O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (20), em entrevista à rádio Bahia FM, que tem ampliado o apoio de prefeitos em diferentes regiões do estado e disse estar confiante em um desempenho melhor no interior da Bahia nas eleições de 2026.
“Somente na semana passada, tivemos o apoio dos prefeitos de Sítio do Mato, Utinga e Cruz das Almas. Hoje nós temos aliança com os prefeitos das maiores cidades da Bahia. No sábado, estive em Feira de Santana ao lado do prefeito Zé Ronaldo, e na quinta-feira, em Barreiras, ao lado do prefeito Otoniel. Isso demonstra o fortalecimento da nossa caminhada”, afirmou.
ACM Neto disse acreditar que o cenário eleitoral no interior será diferente do registrado em 2022. “A minha principal confiança na vitória está exatamente no interior. Há quatro anos, eu quase ganhei a eleição tendo vencido em apenas 54 cidades. Agora temos grupos políticos muito mais organizados nas pequenas e médias cidades, e isso nos dá a convicção de que teremos um resultado melhor”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que, caso seja eleito governador, manterá uma relação institucional com todas as prefeituras baianas, independentemente de posicionamento político. “Vou governar com os 417 prefeitos da Bahia. Não vou perseguir ninguém, não vou fazer distinção. Os problemas do estado exigem parceria, e as portas do governo estarão abertas para trabalhar com todo mundo”, declarou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou na manhã deste sábado (18) de uma missa e de um culto em homenagem ao aniversário do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil).
A celebração reuniu diversas lideranças políticas, entre elas o pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), o senador Angelo Coronel (Republicanos), o pré-candidato ao Senado João Roma (PL), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), além de familiares do político, parlamentares e lideranças de Feira de Santana e de diversas regiões do estado.
Durante a celebração, marcada por homenagens e demonstrações de carinho ao prefeito feirense, ACM Neto destacou a trajetória política e administrativa de Zé Ronaldo, ressaltando sua dedicação ao trabalho público e a disposição para continuar contribuindo com a Bahia.
“Agradecer a Deus pela vida de Zé Ronaldo e dizer a vocês que cada ano que passa, Zé Ronaldo fica mais novo. É impressionante o fôlego, a disposição e a energia que ele tem. Em alguns momentos dessa pré-campanha, começamos reuniões muito cedo e seguimos até a noite, às vezes com nove ou dez horas de duração, e Zé Ronaldo mantém o mesmo vigor e a mesma disposição do começo ao fim”, afirmou.
Neto também enalteceu o legado administrativo do prefeito de Feira de Santana e desejou saúde e muitos anos de vida ao aliado. “Ficamos muito felizes pela vida de Zé Ronaldo e pelo trabalho que ele realiza. Ele já se consagrou como o maior prefeito da história de Feira de Santana. Hoje é um dia de celebração e de pedir que Deus abençoe sua família e lhe conceda muitos e muitos anos de vida”, declarou.
A geração de oportunidades para os jovens foi um dos temas debatidos durante edição do projeto Sua Voz é Nossa Voz, realizada na noite desta quinta-feira (16), em Barreiras, no oeste baiano. Um dos participantes foi o estudante de Odontologia Wesley Ferreira, que relatou a dificuldade enfrentada por quem conclui o ensino médio ou a graduação e encontra um mercado de trabalho com poucas oportunidades para quem busca o primeiro emprego.
Formado em Educação Física, atualmente cursando sua segunda graduação e atuando como professor, Wesley afirmou que acompanha de perto a realidade da juventude e defendeu a ampliação da oferta de qualificação profissional e de caminhos que aproximem os estudantes do mercado de trabalho.
Ao comentar o tema, ACM Neto, que é pré-candidato ao Governo da Bahia, afirmou que pretende promover mudanças em diferentes etapas da educação, da primeira infância ao ensino médio. Segundo o ex-prefeito de Salvador, a proposta passa por fortalecer a aprendizagem desde os primeiros anos, modernizar o ambiente escolar e aproximar a formação dos jovens das exigências do mercado, combinando ensino, tecnologia e capacitação profissional.
“Nós vamos mudar a educação na Bahia, para isso, a gente vai começar olhando a primeira infância. Vamos trabalhar em parceria com os municípios, para ampliar o número de vagas em creches e pré-escola. Para garantir a alfabetização das crianças na idade certa. Para acompanhar a evolução do aprendizado da criança depois do jovem. Para no ensino médio, mudar a situação das escolas. A escola do ensino médio tem que ser atrativa, interessante para o aluno. O aluno tem que ter gosto de estar na escola”, iniciou.
Neto também apresentou duas propostas voltadas especificamente para a transição entre a escola e a vida profissional. A primeira prevê um modelo de ingresso nas universidades estaduais para estudantes da rede pública. A segunda busca incentivar a contratação de jovens por empresas, por meio de benefícios concedidos a quem abrir vagas destinadas ao primeiro emprego.
“A qualificação profissional, os novos conhecimentos, do uso da tecnologia, das ferramentas digitais, a gente quer levar tudo isso pra dentro da escola que sempre que possível tem que funcionar em tempo integral. Até porque esse é o melhor caminho de tirar o jovem das drogas, do crime e das coisas erradas. Nós vamos apresentar um projeto chamado Provão Bahia, para garantir uma quantidade de vagas nas universidades do estado, universidades públicas para os jovens que cursaram o primeiro, o segundo e o terceiro ano do ensino médio, haverá uma prova específica para esses jovens, independente do Enem, esses jovens vão ter um acesso prioritário às universidades públicas do nosso Estado”, disse.
“Vamos trazer um programa de primeiro emprego que vai dar incentivo na veia, direto, às empresas que criarem vagas e derem a oportunidade do primeiro emprego. Vamos fazer a Bahia voltar a crescer porque o jovem bem preparado, o jovem bem formado e a economia prosperando, o jovem vai ter a oportunidade para trabalhar”, finalizou.
O encontro em Barreiras contou com a presença do ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), do senador Ângelo Coronel (Republicanos), do pré-candidato ao Senado João Roma (PL), dos prefeitos de Barreiras, Otoniel Teixeira, e de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, além de parlamentares e lideranças regionais.
Sua Voz é Nossa Voz O Sua Voz é Nossa Voz percorre diferentes regiões da Bahia com o objetivo de ouvir a população e reunir contribuições para a elaboração de propostas voltadas ao estado. Antes de chegar a Barreiras, o projeto passou por cidades como Jacobina, Barra da Estiva, Jequié, Alagoinhas e, na última terça-feira (14), promoveu uma edição no bairro de Pau da Lima, em Salvador, ampliando o diálogo com moradores.
O ex-prefeito de Paripiranga George declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), durante encontro realizado nesta quarta-feira (15) com lideranças políticas do município. Ele disputou novamente a prefeitura do município nas eleições de 2024 pelo MDB.
George integrava a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Ainda nesta quarta-feira (15), ex-vice-prefeito de Gongogi, Roberto de Oliveira Silva, conhecido como Dodô, também deixou o grupo de Jerônimo e oficializou apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia.
O ato reuniu ainda o ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, além de vereadores, ex-vereadores e outras lideranças políticas de Paripiranga. Ao agradecer a adesão do grupo, ACM Neto destacou a representatividade do encontro e afirmou que o apoio fortalece sua caminhada rumo às eleições de outubro.
“Eu acho que aqui está a demonstração do apoio que nós estamos recebendo no dia de hoje. Um apoio que marca profundamente essa nossa caminhada, essa nossa pré-campanha ao governo do Estado”, disse.
O ex-prefeito também afirmou que pretende manter uma relação próxima com o município caso seja eleito governador e disse assumir um compromisso com a população local.
“Esse dia entra para a minha história e eu quero aqui dizer do meu compromisso, compromisso de coração, de reforçar ainda mais essa luta até outubro, para que a gente possa sair vitorioso. Mas, sobretudo, o meu compromisso com Paripiranga. Se Deus me permitir, se Deus quiser, nós vamos ganhar essa eleição e Paripiranga vai ter um governador parceiro, amigo e presente”, emendou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta terça-feira que pretende disputar o comando do Estado para devolver a sensação de segurança à população e ampliar políticas públicas voltadas às famílias baianas. A declaração foi feita durante mais uma edição do movimento Sua Voz é Nossa Voz, realizada no bairro de Pau da Lima, em Salvador.
O encontro reuniu o ex-prefeito ao lado do ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), do pré-candidato ao Senado João Roma (PL), do senador Angelo Coronel (Republicanos), do prefeito de Salvador, Bruno Reis (Bruno Reis), além de deputados, vereadores e diversas lideranças políticas e comunitárias.
Durante o evento, ACM Neto ouviu relatos de moradores sobre as transformações promovidas pelas gestões dele e de Bruno Reis na capital baiana e recebeu sugestões e reivindicações da população. Um dos destaques foi a localidade da Baixa Fria, onde intervenções de urbanização, infraestrutura e melhoria habitacional mudaram a realidade de milhares de famílias, que deixaram para trás condições precárias e passaram a viver com mais dignidade.
Ao lembrar as ações realizadas em Salvador, Neto destacou que sua gestão priorizou investimentos nas regiões mais carentes da cidade. “Investimos cerca de 80% dos recursos da Prefeitura nas áreas mais pobres da nossa cidade, reurbanizando comunidades e levando dignidade para muitas famílias que viviam em condições de miséria. Não há nada mais importante do que a pessoa ter a sua casa e poder viver com segurança com a sua família”, afirmou.
O pré-candidato fez um paralelo entre os desafios encontrados quando assumiu a Prefeitura de Salvador, em 2013, e a situação atual da Bahia. Segundo ele, o Estado precisa de um governador que conheça os problemas da população e tenha capacidade de apresentar resultados concretos.
“Hoje eu vejo que a Bahia passa por desafios parecidos com aqueles que enfrentei em Salvador. No fim do dia, o que importa é que a Bahia tenha um governador que compreenda de verdade os problemas das pessoas e trabalhe para resolvê-los, não na propaganda, no discurso ou na promessa”, disse.
ACM Neto também criticou a situação da segurança pública no estado e afirmou que pretende priorizar o combate à violência e ao avanço do crime organizado. “Eu quero ser governador da Bahia para devolver a paz ao cidadão de bem, para cuidar das famílias e para colocar ordem no nosso estado. Quero ser governador para que o jovem não seja capturado pelo crime organizado nem siga o caminho do tráfico de drogas. O jovem tem que estar na escola aprendendo de verdade, ter qualificação profissional, oportunidade do primeiro emprego e acesso à universidade para vencer na vida”, declarou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (14) que, se eleito, levará o programa de reforma gratuita de moradias para cidades do interior do estado. Idealizado por Neto e continuado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), o programa “Morar Melhor” já reformou mais de 65 mil unidades habitacionais de famílias de baixa renda.
“O que nós fizemos aqui em Salvador e que já reformou milhares de casas do povo pobre da nossa cidade, agora nós vamos levar o Morar Melhor para toda a Bahia, porque nós vamos reformar as casas das pessoas mais pobres do interior, como nós fizemos aqui em Salvador”, projeto ACM Neto durante a edição do programa de escuta popular ‘Sua Voz É Nossa Voz’, no bairro de Pau da Lima, em Salvador.
Beneficiária do programa, a moradora Alaíde Machado de Sousa contou como a iniciativa deu dignidade e segurança para a família, especialmente nos dias de chuva.
“Eu já acordei muitas vezes debaixo d’água com meus filhos e com meus netos. Quando chovia, eu já ficava acordada esperando para não acordar debaixo d’água com eles, mas graças a Deus a prefeitura chegou, fez um trabalho maravilhoso e hoje eu durmo tranquila”, testemunhou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (14), em entrevista à Rádio Metrópole, que pretende priorizar as áreas de saúde e segurança pública caso seja eleito. Ele disse que pretende implantar uma gestão baseada em planejamento estratégico, equilíbrio fiscal e cobrança por resultados, além de criticar o governo Jerônimo Rodrigues por, segundo ele, não cumprir promessas feitas durante a campanha.
O ex-prefeito afirmou que pretende estabelecer prioridades claras na administração estadual e voltou a criticar o que classificou como ações de caráter eleitoral do atual governo.
“Eu não vou ser um governador de obras eleitoreiras de véspera de eleição. Não vou ser um governador de papel de ordem de serviço, como Jerônimo não se cansou de fazer durante todo esse tempo. Também não vou prometer obras que não saem do papel. Eles levaram o presidente da República para fazer foto como se a Ponte Salvador-Itaparica tivesse começado, mas a obra não começou. Mais uma vez enganaram as pessoas”, declarou.
Segundo ACM Neto, os principais desafios do estado estão concentrados na saúde e na segurança pública. “Jerônimo disse, há quatro anos, que iria zerar a fila da regulação, mas está aí a situação da saúde no interior. Eu quero ser governador para enfrentar esses problemas. Governar é priorizar, é fazer escolhas todos os dias. Vamos começar enfrentando a saúde e a segurança. Vamos ter um governo que equilibre as contas, gaste menos com a máquina e mais com o cidadão, que tenha planejamento estratégico e visão de longo prazo”, afirmou.
Segurança Pública
Ao tratar da segurança pública, ACM Neto afirmou que pretende melhorar as condições de trabalho das forças policiais e endurecer o combate ao crime organizado, especialmente dentro do sistema prisional. O ex-prefeito também prometeu reforçar o controle dos presídios baianos.
“Vamos botar ordem nos presídios da Bahia. Não pode continuar essa pouca vergonha que vimos em Eunápolis, Feira de Santana e na Lemos de Brito. Não vai entrar celular, não haverá comunicação com o mundo externo e tudo será fiscalizado. Chefe de facção ficará isolado. Facção criminosa não ficará reunida dentro dos presídios. O presídio virou a universidade do crime na Bahia, e mais da metade dos crimes parte de dentro do presídio. Retomar o território da Bahia será prioridade absoluta e terá o envolvimento direto do governador”, declarou.
Neto acrescentou que o enfrentamento à violência também exige investimentos em áreas como social, educação, cultura, esporte, geração de emprego e oportunidades para os jovens.
Falta de resultados
Durante a entrevista, ACM Neto também questionou os resultados da parceria política entre os governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT. “Jerônimo se elegeu dizendo que a parceria com o governo federal resolveria todos os problemas da Bahia. Resolveu? O fato de ser do mesmo partido fez com que a Bahia tivesse a ponte Salvador-Itaparica, a FIOL, que tá parada, ou o Porto Sul, que não existe, ou a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, que está aquela vergonha? Eles tiveram 20 anos de governo e, durante 14 anos, o presidente da República era do mesmo partido. Se ser do mesmo partido resolvesse os problemas, a Bahia não viveria a situação que vive hoje”, salientou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que barrou suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (13) durante uma live em seu canal do YouTube.
Moraes suspendeu as visitas sob o argumento de que o senador usou o encontro familiar para burlar a proibição de Jair Bolsonaro se manifestar publicamente. O estopim foi a divulgação de uma carta de apoio do ex-presidente à pré-candidatura do filho ao Planalto.
Na transmissão online, Flávio afirmou que o bloqueio de visitas até o fim do primeiro turno é uma tentativa de interferir nas eleições. Ele alegou que a medida busca deixar o ex-presidente incomunicável e questionou por que outras cartas não foram alvo de punição.
— (A determinação) claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano. Não bastasse toda a maldade e injustiça que ele já vem fazendo com o Jair Messias Bolsonaro, o melhor presidente da história deste Brasil (…) o que Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar meu pai incomunicável — disse.
Flávio reforçou o prazo estabelecido pelo ministro e a relação com o período eleitoral, e afirmou que Moraes está procurando razões para tirar Bolsonaro do regime domiciliar.
— Não por acaso, ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso, Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições deste ano. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias? (…) O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes está apenas procurando uma desculpa para tirar o meu pai da prisão domiciliar em que ele se encontra. Gente, não vamos ser ingênuos — questionou.
O senador, que integra a equipe de defesa de seu pai, informou que recorrerá à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele sustenta que a restrição imposta viola prerrogativas da advocacia, que asseguram por lei o livre acesso e a comunicação entre o advogado e seu cliente.
— A OAB já está ciente e estamos em processo de formalizar isso para que a Ordem também entre nessa questão. Eu quero fazer aqui até uma espécie de desabafo com todos vocês, porque está muito claro que o Alexandre de Moraes quer tirar o meu pai da prisão domiciliar a qualquer custo — afirmou.
A defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas para esclarecer se ele sabia do compartilhamento do documento. Na decisão, o ministro do STF apontou reincidência, afirmando que pai e filho já haviam descumprido medidas restritivas semelhantes em agosto do ano passado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A decisão se dá após uma carta escrita a mão pelo ex-presidente e lida publicamente por Flávio no último sábado (11).
Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do líder conservador explique a divulgação da carta. O ministro diz que Flávio pode ter cometido crime eleitoral.
No texto, o ex-presidente reforçou que Flávio é o seu porta-voz e escolhido para a disputa presidencial deste pleito.
– O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha – disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) não perdeu tempo e logo protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro perca o benefício da prisão domiciliar e retorne ao regime fechado. Segundo Lindbergh, a divulgação do documento viola as medidas cautelares impostas pelo STF, que proíbem Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além de pedir a revogação da prisão domiciliar e a regressão ao regime fechado, o deputado também solicitou ao STF a aplicação de multa de R$ 100 mil contra Flávio por sua participação na divulgação da carta.
A suposta violação de medidas cautelares – se assim Moraes considerar – pode prejudicar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.
*Pleno.News Fotos: André Coelho e Andre Borges/EFE
Javier Milei afirmou que se reunirá com Flávio Bolsonaro no dia 25, em São Paulo, durante o lançamento da pré-candidatura do senador à Presidência, e que também pretende visitar Jair Bolsonaro em Brasília
Após receber uma visita de Flávio Bolsonaro no final de junho, o presidente da Argentina, Javier Milei, vai retribuir o gesto com um encontro no Brasil com o pré-candidato à Presidência do PL, segundo afirmou o próprio ultraliberal nesta sexta-feira (10).
Em entrevista à Radio Now, Milei disse que a reunião será no próximo dia 25 em São Paulo, data e local do lançamento da candidatura de Flávio. “Também farei uma parada em Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, afirmou o argentino sobre o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar em sua casa na capital.
Ele não mencionou nenhuma visita ao presidente Lula (PT), com quem tem uma relação delicada devido ao seu histórico de ataques ao petista. Os dois líderes tampouco se encontraram na cúpula do Mercosul em Assunção, no final do mês passado, já que o argentino desisitiu de ir à reunião anual do bloco de última hora.
Eventual visita ao ex-presidente Bolsonaro dependeria de aval do STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-mandatário, em prisão domiciliar por questões de saúde, está com restrição para receber visitantes. Conforme ordem do ministro Alexandre de Moraes, são autorizados apenas familiares, médicos, advogados e a equipe de saúde.
A visita de Milei ao Brasil ocorrerá menos de um mês após o presidenciável do PL se reunir com ele na residência oficial do mandatário, a Quinta de Olivos. “A onda azul está chegando ao Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro”, afirmou o argentino ao compartilhar em rede social uma foto dos dois após a reunião.
“Onda azul” é como vem sendo chamada a sequência de vitória da direita na América do sul, em contraposição à “onda rosa” do início dos anos 2000 que colocou diversos líderes de esquerda no poder. A populista de direita Keiko Fujimori no Peru e o ultradireitista Abelardo de la Espriella na Colômbia foram os últimos a se juntarem a maré, que abarca Bolívia, Chile, Equador e Paraguai, além da própria Argentina.
Na véspera, Flávio também havia citado a tendência em um salão de eventos de um hotel de luxo em Buenos Aires. “Enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, disse, em referência às próximas eleições.
Nas semanas posteriores, Milei pretende viajar para esses outros países que elegeram líderes conservadores.
No dia 28 de julho, ele estará em Lima para a posse de Keiko, a quem cumprimentou tão logo a contagem chegou ao 100%. “Parabenizo Keiko Fujimori por sua vitória histórica no Peru. O povo peruano se une à Colômbia e enviou uma mensagem clara: a região quer retornar ao caminho da liberdade e da segurança”, afirmou no final do mês passado.
Bogotá é o destino do início de agosto, quando ocorrerá a posse de Espriella. “O Leão e o Tigre rugem na América Latina”, afirmou quando o aliado ganhou a votação, usando os apelidos que o argenino e o colombiano se deram. “Parabenizo de todo o coração Abelardo de la Espriella por sua vitória histórica na Colômbia.”
De lá, deve voar para o Equador para encontrar o presidente Daniel Noboa, que em junho decretou um novo estado de exceção sob a justificativa de combater a violência no país, que nos últimos anos viu índices de criminalidade se multiplicarem com o aumento do tráfico de cocaína e o fortalecimento de grupos armados.
O tour indica uma mudança de posicionamento na diplomacia internacional. De acordo com levantamento do jornal argentino La Nación, Milei priorizou a relação com os Estados Unidos desde que chegou ao poder -foram 16 visitas ao longo de seu mandato até agora, em contraste com três viagens ao Brasil, três ao Paraguai, duas ao Chile e uma à Bolívia.
Em outubro passado, o presidente argentino teve ajuda de Donald Trump antes da surpreendente vitória nas eleições legislativas. Milei apelou aos EUA para evitar uma crise cambial às vésperas do pleito, e o governo americano ofereceu um pacote de resgate financeiro para ajudar o aliado antes do pleito.