
A Operação Carnaval 2026 nas rodovias que cortam Feira de Santana terminou com um balanço preocupante. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve aumento no número de acidentes, inclusive graves, e o registro de duas mortes — situação diferente do Carnaval de 2025, quando não houve óbitos na região.
O balanço foi apresentado pela inspetora Livia Marcelino, que classificou o feriado deste ano como mais violento nas estradas federais que passam pelo município.
Segundo ela, além do crescimento no número de sinistros, dois casos terminaram em morte. Um deles foi registrado em Teofilândia, na BR-116, após uma colisão entre uma motocicleta e uma carreta. O outro aconteceu nas proximidades do posto da PRF de Feira de Santana, cerca de um quilômetro após a unidade, no sentido sul da rodovia.
Neste último caso, uma mulher de 66 anos morreu após ser atropelada enquanto atravessava a pista.
Reforço no policiamento
Apesar do aumento nos acidentes fora do anel viário, a PRF destacou que houve reforço no policiamento durante o período carnavalesco, principalmente no Anel de Contorno de Feira de Santana.
De acordo com a inspetora, foi mobilizado um dos maiores efetivos dos últimos anos, com motopoliciamento diário e viaturas atuando constantemente. Em alguns momentos, três equipes estavam simultaneamente nas ruas, além dos motociclistas responsáveis pelo patrulhamento do anel.
A corporação avalia que a presença ostensiva contribuiu para manter o anel viário com menos ocorrências graves.
Fiscalização intensificada
Durante a operação, a PRF registrou números expressivos:
• 590 autos de infração emitidos;
• 1.099 pessoas fiscalizadas;
• 765 testes de etilômetro realizados;
• 313 registros de radar;
• Dois veículos com sinais de adulteração identificados;
• Um mandado de prisão em aberto cumprido.
A inspetora reforçou que, além da fiscalização, a redução de acidentes depende da responsabilidade de motoristas e pedestres. Segundo ela, o respeito às leis de trânsito é fundamental para evitar novas tragédias nas estradas.
