
A morte de Preta Gil nos faz refletir sobre o que é viver diante de uma doença como o câncer. Mesmo com acesso ao melhor tratamento, mesmo tentando tudo, chegou o momento da partida. E isso mexe com a gente.
A gente se pergunta: será que estamos adoecendo mais ou só diagnosticando melhor? Será a alimentação, o estresse, a vida corrida? Ou será que não temos mesmo todas as respostas?
Minha mãe costumava dizer que, na juventude dela, mal se ouvia falar de câncer. Hoje, parece que todo mundo conhece alguém que passou por isso. E mesmo com a medicina avançando tanto, ainda há coisas que não conseguimos entender e nem evitar.
O caso de Preta lembra o de Paulo Gustavo: pessoas com todos os recursos, mas que não resistiram. Então a pergunta é: vale a pena se privar tanto, se restringir tanto, achando que estamos comprando mais tempo de vida?
Não há garantias. Tem gente que faz tudo “certo” e adoece. E tem quem viva sem regras, e continua firme. Talvez o segredo esteja em viver bem. Com amor, com presença, com afeto.
Porque no fim, o que fica é isso: o quanto a gente amou, foi amado e viveu com verdade. E quando chega o momento, às vezes a partida é descanso. Para quem vai. E para quem fica também.
