O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do TSE, determinou nessa quarta (12) a suspensão imediata de veiculação da propaganda eleitoral da campanha de Jair Bolsonaro que chama Lula de “corrupto” e “ladrão”. Sanseverino acolheu argumento da defesa do petista de que se trata de “propaganda irregular”.
“Verifica-se que, como alegado, a propaganda eleitoral impugnada é ilícita, pois atribui ao candidato à conduta de ‘corrupto’ e ‘ladrão’, não observando a legislação eleitoral regente e a regra de tratamento fundamentada na garantia constitucional da presunção de inocência ou não culpabilidade”, escreveu o ministro.
Segundo ele, “não poderia a Justiça especializada permitir que os partidos políticos, coligação e candidatos participantes do pleito deixassem de observar direitos e garantias constitucionais do cidadão durante a exibição da propaganda no horário eleitoral gratuito na rádio e na televisão, utilizando-se como justificativa a liberdade de expressão para realizar imputações que, em tese, podem caracterizar crime de calúnia, injúria ou difamação ou que não observem a garantia constitucional da presunção de inocência”.
O petista terminou o 1º turno com 48,43% dos votos válidos; o presidente teve 43,20%
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está empatado tecnicamente com o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo levantamento Paraná Pesquisas divulgado nesta 5ª feira (13.out.2022). O petista tem 51,9% dos votos válidos contra 48,1% do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O resultado em votos válidos inclui só as intenções atribuídas a um candidato, excluindo-se os votos brancos e nulos. É assim que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados em 30 de outubro.
Considerando o total da amostragem, Lula tem 47,6% ante 44,1% de Bolsonaro. Brancos e nulos correspondem a 4,8%. Não sabem ou não somam 3,6%.
O levantamento ouviu 2.020 eleitores de 8 a 12 de outubro de 2022. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Progressistas por R$ 190.000,00. Está registrada no TSE sob o número BR-08438/2022. Eis a íntegra (457 KB).
Rejeição
Os eleitores também foram questionados em quais candidatos eles não votariam “de jeito nenhum”. Os entrevistados podiam citar mais de 1 nome. O ex-presidente Lula é o menos rejeitado. Ele tem 45,4% de rejeição, enquanto Bolsonaro registra 49,3%.
Outros 3,7% afirmam que poderiam votar nos 2 candidatos. Os que não sabem ou não responderam somam 3,9%.
PODERDATA
Pesquisa PoderData realizada de 9 a 11 de outubro de 2022 mostra Lula com 52% das intençõesde votos válidos contra 48% de Bolsonaro.
Considerando o conjunto total do eleitorado, Lula tem 48%, e Bolsonaro, 44%. Outros 6% pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% estão indecisos.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 347 municípios nas 27 unidades da Federação de 9 a 11 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-09241/2022. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A divulgação dos resultados é feita em parceria editorial com a TV Cultura.
Leia o resultado de outras pesquisas para o 2º turno da eleição presidencial:
Esta eleição presidencial está sendo desafiadora para as empresas que fazem pesquisa. Há muitos resultados indicando sinais divergentes. Ficou difícil saber qual é a tendência real deste momento.
É importante dizer que todas as pesquisas estão certas, cada uma dentro da metodologia que escolhe. Cada sistema pode ter vantagens e desvantagens, a depender da conjuntura que pretendem apurar.
Em 2018, por exemplo, havia muito “voto envergonhado” em Jair Bolsonaro. Alguns levantamentos presenciais tinham dificuldade de captar esse tipo de preferência. Já as pesquisas por telefone davam mais conforto para parte dos eleitores que optavam pelo então candidato a presidente pelo PSL (hoje, Bolsonaro está no PL).
Ainda não está claro o impacto que cada metodologia tem na coleta de dados. Mas já se sabe que pesquisas presenciais tendem a ter um resultado apontando uma liderança mais folgada de Lula. E pesquisas por telefone (sobretudo as automatizadas e neutras, com uma gravação fazendo as perguntas, como o PoderData) tendem a mostrar uma disputa mais apertada.
Nos Estados Unidos, há décadas não se usa pesquisa presencial para aferir intenção de voto em nível nacional. O ambiente polarizado ao extremo prejudica a coleta dos dados quando o entrevistador e o entrevistado ficam frente a frente.
Em suma, é importante registrar que não se trata de haver erro em uma ou outra pesquisa. São metodologias diferentes. No final desta campanha será possível saber qual terá sido o sistema mais apropriado para apontar tendências no atual momento político brasileiro.
Levantamento foi feito com 2.020 entrevistados por face a face entre os dias 8 e 12 de outubro; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos
Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro (fotos registradas pelos candidatos junto ao TSE) Arte CNN
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas para as eleições presidenciais de 2022, divulgado nesta quinta-feira (13), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51,9% dos votos válidos, tecnicamente empatado, dentro da margem de erro, com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 48,1%.
O segundo turno das eleições está marcado para o dia 30 de outubro.
Os votos válidos, que excluem os votos em branco e nulos, determinam o resultado das eleições. Nas disputas para presidente e governador, o candidato que atinge mais de 50% dos votos válidos vence o pleito.
No levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, foram entrevistadas 2.020 pessoas face a face entre 8 e 12 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08438/2022.
Levando em conta os votos totais, Lula fica com 47,6% das intenções, contra 44,1% de Bolsonaro. Os que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos ou que pretendem votar em branco ou nulo somam 4,8%. Os que não sabem ou não responderam representam 3,6%.
Pesquisas eleitorais mostram uma tendência e, não necessariamente, correspondem ao resultado das urnas. Não é uma ciência exata e as amostragens são limitadas. A CNN Brasil divulga os dados de 11 institutos tradicionais por entender que as pesquisas são uma ferramenta importante para análise do eleitor.
Banco Central vai mudar regras do Pix para evitar fraudes e vazamentos de dados Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
O Banco Central (BC) deve anunciar em breve mudanças no funcionamento do Pix para fortalecer a segurança do sistema contra fraudes e vazamentos de dados. As medidas já foram debatidas pelo mercado e aprovadas pelo BC, que agora está trabalhando para promover as alterações, com chances de serem anunciadas algumas novidades ainda este ano.
Uma das mudanças visa a aumentar o nível de responsabilidade das instituições financeiras participantes em relação às regras de segurança, impondo mais uma “barreira” para tentar conter os episódios de vazamento de dados. O regulador também deve criar marcações específicas nas notificações de fraudes para suspeitas de uso de “conta laranja” e de falsidade ideológica com o objetivo de fortalecer os mecanismos antifraude dos bancos.
Embora o índice de fraudes no Pix seja considerado baixo, com uma média de ocorrências de 0,007% do total de transações, conforme o BC, a repercussão pública de casos de golpes e fraudes tem sido grande em meio ao sucesso absoluto de adesão e utilização da ferramenta pelos brasileiros.
Nesse contexto, desde o ano passado, o regulador vem aprimorando as regras de segurança para proteger o sistema e amparar os cidadãos afetados
As novas medidas constam na apresentação da última reunião do Fórum Pix, em 22 de setembro, quando o BC deu o sinal verde para as modificações. Nesse fórum, com a participação de diversos agentes do mercado, o regulador colhe subsídios sobre as regras de funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos. A segurança, considerada um ponto de preocupação e aprimoramento constante, tem um grupo específico de trabalho.
A primeira proposta aceita pelo BC é a criação de um questionário de autoavaliação de aderência das instituições financeiras ao Manual de Segurança do Pix no momento de adesão ao ecossistema. A pesquisa, que será aplicada também aos atuais participantes, deverá ser respondida pela área de segurança da instituição, mas validada por uma segunda linha de defesa, que pode ser uma auditoria interna ou externa.
Hoje, ao entrar no Pix, a instituição financeira já se compromete automaticamente com o conjunto de regras, mas a nova camada de responsabilização pretende aumentar o grau de obediência dos participantes e, assim, as barreiras contra vazamento de dados.
Desde a criação do meio de pagamento, em novembro de 2020, houve quatro incidentes de vazamento de dados relacionados a chaves Pix, todos, segundo o BC, devido a falhas de segurança pontuais no sistema dos participantes, que não conseguiram bloquear ataques de varredura – quando o criminoso fica inserindo números no sistema do banco até acertar as chaves.
Outra mudança significativa é a permissão para que as instituições financeiras “marquem”, nas notificações obrigatórias de fraudes, os CPFs ou CNPJs em que haja “fundada suspeita” de uso indevido de contas com “etiquetas” específicas. Vão ser criados marcadores para conta “laranja” ou aluguel de conta – uso temporário pelo criminoso mediante pagamento – e para falsidade ideológica na abertura do cadastro com o banco.
A medida irá aumentar o leque de informações disponíveis para a consulta dos sistemas antifraude das instituições financeiras, dando mais subsídios para definirem a aprovação de uma transferência ou da abertura de uma nova conta. Hoje, as marcações da notificação são focadas nas transações, com registro do usuário, conta e chave Pix, por exemplo, sem marcadores específicos.
O regulador ainda vai alterar a gestão de limites em transferências, medida anunciada no ano passado justamente como forma de dificultar a ação de criminosos. Em agosto de 2021, o BC estabeleceu um limite de R$ 1 mil para transferências noturnas, mas permitiu que os usuários alterassem o horário de início desse período, assim como diminuíssem o valor total permitido por operação durante todo o dia.
Essa flexibilidade, contudo, foi considerada pouco demandada pelos usuários, com baixa efetividade para limitar os crimes e bastante complexidade operacional para as instituições financeiras. Agora, os limites de transação serão padronizados por período e os bancos não serão mais obrigados a trocar o início do horário noturno a pedido do cliente.
As mudanças já aprovadas pelo BC exigem alterações em normativos regulatórios e também, em alguns casos, de modificações tecnológicas no ecossistema do Pix para serem implementadas, explicam participantes do mercado. E a greve dos servidores do BC, que ocorreu de abril a julho, ainda dificultou o cronograma. A avaliação, porém, é de que as medidas de gestão de limites possam ser anunciadas ainda este ano, uma vez que só demandam ajustes em resoluções.
Novas medidas O BC e o mercado ainda devem debater outras medidas para aumentar a robustez das regras de segurança no meio de pagamento, conforme a apresentação da última reunião do Fórum Pix. Já estão na pauta discussões sobre mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agiliza o ressarcimento de valores às vítimas de golpes ou falhas operacionais das instituições após comunicação pelo usuário.
Hoje, o mecanismo bloqueia apenas a primeira conta para qual o dinheiro foi repassado, mas, se o criminoso transferir os valores para outros bancos imediatamente, a ferramenta não consegue alcançá-los mais. O resultado é que somente cerca de 5% dos valores são recuperados atualmente, conforme a apresentação do grupo de trabalho de segurança do Fórum Pix.
– Quando esse mecanismo foi lançado, em novembro de 2021, surtiu algum efeito para reverter a transação, mas depois os criminosos perceberam o funcionamento e mudaram a forma de atuação – destacou um executivo do sistema bancário em condição de anonimato.
“A sugestão é a abertura automática de eventos para casos de triangulação de valores utilizando o Pix”, diz o documento do Fórum Pix, explicando que o bloqueio seria até a quinta camada de ramificação.
Gazeta do Povo destrinchou relacionamento entre o petista e do ditador da Nicarágua
Lula em ato no Rio de Janeiro Foto: EFE/ Andre Coelho
O site Gazeta do Povo voltou a sofrer pedido de censura por parte da coligação do PT, partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta terça-feira (11) foi aberta uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja removido um novo texto que elucida a relação do petista com Daniel Ortega, ditador da Nicarágua.
A matéria censurada anteriormente, em 5 de outubro, levava o título Ditadura apoiada por Lula tira sinal da CNN do ar. O texto visado da vez é Relacionamento entre Lula e ditador da Nicarágua está bem documentado, o qual o site afirma que foi feito com embasamento histórico. A coligação também pede que a Gazeta seja impedida de publicar novas matérias sobre o tema.
A ação será analisada pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino, que também julgou a ação anterior.
Na ação, a coligação descreve que “o perigo do dano encontra-se na perpetuação de desinformações que maculam a lisura do processo eleitoral, configurando propaganda eleitoral negativa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores, por meio de publicações veiculadas na internet”.
Na avaliação da equipe jurídica do jornal, esta segunda investida do partido vai além da primeira, por ser “muito mais ampla”, pois pretende-se “impedir publicações sobre o tema”. Para que a defesa seja ouvida antes da decisão, foi protocolada no TSE uma defesa preliminar.
O jurídico do jornal baseia-se no artigo 5º, da Constituição, que diz que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. E complementa:
– A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
Ana Amélia Cunha Pereira Filizola, diretora da Gazeta do Povo, afirma:
– A Gazeta do Povo está sendo alvo, mais uma vez e de forma dolosa, de uma sequência de ataques do Partido dos Trabalhadores. Atacar a imprensa é também atacar a democracia. Buscar a censura prévia, como demanda o partido, além de flagrantemente inconstitucional é uma tática baixa de tentativa de reescrever a história e, com isso, manipular o debate eleitoral, com óbvios reflexos na cultura democrática.
Os senadores eleitos Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES) devem sugerir a abertura de comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista para investigar o tráfico e o desaparecimento de crianças nas fronteiras do Brasil. A informação é da CNN Brasil.
Na segunda-feira (10), o Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, com solicitação de informações sobre supostos crimes contra crianças que a ex-titular do ministério Damares Alves anunciou ter descoberto em visita ao arquipélago do Marajó (PA).
Membros do MPF no Pará pedem à Secretaria-Executiva do MMFDH que apresente os supostos casos descobertos pelo ministério, indicando todos os detalhes que a pasta possua, para que sejam tomadas as providências cabíveis.
O MPF também pede que o MMFDH informe quais providências tomou ao descobrir os casos e se houve representação (denúncia) ao Ministério Público ou à Polícia.
A senadora eleita pelo Distrito Federal afirmou que crianças da ilha do Marajó, no Pará, “são traficadas para o exterior e são submetidas a mutilações corporais e a regimes alimentares que facilitam abusos sexuais”.
Pesquisa eleitoral nacional da Gerp para presidente da República| Foto: Infografia/Gazeta do Povo
Levantamento do Instituto de Pesquisa Gerp sobre a corrida presidencial, divulgado nesta quarta-feira (12), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, está com 46%. Considerando apenas as intenções de votos válidos (excluídos os em branco, nulos e eleitores indecisos), Lula tem 51% e Bolsonaro, 49%. A margem de erro geral da pesquisa é de 2,18 pontos percentuais para mais ou para menos.
Nota da redação: O Gerp também fez pesquisas eleitorais antes do primeiro turno das eleições. A última sondagem foi divulgada em 5 de setembro, 25 dias antes da votação. Nesse levantamento, o instituto mostrava que Bolsonaro tinha 39% das intenções de votos totais (considerando brancos, nulos e indecisos), e que Lula tinha 38%. A margem de erro era de 2,18 pontos percentuais. O resultado apurado nas urnas revelou o seguinte cenário: Lula obteve 48,43% e Bolsonaro 43,3% dos votos válidos no dia 2 de outubro. Devido à distância temporal entre a realização da pesquisa e data das eleições não é possível avaliar eventuais erros ou acertos desta pesquisa no primeiro turno. A maioria dos institutos não conseguiu retratar o comportamento do eleitor no primeiro turno, principalmente daqueles que votaram em candidatos de direita. Leia mais aqui.
Intenção de voto para a Presidência da República (estimulada: votos totais)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 48%
Jair Bolsonaro (PL) – 46%
Nenhum – 2%
Não sabe/não respondeu – 4%
Intenção de voto para a Presidência da República (estimulada: votos válidos)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 51%
Jair Bolsonaro (PL) – 49%
Intenção de voto para a Presidência da República (espontânea)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 48%
Jair Bolsonaro (PL) – 45%
Nenhum – 3%
Não sabe/não respondeu – 4%
Rejeição (não votaria de jeito nenhum)
Jair Bolsonaro (PL) – 49%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 46%
Votaria em qualquer um – 2%
Não votaria em nenhum – 2%
Não sabe – 2%
Avaliação do governo Bolsonaro
A pesquisa também perguntou aos entrevistados neste levantamento como eles avaliavam o governo de Jair Bolsonaro: 44% responderam que consideram a gestão do presidente ruim ou péssima, 40% disseram ser ótima ou boa e 14% afirmaram considerá-la regular.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Gerp, feita com recursos próprios, entrevistou 2.095 eleitores do país, entre os dias 6 e 11 de outubro de 2022. A margem de erro é de 2,18 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-02322/2022.
A pesquisa divulgada em 5 de setembro também foi feita com recursos próprios. Foram entrevistadas 2.095 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro em 144 municípios das cinco regiões do Brasil. A margem de erro era de 2,18 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança era de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-09102/2022. O relatório completo pode ser lido neste link (PDF).
Por que a Gazeta publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. Você pode conferir os levantamentos mais recentes neste link.
As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população. Métodos de entrevistas, a composição e o número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar o resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Também é importante ressaltar que as pesquisas publicadas antes do primeiro turno das eleições de 2022 apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna, no primeiro turno.
Feitos esses apontamentos, a Gazeta considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.
Índice de eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum no petista cresce desde 19 de setembro e chegou a 42% em pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira
O crescimento da rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos temas que mais preocupam o PT na reta final das eleições. A campanha está encadeando uma série de ações para conter o aumento do desgaste da imagem do petista, como a tentativa de aproximação a personagens inicialmente refratários ao ex-presidente, o uso da presidenciável derrotada Simone Tebet (MDB) e investidas na direção aos evangélicos.
Dados da pesquisa Ipec mostram que o índice de eleitores que declaram não votar de jeito nenhum em Lula está crescendo desde 19 de setembro, quando o percentual era de 33%. Uma semana depois, passou para 35% e na véspera do primeiro turno, em 1º de outubro, chegou a 38%. Já no segundo turno, a rejeição do ex-presidente passou de 40% para 42%.
Eleições 2022: Veja quem já declarou apoio a Lula ou Bolsonaro no segundo turno
Enquanto os números apontam tendência de alta dos que rechaçam o petista, o índice de eleitores que rejeitam Bolsonaro vem caindo desde o final do mês passado. De acordo com o Ipec, em 26 de setembro, a rejeição ao presidente era de 51% e passou a 48% no levantamento divulgado ontem.
O principal temor da campanha de Lula é o de que ele e Bolsonaro atinjam o empate técnico na semana que vem, quando haverá nova pesquisa do Ipec. Petistas calculam que até 20% dos 57 milhões de brasileiros que votaram em Lula no primeiro turno são “volúveis” e podem mudar de opinião no segundo.
A estratégia para conter a alta da reprovação passa por Simone Tebet, presidenciável derrotada que declarou apoio a Lula. Como ela representa majoritariamente eleitores de centro, sua atuação pode reverter a rejeição ao ex-presidente nesse espectro. Recentemente, ela defendeu que a campanha do petista evite explorar o vermelho do partido, na tentativa de reduzir o constrangimento do brasileiro que cogita votar em Lula para derrotar Bolsonaro, mas não se sente identificado com o PT.
A campanha também trabalha para reverter o cenário de reprovação junto aos evangélicos, segmento em que Bolsonaro tem ampla vantagem. Hoje, ele fará um ato em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ao lado do prefeito da cidade, Waguinho (União Brasil-RJ), que é evangélico e ajudou a eleger sua mulher, Daniela do Waguinho, deputada federal mais votada do Rio. Além disso, a campanha avalia elaborar uma carta de compromissos voltada ao segmento religioso.
Em outra frente, tratada internamente como a mais ambiciosa, a campanha está tentando cooptar personalidades com apelo popular, de dentro e fora da política, para o palanque de Lula. Interlocutores atuam para atrair o senador reeleito Romário (PL), correligionário de Bolsonaro, mas que se sentiu traído pelo presidente ter declarado que votou em Daniel Silveira (PTB), candidato ao senador derrotado no Rio. Apesar da rusga, porém, Romário já anunciou que votará em Bolsonaro, o que praticamente inviabiliza o flerte com o ex-presidente. Os petistas também trabalham para conseguir uma declaração de apoio, ainda que crítica, por parte de Luciano Huck, cuja mulher, a apresentadora Angélica, já se disse eleitora de Lula antes do primeiro turno.
O núcleo duro de Lula também botará em prática medidas que, se não são capazes de baixar a rejeição ao petista, têm potencial de ampliar a de Bolsonaro. O ex-presidente manterá o tom dos ataques ao adversário, mas deverá abandonar o termo genocida, um dos mais usado para fustigá-lo até aqui. Pesquisas qualitativas encomendadas pela campanha apontam que grande parte dos eleitores não entende o significado da palavra. Por isso, a ideia é insistir na pecha de que Bolsonaro só trabalha quatro horas por dia, de que é “vagabundo”. Para isso, será explorada a cena do presidente passeando de jet ski. Essa abordagem já foi usada na propaganda eleitoral gratuita da terça-feira, em oposição à imagem de Lula como um líder que agrega apoio de diferentes setores da sociedade, que trabalha e de que ajudou o Brasil no passado.
Nesta semana, Lula fará um tour pelo Nordeste entre quarta e sexta-feira, com agendas por Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL) e Recife (PE). Em todos os compromissos, o petista irá explorar o fato de Bolsonaro ter atribuído sua derrota na região ao índice de analfabetismo e reforçará o orgulho de ser nordestino. A campanha almeja aumentar a vantagem de Lula na região para compensar a desvantagem do petista no Sul e no Centro-Oeste.
Petista consolidou posição no Nordeste e Bolsonaro lidera no Sul; atual presidente está à frente no Sudeste e no Centro-Oeste
Pesquisa PoderData realizada de 9 a 11 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) na corrida de 2º turno pela Presidência da República. As taxas consideram os votos válidos –os dados a algum candidato, excluindo-se brancos e nulos. É assim que o TSE(Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados na noite do domingo eleitoral de 2º turno, em 30 de outubro.
O PoderData entrevistou 5.000 pessoas nesta rodada. Como o número de entrevistas é maior que nas rodadas anteriores, os resultados são mais precisos. A margem de erro do levantamento é de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo.
Lula e Bolsonaro mantiveram as taxas registradas na semana anterior, indicando um cenário estável.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 347 municípios nas 27 unidades da Federação de 9 a 11 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-09241/2022. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A divulgação dos resultados é feita em parceria editorial com a TV Cultura.
“NÃO VOTO” TAMBÉM IGUAL: 8%
Considerando o conjunto total do eleitorado, Lula tem 48%, e Bolsonaro, 44%. Outros 6% pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% estão indecisos. As taxas também são iguais às apuradas na rodada anterior, de 3 a 5 de outubro.
ESTRATIFICAÇÃO E DISPUTA REGIONAL
No Sudeste, região com mais eleitores do país, Bolsonaro tem 51% dos votos válidos contra 49% de Lula –situação de empate técnico.
No Nordeste, o petista segue hegemônico. Tem quase 2 em cada 3 votos válidos (64%), enquanto 36% estão com Bolsonaro.
Já no Sul, O presidente abriu vantagem de 18 pontos. Está com 59% dos votos válidos contra 41% de Lula na região.
De acordo com o cientista político Rodolfo Costa Pinto, 31 anos, coordenador do PoderData, há 2 fatores que devem ser observados com mais atenção a partir de agora: os votos da região Sudeste (sobretudo em Minas Gerais) e a possível taxa de abstenção no Nordeste.
“No Nordeste, as taxas de abstenção do 1º turno não foram tão altas em alguns Estados. Mas sempre há uma tendência de aumento no 2º turno, como mostram os dados históricos. Isso poderia eventualmente prejudicar Lula, se o padrão de outras se repetir, claro. Já no Sudeste o presidente Bolsonaro venceu no 1º turno, está à frente e há sinais de que possa reagir em Minas Gerais, único Estado em que ficou atrás de Lula em 2 de outubro. Mas, em suma, o que se pode dizer com certeza é que a disputa hoje mostra uma aproximação dos 2 finalistas”, diz Costa Pinto.
“Parece claro que o presidente Jair Bolsonaro realmente abriu uma distância confortável no Sul, com 59% contra 41% do ex-presidente Lula, considerando-se os votos válidos. No Nordeste, é o oposto, com Lula pontuando 64% e Bolsonaro ficando com 36%, também dos votos válidos”, acrescenta o cientista político.
Leia abaixo o desempenho dos 2 candidatos por sexo, idade, nível de escolaridade, região e renda familiar.
VOTO POR RELIGIÃO
Bolsonaro vence Lula entre evangélicos (60% X 40% dos votos válidos), enquanto o petista ganha entre católicos (56% X 44%).
Nesta rodada do PoderData, 45% dos entrevistados disseram se identificar com a Igreja Católica, enquanto outros 30% se identificaram como evangélicos.
PODERDATA
O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, noInstagram e no LinkedIn.
DIFERENÇAS NAS PESQUISAS
Esta eleição presidencial está sendo desafiadora para as empresas que fazem pesquisa. Há muitos resultados indicando sinais divergentes. Ficou difícil saber qual é a tendência real deste momento.
É importante dizer que todas as pesquisas estão certas, cada uma dentro da metodologia que escolhe. Cada sistema pode ter vantagens e desvantagens, a depender da conjuntura que pretendem apurar.
Em 2018, por exemplo, havia muito “voto envergonhado” em Jair Bolsonaro. Alguns levantamentos presenciais tinham dificuldade de captar esse tipo de preferência. Já as pesquisas por telefone davam mais conforto para parte dos eleitores que optavam pelo então candidato a presidente pelo PSL (hoje, Bolsonaro está no PL).
Ainda não está claro o impacto que cada metodologia tem na coleta de dados. Mas já se sabe que pesquisas presenciais tendem a ter um resultado apontando uma liderança mais folgada de Lula. E pesquisas por telefone (sobretudo as automatizadas e neutras, com uma gravação fazendo as perguntas, como o PoderData) tendem a mostrar uma disputa mais apertada.
Nos Estados Unidos, há décadas não se usa pesquisa presencial para aferir intenção de voto em nível nacional. O ambiente polarizado ao extremo prejudica a coleta dos dados quando o entrevistador e o entrevistado ficam frente a frente.
Em suma, é importante registrar que não se trata de haver erro em uma ou outra pesquisa. São metodologias diferentes. No final desta campanha será possível saber qual terá sido o sistema mais apropriado para apontar tendências no atual momento político brasileiro.
AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 mantém acervo com milhares de levantamentos com metodologias conhecidas e sobre os quais foi possível verificar a origem das informações. Há estudos realizados desde as eleições municipais de 2000. Trata-se do maior e mais longevo levantamento de pesquisas eleitorais disponível na internet brasileira.
O banco de dados é interativo e permite acompanhar a evolução de cada candidato. Acesse o Agregador de Pesquisasclicando aqui.
As informações de pesquisa começaram a ser compiladas pelo jornalista Fernando Rodrigues, diretor de Redação do Poder360, em seu site, no ano 2000. Para acessar a página antiga com os levantamentos, clique aqui.
METODOLOGIA
A pesquisa PoderData foi realizada de 9 a 11 de outubro de 2022. Foram entrevistadas 5.000 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 347 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360Jornalismo. Os resultados são divulgados em parceria editorial com a TV Cultura. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09241/2022.
Veículo aponta exageros cometidos pelo tribunal contra imprensa
Ministros do TSE Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Em editorial publicado nesta terça-feira (11), o jornal O Globo criticou veementemente as últimas ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a imprensa brasileira, sobretudo referente a matérias que “desabonem” a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o veículo, “está cada vez mais evidente que, no afã de combater a desinformação, o TSE vem cometendo exageros que configuram censura descabida a veículos de imprensa, proibida pela Constituição”.
O texto cita primeiramente o revés sofrido pela Jovem Pan, que foi obrigada pela Corte a excluir a entrevista com a senadora Mara Gabrilli, na qual ela afirma que Lula teria pagado R$ 12 milhões para não ser apontado como mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Também foi citado o caso da Gazeta do Povo, que foi ordenada a remover 31 postagens, inclusive as que tratavam do bloqueio da transmissão da CNN na Nicarágua, do ditador Daniel Ortega, que chegou a emitir uma nota apostando na vitória de Lula.
O veículo enfatiza que não é papel do tribunal julgar a qualidade dos veículos de imprensa, ainda que a mesma seja “ruim”.
– (…) Muito menos censurá-los preventivamente apenas por causa de um título malfeito, nem mesmo pela eventual publicação de informações erradas, que podem perfeitamente ser corrigidas. As partes que se sentirem ofendidas deveriam acionar a Justiça comum, onde os veículos têm o direito de se defender, caso já não tenham reparado o próprio erro. O inaceitável é confundir o trabalho jornalístico – mesmo ruim – com a desinformação deliberada que em geral emana das campanhas eleitorais – diz o texto.
O ex-ministro Marco Aurélio Mello falou sobre o comportamento de seus ex-colegas, em entrevista ao podcast CDTalks, com Cláudio Dantas, no último fim de semana.
– O que nos vem da Constituição Federal, que também submete o Supremo? A liberdade de expressão, a liberdade de comunicação (…) não se pode cercear a liberdade do cidadão, e aí amedrontá-lo quanto a um crivo, uma glosa – disse o ministro aposentado.