O Censo da Pós-Graduação stricto sensu referente ao ano de 2025 está aberto até 26 de fevereiro. É a primeira vez que ocorre a coleta de dados estatísticos sobre os programas de pós-graduação (mestrado / doutorado) no Brasil.
Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mapeamento tem o objetivo de orientar políticas públicas voltadas à melhoria da pós-graduação no país, correspondentes à sua realidade.
O preenchimento dos dados é individual e obrigatório. Os participantes devem realizar por meio da Plataforma Sucupira. Devem preencher o formulário eletrônico:
• pós-graduandos matriculados (curso de mestrado e doutorado); • professores (permanentes e colaboradores); • pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes; e • coordenadores de programas de Pós-Graduação (PPGs), em exercício.
A Capes explica que os questionários são adequados a cada perfil de entrevistado, composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação.
Os pró-reitores e coordenadores de PPGs devem acompanhar e garantir a adesão dos integrantes de seu programa dentro do prazo.
A divulgação dos resultados está prevista para 16 de novembro de 2026.
Entrevista
A Agência Brasil entrevistou a presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, sobre a iniciativa inédita, que será feita anualmente
Agência Brasil: em 2025, a pós-graduação brasileira completou 60 anos de institucionalização. Passadas seis décadas, o primeiro censo da pós-graduação chega para o governo brasileiro saber os detalhes do que ocorre com essa importante etapa do ensino no país? Denise Pires de Carvalho: toda forma de censo é muito relevante para a definição de políticas públicas. A pós-graduação leva luz, conhecimento e desenvolvimento para os diferentes territórios do país. Mas quem são os pós-graduandos? Quem são os docentes? Quem está trabalhando nesse ambiente tão importante para o desenvolvimento de uma nação? Infelizmente, não temos esses dados e os detalhes, por exemplo quantas mulheres, homens, quantos pardos, indígenas, brancos, nas diferentes regiões do país, quantas pessoas em vulnerabilidade socioeconômica?
Agência Brasil: este levantamento tem caráter declaratório, por meio da coleta descentralizada de dados. O censo traz questões adaptadas ao perfil de cada um dos públicos que deve respondê-lo e às suas atividades acadêmicas. Dessa forma, a senhora acredita que as estatísticas produzidas serão mais confiáveis e detalhadas? Denise Pires de Carvalho: quando os docentes respondem é bem diferente das respostas dos estudantes. Na verdade, temos formas de acessar o perfil dos docentes. Porque a maior parte deles é servidor público das nossas universidades. No caso dos pós-graduandos, temos mais dúvidas e precisamos coletar muito mais detalhes.
Agência Brasil: e sobre metodologia da pesquisa? Denise Pires de Carvalho: o importante mesmo é que, nas novas fichas de avaliação dos programas de pós-graduação, a Capes se distancia dessa análise mais quantitativa, que foi da era da cientometria [que mede o progresso científico] e passa a fazer uma análise quali-quantitativa. Nós não abandonamos o quantitativo, mas introduzimos os chamados casos de impacto. Então, independentemente do número de artigos produzidos, queremos saber qual é a qualidade desses artigos, o quanto eles impactaram e mudaram políticas públicas, no caso de uma área do conhecimento, ou mudaram um tratamento, no caso de outra área do conhecimento, ou deram origem a um processo ou produto. Com isso, fundamentalmente, a Capes passa a avaliar os cursos também do ponto de vista da interação com a sociedade.
Agência Brasil: o questionário deste primeiro censo nacional incorpora perguntas sobre parentalidade. Esse eixo no censo ajuda a mapear como a parentalidade impacta na progressão nos cursos, a permanência acadêmica e a trajetória de alunos e docentes dentro dos programas? Denise Pires de Carvalho: a parentalidade é um exemplo excelente de política pública que leva à igualdade. E, para isso. a gente precisa de políticas de equidade. É muito mais difícil para alguém que passa pela maternidade ou paternidade, dependendo da situação, no primeiro, no segundo ano [do curso], produzir conhecimento igual a alguém que não tem uma criança pequena para cuidar.
Agência Brasil: a partir da identificação das desigualdades – que poderiam ser invisíveis por falta de dados ou historicamente eram tratadas como assunto individual, o que o governo federal pode fazer? Denise Pires de Carvalho: um exemplo: para um docente ser credenciado para orientar na pós-graduação, precisa produzir conhecimento em sua área de atuação. A parentalidade já está incluída nas fichas de avaliação [do censo]. Com isso, a gente pretende que os programas, em vez de avaliarem esse professor em determinado intervalo de tempo, tenham um tempo maior a ser analisado porque está passando por um período de cuidado de outra pessoa. Essa questão fundamental nos humaniza. Então, tentamos ajustar o tempo de avaliação desse docente. Já para o estudante que ganha uma bolsa, agora é lei: a Capes deve prorrogar o período da bolsa, quando solicitado. Quando ingressei no doutorado, eu era coordenadora de curso e fui mãe. Ainda assim, tive que atender a todos os requisitos, como se eu não tivesse uma criança para cuidar. Por mais ajuda que a mãe tenha, a criança depende muito dela, principalmente, nesses primeiros anos. Nos meses de aleitamento, temos a licença, mas aquele período de licença contava para minha produção intelectual. Agora, não conta mais.
Agência Brasil: esse olhar do poder público pode aumentar o número de mulheres no ambiente acadêmico? Denise Pires de Carvalho: é um estímulo maior. Muitas mulheres sequer ingressam no ambiente da orientação porque estão cuidando dos filhos. Em dados gerais, sabemos que as mulheres são maioria entre mestres e doutores desde 1997. E elas são a maioria de doutores há mais de 20 anos, desde 2005. Mas quando olhamos o corpo docente da pós-graduação, esse é majoritariamente masculino. O que é alarmante. Obviamente, há impedimentos, seja por viés implícito – quando escolhem um homem e não uma mulher – seja por falta de igualdade de condições ou ainda porque as mulheres sequer se candidatam para concorrer nos concursos. Há um crivo, às vezes, é prévio. Entendo que não há nenhum motivo para uma maioria masculina, quando as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação. E isso não se reflete na maioria do corpo docente. O que tem impedido as mulheres de seguirem? Com certeza, a maternidade é um dos fatores.
Agência Brasil: sobre as diferenças regionais, o censo pode ajudar a identificar onde estão os lugares com maiores carências na pós graduação do país? Denise Pires de Carvalho: sem dúvida nenhuma. Uma pergunta é: o percentual de bolsas de pós-graduação deve ser igual entre as diferentes regiões? O percentual deve ser igual entre as diferentes áreas do conhecimento? Sair desse eixo sul, sudeste sobretudo, né? Muito importante a nova diretoria de informação científica que vai analisar os dados do censo, junto com o Plano Nacional de Pós-Graduação, com a agenda, e definir os caminhos para o desenvolvimento do país, para que a gente possa reduzir definitivamente a desigualdade social.
Agência Brasil: o que se sabe sobre a inclusão de estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação stricto sensu, prevista na revisão da Lei de Cotas (nº 14.723/2023)? Denise Pires de Carvalho: é importante dizer que no término da graduação ainda há diferenças, infelizmente, porque elas vêm de base. Para uma reparação histórica dessas diferenças, é necessário que haja cota também no ambiente da pós-graduação.Mas é um processo. O que nós fizemos [na revisão da Lei de Cotas] foi incluir a pós-graduação e deixar que cada programa de pós-graduação decida. Pois, a pós-graduação é muito diversa. Então, a inclusão não pode ser obrigatória. Todas essas questões precisam ser discutidas e implementadas no bojo da autonomia das universidades. No processo de avaliação, aqueles programas que tiverem políticas afirmativas terão uma avaliação melhor. Então, é muito importante que a Capes saiba se esse programa com uma política de ação afirmativa, efetivamente, está incluindo os estudantes. Nós saberemos sobre isso por meio do censo. Porque uma coisa é ter a política afirmativa na norma, outra é a política ser efetivada. Quem vai dizer o que ocorre é o estudante. O censo é autodeclaratório.
Agência Brasil: sabemos que as cotas na graduação receberam muitas críticas no passado. E as cotas na pós-graduação recebem também? Denise Pires de Carvalho: para chegar na cota da pós-graduação, a gente precisa de várias ações que antecedem o ingresso nessa etapa. Para muitos, o estudante preto e pardo que ingressou na graduação já teria se igualado ao branco, o que não é verdade, por conta do racismo estrutural e das condições socioeconômicas do país. Explico que a nota de corte para um curso da graduação é determinada pelo ensino básico. Em uma escola de elite, sabemos que é, ainda, diferente do ensino público básico. Eu espero que o ensino público básico tenha a mesma qualidade das universidades públicas, que são as melhores do país. Na verdade, isso sim é igualar. Mas, como igualar o que há em casa? Há o ambiente familiar e de estudos, além de outros determinantes sociais que fazem com que uma parcela da população tenha mais dificuldades de acesso à educação superior. Eu acompanhei a implantação da Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e vi os cursos superiores em instituições públicas continuarem de excelência. À época, diziam que o ingresso de estudantes pretos e pardos pela lei diminuiria a qualidade. O que não ocorreu. Hoje, quando olhamos para a pós-graduação, temos estudantes que vêm dos laboratórios, das bancadas, desde a graduação. É natural que um estudante ingresse em um programa de iniciação científica, independentemente da sua cor. Mas nós tínhamos uma maioria de brancos nos programas de iniciação científica. Hoje, vejo negros, pretos recebendo premiações de iniciação científica. Isso demonstra que a política pública está no caminho certo. É uma política inclusiva que está não apenas incluindo, mas dando acesso e permanência, por meio da concessão de bolsas e de oportunidades.
Agência Brasil: como o censo pode ajudar a Capes a prevenir a evasão de pós-graduandos causada, sobretudo, por questões de saúde mental. Eles são impactados pelas atividades acadêmicas e prazos? Denise Pires de Carvalho: o aprender é sair da sua zona de conforto e ter que adquirir conhecimento. A questão da saúde mental é multifatorial e há um percentual da população, seja no nível da educação básica ou da educação superior, que terá questões de saúde mental, independentemente de estar nesse ambiente estressante. Nesse contexto, o indivíduo gradua, pega o diploma, alguns seguem os estudos, outros param e se questionam: ‘Sou capaz de exercer essa profissão? Para onde vou?’. Todo esse conjunto gera um estresse natural no indivíduo, o que, muitas vezes, faz com que ele adoeça. Quem ingressa no mestrado, no doutorado, já tem algum tipo de estresse, o que pode deflagrar questões de saúde mental mais ou menos graves. São gatilhos, reconheço. Porém, a pós-graduação é o ambiente da educação com o menor nível de evasão. Não chega perto do abandono da graduação, que é de mais 40% e até mais de 50% em alguns cursos, mesmo considerando as instituições públicas, onde não há pagamento de anuidade ou mensalidade. Então, sabemos que a pós-graduação é ambiente estressante. Porém, não é mais do que outros. Na pós-graduação, há uma história de sucesso, porque há menos de 10% de evasão no doutorado ou no mestrado. Na verdade, dependendo do dado e como se analisa, é em torno de 4% a 5%. Até esse percentual de 5% é esperado. Porque a evasão pode ser daquele estudante que mudou a trajetória por não querer mais o curso ou que não se adaptou àquele ambiente estressante. Sabemos que as questões de saúde mental são um motivo de evasão. Então, devemos melhorar o ambiente da pós-graduação para que seja menos estressante. Só não podemos fazer isso em detrimento da qualidade dos cursos.
Agência Brasil: há ainda os fatores socioeconômicos no país, pelo fato de as pessoas precisarem trabalhar para o próprio sustento ou de sua família? Por isso, como avalia a importância das bolsas de estudo? Denise Pires de Carvalho: na verdade, a bolsa de estudo sustenta o indivíduo na pós-graduação. Porque ele não teria como continuar na pós-graduação se tivesse que trabalhar. Nós estamos financiando um profissional que vai fazer a diferença para o Brasil. O maior estresse é essa questão da falta da bolsa. Por isso, o governo federal atual trabalha para ampliar as vagas na pós-graduação e o número de bolsas. Porque estamos longe de ter 100% de bolsistas na pós-graduação. Não! É minoria em termos percentuais, com bolsas da Capes. É importante que o país saiba disso, porque muitos acham que todos os mestrandos e doutorandos têm bolsas.
Agência Brasil: por que uma nação precisa de doutores? Denise Pires de Carvalho: um país que tem um número maior de mestres e de doutores é mais desenvolvido. O Brasil passa por muitas fases para chegar ao desenvolvimento. Nesses 60 anos, conseguimos construir o sistema nacional de pós-graduação consolidado e forte. Para isso, as nossas universidades precisaram ampliar o número de professores doutores. Então, grande parte dos doutores formados na pós-graduação é, hoje, docente na pós-graduação. O que quer dizer que os doutores que formamos antes, atualmente, formam doutores. O Brasil precisa de doutores. Nas últimas duas décadas, as presidências anteriores da Capes implantaram um estágio obrigatório na docência para bolsistas da instituição. E um indivíduo que está no ambiente da pós-graduação, que entra em uma sala de aula, vai ministrar um curso sob supervisão. Se tem aptidão, esse indivíduo acaba ficando naquele ambiente. Isso dá retorno. E esse estágio obrigatório fez com que nós tenhamos hoje algumas universidades federais com 100% de professores doutores. A Federal do ABC [UFABC/Santo André, SP] não tem nenhum professor que não seja doutor. A maior parte das universidades federais tem acima de 80% a 85% de doutores no seu corpo docente. As federais são as melhores universidades do país e têm os melhores cursos porque têm professores qualificados. Os melhores cursos estão onde há o corpo docente mais qualificado. É assim em todo lugar do mundo. Não seria diferente no Brasil.
Agência Brasil: é importante dar continuidade a esse movimento de formação de doutores para o ambiente acadêmico ou é hora de focar na formação de doutores para o setor produtivo não acadêmico? Denise Pires de Carvalho: um professor vocacionado para docência e para produção de conhecimento no ambiente acadêmico continuará sendo necessário, porque o corpo docente da pós-graduação envelheceu. Então, precisamos renovar esse professorado. Só que não pode ser mais exclusivamente, porque nenhum país do mundo se desenvolveu também sem a interação universidade e empresa, sem o chamado ambiente da inovação que acontece no ambiente empresarial.
Agência Brasil: as universidades brasileiras estão direcionadas a formar mais doutores para interagir com o setor produtivo não acadêmico? Denise Pires de Carvalho: sim. Nós precisamos desenvolvê-lo e é o que o governo [federal] tem feito, com o plano Nova Indústria Brasil. No ano passado, a Capes permitiu que o estágio obrigatório seja prestado em qualquer ambiente, inclusive o empresarial. Estamos em nova fase do país, na qual os doutores, durante o doutoramento, podem se aproximar das empresas e da sociedade civil organizada. A Capes abriu os programas de pós-graduação para todo tipo de interação, em áreas vinculadas ao conhecimento. A determinação é do orientador do curso e do pós-graduando.
Agência Brasil: com isso, a Capes passa a avaliar os cursos do ponto de vista da interação com a sociedade? Denise Pires de Carvalho: nas fichas de avaliação, olhamos quais são os impactos regionais, locais, nacionais e até internacionais dessa virada de página do simples estágio na docência. Porque, agora, o estágio pode ser feito na sociedade civil organizada, incluindo empresas. Temos o estágio obrigatório do bolsista da Capes associado à inovação, que é o Programa DAI [de Doutorado Acadêmico para Inovação] do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Temos um acordo de cooperação técnica com a Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial]. Estamos desenhando o primeiro acordo de cooperação técnica com a Finep [(Financiadora de Estudos e Projetos]. Veja que a Capes se aproxima do setor produtivo não acadêmico por meio de várias ações.
Agência Brasil: considerando que o censo da Capes para os Programas de Pós-Graduação possui um universo de 504 mil participantes e está aberto há dois meses, quais estratégias devem ser adotadas para garantir o engajamento total das universidades até o prazo final de 26 de fevereiro, assegurando assim a representatividade dos dados? Denise Pires de Carvalho: neste momento, nós já temos quase 70% do público contribuinte para o censo. Sendo que mais de 150 Programas de Pós-Graduação já tem 100% dos formulários preenchidos. Muitos outros cursos têm 98%. Nós queremos terminar o censo o mais rápido possível para que possamos analisar os dados e para que a sociedade brasileira conheça o retrato da pós-graduação.
O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) levantou uma discussão sobre a qualidade da formação médica no Brasil. Cerca de 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, porque menos de 60% dos estudantes não alcançaram a nota mínima para proficiência. A maioria dessas instituições são municipais ou privadas com fins lucrativos.
O Ministério da Educação anunciou sanções para as faculdades com os piores desempenhos. No que se refere aos alunos, entidades como o Conselho Federal de Medicina, voltaram a demandar a criação de um exame de proficiência, que avalie os recém-formados antes da concessão do registro profissional.
Mas para a professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Eliana Amaral, a providência mais importante para garantir uma formação médica de qualidade no Brasil é o fortalecimento do sistema de regulação que fiscaliza as faculdades.
“A faculdade que inventou de ter uma escola de medicina sabe que vai transformar a pessoa em médico e portanto assumiu essa responsabilidade com a sociedade. Mas o sistema de regulação tem que orientar qual poderia ser a solução, tem que estabelecer um plano de trabalho e fazer essa instituição se comprometer”, defende a docente, que também já presidiu a Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação de São Paulo e hoje é vice-presidente do colegiado.
Eliana Amaral lembra que esta é a primeira edição do Enamed, mas os formandos das faculdades de medicina, assim como os de todos os outros cursos, já eram avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – Enade. Portanto, de acordo com a professora, muitos dos problemas apontados pelo Enamed já eram conhecidos.
Mas a professora também ressalva que é inadequado medir a qualidade de um curso apenas pelo desempenho dos alunos em uma prova, inclusive porque historicamente o Enade foi utilizado como instrumento de protesto, sob a forma de boicote.
Por isso, ela lembra que o MEC tem um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior que leva em conta as notas do Enade, mas também inspeciona as instituições para verificar in loco a qualidade da formação oferecida.
Eliana Amaral destaca que a formação médica do Brasil sempre foi de “altíssima qualidade”, e as diretrizes básicas que devem ser seguidas por todos os cursos garantem que o profissional formado saiba atender questões emergenciais. Ainda assim, a professora diz esperar que toda a discussão a respeito do Enamed atue como um “detonador” para fortalecer a fiscalização das faculdades, especialmente quanto ao ensino prático.
“Onde se aprende a cuidar de gente? Quando você cuida de gente. E pra isso a faculdade tem que garantir um bom estágio de clínica médica, pediatria, cirurgia. E depende não só de você entender os sintomas, o que você prescreve, mas também a postura profissional, que é altamente influenciada pelos exemplos adquiridos com bons professores”
Eliana Amaral ressalta que providência mais importante é o fortalecimento do sistema de regulação que fiscaliza as faculdades- Cleo Velleda/Divulgação
Expansão
O presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, também compartilha da mesma expectativa. Para ele, houve uma “expansão desenfreada” de vagas de medicina no país, colocando o ensino prático sob risco.
César Eduardo Fernandes diz que falta de médicos não deve ser contornada com abertura sem critério de faculdades – AMB/Divulgação
“Quase metade do curso tem que ser feito em campo prático, e isso pressupõe bons laboratórios, bons ambulatórios de atenção básica, unidades de pronto atendimento, de atenção ambulatorial de média complexidade.”
Fernandes defende que o problema da falta de médicos em determinadas regiões do país não deve ser resolvido com a abertura de faculdades médicas, mas com melhores políticas de alocação de profissionais, que passam pela melhoria da infraestrutura de atendimento, e a oferta de salários mais atrativos.
“É uma ideia equivocada criar escolas médicas como bancos assistenciais. Muitas vezes elas são colocadas em municípios que não tem menor condição de assistir a sua população, muito menos de usar essas vagas assistenciais como campo de ensino para o médico. A melhoria da estrutura tem que vir antes”
Já a professora da Unicamp Eliana Amaral acredita que um “acordo de sociedade” possa melhorar o cenário atual. “A necessidade de expansão para ocupar os lugares que não tinha médico é um problema no mundo. Isso não é um problema só no Brasil. O que a gente precisa é um acordo sério de sociedade e uma regulação séria. Abrir uma escola numa determinada região vai ajudar a desenvolvê-la? Então tem que chamar o Ministério da Saúde, as secretarias de Saúde para resolver qual o lugar onde os alunos vão poder aprender o que eles precisam”
Estudantes
A estudante de medicina Vanessa Conceição da Cruz se forma ainda este mês, após a graduação na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, que obteve nota máxima no Enamed. Apesar de estar em uma cidade de interior, com menos de 80 mil habitantes, Vanessa diz que a universidade oferece uma formação prática de excelente qualidade.
Vanessa acredita que a prova conseguiu avaliar bem a formação básica dos estudantes – Kello Imagens/Divulgação
“A estrutura é realmente muito boa. Temos os hospitais e parcerias com municípios vizinhos, o que nos permite ter uma uma gama de cenários bem diversificados, mais urbanos, mais rurais. E o contato com os pacientes ocorre desde os primeiros anos do curso. Um dos pontos fortes aqui é isso, muito contato com a porta de entrada da saúde, a atenção primária, as unidades básicas…”
Vanessa fiz acreditar que isso também possa ter ajudado os alunos da UFV na hora de fazer o Enamed, já que a prova teve muitas questões sobre diagnósticos e tratamentos, que são melhor compreendidos durante os estágios práticos. Na opinião da futura médica, a prova conseguiu avaliar bem a formação básica dos estudantes, mas também engrossa o coro por uma fiscalização constante das faculdades.
“Para ver os cenários práticos, se é suficiente para que os alunos possam ter contato, inclusive com a atenção primária. Porque o pronto-atendimento e os postos de saúde geralmente são as áreas que os estudantes recém-formados procuram para trabalhar. Então é importante que os médicos que estão se formando já tenham essa experiência”.
As inscrições para o Sisu 2026 terminam nesta sexta-feira (23). Esta edição é a maior já registrada pelo MEC, com 274,8 mil vagas distribuídas em 7.388 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior em todo o país.
A inscrição é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os candidatos podem usar a nota de qualquer uma das três últimas edições do Enem (2023, 2024 ou 2025), desde que tenham concluído o ensino médio e não tenham zerado a redação; caso tenham feito mais de um exame, o sistema seleciona automaticamente a melhor média ponderada. É possível escolher até duas opções de curso, preencher o cadastro socioeconômico e optar pelas modalidades de cotas, que representam mais de 54% das vagas.
O MEC destaca a ampliação de cursos nas áreas de tecnologia e licenciaturas presenciais, além do programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que oferece incentivo mensal de R$ 1.050 durante a graduação. As instituições com maior número de vagas são UFRJ, UFF e UFPB, e os cursos com mais oportunidades incluem Pedagogia, Administração e Matemática. O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro.
Alunos da rede pública municipal de Feira de Santana vão iniciar o ano letivo de 2026, a partir de 3 de fevereiro, já recebendo o fardamento completo e todo material escolar. Os produtos foram inspecionados pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário de Educação, Pablo Roberto, na manhã desta quinta-feira (22) e, em seguida, encaminhados para distribuição nas 208 escolas municipais.
O prefeito José Ronaldo observou que pela primeira vez o material escolar vai ser entregue aos alunos no início do ano letivo, incluindo kit escolar para o Fundamental I, kit escolar para o Fundamental II e kit escolar para a educação infantil. “Hoje estou extremamente alegre porque o que eu sempre pensei para a educação está acontecendo. A Secretaria de Educação, coordenada pelo vice-prefeito Pablo Roberto, adotou todas as providências para que todos os alunos recebam fardamento e material já no início do ano”, comemorou.
O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, observou que a iniciativa deve contemplar cerca de 60 mil estudantes. Ele lembrou, entretanto, que as matrículas da rede pública municipal continuam abertas. “É emocionante saber que todos os alunos da rede municipal estarão com todo o fardamento e material escolar já no início do ano letivo”, garantiu.
A partir deste ano os alunos também passam a receber sapato escolar e meia. E o número de itens do fardamento escolar também foi ampliado, passando de duas para três camisas, sendo uma gola polo, uma regata e mais uma gola redonda. O fardamento ainda é composto por um short elanca, um short tactel e ainda uma calça tactel. Todos também mochilas.
O kit de material escolar I – educação infantil é composto por: caderno de caligrafia, lápis grafite jumbo, lápis de cor jumbo – 12 cores, borracha branca, apontador duplo, cola branca, caneta hidrocor jumbo – 12 cores, giz de cera jumbo – 12 cores, estojo escolar, massa de modelar – 12 cores, tinta guache – 6 cores, pincel, tesoura escolar sem ponta, avental plástico, tela para pintura, tinta escolar para pintura a dedo, classificador com elástico, classificador rápido e bolo de espuma para pintura em geral.
Já o kit material escolar II – Ensino Fundamental I, é composto por: caderno de caligrafia, caderno espiral de arame ¼, caderno universitário, diário escolar, lápis preto, lápis de cor – 12 cores, borracha branca, apontador com depósito, cola branca, caneta hidrocor – 12 cores, giz de cera jumbo – 12 cores, estojo escolar, régua, caneta esferográfica, tesoura escolar sem ponta e classificador com elástico.
Enquanto isso, o kit material escolar III – do ensino fundamental II é composto por: caderno universitário, caderno de caligrafia, lápis preto, caneta esferográfica azul, caneta esferográfica preta, caneta esferográfica vermelha, borracha branca, apontador com depósito, calculadora de bolso, régua, transferidor, esquadro 45º, esquadro 60º, compasso escolar, caneta hidrocor – 12 cores, lápis de cor – 12 cores, classificador com elástico e estojo escolar.
Estudantes tem até 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar ao sistema
As incrições do Sistema de Seleção Unificada (SISU) 2026 começam nesta segunda-feira (19). Os estudantes tem até 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar ao sistema. Neste ano, o programa passa a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem.
Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro. Os candidatos selecionados poderão realizar a matrícula a partir do dia 2 de fevereiro.
Quem não for selecionado na chamada regular pode manifestar interesse na lista de espera para um dos cursos escolhidos, de 29 de janeiro e 2 de fevereiro. A convocação de candidatos dessa lista é realizada pelas instituições conforme disponibilidade de vagas após a matrícula inicial.
O que é o SISU
O Sistema de Seleção Unificada é um programa do Governo Federal, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Estratégia de inscrição
O sistema permite ao candidato alterar suas opções de curso quantas vezes desejar durante o período de inscrições. Apenas a última escolha registrada antes do encerramento é considerada válida. Essa característica transforma o Sisu em um processo estratégico, no qual o acompanhamento constante pode fazer diferença no resultado final.
As comunidades dos bairros Sítio Matias e adjacências vão ganhar a maior creche da rede pública municipal de Feira de Santana. A autorização para o reinício das obras de construção do equipamento, com capacidade para até 300 alunos de 1 a 4 anos, foi concedida pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho na manhã desta quarta-feira (14) e vai envolver recursos da ordem de R$ 3.035.694,99.
Ao autorizar o início das obras, que estão sendo executadas pela empresa Clap Construções Ltda., o prefeito José Ronaldo destacou que o prazo para entrega do equipamento é de doze meses. E a pretensão é começar o ano letivo de 2027 já matriculando alunos da região na creche do município.
José Ronaldo ressaltou ainda o compromisso de sua administração em promover educação de qualidade no município. Tanto que, no ano passado, o Governo Municipal deu início às obras para a construção de outras duas creches de alto padrão na cidade.
O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, destacou os investimentos realizados na educação pública e convidou a população feirense a abraçar o projeto de melhoria da qualidade dos serviços. “Toda cidade que melhorou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a família participou. É preciso que a população entenda que a educação só será melhorada se a população estiver junto com o Governo”, observou.
O equipamento oferece 10 salas de aula, refeitório, sanitários masculino, feminino e para crianças, fraldário, mamário, sala multiuso, sala de professores, refeitório, sala de reunião, secretaria, solário, sanitário infantil, rouparia, cozinha e despensa.
Durante o início das obras, estiveram presentes os secretários municipais de Comunicação, Joilton Freitas; de Políticas para as Mulheres, Neinha Bastos; e de Cultura, Cristiano Lobo; o superintendente da SOMA, João Vianey; o diretor de Obras, Ianco Pinho; e os vereadores José Carneiro, Edvaldo Lima, Jurandy Carvalho e Marcus Carvalhal.
Candidatos podem avaliar sua posição por meio das notas de corte, resultado deve sair no dia 27 de Janeiro.
SISU Crédito: Reprodução
O Ministério da Educação (MEC) iniciou os preparativos para o processo seletivo do primeiro semestre de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A partir de agora, os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 já podem consultar a lista completa de vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior em todo o país. O painel de consulta está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior e permite a busca por curso, instituição ou município.
De acordo com o cronograma oficial, o período de inscrições será aberto no dia 19 de janeiro e seguirá até o dia 22 do mesmo mês. Durante esse intervalo, os candidatos devem acessar o sistema para escolher até duas opções de curso, indicando sua ordem de preferência.O estudante deve acompanhar as atualizações diárias das notas de corte, que servem como parâmetro para monitorar as chances de aprovação e permitem a alteração das escolhas enquanto o sistema estiver aberto.
Para estar apto a concorrer, o candidato precisa ter realizado o Enem 2025 e não ter zerado a prova de redação. O MEC reforça que o sistema é restrito a estudantes que já concluíram o ensino médio, não sendo permitida a participação de “treineiros”. Além disso, é importante que os candidatos fiquem atentos aos pesos atribuídos pelas universidades a cada área do conhecimento, já que a pontuação final pode variar conforme as regras específicas de cada instituição.
O resultado da chamada regular está previsto para ser divulgado no dia 27 de janeiro de 2026. Após a publicação da lista de aprovados, os selecionados deverão seguir as orientações das respectivas universidades para a realização da matrícula. Para aqueles que não forem convocados em nenhuma das duas opções na primeira chamada, o sistema abrirá imediatamente o prazo para manifestação de interesse na lista de espera, que continuará sendo uma ferramenta importante para o preenchimento de vagas remanescentes ao longo do semestre.
Notas poderão ser consultadas na Página do Participante e serão usadas para Sisu, Prouni e Fies
Foto: Angelo Miguel/MEC
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta sexta-feira (9) que os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no próximo dia 16 de janeiro. As notas estarão disponíveis para consulta na Página do Participante, plataforma oficial do exame.
Os candidatos poderão acessar o desempenho individual, incluindo a nota da redação e as pontuações obtidas em cada uma das áreas avaliadas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Matemática; e Ciências da Natureza.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o boletim individual dos participantes que realizaram o Enem como treineiros será divulgado em uma data posterior, ainda a ser informada.
As notas do Enem são utilizadas como critério de seleção para diversos programas de acesso ao ensino superior. Entre eles está o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que terá inscrições abertas entre os dias 19 e 23 de janeiro, para vagas em universidades e institutos federais.
Os candidatos também poderão concorrer a bolsas de estudo por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni), com período de inscrição previsto de 26 a 29 de janeiro, além de solicitar financiamento estudantil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Cursos oferecidos pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) estão distribuídos entre diversas cidades do sul e extremo sul do estado, como Eunápolis, Porto Seguro, Ilhéus e Itabuna.
Foto: Foto: Divulgação/UFSB A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está com inscrições abertas para processo seletivo para ingressos em cursos de graduação no primeiro semestre de 2026. São 1.243 vagas oferecidas, para cursos distribuídos entre municípios como Coaraci, Eunápolis, Ibicaraí, Itabuna, Ilhéus, Medeiros Neto, Porto Seguro, entre outras cidades do sul e extremo sul baiano.
O processo oferece vagas em cursos de licenciatura, bacharelado e tecnólogo. Entre os cursos ofertados pela UFSB estão:
Antropologia (Bacharelado)
Artes do Corpo em Cena (Bacharelado)
Ciências Biológicas (Bacharelado)
Engenharia Agrícola e Ambiental (Bacharelado)
Engenharia Ambiental e da Sustentabilidade (Bacharelado)
Engenharia Civil (Bacharelado)
Engenharia Florestal (Bacharelado)
Engenharia Sanitária e Ambiental (Bacharelado)
Engenharia de Transportes e Logística (Bacharelado)
Gestão Ambiental (Bacharelado)
Gestão Pública e Social (Bacharelado)
História (Licenciatura)
Interdisciplinar em Artes (Bacharelado)
Interdisciplinar em Artes e suas Tecnologias (Licenciatura)
Interdisciplinar em Ciências (Bacharelado)
Interdisciplinar em Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Licenciatura)
Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais e suas Tecnologias (Licenciatura)
Interdisciplinar em Humanidades (Bacharelado)
Interdisciplinar em Linguagens e Códigos e suas Tecnologias (Licenciatura)
Interdisciplinar em Matemática e Computação e suas Tecnologias (Licenciatura)
Jornalismo (Bacharelado)
Mídia e Tecnologia (Bacharelado)
Mídias Digitais (Bacharelado)
Oceanologia (Bacharelado)
Políticas Públicas (Bacharelado)
Produção Cultural (Bacharelado)
Som, Imagem e Movimento (Bacharelado)
Tecnologia em Produção de Cacau e Chocolate (Tecnólogo)
Os candidatos podem utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos dez anos para concorrer às vagas. Além disso, as inscrições também são possíveis para:
Egressos do Ensino Médio, que podem concorrer às vagas residuais após a classificação via Enem;
Pessoas que concluíram o Ensino Médio via Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja)
As inscrições devem ser feitas online, por meio do site da UFSB, até o dia 11 de janeiro. Outros detalhes sobre os cursos oferecidos e campi da universidade estão disponíveis no edital do processo seletivo.
Ciclo de provas de 2025 foi caracterizado por questões que exigiram maior capacidade de análise crítica e interpretação de temas contemporâneos
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O mês de janeiro reserva datas cruciais para milhões de estudantes brasileiros que buscam ingressar no ensino superior. De acordo com o cronograma oficial, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será divulgado no dia 16 de janeiro. A partir desta data, os candidatos poderão acessar suas notas individuais por meio da Página do Participante, obtendo o desempenho detalhado nas quatro áreas do conhecimento e na redação.
A divulgação das notas é o ponto de partida para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que estará com inscrições abertas entre os dias 19 e 23 de janeiro. O sistema utiliza a pontuação do Enem como critério para selecionar estudantes em universidades públicas de todo o país.
Além do Sisu, o desempenho no exame é requisito fundamental para o acesso a outros programas do Governo Federal, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que devem anunciar seus prazos específicos logo após a primeira chamada das universidades públicas.
Além do Enem, o final do mês será marcado pelos resultados dos principais vestibulares paulistas. As listas de aprovados da Fuvest, que seleciona para a USP, e da Unicamp estão previstas para o dia 23 de janeiro. Já a Unesp deve publicar sua relação de classificados no dia 30.
O ciclo de provas de 2025 foi caracterizado por questões que exigiram maior capacidade de análise crítica e interpretação de temas contemporâneos, consolidando uma tendência de exames mais voltados para a aplicação prática do conhecimento.