ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Iniciativa pretende apurar se os entes têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em seus territórios

Bandeira dos Estados Unidos (EUA)
Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

Uma nova iniciativa dos Estados Unidos (EUA) lançada nesta quinta-feira, 12, pretende apurar se a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. O procedimento tem o objetivo de identificar práticas que possam gerar concorrência desleal contra empresas norte-americanas.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) explicou que a investigação se apoia na Seção 301 do Trade Act de 1974. A legislação é utilizada para combater ações consideradas desleais e prejudiciais ao comércio do país. 

Segundo a norma, o órgão norte-americano pode abrir investigações e agir diante de políticas estrangeiras vistas como discriminatórias, injustificáveis ou irracionais.

Críticas à atuação internacional e próximos passos da investigação

Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O representante comercial Jamieson Greer afirmou, em comunicado, que “os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados”. 

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado”, disse Greer.

Depois do anúncio da abertura da apuração, o governo norte-americano vai realizar consultas diretas com os países investigados, além de marcar audiências públicas para o próximo mês.

Entre os mercados sob análise estão, além do Brasil, Argentina, China, Índia, México, Rússia, Reino Unido e África do Sul, membros da União Europeia e outros países de diferentes continentes.

Veja a lista completa de países na mira dos EUA

Informações Revista Oeste

Comente pelo facebook:
Comente pelo Blog: