Foto: Danielly Freitas

Nesta quinta-feira (3), enfermeiros que atuam nas unidades de saúde da atenção básica participaram de mais uma atualização sobre o manejo clínico e acompanhamento dos casos de pacientes com dengue. O evento, realizado no auditório Dr. João Batista Cerqueira, tem como objetivo preparar a equipe para evitar possíveis agravos da doença.

A enfermeira, Tayse Queiroz, que trabalha na Unidade Básica de Saúde- UBS Serraria Brasil, relata que não existe uma demanda grande de pacientes com suspeita, mas destaca que todos que procuram o local são atendidos, orientados e encaminhados para os pontos de coleta onde é feito o exame diagnóstico.

“Hoje, foi um momento de partilhar conhecimento e experiências, nos atualizando diante do cenário epidemiológico de Feira. Como a gente fica na ponta, temos um papel importante na identificação dos casos, na orientação da ingestão de água e dos sinais de alarme, nos quais o paciente deve procurar de forma imediata as unidades de urgência e emergência se perceber que está sentindo”, ressaltou Queiroz.

Na avaliação da enfermeira do bairro Caseb I, Sheila Melo, o momento foi produtivo, uma vez que os profissionais saem confiantes para garantir um atendimento de qualidade à população. “A dengue é uma doença totalmente curável e que deve ser tratada com a hidratação, o aumento do consumo de água. Nosso intuito é facilitar as informações e orientar o paciente para que não sofra com complicações que poderiam ser evitadas”’ pontuou.

Conforme a enfermeira do Grupo Técnico- GT Arboviroses, Sandrea Costa, o momento faz parte de uma série de ações desenvolvidas, desde o início deste ano, para instruir os profissionais de saúde no atendimento adequado à população acometida pela dengue. “Esperemos que quem esteve presente torne-se multiplicador das informações repassadas e que todas as equipes sejam sensibilizadas para que a gente consiga prevenir, desse modo, novos óbitos”, frisou.

Quando procurar a unidade de saúde?

A recomendação da Vigilância Epidemiológica é que ao notar os sinais, procure a unidade de saúde mais próxima para receber orientações e fazer o exame. Em casos graves, o paciente deve procurar, de forma imediata, as UPAs e Policlínicas Municipais.

O exame para diagnóstico de arboviroses também está disponível no Ambulatório Municipal de Infectologia, localizado na Rua Professor Fernando São Paulo, nº 911, bairro São João. Para ter acesso, o paciente deve apresentar guia de solicitação, documento de identidade e cartão SUS.


Ejaculação precoce? Chega ao Brasil primeiro remédio para ser usado antes da relação sexual; Entenda

A ejaculação precoce é uma das disfunções sexuais mais prevalentes: ela acomete 1 a cada 3 brasileiros acima de 18 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento específico para o problema com indicação em bula e uso sob demanda. Essa medicação já é usada em mais de 50 países.

Pessoas com ejaculação precoce normalmente chegam ao orgasmo em menos de um minuto. O tempo ejaculatório considerado normal, do momento da penetração até a ejaculação, é de três a seis minutos. A disfunção está, em muitos casos, relacionada à ansiedade.

Há dois tipos de ejaculação precoce, a primária, quando o paciente sofre com isso desde o primeiro relacionamento, e a secundária, quando ele passa a apresentar uma ejaculação mais rápida como efeito colateral a algum fator ocorrido, de fundo psicológico ou físico.

A dificuldade de manter uma relação sexual por mais tempo acaba trazendo prejuízos emocionais para o paciente, assim como problemas para o relacionamento.

Com o princípio ativo de cloridrato de dapoxetina (com o nome comercial de Prosoy, comercializado pela Farmoquímica), o remédio deve ser tomado de uma a três horas antes da relação sexual, por isso é considerado sob demanda. Antes da chegada do novo medicamento, as únicas alternativas de tratamento para a ejaculação precoce eram com o uso ansiolíticos e antidepressivos, por conta do fundo emocional do problema. Os fármacos eram de uso contínuo e demoravam quase 1 mês para começar a surtir algum efeito.

— A dapoxetina tem a capacidade de ativar os receptores seratoninérgicos, principalmente os agonistas destes receptores, tendo a capacidade de atrasar a ejaculação, porque ela estimula os receptores de serotonina 1A e isso faz com que aumente o limiar de excitação. Aumentando esse limiar de excitação, você prolonga o tempo até a ejaculação. Esse é um grande diferencial dessa medicação — explica o urologista Fernando Facio, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), presidente da Latin American Society for Sexual Medicine (SLAMS) e membro internacional da American Urological Association (AUA).

O especialista destaca que o medicamento tem uma absorção mais rápida pelo organismo — por isso pode ser tomado algumas horas antes da relação sexual. E, da mesma forma que ele é rapidamente absorvido, também é eliminado do corpo.

— O paciente não fica com a medicação na circulação, o que não traz efeitos adversos maiores, como sonolência e outras consequências que os antidepressivos de uso contínuo podem causar.

O remédio deve ser prescrito por um médico e sua venda é controlada (tarja vermelha). Ele é vendido em comprimidos em dois tipos de dosagens: de 30 e 60mg. No entanto, a bula recomenda que o paciente comece com a dose de 30mg tome, no máximo, um comprimido a cada 24 horas.

Segundo o urologista, a dapoxetina não deve ser usada junto com antidepressivos de uso diário. Além disso, ele recomenda não ingerir álcool para evitar possíveis problemas. A dapoxetina pode causar queda de pressão ao se levantar (sintomas como tontura), principalmente em pacientes que fazem uso de remédio para hiperplasia prostática benigna.

— O mais interessante são as boas indicações do remédio, que não tem nenhuma interferência com o uso de alimentos — diz o médico.

Créditos: O Globo.


A OAB Subseção Feira de Santana, em ação conjunta com a Caixa de Assistência aos Advogados da Bahia (CAAB) vai realizar, no próximo dia 25, uma campanha de vacinação contra a Influenza para toda a advocacia feirense, inclusive estagiários e seus dependentes. Para poder se vacinar, o(a) advogado(a) precisa se cadastrar no link https://v23.caab.org.br/.

A campanha faz parte das atividades referentes ao mês da Advocacia, visto que o dia da categoria é comemorado em 11 de agosto. Na capital também haverá imunização no dia 25. Mais informações podem ser obtidas através do Instagram @oab_feira_de_santana.


O LAB SANTANA, realizará no dia 19 de agosto de 2023, em Feira de Santana,

a 1ª Workshop Feirense de Cannabis e Endocanabinologia.

PROGRAMAÇÃO PALESTRANTES

HORÁRIO

8:00 as 8:30 CREDENCIAMENTO LAB SANTANA

8:30 as 9:30 CANNABIS NA HISTÓRIA E AVANÇOS BRASIL

09:30 AS 10:30 BOTÂNICA DA CANNABIS

10:30 AS 11:00 COFFEE BREAK

11:00 AS 12:00 SISTEMA ENDOCANABINOIDE

12:00 AS 14H ALMOÇO

14H AS 15:30 FORMAS FARMACÊUTICAS

15:30 as 16:00 TRATAMENTOS E PATOLOGIAS

16:30H AS 17H COFFEE BREAK

17H AS 18H CASES DE SUCESSO

Inscrições no link:

https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/i-workshop-feirense-de-cannabis-e-endocanabinologia/O85017513C


Em Feira de Santana, 21 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta segunda-feira (31).

Na UPA Mangabeira, uma mulher de 75 anos deu entrada há quatro dias e espera a transferência para receber o tratamento adequado para úlceras dos membros inferiores. 

As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes também estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.

Do total, oito pacientes aguardam regulação na UPA Queimadinha, sete na UPA Mangabeira e outros seis distribuídos nas policlínicas municipais: George Américo (1), Rua Nova (1), Parque Ipê (2) e Tomba (2).

REGULAÇÃO ESTADUAL

O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.

Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.

Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.



Foto: Freepik

Você quer viver mais? Pesquisadores descobriram oito hábitos que podem ajudar você a viver 24 anos a mais.

O estudo observacional foi feito com mais de 700 mil veteranos dos Estados Unidos, entre 2011 e 2019, e foi apresentado durante o congresso anual da Sociedade Americana de Nutrição, em Boston.

Os participantes tinham que compartilhar dados sobre atividade física, dieta, sono, saúde mental e uso de álcool.

Durante este período do estudo, mais de 30 mil participantes morreram. A partir dessas informações, os pesquisadores encontraram oito hábitos que foram associados com um risco menor de morrer, se adotados aos 40 anos.

Comer bem

Evitar cigarros

Reduzir bebida alcoólica quando em excesso

Ter uma boa noite de sono

Praticar atividade física

Manter bons relacionamentos sociais

Aprender a controlar o estresse

Não utilizar opióides (algo que tem sido visto como uma questão de emergência de saúde pública nos EUA)

Conclusão: homens e mulheres que adotaram os oito fatores de estilo de vida podem ganhar 23,7 ou 22,6 anos de expectativa de vida, respectivamente, aos 40 anos, em comparação com aqueles sem fatores de estilo de vida.

O efeito é menor, mas ainda significativo para pessoas que incluem esses oito hábitos aos 60 anos, por exemplo.

Ser fisicamente inativo, usar drogas (opioides) e fumar tiveram as associações mais fortes com a morte precoce: os participantes apresentaram um risco 30% a 45% maior de morte durante o período do estudo.

Por outro lado, estresse, consumo excessivo de álcool, má higiene do sono e má alimentação foram associados a um risco 20% maior de morte no período estudado.

Os autores reforçam que o estudo é observacional e, por isso, não pode fornecer um nexo causal entre os fatores identificados e as diferenças no tempo de vida.

Quanto mais cedo melhor, mas mesmo que você faça apenas uma pequena mudança aos 40, 50 ou 60 anos, ainda é benéfico. Xuan-Mai T Nguyen, envolvida no trabalho do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA.

Informações UOL


Agência vetou importação de partes da planta in natura. Forma de administração principal dos princípios ativos da cannabis são os óleos, pomadas e medicamentos orais, que continuam liberados para pacientes com receita médica.

Lei trata de medicamentos à base de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC) — Foto: Orlando Kissner/Alep

Lei trata de medicamentos à base de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC) — Foto: Orlando Kissner/Alep 

A importação de produtos à base de cannabis aumentou 93% no Brasil nos últimos 12 meses, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

O crescimento acompanha uma tendência global de redescoberta de princípios ativos da planta cannabis (popularmente conhecida como maconha) para tratamento de sintomas de condições que vão desde a epilepsia e o Parkinson até a ansiedade e a depressão. O uso recreativo da planta é ilegal no Brasil. 

Desde 2015, a Anvisa libera a importação de produtos derivados da cannabis. As formas de administração terapêutica mais comum são os óleos, as pomadas, os extratos e ainda medicamentos (alguns já disponíveis em farmácias). 

No primeiro ano, foram 850 autorizações. Agora, somente em junho deste ano, foram mais de 13,5 mil pedidos atendidos para pacientes que buscavam importar os produtos.

Entre julho de 2021 e junho de 2022, foram 58.292 pedidos atendidos. Já nos 12 meses entre julho de 2022 e junho deste ano, foram 112.731 autorizações, um aumento de 93%. 

Aumento da importação de produtos à base de cannabis — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Aumento da importação de produtos à base de cannabis — Foto: Kayan Albertin/Arte g1 

Neste mês, a agência vetou a importação de partes da planta in natura. Em algumas situações, médicos indicavam a vaporização (aquecimento da erva em dispositivos semelhantes aos dos cigarros eletrônicos) de porções de variedades da cannabis que oferecem altas concentrações de canabidiol (CBD). 

O farmacêutico Fábio Costa Júnior, que é coordenador na Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (ABICANN) e consultor em projetos de cannabis e cânhamo, explica que as flores são a região da planta onde estão os fitocanabinóides, terpenos e flavonóides que têm potencial terapêutico. 

“A via inalatória promove uma absorção mais rápidas dos fitocanabinóides, tornando-os mais biodisponíveis gerando um benefício praticamente imediato”, explica, fazendo a ressalva de que, se usadas de maneira errada, “podem ter atividade psicotrópica” devido à forma de absorção: tecnicamente quando se inala a flor não se tem um controle exato da concentração usada como em um produto manufaturado. 

Ele aponta que o veto da Anvisa veio depois de uma exploração comercial equivocada das brechas legais. “Em sites da internet e redes sociais, se constatou propaganda de venda de flores em nome da Anvisa para finalidade não direta à saúde, mas com pretexto de ser saúde, descaracterizando a racionalidade de uso. Desta maneira os inocentes pagam pelos oportunistas, infelizmente!”, analisa o coodenador da Abicann. 

Fazendeiro cultiva cannabis em montanha da cidade de Ketama ao norte de Marrocos — Foto: Stringer/REUTERS/Arquivo

Fazendeiro cultiva cannabis em montanha da cidade de Ketama ao norte de Marrocos — Foto: Stringer/REUTERS/Arquivo 

Indicações da vaporização

A nutróloga Paula Pileggi Vinha, mestre em clínica médica pela Universidade de São Paulo (USP) e estudiosa das aplicações da cannabis na medicina, explica que a indicação da cannabis vaporizada estava longe de ser predominante no total de receitas. A Anvisa não divulgou um balanço sobre os tipos de pedidos concedidos. 

Paula Vinha afirma que a vaporização da planta é indicada em situações nas quais era preciso uma entrega rápida do CBD, como nos casos de crises ou dores. A ação do óleo pode demorar entre 1 hora e 2 horas, enquanto a administração vaporizada tem efeito imediato. 

Além das crises, o consumo in natura era usado como estratégia de “resgate”, como alternativa temporária, por exemplo, no caso de um jovem paciente que usava altas doses diárias de haxixe e tabaco. 

“É uma forma de libertar o paciente de um vício que ele tem”, explica Paula Vinha. “O médico nunca pode receitar a cannabis fumada. A gente tem dispositivos corretos”, afirma. “A proibição vai lesar os pacientes que precisam”, diz a médica. 

Para a Anvisa, a forma de administração que pode ser feita com a planta in natura não é a indicada. “A combustão e inalação de uma planta não são formas farmacêuticas/vias de administração de produto destinado ao tratamento de saúde”, apontou a agência na nota técnica número 35/2023. 

Campo de estudo e mercado em alta

De acordo com dados da Kaya Mind, empresa especializada em inteligência de mercado para o setor da cannabis e mercados afiliados, o Brasil já conta com mais de 180 mil pacientes. “A Kaya mapeou mais de 80 empresas e 1900 produtos relacionados à cannabis que estão ao alcance dos brasileiros”, afirma relatório sobre o mercado brasileiro em 2022. 

Segundo a médica Paula Vinha, que é a responsável científica pela 2ª edição da Conferência Internacional da Cannabis Medicinal (CICMED), que ocorre em 4 e 5 de agosto em São Paulo, o país tem cerca de 3 mil médicos prescritores de produtos de cannabis. 

Ela conta que, na primeira edição da conferência, foram 600 profissionais de saúde. Neste ano, são esperados mil participantes das mais diversas áreas, incluindo também odontologia e veterinária. 

“O tema está crescendo muito. (…) Se você trata o seu paciente e não pensa na modulação do sistema endocanabinoide, está deixando uma coisa importante de lado”, afirma Paula Vinha. 

'Hoje eu tenho vida', conta pastora sobre uso de Cannabis medicinal

‘Hoje eu tenho vida’, conta pastora sobre uso de Cannabis medicinal 

O consultor da Abicann lembra que existem mais de 90 países que regulamentaram o uso terapêutico por meio dos fitoativos da cannabis sativa e aproximadamente 30 regulamentaram o cultivo. 

“A Alemanha regulamentou o cultivo para aplicação em saúde e estabeleceu a venda de certos perfis de genéticas de flores de cannabis para serem dispensadas em farmácias e drogarias por apresentação da receita médica. Esta padronização permite controle por rastreabilidade do cultivo, evitando desvios de conduta e contaminações”, explica Fábio Costa. 

O farmacêutico lembra que há um excedente de flores no mercado europeu, americano e uruguaio, mas o rigor sanitário exige pesquisas e estudos clínicos que tragam racionalidade do uso em escala, eficaz e seguro da planta in natura. 

“Para uma evolução coerente do cenário brasileiro, precisamos do avanço legislativo regulatório, permitindo o cultivo em vários níveis, para diminuir custo de manufatura, ampliar o desempenho tecnológico, qualificar mão de obra, gerar mais empregos e expandir o acesso ao tratamento, no mínimo”, avalia Fábio Costa Jr.

Informações G1


Número de ocorrências registradas entre 2021 e 2022 representa quase metade do total dos últimos 10 anos. Maioria dos casos envolve crianças de até 9 anos.

Equipamento monitora batimentos cardíacos de paciente — Foto: GETTY IMAGES

Equipamento monitora batimentos cardíacos de paciente — Foto: GETTY IMAGES 

Os casos de ataque cardíaco entre crianças e jovens de até 19 anos dispararam na região de Campinas (SP) nos últimos dois anos. É o que mostram dados do Ministério da Saúde, divulgados por meio da plataforma DataSUS e apurados pelo g1. 

Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022 foram 29 internações pela condição, formalmente chamada de infarto agudo do miocárdio. O número representa quase metade do total registrado desde o início de 2013. Neste ano, até maio, já foram duas ocorrências. 

Infarto entre crianças e jovens de até 19 anos por ano

Levantamento mostra que o índice disparou nos últimos dois anos

O levantamento inclui números de 16 municípios (confira abaixo) e considera atendimentos realizados tanto pela rede pública, quanto privada. Somando toda a série histórica, que começa em 2007, foram 80 ocorrências

Com relação ao perfil das vítimas de todo o período, 55 eram crianças de até 9 anos e 56 eram do sexo masculino. Além disso, embora os dados sejam alarmantes, a taxa de mortalidade é baixa: foram apenas três em 16 anos. 

Infarto entre crianças e jovens de até 19 anos por cidade

CIDADECASOS 
Águas de Lindoia
Americana
Campinas34 
Espírito Santo do Pinhal
Hortolândia10 
Indaiatuba
Jaguariúna
Mogi Guaçu
Mogi Mirim
Monte Mor
Morungaba
Paulínia
Santo Antônio do Jardim
Sumaré
Valinhos
Vinhedo1

No início da semana, a notícia de que Bronny James, o filho de 18 anos do astro da NBA Lebron James, sofreu uma parada cardíaca enquanto treinava com o time de basquete da Universidade do Sul da Califórnia levantou mais uma vez o alerta para a incidência de infarto entre os jovens. 

Infarto, parada cardíaca e acidente cerebral vascular, juntos, compõem a principal causa de morte em todo o mundo. No Brasil, os casos de infartos registrados por mês mais que dobrou nos últimos 15 anos, e a média mensal de internações decorrentes subiu quase 160% no mesmo período. 

Bronny James, filho mais velho do astro da NBA LeBron James — Foto: Gary A. Vasquez/USA Today Sports via Reuters/Arquivo

Bronny James, filho mais velho do astro da NBA LeBron James — Foto: Gary A. Vasquez/USA Today Sports via Reuters/Arquivo 

O aumento alarmante e repentino, que coincide com a pandemia da Covid-19, pode estar relacionado aos maus hábitos, que acabaram sendo reforçados nesse período. De acordo com a cardiologista Elaine dos Reis Coutinho da PUC Campinas, a falta de atenção à saúde, o sedentarismo e a má alimentação têm um peso importante nesse cenário. 

❤️ Confira o que ela diz sobre o assunto:

  • 💊 Falta de cuidado com a saúde: “na pandemia a gente não se cuidou como deveria, do ponto de vista médico. A gente viu que, durante a pandemia, os consultórios ficaram muito vazios. A gente teve uma com uma ocupação bem menor, uma frequência bem menor de paciente do que está acontecendo agora”.

“Agora o consultório está lotado de pacientes querendo retomar o check-up. Quer dizer, foram dois ou três anos sem se cuidar”.

  • 💪 Sem atividades físicas: “Nos últimos anos a qualidade de vida, em termos de estilo de vida, ficou muito pior. Menos de 50% das pessoas faz atividade física. Tem alguns dados que chegam a 70% entre jovens. Pra ter como referência, criança e adolescente deveriam fazer algo em torno de 90 minutos por dia de atividade moderada. Na prática isso não acontece”.
  • 🍕 Alimentação perigosa: “e na pandemia a pessoa ficou enclausurada, o que aumentou o consumo, especialmente de alimentos que dão prazer, como é o caso dos carboidratos, ultraprocessados, ricos em gordura. De fato, existem dados mostrando que o peso das pessoas aumentou nesses dois ou três últimos anos e que o sobrepeso é um fator de risco”.
  • 😢 Emocional abalado: “outro fator importante é o da saúde emocional. A incidência de alteração de estresse, distúrbio de comportamento de ansiedade, depressão, também afetam. Na pandemia a gente falava que, quem não estava com Covid, estava com alguma doença relacionada ao emocional. Isso também afeta e pode levar ao infarto”.

Check-up em todas as idades

Diferente do que é ensinado, Elaine diz que o check-up é fundamental em todas as fases da vida, inclusive nas crianças. Acompanhar as condições de saúde é o primeiro passo para tratar ou prevenir doenças no futuro. “Hoje a Sociedade Brasileira de Cardio recomenda que as crianças e adolescentes também tenham um rastreamento universal”. 

“Isto é, que seja feito o monitoramento do colesterol a partir dos 10 anos. Isso pede mais atenção ainda quando a criança tem familiares com doenças cardíacas. Nesse caso, a partir dos 2 anos tem indicação de alguns exames”.

Informações G1



Foto: Reprodução Freepik

Mais mulheres estão morrendo por uso abusivo de álcool no Brasil. Entre os anos de 2010 e 2021, houve o aumento de 7,5% de mortes e de 5% das internações entre as pessoas do gênero feminino, quando comparadas as taxas por 100 mil habitantes.

Os dados foram divulgados na quinta edição da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2023”, levantamento anual elaborado pelo Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), nesta quarta-feira (26).

De acordo com Mariana Thibes, socióloga e coordenadora do Cisa, esse aumento pode ser resultado da sobrecarga que mulheres sentem por acumular muitas atividades como cuidar da família, da casa, estudar e trabalhar fora.

As mulheres nessa faixa adulta usam o álcool como uma forma de relaxar e lidar com dificuldades do acúmulo de atividades do dia a dia. Durante a pandemia a gente viu muito isso acontecer, a mulher que postava uma foto nos stories com uma taça de vinho dizendo que aquele era o único jeito de relaxar, e aí essa taça de repente viraram duas, três, uma garrafa, e aí se instala o problema. Mariana Thibes, socióloga e coordenadora do Cisanone

O organismo feminino é mais suscetível aos efeitos nocivos das bebidas alcoólicas, biologicamente. Por isso, elas costumam sofrer com as consequências —como doenças ligadas ao consumo— mais cedo do que os homens: enquanto nelas os problemas relacionados ao álcool aparecem por volta dos 45 anos, eles só sentem os sintomas a partir dos 55 anos.

Jovens bebem cada vez mais cedo, e homens reduzem consumo

Em 2021, crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos responderam por 2,4% das mortes e por 11,3% das internações. Na faixa etária seguinte, dos 18 aos 34 anos, a participação foi de 7% e 17,8%, respectivamente. Entre 35 e 54 anos, por 19,2% e 26,6%. A média de idade em que se inicia esse consumo é aos 12,5 anos.

A melhor forma da gente tratar essa questão é fazendo a prevenção. O uso de álcool antes dos 18 anos afeta a formação do cérebro humano, que só termina de se desenvolver depois dos 23 anos. Mariana Thibes, socióloga e coordenadora do Cisanone

Entre os homens, foi registrada queda de 8% das mortes e de 13% das internações. Na população como um todo, houve redução de 4,8% e 8,8%, respectivamente, após o pico de mortes no primeiro ano da pandemia de covid-19.

“Uma coisa que está interferindo nessa queda entre homens é: uma das maiores causas de morte relacionada ao uso de álcool é acidente de trânsito. E quando você tem uma política pública consistente com uma lei seca, por exemplo, você já começa a olhar o resultado, né? A gente viu que os acidentes de trânsito por uso de álcool caíram cerca de de 32% entre 2010 e 2021”, diz Thibes.

Informações Viva Bem UOL


Uma reportagem exibida no Fantástico, da Rede Globo, contando o caso de uma jovem que morreu após complicações provocadas depois da extração de dois dentes sisos, em abril deste ano, numa cidade do interior de São Paulo, provocou pânico em muitas pessoas e tem gerado polêmica nas redes sociais. O caso chama a atenção para os cuidados não apenas para a necessidade de o paciente escolher um profissional especializado e experiente para a realização do procedimento, mas, também, para os cuidados
pré e pós-operatórios, os quais, de acordo com o cirurgião bucomaxilofacial, Thiago Leite, são fundamentais para uma recuperação com êxito e sem intercorrências.

Responsável pela realização de mais de 30 mil cirurgias de siso, o especialista Thiago Leite garante que a morte por extração de um siso é algo que não se pode registrar como um tipo de ocorrência comum no dia a dia da prática de cirurgiões dentários. Segundo o bucomaxilo, que costuma realizar esse tipo de procedimento todos os dias, “a retirada do siso em si é um procedimento de baixa à média complexidade dentro do que chamamos de cirurgias orais menores”, salientou, explicando que se trata, inclusive, de uma cirurgia que é feita sob sedação no próprio consultório odontológico e que, em casos específicos, após exames e todo um protocolo específico, tendo a necessidade, a cirurgia é realizada em centro cirúrgico, com anestesia geral e sob a supervisão do anestesista o tempo inteiro.

Conforme Dr. Thiago Leite, no caso da jovem que morreu após dois dias da cirurgia realizada, o que pode ter ocorrido foi justamente uma evolução para um quadro de infecção pós-operatório, inclusive dentro do hospital, uma vez que ela voltou a ser internada, seguindo para uma parada cardiorrespiratória. “Portanto, é importante ressaltar que a extração dos sisos é algo mais que seguro, além de necessário. Quando feito com um profissional habilitado, com todos os exames necessários e com todos os cuidados pós-operatórios, o paciente tende a se recuperar rápido e voltar às suas atividades normais em uma semana. Foi realmente lamentável o que ocorreu com essa jovem. Mas, repito, o procedimento em si não foi o motivo do óbito”, salientou o cirurgião, o qual ressalta que um cirurgião bucomaxilofacial tem uma formação toda voltada para procedimentos da região da face que garante a segurança do paciente.

Ainda sobre o caso da jovem da reportagem exibida no Fantástico, a cirurgia não foi realizada por um bucomaxilo, vale salientar. Porém, é importante frisar frisar que todo cirurgião dentista formado está preparado para realizar a extração desses dentes. Nossa especialização nos difere pelo fato de sermos especializados exatamente em bucomaxilo e, se o paciente precisa é de um especialista, deve estar atento, checar diretamente no site do Conselho Federal de Odontologia, quando não se tem referência do profissional, por meio do nome e inscrição do dentista”, orientou Dr. Thiago Leite.

Uma outra dúvida que a reportagem acabou gerando foi a necessidade ou não de o paciente retirar mais de um siso de uma só vez e se essa prática pode resultar em algo negativo. Como afirma o especialista, a extração de dois ou mais sisos numa mesma cirurgia depende exclusivamente da experiência do profissional e também escolha e condições do paciente, uma vez que o pós operatório – repouso e medicação – se dão por igual. O repouso também consiste em o paciente ter que evitar esforço físico, ter cuidado com a higiene da boca, alimentação fria – líquida ou pastosa – nos primeiros dias, e é preciso seguir à risca a medicação prescrita. Os sisos são dentes que nascem por volta dos 16 aos 20 anos e que, na maioria dos casos, podem ficar presos entre a gengiva e o osso, podendo ocasionar dores intensas na cabeça e na face.