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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Os estudantes do Colégio Luís Viana Filho, localizado no bairro Cidade Nova, em Feira de Santana, foram alvos de uma série de ameaças nas redes sociais na noite de segunda-feira (11). Três páginas foram criadas no Instagram, com o título ‘Massacre Luís Viana’, nas quais foram publicadas imagens com facas e mensagens que causaram terror e medo à comunidade escolar.

Diante dos últimos ataques praticados contra escolas em todo o Brasil, estudantes matriculados na escola tiveram receio de frequentar as aulas nesta terça-feira (11) e pais de alunos buscaram informações junto à direção para saber quais providências foram tomadas para garantir a segurança dos jovens.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o professor Eduardo Brito, que é diretor do Colégio Estadual Governador Luís Viana Filho, lamentou as ações e assegurou que já denunciou o caso às autoridades policiais.

“O que posso comunicar à comunidade escolar e, de forma geral, é o procedimento orientado pela Secretaria de Educação para todos os gestores de escolas estaduais que, diante de um fato como este, devemos levar ao conhecimento das autoridades. Então a Polícia Militar já está ciente, através do capitão Franklin Martins, e a sua equipe da Ronda Escolar. Fizemos também comunicado à Polícia Civil, e estivemos pessoalmente com o delegado Fabrício Linard, onde conversamos, relatamos todos os fatos e fizemos a análise das páginas no Instagram. Identificamos que alguns seguidores são estudantes nossos. A Secretaria de Educação está ciente de todos os nossos procedimentos”, informou o diretor.

Eduardo Brito destacou que também se reuniu com os líderes das turmas para pedir que evitem repassar informações falsas nos grupos de WhatsApp.

“Percebemos que nos grupos de WhatsApp das turmas é que estavam tocando o terror, dizendo para os alunos não irem para a escola. E nós pedimos que eles não sejam reprodutores de fake news, de mensagens que não trazem paz, e sim uma desordem. Mas não podemos ficar desatentos, na portaria temos pedido às pessoas para se identificarem, temos ali a presença de um segurança, além de termos a presença da Ronda Escolar em alguns momentos para que mantenha a segurança interna e externa da unidade”.

Conforme o diretor, muitos estudantes deixaram de frequentar as aulas hoje por medo.

“Algumas turmas diante deste fato, os pais ficaram com medo ou o próprio estudante não quis vir. Uma turma do matutino do 3º ano C tem em torno de 40 alunos, mas hoje só compareceram sete. Uma mãe veio aqui para justificar a ausência da filha, porque ela estava em casa chorando com medo de vir à escola e também teve a presença de pais de crianças menores aqui, pois ainda temos turmas de ensino fundamental, com medo de virem até o colégio. Mas tanto o Luís Viana como outras escolas estão cuidando perante as autoridades e também com suas equipes para que o ambiente escolar continue sendo seguro.”

Investigação policial

O diretor do Colégio Luís Viana afirmou que a polícia também já está investigando quem são os autores das ameaças e os criadores das contas nas redes sociais.

“Saber quem são os autores dessas ameaças é um processo que cabe à polícia e que a gente sabe que não é tão fácil. Na cidade de Vitória da Conquista, tiveram sucesso de encontrar e identificar o estudante. Aqui em Feira, o processo ainda está em andamento. Eu torço para que encontre, para que os demais tenham ciência que se fizerem o mesmo serão encontrados, todos os que estão fazendo todo esse terrorismo de mandar imagens com facas, com situações para transformar o ambiente escolar um caos. Todos precisam entender que quando os jovens não estão em casa com suas famílias, acreditamos que estão na escola, que é o lugar mais seguro, e a gente não pode perder esse referencial.”

Detectores de metais

Quanto à presença de detectores de metais na entrada das escolas, o diretor destacou que estas medidas cabem à Secretaria de Segurança Pública do Estado e ao município.

“Sobre o futuro de como se fará dentro uma escola, principalmente pública estadual ou municipal, caberá à equipe de Segurança Pública, governador e secretários, para ver a viabilidade desses materiais chegarem até às escolas. Mas o que eu posso dizer que cabe a nós, enquanto educadores, é cuidar dos nossos estudantes, da saúde mental deles, não só com os programas que a própria Secretaria de Educação oferece, mas também parceiros, porque hoje não podemos trabalhar sozinhos. Nós do Luís Viana temos parcerias com faculdades, através dos cursos de Psicologia, onde o professor e os estudantes vêm dialogar com nossos estudantes, na perspectiva de projetos de vida, de escuta, temos parceria com o Cras (Centro de Referência em Assistência Social), que é nosso vizinho no bairro Cidade Nova. Estamos sempre atentos a essas realidades, a essas demandas. A escola é um lugar de acolhimento e onde temos uma sociedade melhor”, enfatizou o professor.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

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