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Criação de nova zona de livre comércio beneficia cerca de 720 milhões de pessoas e concentra um PIB estimado em US$ 22 trilhões

Acordo Mercosul União Europeia França
Acordo Mercosul-UE prevê o livre mercado entre os países | Foto: Reprodução/Agência Senado/Marcos Oliveira

Depois de mais de duas décadas de negociações, a União Europeia e o Mercosul assinam neste sábado, 17, no Paraguai, o acordo que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O tratado reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22 trilhões.

O presidente Lula não estará presente na cerimônia. Ele será o único chefe de Estado sul-americano ausente. Participam a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e os presidentes da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai.

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Lula recebeu von der Leyen ontem, no Rio de Janeiro, e classificou o processo como “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”. Segundo ele, o tratado fortalece o multilateralismo e integra mercados estratégicos.

Próximas etapas no acordo entre Mercosul e União Europeia

Além do PLOA, a sessão conjunta do Congresso Nacional deve apreciar outros 23 projetos que abrem créditos adicionais no Orçamento de 2025 I Foto: Divulgação/Senado Federal
Acordo entre União Europeia e Mercosul também precisa de aprovação do Congresso brasileiro I Foto: Divulgação/Senado Federal

Apoios e oposições

Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio industrial e agrícola, investimentos e padrões regulatórios. 

Alemanha e Espanha apoiam o texto, enquanto a França lidera a oposição, com apoio de Polônia, Irlanda e Áustria, citando riscos ao setor agrícola e questões ambientais. Para o Mercosul, o Brasil tem papel central na comprovação de avanços ambientais para facilitar a ratificação.

Informações Revista Oeste

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