O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começa a restituir, nesta segunda-feira (19), os clientes dos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, parte do dinheiro bloqueado devido à liquidação extrajudicial oficializada em novembro de 2025.
Cerca de 570 mil das 800 mil pessoas que tinham dinheiro em contas ou investido em produtos como CDB, LCI ou LCA do Master já pediram a devolução dos valores a que têm direito. No entanto, apenas 377 mil finalizaram todo o processo de solicitação, segundo informou o FGC, associação privada responsável por administrar os fundos que as instituições financeiras são obrigadas a reservar para garantir que os correntistas recebam o que investiram em caso de falência ou liquidação.
A consolidação e a conferência da lista dos credores que têm direito a receber a garantia foram feitas pelo Banco Central (BC). A estimativa é que o montante restituído devido à liquidação do Master alcance cerca de R$ 40,6 bilhões.
Pessoas físicas devem pedir o pagamento de garantia por meio do aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS. As pessoas jurídicas devem solicitar a restituição no Portal do Investidor.
O limite da cobertura do FGC é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDB, RDB, LCI, LCA, LCD e demais produtos financeiros.
Relatório atribui o recuo ao patamar elevado dos juros e projeta avanço moderado nos anos seguintes
O FMI projeta avanços moderados para a economia global | Foto: Agência Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026. A nova estimativa é de 1,6%, uma queda de 0,3 ponto porcentual em relação ao relatório anterior, divulgado em outubro.
Apresentado nesta segunda-feira, 19, o documento atribuiu a desaceleração brasileira ao nível elevado da taxa Selic, mantida em 15% ao ano desde agosto de 2025. Esse patamar, o mais alto em duas décadas, reflete a política monetária adotada para conter a inflação acumulada ao longo do governo Lula, que aumentou sobremaneira o gasto público, impactando preços de produtos e serviços.
Mesmo com o recuo previsto para este ano, o FMI ajustou para cima as projeções do Brasil nos anos vizinhos. Em 2025, o PIB teria crescido 2,5%, e em 2027, deve avançar 2,3%.
FMI projeta crescimento global
O FMI projeta avanços moderados para a economia global. Nesse sentido, destacam-se os efeitos da inteligência artificial (IA) e a retomada de conflitos comerciais em um cenário de incerteza.
Os dados foram acompanhados de uma avaliação mais ampla sobre o cenário global, com revisões positivas para países como Estados Unidos e China, e estabilidade nas previsões para a zona do euro e o Japão.
Nesse cenário, o crescimento estimado para 2026 é de 3,3%. O número representa um aumento de 0,2 ponto percentual em relação à projeção anterior, mas se mantém no mesmo patamar calculado para 2025.
A estabilidade, segundo o FMI, reflete o impulso gerado por investimentos em tecnologia e pela adaptação dos mercados às tensões comerciais.
Desde janeiro de 2025, Trump implementou tarifas amplas que afetaram aliados e adversários, elevando os custos logísticos e pressionando cadeias de abastecimento.
Posteriormente, o governo norte-americano firmou acordos com parceiros estratégicos e estabeleceu uma trégua temporária com a China. As medidas ajudaram a conter os impactos mais severos das restrições comerciais.
O FMI avaliou que, mesmo diante desses choques, o setor privado demonstrou capacidade de adaptação, impulsionado por estímulos fiscais e monetários. Além disso, o aumento dos investimentos em IA reforçou o crescimento nos EUA, pois compensou os efeitos de paralisação do governo federal.
Para 2026, o FMI projeta crescimento de 2,4% para os norte-americanos, uma elevação de 0,3 ponto em relação ao último relatório. Já a zona do euro aparece com avanço estimado de 1,3%, enquanto o Japão deve crescer em ritmo mais lento. A China e a Índia mantêm desempenho considerado sólido para os padrões dos mercados emergentes.
A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,26% em 2025.
Com o resultado, o IPCA termina o ano dentro da meta do governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.
O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.
“No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%)”, afirma o IBGE.
Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, havia caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do Plano de saúde (0,49%) e dos Artigos de higiene pessoal (0,52%).
“O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%)”, aponta o IBGE.
A Alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
“Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial , subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro”, acrescenta o instituto.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
INPC
A alta acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 foi de 3,90%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou o recebimento do recurso apresentado pelo Banco Central, que recorre de decisão do ministro relator do caso Banco Master, Jhonatan de Jesus, que determinou uma inspeção ao órgão regulador do mercado financeiro.
“Na atual fase, o relator está analisando os embargos de declaração opostos pelo BC. É preciso aguardar essa definição para vermos como o processo seguirá”, informou a assessoria técnica do TCU.
Nos embargos de declaração, a determinação por um único juiz é questionada pelo Banco Central sob o argumento de que a decisão deveria partir de um processo de deliberação colegiada.
Um comunicado publicado nos canais de comunicação do TCU, nessa terça-feira (6), reforça o papel de controle da Corte sobre processos decisórios da administração pública federal, previsto na Constituição Federal.
Autonomia decisória
A nota “reafirma que o Banco Central do Brasil, embora dotado de autonomia técnica e decisória, integra a administração pública federal e, como tal, submete-se ao sistema constitucional de controle externo”.
De acordo com o informativo, a ação do TCU não é nova, nem excepcional, e está alinhada com a defesa de independência do órgão regulador.
“Não fragiliza a autoridade do Banco Central. Ao contrário: reforça a legitimidade institucional das decisões públicas, assegurando à sociedade que atos de elevado impacto econômico e sistêmico foram praticados com observância estrita dos princípios constitucionais”, finaliza.
Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.
Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.
Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.
Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.
Projeções
O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.
Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.
Resiliência
Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.
“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.
Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.
O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:
Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação
Setores
Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:
Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.
Produtos
Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:
Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).
No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.
Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.
Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:
Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
Em pouco mais de um mês de funcionamento, o serviço BC Protege+ bloqueou 111 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo o balanço mais recente divulgado pela instituição, 545 mil pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras fizeram 33 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.
Os dados foram apurados até o início da tarde desta terça-feira (6). Lançado no início de dezembro, o BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-corrente, poupança e contas de pagamento pré-pagas.
Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A consulta ao sistema pelas às instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta.
O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empresa.
Como ativar o BC Protege+
Acesse a área logada do Meu BC, com Conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada;
Localize o serviço BC Protege+ e ative a proteção;
Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização;
A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente.
Desativação para abertura de contas
Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente.
O Banco Central recomenda programar uma data de reativação automática, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento.
O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.
O primeiro Boletim Focus de 2026 apresentou índices de estabilidade em três das quatro medianas projetadas pelo mercado financeiro. A única que apresentou variação em relação às últimas semanas de 2025 foi a relativa à expectativa de inflação projetada para o ano corrente, que variou dos 4,05% projetados na semana passada, para 4,06% segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.
A inflação oficial do país tem como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A variação de 0,01 ponto percentual apresentada neste boletim ocorre após uma sequência de oito estimativas seguidas de queda. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 4,16% ao final de 2026.
Para os anos subsequentes, as projeções de inflação mantêm estabilidade há nove semanas, de 3,80% em 2027; e de 3,50% em 2028
Meta de inflação
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
A prévia da inflação oficial de dezembro ficou em 0,25%, resultado que faz o acumulado de 12 meses marcar 4,41%, dentro do limite da meta do governo.
Foi o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.
Tanto as projeções do mercado financeiro para o câmbio, como para a taxa básica de juros (Selic) e a economia PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentaram estabilidade nas últimas semanas.
No caso do PIB, as projeções são de crescimento de 1,8% em 2026 – mesmo percentual projetado para 2027. Para o ano seguinte (2028), o crescimento estimado pelo mercado financeiro para a economia é de 2%.
Câmbio e Selic
Com relação ao câmbio, o mercado financeiro projeta que o dólar fechará 2026 com uma cotação de R$ 5,50, valor que não vem apresentando alterações por 12 semanas consecutivas. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas para a moeda estadunidense estão, respectivamente, em R$ 5,50 e R$ 5,52.
Já a Selic, que fechou 2025 a 15%, deve cair para 12,25% ao longo de 2026; para 10,50% em 2027; e 9,75% em 2028.
A taxa básica de juros situa-se no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários
Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) lote residual de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao mês de dezembro de 2025. O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários, com valor total de R$ 605.998.834,65. As informações são do portal Agência Brasil.
A Receita informou, em nota, que as restituições incluem declarações de 2025 transmitidas fora do prazo, com pendências já regularizadas, além de valores residuais de anos anteriores.
Do valor total, R$ 309,6 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:
idosos a partir de 80 anos: 5.310 restituições;
idosos entre 60 e 79 anos: 34.796 restituições;
pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 4.087 restituições;
contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 11.344 restituições.
Além dessas, 178.030 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou por terem optado por receber via Pix.
Outras 29.688 restituições serão pagas a contribuintes não prioritários.
Para consultar a restituição de imposto de renda, é preciso acessar a página da Receita , clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar minha restituição.
Também é possível consultar o lote por meio do aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a liberação das restituições e a situação cadastral do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
O pagamento da restituição, de acordo com a Receita, é feito somente na conta do titular da declaração. “Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento, caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino”.
“Em caso de erro nos dados bancários, a Receita oferece o serviço de reagendamento, oferecido pelo Banco do Brasil (BB) pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.”
Trata-se do maior déficit para o mês desde 2023, quando o saldo negativo foi de R$ 41,7 bilhões
O presidente Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: piora histórica | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, tiveram um rombo de R$ 20,2 bilhões em novembro, informou nesta segunda-feira, 29, o Tesouro Nacional. Em outubro, houve superávit de R$ 36,5 bilhões.
O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em novembro de 2024, quando as contas do governo central ficaram negativas em R$ 4,5 bilhões. É o maior rombo para o mês desde 2023, quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões, em números corrigidos pela inflação.
As despesas do governo central cresceram 4% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2024, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram queda real de 2,6%, na mesma base de comparação. Desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, as contas públicas se deterioraram, principalmente em razão do excesso de gastos.
Motivo do rombo nas contas públicas
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que a alta do déficit registrado em novembro de 2025 foi motivada pelo menor nível de receitas não administradas. Ele mencionou o menor nível de pagamento de dividendos em relação a novembro de 2024, além de queda na receita de concessões.
No ano passado houve entrada de recursos via concessão da Companhia Paranaense de Energia (Copel), por exemplo, o que ajudou no resultado primário. Apesar disso, Ceron avaliou que há continuidade na trajetória de “bom crescimento” das receitas no acumulado do ano.
O governo central tem déficit primário de R$ 83,8 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2025. No mesmo período de 2024, o resultado era negativo em R$ 67 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas têm alta real de 3,4% na soma do ano, enquanto as receitas totais sobem 3,3% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até novembro, o déficit primário do governo central soma R$ 57,4 bilhões, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,24% do PIB; e as discricionárias (não obrigatórias, como despesas e custeio), representam 1,58% do PIB.
Meta fiscal
Prédio do Banco Central do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Ceron informou que o resultado de 2025 para fins de cumprimento da meta fiscal deve ficar na ordem de R$ 20 bilhões em déficit primário. O nível estimado está dentro do intervalo de tolerância. Neste ano, o governo almeja atingir um resultado neutro, podendo registrar saldo negativo de até 0,25% do PIB.
As projeções consideram o cenário indicado até o momento. Para fins de meta fiscal não são consideradas despesas com créditos extraordinários e parte dos gastos com precatórios (dívidas da União, de Estados e municípios definidas pela Justiça sem mais direito a recurso), por exemplo. No último mês do ano, o resultado primário tende a ser superavitário, na ordem de R$ 20 bilhões, segundo o secretário.
O ingresso de dividendos em dezembro deve ser da ordem de R$ 13 bilhões. Além disso, no último mês do ano, haverá a entrada da receita extra de R$ 8,8 bilhões com leilão de campos de petróleo
Salto do BPC
Do lado da despesa, Ceron voltou a comentar sobre a alta do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas de baixa renda com deficiência. Ele disse que o aumento da despesa com esse benefício social está abaixo de 10%, embora ainda registre “crescimento expressivo”.
O Estadão/Broadcast mostrou em meados deste ano que as estimativas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), anexadas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, mostravam que o número de pessoas que recebem o BPC vai saltar de 6,7 milhões em 2026 para 14,1 milhões em 2060, uma alta de 111%. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)
O sorteio, de número 2954, está agendado para 31 de dezembro
No primeiro sorteio com ganhador, em 2009, os números sorteados foram 10, 27, 40, 46, 49 e 58, e os vencedores vieram de Brasília (DF) e Santa Rita do Passa Quatro (SP) | Foto: Reprodução/YouTube/Caixa
Com o prêmio recorde de R$ 1 bilhão previsto para a Mega da Virada 2025, a loteria brasileira atinge sua maior premiação até hoje.
O sorteio, de número 2954, está agendado para 31 de dezembro, marcando uma crescente valorização desde a estreia em 2009, quando duas apostas dividiram R$ 144,9 milhões.
No primeiro sorteio com ganhador, em 2009, os números sorteados foram 10, 27, 40, 46, 49 e 58, e os vencedores vieram de Brasília (DF) e Santa Rita do Passa Quatro (SP).
Desde então, o prêmio principal vem crescendo, com mudanças recentes no regulamento que elevaram o valor destinado aos ganhadores.
Mudanças no regulamento e aumento das premiações
Entre as modificações realizadas pela Caixa Econômica Federal, destaca-se o aumento do percentual da arrecadação acumulada da Mega-Sena, que passou de 5% para 10% nos concursos regulares, e a elevação da distribuição do prêmio para a faixa principal, agora em 90%.
Em 2018, o maior número de ganhadores foi registrado: 52 apostas dividiram R$ 302,5 milhões. Já os anos de 2009, 2020 e 2021 tiveram apenas dois ganhadores cada.
A edição de 2024 premiou oito apostas, incluindo um bilhete de Nova Lima (MG) que recebeu R$ 79.435.770,67.
Os números vencedores ao longo dos anos foram:
2024 – 01, 17, 19, 29, 50, 57;
2023 – 21, 24, 33, 41, 48, 56;
2022 – 04, 05, 10, 34, 58, 59;
2021 – 12, 15, 23, 32, 33, 46;
2020 – 17, 20, 22, 35, 41, 42;
2019 – 03, 35, 38, 40, 57, 58;
2018 – 05, 10, 12, 18, 25, 33;
2017 – 03, 06, 10, 17, 34, 37;
2016 – 05, 11, 22, 24, 51, 53;
2015 – 02, 18, 31, 42, 51, 56;
2014 – 01, 05, 11, 16, 20, 56;
2013 – 20, 30, 36, 38, 47, 53;
2012 – 14, 32, 33, 36, 41, 52;
2011 – 03, 04, 29, 36, 45, 55;
2010 – 02, 10, 34, 37, 43, 50; e
2009 – 10, 27, 40, 46, 49, 58.
Probabilidades e distribuição de prêmios
A chance de acertar as seis dezenas da Mega da Virada é de uma em 50 milhões para uma aposta simples.
Já para a quina, a probabilidade é de uma em 154 mil. Na aposta com 20 números, que custa R$ 232 mil, a chance de ganhar na sena salta para uma em 1.292.
O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver acertador das seis dezenas, o valor é direcionado para quem acertar a quina e, se necessário, para a quadra.
Em 2024, apostas vencedoras vieram de Brasília (DF), Nova Lima (MG), Curitiba (PR), Pinhais (PR), Osasco (SP) e Tupã (SP).
Como apostar na Mega da Virada
Para participar, o apostador paga o valor mínimo de R$ 6 e pode registrar a aposta até as 20h30, em casas lotéricas ou pela internet. Ele escolhe seis números entre 1 e 60 e pode ser premiado ao acertar quatro, cinco ou seis dezenas sorteadas.
Pela internet, maiores de 18 anos apostam nos canais digitais da Caixa, com limite de até R$ 500 por transação.
O pagamento pode ser efetuado via cartão de crédito, débito, Pix ou Mercado Pago. O sistema permite tanto a escolha manual quanto a seleção aleatória de números.