Estudo aponta tempero comum que reduz gordura no fígado em semanas; Veja

Foto: Eranicle/istock

Recentemente, um estudo publicado na revista “Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity” mostrou os benefícios do uso de um tempero comum, o alho, no tratamento da esteatose hepática não alcoólica. Esta condição, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas, pode progredir para estágios graves, impedindo o funcionamento adequado do fígado. 

Para testar a ação do alho nesta doença, foram selecionados 110 pacientes diagnosticados com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) através de ultrassom. Eles foram divididos em dois grupos, um recebendo 800 mg de alho e outro um placebo por 15 semanas. 

Qual foi o resultado do uso do alho para o tratamento da DHGNA?

Os resultados, já ao final do período de estudo, foram surpreendentes: 51,1% dos voluntários que utilizaram o alho observaram melhora no quadro de fígado gorduroso, enquanto o grupo que usou o placebo não apresentou a mesma resposta. Além disso, os pacientes não relataram nenhum efeito adverso significativo pelo uso do produto e ainda tiveram redução de peso e níveis de colesterol. 

O alho é uma cura definitiva para a esteatose hepática não alcoólica?

É importante ressaltar que, apesar destas melhorias notáveis, o alho não deve ser visto como um tratamento exclusivo para gordura no fígado ou outras condições hepáticas. Para abordar adequadamente a esteatose hepática, é essencial uma abordagem abrangente, que inclui a manutenção de um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e atividades físicas regulares. 

Este estudo mostrou resultados positivos com o uso do alho na DHGNA, mas certamente ainda há muito a ser explorado. Novas pesquisas podem explorar doses diferentes, verificar a eficácia em diferentes estágios da doença, ou até mesmo os efeitos do uso combinado com outros tratamentos. Como sempre, é importante que os pacientes discutam qualquer nova estratégia de tratamento com seus médicos. 

Fonte: Catraca Livre. 


Nesta sexta-feira, 11 de agosto de 2023, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) se transformou em um ambiente de afeto e cuidado em celebração antecipada ao Dia dos Pais. O Grupo de Trabalho Humanizado (GTH) em parceria com o Serviço Integrado de Atenção à Saúde do Trabalhador (Siast) promoveu uma série de iniciativas para homenagear os trabalhadores da unidade e proporcionar um momento de acolhimento aos pacientes.

A data, que ressalta a importância dos pais e da figura paterna na vida de todos, também foi uma oportunidade de reconhecer o esforço e a dedicação dos profissionais de saúde do hospital, que têm despendido incansáveis horas em prol da saúde e bem-estar da comunidade. Sob o lema “Cuidando de quem cuida”, o Siast ofereceu um dia repleto de atividades voltadas para o relaxamento e o bem-estar.

As práticas integrativas, como massagem relaxante, ventosoterapia, reiki e auriculoterapia, foram as principais atividades do evento. Os trabalhadores desfrutaram de momentos de tranquilidade e energia, essenciais para lidar com a assistência ao paciente. Essas práticas não apenas aliviaram o estresse, mas também forneceram uma oportunidade para os funcionários se reconectarem consigo mesmos, recarregando suas energias para continuar prestando um atendimento de qualidade.

Além disso, a distribuição de brindes realizada pelo GTH para os pacientes levou muita alegria para aqueles que irão passar o dia dos pais na instituição. Os pacientes, muitos dos quais vivenciando momentos delicados em suas vidas, foram surpreendidos com gestos de carinho e presentes simbólicos, o que trouxe um sorriso aos seus rostos e um alívio em seus corações.

A repercussão positiva dessas ações foi sentida tanto entre os colaboradores quanto entre os pacientes, reforçando a importância de eventos como esse, que enaltecem os valores da empatia e solidariedade. O Dia dos Pais no Hospital Geral Clériston Andrade foi muito mais do que uma celebração tradicional. Os momentos de relaxamento, as terapias integrativas e os brindes distribuíram alívio, alegria e esperança a todos os presentes, fortalecendo os laços entre a equipe hospitalar, os pacientes e suas famílias.

*Fonte: ASCOM/HGCA*


Cirurgias são realizadas em Florianópolis

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10% a 30% das pessoas com depressão não respondem a qualquer tratamento | Foto: Freepik

Um implante para tratar depressão resistente será usado pela primeira vez no Brasil. Dois pacientes receberam os implantes de estimulação do nervo vago em cirurgias nesta sexta-feira, 11, em Florianópolis.

Os procedimentos são liderados na capital de Santa Catarina pelo médico Wuilker Knoner Campos, no Hospital SOS Cárdio. 10% a 30% das pessoas com depressão não respondem a qualquer dos tratamentos disponíveis. Assim, o implante é uma nova alternativa para essas pessoas.publicidade

Esse tratamento já estava sendo usado em pacientes com crises de epilepsia. Ele opera estimulando diretamente o cérebro. O implante ativa o nervo vago, que envia sinais elétricos ao cérebro, afetando os neurotransmissores e as áreas cerebrais associadas ao humor, de acordo com a emissora BBC.

Saiba como é o implante que trata depressão resistente

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Ilustração da BBBC mostra como funciona o implante para tratar depressão resistente | Foto: Reprodução

Wuilker Knoner Campos é presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Ele disse à emissora britânica que tanto pacientes com crises de epilepsia como com depressão apresentaram melhora com o uso dos implantes.

“E aí começou-se a estudar quais seriam os mecanismos do sistema nervoso em que poderiam explicar aquela melhora.” Os resultados dos estudos tornaram possível a liberação do tratamento com implante contra depressão resistente nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Brasil.

O nervo vago se estende do crânio até os órgãos abdominais. Ele tem um papel vital na regulação de diversas funções orgânicas, inclusive do coração, dos pulmões e do intestino. 

“No tronco cerebral, encontramos o ‘núcleo do trato solitário’, onde as fibras do nervo vago estão conectadas”, afirma Knoner Campos. “Esse núcleo processa informações de todo o corpo e reage a alterações, como o aumento da frequência cardíaca.”

Na cirurgia do implante que trata da depressão, uma incisão é feita sob a pele abaixo da clavícula esquerda ou próxima da axila esquerda para colocar o aparelho. Depois, uma outra incisão é feita no pescoço para fixar três pequenos eletrodos ao nervo vago esquerdo, que são ligados ao gerador por um condutor sob a pele. O paciente passa pelo procedimento com anestesia geral, sendo que pode receber alta no mesmo dia.

Informações Revista Oeste


Em Feira de Santana, 22 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta quarta-feira (09).

As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes também estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.

No Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, uma criança recém-nascida aguarda na fila da Regulação Estadual por transferência.

Na UPA Queimadinha, um idoso de 77 anos deu entrada há 10 dias e espera a transferência para receber o tratamento adequado para AVC. 

Do total, 10 pacientes aguardam regulação na UPA Queimadinha, cinco na UPA Mangabeira e outros seis distribuídos nas policlínicas municipais: São José (1), George Américo (2), Feira X (2) e Tomba (1).

REGULAÇÃO ESTADUAL

O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.

Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.

Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.


Gravidez de gêmeos de pais diferentes é rara e há poucos casos no mundo - iStock
Gravidez de gêmeos de pais diferentes é rara e há poucos casos no mundo Imagem: iStock

É raro, mas mulheres podem, sim, gerar gêmeos de pais diferentes, como acontece com outros seres do reino animal.

Embora sejam casos incomuns, vez ou outra ficamos sabendo de situações do tipo por causa tanto da popularização dos exames de DNA quanto dos avanços na medicina reprodutiva.

A chamada superfecundação heteropaternal pode ocorrer na fertilização in vitro, mas também de forma natural.

No ano passado, uma mulher contou que deu à luz gêmeos de pais diferentes em Mineiros (GO). As dúvidas sobre a paternidade dos meninos começaram quando as crianças tinham apenas oito meses. Um exame de DNA comprovou o caso.

Em 2016, um casal vietnamita descobriu que os filhos gêmeos tinham pais diferentes quando as crianças já tinham dois anos de idade, após a família desconfiar que um deles havia sido trocado na maternidade, dada a diferença entre eles.

Em 2009, uma mulher norte-americana contou com detalhes, na TV, como descobriu que os filhos gêmeos não tinham o mesmo pai. Surpresa com a diferença entre eles, ela decidiu fazer um exame de DNA e descobriu que as chances de os irmãos serem do mesmo pai era nula. Ela admitiu que estava tendo um caso na época em que engravidou, mas o marido acabou assumindo o filho do amante como dele.

Há poucos casos como esses registrados na literatura médica (até o ano passado, eram apenas 20 em todo o mundo) principalmente porque eles dependem de uma conjunção de fatores para ocorrer naturalmente:

  • É preciso que a mulher libere dois óvulos no mesmo ciclo menstrual.
  • Ela deve ter relações com pelo menos dois homens diferentes durante o período fértil (que dura mais ou menos cinco dias).
  • É preciso que os espermatozoides de ambos consigam realizar a proeza de fecundar os óvulos e que ambos os embriões se desenvolvam adequadamente.

É tipo ganhar na loteria

É difícil estimar as probabilidades da ocorrência de uma superfecundação heteropaternal.

A liberação de mais de um gameta por ciclo menstrual não é algo incomum, dada a quantidade de gestações de gêmeos não idênticos, ou seja, dizigóticos que vemos por aí.

A incidência de gêmeos de qualquer tipo na população geral é de um a cada 80 partos. Já as chances de os gêmeos serem dizigóticos (bivitelinos ou “fraternos”) dependem da idade da mãe (quanto mais velha, maiores as chances), do número de partos anteriores e de eventuais tratamentos para fertilidade.

No entanto, há apenas 10% de chance de um óvulo ser fecundado no período fértil e só uma parte desses embriões consegue se implantar e se desenvolver. Ou seja: ter gêmeos de pais diferentes é quase como ganhar na loteria.

Dá para engravidar já estando grávida?

Além de existir a possibilidade de que uma mulher gere dois bebês de pais diferentes em um único período fértil, há casos descritos na literatura de mães que tiveram um óvulo fecundado mesmo já tendo um embrião em desenvolvimento no útero, o que faz com que os gêmeos tenham semanas de diferença gestacional.

Casos como esse, chamados de superfetação, são tão raros que alguns especialistas até questionam sua existência. Após a fecundação, os hormônios femininos protagonizam uma verdadeira ação orquestrada para evitar uma nova gestação e proteger a que está em andamento.

Os casos de superfetação, portanto, seriam uma anomalia. O fenômeno já foi reportado em diversos animais, como texugos, panteras e alguns cangurus. Entre humanos, o mais famoso caso de superfetação é o da americana Julia Grovenburg, que em 2009 deu à luz duas crianças com duas semanas e meia de diferença.

O fenômeno pode ter relação com tratamentos para estimular a ovulação, capazes de interferir na fisiologia feminina, segundo pesquisadores que estudam o tema. Também pode ocorrer quando a mulher nasce com dois úteros.

Qualquer que seja o caso, envolve risco para os fetos e para a mãe, especialmente se uma das gestações ocorrer fora do útero, a chamada gravidez ectópica.

Fontes: Arnaldo Cambiaghi, da clínica IPGO; Jerry Borges, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e especialista em embriologia.

Com informações de reportagem publicada em 2021.

Informações Tilt UOL


A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população, em situação de urgência e emergência, dê prioridade na procura de outras Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas, pois no momento a UPA Queimadinha está com todos os 14 leitos ocupados.

Nesta terça-feira (8), 15 pacientes estão internados na unidade, aguardando, na fila da regulação estadual, uma transferência para uma unidade de alta complexidade, o que gerou uma superlotação.  

É válido destacar que não houve falta de profissionais nos plantões e todos estavam contribuindo para que o atendimento fosse ágil.

Nos casos com menor complexidade, a recomendação é que os pacientes sejam atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs).


O que explica alta de ataques cardíacos em pessoas abaixo de 40 anos

A doença cardíaca é a causa número um de mortalidade no mundo. Ela é mais frequente em pessoas mais velhas, mas casos em jovens têm crescido em ritmo alarmante. 

Nesta edição, falo das possíveis causas para esse aumento e a importância da prevenção desta condição que tem alta chance de ser fatal. 

Crescem casos de infarto em jovens 

Nenhuma doença mata mais no Brasil e no mundo do que a cardiovascular. O ataque no coração, também chamado de infarto do miocárdio, é o tipo mais comum dela. 

Entenda: ele ocorre quando o fluxo sanguíneo de uma das artérias que levam sangue ao coração é bloqueado, normalmente por entupimento —como gordura ou coágulo sanguíneo— ou, mais raramente, devido a alguma condição congênita. 

O número de mortes relacionadas às doenças cardíacas no Brasil assusta: foram 400 mil vítimas no ano passado e 240 mil até agora em 2023, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia disponíveis aqui. 

A maioria delas ocorre em indivíduos com mais de 65 anos. Alguns dados, porém, chamam atenção de médicos e cientistas: 

Houve crescimento de casos em indivíduos mais jovens, na faixa de 20, 30 e 40 anos; 

A alta observada de 2% ao ano, de 2000 a 2016, segundo a Sociedade Americana do Coração. 

O que explica: o aumento de hábitos não saudáveis, como sedentarismo e tabagismo. No caso dos mais jovens, o excesso de sobrepeso e a obesidade, o colesterol e a pressão alta também elevam os riscos, afirma o chefe do serviço de cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Paulo Caramori. 

Para piorar: esses fatores foram acentuados durante a pandemia, segundo levantamento recente do Covitel 2023 (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia). 

Houve aumento de 9% para 17% (90% de crescimento) dos jovens na faixa de 18 a 24 anos com obesidade; 

Excesso do consumo de álcool, tabagismo e sedentarismo também cresceram nesta faixa etária durante a pandemia. 

A Covid em si também vira um fator de risco, já que a doença é inflamatória e pode causar danos no coração. 

Sintomas 

Em geral, o ataque cardíaco é evidenciado por uma dor forte, que pode ser como um aperto ou queimação semelhante à azia, localizada em qualquer região do peito (no meio do tórax ou parte alta do estômago). 

Sim, mas… Há casos de pessoas que sentem sintomas diferentes, principalmente as mulheres. São eles: calafrios, fadiga, náuseas, tontura, falta de ar, dores em outros lugares do corpo, como mandíbulas, pescoço, costas e braços. 

Estilo de vida 

Prevenção: sim, pode parecer que médicos estão sempre “batendo na mesma tecla” quando falam de prevenção de doenças crônicas, mas o fato é que as formas de prevenir tanto diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares são as mesmas: 

Prática de atividade física; 

Dormir bem; 

Alimentação equilibrada, com consumo elevado de frutas e legumes e evitar alimentos ricos em gordura, sódio e açúcar (como ultraprocessados); 

Controlar a hipertensão arterial; 

Reduzir o estresse; 

Reduzir ou evitar o consumo abusivo de álcool e cigarro.

Informações G1


Foto: Reprodução


O presidente Lula (PT) sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio como tratamento complementar. Em texto publicado na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União), a lei de nº 14.648 determina que a terapia deve ser realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização.

Além disso, a ozonioterapia só deve ser aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O paciente também deve ser informado pelo profissional responsável pelo tratamento que ele possui caráter complementar.

Afinal, o que é a ozonioterapia?

Ozônio e oxigênio. Consiste na aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio medicinal, com o objetivo de proporcionar ação anti-inflamatória e analgésica, além de supostamente aumentar a quantidade de oxigênio no corpo.

Terapia vem sendo proposta como tratamento para as mais diversas condições, entre elas osteoporose, hérnia de disco, feridas crônicas, hepatite B e C, herpes-zóster, HIV-Aids, esclerose múltipla, câncer, problemas cardíacos, Alzheimer, doença de Lyme, entre outras.

As promessas falam em aplicações do gás ozônio através do ânus, da vagina e por via intravenosa, e que ajudariam na cura dessas doenças.

Não há comprovação científica para nenhum desses usos. 

“Efeito placebo”. Em entrevista a VivaBem em julho, Leonardo Tessler, físico, professor da Unicamp e divulgador científico, explicou que, segundo estudos feitos pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), os efeitos causados pela terapia não são maiores do que os provocados por qualquer placebo.

Apesar disso, a prática está na lista das Práticas Integrativas e Complementares do SUS, que oferece outros tratamentos alternativos e sem eficácia comprovada, como “imposição de mãos” e “constelação familiar”.

Ela também chegou até a ser cogitada para o tratamento da covid-19. Em agosto de 2020, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), anunciou que a cidade faria parte de um estudo para utilizar a procedimento por via retal no tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus.

O que dizem as entidades de saúde?

Procedimento experimental. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), “trata-se de procedimento ainda experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas em ambiente de estudos científicos”.

Terapia auxiliar. Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizava o uso da terapia só como auxiliar para alguns procedimentos odontológicos e estéticos. Segundo o órgão, “não há, até o momento, nenhuma evidência científica significativa de que haja outras aplicações médicas”.

Gás tóxico. A FDA, equivalente nos EUA à Anvisa, reiterou em 2006 que, quando inalado, o ozônio é um gás tóxico não indicado para uso médico.

Reconhecido? Enquanto isso, a Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), afirma que o procedimento médico é reconhecido em mais de 50 países, sendo oferecido, inclusive, no sistema público de saúde de Portugal, Espanha, Itália, Turquia, China e Rússia.

Informações UOL


Foto: Fátima Brandão

Reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia (COFFITO), a Fisioterapia Uroginecológica desempenha um papel crucial na prevenção e reabilitação de disfunções relacionadas ao assoalho pélvico. Os músculos desta região têm a responsabilidade de controlar a urina e as fezes, sustentar órgãos pélvicos como bexiga, útero e reto, além de contribuir para o desempenho das atividades sexuais. A Fundação Hospitalar de Feira de Santana implementou esse serviço no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, tornando-o pioneiro no estado ao oferecer essa especialidade através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Gilberte Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, esta conquista é um marco para a saúde pública municipal, contribuindo significativamente para o fortalecimento da área e da profissão.

“Introduzimos esse serviço em 2021 para as mulheres que utilizam o Sistema Único de Saúde. Com uma equipe de 22 profissionais, prestamos atendimento especializado em diversas áreas da unidade hospitalar, desde a UTI Neonatal até o atendimento ambulatorial”, destacou Gilberte Lucas.

Entre janeiro e junho de 2023, foram realizados 424 atendimentos especializados em fisioterapia pélvica. O tratamento foca no fortalecimento do assoalho pélvico e é realizado no Ambulatório do Hospital da Mulher. Cada consulta tem aproximadamente 40 minutos de duração e deve ser agendada previamente no ambulatório do hospital.

Segundo a fisioterapeuta pélvica Déborah Santos de Oliveira Gomes, os benefícios da fisioterapia pélvica são inúmeros.

“Nós trabalhamos na coordenação motora das pacientes, utilizando exercícios de respiração para tratar dificuldades relacionadas à incontinência urinária. Nosso objetivo é conscientizar sobre a funcionalidade dessa musculatura, que pode se enfraquecer e levar a um prolapso”, afirma.

A equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas pélvicos, uroginecologistas, ginecologistas e obstetras, orienta as gestantes desde sua chegada à emergência sobre a importância da fisioterapia pélvica.

Déborah ressalta a importância das mãos nas massagens de estímulo da musculatura do assoalho pélvico e menciona diversos recursos utilizados para enriquecer o tratamento.

“Eu trabalho em clínicas particulares como fisioterapeuta e posso afirmar que o serviço oferecido aqui no HIPS é de excelente qualidade. O consultório do HIPS está equipado com tudo o que um profissional de fisioterapia pélvica precisa para prestar um atendimento de excelência. Utilizamos vários recursos, como a bola suíça, mini bands, thera bands, cama elástica para exercícios de agachamento, cone vaginal, aparelho de eletroestimulação, manipulação com sonda, dilatadores vaginais para mulheres que sentem dor durante a relação sexual, entre outros equipamentos”, destaca.

Ela compartilha uma experiência única de sua especialização com as pacientes, visando destacar a importância do serviço de fisioterapia pélvica oferecido pelo Hospital da Mulher.

“Foi uma experiência extremamente positiva quando participei do Congresso Nacional de Fisioterapia Pélvica, onde se enfatizou a falta de cobertura dessa especialidade nos serviços públicos. Eu destaquei que, em Feira de Santana, o Hospital da Mulher oferece fisioterapia pélvica gratuitamente para as mulheres“, enfatizou.

Para Evani Almeida Santos de Oliveira, 65 anos e moradora do bairro Cidade Nova, esse tratamento tem sido fundamental para melhorar sua qualidade de vida.

“Eu tinha um problema sério de incontinência urinária que me impedia de sair de casa. Minha vida social estava comprometida, mas agora, depois do tratamento, me sinto como uma nova mulher”, compartilha emocionada.


Foto: Thiago Paixão

Ontem (5) foi celebrado o Dia Nacional da Saúde. Em Feira de Santana, as sete policlínicas municipais oferecem mais de 26 atendimentos de consultas especializadas para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Entre as especialidades mais procuradas estão cardiologia, gastroenterologia, neurologia e angiologista. 

As unidades também disponibilizam os exames de ecocardiograma transtorácico, holter, mapa, preventivo – papanicolau, ultrassonografia, ultrassonografia com doppler colorido de vasos e endoscopia digestiva alta. Além dos procedimentos de cirurgia geral.

Vale lembrar que durante o primeiro semestre deste ano, as UPAs e policlínicas realizaram mais de um milhão de atendimentos, incluindo procedimentos, exames e consultas.

Na avaliação de Vera Lucia Galindo, coordenadora-geral das UPAs e Policlínicas Municipais, os números representam a eficiência dos atendimentos através da descentralização de consultas com especialistas e exames de média e alta complexidade.

“É um trabalho coletivo que mantém a taxa de resolutividade positiva, garantindo aos pacientes a melhor qualidade na oferta dos serviços de saúde”, destacou.

Para ser atendido é necessário agendamento prévio nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros – via Central Municipal de Regulação (CMR).

A Central de Regulação é o setor que permite o acesso dos usuários do SUS a realização de consultas, exames e procedimentos especializados. Através do setor é possível o equilíbrio e oferta da demanda de serviços de saúde.