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O Índice de Movimentação Econômica de Salvador (IMEC-SSA), calculado mensalmente pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), ficou relativamente estável em dezembro de 2025, registrando retração de 0,1%, na comparação com o mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal). 

Duas das seis variáveis que compõem o indicador puxaram o índice para baixo, com destaque para Carga portuária (-12,0%), que apontou a variação negativa mais expressiva, seguida por Passageiros de ônibus urbanos (-0,2%). Por outro lado, Passageiros de ônibus intermunicipais (16,3%), Combustíveis (3,8%), Consumo de energia elétrica (1,7%) e Passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador (0,5%) foram as influências positivas no mês. 

O indicador avançou 0,6% em relação a dezembro de 2024, e caiu 0,8% no acumulado do ano de 2025, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.


Foto: Fernando Vivas/GOVBA


Edital prevê 25 vagas para defensor público e formação de cadastro de reserva

Foto: Divulgação

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) publicou no Diário Oficial o edital de abertura do IX Concurso Público para defensoras e defensores públicos, dando início a mais uma etapa do processo de fortalecimento e expansão institucional. O certame prevê o provimento de vagas na classe inicial da carreira, além da formação de cadastro de reserva.

Das 25 vagas oferecidas inicialmente, 14 são destinadas à ampla concorrência, oito reservadas para pessoas pretas e pardas, uma para pessoa com deficiência, uma para integrantes de povos indígenas e uma para pertencentes à população quilombola. O salário inicial é de R$ 29.421,12.

De acordo com o edital, o concurso será composto por provas objetiva, discursivas e orais, além de avaliação de títulos, seguindo as normas previstas na legislação estadual e nas resoluções do Conselho Superior da instituição. Podem concorrer bacharéis em Direito com, no mínimo, três anos de atividade jurídica comprovada até a data da posse.

A abertura do novo certame ocorre em um momento estratégico para a Defensoria baiana, que tem ampliado sua atuação no interior do estado, buscando garantir atendimento jurídico integral e gratuito às populações em situação de vulnerabilidade em todas as regiões da Bahia.

“A abertura do IX Concurso para defensoras e defensores públicos da Bahia representa um passo estratégico para o fortalecimento institucional, alinhado à expansão dos serviços e à interiorização da Defensoria Pública. Ao investir na recomposição e no crescimento da carreira, reafirmamos o compromisso com a garantia de direitos, especialmente das pessoas em situação de vulnerabilidade, ampliando a presença institucional em todo o estado”, destacou a defensora pública-geral Camila Canário.

O edital também detalha as etapas do certame, os critérios de pontuação, as regras de inscrição e o cronograma preliminar, garantindo transparência e ampla concorrência. A expectativa é que o concurso contribua para a recomposição do quadro de membros e para a ampliação da presença da Defensoria nas comarcas do interior, fortalecendo o acesso à justiça em todo o território baiano.

Com a iniciativa, a DPE/BA reforça sua política de valorização da carreira e de investimento contínuo na estrutura institucional, consolidando-se como instrumento essencial de promoção de direitos e cidadania em toda a Bahia.

Informações Bahia.ba


As fortes chuvas que atingem o Sudeste deixaram ao menos 28 mortos e dezenas de desaparecidos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O cenário mais crítico foi registrado na Zona da Mata mineira, especialmente nos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.

Em Minas Gerais, foram confirmadas 22 mortes, 16 em Juiz de Fora e seis em Ubá, além de pelo menos 45 pessoas desaparecidas. Em Juiz de Fora, a prefeitura decretou estado de calamidade pública após deslizamentos de terra, alagamentos e o registro de centenas de moradores fora de casa. Já em Matias Barbosa, o município também decretou calamidade para agilizar ações emergenciais e solicitar recursos.

No Rio de Janeiro, uma idosa de 85 anos morreu durante o temporal que atingiu a Região Metropolitana na segunda-feira (23). A vítima morava em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde cerca de 600 pessoas ficaram desalojadas.

O município decretou alerta máximo, o nível mais alto de uma escala de cinco estágios. Durante a chuva, a Rodovia Presidente Dutra chegou a ser totalmente interditada no sentido São Paulo, mas já foi liberada, embora o tráfego siga com retenções.

No estado de São Paulo, cinco pessoas morreram em decorrência das chuvas apenas neste mês, segundo a Defesa Civil. O caso mais recente foi registrado em Natividade da Serra, no Vale do Paraíba, onde um homem de 67 anos morreu após o desabamento da casa durante vendavais no domingo (22). Desde o início do período chuvoso, em dezembro de 2025, o estado já soma 19 mortes relacionadas aos temporais.

Os temporais recentes também provocaram alagamentos, deslizamentos e levaram cidades do litoral norte e do interior paulista a decretar estado de emergência.

Autoridades mantêm o alerta para a possibilidade de novos episódios de chuva intensa na região.

*Metro1
Foto: Reprodução/Redes Sociais


Brasilia – O Banco do Brasil e Os Correios inauguram hoje agência do órgão postal no edifício sede do BB. No evento serão divulgados os resultados das duas primeiras semanas de funcionamento do Banco Postal como correspondente do Banco do Brasil. Participam da cerimônia o vice-presidente de Negócios dos Correios, José Furian Filho, e o vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do BB, Dan Conrado.

A partir dessa segunda-feira (23), consumidores poderão renegociar dívidas, com descontos de até 99%. Nesta 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, maior mutirão de negociação de dívidas do Brasil, a iniciativa reúne mais de 2 mil empresas parceiras e conta, mais uma vez, com o apoio dos Correios, que oferecem atendimento presencial gratuito em mais de 7 mil agências espalhadas pelo país.

O Feirão busca conter a alta da inadimplência neste início de ano. Ao todo, são mais de 620 milhões de ofertas disponíveis em âmbito nacional, contemplando dívidas com bancos, financeiras, empresas de contas básicas, como água, luz e gás, operadoras de telefonia, securitizadoras e diversos outros segmentos. 

Só no estado da Bahia, mais de 7,99 milhões de consumidores têm acesso a 35 milhões de ofertas, com possibilidade de quitação via Pix, garantindo a baixa da negativação instantânea e o nome limpo na hora, além do reflexo positivo imediato no Serasa Score.

Pela primeira vez, o Feirão reúne um número recorde empresas parceiras, o que representa um aumento de 32,6% em relação à edição realizada em novembro de 2025. A ampliação do ecossistema de parceiros reforça o compromisso da Serasa em oferecer condições reais de negociação, adaptadas à diversidade do perfil financeiro dos brasileiros.

Inadimplência pede por mutirões emergenciais

De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, o Brasil encerrou o mês de janeiro com 81,3 milhões de consumidores inadimplentes, um crescimento de 71.317 pessoas em relação a dezembro de 2025.

Atualmente, o país soma 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas. Entre os principais segmentos responsáveis pelas pendências financeiras estão bancos e cartões de crédito (26,3%), contas básicas (22%) e empresas financeiras (19,8%) — instituições que oferecem crédito, mas não se enquadram como bancos tradicionais.

No estado são 4.972.121 inadimplentes com 14.345.402 de dívidas que somam R$ 20,8 bilhões.

Ainda assim, a busca pela regularização financeira segue elevada. Na última edição do Feirão Serasa Limpa Nome, realizada entre novembro e dezembro do ano passado, os brasileiros fecharam mais de 10,2 milhões de acordos, evidenciando o interesse crescente da população por alternativas que viabilizem a retomada do equilíbrio financeiro.

“A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa. “Por isso, o Feirão vai além da negociação de dívidas e pode ser o primeiro passo de uma jornada de educação financeira, ao permitir que o consumidor entenda sua situação, renegocie compromissos em condições mais justas e volte a planejar o futuro com mais clareza”.

Como negociar minhas dívidas no Feirão Limpa Nome?

Para aproveitar as ofertas, os consumidores de todo o país podem consultar os canais oficiais da Serasa e negociar com descontos de forma online: 

Além do ambiente digital, o Feirão também conta com atendimento presencial gratuito nas mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo território nacional sem qualquer cobrança de taxa até 1º de abril. Para realizar a negociação, basta que o titular da dívida apresente um documento oficial com foto. As ofertas e condições disponíveis nas agências são as mesmas que constam no site e no aplicativo da Serasa.

“A parceria com os Correios amplia significativamente o alcance do Feirão, levando a renegociação de dívidas a regiões onde o atendimento presencial ainda é essencial. Nosso objetivo é garantir que ninguém fique de fora por falta de acesso digital, promovendo inclusão financeira, conveniência e segurança em todo o processo”, destaca Aline Maciel.

Para o presidente dos Correios, Emmanoal Rondon, a parceria é mais uma iniciativa que demonstra o compromisso da estatal com o atendimento humanizado, a inclusão social e a oferta de serviços que impactam positivamente a vida dos brasileiros. “Os Correios têm um papel fundamental na prestação de serviços à população, especialmente por estarem presentes em todo o país. Essa parceria com o Serasa amplia o acesso da população à negociação de dívidas, levando informação, orientação e oportunidades reais de regularização financeira a quem mais precisa”, ressalta o executivo.

Com informações assessoria de comunicação Correios


Foto: divulgação

A discussão sobre o fim da escala 6×1  modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um ganhou força em Brasília e mobiliza trabalhadores, empresários e especialistas em Direito do Trabalho em todo o país.

Em entrevista ao Rotativo News, a advogada trabalhista Ana Maria Cunha, que falou ao vivo para a Rádio Sociedade de Feira de Santana, explicou o que está em debate e quais seriam os impactos práticos caso a proposta avance.

O que é a escala 6×1?

De forma simples, a escala 6×1 é aquela em que o trabalhador exerce suas atividades por seis dias seguidos e descansa um. O modelo é comum em setores como comércio, shoppings, serviços essenciais e hospitais.

Segundo Ana Maria Cunha, apesar de ser legal e amplamente utilizada, a jornada vem sendo alvo de críticas. “O debate surge principalmente pela dificuldade de conciliar vida profissional e pessoal quando se tem apenas um dia de descanso semanal”, explicou.

O que muda se a escala for extinta?

Caso o Congresso aprove uma mudança na Constituição reduzindo a jornada semanal máxima , hoje fixada em 44 horas , as empresas teriam que reorganizar escalas, possivelmente contratar novos funcionários ou adotar modelos como o 5×2.

Para os trabalhadores, a principal mudança seria o aumento do descanso e um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

“A extinção da escala 6×1 exigiria ajustes significativos nas rotinas das empresas, mas também poderia representar ganho em qualidade de vida e saúde a longo prazo para o trabalhador”, afirmou a advogada.

Quais são os direitos de quem trabalha na escala 6×1?

A especialista destacou que o trabalhador nessa modalidade tem todos os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): descanso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, limite de jornada, pagamento de horas extras com adicional mínimo de 50%, férias, 13º salário, FGTS e demais garantias legais.

No entanto, a crítica recorrente está na limitação para resolver questões pessoais. “A legislação prevê hipóteses específicas de ausência justificada, mas não contempla situações como resolver documentação ou fazer autoescola. Isso acaba dificultando a rotina de quem trabalha seis dias por semana”, pontuou.

E se houver irregularidades?

Caso o trabalhador esteja enfrentando desvio de função, excesso de jornada ou ausência de pagamento de horas extras, a orientação é buscar diálogo formal com a empresa, procurar o sindicato ou consultar um advogado trabalhista. Também é possível denunciar ao Ministério do Trabalho ou ingressar com ação na Justiça do Trabalho.

O Brasil está preparado para essa mudança?

Para Ana Maria Cunha, o debate é legítimo e acompanha tendências internacionais de revisão de jornadas extensas, mas exige cautela.

“O Brasil já passou por diversas transformações nas relações de trabalho. Qualquer mudança precisa ser feita com responsabilidade, avaliando impactos econômicos e criando regras de transição para evitar prejuízos aos setores que dependem de funcionamento contínuo”, avaliou.

O que está sendo discutido em Brasília?

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada máxima de trabalho para 36 ou 40 horas semanais. Uma das propostas, apresentada pela deputada Erika Hilton, defende a adoção de jornada de 36 horas semanais, o que, na prática, inviabilizaria o modelo 6×1.

As propostas ainda não foram votadas, mas o debate segue em alta nas redes sociais e no meio político.

O tema promete continuar no centro das discussões sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil.

Da Redação do Rotativo News.


Salvador recebe, nos dias 26 e 27 de fevereiro, uma formação voltada a jornalistas e comunicadores, com atividades teóricas e simulações práticas em cenários operacionais

Jornalistas e profissionais da comunicação que atuam na cobertura das forças de segurança da Bahia participam, nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2026, em Salvador, do workshop “De olho na segurança – O papel da mídia na cobertura segura das ações de Segurança Pública”. A iniciativa reúne forças de segurança, entidades representativas da imprensa e instituições acadêmicas, com o objetivo de qualificar a atuação dos profissionais em pautas relacionadas à segurança pública, com foco em segurança, ética e responsabilidade social.

A participação é voltada a profissionais da comunicação social que atuam ou têm interesse em coberturas relacionadas à segurança pública, em diferentes níveis de experiência. As aulas serão presenciais, sendo obrigatória a frequência nas atividades. As inscrições podem ser realizadas até o dia 25 de fevereiro, às 14h, por meio do link: https://bit.ly/olhoseguranca

O workshop é realizado pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Academia de Polícia Civil (Acadepol), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar da Bahia, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e o Departamento de Polícia Técnica. O evento conta com apoio institucional da Secretaria de Comunicação Social, do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), da Federação Nacional dos Jornalistas, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia e da Associação Bahiana de Imprensa, além de parceria acadêmica com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA).

Programação teórica e prática

Com carga horária total de 16 horas, o workshop será dividido em dois dias. No primeiro, as atividades ocorrem em formato teórico, com palestra magna e painéis temáticos que abordam a estrutura do sistema de segurança pública, os fluxos de comunicação institucional, fundamentos éticos e legais da cobertura jornalística e boas práticas na produção de conteúdo em situações de alto risco. As atividades serão realizadas no CineTeatro 2 de Julho, na sede do IRDEB, localizada na Rua Pedro Gama, 413-A, Federação, em Salvador.

A programação completa pode ser conferida aqui: https://bit.ly/programacao_pdf

No segundo dia, os participantes vivenciam a fase prática, com simulações controladas de ocorrências policiais complexas, realizadas nas dependências da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), próximo ao Aeroporto Internacional de Salvador. Os exercícios incluem cenários de patrulhamento em área conflagrada, preservação de local de crime, gerenciamento de crise com reféns, operações de busca e salvamento e cobertura de conflitos e manifestações urbanas. A atividade contará com equipes operacionais de todas as forças de segurança envolvidas.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, a proposta do workshop é fortalecer o diálogo entre imprensa e forças de segurança pública, com a redução de riscos operacionais. “A capacitação foi construída de forma conjunta com instituições da imprensa e representantes das forças de segurança, com o objetivo de contribuir para uma cobertura mais qualificada, segura e alinhada aos direitos fundamentais. A iniciativa busca capacitar jornalistas e comunicadores para reconhecer limites de atuação, compreender protocolos operacionais e adotar condutas que preservem a integridade das operações, dos profissionais envolvidos e da própria atividade jornalística. Neste primeiro momento, as atividades serão realizadas em Salvador; porém, vamos estudar uma forma de, no futuro, levar para outros polos regionais”, afirmou.

Pedro Moraes / Ascom PCBA


Medidas cautelares como proibição de deixar o país foram validada pela Corte

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso em habeas corpus apresentado pela defesa do jornalista Marcelo Castro, investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de doações destinadas a pessoas em vulnerabilidade social na Bahia. A decisão, proferida pela ministra Marluce Caldas no último dia 13 de fevereiro, manteve as medidas cautelares impostas anteriormente pela Justiça baiana.

A decisão foi revelada pela coluna Milena Teixeira, do portal Metrópoles. Com o indeferimento do pedido, permanecem em vigor restrições como a proibição de se ausentar do país sem autorização judicial, o impedimento de deixar a comarca por mais de sete dias sem permissão e a vedação de contato com as vítimas do suposto esquema.

Castro é réu em ação penal que tramita na Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro de Salvador. 

A acusação aponta que o jornalista integraria uma associação criminosa responsável por substituir chaves Pix de pessoas carentes, que tinham suas histórias expostas no programa Balanço Geral Bahia, da TV Itapoan, afiliada da Record, por chaves pertencentes a membros do grupo investigado.

Ao analisar o caso, a ministra Marluce Caldas argumentou que as medidas impostas são proporcionais à gravidade dos fatos e fundamentadas nos indícios de crimes como apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Para a magistrada, não há constrangimento ilegal, uma vez que as cautelares visam garantir a regularidade da instrução processual sem recorrer à prisão preventiva.

Informações Bahia.ba


Iniciativa, que acontece no próximo sábado, faz parte da 4ª edição do Projeto Cidadão 60; saiba como fazer participar

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O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) vai realizar atendimento exclusivo para a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para idosos com mais de 60 anos. A iniciativa, que acontece no próximo sábado (21), faz parte da 4ª edição do Projeto Cidadão 60.

A iniciativa oferece o novo documento em postos da rede SAC na capital e Região Metropolitana (RMS), além do interior e postos móveis. Os atendimentos acontecerão no período da manhã e precisam ser agendados previamente. A marcação deve ser feita através do call center: (71) 4020-5353 (ligação de celular) ou 0800 071 5353 (ligação de fixo).

Em Salvador e municípios da Região Metropolitana (RMS), todos os postos participarão da ação. Já no interior, serão 21 unidades e mais 39 pontos SAC que vão realizar os atendimentos. O SAC Móvel estará nas cidades de Pojuca e Irajuba.

Ao todo, quarta edição do projeto vai contemplar 62 municípios baianos, incluindo Salvador, com capacidade para realizar mais de 4,4 mil atendimentos.

Informações Bahia.ba


O novo ano chegou e, com ele, aquele ritual conhecido por milhões de brasileiros: conferir o contracheque, calcular se o dinheiro vai render até o fim do mês, reorganizar o orçamento doméstico. Para aposentados e pensionistas, essa revisão ganha contornos ainda mais delicados quando os números insistem em não fechar. Há quem note um pequeno aumento — tímido, mas presente. Há quem espere em vão por uma mudança que não virá. Entre uns e outros, ergue-se uma divisão invisível, mas determinante: a paridade de remuneração.

De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário e mestre em direito econômico e desenvolvimento do Azi e Torres Associados, Victor Campelo, “o sistema previdenciário dos servidores públicos estaduais da Bahia opera sob duas lógicas distintas, e compreender essa diferença é essencial para que o aposentado saiba exatamente o que esperar do seu benefício em 2026. Não se trata de privilégio ou arbitrariedade, mas de regimes jurídicos diferentes que geram efeitos práticos bastante concretos no bolso de cada um”.

Essa divisão entre categorias reflete-se diretamente no reajuste — ou na ausência dele. E aqui reside uma peculiaridade que merece ser compreendida pelo leitor comum, pois explica, em grande parte, por que alguns aposentados veem seus proventos subirem automaticamente enquanto outros permanecem estagnados.

“Existem, basicamente, duas categorias de aposentados estaduais: aqueles sem paridade de remuneração e aqueles com paridade. Para os primeiros, o reajuste é automático e segue as mesmas regras aplicadas aos beneficiários do INSS. O artigo 54 da Lei Estadual nº 14.250/2023 é claro ao determinar que ‘os benefícios de aposentadoria e pensão serão reajustados nos termos estabelecidos para o Regime Geral de Previdência Social’. Isso significa que, em 2026, esses aposentados terão aumento de 3,9%, conforme o INPC — o mesmo índice que regula os benefícios federais”, explica o especialista.

Ainda assim, mesmo com a garantia legal de reajuste, há uma questão delicada que precisa ser mencionada: o INPC de 2024 ficou em 3,9%, enquanto a inflação oficial (IPCA) alcançou 4,26%. Na prática, isso representa uma perda real de 0,36 ponto percentual no poder de compra. Ou seja, o reajuste existe, mas não compensa integralmente a alta dos preços.

“Para quem tem paridade de remuneração, a situação é diferente. A Constituição Federal assegura que esses aposentados só recebem reajuste quando houver aumento concedido aos servidores em atividade. Não há automaticidade. Tudo depende de negociação entre governo e categorias, de aprovação na Assembleia Legislativa, de sanção do governador. Nos últimos anos, a Bahia concedeu reajustes pontuais: 4% em 2024 e, em setembro de 2025, aumentos escalonados em cerca de 10% para 55 categorias específicas, beneficiando cerca de 45 mil servidores”, continua Dr. Victor.

A ausência de previsibilidade é, talvez, o elemento mais angustiante para esse grupo. Diferentemente de quem tem reajuste automático pelo INPC, o aposentado com paridade pode passar anos sem aumento — como ocorreu entre 2015 e 2022 —, vendo a inflação corroer silenciosamente seus proventos.

“Quando não há lei estadual concedendo reajuste aos servidores da ativa, os aposentados com paridade ficam com os salários congelados. E isso não é uma falha do sistema: é exatamente como o sistema foi desenhado. A paridade vincula o aposentado à sorte da sua categoria. Se há negociação bem-sucedida, ele se beneficia. Se não há, ele espera. E enquanto espera, paga mais caro pelo arroz, pelo remédio, pela conta de luz”, afirma.

Ainda segundo o advogado, “o cidadão que abre o extrato bancário em fevereiro e não enxerga aumento algum, que recalcula o orçamento pela terceira vez no mês, que se pergunta por que o vizinho teve reajuste e ele não, talvez não saiba que por trás dessa diferença existem normas — normas constitucionais, leis estaduais, reformas de previdência. Há lógicas jurídicas que separam quem tem garantia automática de quem depende de lei futura. E é justamente essa falta de clareza que gera insegurança, frustração e, muitas vezes, a sensação de abandono”.

Enquanto isso, os 21,9 milhões de brasileiros que recebem o piso previdenciário (um salário mínimo) tiveram reajuste de 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621 — um ganho real acima da inflação. O contraste é evidente: quem ganha menos foi mais protegido; quem ganha acima do mínimo federal teve perda real; quem depende de paridade estadual vive na incerteza.

“Conhecer esses mecanismos é o primeiro passo para transformá-los. A informação qualificada permite que o servidor aposentado se organize, que cobre seus direitos com propriedade, que participe ativamente das discussões sobre política previdenciária. Cada avanço conquistado — seja no âmbito federal, com o salário mínimo valorizado, seja no estadual, com reajustes negociados categoria por categoria — representa um tijolo a mais na construção de um sistema previdenciário verdadeiramente justo. O caminho é longo, mas não impossível. A aposentadoria pode — e deve — significar descanso merecido, segurança financeira e dignidade plena”, conclui Dr. Victor Campelo.

Foto: Caio Lírio


Um policial militar de 33 anos morreu na madrugada desta quarta-feira (18) após um grave acidente de moto na BA-522, na altura da localidade de Caroba, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.

Jovictor Oliveira Santos morava em Feira de Santana e estava retornando do serviço de Carnaval na cidade de São Sebastião do Passé quando acabou colidindo com um animal que estava solto na pista.

Com o impacto, o policial ficou gravemente ferido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, prestaram os primeiros socorros no local e encaminharam a vítima para o Hospital Ouro Negro, mas ele não resistiu.

As guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

O velório acontece nesta quarta-feira (18), na Pax Bahia, na Avenida Centenário, em Feira de Santana. O sepultamento está previsto para quinta-feira, às 9h.

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