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Jornal fresquinho de manhã, pão quentinho, café recém passado. Cheiro do livro comprado recentemente, desempacotar um eletrodoméstico novo, abrir uma caixa de presente. A novidade é sempre muito gostosa. Nada como algo novo para tornar seu dia mais revigorante e te motivar. Todo início de mês, a Netflix recomeça a renovar seu catálogo e anuncia novas produções que serão lançadas ao longo das quatro próximas semanas. A Revista Bula sabe como os assinantes do streaming esperam por essas estreias e, por isso, traz agora uma seleção do que virá de melhor para julho. Confira o que assistir durante o mês. Destaques para “A Fera do Mar”, de 2022, de Chris Williams; “Agente Oculto”, de 2022, de Anthony Russo e Joe Russo; e “Blonde”, de 2022, de Andrew Dominik. Os títulos disponíveis na Netflix estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

A Fera do Mar (2022), Chris Williams

Nos tempos em que feras aterrorizantes surgiam nos mares e caçadores de monstros eram verdadeiros heróis, Jacob Holland era o mais conhecido de todos. Agora, o famoso aventureiro irá se deparar com Maisie Brumble, uma jovem que embarcou clandestinamente em seu navio. Ela se tornará uma fiel e inesperada aliada em uma jornada cheia de aventuras por lugares inexplorados.

Agente Oculto (2022), Anthony Russo e Joe Russo

Courtland Gentry é um agente oculto da CIA, de codinome Sierra Seis. Ele era um habilidoso “negociador da morte”, mas passa a ser alvo da agência ao descobrir segredos federais. Quando o ex-colega da inteligência, Lloyd Hansen, oferece uma recompensa por sua cabeça, Gentry passa a ser caçado por assassinos internacionais. Mas ele receberá ajuda da agente Dani Miranda para se defender.

Blonde (2022), Andrew Dominik

Baseado no romance de Joyce Carol Oates, “Blonde” reimagina a vida de um dos maiores ícones de Hollywood, Marilyn Monroe. De uma infância difícil como Norma Jeane até sua esplendorosa fama e os relacionamentos com os figurões. A história quer explorar os dois lados da celebridade, de frente e por trás das câmeras.

Olá, Adeus e Tudo Mais (2022), Michael Lewen

Namorados durante o ensino médio, Clare e Aidan haviam combinado de terminar o romance quando chegasse o momento de ir para a faculdade. Em sua última noite juntos, eles relembram os momentos mais marcantes que viveram juntos, como o dia em que se conheceram, o primeiro beijo e a primeira briga. As lembranças os farão questionar se realmente é necessário separar seus caminhos.

Persuasão (2022), Carrie Cracknell

Baseado no romance de Jane Austen, o filme conta a história de Anne Elliot, uma jovem que vive com sua família esnobe à beira da falência. Anne é uma mulher fora do padrão e à frente de seu tempo. Quando Frederik Wentworth, um homem impetuoso que um dia ela afastou, reaparece em sua vida, ela precisa escolher se deixará essa história para trás ou se dará uma nova chance ao amor.

Live is Life (2021), Dani de la Torre

No verão de 1985, Rodri, como em todos os anos, deixa a Catalunha para visitar a cidade de seus pais e reencontrar seus antigos amigos. Neste ano, tudo será diferente. Os problemas do mundo real começam a aparecer em suas vidas, ameaçando a amizade. Os cinco adolescentes planejam fugir na noite da véspera de São João em busca de uma flor mágica que pode realizar desejos. Uma aventura cheia de ação, emoção e esperança os fará amadurecer e ficará para sempre guardada em suas memórias.

Extraordinário (2017), Stephen Chbosky

Auggie Pullmann vai começar a quinta série e pela primeira vez irá para a escola e conviverá com outros colegas. Antes, ele recebia educação em casa, pela sua mãe, Isabel. Além de se preocupar com o quanto as outras crianças são mais avançadas no ensino, Auggie nasceu com uma anormalidade genética que tornou seu rosto bem diferente do comum. Ele passou por mais de 20 cirurgias e agora pode ouvir e falar como uma criança qualquer, mas fisicamente ele não se encaixa. Sem poder usar seu capacete de astronauta na escola, Auggie e sua família enfrentarão grandes desafios com essa nova mudança.

Informações Revista Bula


Filme bateu US$ 1 bilhão

Top Gun: Maverick Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Paramount Brasil

Os filmes Top Gun: Maverick e Elvis tiveram uma batalha acirrada nas bilheterias e empataram, ocupando o primeiro lugar na América do Norte. Cada longa arrecadou 30,5 milhões de dólares (R$ 157 bilhões), neste fim de semana. As informações são da Reuters.

Na última sexta-feira (24), Elvis chegou a ocupar o primeiro lugar, mas no sábado caiu para a segunda posição.

Mas o que chama a atenção é o sucesso de Top Gun: Maverick. Os números impressionam porque o longa gerou 30,5 milhões em seu quinto fim de semana de lançamento, elevando sua bilheteria para 521 milhões de dólares só nos Estados Unidos. Ele já era o filme de maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá, mas depois deste fim de semana, passou a ser o de maior bilheteria nas bilheterias globais, com 1 bilhão de dólares até o momento.


Dois homens nada parecidos têm as histórias cruzadas depois que um deles vai parar na casa em que o outro já está — argumento confuso, decerto, mas também elucidativo. Mal-entendidos nunca são o bastante em enredos em que a realidade é feita de equívocos tolos que por seu turno degringolam em situações verdadeiramente complexas, aditivadas por tensão e perigo. Indivíduos comuns, cuja banalidade afronta o mais simplório dos homens, passam por matadores de aluguel, assassinos impiedosos que levam seu ofício a sério e não dispõem de tempo nem de vontade para brincadeiras ou outras dispensáveis interações sociais. Evidentemente, hão de surgir lances cômicos em tamanha barafunda, uma vez que o facínora gosta de mencionar poetas do século 19, e faz de seus versos o código com que se identifica. O outro, se tanto, domina a arte de vender os planos da academia do melhor amigo, mas começa a perceber que tem condições de ir além caso absorva a estranheza daquele universo diferente, pleno de outras cores, muito mais grotesco do que ele supusera, ao passo que encantador também.

O absurdo sem maiores consequências desse encontro fortuito ganha dimensões incontroláveis em “O Homem de Toronto” (2022), comédia em que o diretor Patrick Hughes junta temas aparentemente desconexos, mas que se interligam, graças ao absurdo das situações que se deslindam pouco a pouco. Teddy Nilson, o atrapalhado anti-herói encarnado por um Kevin Hart naturalmente engraçado, decide passar uns tempos num chalé rústico num lugar bucólico em Onancock, na Virgínia, sudeste dos Estados Unidos, mas devido a um defeito da impressora — boa sacada do roteiro de Chris Bremner e Robbie Fox —, não distingue o número do imóvel que o contrato especifica. Bate à porta de Randy, um vilão de personalidade instável, muito bem desenvolvido por Woody Harrelson, que enxerga na estranha coincidência a oportunidade de uma aposentadoria milionária, quando poderá, enfim, livrar-se da chefe obsessiva, interpretada por Ellen Barkin, deixar para trás a exasperante rotina no crime e abrir seu restaurante cinco estrelas. Por óbvio, aparecem percalços no caminho: Teddy não é exatamente um bastião de coragem, mas sua tibieza de espírito choca o pragmatismo sanguinário de Randy, que precisa ensinar o beabá da máfia ao novo candidato a discípulo.

Hughes constrói seu filme de modo a fazer com que o desconforto que permeia a relação entre os personagens de Hart e Harrelson ceda lugar a uma amizade genuína, em que pese o temperamento antissocial de Randy, que só consegue dispensar carinhos ao Dodge Charger 1969 440 R/T, que ele chama de Debora; Teddy, por sua vez, é o típico americano tranquilo, inabalável em sua fé na humanidade e muito satisfeito com o trabalho medíocre, que lhe possibilita viver em relativo conforto com a mulher, Lori, interpretada por Jasmine Matthews. Mesmo assim, se unem no enfrentamento aos bandidos mais bem treinados do mundo, a começar pelo Homem de Miami, de Pierson Fodé (guarde esse nome) numa transição esmerada da trajetória de galã para trabalhos mais exigentes. Maggie, a melhor amiga de Lori, vivida por Kaley Cuoco, entra em cena como a coadjuvante de luxo, enchendo a tela com tiradas cínicas sobre o relacionamento da personagem de Matthews, que sempre passa o aniversário de casamento sozinha.

No segundo ato, o texto de Bremner e Fox inclui a menção desnecessária a um tal Sebastián Marín, de Alejandro de Hoyos como o corrupto presidente da Venezuela, a fim de, quiçá, atenuar uma possível futilidade — como se um filme não pudesse ser “apenas” divertido, sem maiores pretensões, e fosse obrigado a apresentar uma questão ideológica qualquer, um tema pretensamente sério que o cacifasse para premiações e outros galardões que tais —, o que se revela uma ameaça ao bom andamento do que se vinha assistindo até então. Felizmente, “O Homem de Toronto” volta ao leito, mostrando a que veio com suas incontáveis reviravoltas cheias de perseguições, trocas de socos, dublês detalhadamente ensaiados e marginais que leem Yeats.


Filme: O Homem de Toronto
Direção: Patrick Hughes
Ano: 2022
Gêneros: Ação/Comédia
Nota: 8/10


Avião da Embraer foi usado em filmagens de Top Gun: Maverick ,  VEJA VÍDEO

Recentemente falamos sobre um jatinho ERJ-135 Legacy da Embraer que foi usado para transportar o elenco de Top Gun: Maverick. O que não se sabia até agora é que um outro avião da Embraer também participou das filmagens do longa-metragem que bateu recordes no fim de semana de lançamento.

Após a chegada do aguardado filme aos cinemas, uma série de imagens bastidores e produção tem surgido pelas redes sociais.

O piloto Kevin LaRosa II, que foi coordenador das tomadas aéreas do novo Top Gun, entrou na onda e publicou imagens belíssimas do jato Phenom 300 da Embraer usado durante as filmagens a bordo do porta-aviões nuclear USS Theodore Roosevelt da Marinha dos EUA. Confira o vídeo.

Um dos momentos mais impressionantes é quando a aeronave sobrevoa o deque do porta-aviões, lembrando os pousos e toque-e-arremetida dos caças F/A-18 Super Hornet que operam a bordo do mesmo navio. 

Informações Terra Brasil Notícias


Longa derivado da franquia Toy Story estreia nesta sexta-feira

Alisha Hawthorne é um personagem lésbico de desenho Foto: Divulgação/Disney/Pixar

O novo desenho da Disney, Lightyear – derivado da franquia Toy Story – foi banido em pelo menos 14 países do Oriente Médio e Ásia. O motivo é uma cena em que a personagem Alisha Hawthorne e sua namorada se beijam.

Alisha é um patrulheira espacial, amiga de Buzz Lightyear, que se casa com outra mulher no longa, com quem tem sequências de casal. Executivos da Disney já haviam retirado a cena do beijo lésbico do filme, mas funcionários protestaram tornando a ação pública.

De acordo com a alegação, em março, executivos da empresa haviam solicitado cortes de “quase todos os momentos de demonstrações de afeto gay”. Sendo assim, a polêmica cena foi reinserida.

– Sempre pretendemos que esse relacionamento estivesse lá – disse Angus MacLane, diretor da produção, ao site Yahoo Entertainment.

De acordo com informações da revista Variety, a Pixar, que faz parte do conglomerado de produtoras da Disney, não chegou a submeter o desenho à censura da Arábia Saudita, pois sabe que lá a produção não seria aprovada.

A China – um dos maiores mercados cinematográficos do mundo -, manteve o lançamento de Lightyear na sua integralidade, nesta sexta-feira (17). No Brasil, a estreia também está mantida, para a mesma data.

Dentre os países que vetaram a exibição do longa estão Indonésia, Egito, Líbano, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Informações Pleno News


Se fosse possível classificar o cinema indiano com um único vocábulo, essa palavra teria, sem dúvida, de evocar a ideia de ousadia. Como isso pode até ser possível, mas certamente não é desejável, há que se aludir também ao exagero, recurso de que diretores hindus se valem desde sempre a fim de falar de assuntos elementares, tão banais que escandalizam precisamente por sua vulgaridade. Essas situações corriqueiras, esses fatos nada espetaculares da vida de qualquer um, revestem-se logo de uma aura de mistério, uma vez que há sempre um elemento oculto de alguma importância à espreita, pronto para tomar a trama de assalto. O público, por óbvio, já o espera, certo de que será exatamente este o detalhe a fazer a diferença e justificar as demais   extravagâncias por aflorar. Nada, nem mesmo aquela cantoria toda é em vão.

Sriram Raghavan incorpora um argumento no mínimo inventivo a fim de proporcionar a seu filme a chance de avançar sobre as expectativas e reduzi-las a pó. Em seu “Assassinato às Cegas”, thriller assumidamente insensato que junta deficiência física, música, casamento por conveniência e perversão sexual, o diretor elabora uma crítica com dimensões de verdadeira iluminação à hipocrisia humana. Exemplo mais bem acabado quanto a ilustrar tal raciocínio é a cena em que o casal de amantes formado por Simi, vivida por Tabu, e Manohar Jawanda, o inspetor de polícia mulherengo e corrupto interpretado por Manav Vij, tenta livrar-se da maior evidência de que algo está fora da ordem. Os dois assassinaram sem muita convicção — se é que isso é possível — o marido de Simi, Pramod, de Anil Dhawan, que frustrou mais um encontro fortuito dos adúlteros ao voltar mais cedo de uma viagem a trabalho. Existe, claro, a devida carga dramática no roteiro de Raghavan, Arijit Biswas, Hemanth M. Rao, Pooja Ladha Surti e Yogesh Chandekar, mas há também uma dose cavalar de humor, ora ingênuo, ora perniciosamente malicioso, muito bem encarnado por Akash, o pianista que simula ser cego e por esse motivo tem a vida revirada. O anti-herói de Ayushmann Khurrana e implicado no crime por acaso, num lance francamente tragicômico, à Chaplin ou “O Gordo e o Magro”, e o malabarismo que é obrigado a executar a fim de levar a cabo a denúncia do que não pode ter visto é a escolha mais feliz em que o diretor passa a trabalhar.

Tomando a cegueira forjada de Akash à luz de uma grande brincadeira, Raghavan jamais se preocupa em esclarecer por queseu protagonista se comporta assim, se foge do mundo ou de si mesmo. A provável psicopatologia do personagem passa longe de ser a preocupação central de “Assassinato às Cegas”, e o diretor prefere, acertadamente, concentrar-se nos planos de Akash para levar as autoridades até os culpados. A entrada em cena de Sophie, vivida por Radhika Apte, é o respiro romântico de que um filme que se revela tão tenso e acelerado tanto necessita; malgrado nunca tenham nada, Sophie compreende a agonia de Akash, intui que ele de fato padece de algum mal secreto terrível, mas que por uma razão muito forte deve se preservar mudo, além de cego. A inclusão de uma subtrama envolvendo tráfico de órgãos, na primeira grande guinada do filme, ameaça a coesão do roteiro, que felizmente retoma a direção do nonsense, apontando para a conclusão plena de ricos nuances dramatúrgicos.

Como não poderia deixar de ser em produções de Bollywood, “Assassinato às Cegas” é todo marcado por números musicais — tantos que exasperam o espectador mais pragmático —, mas a opção de K.U. Mohanan por uma fotografia mais sóbria, ainda mais se comparada ao que se observa no cinema indiano, pródigo de rosas-choque e verdes-limão cintilantes, oferecem, além de conforto, a certeza de que o suspense se mantém firme até o último quadro. De uma maneira ou de outra, as produções indianas sempre causam surpresa.


Filme: Assassinato às Cegas  
Filme: Sriram Raghavan
Ano: 2018
Gêneros: Crime/Comédia
Nota: 9/10

Informações Revista Bula


Se a sua ideia é passar o domingo em casa descansando e vendo TV, a Revista Bula te ajuda com uma seleção de filmes que acabaram de chegar ao catálogo da Netflix e são perfeitos para uma sessão de cinema, no conforto de seu sofá. Na lista, produções de todos os gêneros e para todos os gostos, do drama ao suspense, da comédia a aventura. Todos os filmes selecionados foram aclamados pela crítica e pelo público. Destaques para “Arremessando Alto” (2022), de Jeremiah Zagar; “O Soldado que não Existiu” (2022), de John Madden; e “Capitão Fantástico” (2016), de Matt Ross. Os títulos disponíveis na Netflix estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Arremessando Alto (2022), Jeremiah Zagar

Stanley Beren é um olheiro de basquete que descobre por acaso o jogador amador espanhol, Bo Cruz, jogando em um parque nos arredores de Madri. Vendo no rapaz um talento como há muito tempo não encontrava, Stanley se vê renovado de esperanças e decide levar o fenômeno para os Estados Unidos, sem a aprovação da equipe. Os dois terão de provar, contra todas as probabilidades, que têm o que é preciso para chegar à NBA.

Contra o Gelo (2022), Peter Flinth

Em 1909, a Expedição Ártica da Dinamarca, liderada pelo capitão Ejnar Mikkelsen, tenta resistir à reivindicação dos Estados Unidos ao nordeste da Groenlândia. De acordo com o país norte-americano, a Groenlândia era parte dos Estados Unidos, que havia se divido em um outro pedaço de terra. Mikkelsen embarca em uma jornada pelo gelo com seu colega Iver Iverson para encontrar provas de que a Groenlândia é uma ilha. A jornada, no entanto, se mostrará muito mais complicada que o esperado, sujeitando os expedicionários à fome, fadiga extrema, ataque de urso polar e paranoia.

O Soldado que não Existiu (2022), John Madden

Em meio à Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas preparam uma tomada da Sicília pela costa sul. No entanto, os nazistas descobrem os planos. Os oficiais da inteligência, Ewe Montagu e Charles Cholmondelcy são convocados para elaborar uma estratégia para embaraçar os soldados de Hitler e fazê-los acreditar que o alvo das forças aliadas é, na realidade, a Grécia. Inspirado em uma história real.

Capitão Fantástico (2016), Matt Ross

Ben e seus filhos vivem na floresta, se alimentam do que caçam, leem livros complexos e rejeitam o estilo de vida capitalista. Eles acreditam que estão lutando para sobreviver em uma sociedade cada vez mais distante da natureza e do conhecimento intelectual. Apesar disso, o filho mais velho, Bodevan, sonha em frequentar uma universidade, enquanto o mais novo, Rellian, quer ser uma criança como todas as outras. A mãe cometeu suicídio recentemente e todos ainda estão impactados com sua ausência. Apesar de não terem sido convidados, a família toda embarca em uma viagem de ônibus para participar do funeral, promovido pelo avô materno aristocrata.

Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014), Damien Chazelle

Andrew Neiman é um músico talentoso, que consegue entrar no prestigiado conservatório de música de Manhattan, a Schaffer Academy. O sonho dos estudantes de música do conservatório é ser convidado para à banda de jazz, regida pelo severo professor Terence Fletcher. Ele treinou alguns dos melhores instrumentistas de jazz da atualidade, mas agradá-lo não é uma tarefa fácil. Seus métodos incluem assédio moral, agressões e completa humilhação, além de forçar seus alunos ao limite da exaustão. Andrew é convidado para ser o baterista da banda, mas o que começa como um sonho, pode se tornar o fim do seu amor pela música.

Taxi Driver (1976), Martin Scorsese

Travis Bickle é um jovem desequilibrado que, após o serviço militar, se mudou para Nova York. Com insônia, ele aceita trabalhar como taxista nas madrugadas. Enojado com a sujeira e a corrupção na cidade, ele começa a fantasiar sobre fazer justiça com as próprias mãos. Incapaz de se conectar com outras pessoas, a única amiga que faz na cidade é uma prostituta menor de idade, explorada por um perigoso cafetão. A saúde mental de Bickle rapidamente se deteriora e ele acredita ser capaz de limpar, por conta própria, Nova York do crime.

Informações Revista Bula


Mais lançamentos chegando nessa semana na Netflix. Tem novos filmes, novas séries e nova temporada da série Peaky Blinders. Confira e se programe para não perder esses lançamentos.

Foto: Netflix
Foto: Netflix

Netflix não cansa de trazer mais e mais novidades ao seu catálogo e aumenta cada vez mais o leque de opções para os seus assinantes. Chegam novos filmes, novas séries e novas temporadas de algumas séries. Os lançamentos da semana são bastante aguardados pelo público da Netflix e geralmente fazem bastante sucesso quando estreiam. Vem ver o que estreia nessa semana na NETFLIX e se programe para conferir esses lançamentos.

Lançamentos da NETFLIX

06 de junho

07 de junho

08 de junho

09 de junho

10 de junho

Vídeo incorporado do YouTube
Vídeo incorporado do YouTube
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11 de junho

Informações Oficina da Net


Ganhador de três Oscars e considerado o filme perfeito, thriller psicológico sufocante está na Netflix

Dizer que “Whiplash — Em Busca da Perfeição” é vibrante soa como lugar-comum. Sem precisar de muito mais que o básico — uma boa história, um bom elenco e uma direção precisa —, tudo no filme de Damien Chazelle remete o espectador à Era de Ouro de Hollywood, quando o cinema vivia o seu apogeu e o tempo passava mais devagar. A música, uma das manifestações artísticas mais próximas do homem, reflete essa placidez, esse glamour, que entram como a matéria-prima de uma verdadeira obra de arte sobre o relacionamento entre a humanidade e o som.

Em 2014, Chazelle parecia determinado a abordar um tema circunspecto como a relação delicada de um aluno de música e seu maestro à luz de alguma coisa nova, não apenas bela. Mesclando notas de suspense e crítica social, o diretor elabora a sátira perspicaz que questiona não só as dificuldades de se estabelecer como um grande artista, mas também se alonga habilmente no que toca a problemas do mercado de trabalho como um todo num mundo mais e mais selvagem. E de que maneira o bicho homem se comporta nessa conjuntura? Há uma medida para o sucesso? Esse sucesso depende apenas de nós mesmos, ou sempre precisamos da chancela de alguém? Enfatizando indagações dessa natureza, retóricas, conforme todos sabemos, “Whiplash” vai preparando o caminho de seu protagonista até o topo, uma montanha-russa de altos e baixos que reflete a trajetória do personagem central.

Vivido por Miles Teller, Andrew Neyman ensaia até tarde da noite na escola de música que frequenta em Nova York, uma das mais bem reputadas da América, e o som de sua bateria corta o silêncio dos corredores. Nesse exato momento, passa Terence Fletcher, o professor mais talentoso (e mais severo) da instituição, que rege a banda de jazz. Interpretado com o brilho costumeiro de J. K. Simmons, que lhe empresta essa capacidade de se emocionar sem mover um músculo do rosto, Fletcher para, entre incrédulo e maravilhado, dá suas instruções e vai embora, nitidamente desapontado. A estrela do personagem de Teller brilhou por um momento fugaz, mas se apagou tão depressa que ele sequer teve tempo de aproveitar sua chance. É nesse ponto que o espectador se derrete por ele, simpatia que recrudesce ainda mais ao se observar a reação de seu pai ao saber da história. Jim, de Paul Reiser, escuta tudo com o coração partido, sem se atrever a tentar convencer o filho de que ele pode ter dado importância exagerada ao episódio. O mundo já tem muita gente disposta a mentir para ele.

A música é plena de causos de instrumentistas, cantores, empresários, que se detestam uns aos outros e, não sem boa dose de sacrifício, conseguem se suportar, para o bem das carreiras e da própria experiência emotivo-sensorial da humanidade. O exemplo mais flagrante é, sem sombra de dúvida, o dos “Beatles”, cuja fase terminal é exposta com louvável desassombro em “Get Back” (2021), série documental dirigida por Peter Jackson. Fletcher se vale de exemplos como o dos os cinco rapazes de Liverpool para estimular seus pupilos a perseverar, deixando claro que quem pensa que a carreira artística, sobretudo na música, é feita de eventos felizes está fadado a ficar pelo caminho. O maestro quer o sangue de seus discípulos, e essa não é mera figura de linguagem: é esse sangue que mantém a paixão pela música pulsando em cada uma daquelas veias. A essa altura já membro da banda dirigida por Fletcher, Andrew entende isso rápido, e à medida que desabrocha para a arte que pretende abraçar, torna-se mais maduro também em todas as outras categorias de sua vida. No amor romântico, inclusive.

Andrew luta contra sua hesitação frente à existência, malgrado saiba de seu inestimável talento, e Teller tem o brilho que seu personagem demanda quanto a fazer essa incoerência se destacar no ponto certo, fazendo com que o baterista seja visto sob a forma mais natural num artista, homem comum que transcende sua frágil humanidade por meio do dom com que o próprio Deus lhe presenteou. O entendimento da vida de artista, da vida de músico, como algo grandioso, para cuja preciosidade vai despertando lentamente, contrasta com a natureza despótica e prepotente de Fletcher, e Chazelle trabalha a dicotomia entre seu protagonista e seu antagonista de forma a fazer a audiência se aperceber de que, na verdade, suas personalidades se complementam. O personagem de Simmons se equilibra todo o tempo na corda bamba da caricatura do sujeito que, embora domine como poucos o conhecimento com que ganha a vida, no fundo considera uma injustiça ter de repartir essa sua sabedoria com quem quer que seja. A técnica e a emoção refreada do ator é o que lhe permite transmitir essa tacanhez do maestro, cujo profissionalismo sobre-humano — sua qualidade mais contraditória, quase um defeito, uma vez que é um artista, mas um artista que julga a disciplina tão poética quanto um solo de piano — é o que atrai o público a si. Simmons empresta a Fletcher a certeza de que seu personagem é o fogo incômodo, mas necessário, intenso, que faz arder uma pedra bruta até que se torne um diamante.

As performances de Miles Teller e J.K. Simmons, rivais num duelo cerebral e comovente ao longo de 106 minutos, já fariam de “Whiplash — Em Busca da Perfeição” um filme singular, contudo elementos como a montagem de Tom Cross e, sobretudo, a fotografia de Sharone Meir coroam o filme com a aura do que Hollywood já produziu de melhor nessa seara. O desfecho, que condensa o espírito de toda a trama — acelerado, quente, sensual —, mostra que Teller, assim como Simmons, também merecia um Oscar. “Whiplash” acaba deixando uma sensação de cansaço físico, como se se estivesse voltando de uma noite inteira de festa, com dança e ótima música que poderiam não ter fim.


Filme: Whiplash — Em Busca da Perfeição
Direção: Damien Chazelle
Ano: 2014
Gênero: Drama
Nota: 9/10

Informações Revista Bula


Se você ama um babado, uma novidade, algo diferente na sua rotina, o mês de junho será perfeito para você. Isso, porque a Netflix vai colocar mais de 50 novas atrações em sua programação. Além de temporadas renovadas de algumas das suas series favoritas, alguns longas-metragens prometem dar ainda mais emoção para os seus dias. Confira agora os melhores lançamentos da plataforma, que a Revista Bula traz para você. Destaques para “A Ira de Deus”, de 2022, de Sebastián Schindel; “Amor e Gelato”, de 2022, de Brandon Camp; e “Arremessando Alto”, de 2022, Jeremiah Zagar. Os títulos ficarão disponíveis na Netflix e estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

A Ira de Deus (2022), Sebastián Schindel

Esteban e Luciana é um jovem casal que está passando por uma crise e, aparentemente, esgotou todas as possibilidades de resolver seus problemas de relacionamento. Como solução final, eles decidem usar um aplicativo que soma ou subtrai pontos de acordo com as ações deles um com o outro. À princípio, tudo parece dar certo. Até que somar pontos passa a ser uma obsessão que deixará suas vidas fora de controle.

Amor e Gelato (2022), Brandon Camp

O último desejo da mãe de Lina, antes de morrer, era que ela fosse até a Toscana conhecer o pai. Sem disposição para curtir as belezas do local, Lina só quer voltar para casa. Até que ela recebe um diário que sua mãe mantinha quando morava na Itália. Então, Lina passa a descobrir um universo romântico e artístico que a inspira e a leva a conhecer os segredos de seus pais e embarcar em sua própria história de amor.

Arremessando Alto (2022), Jeremiah Zagar

Stanley Beren é um olheiro de basquete que descobre por acaso o jogador amador espanhol, Bo Cruz, jogando em um parque nos arredores de Madri. Vendo no rapaz um talento como há muito tempo não encontrava, Stanley se vê renovado de esperanças e decide levar o fenômeno para os Estados Unidos, sem a aprovação da equipe. Os dois terão de provar, contra todas as probabilidades, que têm o que é preciso para chegar à NBA.

Árvores da Paz (2022), Alanna Brown

Em abril de 1994, quatro mulheres de diferentes origens e crenças se escondem juntas em um cubículo durante o Genocídio Contra os Tutsis em Ruanda, onde passam meses no limite da sobrevivência. A experiência de sofrimento e terror as une em uma aliança de irmandade inquebrável. Após libertas, lideram um movimento de reabilitação de seu país.

Interceptor (2022), Matthew Reilly

JJ Collins é uma capitã do Exército durona e casca grossa, que se vê encarregada de uma solitária base de interceptação de mísseis nucleares, localizada no meio do Oceano Pacífico. Quando um ataque coordenado ameaça a base, Collins tem de encarar o corrupto Alexander Kessel, um ex-oficial da inteligência militar dos Estados Unidos. Collins deve usar seus anos de treinamento tático e experiência militar para impedir o plano.

O Homem de Toronto (2022), Patrick Hughes

Um consultor de vendas desastrado e azarado de Nova York encontra acidentalmente, em um Airbnb, com o assassino mais mortal do mundo, conhecido como “O Homem de Toronto”. Uma confusão de identidades transforma a estadia do homem em um completo e perigoso caos.

Spiderhead (2022), Joseph Kosinski

Em uma penitenciária inovadora, administrada pelo brilhante visionário Steve Abnesti, os prisioneiros usam um aparelho implantado cirurgicamente que administra doses de drogas que alteram a mente. Por servir de cobaias, sua sentença é reduzida. Em Spiderhead, não há grades, nem celas ou uniformes, os prisioneiros voluntários podem ser eles mesmos… até mudarem completamente. Às vezes para uma versão melhor. Precisa relaxar? Tem uma droga que faz isso. Não sabe o que dizer? Também tem uma droga que pode resolver. Mas quando os prisioneiros Jeff e Lizzy formam um vínculo, sua jornada rumo à redenção sofre uma reviravolta, pois os experimentos de Abnesti começam a colocar à prova os limites do livre-arbítrio.

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