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Duas das músicas que não sairão da sua boca nos próximos dias nasceram da imaginação do Luciano Gomes.
Entre tantas outras, são dele “Swing da Cor” e “Faraó (Divindade do Egito)”. A primeira ganhou o país na voz de Daniela Mercury, a segunda ficou conhecida com Margareth Menezes, hoje Ministra de Estado da Cultura. Uma, o Brasil inteiro conhece pelas batidas do tambor bem no comecinho. A outra, por ser a aula de história que muitas de nós não teve.
“Nunca na minha vida imaginei que o Egito fosse um país africano”, revela Luciano, hoje com 56 anos. Quando fez a letra não passava dos 20. “Porque eu não tive esse conhecimento na escola, nunca explicaram. Lá eu aprendi três coisas: Lei Áurea, Princesa Isabel e sobre navios negreiros. Só. Tudo que eu sei sobre ser um homem negro aprendi nos blocos afro”. Foi ali e na pesquisa para escrever Faraó que as peças foram se encaixando, ele explica.
“Não só para mim, viu? Muita gente ainda não sabe dessa informação hoje em dia, descobre com a música”. Por isso, diz, respeita tanto os blocos quanto o trabalho que fazem. São verdadeiras aulas no meio da rua.
Funciona assim: todo Carnaval, os blocos afro se decidem por um tema, no de 1987 o Olodum escolheu falar do Egito. Quem cuida da composição recebe uma apostila com informações sobre aquele assunto, foi o caso de Luciano, que já fazia parte da ala de compositores. É a partir desse material que, geralmente, nascem as músicas. Geralmente, porque não foi bem assim nesse caso.
“Quando me entregaram a pesquisa, eu senti falta de saber mais. Fui para a biblioteca e achei um livro velho, bem velho mesmo, que era até preto e branco. Apareceu do nada no meio das coisas. Ali estava a história dos faraós. Daí comecei a criar em cima disso”, detalhou. A letra nasceu em uma semana e estourou no Carnaval. “Eu não fiz aquela letra, ela quem me escolheu”.
Nascido no Bonfim, Luciano tinha 10 anos quando rumou para o centro histórico de Salvador com Dona Dalva, sua mãe. Foi morar no coração dos blocos afro, do agito cultural da época. O destino quando tem que acontecer, acontece mesmo. Quando assistiu a um desses blocos com o olhar curioso que só as crianças têm, nunca mais esqueceu. Aquela mistura de sons, de cores. Aquele jeito de as pessoas cantarem e estarem pelas ruas entrou com tudo em seus sentidos. Daí não teve como, ele precisou começar a batucar no que encontrasse pela frente.
“A gente nem instrumento tinha, era tudo na lata de manteiga mesmo. Pedia na padaria, os caras davam. Aí usava um pedaço de cabo de vassoura para bater”, relembra. Foi num desses shows distraídos aos 10 anos que Luciano foi percebido por um diretor do bloco “Barroquinha Zero Hora. Foi assim que ele virou cantor. Cantor?
“Esse diretor pediu para a minha mãe para eu ir a um ensaio, disse que eu tocava direitinho e ela só aceitou, mas foi junto. Primeira vez com instrumento de verdade, dei o meu recado, né. Aí ele quis que eu cantasse, me viu nas rodas do Pelourinho fazendo isso. Eu sempre fui muito gaiato”, disse dando uma gargalhada. Na época Luciano até cantou, mas não o que pediram.
“Eu voltei para casa dizendo para mim mesmo: eu não vou cantar aquela música lá não, eu vou cantar uma minha. Ai eu escrevi uma letra e levei. O pessoal gostou, rapaz. Depois esse diretor veio falar comigo: eu vou ver como é que faz para negociar com juizado de menores para você sair com a gente”. Outra boa risada dessa lembrança.
Pronto, essa é uma das maneiras de contar como a vida musical de Luciano começou: sendo percebido por alguém, com alguém que acreditasse nele. A partir daí se ligou a vários blocos, construiu uma carreira de compositor e cantor. Até ser escolhido por “Faraó” para trazê-la ao mundo. Dói em Luciano, ele reforça a todo momento, que tudo tenha ficado tão mais difícil para pessoas que se parecem com ele.
“Falta oportunidade para a garotada da periferia mostrar o seu talento, como aconteceu comigo lá atrás. A coisa está tão elaborada para o lado do profissionalismo, que quem vem da favela não tem como apresentar uma letra para alguém não”, se indigna.
“Hoje você tem que levar a música pronta num pen drive, tem gente pedindo até partitura. Como é que o jovem da favela, que na maioria das vezes nem um celular tem, como é que ele vai conseguir mostrar o seu talento assim?”.
Há 38 anos Luciano mantém o Samba Nativo, que hoje acontece em Cajazeiras. Uma banda sim, mas mais que isso: um lugar para que talentos possam ter uma chance no mundo da música, no mundo da arte. Carlinhos Brown e Timbalada tem músicos saídos do grupo, para dar um exemplo.
Ele que sempre foi um devoto da rua, que contou várias vezes durante a conversa que não gosta desse negócio de ensaio fechado. Que acha que a arte que faz sentir, e sentido, é aquela que abraça o povo, contou que anda feliz e desconfiado com o futuro. Feliz em como “Faraó” lhe deu uma chance de não morrer. E desconfiado dos seus 65 anos, acha que alguma coisa vai acontecer. Não sabe de onde vem, sempre achou isso.
“Quando eu chegar mais ou menos nessa faixa aí”, começou Luciano, “se eu não estiver mais aqui, quero simplesmente fechar os olhos pensando: ‘meu nome ficou eternizado’. Só isso, só o nome. Mesmo que o Carnaval não exista mais, eu espero que as pessoas ainda estejam cantando Faraó pelas ruas”.
Informações UOL
O segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi ficou marcado por sambas-enredo que homenagearam a cultura africana e nordestina.
A Mocidade Alegre e a Império de Casa Verde levaram a África para a avenida com propostas diferentes: a primeira contou a história do samurai negro Yasuke, enquanto a segunda exaltou os ritmos africanos e suas influências no Brasil. Ambas as escolas impressionaram pelas fantasias e carros alegóricos elaborados e “diferentões”.
Já a Mancha Verde, assim como a Dragões da Real, trouxe a temática do Nordeste, contando a história do xaxado com a presença da filha única de Lampião, Expedita Ferreira da Silva, de 90 anos.
As fantasias da Mocidade chamaram atenção na avenida. A rainha de bateria Aline de Oliveira usou uma máscara de dragão que abria e fechava sozinha. A coreografia dos integrantes da bateria também surpreendeu o público.
A Casa Verde optou por falar da riqueza cultural da África em vez de abordar o sofrimento da escravidão. A escola falou da herança dos ritmos africanos para a música brasileira, como o baile charme de Madureira, no Rio de Janeiro, e os bailes funk paulistanos.
Mancha Verde empolgou com desfile colorido e exuberante, trazendo uma representação vibrante do sertão em tons de verde, laranja e azul. O samba-enredo ganhou uma sanfona e toques de xote.
A Terceiro Milênio, primeira a desfilar, superou um perrengue e homenageou a comédia, desde os bobos da corte até os atuais humoristas brasileiros, que também cruzaram a avenida. Marcelo Adnet, assim como um dos carros alegóricos da escola, homenageou Paulo Gustavo no desfile.
A Acadêmicos do Tucuruvi usou a obra e a história de Bezerra da Silva para falar do povo brasileiro, com muitas referências à periferia, aos trabalhadores, à malandragem e aos “Silvas” do Brasil.
A Águia de Ouro levou diferentes “céus” para a avenida com um desfile lúdico e cheio de cor. O final do desfile foi o que empolgou mais a arquibancada: uma homenagem aos “bambas” do samba que já partiram e hoje estão no “templo da saudade”.
João Pessoa foi o tema escolhido pela Dragões da Real, que encerrou os desfiles mostrando a cultura pessoense por meio do artesanato, da culinária e outros aspectos.
Fotos: Ricardo Matsukawa/ UOL
Informações UOL
Tati Minerato é uma rainha de bateria experiente. Depois de anos na Gaviões da Fiel, em São Paulo, ela vem pelo segundo ano no Rio, a frente da bateria da Porto da Pedra.
Em conversa exclusiva com o UOL, Tati fala da diferença em desfilar no Rio e em SP, e alfineta a capital paulista.
“Sou uma rainha bastante experiente, veterana na avenida. Tenho propriedade para falar desse assunto. A diferença de Rio e SP, eu sempre digo. Em SP é organizado, mas falta o temperinho do carioca. Aquela pimentinha que só o carioca tem. Aqui é mais quente e mais emocionante. Senti mais emoção atravessando a Sapucaí.”
A rainha de bateria avisa que sua fantasia ultracavada, banhada a ouro e com 30 mil cristais, custou o valor de um carro popular.
“A minha fantasia é a mais linda de todas que eu já usei. Ela é banhada a ouro e cravejada de zircônias coloridas. Em torno de 30 mil cristais cravejados. E ela está bem pesada, exigiu que eu treinasse bastante na academia”.
“A fantasia custou mais ou menos o mesmo valor de um carro popular” ( 70 mil)
“É ultracavada, muito ousada e pequenininha. Por conta disso tive que fechar a boca para ficar bem trincadinha do jeito que gosto”
Informações UOL
Dani Calabresa foi furtada durante Carnaval de Salvador
A humorista e apresentadora Dani Calabresa teve o celular furtado durante o Carnaval de Salvador na sexta-feira (17). Calabresa publicou um recado avisando que utilizaria as redes sociais de Richard Neuman, o marido da humorista, para publicar detalhes do carnaval.
Apesar da informação, ela não detalhou como ocorreu o furto.
Dani Calabresa é furtada no Carnaval de Salvador — Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Nas redes sociais do marido, Calabresa postou vídeos dançando o clássico ”Faraó”, e usando um óculos neon escrito ”Ai, papai”. (veja no vídeo no início da matéria)
A humorista curtiu a festa no trio puxado por Anitta. Apesar do acontecimento, disse que não se deixou abalar e ainda foi flagrada fazendo quadradinho.
”É isso, eu estou abaladíssima, mas também estou muito feliz. Fui furtada, mas é carnaval!”, declarou Dani em clima de descontração.
Neste sábado (18), Dani postou um vídeo pronta para curtir mais um dia de folia. Com um look repleto de paetê de cores diversas, ela disse que continuará utilizando as redes do marido, até adquirir um novo celular.
Informações G1
Top model chegou na manhã deste sábado (17) no Galeão. Gisele confirmou presença na folia carioca na última quinta. A última vez que ela esteve no carnaval do Rio foi em 2011.
Gisele Bündchen desembarcou no aeroporto do Galeão na manhã deste sábado (18) — Foto: JC Pereira e Marcelo Sabareto/AgNews
Gisele Bündchen já está no Rio de Janeiro para curtir o carnaval carioca. A top model desembarcou no Aeroporto do Galeão na manhã deste sábado (17).
Vestindo moletom, boné, tênis e levando um travesseiro, a top estava acompanhada de um segurança. Na quinta, Gisele confirmou presença no camarote na Sapucaí.
O último carnaval de Gisele no Rio foi em 2011 quando foi destaque no desfile da Unidos de Vila Isabel. Antes da viagem ela publicou um vídeo fazendo aulas de samba.
A modelo Gisele Bündchen foi o destaque do último carro da Vila Isabel em 2011 — Foto: Rodrigo Gorosito/G1
“Entrando no clima do Carnaval! @justneto”, escreveu ela na legenda da postagem marcando seu professor de dança. A música era “Balança pema”, na versão de Marisa Monte
Gisele Bündchen na chegada ao Rio de Janeiro. — Foto: JC Pereira e Marcelo Sabareto/AgNews
Embora soe estranho para um brasileiro, um dos pontos altos do Carnaval na Alemanha já foi esta quinta-feira (16).
Especialmente na região da Renânia, e exatamente a partir das 11h11, milhares de foliões fantasiados festejaram em locais públicos e bares ao som de músicas carnavalescas.
Em 2023, Colônia, um dos bastiões da folia na Alemanha, celebra 200 anos de Carnaval organizado.
Em Colônia, aliás, estão algumas raízes dessa festa popular. Há 2 mil anos, quando a cidade era uma colônia romana e se chamava Colonia Claudia Ara Agrippinensium, era celebrado em todo o Império Romano o festival da Saturnália, em homenagem ao deus Saturno.
Havia muita bebida e dança e, para a diversão de todos, os ricos trocavam seus belos mantos pelas túnicas simples de seus escravos, e até os serviam. Os servos estavam autorizados a criticar duramente seus senhores, o que resultava em punições severas nos dias seguintes. Mas nos dias de folia, o mundo estava de cabeça para baixo.
Havia inclusive uma procissão cujo nome em latim era Carrus Navalis (carro que vem do mar) — expressão que soa muito parecido com “carnaval”. A população de Colônia se fantasiava e acompanhava com tambores, flautas e chocalhos o carrinho magnificamente decorado.
Enquanto no Império Romano a Saturnália geralmente caía em dezembro, os alemães celebravam um festival selvagem na primavera. Eles usavam máscaras aterrorizantes e faziam barulho com tambores e sinos para afugentar os demônios do inverno. Essa é uma outra raiz do Carnaval, cultivada ainda hoje no sul da Alemanha.
Historicamente, várias festas e ritos da Antiguidade podem ter influenciado o Carnaval. Sua associação com orgias pode ser relacionada às festas de origem greco-romana, como os bacanais ou festas dionisíacas, que se distinguiam pela bebedeira desenfreada e a total entrega aos prazeres da carne.
Quando o imperador romano Constantino fez do cristianismo a religião do Estado, no ano 343, as Saturnálias acabaram. E as ações pagãs dos alemães também passaram a ser uma pedra no sapato da Igreja. Mas, como não se queria proibir o povo de celebrar, a festa foi reinterpretada: não se tratava mais de afastar os maus espíritos, mas do Diabo, o pior inimigo do cristianismo.
Máscaras típicas do Carnaval da SuábiaImagem: Heiner Heine/imageBROKER/picture alliance
A data foi subordinada à liturgia do ano eclesiástico. Entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Sábado Santo, os fiéis deveriam comer menos e rezar mais. Assim, antes dos 40 dias de jejum que precedem a Páscoa, era permitido celebrar a carne vale (em latim: “despedida da carne”).
O Carnaval se estabeleceu assim como uma festa da Igreja, que prevaleceu principalmente nas áreas católicas. E não apenas na Europa: os colonizadores da Espanha e de Portugal também levaram seu Carnaval para o Caribe e a América Central e do Sul.
No Brasil, uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma brincadeira bastante rude, de origem portuguesa, praticada na colônia pelos escravos. Até ser proibido, em 1841, os foliões saíam às ruas se sujando mutuamente com lama e urina, por exemplo.
Embora o Carnaval tivesse passado à supervisão da Igreja, os padres e bispos continuaram a ver os festejos desenfreados com desconfiança. Mas até toleraram as paródias dos rituais da Igreja, inclusive elegendo um “Papa Tolo” que entrava na igreja montado em um burro.
Só que não apenas a Igreja, mas também a burguesia de Colônia determinava como seria celebrada a festa carnavalesca, na qual jovens aprendizes interpretavam canções satíricas nas praças públicas e em frente a pousadas, enquanto malabaristas e comediantes perambulavam pelas ruas.
A classe alta, por outro lado, comemorava à sua maneira: o príncipe-eleitor de Colônia Clemens August (1700-1761), por exemplo, organizava todos os anos um estupendo baile de máscaras para os senhores da Igreja e a alta sociedade.
Quando as tropas de Napoleão ocuparam a região onde fica Colônia, viram as festas de Carnaval com certo ceticismo e temporariamente proibiram os festejos. Tarefa nada fácil, pois os foliões já não festejavam nas ruas, mas nas hospedarias.
Em 1815, foram os prussianos a ocupar Colônia, e a cidade voltou ao domínio alemão. Os ocupantes permitiram as folias, que, segundo testemunhas da época, tornaram-se cada vez mais desbragadas: “A devassidão desenfreada e a grosseria se espalharam. Cometia-se muito desatino sob a máscara da folia, e muitas máscaras eram imorais e desrespeitosas.”
Para certos colonianos influentes, a coisa passara dos limite: em 1823, fundaram um comitê coordenador, organizaram um desfile e criaram o personagem “Herói Carnaval”. Com seu “caráter nobre”, ele deveria acabar com os abusos. Mais tarde, seria rebatizado “Príncipe do Carnaval de Colônia”.
Carnaval é para muitos oportunidade de celebrar amizadesImagem: Christoph Reichwein/dpa/picture alliance
Desde 1883, ele tem a seu lado a “Virgem de Colônia”, que simboliza a liberdade da cidade. Ela é tradicionalmente retratada por um homem, já que os clubes carnavalescos eram ? e muitas vezes ainda são ? sociedades puramente masculinas.
O chamado “triunvirato” que reina sobre os foliões em Colônia e completado pela figura do Camponês. Em outros lugares de tradição carnavalesca da Alemanha, os dias da folia são regidos pelo príncipe e sua princesa. Mas uma coisa os une a todos: eles abrem a temporada de Carnaval na Alemanha em 11 de novembro, ou seja, 11/11. Neste dia, às 11h11, é dado início à temporada de Carnaval na Alemanha, que só se encerra na Quarta-feira de Cinzas.
A data não redonda é um “número maluco” (Narrenzahl), como se diria na Idade Média. Na época, o 11 de novembro, dia de São Martinho, marcava o início de um período de jejum até o Natal, antes do qual a população ainda queria festejar. Além disso, o 11 representaria a igualdade de todos os foliões: dois simples números 1, um ao lado do outro, ambos com o mesmo valor.
Por último, mas não menos importante, há uma interpretação cristã: o 11 é um a mais do que os dez dedos das mãos, mas um a menos que o número de apóstolos. Portanto nem meio nem cheio ? com um toque de pecaminosidade.
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O dia delas
Na Alemanha, no primeiro dia dos festejos de Carnaval quem manda são elas. Na região do Reno, na “Quinta-Feira das Mulheres” (Weiberfastnacht), elas r… maisOliver Berg/dpa/picture alliance
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Abertura oficial em novembro
Apesar de a partida para a maior expressão do Carnaval ser dada na quinta-feira, a abertura oficial da assim chamada de “quinta estação do ano” transcorre muito antes, no 11 de novembro do ano anterior, às 11h11. Nas cidades ribeirinhas do Reno, o período de festas é regado a cerveja desde o primeiro dia. Na foto, os Schwellköpp, os tradicionais “cabeções” do Carnaval de Mainz.Sebastian Gollnow/dpa/picture alliance
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Beijinhos por todo lado
Para os renanos não há Carnaval sem “bützchen”. Na Quinta-Feira das Mulheres, elas distribuem beijinhos nas bochechas, ou mesmo na boca, de quem quiserem, até mesmo de policiais. Trata-se de uma expressão de alegria que não deve ser confundida com provocação sexual. Aliás, há ameaça de castração simbólica: homens de gravata correm o risco de tê-la cortada pelas foliãs e levada como troféu.picture alliance/dpa/O. Berg
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Carnaval no frio
Cor e criatividade nas fantasias e adereços também são marcas dos festejos alemães durante todo o período. Apesar de o Carnaval transcorrer no inverno, as temperaturas baixas não espantam os foliões da festa ao ar livre, e grupos de amigos de todas as idades se divertem combinando as fantasias para celebrar em conjunto.Federico Gambarini/dpa/picture alliance
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Dialetos próprios
Apesar das semelhanças, os carnavais de cada cidade ou região têm suas peculiaridades. E não pega nada bem confundir os termos: “jecken” é o nome dado aos foliões de Colônia, cujo brado carnavalesco tradicional é “Kölle Alaaf”. Já em Düsseldorf, grita-se “Helau”. Desde “aleluia” até “abriu-se o inferno”, há várias explicações para a origem dessa exclamação.Rolf Vennenbernd/dpa/picture alliance
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A doçura do Carnaval
Nos desfiles, a diversão não está apenas em ver os carros alegóricos. Quando grita-se “Kamelle” (doces), balas, chocolates e outras guloseimas são jogados para os foliões. Não só as crianças, mas também os marmanjos disputam um brinde em meio à chuva de doces. Os carnavalescos jogam também ramalhetes de flores ou outros artigos cosméticos ou de uso diário. Christoph Hardt/Geisler-Fotopress/picture alliance
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Muito além dos adereços
Além das fantasias, outra parte essencial do Carnaval renano é a música. Para acompanhar os grupos de músicos nas ruas, os foliões devem, como manda a tradição, conhecer pelo menos as letras das “clássicas”, e cantar e dançar juntos. Uma das formas de se divertir é balançando-se juntos de um lado para o outro, de braços dados, no assim chamado “schunkeln”.Geisler-Fotopress/picture alliance/C. Hardt
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Alfinetadas políticas
Outra tradição do Carnaval da Renânia são as sátiras políticas que ganham forma nos carros alegóricos que desfilam na Segunda-Feira das Rosas (Rosenmontag). Com bom humor e criatividade, os carnavalescos não poupam críticas a líderes internacionais e outras figuras públicas.Frank Rumpenhorst/dpa/picture alliance
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Fogo na Quarta-Feira de Cinzas
A tradição em Düsseldorf exige que o bobo da corte Hoppeditz seja enterrado em lágrimas e lamentos. No ritual referido como “funeral”, ele é simbolicamente queimado como boneco de papelão. Já em Colônia, ateia-se fogo à figura de palha Nubbel, que deve expiar os pecados cometidos durante o Carnaval. A Quarta-Feira de Cinzas marca o fim dos dias de folia e o início da Quaresma.picture alliance/dpa/F. Gambarini
Informações Nossa UOL
Salvador, bairro de Tancredo Neves, noite de sexta-feira e madrugada de sábado (18/02). O relato do morador ao Informe Baiano é assustador: “Sabe o que são 40 minutos de tiroteio sem parar? Os caras estavam muito bem armados. Mais de 50 bandidos com armas longas, fuzis. Eles estão aproveitando que o efetivo da PM está todo no Carnaval e tocando o terror. O Comando Vermelho tomou e isso não vai acabar tão cedo. Vai ser um inferno! Se já era o inferno, agora que vai ser o inferno mesmo”.
Os ataques e confrontos foram na localidade do Canal. Vídeos que circulam em grupos de WhatsApp mostram o momento em que dois homens são executados em via pública com tiros de fuzil. Também há uma imagem que mostra um rapaz baleado e em estado gravíssimo sendo socorrido em um posto de saúde. As polícias Civil e Militar estão na região.
“Atiravam aleatoriamente. Quem tivesse na frente morria. Foi correria, pânico. Uma mulher também foi sequestrada e espancada, mas ninguém sabe onde está o corpo”, acrescenta a fonte do IB.
Um casal que passava de carro pelo local chegou a ficar no meio de um tiroteio e correu para a base da PM em busca de ajuda. O retrovisor do veículo foi atingido e a mulher foi ferida superficialmente por estilhaços.
Nota da Polícia Militar
Na noite de sexta-feira (17), policiais militares da 23ª CIPM foram acionados para averiguar uma denúncia de disparos de armas de fogo, na Rua Bahia, no bairro de Tancredo Neves. No local, os militares realizaram buscas e abordagens, mas nenhum suspeito foi localizado.
Nota da Polícia Civil
O Serviço de Investigação de Local de Crime (Silc/DHPP) foi acionado no início da manhã deste sábado (18) para apurar um duplo homicídio na Rua Santa Catarina, no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. As vítimas, dois homens ainda sem identificação formal, foram atingidas por disparos de arma de fogo. Autoria e motivação são apuradas. Foram expedidas as guias para o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Informações Informe Baiano
O cantor Bell Marques levou um susto na noite desta sexta-feira (17): do alto do trio no bloco Vumbora, viu um de seus funcionários ser detido pela Polícia Militar. A situação foi registrada pela TV Bahia.De acordo com o Bahia Notícias, parceiro do Acorda Cidade, Bell, que chegava a Ondina, parou o show para conversar com os PMs e pediu que não agredissem o homem. “Calma, deixa eu falar uma coisa. Ele trabalha para mim, ele é meu funcionário, dos melhores que tenho”.Em determinado momento, contudo, ele perdeu a paciência: “Não faça isso, senão vou ligar para o coronel agora. Não faça isso, porque não precisa. Pelo amor de Deus”.
Bell defendeu ainda o trabalho da polícia, e disse que não sabia o que tinha acontecido para o funcionário ser detido, mas que acompanharia o caso assim que deixasse o trio.“Você vai com ele, pode deixar que depois vou lá. Mas não precisa maltratar, pelo amor de Deus. […] Ok, fique tranquilo, não sei o que houve, eu confio em você”. “A polícia está cumprindo o papel deles, agora também não precisa exagerar. Por favor, policial, pode levar ele, que é uma pessoa muito tranquila, um dos melhores funcionários que tenho. Não precisa fazer isso”, reforçou.
*Bahia Notícias
As festas do pré-carnaval na capital baiana este ano tiveram menos registros de furtos e roubos do que as de 2020, conforme foi informado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Apesar disso, brigas generalizadas foram registradas por foliões no circuito da Barra-Ondina (orla de Salvador), e no Santo Antônio Além do Carmo (centro histórico).
No Furdunço, que aconteceu no domingo (12), uma confusão foi filmada durante a apresentação de Baiana System, por uma foliã que estava dentro de um dos estabelecimentos que ficam localizados na Barra.
No vídeo, um homem ameaça bater no outro com o guarda-sol de um vendedor ambulante. Uma briga generalizada é iniciada e diversas pessoas trocam socos, chutes e jogam bebidas umas nas outras. Em determinado momento, um homem cai no chão e é agredido com vários chutes. Ao ver o rapaz apanhando, algumas pessoas se unem para protegê-lo e apaziguar a situação.
Um caso parecido foi filmado por uma pessoa que estava em uma das casas do Santo Antônio Além do Carmo durante o final de semana. No vídeo, um homem que está de máscara é perseguido por outro na multidão. Eles empurram as pessoas que estão curtindo a festa e trocam socos.
Ao perceber a situação, o público vaia a briga e diversos foliões correm para não serem atingidos pelos chutes e socos.
Furtos no pré-carnaval
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), no Furdunço, que aconteceu no domingo (12), foram registrados 63 ocorrências de furtos e quatro de roubo. Os números demonstraram queda em relação a 2020, quando foram contabilizados 104 furtos e sete roubos.
A coordenadora de marketing Carolina Barros, 24 anos, foi furtada 30 minutos após chegar no Furdunço. Ela teve o cartão por aproximação levado e os suspeitos gastaram R$ 130, que ela pretende recuperar através do registro do boletim de ocorrência.
“Não levei bolsa e nem celular, a única coisa que levei foi o cartão pra comprar o que precisava. EU o coloquei na bolsa da minha amiga austríaca, que está passando o primeiro carnaval em Salvador. Um grupo apertou a gente, arrancou a bolsa dela e usou o meu cartão”, contou.
Já no Fuzuê, realizado no sábado (11), um suspeito de assalto foi preso em flagrante e um homem foragido por tráfico de drogas foi encontrado através da tecnologia de reconhecimento facial.
Além disso, uma briga, uma lesão corporal, sete furtos, dois roubos e uma posse de drogas foram registradas pela polícia.
*G1 Bahia
Uma série de recomendações foram feitas pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública da Bahia nesta quarta-feira (15) para que os direitos de pessoas trans, travestis e não binárias sejam assegurados durante o Carnaval de Salvador. O objetivo, segundo os órgãos, é de evitar que o público fique ainda mais vulnerável durante o período.
A ação acontece para que a Polícia Militar consiga abordar esse público de maneira digna e respeitando a identificação de gênero. Para isso, foi recomendada à PM a utilização do pronome de tratamento adequado. A recomendação prevê que a revista pessoal em mulheres trans e travestis seja realizada por policiais femininas, e que homens trans sejam consultados sobre a forma de revista mais adequada para si, “em observância à dignidade da pessoa humana, da razoabilidade e da proporcionalidade”.
Já aos coordenadores do Carnaval, órgãos de fiscalização e Central de Camarotes foi orientado que o acesso aos banheiros ocorra de acordo com a identidade de gênero — o que, segundo o MP e a DPE, “não significa criar uma regra de uso indiscriminado dos sanitários por qualquer pessoa”. A mesma recomendação foi feita aos camarotes.
Casos de LGBTfobia ocorridos durante a folia podem ser denunciados ao MP por meio do número 127 ou do site de Atendimento ao Cidadão. O Observatório da Discriminação Racial, Violência contra Mulher e LGBTfobia também receberá denúncias por meio das equipes que estarão trabalhando nos circuitos ou na sede instalada no Canela.
*Metro1