pinheiro.

Tamanha relevância nas redes também se transformou em uma fonte de receita milionária para o lusitano. Dados da consultoria Statista, do fim de 2021, mostravam que CR7 cobrava US$ 1,6 milhão por post no Instagram. Na época, Cristiano tinha 383 milhões de seguidores. Hoje, estima-se que esse valor ultrapasse a casa dos R$10 milhões.

“O Cristiano é um dos maiores nomes do esporte mundial. É um fenômeno dentro e fora de campo. Ele consegue se conectar com o mundo todo e, constantemente, tem quebrado recordes de alcance e faturamento. O case dele foge da normalidade e dificilmente será superado a curto e médio prazo”, aponta Pedro Melo, dirigente do Atlético-MG, responsável pela captação e gestão de patrocínios do clube.

Já Armênio Neto, especialista em novos negócios da indústria do futebol e que atua na conexão de empresas junto a atletas, destaca a mudança no cenário do marketing esportivo, com a transformação dos atletas em marcas globais.

“O alcance e a relevância dos grandes nomes do esporte ultrapassam a fronteira dos campos e das quadras. Hoje, essas estrelas são, na verdade, marcas extremamente valiosas, que dialogam diretamente com milhões de pessoas. LeBron James, Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo são um exemplo perfeito desta nova realidade”, finaliza Neto.

Comparativo de seguidores:

Messi – 391 milhões
Mbappé – 78,2 milhões

  • Total – 469,2

Cristiano Ronaldo – 516 milhões

Informações UOL Esporte


Jogador tem 20 anos e estava no Ceará

O Bahia tem mais um reforço encaminhado para a temporada de 2023. Trata-se do zagueiro Marcos Victor, do Ceará.

A negociação já está acertada entre Esquadrão e o clube cearense, segundo publica o jornal O Povo.

Para ter o zagueiro em seu elenco, o Bahia vai desembolsar 700 mil euros (R$ 3,9 milhões).

Defensor de apenas 20 anos, Marcos Victor foi revelado na base do Ferroviário e passou pelo Floresta antes de chegar ao Ceará por empréstimo em 2021. Inicialmente jogou pelo time sub-20 e subiu para a equipe B.

Já neste ano de 2022, o Vozão acertou a compra do jogador junto ao Floresta por R$ 200 mil.

Com a camisa da equipe principal alvinegra, Marcos Victor disputou 12 jogos, incluindo três partidas da Sul-americana e seis rodadas da Série A – sendo quatro como titular.

O zagueiro disputou a última rodada do campeonato entre os titulares, porém a equipe alvinegra já não tinha mais chances de permanência na elite.

No clube cearense, o jovem defensor era tido como um dos nomes promissores para o futuro do Vozão. Mas a queda para a Série B foi um fator fundamental para a necessidade de fazer a venda.

Em suas redes sociais, Marcos já se despediu do Ceará. Ele é aguardado no CT Evaristo de Macedo para a assinatura de contrato.

Informações EC Bahia


Tite durante a partida entre Brasil e Croácia, pelas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar - Nelson Almeida/AFP
Tite durante a partida entre Brasil e Croácia, pelas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar Imagem: Nelson Almeida/AFP

Depois de ser eliminado da Copa do Mundo e confirmar que vai sair da seleção brasileira, Tite recebeu contato de três seleções e dois times da Europa para passar a trabalhar a partir de janeiro, segundo apurou o UOL.

O agora ex-técnico do Brasil tem representantes na Europa para receber os detalhes das propostas e decidir o que fazer. Inicialmente, o primeiro desejo do comandante era ficar seis meses fora do mercado e descansando, mas ele sempre deixou claro que, dependendo do tamanho da equipe, as férias poderiam ser repensadas.

Os cinco contatos já tinham sido feitos antes mesmo da Copa do Mundo, mas Tite respondeu que não ouviria nada naquele momento e que gostaria de terminar a competição antes de analisar as propostas.

O que chamou a atenção do técnico é que os cinco voltaram a entrar em contato com seus representantes após a competição e fizeram elogios ao trabalho que viram durante o ciclo e também na competição, apesar da eliminação nas quartas de final.

As chances de Tite trabalhar no Brasil agora são reduzidas. Para quebrar a promessa de férias, o projeto apresentado precisaria ser algo grandioso, que o fizesse buscar algo que ainda não teve na carreira.

Informações UOL


Maior jogador de futebol de todos os tempos está internado há 14 dias

Pelé está com um câncer no cólon

O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, apresentou melhora clínica nesta segunda-feira, 12, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O craque está internado há 14 dias, tratando de uma infecção respiratória e avaliando um câncer no colón.

“Ainda sem previsão de alta, o paciente continua apresentando melhora no estado clínico, em especial da infecção respiratória”, informou o boletim. “Segue em quarto comum, consciente e com sinais vitais estáveis.”

Assinam o documento três médicos do Einstein: Fabio Nasri, geriatra e endocrinologista; Rene Gansl, oncologista; e Miguel Cendoroglo Neto, diretor-superintendente médico e serviços hospitalares.

Histórico

Internado desde 29 de novembro, Pelé manteve os tratamentos com antibióticos. O ex-jogador foi ao hospital para fazer uma reavaliação da terapia quimioterápica do tumor de cólon, identificado em setembro de 2021. Mas os médicos identificaram uma infecção respiratória e resolveram interná-lo.

Em 2 de dezembro, o hospital informou que “a resposta tem sido adequada, e o paciente, que segue em quarto comum, está estável, com melhora geral no estado de saúde”.

Mais cedo, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que Pelé não responde mais ao tratamento quimioterápico que vinha fazendo desde setembro do ano passado, quando teve de ser submetido a uma operação para a retirada de um câncer de intestino. Ele está em cuidados paliativos exclusivos.

Isso quer dizer que a quimioterapia foi suspensa, e o ex-jogador receberá apenas medidas de conforto. O objetivo é aliviar a dor e a falta de ar. No início deste ano, os médicos identificaram metástases no intestino, no pulmão e no fígado do craque.

Os médicos aplicam cuidados paliativos aos pacientes com doenças ou condições progressivas. As medidas dependem essencialmente dos sintomas, da funcionalidade e do prognóstico.

Ainda em 2 dezembro, o Atleta do Século mandou um recado aos brasileiros. “Estou forte, com muita esperança, e sigo meu tratamento como sempre”, escreveu, no Instagram. “Tenho muita fé em Deus, e cada mensagem de amor que recebo de vocês, vindas do mundo inteiro, me mantém cheio de energias.”

Kely Nascimento, filha de Pelé, tentou tranquilizar os fãs. “A mídia está surtando novamente, e quero vir aqui abafar um pouquinho”, escreveu, nas redes sociais, ao agradecer o carinho dos brasileiros. “Meu pai está internado, regulando o medicamento. Não tem surpresa nem emergência.”

Os organizadores da Copa do Mundo do Catar fizeram uma homenagem ao rei do futebol neste sábado.


Carlo Ancelotti, do Real Madrid, foi eleito o melhor técnico do ano pela Uefa - Lukas Schulze - UEFA/UEFA via Getty Images
Carlo Ancelotti, do Real Madrid, foi eleito o melhor técnico do ano pela Uefa Imagem: Lukas Schulze – UEFA/UEFA via Getty Images

A era Tite no comando da seleção brasileira chegou ao fim com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo do Qatar.

Agora, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) busca um novo treinador para o ciclo até a Copa de 2026.

A cúpula da entidade quer um técnico de renome e não descarta a contratação inédita de um estrangeiro. O italiano Carlo Ancelotti, hoje no Real Madrid, é um dos cotados.

No entanto, a possibilidade de um estrangeiro assumir o cargo não é vista com bons olhos por treinadores que comandaram a seleção.

Carlos Alberto Parreira

Técnico da seleção brasileira em três oportunidades (1983, 1991-1994 e 2003-2006) e campeão do mundo em 1994, Parreira não se surpreende com o lobby por estrangeiros, mas crê que o mercado nacional tem nomes competentes para substituir Tite.

Essa história não é nova. Fui indicado para ser treinador da seleção brasileiraem três oportunidades, depois acompanhei outros treinadores indicados. No meu modo de ver, tem que ser um treinador brasileiro. Quando você considerar que não tem ninguém em condições em dirigir a seleção brasileira, o que eu acho que não é o caso, você pode até pensar num estrangeiro. É complicado, a seleção brasileira nunca teve treinador estrangeiro, mas um dia isso pode mudar. Sempre se fala em estrangeiros, eu acho que eles podem até aportar algumas coisas, mas eu não vejo a necessidade da seleção brasileira ser dirigida por um técnico estrangeiro. Tem que ser alguém que conheça a nossa cultura, que convive no nosso ambiente. Sou favorável que a CBF encontre um nome brasileiro”

Sebastião Lazaroni

Treinador do Brasil em 1989, quando foi campeão da Copa América, e na Copa de 1990, Lazaroni segue o mesmo caminho de Parreira.

Acho importante respeitar as conquistas, respeitar a cultura e características do futebol brasileiro. Temos que dar valor a essa escola de treinadores brasileiros. Sou partidário de que a experiência, a bagagem e o conhecimento são fatores importantes para a possibilidade de dar a continuidade dessa história vitoriosa do futebol brasileiro. Sempre o Brasil se caracterizou e foi notório nas conquistas em cima de treinadores brasileiros, comissão técnica brasileira, acho que o Brasil é referência para todo o mundo”

Emerson Leão

Comandante da seleção brasileira em 2000 e 2001, o ex-treinador foi o mais enfático ao se posicionar contra a possibilidade de um estrangeiro ser o sucessor de Tite.

Seria uma calamidade se isso acontecesse para o futebol brasileiro, o desprestígio para toda a classe, então eu acho que deveria tomar partido. A seleção brasileira está desfeita. O presidente da CBF tem de ter pessoas capacitadas ao lado dele para não fazer coisa errada ou mais coisa errada do que já fizeram. Acho que a seleção brasileira não deve ter treinador estrangeiro. Não precisamos de treinador estrangeiro porque o que nós ganhamos até agora só foi com treinador brasileiro. Já treinei em outros lugares, outros países, eu não estou contra o treinador estrangeiro, estou defendendo o treinador brasileiro”

Informações UOL


Ancelotti levantou a Champions League quatro vezes e pode parar na seleção - Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images
Ancelotti levantou a Champions League quatro vezes e pode parar na seleção Imagem: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

A anunciada saída de Tite depois da eliminação na Copa do Mundo do Qatar abriu caminho para um novo trabalho dentro da seleção brasileira. Segundo apurou o UOL Esporte, o plano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é que o novo ciclo tenha à frente um treinador de peso dentro do futebol internacional com foco na Copa de 2026.

Ainda antes de a bola rolar na Copa de 2022, dois nomes de impacto foram consultados informalmente por pessoas com total conhecimento e autorização da CBF: o catalão Pep Guardiola, do Manchester City, e, especialmente, o italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid.

Sonho antigo da seleção, Guardiola não demonstrou muito interesse em aceitar o desafio de trabalhar no Brasil. Em novembro, inclusive, renovou contrato com o Manchester City até junho de 2025 e enterrou de vez o plano da CBF.

Já Ancelotti foi consultado pela primeira vez em outubro. Ele se mostrou aberto a avançar com as conversas e, a depender do projeto apresentado, abrir negociações concretas. No entanto, o italiano avisou que só aceita conversar quando o cargo estiver vago e que pretende finalizar a temporada no Real Madrid. Aceitaria, então, assumir o cargo em junho de 2023.

Para concordar com as condições de Ancelotti, que tem acordo vigente com o Real até junho de 2024, a CBF teria que provavelmente negociar a saída dele da Espanha e, acima de tudo, também encontrar um interino para comandar a seleção nos próximos jogos, durante a data Fifa que vai do fim de março ao começo de abril — os adversários ainda não estão definidos, mas a tendência é de que sejam amistosos.

Aos 63 anos, Carlo Ancelotti é um dos treinadores mais vencedores na ativa. Foi campeão em todos os países por onde passou: Itália (Milan), Inglaterra (Chelsea), França (PSG), Alemanha (Bayern de Munique) e Espanha (Real Madrid). Tem quatro títulos da Liga dos Campeões no currículo. Atualmente, trabalha no Real ao lado de Vini Jr, Rodrygo e Éder Militão.

O treinador é um dos melhores amigos no futebol de Tite, agora ex-comandante da seleção. Recentemente, Vini Jr disse que os dois são responsáveis por sua evolução e têm estilos parecidos: “Acredito que a semelhança é do lado humano, de ter a consciência do que é o melhor para o jogador, para a gente dentro do elenco. Eles entregam tudo muito fácil para nós dentro de campo termos não só uma opção, mas sim muitas opções e saber o caminho por onde ir.”

Tite - Anne-Christine Poujoulat/ AFP - Anne-Christine Poujoulat/ AFP
Tite deixa a seleção depois da Copa do Mundo 2022 com seis temporadas de trabalhoImagem: Anne-Christine Poujoulat/ AFP

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, já declarou recentemente que não descarta a contratação de um treinador estrangeiro para substituir Tite, que esteve no cargo de 2016 a 2022. O português Abel Ferreira, em alta no Palmeiras há dois anos, é um candidato que está na mesa, mas que, neste momento, não é consensual.

Opções brasileiras correm por fora na preferência da confederação. De contrato renovado no Fluminense, Fernando Diniz, por exemplo, conta com o lobby de vários jogadores, entre eles Daniel Alves, Thiago Silva, Bruno Guimarães, Antony e principalmente Neymar. Treinadores portugueses também são vistos com bons olhos, já que também não teriam obstáculos em relação à língua.

Antes de avançar de vez com a escolha do treinador, a CBF trabalha para contratar um novo diretor de seleções, visto que Juninho Paulista deve sair. A ideia prioritária é trazer um nome com perfil moderno e profissional e com experiência em clubes.

Informações UOL Esportes