Nesta segunda-feira, 24, 2 mil pessoas receberam a segunda dose contra a Covid-19 em Feira de Santana. No entanto, cerca de 11 mil não compareceram para realizar a segunda dose dentro do prazo recomendado, o que representa 20% do percentual de vacinados em primeira dose.
Essa ausência prejudica a imunização, atrasa a vacinação de outros interessados e gera aglomerações nas Unidades Básicas de Saúde.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, faz um alerta e pede que as pessoas compareçam para tomar a segunda dose. Segundo ele, o grupo de idosos é o que mais deixa de tomar a vacina completa.
“Quem toma a primeira dose não completa o ciclo vacinal, não está plenamente imunizado. Só a partir da segunda dose que há a cobertura completa da vacina. Os profissionais de saúde possuem essa consciência e completam as duas aplicações, mas o grupo de prioridades está deixando de tomar, o que é muito perigoso”. Ele acrescenta que se o cidadão não comparecer na data marcada, pode receber a segunda dose da vacina outro dia, mas não pode deixar de tomar.
APLICAÇÃO DA VACINA
Idosos a partir de 60 anos podem ser imunizados de segunda a sexta-feira nas Unidades Básicas de Saúde e às terças e quintas em outras 21 Unidades de Saúde da Família (USFs). Eles devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência.
A segunda dose para os trabalhadores de saúde está sendo aplicada na UBS do CSU (Centro Social Urbano), bairro Cidade Nova. Para ser vacinado é necessário comprovar o vínculo de trabalho em uma instituição de saúde.
Os autônomos devem levar uma autodeclaração que comprovem sua atuação na área. Além disso, documentos como identidade original com foto, CPF e comprovante de residência também são essenciais. São considerados trabalhadores da saúde aquelas pessoas que atuam em clínicas, consultórios e entre outros locais que oferecem serviços de saúde.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) retomou hoje (25) a produção da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, que estava interrompida desde a última quinta-feira (20). A linha de produção pôde ser reativada porque um novo carregamento do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) chegou da China no último sábado (22).
A Fiocruz recebeu no fim de semana insumo suficiente para produzir 12 milhões de doses, o que assegura a produção de vacinas até a terceira semana de junho e entregas ininterruptas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até 3 de julho.
O IFA é considerado o componente mais importante da vacina, por conter as informações genéticas que vão despertar a resposta imunológica contra o novo coronavírus. O insumo é transportado a uma temperatura de -55 graus Celsius e precisa ser descongelado lentamente ao chegar à fábrica.
O processo de produção das vacinas em Bio-Manguinhos inclui um longo protocolo de controle de qualidade, que demora até quatro semanas para garantir a eficácia e a segurança do lote fabricado, até a liberação para o PNI, do Ministério da Saúde.
As doses que começarão a ser produzidas hoje devem ser entregues para o Sistema Único de Saúde (SUS) somente entre 14 e 19 de junho.
Cronograma apresentado na última quinta-feira (20) pelo vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, à Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados previa que as próximas entregas semanais seriam de 4,9 milhões, 5,1 milhões e 2,8 milhões de doses.
Na última sexta-feira (21), foram entregues 6,1 milhões – 800 mil doses a mais do que a previsão inicial. Segundo Krieger, a Fiocruz deve entregar mais 26 milhões de doses ao PNI até o início de julho e chegar ao total de 62 milhões com os carregamentos de IFA que já chegaram ao Brasil.
O acordo de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a farmacêutica AstraZeneca prevê a produção de 100,4 milhões de doses a partir da chegada de 14 lotes do IFA, que é produzido pelo laboratório chinês WuXi Biologics.
No carregamento do último sábado, a Fiocruz recebeu dois lotes, totalizando dez remessas já enviadas. A previsão é que mais dois lotes cheguem em junho, e os últimos dois, em julho.
Até o momento, a Fiocruz já produziu e entregou ao PNI 37,1 milhões de doses contra a covid-19. Além dessas, também chegaram aos postos de vacinação 4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas pelo Instituto Serum, da Índia.
No entanto, no final da tarde as doses da Pfizer acabaram e quem estava na fila não conseguiu receber o imunizante.
O secretário de Saúde, Marcelo Britto, garantiu a essas pessoas que elas terão prioridade quando chegar nova remessa da vacina.
“No momento que identificamos que iria acabar a vacina, contamos as pessoas na fila e eu fui pessoalmente justificar para elas e distribuir senhas que as deem garantia de prioridade quando chegar um novo lote. Isso faz parte da função, ouvir as pessoas e entender suas frustrações. Eu lamento que isso tenha acontecido, mas sem vacinas não temos o que fazer”, explica.
Será aberto um horário especial para quem recebeu a senha distribuída nesta segunda-feira.
“É evidente que isso gera uma insatisfação grande. As pessoas ficaram na fila por horas e não tem vacina para todo mundo. Lamento profundamente”, afirmou Marcelo Britto.
Município depende de nova remessa de vacinas para ampliar os grupos
A vacinação contra a Covid-19, nesta terça-feira, 25, será somente para aplicação da segunda dose. O Município depende de uma nova remessa de vacinas para normalizar a imunização e ampliar os grupos prioritários.
Idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde podem ser imunizados. Para os idosos, a vacina será aplicada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em outras 21 Unidades de Saúde da Família (USFs). Eles devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência.
Para os trabalhadores da saúde, a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 continua sendo realizada, exclusivamente, na Unidade Básica de Saúde do CSU (Centro Social Urbano), bairro Cidade Nova. Para ser vacinado é necessário comprovar o vínculo de trabalho em uma instituição de saúde. Os autônomos devem levar uma autodeclaração que comprovem sua atuação na área.
Além disso, documentos como identidade original com foto, CPF e comprovante de residência também são essenciais. São considerados trabalhadores da saúde aquelas pessoas que atuam em clínicas, consultórios e entre outros locais que oferecem serviços de saúde.
Professora cheia de expectativa, Fabiana Moreira, de 37 anos, contava os minutos para tomar a primeira dose contra a Covid-19. Como integrante do grupo de trabalhadores da Educação, acima de 30 anos, ela fez parte dos vacinados na UniFTC, nesta segunda-feira, 24.
“A gente toma essa primeira dose e já fica feliz, uma sensação muito boa. Quando chegar em casa vou marcar no calendário o dia da próxima dose”, disse a professora.
Além deste público-alvo, nascidos em 1964, sem comorbidades, trabalhadores da Limpeza Pública e do Transporte Rodoviário – ambos a partir de 30 anos – e pessoas com comorbidades, a partir de 18 anos, também foram vacinados.
Antes mesmo de abrir os portões, a fila quilométrica já formada foi sendo reduzida pela agilidade dos profissionais de saúde na vacinação, distribuídos em 24 postos de imunização que garantiram o atendimento do público. Mais de 2,7 mil pessoas foram vacinadas até a metade do dia com a vacina da Pfizer. A programação segue até 17h.
O secretário de Saúde, Marcelo Britto, acompanhou todo o processo de imunização e explicou a necessidade de centralizar as vacinas na UniFTC.
“Estamos utilizando uma vacina com características especiais e que precisa de rapidez na aplicação em comparação às outras, pois precisa ser diluída. Neste momento, a nossa equipe está totalmente preparada, porém nas próximas remessas existe a possibilidade de a campanha ser descentralizada”, disse o titular da Saúde.
Estão sendo vacinados na manhã desta segunda-feira (24) em Feira de Santana, trabalhadores da Educação, Limpeza Pública e Transporte Rodoviário a partir de 30 anos, pessoas com 57 anos ou mais e pessoas com comorbidades acima de 18 anos.
A vacinação acontece na UniFTC, que fez uma parceira com a prefeitura municipal de Feira de Santana. A fila para receber o imunizante é grande, no entanto, flui com rapidez, já que são 22 postos de vacinação.
O local conta com o monitoramento da Guarda Municipal, que faz rondas dentro da instituição, garantindo a segurança das pessoas presentes.
Trabalhadores da Educação, Limpeza Pública e Transporte Rodoviário a partir de 30 anos podem receber a primeira dose da vacina contra Covid-19 na UniFTC, das 8h às 17h, nesta segunda-feira, 24.
Nascidos em 1964 – 57 anos – sem comorbidades, e pessoas acima de 18 anos com comorbidades também foram mantidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana como público alvo da vacinação neste dia.
O fluxo de atendimento será por ordem de chegada. Todos devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência. É importante que o comprovante de residência seja no nome da pessoa a ser vacinada ou de algum parente próximo, bem como se for aluguel, um documento que comprove a locação. Isso para garantir a vacinação exclusiva dos munícipes.
Veja quais documentos são necessários para cada grupo:
Trabalhadores da Educação: É necessário apresentar o último contracheque ou Carteira de Trabalho. Nos casos de Pessoa Jurídica (PJ), deve apresentar o contrato de trabalho, que comprove vínculo com a instituição de ensino, além de RG, CPF e comprovante de residência.
Trabalhadores do setor rodoviário: Serão vacinados os trabalhadores do setor do transporte rodoviário, incluindo motoristas de vans, escolar (público e privado), de ônibus urbanos e intermunicipais, na faixa etária de 30 anos ou mais, e em pleno exercício das atividades, com atuação em Feira de Santana. É necessário apresentar cadastro ou algum documento que comprove vínculo de atuação na área, RG, CPF e comprovante de residência.
Trabalhadores da limpeza pública: É necessário apresentar cadastro ou algum documento que comprove vínculo de atuação na área, RG, CPF e comprovante de residência.
Pessoas com comorbidades: É necessário apresentar receita ou relatório médico, RG, CPF e comprovante de residência.
Pessoas com 57 anos ou nascidas em 1964: É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 33.720 pacientes recuperados, índice que representa 87,3% dos casos confirmados. Enquanto isso, 51 exames foram negativos e 48 positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 126 pacientes internados no município e 4.170 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (23).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE DOMINGO 23 de maio de 2021
Casos confirmados no dia: 48 Pacientes recuperados no dia: 17 Resultados negativos no dia: 51 Total de pacientes hospitalizados no município: 126 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 4.170 Total de casos confirmados no município: 38.595 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de maio de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 4.044 Total de recuperados no município: 33.720 Total de exames negativos: 51.815 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de maio de 2021) Aguardando resultado do exame: 990 Total de óbitos: 705
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.839 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de maio de 2021) Resultado positivo: 4.761 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de maio de 2021) Em isolamento domiciliar: 12 Resultado negativo: 20.078 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de maio de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo mais importante para a produção da vacina contra a covid-19. O carregamento desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, no final da tarde de ontem (22). Com a nova entrega, poderão ser fabricadas aproximadamente 12 milhões de doses, o que assegura os repasses previstos ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até a terceira semana de junho.
Segundo a Fiocruz, a produção, que foi interrompida na última quinta feira (20), será retomada na próxima terça-feira (25).
Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz é responsável pela produção da vacina Oxford-AstraZeneca, a Covishield. A vacina foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica inglesa AstraZeneca. Ainda no ano passado, elas firmaram com a instituição brasileira um acordo para transferência de tecnologia.
A vacina já possui o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está sendo usada no controle da pandemia, seguindo os critérios do PNI. Os primeiros lotes da vacina que chegaram em janeiro ao país foram importados da Índia.
A fabricação em larga escala no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) teve início em março. No entanto, o IFA ainda está sendo importado. No início desse mês, a Anvisa deu aval para que a Fiocruz também possa fabricar o insumo. Assim, a expectativa é de que, nos próximos meses, a produção da Covishield esteja 100% nacionalizada.
Até o momento, a Fiocruz já entregou ao PNI mais de 41 milhões de vacinas para distribuição aos estados e municípios. A última remessa, de 6,1 milhões de doses, foi repassada ontem (21).
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Democratas-MG), de 44 anos, foi vacinado neste sábado (22) contra o coronavírus. Ele recebeu a primeira dose da vacina em Belo Horizonte por fazer parte do grupo atual destacado para imunização na cidade, formado por pessoas maiores de 18 anos com comorbidades – o senador é diabético.
“Recebi, neste sábado, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Sou diabético e, em respeito a todos os demais grupos prioritários, fiz o cadastro no SUS e aguardei chegar a minha vez. Em BH, as pessoas com comorbidades estão sendo vacinadas a partir dos 18 anos”, afirmou o senador em nota.