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Um Decreto recente do governador Rui Costa, alterando o nome de algumas escolas estaduais na Bahia, causou desconforto. Figuras importantes da história da Bahia foram esquecidas pelo Decreto estadual.

Em um desses casos é no município de Uauá, onde a escola estadual Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro passou a ser denominada de Colégio Integração Lagoa do Pires.

No caso específico de Uauá, o Decreto de Rui Costa tenta passar uma borracha na história de um dos maiores benfeitores daquele município.

O Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro, além de muitos serviços prestados a Uauá, também é pai de uma das pessoas mais conhecidas e admiradas em Feira de Santana: a irmã Rosa Aparecida Borges Ribeiro, a irmã Rosa, do Dispensário Santana.

Há 46 anos em Feira de Santana, Irmã Rosa tem uma bela história de amor com nosso município e com a Bahia. Começou a trabalhar no asilo Nossa Senhora de Lourdes e depois no Colégio Padre Ovídio, onde ficou por 12 anos até chegar ao Dispensário Santana. São mais de 30 anos dedicados ao Dispensário, que hoje é uma das maiores obras sociais do Brasil. Um projeto que começou com os sonhos da jovem noviça pelas ruas, pelas comunidades mais carentes e que se tornou um sonho concreto e material, com atividades de apoio a crianças, mulheres, homens e idosos de Feira de Santana. Nem isso o governador levou em conta.

Em Uauá a troca do nome não foi bem aceita pela maioria da população. Até porque a alteração nada de concreto trará em benefício da instituição e dos alunos.

O Coronel Jerônimo foi grande líder político e personalidade histórica de Uauá. Jerônimo Ribeiro foi prefeito do município por quatro mandatos: 1948 a 1951; de 1955 a 1959; de 1962 a 1966; e de 1970 a 1972.
Faleceu em 2015 e deixou grande legado. “Foram anos repletos de muita história para contar; experiência, integridade, cultura, poesia que aflora com abundância em palavras cheias de sabedoria! Autodidata das letras, não precisou esquentar os bancos das faculdades para falar como escritor e acadêmico. Ouvi-lo falar ou declamar longos versos, era como sentir o som agradável das águas de um manancial que banha com suavidade as pedras de uma cachoeira, em seguida projetando-se numa queda livre, sonora e linda, como a proclamar os encantos da vida”, diz trecho de matéria publicada em sites locais à época de sua morte.

A portaria do governo Rui Costa também retirou o nome de Luiz Eduardo Magalhães e de Antônio Carlos Magalhães de algumas escolas estaduais. Uma atitude desnecessária, em um setor que apresenta índices sofríveis como é a Educação na Bahia.

Fonte: site O Protagonista FSA

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