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Lucifer é o destaque da semana ao se despedir dos fãs

Netflix chega com uma grande despedida no fim de semana de 10 a 12 de setembro. Lucifer chega ao fim com a sexta temporada. 

Ao mesmo tempo, os fãs de ação têm uma atração e tanto para o período. Kate, filme ao estilo John Wick, chega na Netflix, com a trama tendo uma assassina profissional no centro. 

Da mesma forma, há atração para os fãs de terror. Nós, filme de Jordan Peele, também chega no catálogo. 

Confira abaixo os lançamentos do fim de semana de 10 a 12 de setembro na Netflix

Caça Invisível – 10 de setembro

Uma despedida de solteiro na floresta torna-se mortal quando cinco amigos ficam sob a mira de um caçador invisível e implacável.

Nós – 10 de setembro

As férias tranquilas de uma família se transformam em um pesadelo quando sósias sinistros batem à sua porta tarde da noite. Dirigido por Jordan Peele e estrelado por Lupita Nyong’o.

Lucifer (6ª temporada) – 10 de setembro

Lucifer (Tom Ellis) foi promovido, mas será que era isso mesmo que ele queria? Chloe (Lauren German) está quase largando o trabalho na polícia, Amenadiel (D. B. Woodside) entra para a polícia de Los Angeles e, ao que tudo indica, vem mais coisa por aí.

Kate – 10 de setembro

Após ser envenenada de forma irreversível, uma assassina implacável tem menos de 24 horas para se vingar.

O Cavaleiro do Dragão – 10 de setembro 

Depois que seu lar é ameaçado por humanos, um jovem dragão precisa reunir coragem para partir em busca de um lendário paraíso repleto de paz e liberdade.

Mestres de Ferro – 10 de setembro

Nesta competição, mestres da arte em metal derretem, cortam e soldam peças incríveis em aço temperado. Quem será que vai levar o prêmio de 50 mil dólares?

Gêmeas da Quebrada – 10 de setembro

Separadas do nascimento, uma irmã é bem de vida e a outra virou gângster. Juntas novamente, as gêmeas enfrentam o crime, a polícia e a família. 

Yowamushi Pedal Grande Road – 10 de setembro

O incrível Sakamichi e sua equipe continuam se esforçando no campeonato escolar. Agora, o desafio é vencer a Hakone Academy. 

Yowamushi Pedal – 10 de setembro

O tímido Sakamichi Onoda entra no clube de ciclismo da escola e descobre que, com muito treino e a ajuda dos amigos, pode se tornar um verdadeiro competidor.

11 de setembro 

Ainda não há lançamentos previstos para o dia. 

O Protetor 2 – 12 de setembro

O ex-agente da CIA Robert McCall (Denzel Washington) volta a entrar em ação, desta vez para vingar a morte de um amigo.

Lembrando que a Netflix pode alterar as datas de lançamentos.

Informações Observatório do Cinema


Foto: Divulgação

Caro espectador que está em busca de motivos para não “ruar” durante o final de semana, temos dez excelentes motivos para você manter o seu corpinho estacionado no sofá. A Revista Bula selecionou filmes com roteiros intrigantes, emocionantes, inteligentes e interessantes que vão valer cada minuto do seu tempo gasto. Dê uma folguinha para sua carteira, se proteja da pandemia ou invente outra desculpa para os amigos. Separe um tempinho para se inebriar com esses refrescos para o cérebro. Entre as produções, destaque para “Crimes de Família”, de 2020, de Sebastián Schindel; “A Última Nota”, de 2019, de Claude Lalonde; e “Anon”, de 2018, de Andrew Niccol. Os títulos estão organizados conforme o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Crimes de Família (2020), Sebastián Schindel

Daniel está preso, acusado de tentativa de homicídio e agressão sexual contra sua ex-mulher. As acusações são atenuadas por seu vício em drogas. A mãe, Alicia, está disposta a qualquer coisa para inocentar o filho. Para isso, contrata um advogado caríssimo, capaz de desaparecer com as evidências do crime de Daniel. Em paralelo, a empregada doméstica Gladys também responde na justiça por um crime grave: o assassinato de seu filho recém-nascido. O filme propõe um olhar sobre o rigor da justiça em relação às classes sociais.

A Última Nota (2019), Claude Lalonde

Henry Cole é um viúvo pianista muito famoso que ficou afastado dos palcos após a morte da esposa. Quando decide voltar às apresentações, passa a ser acometido por crises de ansiedade, a ter lapsos de memória e se sentir paralisado. Durante uma coletiva de imprensa, conhece a jornalista Helen Morrison, que se aproxima para solicitar uma matéria com exclusividade. À princípio, ele demonstra resistência, mas depois aceita a aproximação. Conforme a admiração mútua entre eles cresce, ela se torna inspiração para que ele prossiga com suas apresentações musicais.

Anon (2018), Andrew Niccol

Em um futuro em que não há privacidade ou anonimato, as memórias ficam gravadas e a criminalidade se torna algo raro, já que as memórias das vítimas podem ser facilmente acessadas, solucionando rapidamente os casos. Ao se deparar com uma série de assassinatos não resolvidos, o detetive Sal Frieland descobre uma jovem que parece ter subvertido o sistema e está desaparecida. Ela não tem identidade, história ou registro.

Monstro (2018), Anthony Mandler

Steve Harmon é um adolescente de 17 anos que mora no Harlem, em Nova York. Aluno de um colégio sofisticado e aspirante a cineasta, seu futuro tem tudo para ser brilhante. Até que seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele é coagido a participar de um assalto a uma loja de conveniência. O crime acaba em um trágico assassinato e Steve é preso e levado a julgamento por participação na ação.

Shirkers — O Filme Roubado (2018), Sandi Tan

No verão de 1992, Sandi Tan, de 19 anos, e suas amigas, Jasmine Ng e Sophia Siddique, gravam o filme independente “Shirkers”. As jovens guardam as filmagens com seu professor e mentor Georges Cardona, quando partem de Cingapura para fazer faculdade. Tan, Jasmine e Sophia nunca mais se encontram com o professor. Após quatro anos da morte de Cardona, a ex-mulher envia um e-mail para Tan, a informando estar com as gravações. Tan, então, decide usar o material para realizar um documentário sobre o filme que fez com suas amigas e seu professor.

O Homem que Matou Dom Quixote (2018), Terry Gilliam

Toby Grisoni é um diretor de cinema que viaja para a Espanha e se depara com o DVD de um filme que gravou há uma década, quando ainda era estudante. Ele vai atrás de seus personagens e descobre que Javier, um aldeão que interpretou Dom Quixote em sua antiga produção, se convenceu de que é o personagem e que Toby é seu Sancho Pança. Enquanto Toby tenta mostrar a verdade para Javier, os dois partem em uma jornada que mistura fantasia e realidade.

Pérolas no Mar (2018), Rene Liu

Xiaoxiao está indo de Pequim para sua cidade natal no Ano Novo quando conhece Jianqing por acaso em um trem. O filme salta para dez anos mais tarde, quando eles se encontram novamente, em um avião, em que ambos embarcam. Desta vez, há uma certa tensão no ar. Então, somos mostrados como seu relacionamento se desenvolveu ao longo dos anos, após se conhecerem no trem. O filme revela detalhes das ambições, circunstâncias e paixões dos personagens ao longo do caminho, bem como a profundidade de seu amor um pelo outro.

What Did Jack Do? (2017), David Lynch

Em uma cafeteria de uma estação de trem, um investigador interroga o principal suspeito de um crime misterioso: um macaco-prego atormentado, chamado Jack Cruz. O inquirido faz divagações sobre Tootatabon, uma galinha com quem viveu o grande romance de sua vida e chega a lhe dedicar uma canção ao estilo Sinatra. Durante o inflamado questionário, Jack é acusado de fazer parte do Partido Comunista, dentre outros tópicos estranhos de uma conversa completamente surreal, desconexa e recheada de frases non-sequiturs que fazem o espectador refletir: o que Jack fez?

Visita ao Inferno (2016), Werner Herzog

Neste documentário de Werner Herzog, ele divide a cena com Clive Oppenheimer, um professor da Universidade de Cambridge e um dos maiores especialistas no mundo em atividade vulcânica. Juntos, eles viajam por todo o mundo para regiões com vulcões ativos e adormecidos. Eles iniciam e concluem sua jornada em um arquipélago no Pacífico Sul, mas no meio-tempo, passam pela Indonésia, Etiópia, Islândia e Coreia do Norte. Herzog leva o público a uma imersão nos extremos surpreendentes do mundo natural com imagens de tirar o fôlego.

Ex-machina (2014), Alex Garland

Caleb trabalha no maior site de buscas da internet como programador. Um dia, ele é selecionado para fazer uma visita ao bilionário recluso Nathan, que vive em uma mansão nas montanhas. Quando chega na residência, é convidado a realizar um teste de relacionamento com uma inteligência artificial criada pelo bilionário, chamada Ava. Caleb e a robô se afeiçoam um pelo outro com o passar dos dias, até que ela provoca um blecaute e alerta o visitante de que Nathan não é uma pessoa de confiança.

Informações Revista Bula


Imagem de Devon Breen por Pixabay
Imagem de Devon Breen por Pixabay

O mês de setembro trouxe diversas estreias do universo cinematográfico! Entre lançamentos, clássicos e produções originais, as plataformas de streaming mais conhecidas do mercado oferecem diversas opções para os fãs da sétima arte.

O bahia.ba separou as principais estreias desta semana para você maratonar em casa neste fim de semana. É só fazer a pipoca e escolher o streaming que mais te agradar!

 Netflix

La Casa de Papel (5ª temporada)

Já faz mais de 100 horas que a missão no Banco da Espanha começou. O grupo de assaltantes conseguiu resgatar Lisboa, mas não há motivos para comemorar — muito pelo contrário: o momento é de tensão e luto. O Professor foi capturado por Sierra e, pela primeira vez em sua vida, ele não tem um plano de fuga.

https://youtube.com/watch?v=pK1cWze6ozY

Untold: Federer x Fish

Sob pressão para continuar uma tradição vencedora no tênis americano, Mardy Fish enfrentou desafios de saúde mental que mudaram sua vida dentro e fora das quadras.

Quanto Vale?

Após os ataques de 11 de setembro, um advogado enfrenta uma batalha ferrenha para criar um fundo de compensação pelas vidas perdidas.

Prime Video

Cinderela 

Cinderela tem sonhos ambiciosos, e com a ajuda de seu Fabuloso Fado Madrinho, ela pretende realizá-los.

Fear The Walking Dead (temporada 6)

A temporada segue Morgan Jones (Lennie James), que foi deixado para morrer por Virginia (Colby Minifie), enquanto os membros restantes do grupo de Morgan foram separados por Virginia e seus Pioneiros e estão dispersos em seus vários assentamentos.

Disney+

Happier Than Ever: Uma Carta de Amor Para Los Angeles

Billie Eilish apresenta todas as canções do álbum “Happier Than Ever”, inclui participações especiais de FINNEAS, do Coral Infantil de Los Angeles e da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, regida por Gustavo Dudamel, além da participação de Romero Lubambo.

The Adventures of Andre & Wally B

A história se passa em uma floresta e envolve um personagem chamado André que, ao acordar, se depara com um zangão chamado Wally B. André engana Wally B., fazendo-o olhar para trás, dando a André tempo suficiente para correr e fugir. André consegue fugir, o que deixa o zangão furioso.

Tin Toy

A animação acompanha um brinquedo de lata que tenta fugir das garras de um menino destruidor.

https://youtube.com/watch?v=ffIZSAZRzDA

HBO Max

The Goes Wrong Show: 1ª Temporada

Uma sociedade dramática amadora apresenta uma série de peças de meia hora para a televisão, as quais dão muito errado.

https://youtube.com/watch?v=48KtMaTfg08

A Escolha: Temporada 2

A vida do idealista professor de economia Irfan vira de cabeça para baixo depois de ser demitido injustamente e saber que seu filho de 7 anos está doente.

Informações Bahia.ba


Muitos dos títulos já deixaram o catálogo no primeiro dia do mês

Netflix está perdendo 79 filmes e séries em setembro de 2021 – com a lista podendo crescer ainda mais. Entre as baixas estão longas como Godzilla, Annabelle 2 e Halloween, de 2018. 

Outros destaques da lista são Meninas Malvadas, Avatar e Bob Esponja. A previsão é que todos capítulos dos desenhos deixem a Netflix em setembro. 

Apenas no primeiro dia do mês, mais de 40 títulos já deixaram o catálogo. Os outros filmes e séries saem durante setembro, fazendo com que os assinantes ainda tenham um tempo para assisti-los. 

Por data, confira abaixo a lista completa com os filmes e séries que deixam a Netflix em setembro de 2021. 

1º de setembro 

1 de Outubro
A História Oficial
A invasão
A Maldição de Chucky
A Ponte
Aprendiz de Mecânico
Assunto de Família
Beleza americana
Bon Bini Holland
Caso 39
Climax
Desnorteados
Dukhtar
Ela É Demais Para Mim
Escola de Rock
Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo
Natal do Porta dos Fundos
Godzilla
Imagem e Palavra
Keeping Up with the Kardashians (1ª Temporada)
Meio Sem Memória
Meninas Malvadas
Neve Negra
O Afogamento
O Expresso Polar
O poder do ritmo
O Protetor
Protetor
O Terno de Dois Bilhões de Dólares
Os Cinco CEOs
Os Donos da Rua
Pense como eles
Precisamos conversar
Sete Anos de Sorte
The Fierce Wife (Todos os episódios)
Top Chef (Todos os episódios)
Trocando Celulares
Um olhar do paraíso
Uma Nobre Intenção
Uma Saída de Mestre
XXY

4 de setembro 

Escalando Dawn Wall
Tempo de Decisão

5 de setembro

Um Caso de Amor

7 de setembro

Annabelle 2: A Criação do Mal
Passionais – Todos os episódios

8 de setembro

Halloween

11 de setembro

Tommaso Buscetta – O Nosso Mafioso

12 de setembro

Uma Aventura Lego

13 de setembro

Casamento às Avessas 2
Johnny English 3.0
King of Boys
Os Sedutores de Abuja

14 de setembro

Pokémon: Feliz Aniversário!

15 de setembro

As Crônicas de Spiderwick
Cabanas Nada Básicas com Dick StrawBridge (Todos os episódios)
Chega de Financiamento – Sarah Beeny ensina como quitar o seu (Todos os episódios)
Coach Carter — Treino para a vida
Justin Bieber: Never Say Never
Maçonaria – Segredos Revelados (Todos os episódios)
Os cavaleiros do zodíaco Hades (Todos os episódios)
Papai Poderoso
Quarto de Guerra
Três Esposas, Um Marido (Todos os episódios)
Trixie Mattel: Moving Parts
Um príncipe em Nova York
Vida

16 de setembro

Angry Birds: Temporada 1 e 2

17 de setembro

Clive Davis: Nosso Ritmo
Sully: O Herói do Rio Hudson

18 de setembro

Sepultura Endurance

19 de setembro

O Tesouro Perdido
Promakhos

21 de setembro

Eu sou a felicidade deste mundo
O Mistério do Relógio na parede

25 de setembro

Byzantium – Uma Vida

30 de setembro

Avatar: A lenda de Aang (Todos os episódios)
Bob Esponja (Todos os episódios)
Patrulha Canina (Todos os episódios)


Semana que abre novo mês tem a grande estreia da temporada final de La Casa de Papel

Foto: Divulgação

Netflix entra em setembro com dois grandes lançamentos. A quinta temporada de La Casa de Papel e o drama Quanto Vale? chegam na plataforma na semana de 30 de agosto a 5 de setembro.

A série espanhola chega com a parte um da temporada final, com a segunda leva com previsão para dezembro. Já o filme tem Michael Keaton como protagonista. 

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Além disso, a semana traz a quarta e última temporada de Good Girls e o filme Esticando a Festa, com Victoria Justice. Entre as despedidas, mais uma é a de The 100, que lança a sétima temporada. 

Confira abaixo os lançamentos da Netflix para semana de 30 de agosto a 5 de setembro. 

30 de agosto

Por enquanto, não há nada para data.

Untold: Crime e Infrações – 31 de agosto

Dirigido por Chapman Way e Maclain Way, o filme revela a história de um grupo desajustado de jogadores de hóquei conhecido como Trashers, que estava recebendo ordens do filho adolescente de um suposto chefe da máfia.

Good Girls (4ª temporada) – 31 de agosto

Sob o olhar vigilante dos agentes federais, Beth (Christina Hendricks), Ruby (Retta) e Annie (Mae Whitman) refletem sobre as vantagens e as armadilhas do trabalho.

A Magia do Dia a Dia com Marie Kondo – 31 de agosto

Marie Kondo está de volta com uma nova série. Desta vez, ela quer colocar uma cidade inteira em ordem.

John DeLorean: Visionário ou vigarista? – 31 de agosto 

Da ascensão na indústria automobilística até a decadência, o legado de poder, carros rápidos e drogas de John DeLorean ganham vida neste documentário. 

Incursão Alienígena – 1 de setembro

Anos após o primeiro contato extraterrestre, Júlia vira objeto de estudo enquanto a Terra sofre a primeira invasão alienígena. 

Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra contra o Terror – 1 de setembro

Esta série impactante sobre os ataques de 11 de setembro acompanha o início da Al-Qaeda, nos anos 80, até a resposta dura dos Estados Unidos, dentro e fora do país.

Kuroko no Basket: Temporada 3 – 1 de setembro

Guiados por Kuroko e Kagami, o time continua batalhando pela vitória no torneio de inverno.

The 100: Temporada 7 – 1 de setembro

Enquanto a anomalia revela sua verdadeira natureza, facções em guerra e novos perigos inimagináveis ​​ameaçam a missão de Clarke de finalmente estabelecer a paz.

Como Virar um Cowboy – 1 de setembro

Dale Brisby usa as redes sociais e as habilidades de rodeio para manter vivas as tradições de caubói — e, de quebra, ensina ao mundo como montar.

Caindo no Mundo – 1 de setembro

Freddie Taylor é um jovem inglês que acaba de assumir um novo emprego. Ele só não contava com o drama de reencontrar o seu antigo amor. 

Nascido em Gaza – 1 de setembro

Este documentário, filmado logo depois dos ataques que Gaza sofreu em 2014, mostra como a violência mudou a vida das crianças palestinas. 

Crianças e gatos (Temporada 2) – 1 de setembro

Os curiosos gatinhos Cookie, Pudding e Candy vão aprender ainda mais sobre o mundo nestas novas aventuras. 

Força-Queer – 2 de setembro

Um superespião gay e sua equipe LGBTQIA+ fazem de tudo para provar seu valor à agência que os subestimou. De West Hollywood para o mundo!

Hotel Del Luna (Temporada 1) – 2 de setembro

Convidado para gerenciar um hotel para almas penadas, ele acaba conhecendo a antiga proprietária do local e seu mundo sobrenatural. 

Esticando a Festa – 2 de setembro

A vida de Cassie (Victoria Justice) é uma grande festa, até que ela morre em um acidente. Agora, essa jovem agitada tem a chance de voltar à Terra e consertar seus erros.

Quanto Vale? – 3 de setembro

Após os ataques de 11 de setembro, um advogado enfrenta uma batalha ao tentar criar um fundo de compensação pelas vidas perdidas. Baseado em fatos reais e estrelado por Michael Keaton.

La Casa de Papel (5ª temporada – Parte 1) – 3 de setembro

O grupo está no Banco da Espanha há mais de 100 horas e o Professor corre perigo. Para complicar, o exército está a caminho. O plano agora é resistir.

Tubacão – 3 de setembro

Tubacão é metade tubarão, metade cachorro e 100% aventura! E a melhor parte? Ele forma uma dupla incrível com seu dono e melhor amigo Max.

Clube de Mergulho – 3 de setembro

Um grupo de mergulhadoras adolescentes investiga uma série de segredos após uma delas desaparecer misteriosamente.

4 de agosto

Por enquanto, não há nada para data. 

5 de agosto

Por enquanto, não há nada para data. 

Sempre lembrando que a Netflix pode alterar os dias de lançamento.

Informações Observatório do Cinema


La Casa de Papel, Lucifer, Final Space e outros chegam à plataforma a partir do dia 1°

Instagram/@lacasadepapel

(Instagram/@lacasadepapel)

TV e Famosos

Nesta quarta-feira (25), a Netflix anunciou os  lançamentos da plataforma para setembro. Títulos como La Casa de Papel, Lúcifer e The 100 receberão uma nova temporada a partir do dia 1° de setembro.

Os fãs de série ficaram animados com as novidades, porque a plataforma divulgou mais de 18 lançamentos para setembro. Além disso, filmes como Nós e o documentário de Michael Schumacher chegarão ao streaming. Confira a lista completa:

Séries

The 100 (2014) – Temporada 7 – 01/09;

Força-Queer (2021) – 02/09;

La Casa de Papel Parte 5, Volume 1 (2017) – 03/09;Continua após a publicidade

The Circle: EUA (2020) – Temporada 3 – 08/09;

Noite Adentro (2020) – Temporada 2 – 08/09 ;

Lucifer (2016) – Temporada 6 – 10/09;

Brooklyn Nine-Nine (2013) – Temporada 7 – 13/09;

Mandou Bem (2018) – Temporada 6 – 15/09;

Brincando com Fogo: América Latina (2021) – 15/09;

Final Space (2018) – Temporada 3 – 16/09;

Sex Education (2019) – Temporada 3 – 17/09;

Superstore – Uma Loja de Inconveniências (2015) – Temporadas 1, 2, 3, 4 e 5 – 20/09;

Amor no Espectro (2019) – Temporada 2 – 21/09;

Cara Gente Branca (2017) – Volume 4 – 22/09;

Jaguar (2021) – 22/09;

Missa da Meia-Noite (2021) – 24/09;

Sangue e Água (2020) – Temporada 2 – 24/09;

O Homem das Castanhas (2021) – 29/09;

Bangkok no Limite (2021) – Sem data divulgada;

Filmes

Esticando a Festa (2021) – 02/09;

Quanto Vale? (2021) – 03/09;

Slender Man: Pesadelo Sem Rosto (2018) – 06/09;

JJ+E (2021) – 08/09;

Amores Brutos (2000) – 09/09;

Nós (2019) – 10/09;

Kate (2021) – 10/09;

O Protetor 2 (2018) – 12/09;

O Pai que Move Montanhas (2021) – 17/09;

BAC Nord: Sob Pressão (2021) – 17/09;

Confissões de Uma Garota Excluída (2021) – 22/09!

Intrusion (2021) – 22/09;

Um Ninho para Dois (2021) – 24/09;

Ninguém Sai Vivo (2021) – 29/09;

Fomos Canções (2021) – 29/09;

Documentários

Schumacher (2021) – 15/09;

Attack of the Hollywood Clichés! (2021) – 28/09;

Inspiration4: Viagem Estelar (2021) – 06/09;

Untold: Federer x Fish (2021) – 07/09;

Meus Heróis Eram Cowboys (2021) – 16/09;

Informações Leia Já


Produção biográfica contará com 10 episódios narrando a trajetória do jogador

Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

A plataforma de streaming Prime Video anunciou nesta quinta-feira (26), a data de estreia da série biográfica “Maradona: Conquista de um Sonho”. A produção, que segue os triunfos e desafios do jogador de futebol, será lançada em 29 de outubro de 2021.

Maradona: Conquista de um Sonho é estrelada por Nazareno Casero (Historia de un Clan), Juan Palomino (Magnífica 70) e Nicolas Goldschmidt (Supermax) retratando Diego Armando Maradona ao longo de sua vida e carreira prolífica, desde seu humilde início em Villa Fiorito, na Argentina, passando por sua carreira decisiva em Barcelona e Napoli, até finalmente retratar seu papel fundamental em levar a seleção argentina a vencer a Copa do Mundo no México, em 1986.

Também elencam a série Julieta Cardinali (En Terapia; Valentin), Laura Esquivel (Patito Feo), Mercedes Morán (Diários de Motocicleta; Vosso Reino), Pepe Monje (Amor en Custodia) e Peter Lanzani (O Clã, O Anjo).

Filmada em locações na Argentina, Espanha, Itália, Uruguai e México, a série apresenta 10 episódios com uma hora de duração cada e recebe produção da BTF Media, em coprodução com Dhana Media e Latin We. 

https://www.instagram.com/p/CTDQofUBdgP/?utm_source=ig_embed&ig_rid=460c4160-61bd-4883-b98c-3233d8010f1c&ig_mid=C006B5E7-18B4-4236-B074-A2BBEE4F3D41

“Era uma Vez na América” só foi possível porque Sergio Leone (1929-1989) gostava do fedor das ruas. Em 1971, Leone recusa dirigir o primeiro filme da trilogia “O Poderoso Chefão”, rodada entre 1972 e 1974, para se dedicar a uma empreitada muito mais pessoal. O novo projeto do diretor italiano — que não passava do “good-bye” e só conseguia se fazer entender com os atores e os demais membros da equipe por meio de intérpretes — visava a abordar a formação da sociedade americana a partir da amizade de dois garotos pobres, David “Noodles” Aaronson e Maximilian “Max” Bercovicz. Mas o que Leone pretendia com um argumento tão específico, se não era americano, se nem falava inglês?

Quanto mais se compreende a alma humana, mais se compreende a humanidade. A adolescência de Noodles e Max é marcada pelos pequenos delitos que cometem, junto com outros dois amigos, ora por farra, ora por necessidade mesmo, num bairro barra-pesada da Nova York do começo do século 20. À medida que se envolve com aquele cotidiano torpe, é que Noodles toma pé da miséria que é sua vida.

“Era uma Vez na América” se vale de uma das raras autobiografias de personagens reais ligados de uma ou outra maneira às origens da máfia nos Estados Unidos. Na adaptação fílmica de Sergio Leone para “The Hoods”, do escritor russo-americano Harry Grey (1901-1980), se vislumbra o que viria a ser um dos maiores clássicos da história do cinema, graças a um time afinado e composto pelos profissionais mais talentosos de todos os tempos. O montador Nino Baragli, disputado por Leone e Pier Paolo Pasolini (1922-1975), contava mais de 200 trabalhos no currículo quando requisitado a verter em formato comercial quase dez horas de gravações. A primeira etapa da odisseia resultou em dois filmes de três horas cada. O passo seguinte foi infinitamente mais complexo: reduzir esses dois produtos num só. A versão final do longa conta com 3h40 de duração, muito longe do que se convencionara a fim de não entediar plateias mais vulneráveis. Houve alguma estridência por parte de distribuidores e das quatro produtoras envolvidas na realização, mas o diretor bateu o pé: era isso ou nada. Felizmente, mesmo em tempos sem redes sociais ou outras ferramentas que encurtam a distância entre artista e público, a decisão de Leone foi acatada.

A trilha sonora de Ennio Morricone (1928-2020) é um capítulo à parte na grandeza de “Era uma Vez na América”. O mestre foi o responsável por “Poverty“, que povoa o inconsciente de qualquer um que se interesse por cinema, ainda que nunca tenha ouvido falar de Leone, de western spaghetti ou mesmo do próprio Morricone. Uma das composições mais bonitas do maestro, a força da orquestração de “Poverty”, tema do personagem de Robert De Niro, passou ao largo do Oscar por uma falha da burocracia de Hollywood, num lance dos mais inacreditáveis dos bastidores do cinema. A natureza épica do filme é destacada pelo gênio de Morricone, que imprime o vigor de seu estilo ao andamento da narrativa. Em timbres ora em crescendo, ora quase sumindo a depender do momento em que a história se encontra, a música abraça o espectador.

A propósito de sentimento, é por meio de Noodles que o público tem a exata noção do que é “Era uma Vez na América”. Os arcos dramáticos do personagem são de tal maneira pujantes que despertam em quem assiste a necessidade de prestar um pouco mais de atenção à própria vida. A trajetória farsesca do protagonista ricocheteia na plateia e é nesse ponto que o enredo cresce. Qualquer um pode se descobrir parte de uma inominável mentira, tão convincente que dura por décadas. A partir daí, Leone bota a mão na massa como gosta de fazer a fim de elaborar a maneira mais original de encaminhar-se para o desfecho. Não há lugar nem para tanto drama, nem para suspense em exagero, tampouco para tragicidade afetada, ou o filme todo restaria perdido, vítima do burlesco de que se esquivara desde o primeiro minuto. Noodles é talvez o anti-herói mais arrependido, mais mal-resolvido que um filme já dera à luz. Acaba e se reinicia, feito um uroboro da mitologia celta.

“Era Uma Vez na América” é um filme de silêncios, muito diferente de produções congêneres a exemplo de “Gangues de Nova York” (2002), de Martin Scorsese, ou “Scarface” (1983), de Brian de Palma. Os 30 minutos iniciais são quase mudos, e Baragli volta a entrar em cena com um recurso bastante peculiar, movimentando as três grandes fases da história com o uso do toque de um telefone. Da incipiência do século passado, a trama pula para os anos 1930, quando ainda vigia a Lei Seca nos Estados Unidos, e posteriormente vai para os 1960, documentando o regresso de Noodles ao Lower East Side, de onde foi impingido a sair depois que sua fama de delator se espalhou pelo bairro. Noodles teria mesmo denunciado os três colegas de delinquências, mortos pela polícia? Sua figura amoral sugere que seria de fato capaz de tamanha vileza, e o filme se constitui um grande provocador ao questionar os limites éticos da audiência. Do ponto de vista da estética, Sergio Leone se esmera em registros poéticos da ponte do Brooklyn, espécie de cartão de visita do filme, mas igualmente marcação do tempo narrativo, usando imagens que denotam o passar dos anos.

O aspecto de documento sociocultural de um povo é ressaltado em “Era Uma Vez na América” quando Leone, um europeu orgulhoso de seu berço, se atreve a avaliar o americano e sua ânsia desenvolvimentista, capitalista, composta do materialismo mais rasteiro e sem propósito e, por paradoxal que soe, o niilismo que isso, no fundo, encerra. Os quatro moleques encardidos e malvistos tinham por ideal de vida ser justamente isso: párias. O quarteto vai perdendo o lirismo desditoso que poderia ter para mergulhar de cabeça na marginalidade crua, sangrenta, tão característica da belicosidade da América. Os Estados Unidos sempre estiveram se metendo em guerras e as vencendo — com exceções pontuais, a mais flagrante a Guerra do Vietnã (1955-1975), sendo que o êxito das incursões no Iraque e no Afeganistão ao longo dos anos 1990 e durante a primeira década do século 21 não são, definitivamente, pontos pacíficos —, o que se espelha na natureza mesma do seu povo. A democracia nem sempre é tomada como o único recurso a fim de se dirimir conflitos, haja vista a passagem em que os protagonistas enfrentam o sindicato, ao qual não se permitem subjugar. Uma crítica de como se fazia — e se faz — política, nos Estados Unidos e mundo afora, dia a dia mais pertinente.

Pleno de referências a outros figurões do cinema, como Kubrick (1928-1999) e Antonioni (1912-2007), “Era Uma Vez na América” é um testemunho de que a humanidade é mesmo um caso perdido e que uma possível evolução é a mais delirante quimera. O descanso para a alma ainda em vida só vem aos que se prontificam a um exame de consciência rigoroso, sem lacunas para tergiversações. Que falta faz um Sergio Leone.

Informações Revista Bula


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A história do homem é a história de seus problemas. Uma pletora de questionamentos éticos pulula na cabeça de cada indivíduo sobre a face da Terra, e cabe a cada um de nós, seres dotados de razão, tomar a atitude mais adequada a fim de levar a vida adiante. Em “O Suicídio”, obra máxima de Emile Durkheim (1858-1917), o sociólogo francês elabora uma verdadeira gênese da morte achada pelas próprias mãos. Durkheim disserta sobre três formas de suicídio: o egoísta, o altruísta e o anômico. O suicida egoísta é o que comete o ato tresloucado de tirar a própria vida motivado pela completa ausência de vínculos sociais; o suicídio consumado por razões altruístas era corriqueiro em povos ancestrais, a fim de se preservar a unidade de uma sociedade ou de um grupo religioso; e a modalidade da extrema autoflagelação dita anômica se dá quando há uma equivalência entre o aumento das taxas de suicídio e os índices de desemprego e a consequente pauperização de determinados estratos sociais. Pauperização, aliás, era um conceito muito usado por Karl Marx (1818-1883), que o empregava a fim de defender o argumento de que o desastre da humanidade, a Revolução Industrial (1760-1840), foi a responsável pelo empobrecimento galopante do proletariado do mundo inteiro, tornado incapaz de reagir ao avanço das máquinas. Roger Scruton (1944-2020), reconhecia, por óbvio, a importância das máquinas para o desenvolvimento do homem, mas também alegava que com elas o mundo perdera muito de sua ingenuidade, sua ternura e sua beleza, daí a arte não poder nunca prescindir da estrita observação de todos os paradigmas canônicos no que concerne ao requinte estético. Como o suicídio, segundo Durkheim, é a única questão que importa na vida, dada sua complexidade dos pontos de vista sociológico, metafísico e religioso, basta que nos mantenhamos longe, bem longe da perdição irremediável do homem e fiquemos aqui, frente a frente com nossos tantos dilemas vitais. Quem está no mundo passa por dificuldades, em maior ou menor escala, e só não tem crises quem já morreu. Um obstáculo decerto perigoso quanto a se permanecer vivo — e são — é perder um filho, tanto pior como se dera com Martha Weiss, a protagonista de “Pieces of a Woman” (2020), do diretor húngaro Kornél Mundruczó, vivida pela espetacular Vanessa Kirby. Não é menor a agonia de um músico cônscio de seu talento, mas tomado por conflitos de toda ordem, a começar pela cor da própria pele. Esse é o caso do trompetista Levee Green de Chadwick Boseman (1976-2020) em “A Voz Suprema do Blues” (2020), de George Costello Wolfe. “Pieces of a Woman”, que conferiu a Vanessa Kirby, merecidamente, o prêmio de Melhor Atriz do Festival Internacional  de Cinema de Veneza, na Itália; “A Voz Suprema do Blues”, que faturou os Oscars técnicos de Melhor Maquiagem e Figurino, e mais oito títulos, igualmente laureados e todos na Netflix, do mais novo para o mais antigo, reafirmam, ano após ano, a força do cinema e são um programaço para o seu fim de semana. Esqueça os problemas e se concentre nas possíveis soluções. Inspire-se.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Pieces of a Woman (2020), Kornél Mundruczó

É muito difícil um casamento resistir à perda de um filho — e o casal que consegue tal proeza pode reivindicar essa vitória. Ao se sobrepor à vida, a morte reafirma seu inesgotável poder sobre os homens, por mais escondida que esteja. A frustração, a tristeza, o desespero de ver morrer um filho, a vida tendo desrespeitado seu sentido mais primevo, é o que se absorve da maneira mais brutal em “Pieces of a Woman”. Ao espectador, é concedido o direito de observar de perto — perto demais — o trabalho de parto de Martha Weiss, ao longo de sombrios 25 minutos — e só ao fim dessa agonia o nome do filme surge na tela. Com essa decisão artística, o diretor Kornél Mundruczó quis fazer o público tomar parte no tormento da personagem principal, fazê-lo perceber que havia uma vida se abrindo para o mundo e essa vida, por alguma razão, escapou. Martha é absorta por uma espiral de sentimentos múltiplos: a alegria fugaz de se sentir mãe logo é substituída por um luto que se prolonga na vida da protagonista indefinidamente, estado do qual ela não consegue se livrar, e que vai impactar de modo decisivo seu relacionamento com o marido, Sean, e a mãe, que reconhecem sua dor, insistem para que ela redescubra o prazer na vida, mas não sabem como persuadi-la, e metem os pés pelas mãos. Sean, em particular, passa a demonstrar uma ligeira indiferença, primeiro pelo sofrimento da companheira, depois pela própria Martha, que por sua vez perde completamente o interesse pelo parceiro. O roteiro faz com que se entenda que também ele padece com a tragédia, mas que isso não lhe serve de licença para sua covardia. Enquanto isso, Martha se desintegra ao ponto de nem ostentar mais qualquer coisa de humano. Torna-se uma criatura algo transcendental, como um espectro que ronda a matéria que lhe compunha, ansiando por voltar àquele corpo, impressões que a audiência só nota graças ao espantoso talento de Vanessa Kirby. Sua Martha Weiss é um dos retratos mais pungentes de um personagem em sua condição mental, uma mulher despedaçada que possivelmente nunca volte a estar por inteiro outra vez, ainda que o final empenhe uma promessa de felicidade.

A Voz Suprema do Blues (2020), George C. Wolfe

Não adianta: por mais poderosa que seja a história, em “A Voz Suprema do Blues” o que dá o tom mesmo são as atuações. Marcado pelo infortúnio da morte precoce de Chadwick Boseman (1976-2020), aos 43 anos, vitimado por um câncer colorretal, o filme cresce justamente se analisado à luz do núcleo liderado pelo intérprete de Levee Green, trompetista do conjunto de Gertrude “Ma” Rainey (1886-1939), interpretada por Viola Davis, que grava um disco com a Mãe do Blues num estúdio abafadiço em Chicago. O diretor George C. Wolfe, ganhador de um Tony — o Oscar do teatro americano —, talvez já prevendo o que aconteceria com um de seus protagonistas — ou tendo sido alertado sobre uma possível baixa inesperada e trágica —, resolvera dar a Boseman a chance de sua vida. E o ex-Pantera Negra brilhou. É ele quem conduz as grandes questões discutidas ao longo da pouco mais de hora e meia da trama. Muito pouco tempo para que se tratasse de racismo, machismo, relações pouco éticas no showbizz, política e homofobia, nessa ordem, num enredo que, tomando-se por base o título pomposo, passaria como a cinebiografia definitiva de uma estrela da música americana dos anos 1920. Felizmente, ninguém, nem diretor nem atores foram levados a encará-lo com esse artificialismo, e, assim, a produção, adaptação do texto de August Wilson para a peça de mesmo nome, em menos de seis meses de lançada, já se tornou um cult, em especial entre melômanos e artistas de toda sorte, negros sobretudo. O desempenho soberbo do protagonista na pele do músico obcecado com a carreira garantiu a Boseman um Globo de Ouro (póstumo, é verdade, mas à altura de seu talento, cuja lembrança há de ficar). Mesmo com um desfecho infausto — para ator e seu personagem —, Chadwick Boseman cerrou sua última cortina com toda a classe que a figura aristocrática de Levee Green lhe inspirava.

Infiltrado na Klan (2018), Spike Lee

A história de um policial negro que se passa por um homem branco a fim de investigar como funciona a Klu Klux Klan, um grupo que se notabilizou por difundir ódio racial é tão absurda que só poderia mesmo ter acontecido de fato. “Infiltrado na Klan”, filme com o qual Spike Lee ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, conta a história de Ron Stallworth, até então o único policial negro de sua cidade, Colorado Springs. Ao se deparar com um anúncio da KKK publicado sem nenhuma cerimônia num jornal, ele liga para o número informado ali. A primeira aproximação é convincente e Stallworth estabelece um vínculo com um dos líderes locais da agremiação segregacionista. Por mais destemido que seja, ele não vai poder levar sua missão a cabo sozinho, por razões óbvias. E é aí que entra Flip Zimmerman, branco e judeu, seu parceiro na polícia. Zimmerman assume a identidade de Stallworth e se mistura ao bando, ainda que provoque a desconfiança de um dos fanáticos, que não lhe dá refresco.

A Noite de 12 Anos (2018), Álvaro Brechner

A partir de 1973, é instaurada uma ditatura civil-militar no Uruguai que se estende até 1985. José “Pepe” Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro, militantes dos Tupamaros, guerrilha de orientação marxista-leninista, passam a se destacar em ações como roubos a banco e logo são vistos como uma espécie de santos rebeldes, por distribuírem o espólio entre os mais humildes. As forças de repressão fecham o cerco e os três são capturados e levados a uma das unidades para confinamento de revoltosos, onde estão outros nove colegas, sem que seja possível a comunicação entre eles. Os anos se sucedem enquanto o grupo tenta não se entregar à sensação de alheamento. A espera leva 12 anos para acabar e um quarto de século depois, Mujica, aos 75 anos, é eleito presidente do Uruguai.

O Homem das Mil Caras (2016), Alberto Rodriguez

O suposto desaparecimento de Luís Roldán, ministro da Guarda Civil da Espanha flagrado numa investigação para punir corruptos no começo dos anos 1990, é esmiuçado sob o ponto de vista do ex-agente secreto Francisco “Paco” Paesa e seu associado Jesús Camoes. Roldán fez os serviços de inteligência espanhóis de gato e sapato por anos, em episódios um mais insólito que o outro, até que, com a poeira assentada, pudesse voltar ao país e ser julgado sem maiores comoções. As informações desencontradas fornecidas pela imprensa à época — de que o agora ex-ministro conseguira ingressar em 16 países, em quatro continentes diferentes; de que se associara a uma organização paramilitar a fim de receber proteção; ou de que já teria mesmo sido assassinado por rivais torna o filme ainda mais saboroso. Roldán logo ganhou o epíteto de “o homem das mil faces”, sempre planejando a próxima fuga. O verdadeiro gênio por trás dos ardis do político é Paco, que parece submisso ao chefe, mas vai mostrar o que quer de verdade.

Invasão Zumbi (2016), Yeon Sang-ho

Tão original quanto vibrante, essa produção sul-coreana mostra que zumbis estão longe da extinção nas telonas. Dirigido por Yeon Sang-Ho, “Invasão Zumbi” apresenta um homem divorciado e com uma compulsão por trabalho que é convencido pela filha, que mora com ele, a levá-la para uma temporada com a mãe. Eles tomam um trem para Busan, mas a viagem, que deveria ser tranquila, acaba apresentando mais percalços do que imaginavam. Repentinamente, se dá um surto de zumbis na Coreia. E uma dessas criaturas vai parar no trem, o que gera comoção e tumulto, até que o caos se instala de vez e seja preciso lutar para continuar vivo. O ritmo frenético em que os acontecimentos se sucedem na trama corresponde à ideia que se pode ter de uma invasão de seres sedentos por subjugar e devorar pessoas.

A Grande Aposta (2015), Adam McKay

Filmes que retratam a roda-viva do mercado financeiro parecem mesmo ter caído no gosto do espectador, mérito de Martin Scorcese com sua versão para “O Lobo de Wall Street”, justiça se lhe faça. E o diretor Adam McKay parece ter se inspirado no trabalho de Scorsese para compor o seu retrato sobre a crise gerada depois da farra dos empréstimos nunca quitados a fim de financiar a aquisição de moradia para fatias menos endinheiradas da população americana. McKay tem singular destreza quanto a tornar palatável para o grande público no que implicou a confusão do mercado imobiliário dos Estados Unidos na vida do cidadão comum, dando ênfase à falência do american way of life, que tem custado um sacrifício inútil a tanta gente há pelo menos setenta anos. Os protagonistas, investidores inescrupulosos que visam ao lucro (fácil) seja como for, partem da premissa pela qual sempre se pautaram e não veem mal nenhum em continuar garantindo o seu, ainda que boa parte dos demais pereçam. O enredo, bastante original, se vale de saídas interessantes a fim de tornar o assunto mais leve, como ao contar com o depoimento de celebridades a exemplo da atriz Margot Robbie discorrendo sobre cenários específicos da conjuntura econômica.

Mad Max: Estrada da Fúria (2015), George Miller

A intenção de se voltar à trilogia “Mad Max” já vinha desde o fim das filmagens da história original, nos anos 1980. O diretor George Miller e o astro Mel Gibson já acertavam os ponteiros quanto à produção da quarta parte da sequência, mas dificuldades de ordem burocrática atrasaram o projeto e Gibson foi cuidar da vida. Tom Hardy assumiu o papel do protagonista, a despeito de toda a desconfiança — e da torcida contra — e o resto é história: o desempenho memorável de Mel Gibson chegou a se constituir numa sombra sobre o novo líder do elenco, mas o novato se saiu melhor que a encomenda. O público aprovou e “Mad Max: Estrada da Fúria” é considerado um dos melhores da franquia. Aqui, Max, capturado, vira uma espécie de hospedeiro, fornecendo sangue para soldados batidos na guerra. Immortan Joe, chefe da comunidade local, subjuga a população por reservar em seu poder a maior parte da água de que dispõem. Max acaba servindo de bucha de canhão na sanha de Immortan Joe por manter seu domínio de escravos com mãos de ferro. Furiosa, uma das cativas que servia de ama-de-leite aos filhos da revolução, escapa e é aí que a história pega fogo. De uma fragilidade apenas aparente, Furiosa dá um colorido todo especial à trama ao se aliar a Max — e a química entre Charlize Theron e Tom Hardy é, decerto, uma das grandes responsáveis pela grandeza do filme, que, embora tenha levado 30 anos para sair do papel, veio à luz no momento preciso, pelas mãos do homem exato. George Miller parece ter guardado toda a sua verve para “Mad Max: Estrada da Fúria”, uma prova de que um filme, para ser bom, muitas vezes só precisa de um diretor talentoso. E talento George Miller tem de sobra.

Oeste sem Lei (2015), John Maclean

Jay Cavendish deixa sua Escócia natal e atravessa o Atlântico a fim de encontrar-se com a garota que ama. Mas Jay não tem a mais pálida ideia sobre o que seja o Velho Oeste. O rapaz tivera uma educação sofisticada, não pertence à rudeza do cenário de completa aridez dos intestinos dos Estados Unidos, e ele sabe disso. O problema é sua natureza deslocada, alheia a tudo, ainda que nem ela o impeça de correr qualquer perigo em nome do amor. Silas também entra em sua vida como seu guia e guarda-costas. O cowboy, experiente, é capaz de livrar a si e ao novo chefe das circunstâncias mais perigosas, sempre impedindo que novas armadilhas se interponham no caminho dos dois. Jay e Silas se tornam amigos — mesmo que, de quando em quando, ainda surja margem para um ou outro conflito entre eles.

O Cavaleiro das Trevas (2008), Christopher Nolan

“Olá, damas e cavalheiros! Eu sou o entertainer desta noite!” A despeito do começo eletrizante, com as precisas cenas de tensão durante um assalto a banco, parece que só depois que essa frase é dita pelo personagem principal é que começa “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. É claro que não estamos falando do Homem-Morcego, muito menos de Bruce Wayne, sua porção à paisana. No roubo ao banco, o Coringa já havia roubado também a cena, mas é na sequência da festa na casa do multimilionário que tudo começa a fazer sentido, inclusive termos incluído o filme nessa lista. O protagonista-antagonista, levado com uma performance mediúnica por Heath Ledger em um de seus últimos trabalhos, é a mais completa tradução da visão de mundo mais diabolicamente anárquica que alguém pode ter. O vilão deixa uma marca de ódio e perversidade por onde passa, nada preocupado em sofrer alguma retaliação. Batman passa a trama inteira ansiando por botar as mãos no homenzinho do terno roxo, façanha que só consegue no final — e mesmo assim a gente lamenta. Na versão da franquia que coube ao diretor Christopher Nolan, um dos mais talentosos e devotados de Hollywood, de fato são as figuras noir as que ganham — e merecem — o centro das atenções. Outro ponto alto da fita é o destaque dado à subtrama de Harvey Dent, o mocinho decaído que literalmente se transfigura no bandidão Duas Caras. Aqui, é possível entender direitinho como se deu essa mutação. Como sói acontecer, Nolan se arriscou, apostou alto e quebrou a banca, inclusive na bilheteria bilionária do filme, um dos recordistas no quesito.


A voz rouca das ruas consagrou que ninguém conhece a receita do sucesso, mas que para fracassar é muito fácil: basta querer agradar todo mundo. Cada homem é um universo particular, com suas ideias próprias, suas vontades próprias, necessidades as mais íntimas, tantas expectativas acerca da vida, ainda que saiba que pode nunca chegar a alcançá-las. Para o homo sapiens, a espécie mais curiosa encontrada sobre a Terra, é extremamente difícil submeter-se a regramentos contrários a sua formação contestatória. Malgrado fundamental para a vida em sociedade, a fim de suportarmo-nos uns aos outros, enquadrar-se não tem quase nada de prazeroso. O homem apenas reflete a própria natureza, de que também é parte, indisciplinada, selvagem, caótica. Aceitar o mundo como o conhecemos, ao mesmo tempo em que temos a capacidade de rumar para outras vidas, em que as circunstâncias mais absurdas são o que pode haver de mais corriqueiro, sempre foi uma constante na vida do ser humano, que se vale do artifício a fim de, em largando tudo, abandonar sua própria vida e acessar o mais obscuro de seu espírito, no intuito de apreender o cenário em que está inserido e, assim, conduzir sua vida de uma maneira mais adequada. Por óbvio, surgem percalços no caminho, as coisas saem do terreno do previsível e os enfrentamentos são inevitáveis. As guerras são um capítulo à parte na confusa trajetória do gênero humano, escrito com o sangue de indivíduos que se esmeraram por reparar erros que não eram seus e emoldurado por vidas que não tinham relação alguma com o que se passava: a morte investida da mais brutal, da mais covarde violência, as tolhe, e é só. Além de soldados destemidos, há quem se envolva numa guerra apenas por dever cívico e sem nunca ter pisado num campo de batalha, esforçando-se por garantir que tudo se resolva da melhor maneira. A primeira vítima numa guerra é a verdade, e só a verdade salva. Apesar dos incontáveis mistérios da existência, muito mais do que nossa vã filosofia pode supor, como disse aquele bardo inglês, é pelo rigor da vida como ela é que devemos pautar nossa conduta. Tentamos, alguns menos que outros, e uns poucos com convicção, e o perigo reside exatamente aí. Há mil descaminhos ao longo de uma vida, e todos eles, por mais retos que possam se mostrar, conduzem à perdição. Resumidamente, são esses os enredos de duas produções de que a Bula trata hoje, “As Espiãs de Churchill” (2019), de Lydia Dean Pilcher, e “Ilha de Segredos” (2021), dirigido por Miguel Alexandre. Eles, e mais três filmes da nossa lista, lançados entre 2018 e este 2021, acabaram de aterrissar no catálogo da Netflix e estão pacientemente esperando uma folguinha sua no fim de semana que se avizinha para mostrar a que vieram. A vida dá voltas, o mundo gira, e a gente tem de ir junto. Ou não?

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Ilha de Segredos (2021), Miguel Alexandre

A vida pode se apresentar particularmente difícil logo nos nossos verdes anos. É assim para Jonas, cujos pais acabaram de morrer, o que o faz ter de ir morar com o avô. Jonas tem de se equilibrar entre a dor do luto e a necessidade de seguir vivendo, afinal há uma vida inteira pela frente. O amor, inesperado, ajuda, mas uma outra dificuldade se impõe: o desejo. Helena, a professora substituta de alemão que vai morar no vilarejo, vira a cabeça do garoto, que sequer se imagina como parte de uma maquinação dessa mulher cheia de segredos profundos, talvez até mortais.

Mimi (2021), Laxman Utekar

Viver é mesmo uma aventura e, em sendo assim, vale tudo por um sonho? É o que pergunta o diretor indiano Laxman Utekar em “Mimi”, remake da produção de 2011. A protagonista é uma dançarina que só pensa em fazer carreira no cinema. A vida de Mimi segue sem maiores sobressaltos — nem progressos —, quando ela é sondada por Bhanu, motorista de aplicativo, sobre se aceitaria servir de mãe de aluguel a um casal de americanos. Para isso, seria muito bem paga, claro, mas uma questão dessa natureza implica uma decisão pensada, o que para Mimi é impossível. Como não poderia deixar de ser, todos os planos saem de controle e ninguém mais se entende em meio a uma situação que se torna tão incômoda como a barriga de gestante para Mimi.

Estranho Passageiro — Sputnik (2020), Egor Abramenko

No ponto mais alto da disputa pelo espaço entre Estados Unidos e União Soviética, a Orbit-4, nave que levava uma tripulação russa, volta com um único ocupante vivo. Ele está desmemoriado e, portanto, a investigação a fim de se saber o que teria acontecido com o restante da equipe vai ser mais difícil do que se pensava. O astronauta permanece isolado numa instalação do governo, tratado como um criminoso, à espera de Tatiana Klimova, psicóloga encarregada de averiguar o que teria se passado e por que o astronauta se esqueceu de tudo quanto viveu ao longo da missão. Essa é a única possibilidade de se decifrar o enigma.

As Espiãs de Churchill (2019), Lydia Dean Pilcher

Em 1941, ainda no meio da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a americana Virginia Hall já passou por boa parte dos países da Europa, aprendeu muitos idiomas e quer ser diplomata; Vera Atkins, romena, tem planos mais modestos: se naturalizar cidadã do Reino Unido. Enquanto isso não acontece, trabalha como a principal assistente de um adido militar no quartel-general inglês, em Londres. Já Noor Inayat Khan, apesar do nome, é britânica de nascimento, filha de mãe americana e pai indiano, e telegrafista do QG. As três receberam treinamento a fim de se tornarem espiãs profissionais durante o conflito, por reunirem mais chances de não serem identificadas pelos alemães, uma ordem vinda diretamente do primeiro-ministro Winston Churchill (1874-1965). Virginia e Noor, mandadas à França, diminuíram a resistência do nazismo no país, sendo lembradas ainda hoje como heroínas.

Leave no Trace (2018), Debra Granik

A diretora americana Debra Granik é hábil em retratar adolescentes em meio ao bombardeio dos tantos conflitos típicos da idade. Em “Leave no Trace”, Granik traz a história de Will e Tom, pai e filha. Os dois são os únicos moradores de uma grande reserva florestal nos limites de Portland, e não têm o menor problema com o isolamento, questionado pelas autoridades — que nunca se importaram com eles. O serviço social os obriga a deixar a área, e agora Will e Tom passam a ser tutelados pelo governo dos Estados Unidos. Eles não se conformam com tanta interferência num assunto íntimo e tentam retornar à vida feliz que tinham, driblando as novas necessidades que as circunstâncias os impõem.

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