Relatório enviado ao STF sustenta que senador atribuiu falsamente crimes ao presidente em publicação nas redes sociais

A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), que dará continuidade à tramitação do caso.
De acordo com a investigação, uma publicação feita por Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro de 2026, atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.

No documento encaminhado ao Supremo, a PF conclui que a conduta do senador se enquadra no crime de calúnia previsto no Código Penal e encerra a fase de investigação.
Caso teve início por decisão de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito em abril deste ano. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na avaliação da PGR, a publicação apresenta indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.
Na postagem, Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “será delatado”. Para a Polícia Federal, o conteúdo leva o leitor a relacionar Lula aos crimes listados na sequência da publicação. Entre eles tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
Com o encerramento do inquérito, Alexandre de Moraes deverá encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República. O órgão decidirá se pede novas diligências, arquiva o caso ou apresenta denúncia ao STF.
Informações Revista Oeste
