Agência Brasil – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu incluir, no rol de procedimentos obrigatórios a serem atendidos por planos de saúde, os testes para confirmação de infecção pelo novo coronavírus, que causa a covid-19. A Resolução Normativa 458, de 2020, que inclui os exames laboratoriais, foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da União.
As pesquisas de anticorpos IgA, IgC ou IgM serão obrigatórias para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado alguns quadros clínicos.
Entre esses quadros clínicos estão gripe com quadro respiratório agudo (com febre, tosse, dor de garanta, coriza ou dificuldade respiratória) e síndrome respiratória aguda grave (dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios e rosto).
A inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde foi tomada em reunião colegiada da ANS na semana passada, em cumprimento a uma decisão judicial.
Uma farmacêutica chinesa divulgou informações positivas sobre os primeiros resultados dos ensaios clínicos para uma vacina contra a Covid-19. A substância desenvolvida e testada pelo Grupo Nacional Biotec da China (CNBG) sugere que a imunização seja segura e eficaz. As informações foram divulgadas neste domingo (28), de acordo com reportagem do Bem Estar, no portal G1.
As doses aplicadas de modo experimental induziram a criação de anticorpos “de alto nível” em todos os participantes inoculados em um ensaio clínico de Fase 1 e 2 com mais de 1,1 mil voluntários, diz a matéria. A substância foi produzida por uma unidade da estatal em Pequim.
Segundo a agência Reuters, a farmacêutica fez o anúncio na rede social chinesa WeChat, e citou a produção de um estudo que não foi divulgado.
Na China pelo menos oito pesquisas em curso tentam achar a vacina para a Covid-19 e já estão na fase de testes em humanos, ressalta o G1.
A vacina contra o coronavírus produzida pelo Brasil em parceria com a Universidade de Oxford pode ter seus primeiros lotes disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021. A expectativa é imunizar 100 milhões de pessoas.
Idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, professores, indígenas, pessoas em privação de liberdade, adultos e adolescentes em medida socioeducativa, profissionais de segurança pública e motoristas de transporte público formarão o grupo prioritário para receber o medicamento.
De acordo com os responsáveis pela pesquisa, a vacina está na fase de testes clínicos. Ela já foi testada em animais e, até agora, 9 mil pessoas já receberam doses e os resultados mostram que a vacina é segura. Só falta constatar sua eficiência testando em 50 mil pessoas em diferentes países, entre eles o Brasil.
A vacina é feita a partir de um fragmento de proteína do vírus SARS-CoV-2, junto de um adenovírus inativado. A partir disso, o sistema imunológico produzirá anticorpos para combater essa proteína do coronavírus. Assim, quando o causador da Covid-19 infectar a pessoa, ela terá as defesas necessárias. O tempo de imunização tem validade de um ano.
Aos 114 anos, o monge cristão ortodoxo Aba Tilahun Woldemichael é mais um paciente curado do novo coronavírus. Morador da cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia, o idoso está sendo tratado em casa pelo neto.
– Quando eu estava no hospital, orava a Deus pedindo saúde. Eu chorava e rezava para que todo o país ficasse saudável novamente – disse à BBC.
O monge testou positivo para a Covid-19 quando ocorreu um processo de triagem aleatória em seu bairro. Ele conseguiu ser internado no hospital antes que os sintomas aparecessem. Dessa forma, a equipe médica adiantou o tratamento e monitorou seu estado de perto.
Entretanto, quatro dias após a internação no Hospital Yeak Kotebe, o quadro de Woldemichael piorou e ele precisou a receber oxigênio. Aos poucos ele foi se recuperando através do uso de antibióticos associado à dexametasona, que tem sido apontada como um tratamento inovador para casos graves de Covid-19.
Agência Brasil – O Brasil fechou acordo para disponibilização no futuro de doses de uma vacina que está sendo testada para o tratamento da covid-19. O medicamento está sendo desenvolvido em uma iniciativa conjunta da Universidade de Oxford e de um laboratório no Reino Unido e já está sendo testado no país.
O acordo prevê a produção de 100 milhões de doses de vacina por meio da aquisição de insumos e transferência de tecnologia para produção no país.
Caso seja comprovada a eficácia deste tratamento, dois lotes, de 15,2 milhões de unidades cada, serão disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, totalizando cerca de 30 milhões de doses, ao custo de US$ 127 milhões. Os primeiros lotes serão destinados aos grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e trabalhadores da segurança pública.
O Brasil poderá ainda contar com mais 70 milhões de doses, por cerca de US$ 160 milhões.
Em entrevista coletiva em Brasília, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, justificou a opção por assumir o risco da pesquisa, mesmo sem a comprovação da eficácia do medicamento. “O risco é necessário devido à urgência de busca de solução efetiva para as demandas de saúde pública. Consideramos um avanço para a tecnologia nacional e uma amostra do esforço do governo de encontrar soluções para a população brasileira.”
O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, destacou a situação promissora deste tratamento. “A vacina já está na fase 3, em fase clínica. O Brasil é representante do conjunto de nações que estão testando a vacina. A gente tem uma oportunidade de produzirmos e avançarmos com a oferta desta parceria e encomenda tecnológica. É óbvio que toda e qualquer entrega à população será feita com respeito aos critérios farmacológicos e clínicos e da segurança à população”, declarou.
Caso não seja comprovada a eficácia, o secretário de Vigilância em Saúde informou que não haverá aplicação da vacina, mas que permanece a transferência de tecnologia prevista no acordo para continuar avaliando soluções de tratamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, há 460 projetos de pesquisa aprovados sobre diferentes aspectos relacionados à covid-19, de tratamentos ao entendimento da doença. Há também 114 ensaios clínicos e 44.262 participantes dessas iniciativas.
Foi anunciada pelo Ministério da Saúde, uma parceria para a pesquisa e produção nacional de uma vacina contra Covid-19. A vacina é a mesma que começou a ser testada em profissionais de saúde de São Paulo, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e pela farmacêutica AstraZeneca.
De acordo com o G1, a pasta informou em um comunicado que o governo federal aceitou a proposta feita pela embaixada britânica e pela empresa para a cooperação no desenvolvimento tecnológico e, junto com ele, o acesso do Brasil à vacina ChAdOx1.
Esse acordo prevê a compra de lotes da vacina e da transferência de tecnologia. A previsão inicial é da entrega de 30 milhões de doses em dois lotes: 15 milhões em dezembro deste ano e 15 milhões em janeiro de 2021.
A tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Os estudos preliminares de fase 1 e 2 mostram que tem uma resposta bastante significativa, mas se os estágios clínicos não se mostrarem seguros, teremos aprendido com o avanço tecnológico”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.
No texto, o Ministério da Saúde esclareceu que o acordo tem duas etapas. A primeira consiste na encomenda de frascos da vacina e que o país assuma os custos de parte da pesquisa. Com isso, o Brasil se compromete a pagar pela tecnologia, ainda que não tenham se encerrado os estudos clínicos finais.
Na segunda etapa, se a vacina for comprovada segura, a estimativa é de que mais 70 milhões de doses sejam compradas no valor estimado de US$ 2,30, o equivalente a R$ 12,60 por dose.
“Nessa fase inicial, de risco assumido, sera?o 30,4 milho?es de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milho?es, inclui?dos os custos de transfere?ncia da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milho?es”, diz outro trecho do comunicado.
Apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais promissora, a vacina de Oxford está na fase 3 de desenvolvimento, a última antes da aprovação e distribuição.
Com 207 casos confirmados de Covid-19, o bairro SIM continua sendo a localidade com mais confirmações da doença causada pelo novo coronavírus em Feira de Santana. Na sequência, permanece o bairro Tomba, agora com 164 confirmações. A lista segue com os bairros Mangabeira (121), Jardim Cruzeiro (118) e Campo Limpo (98).
A Prefeitura tem intensificado ações visando reduzir o aumento da contaminação nestas localidades que apresentam maior número de casos. A lista foi elaborada pela Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, conforme informações passadas pelos próprios pacientes, inclusive em relação a denominação das localidades. Confira no link abaixo a lista completa: