O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (18) o total de recursos financeiros do fundo que será destinado a investimentos em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana em 2023. As informações são da Agência Brasil.

As ações habitacionais vão poder receber ano que vem até R$ 68,1 bilhões, montante que, se atingido, será R$ 3,7 bilhões superior aos R$ 64,4 bilhões liberados para investimento neste ano. Já o valor autorizado para custear ações de melhoria da rede de saneamento básico representa incremento de R$ 2,3 bilhões, passando do atual limite de R$ 4,7 bilhões para potenciais R$ 7 bilhões.

Já para os projetos de infraestrutura urbana, foi mantido o limite aprovado para este ano: R$ 6,3 bilhões. Somando aos três eixos citados os R$ 4,28 bilhões que os conselheiros aprovaram para destinação ao chamado FGTS-Microcrédito, o Conselho Curador prevê contratar, em 2023, cerca de R$ 85,68 bilhões em recursos do FGTS.

O conselho também aprovou o aumento de R$ 1 bilhão em descontos para o Programa Casa Verde e Amarela, totalizando R$ 9,5 bilhões – valor que deve voltar ao atual patamar, de R$ 8,5 bilhões, a partir de 2024. A ampliação dos subsídios deve beneficiar famílias dos grupos 1 e 2 (com renda até R$ 4,4 mil) do programa.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional, Helder Melillo Lopes Cunha Silva, representante da pasta no Conselho Curador, só o subsídio para o Casa Verde e Amarela tem potencial para beneficiar mais de 372 mil famílias com renda bruta mensal de até R$ 4,4 mil que fazem jus ao desconto.

“Nosso principal objetivo é manter o ritmo de crescimento para as famílias com renda mensal bruta de até R$ 2,4 mil, cujo financiamento tem caído devido às condições adversas do cenário macroeconômico, em que pese todas as medidas que o conselho tem adotado nos últimos dois anos para ampliar a oferta de descontos. Daí a proposta do incremento do desconto”, acrescentou Silva, defendendo a política de subsídios para a efetividade da política habitacional.

“Este é realmente um instrumento para viabilizar a demanda e expandir a oferta de crédito para famílias de menor poder aquisitivo, imprescindível para a continuidade dos programas e investimentos em habitação social, sobretudo em cenários macroeconômicos adversos”, comentou Silva. Ele informou que, até o mês passado, 80% dos financiamentos habitacionais efetivados este ano foram destinados a famílias com renda mensal até R$ 4,4 mil.

Juros

Ainda durante a reunião desta terça-feira, os conselheiros do FGTS aprovaram uma redução temporária da taxa de juros cobrada de mutuários de financiamentos habitacionais com recursos do fundo no Programa Pró-Cotista.

Válida até 31 de dezembro próximo, a medida diminui em 1 ponto percentual a taxa para imóveis com valor até R$ 350 mil, que passa de 8,66% para 7,66% ao ano, e em meio ponto percentual para imóveis com valor superior a R$ 350 mil, que passa de 8,66% para 8,16% ao ano.

*Bahia.ba


Brasil tem a 4ª menor inflação do G20 em 2022

O Brasil tem a 4ª menor inflação dos integrantes do G20 em 2022. No acumulado de janeiro a setembro, registrou uma taxa de 4,1%. O percentual é maior que somente o do Japão (2,8%), da Arábia Saudita (2,7%) e da China (1,9%). O levantamento foi feito pela Austin R

O Brasil registrou deflação – queda de preços – por 3 meses seguidos, o que ajudou a segurar a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país. Em julho, a taxa no acumulado do ano era de 5,49%. Recuou para 4,1% depois da sequência de resultados negativos.

A maior taxa do G20 é da Argentina, que chegou a 66,1% no acumulado de janeiro a setembro. O país poderá terminar o ano com inflação acima de 100%. Em 2º lugar aparece a Turquia, com 52,4%.

A inflação do Brasil no acumulado do ano é menor que na Alemanha (9%), na União Europeia (8,5%), no Reino Unido (7,6%), nos Estados Unidos (5,8%) e na França (4,5%).

Poder360


Preço da carne cai forte e deve chegar a preços mais baixos que antes da pandemia

O preço das carnes segue em movimento de queda em setembro, de acordo com o Índice de Preços aos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e pela Fipe. Em agosto, os preços chegaram a registrar queda de 3,46%.

No mês passado, o preço permaneceu estável em (0,03%), mas alguns cortes se destacaram. É o caso do filé mignon que ficou 6,88% mais barato, depois de uma queda de 0,53% em agosto. No acumulado de 2022, o corte registra queda de 18,55%, mas na base anual o acumulado é de 3,10%.

Outro corte que também caiu foi a picanha, que recuou 1,40%. Em agosto, esse corte subiu 0,64%. No ano, a carne acumula queda de 4,60%; já no período de 12 meses, a alta é de 4,62%.

Por outro lado, a costela bovina subiu 2,88%, depois de recuar 0,62% em agosto. Outro destaque ficou com o coxão mole, que avançou 1,96%; e com o patinho, que subiu 1,66%.

Veja o preço dos cortes

CortesSetembroAcumulado 2022Acumulado 12 meses
Coxão mole1,96%-4,59%-1,29%
Alcatra-2,37%-0,06%3,04%
Contrafilé-0,27%1,34%7,10%
Patinho1,66%3,19%1,50%
Coxão duro-0,70%2,24%0,78%
Lagarto0,41%4,81%1,98%
Filé mignon-6,88%-18,55%3,10%
Picanha-1,40%-4,60%4,62%
Fraldinha-1,71%1,38%1,04%
Acém0,74%5,39%-1,48%
Costela bovina2,88%9,81%7,68%
Músculo-3,36%-3,98%-11,50%
Braço-0,72%5,78%-1,69%
Fígado-0,26%-6,87%-7,85%

Informações TBN


Doze bancos foram autorizados a oferecer o serviço; veja as regras

Taxa de juros mensal não poderá ultrapassar 3,5% | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Taxa de juros mensal não poderá ultrapassar 3,5% | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os beneficiários do Auxílio Brasil poderão fazer empréstimo consignado, descontando as parcelas do benefício, a partir desta segunda-feira, 10. O valor do empréstimo não pode ultrapassar 40% do Auxílio Brasil, que é de R$ 400. Assim, o beneficiário poderá descontar até R$ 160 mensais, no prazo máximo de 24 meses, de acordo com a Lei 14.431/2022, que permitiu o consignado a quem recebe o benefício.

A taxa de juros máxima mensal, estabelecida por portaria publicada em 27 de setembro, é 3,5%. Se houver atraso no pagamento das parcelas, o valor deve ser cobrado no mês seguinte, com o acréscimo de juros.

Os descontos em folha das parcelas de empréstimos consignados do Programa Auxílio Brasil serão feitos pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania.

Somente o beneficiário do programa poderá solicitar o empréstimo. Para aderir, ele “deverá autorizar expressamente a instituição financeira a ter acesso às informações pessoais e bancárias necessárias à efetivação do contrato pleiteado”. Isso quer dizer que a autorização não será aceita se for dada por telefone.

O governo autorizou 12 bancos a fazerem empréstimos consignados aos beneficiários do Auxílio Brasil:

  • Caixa Econômica Federal
  • Banco Agibank S/A
  • Banco Crefisa S/A
  • Banco Daycoval S/A
  • Banco Pan S/A
  • Banco Safra S/A
  • Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S/A
  • Facta Financeira S/A Crédito, Financiamento e Investimento
  • Pintos S/A Créditos
  • QI Sociedade de Crédito Direto S/A
  • Valor Sociedade de Crédito Direto S/A
  • Zema Crédito, Financiamento e Investimento S/A

Na portaria de setembro, o governo estabeleceu outras regras para os bancos:

• são obrigados a informar a taxa de juros aplicada, devendo expressar o custo efetivo do empréstimo;

• não podem cobrar Taxa de Abertura de Crédito (TAC) nem quaisquer outras taxas administrativas;

• estão proibidos de fixar prazo de carência para o início do pagamento das parcelas;

• estão proibidos de fazer qualquer atividade de marketing ativo, oferta comercial, proposta, publicidade direcionada a beneficiário específico ou qualquer tipo de atividade com objetivo de convencer o beneficiário a celebrar contratos de empréstimo pessoal com pagamento mediante consignação do benefício;

• também ficou proibida a consignação do Auxílio Brasil nas modalidades de crédito de arrendamento mercantil e de cartão de crédito.

Informações Revista Oeste


Brasil tem a maior queda do desemprego em um ano entre 40 países

O Brasil registrou a maior queda da taxa de desemprego em um ano entre 40 países, de acordo com levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. O indicador recuou de 13,1%, em agosto de 2021, para 8,9%, no mesmo período deste ano, uma redução de 4,2 pontos percentuais. 

A trajetória de queda do desemprego no país começou na última metade do ano passado e atingiu 8,9% no trimestre encerrado em agosto. O percentual é o menor apurado desde julho de 2015, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Informações TBN


Instituição ressaltou a importância de o governo manter equilíbrio fiscal

Foto: Rrpodução/Shutterstock

Economia, Brasil, Gráfico, crescimento, bandeira

Até o fim de 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,5%, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo Banco Mundial. A projeção anterior estava em 1,5%. Para 2023, a instituição manteve em 0,8% a previsão de aumento da economia, fruto da política do governo federal.

As estimativas para o PIB do Brasil estão mais em linha com as previsões do governo. No fim de setembro, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia elevou de 2% para 2,7% o crescimento do PIB em 2022.

Para 2023, as projeções divergem. O Orçamento Geral da União prevê crescimento de 2,5% do PIB do Brasil, enquanto as estimativas do Banco Mundial mostram expansão menor. As novas estimativas foram divulgadas depois de um encontro entre o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. As reuniões ocorrem na próxima semana, entre 10 e 16 de outubro, em Washington.

Segundo o relatório, os gastos sociais e os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) são elementos centrais para impulsionar o crescimento na América Latina no cenário pós-covid. O equilíbrio fiscal, contudo, deve ser buscado. Os gastos extras devem ser financiados por meio de novos impostos, reforma tributária e medidas para melhorar o gasto público.

Informações Revista Oeste


A taxa de desemprego no Brasil manteve a trajetória de queda iniciada na última metade do ano passado e recuou a 8,9% no trimestre encerrado em agosto. O percentual é o menor apurado desde julho de 2015, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o recuo de 0,9 ponto percentual da taxa de desocupação, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a 9,7 milhões de pessoas. O número, que corresponde ao menor nível desde novembro de 2015, ocorre após um recuo de 8,8% (menos 937 mil pessoas) na quantidade de desocupados no trimestre e 30,1% (menos 4,2 milhões) no ano.
No período compreendido entre os meses de junho e agosto, o contingente de pessoas ocupadas foi de 99 milhões, um novo recorde na série histórica da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), iniciada em 2012.
O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar foi estimado em 57,1%, um crescimento em comparação com o trimestre anterior (de 56,4%) e acima do mesmo período do ano passado (53,4%). Para Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD, os dados comprovam a recuperação do mercado de trabalho.

A pesquisa mostra ainda que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, é o maior da série histórica, iniciada em 2012, com crescimento de 2,8% no trimestre (mais 355 mil pessoas) e de 16% (1,8 milhão de pessoas) no acumulado de 2022. Por outro lado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 1,1% e chegou a 36 milhões.
O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar foi estimado em 57,1%, um crescimento em comparação com o trimestre anterior (de 56,4%) e acima do mesmo período do ano passado (53,4%). Para Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD, os dados comprovam a recuperação do mercado de trabalho.

A pesquisa mostra ainda que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, é o maior da série histórica, iniciada em 2012, com crescimento de 2,8% no trimestre (mais 355 mil pessoas) e de 16% (1,8 milhão de pessoas) no acumulado de 2022. Por outro lado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 1,1% e chegou a 36 milhões.

*R7


Banco Mundial confirma fala de Paulo Guedes: PIB do Brasil tende a crescer mais que o da China

A nova previsão do Banco Mundial é de que o PIB (Produto Interno Bruto) da China cresça só 2,8% em 2022. A instituição apresentou relatório com novas previsões para países asiáticos na 2ª feira (26.set.2022).

O PIB chinês cresceu 8,1% em 2021. A redução prevista para 2022 é consequência das restrições para acabar com a covid.

O Bank of America estima que o PIB do Brasil crescerá 3,25% em 2022. A Goldman Sachs estima alta de 2,9%.

Caso o crescimento brasileiro supere o da China, será a 1ª vez em 41 anos. Em 1980 o PIB do Brasil cresceu 9,2% e o da China 7,8%. Nunca mais o Brasil superou a China. A atual previsão do Banco Mundial para o Brasil é 1,5%. Saiu em junho. A revisão da América Latina sairá na 4ª feira (4.out).

Os analistas de mercado consultados pelo BC (Banco Central) vêm elevando as estimativas a cada semana. A mediana mais recente das estimativas do boletim Focus é 2,67%.

Informações TBN


O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que é a prévia da inflação brasileira, teve queda de 0,37% em setembro, segundo mês consecutivo com deflação. Em agosto, a taxa havia sido de -0,73% e, em setembro de 2021, de 1,14%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse resultado foi influenciado, mais uma vez, pela queda no grupo dos transportes (-2,35%), que contribuiu com -0,49 ponto percentual (p.p.) no índice do mês. Também houve recuo nos preços de comunicação (-2,74%) e alimentação e bebidas (-0,47%), com impactos de -0,14 p.p. e -0,10 p.p., respectivamente.

No lado das altas, a maior variação veio de vestuário (1,66%), que acelerou em relação a agosto (0,76%). O grupo saúde e cuidados pessoais (0,94%) também se destacou, com a segunda maior variação e o maior impacto positivo (0,12 p.p.) no índice de setembro. Os demais grupos ficaram entre o 0,12% de educação e o 0,83% de despesas pessoais.

O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em -0,97%; em 2021, no mesmo período, a variação acumulada foi de 2,77%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,63% e, em 12 meses, de 7,96%, abaixo dos 9,60% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Maiores quedas
O recuo de 9,47% no preço dos combustíveis foi responsável pela queda de 2,35% do grupo transportes. O etanol (-10,10%), a gasolina (-9,78%), o óleo diesel (-5,40%) e o gás veicular (-0,30%) tiveram seus preços reduzidos no período de referência do índice. A gasolina, em particular, contribuiu com o impacto negativo mais intenso, de -0,52 p.p., entre os 367 subitens pesquisados. A gasolina vendida para as distribuidoras teve redução de R$ 0,18 por litro em 16 de agosto, e de R$ 0,25 por litro em 2 de setembro, aplicadas pela Petrobras.

Houve queda também em ônibus urbano (-0,08%), com a redução das passagens aos domingos em Salvador (-0,82%), a partir de 11 de setembro. Já as passagens aéreas foram destaque entre as altas do grupo, com aumento de 8,20% nos preços, após a queda de 12,22% em agosto.

Outros subitens importantes na cesta do IPCA-15, como seguro voluntário de veículo (1,74%), emplacamento e licença (1,71%) e conserto de automóvel (0,62%), seguem em alta.
O grupo comunicação apresentou a maior variação negativa no índice do mês (-2,74%), influenciada pela redução no custo dos planos de telefonia fixa (-6,58%), telefonia móvel (-1,36%), nos pacotes de acesso à internet (-10,57%) e nos combos de telefonia, internet e tv por assinatura (-2,72%). Além disso, baixaram os preços dos aparelhos telefônicos (-0,99%).

Também contribuiu para as contas mais baratas a Lei Complementar 194/22, sancionada no fim de junho, que fixou um limite para a alíquota máxima de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações.

O grupo alimentação e bebidas apresentou queda em setembro (-0,47%), resultado puxado para baixo pela alimentação no domicílio (-0,86%), principalmente por causa da redução nos preços do óleo de soja (-6,50%), do tomate (-8,04%) e do leite longa vida (-12,01%), produto responsável pelo maior impacto no índice nos dois meses anteriores. Apesar da queda, os preços do leite ainda acumulam alta de 58,19% no ano.

As maiores contribuições positivas entre os alimentos para consumo no domicílio vieram da cebola (11,39%), do frango em pedaços (1,64%) e das frutas (1,33%).

A alimentação fora do domicílio passou de 0,80%, em agosto, para 0,59% em setembro. Enquanto o lanche (0,94%) teve variação próxima à do mês anterior (0,97%), a refeição desacelerou de 0,72% para 0,36%.

Principais altas do mês
No grupo vestuário (1,66%), os preços das roupas femininas (1,83%), masculinas (1,78%) e
infantis (1,52%) voltaram a subir de forma mais intensa. Calçados e acessórios (1,58%) também apresentaram alta superior a 1%, e as joias e bijuterias (0,98%) tiveram variação positiva, após a queda de 0,36% observada em agosto.

Os itens higiene pessoal (1,28%) e planos de saúde (1,13%) foram os destaques do grupo saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 0,94% no mês. Além disso, os preços dos produtos farmacêuticos subiram 0,81% e contribuíram com 0,03 p.p. no IPCA-15 de setembro.

O grupo habitação, depois da queda de 0,37% em agosto, teve alta de 0,47% em setembro,
puxada pelo preço do gás de botijão (0,81%), pelo aluguel residencial (0,72%) e pela energia elétrica (0,41%). Em Belém (10,52%), a tarifa de energia por kWh foi reajustada em 14,74%, a partir de 7 de agosto.

O gás encanado foi outro subitem que apresentou alta em setembro, de 0,30%, devido a reajustes verificados em duas áreas: no Rio de Janeiro (0,13%), onde o aumento de 0,20% passou a vigorar em 1º de agosto; e em Curitiba (1,95%), local onde foi aplicado reajuste de 2,26% a partir de 9 de agosto.

Índices regionais
Quanto aos índices regionais, em setembro, foram verificadas variações negativas em 9 das 11 áreas analisadas. A menor alteração apareceu no Recife (-0,93%), influenciada pela queda nos preços da gasolina (-13,85%), seguido por Goiânia (-0,76%). O maior índice foi o de Belém (0,50%), puxado pela alta da energia elétrica residencial (10,52%). Na sequência, com a segunda maior variação, está Curitiba, com 0,03%.

Metodologia: A metodologia utilizada no cálculo do IPCA-15 é a mesma do IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. O indicador se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. Para o cálculo do índice deste mês, os preços foram coletados no período de 13 de agosto a 14 de setembro de 2022 (referência), e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 12 de agosto de 2022 (base).

*R7


O saldo líquidos dos investimentos estrangeiros direitos no país (IDP) somaram US$ 52,6 bilhões nos primeiros seis meses do ano. O valor corresponde a cerca de R$ 280,84 bilhões, como informou nota estatística do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (26). O valor supera o IDP líquido de todo o ano de 2021-US$ 46,4 bilhões, ou R$ 247,7 bilhões. Somente em julho deste ano, o IDP foi de US$ 7,7 bilhões, o que representa um aumento nominal de US$ 1,07 bilhão frente a julho do ano passado e US$ 2,5 bilhões com relação a junho último.

Considerando outros gastos de brasileiros no exterior e quanto os estrangeiros aplicam no Brasil, as reservas internacionais somaram US$ 346,4 bilhões em julho – aumento de US$ 4,4 bilhões em relação ao mês anterior. Segundo o BC, o resultado decorreu, principalmente, “das variações por preços e da receita de juros, que contribuíram para elevar o estoque em US$ 3,9 bilhões e US$ 540 milhões, respectivamente.”

Outros dados
Na comparação entre os meses de julho deste 2022 e 2021, houve uma redução de US$ 2,1 bilhões no saldo da balança comercial de bens, enquanto o déficit em serviços e em renda primária aumentou, respectivamente, US$ 790 milhões e US$179 milhões.

Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior foi de US$ 7,03 bilhões no primeiro semestre deste ano, enquanto os gastos de estrangeiros no Brasil foi de US$ 2,7 bilhões, o que representa um saldo negativo de US$ 4,2 bilhões.

*CNN Brasil