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A ação ocorre depois de determinação do ministro André Mendonça, do STF, para a ‘preservação do sigilo’ dos documentos

Daniel Vorcaro: em uma década, patrimônio cresceu cerca de mil vezes, conforme a Receita Federal | Foto: Reprodução/X
Daniel Vorcaro: em uma década, patrimônio cresceu cerca de mil vezes, conforme a Receita Federal | Foto: Reprodução/X

A Polícia Federal (PF) iniciou a retirada dos equipamentos e documentos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que estavam armazenados na sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorreu na tarde desta terça-feira, 17.

A medida cumpre decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado suspendeu o acesso da colegiado ao material e determinou uma nova triagem dos dados apreendidos.

A ordem estabelece que todos os equipamentos de Vorcaro — como celulares e mídias digitais — sejam recolhidos e submetidos a uma “nova e detida separação” das informações. 

Segundo o ministro do STF, o objetivo é garantir que conteúdos de caráter estritamente privado não sejam compartilhados com os parlamentares, preservando o sigilo dos investigados no âmbito das apurações.

Ministro André Mendonça, durante sessão do Supremo Tribunal Federal: nova medida sobre o caso Master | Foto: Victor Piemonte/STF

“Considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada de investigados na Operação Compliance Zero, determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, afirmou Mendonça, em trecho de sua decisão.

Viana fala sobre provas de Vorcaro

Mais cedo, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a decisão de Mendonça será cumprida. “Essa é uma decisão que protege a investigação, protege a prova e protege o resultado que o Brasil espera”, afirmou o parlamentar.

Durante coletiva de imprensa, Viana confirmou que há indícios de tentativas de acesso indevido ao material e de vazamentos de informações sigilosas. 

“Infelizmente, existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação”, disse o senador à frente da CPMI do INSS, acrescentando que o caso será apurado pela Polícia do Legislativo. “O mais importante é preservar todo esse material para que, na possibilidade de uma condenação, nenhuma prova seja anulada pela defesa do Vorcaro.”

Informações Revista Oeste

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