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O governo do Paraguai convocou, nesta terça-feira, 1º, o embaixador do Brasil, José Antônio Marcondes, para esclarecer alegações de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estaria envolvida em operações de invasão hacker a sistemas governamentais paraguaios.
A convocação ocorreu depois de um funcionário da Abin afirmar, em depoimento à Polícia Federal, que a atual gestão manteve essas operações com autorização expressa dos diretores Luiz Fernando Corrêa e Saulo de Cunha Moura. O objetivo era obter dados sigilosos sobre as negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu.
O Anexo C, atualmente em fase de renegociação, define as condições de comercialização da energia gerada pela Usina de Itaipu. Essa questão é vista como sensível pelo governo paraguaio, que suspendeu as negociações até que o caso seja esclarecido.
Em coletiva de imprensa, o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, afirmou que há a necessidade de explicações detalhadas por parte do Brasil, classificando o caso como “delicado”.
“Convocamos o embaixador do Brasil no Paraguai, José Antônio Marcondes, para que ele ofereça explicações detalhadas sobre a ação de inteligência conduzida pelo Brasil”, afirmou Ramírez.
O ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Giménez García de Zúñiga, afirmou que a suspensão das negociações do Anexo C é por tempo indefinido até que a confiança entre os países seja restaurada.
“O governo do Paraguai está pedindo explicações”, afirmou Zúñiga. “Ao mesmo tempo, suspendemos de forma indefinida as negociações do Anexo C porque temos que restituir aquilo que é fundamental para a relação, que é a confiança.”
A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis vazamentos de informações e a existência de uma estrutura paralela dentro da Abin. Essa estrutura teria utilizado ferramentas da agência para obter dados sobre os valores em negociação no Anexo C do Tratado de Itaipu.
O governo brasileiro alegou ter interrompido as atividades em maio de 2023, assim que tomou conhecimento delas. Segundo o depoimento, as invasões incluíram sistemas do governo paraguaio, como o Congresso e a Presidência da República.
A expectativa do Paraguai com a renegociação do Anexo C é poder vender o excedente de energia no mercado livre, ao encerrar a obrigação de compra pelas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Informações Revista Oeste