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A decisão do STF foi tomada graças aos votos dos ministros Zanin e Dino, e poupou o governo de um rombo de R$ 480 bilhões

Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) na Praça dos Três poderes em Brasília
Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) na Praça dos Três poderes em Brasília

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (21) por 7 votos a 4 anular a decisão sobre a chamada “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) na Praça dos Três poderes em Brasília
Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) na Praça dos Três poderes em Brasília

Os ministros decidiram sobre o fator previdenciário, impactando o julgamento da “revisão da vida toda, pois dentro da lei que instituiu o fator previdenciário também está a regra de transição que estabeleceu que apenas as contribuições após julho de 1994 seriam contabilizadas no benefício do INSS.

fator previdenciário é um índice criado em 1999 e que considera vários critérios para definir o valor das aposentadorias. 

A “revisão da vida toda” permite aos aposentados usarem toda a sua “vida contributiva” para calcular o valor do seu benefício, não apenas os salários após julho de 1994.

Em 2022 por 6 votos a 5 o STF tinha decidido que a regra de transição era opcional e os segurados tinham o direito de escolher a regra geral, se ela fosse mais favorável.

Todavia, segundo o novo entendimento da Corte, uma liminar proferida pelo Supremo há 24 anos já havia reconhecido a constitucionalidade da regra de transição. 

Na base desse novo entendimento, o julgamento da “revisão da vida toda” nem sequer poderia ter permitido que os segurados optassem pela regra geral.

Voto dos ministros Dino e Zanin foi fundamental no STF

A tese que venceu por maioria simples contou com os votos de Cristiano Zanin Flávio Dino, indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro Alexandre de Moraes foi voto vencido, defendendo que era possível conciliar as duas coisas.

O governo previa um impacto de R$ 480 bilhões caso a “revisão da vida toda” ganhasse no STF. Esse montante consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.

Informações Revista Oeste

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