A aeronave Cessna 208 fazia um voo de manutenção no momento da queda

Um avião de pequeno porte da Polícia Federal (PF) caiu, na tarde desta quarta-feira, 6, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, dois agentes da PF morreram no acidente. Uma terceira pessoa, um mecânico, foi socorrido.
Os dois policiais que morreram são Guilherme de Almeida Irber e José de Moraes Neto. As identidades das vítimas foram confirmadas pela PF. Até o momento, o mecânico não teve seu nome revelado.
“A todos os familiares e amigos, os nossos mais sinceros sentimentos e o desejo de que encontrem conforto nesse momento de dor”, escreveu a corporação, em nota.
A aeronave acidentada é um Cessna 208. O monomotor tinha capacidade para nove passageiros e dois tripulantes.
Imagens mostram o momento do acidente aéreo com agentes da Polícia Federal
Nas redes sociais, circulam imagens que mostram o momento em que o avião decola e, menos de dois minutos depois, perde a altitude e cai na área lateral da pista.
De acordo com o site de monitoramento Flightradar24, o avião decolou do Aeroporto da Pampulha às 14h13. Conforme a ferramenta, a aeronave chegou a atingir uma altitude de 2.950 pés — equivalente a quase 900 metros. O Cessna da PF fazia um voo de manutenção.
A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou profissionais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para apurar o caso.
Veja a nota do Cenipa
“Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), localizados no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados, nesta quarta-feira, 6, para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-AAB, em Belo Horizonte (MG).
Na ação inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realiza a coleta e a confirmação de dados, a preservação dos elementos da investigação, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação.
A conclusão da investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.”
Informações Revista Oeste
