De janeiro a agosto deste ano, pelo menos 5 homens foram diagnosticados por semana em Feira de Santana, na Bahia, em decorrência do câncer de próstata, segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS neste município. Na Bahia, nos últimos 14 anos, a taxa de mortalidade por conta da doença aumentou 63,8% de acordo com dados do Ministério da Saúde. Câncer mais comum entre os homens, o câncer de próstata registra cerca de 65 mil casos e 15 mil óbitos por ano no Brasil. Trata-se de um tumor maligno, e é o segundo mais comum na população masculina no país, destacou o cirurgião urologista, Dr. Eduardo Cerqueira, ficando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. É também a segunda maior causa de óbito entre os homens.
“Infelizmente, apesar de todas as campanhas realizadas e informações para que os homens procurem o especialista e adotem medidas preventivas, ainda existe um tabu muito grande em torno da doença, da própria consulta e do exame de toque necessário para a detecção do câncer”, ressaltou. Basicamente, são dois os tipos de exames para descobrir a doença: o toque retal e o exame de sangue PSA. O problema é que o estigma em torno dos exames impede um diagnóstico precoce e, dessa maneira, reduz muito a chance do tratamento ainda no início da doença e, consequentemente, a cura. “Seja por medo, seja pela desinformação ou mesmo pela vergonha, ainda são muitos os homens que evitam fazer os exames, principalmente, o toque retal. Porém, quando o fazem, percebem que se trata de um exame muito direcionado, rápido, de baixo custo e muito eficaz”, explicou Dr. Eduardo Cerqueira, lembrando que existe um outro exame possível de ser feito, a ressonância, mas de alto custo, entre R$ 800,00 a R$ 1.200,00. “O toque retal ainda é o melhor exame e que nos dá todas as informações necessárias. É preciso desmistificar. O preconceito e a desinformação são os principais desafios, em pleno século 21, para combater esse tipo de câncer que é responsável por 28% das mortes da população masculina que é acometida por alguma neoplasia maligna”, frisou.
É importante ressaltar que o INCA estima que o Brasil deva registrar 71,7 mil novos casos de câncer de próstata por ano no triênio 2023-2025. Só em 2023, a estimativa do órgão é que 6.510 homens devem ter a doença na Bahia. Diante desses números, porém, Feira de Santana respira uma redução em torno de 24,4% nos casos em 2023 (164 casos diagnosticados) *comparando com o mesmo período de *2022 (217 diagnósticos* da doença), janeiro a agosto, conforme o Sistema de Informações Hospitalares do SUS, assim distribuídos por faixa etária: 70 pacientes entre 60 a 69 anos; de 70 a 79 anos, foram 54; com idade entre 50 a 59 anos, foram registrados 21 óbitos; com 80 anos ou mais, 17. 2 pacientes entre 40 e 47 também entraram na lista dos pacientes diagnosticados com a doença. O urologista Eduardo Cerqueira atribui o maior número de diagnósticos de câncer de próstata entre pessoas acima dos 60 anos por conta da prevalência da doença ser maior entre pessoas mais idosas.
O cirurgião urologista salienta que os principais fatores de risco incluem, além da idade avançada, o histórico familiar, fatores hormonais e ambientais, o sedentarismo e o excesso de peso. De acordo com o especialista, a fase do tumor e as características do paciente é que vão determinar as formas de tratamento da doença, porém, “é importante não aguardar que os sintomas surjam para procurar o tratamento, pois a cura, desta forma, fica muito mais difícil. Por isso, a importância de, a partir dos 45 anos, fazer os exames anualmente, pois a doença é silenciosa e assintomática em seu estágio inicial. E, quando descoberto precocemente, o tumor tem 90% de chances de cura”, ressaltou. Quando avançado, o tumor apresenta os seguintes sintomas: crescimento benigno da glândula, tendo como características a dificuldade para urinar seguida de dor e ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Nas fases mais avançadas, pode-se perceber a presença de sangue no sêmen, ocorrer impotência sexual e outros desconfortos decorrentes de metástase em outros órgãos. O tratamento mais indicado hoje para o câncer de próstata, segundo o especialista, é a cirurgia robótica, procedimento minimamente invasivo e com uma das melhores respostas de cura. Seus benefícios são inquestionáveis, conforme Dr. Eduardo Cerqueira, pois consegue melhor preservar os nervos locais, o paciente apresenta menor sangramento, recuperação mais rápida e uma melhora nítida dos resultados pós cirúrgicos.
“O ser humano se adapta a quase tudo na vida, mas não se adapta à dor. Por isso, escolhi trabalhar com dor orofacial”. Com essa afirmativa, o cirurgião bucomaxilofacial, Dr. Thiago Leite, finalizou nesta quarta-feira, 9 de novembro, o curso avançado de Diagnóstico, Controle e Tratamento das Osteoartrites da ATM, sob a supervisão da Dra. Reem Hossameldin e do Dr. Ricardo Tesh, chefes do departamento de cirurgia Bucomaxilofacial e dor orofacial da Universidade de Michigan, EUA, Cairo, no Egito, realizado na Faculdade de Medicina de Petropólis, Rio de Janeiro, onde aconteceram os três dias de aulas teóricas e práticas.
A Articulação Temporomandibular (ATM) é uma articulação vital na vida do indivíduo, pois é responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca permitindo o encaixe da mandíbula com o resto do crânio, possibilitando a pessoa a falar, bocejar, comer, beber e tantas outras funções que dependem de desse movimento. A ATM pode sofrer disfunções, conhecidas como DTM, uma patologia que não escolhe idade, podendo apresentar como sintomas dores na mandíbula, na cabeça, orofaciais, ouvido ou sensação de ouvido tapado e zumbido, além de dificuldade em abrir e fechar a boca completamente ou ter a mandíbula travada ou sentir estalos durante seus movimentos. A DTM ainda pode causar dor na hora da mastigação ou quando o indivíduo conversa e também no pescoço e nos ombros. Para o diagnóstico desta doença e tratamento desses sintomas, o profissional capacitado é o cirurgião bucomaxilofacial.
Mas, e quando a dor chega a ser quase insuportável e em pacientes que já sofrem com doenças que lhe causam dores? “É preciso prestar atenção ao nosso corpo e sempre procurar um especialista para interpretar esses sinais incômodos que percebemos e que, na maioria das vezes, chega a atrapalhar nosso dia a dia em casa e mesmo na vida profissional”, salientou o Dr. Thiago Leite, especialista nesta questão e cirurgião bucomaxilofacial, que ressalta a necessidade de os profissionais da área atentarem para uma outra demanda urgente muito comum entre pacientes com Artrite Reumatoide, Doenças Reumáticas e Lupus.
Trata-se justamente da Osteoartrite da ATM, uma doença degenerativa, de alta prevalência, caracterizada por degeneração progressiva da articulação, remodelação óssea local, sinovite – inflamação que, com o tempo, pode causar o desgaste da cartilagem da ATM – e dor crônica. A cartilagem da ATM protege a articulação contra danos durante a compressão mecânica, fato que ocorre durante o processo de fechamento ou apertamento dos dentes, de acordo com Dr. Thiago Leite. Pensando nesse público e na necessidade de aperfeiçoar ainda mais as técnicas de tratamento voltadas para a Osteoartrite da ATM, Dr. Thiago Leite participou do curso que foi uma verdadeira imersão de três dias para o aprendizado de técnicas cirúrgicas avançadas para o controle da Osteoartrite da ATM.
O curso abordou estratégias para o diagnóstico e controle da Osteoartrite da ATM, baseadas nas melhores evidências disponíveis, até as técnicas mais recentes por meio de práticas de reposicionamento de disco articular e aplicação de medicamento da ATM guiada por ultrassonografia, e contou com a presença de 25 cirurgiões bucomaxilofaciais do México, Chile Nicarágua e somente 5 brasileiros, dentre eles, Dr. Thiago Leite, de Feira de Santana, Bahia.
Por Adriana Matos AMA Comunicação Integrada (75. 991319845)
A primeira vacina contra chikungunya foi aprovada pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administrationj (FDA) nesta sexta-feira (10).
A vacina, de dose única, vai ser comercializada como Ixchiq e é indicada para pessoas com 18 anos ou mais que morem em regiões expostas ao vírus – como é o caso do Brasil. Ela contém uma versão viva e enfraquecida do vírus chikungunya.
O imunizante aprovado é do grupo Vanlneva, uma produtora de vacinas da Áustria. No Brasil, o Instituto Butantan tem parceria com a produtora.
Procurado pelo g1, o Butantan informou que deve submeter à Anvisa no primeiro semestre de 2024 um pedido de aprovação.
Segundo o instituto, a pesquisa no Brasil está em “fase 3”, o que significa que está em estágio avançado, com estudos clínicos sendo realizados em pessoas. “Os resultados, esperados para breve, podem substanciar a ampliação da indicação da vacina para este grupo etário”, diz o Butantan.
Dados americanos do ensaio clínico de fase 3 publicados em junho na revista The Lancet mostraram que a vacina é segura e induziu anticorpos em 98,9% dos participantes da pesquisa.
“É uma ótima notícia para todos. Estamos cada vez mais próximos de oferecer uma vacina contra chikungunya para a população. O Butantan tem muito orgulho de participar ativamente deste processo de desenvolvimento”. — Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.
❗ Alerta: No Brasil, a chikungunya apareceu há dez anos e, nesse período, se espalhou por todos os estados, atingindo 60% dos municípios brasileiros.
🤒 Surtos: Nesse período de circulação pelo país, o vírus causou sete surtos. Eles atingiram o pico nos primeiros meses do ano, principalmente na época das chuvas.
🦟 Transmissão: O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do zika vírus. Segundo o Ministério da Saúde, o país já registrou mais de 1,1 milhão de casos com 909 mortes.
🚨 Números preocupantes: Até meados do primeiro semestre deste ano, 53 mil casos prováveis tinham sido registrados. A taxa representa um aumento de 98% em relação ao número de casos no mesmo período de 2022.
😲 De olho no Sudeste: A região com a maior incidência de casos é o Sudeste, com 42,6 casos prováveis por 100 mil habitantes.
Testes da vacina
A segurança do Ixchiq foi avaliada em dois estudos clínicos realizados na América do Norte, nos quais cerca de 3.500 participantes com 18 anos de idade ou mais receberam uma dose da vacina
Em um deles, feito nos Estados Unidos, foi analisada a resposta imunológica de 266 participantes que receberam a vacina comparando com a resposta imunológica de 96 participantes que receberam placebo.
O nível de anticorpos avaliado nos participantes do estudo baseou-se em um nível que demonstrou ser protetor em primatas não humanos que receberam sangue de pessoas vacinadas. Quase todos os participantes do estudo da vacina atingiram este nível de anticorpos.
A vacina foi aprovada usando o caminho de Aprovação Acelerada. Esse é um caminho que permite que a FDA aprove certos produtos para condições graves ou com risco de vida com base em evidências da eficácia de um produto que tem probabilidade razoável de prever benefícios clínicos.
Segundo a agência, após a comercialização, a empresa vai conduzir um estudo para avaliar o risco de reações adversas graves semelhantes à chikungunya após a administração de Ixchiq.
Durante o estudo, duas pessoas foram hospitalizadas com sintomas da doença.
No Brasil, segundo o Instituto Butantan afirmou que a vacina está sendo testada em 750 adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que residem em áreas endêmicas nas cidades de São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Laranjeiras (SE), Recife (PE), Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Boa Vista (RR).
Como chikungunya é transmitida e quais os sintomas
Transmissão: pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.
Sintomas: febre, dores intensas nas articulações, dores nas costas e pelo corpo, dor de cabeça, erupção avermelhada na pele, náuseas e vômitos, dor atrás dos olhos e calafrios.
Vale lembrar que a infecção tem uma fase aguda, marcada por febre, dor no corpo e fadiga. Porém, numa parcela de pacientes, a doença evolui para a forma crônica, marcada por fortes dores nas articulações, que são incapacitantes e podem se prolongar por meses.
O Butantan alerta que essas sequelas deixadas pela chikungunya deixam um impacto na saúde pública.
“Muitos desses casos ocorrem em pessoas jovens, que não conseguem mais nem trabalhar. Então, essa arbovirose acaba tendo consequências não só na saúde, mas na economia”. — Fernanda Boulos, diretora médica do Butantan.
Prevenção
A principal forma de prevenção atualmente é o controle dos vetores, assim como no caso da dengue.
Isso inclui esvaziar e limpar frequentemente recipientes com água parada, como vasos de plantas, baldes, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e descartar adequadamente o lixo.
Uma recente pesquisa realizada pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, detém novas e preocupantes informações para os apreciadores de doces: uma dieta rica em açúcar pode potencializar o risco de desenvolvimento de condições neurodegenerativas, como por exemplo, Alzheimer.
Açúcar em excesso potencializa o risco de Alzheimer
Ao explorar a semelhança entre humanos e moscas da fruta, os pesquisadores conseguiram identificar a capacidade de uma dieta com excesso de açúcar em gerar resistência à insulina em órgãos periféricos destas moscas.
O passo seguinte foi examinar o efeito dessa resistência no cérebro dos insetos, mais especificamente nas células gliais, já que estas, quando em disfunção, podem levar à degeneração neural.
Como a resistência à insulina no cérebro potencializa doenças neurodegenerativas?
A dieta rica em açúcar causou uma redução na quantidade de PI3k nas células gliais, o que indica resistência à insulina.
Além disso, a equipe de pesquisa analisou o equivalente da microglia na mosca, conhecido como glia embainhadora. Essas células possuem como função principal a remoção de detritos neurais, tal como axônios em degeneração.
O grupo de estudo observou que as células da glia apresentavam diminuição do índice da proteína Draper, sugerindo uma função prejudicada.
Eles notaram que após danificar os neurônios olfativos, a glia que os embainhava não conseguiu remover os axônios degenerados nas moscas que faziam dieta rica em açúcar, devido à baixa nos níveis de Draper.
Quais são as consequências de uma dieta rica em açúcar?
“Através deste estudo com moscas da fruta, foi possível constatar que dietas ricas em açúcar desencadeiam resistência à insulina na glia, interferindo em sua capacidade de limpar detritos neuronais.
Esse estudo apresenta percepções correlacionando a obesidade com o risco de doenças neurodegenerativas”, declarou Mroj Alassaf, do Fred Hutchinson Cancer Research Center e principal autor da pesquisa.
Compreendendo a importância de suas descobertas, a equipe responsável pela pesquisa demonstra esperança em contribuir com a produção de terapias que possam auxiliar na redução do risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
Com apenas uma semana de vida, a recém nascida australiana Bonnie Loutas já faz parte de um grupo muito exclusivo. Ela junta-se a crianças que foram concebidas por meio de uma técnica inovadora de reprodução assistida, conhecida como Maturação In Vitro de Capacitação (CAPA-IVM).
A técnica promete oferecer aos futuros pais que enfrentam dificuldades para engravidar uma alternativa mais simples e econômica em comparação com o método Fertilização In Vitro (FIV), fecundação do óvulo com o espermatozóide em ambiente laboratorial, formando embriões que serão cultivados, selecionados e transferidos para o útero.
“Todos estávamos ansiosos para ver Bonnie nascer. O Royal Hospital for Women é um dos seis locais no mundo que oferecem CAPA-IVM, e este é o primeiro bebê concebido na Austrália por meio desse método”, afirma Bill Ledger, um especialista em fertilidade da Universidade de Nova Gales do Sul, para o site Science Alert.
Embora a FIV tenha sido responsável pelo nascimento de mais de 8 milhões de crianças em todo o mundo nas últimas décadas, ela é de alto custo e possui alguns riscos, como o potencial superestímulo dos ovários.
Em contrapartida, a CAPA-IVM utiliza uma abordagem diferente, por coletar grupos de células imaturas chamados complexos cumulus-oócitos, que contêm óvulos imaturos e células de suporte, capazes de permitir o amadurecimento fora do corpo. Isso reduz a necessidade de estimular os ovários para a liberação de óvulos.
Embora a ideia de amadurecer óvulos fora do corpo não seja nova, a CAPA-IVM aprimora o processo, pois desacelera a maturação dos óvulos por 24 horas, resulta em óvulos mais saudáveis e aumentando as chances de uma gravidez bem-sucedida.
Técnica inovadora de reprodução reduz injeções
Essa técnica inovadora oferece não apenas uma maior probabilidade de uma criança saudável, mas também menos injeções, custos reduzidos e menos efeitos colaterais desconfortáveis para as futuras mães.
Para os pais de Bonnie, Leanna e Theo Loutas, a oportunidade de evitar os desconfortos das injeções hormonais durante a FIV foi uma decisão bem-vinda.
“Eu planejava fazer uma pausa antes de tentar a Fertilização In Vitro novamente devido aos efeitos colaterais dos hormônios durante a viagem. Quando me ofereceram a CAPA-IVM, fiquei agradavelmente surpresa ao saber que só precisaria de dois dias de injeções. Isso tornou todo o processo muito menos assustador”, afirma Leanna, também para o Science Alert.
Doença começa a se desenvolver 20 anos antes do aparecimento dos sintomas
Remédios que retardam os sintomas do Alzheimer estão começando a ser lançados | Foto: Freepik
Esta semana, os cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, publicaram um estudo mostrando um sinal precoce do Alzheimer anteriormente desconhecido.
Publicado na revista científica Molecular Psychiatry, o estudo mostrou que o aumento metabólico nas mitocôndrias de uma parte do cérebro, chamado hipocampo, também é um sinal precoce de Alzheimer.
Os cientistas estão esperançosos com a descoberta. Para eles, a informação não só vai acelerar os diagnósticos, como também abrir portas para novos métodos de tratamento precoce contra a doença.
Cientistas dizem que Alzheimer começa a se desenvolver 20 anos antes dos sintomas aparecerem
Nova descoberta pode acelerar o desenvolvimento de tratamentos precoces contra o Alzheimer | Freepik
“Essa doença começa a se desenvolver 20 anos antes do início dos sintomas”, disse em um comunicado Per Nilsson, professor associado do Departamento de Neurobiologia, Ciências do Cuidado e Sociedade do Instituto Karolinska. “Por isso é importante detectá-la precocemente.”
Ele disse que a descoberta também é importante para os medicamentos retardadores da doença que estão começando a chegar. São medicamentos como Lecanemabe, que foi aprovado neste ano. Ele é um anticorpo que elimina as placas de proteína beta-amiloide, que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer, segundo o jornal O Globo.
O remédio está sendo vendido com o nome comercial de Leqembi nos Estados Unidos, pelas farmacêuticas Eisai, do Japão, e a Biogen, norte-americana.
Os cientistas suecos usaram camundongos com um tipo de Alzheimer semelhante ao de seres humanos para estudar o desenvolvimento da doença antes da formação das placas amiloides.
“Curiosamente, as mudanças no metabolismo podem ser vistas antes que qualquer uma das placas insolúveis características do Alzheimer se acumule no cérebro”, disse Maria Ankarcrona, professora do Karolinska. “O diferente equilíbrio energético corresponde ao que vimos nas imagens do cérebro com Alzheimer (já diagnosticado), mas agora detectamos estas alterações numa fase anterior da doença.”
A campanha Novembro Azul, que começou como uma brincadeira entre amigos na Austrália, hoje é um movimento global que visa alertar os homens sobre a necessidade de buscar cuidados médicos preventivos. No Brasil, o mês de novembro se veste de azul uma forma de alertar sobre a importância de cuidar da saúde masculina, e essa conscientização vai muito além da prevenção do câncer de próstata. Segundo o médico Rodrigo Serapião, urologista credenciado a rede União Médica “O homem tem uma expectativa de vida menor que as mulheres, em parte devido a problemas evitáveis, como acidentes automobilísticos e doenças associadas a comportamentos de risco.”
Dr. Rodrigo ressalta: “O homem geralmente procura ajuda médica tardiamente, o que compromete a eficácia dos tratamentos. Novembro não é apenas para a próstata, mas para lembrar os homens de cuidar da saúde durante todo o ano. Isso inclui visitar regularmente seu urologista, cardiologista, médicos especializados em trato gastrointestinal, dentre outros. “O médico do homem, o urologista, tem a função não apenas de tratar dos problemas como pesquisar também doenças sistêmicas como diabetes, pesquisar certos tipos de tumores como câncer de pênis, pesquisar hipertensão arterial, pesquisar aumento de gorduras sanguíneas como o colesterol, então é dessa forma que se engaja na campanha do Novembro Azul. Quem procura acha e quem acha trata”, informou.
Quanto aos sinais de alerta de problemas urológicos, Dr. Rodrigo destaca que a próstata é notoriamente silenciosa em seus estágios iniciais, tornando a detecção precoce vital. Alguns sintomas, como aumento da frequência urinária, diminuição da força do jato urinário, incontinência urinária e desejo urgente de urinar, podem ser indicativos de problemas no trato urinário. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 80 mil novos casos de câncer de próstata são esperados no Brasil este ano, com um diagnóstico precoce sendo fundamental para um tratamento eficaz. 40% das mortes por câncer de próstata podem ser evitadas, para isso o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais.
“O Novembro Azul vai muito além de usar a cor azul como símbolo. É um chamado à ação para os homens, incentivando-os a cuidar de sua saúde, visitando médicos regularmente, monitorando sintomas e, acima de tudo, investindo na prevenção. A saúde masculina é um compromisso que deve ser levado a sério, durante o mês de novembro e ao longo de todo o ano”, conclui o urologista.
Pesquisa realizada pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) sobre a percepção do homem a respeito da sua saúde mostra que apenas 32% dos acima de 40 anos se consideram muito preocupados com a própria saúde e que 46% deles só vão ao médico quando sentem algo.
Esse número aumenta para 58% se este homem utiliza apenas o SUS. Apesar do descaso, metade deles tem medo ou ansiedade quando pensa na saúde. A pesquisa, viabilizada pelo Laboratório Adium, foi realizada com homens acima de 40 anos representantes de todas as regiões do país, via aplicativo mobile pelo Instituto de Pesquisa IDEIA.
Um estudo do Instituto Lado a Lado pela Vida, intitulado “A Saúde do Brasileiro”¹, realizado em parceria com o QualiBest, também mostra que 83% dos homens entrevistados entendem que precisam cuidar melhor da saúde.
A pesquisa aponta que mais da metade (51%) atribui a rotina estressante como o principal empecilho para cuidar melhor da saúde, enquanto 32% disseram que o acesso à saúde é o maior problema para seguir com os cuidados médicos.
88% dos homens entrevistados vão ao médico ao menos uma vez ao ano. Quando questionados quem realiza o agendamento das consultas, 84% disseram que são eles mesmos. Apenas 10% afirmaram que são as esposas que marcam as visitas médicas.
Sedentarismo é um problema comum
Entre os problemas de saúde mais apontados pelos homens na pesquisa da SBU estão o sedentarismo: 26%, seguido pela pressão alta, 24%, e a obesidade, 12%.
Vale ressaltar que 35% responderam não ter nenhum problema de saúde. Apenas entre os homens 60+ o sedentarismo teve menor índice de escolha, 18%. Nessa faixa etária o problema mais citado foi a pressão alta, 40%.
A maior proporção dos homens que só vai ao médico ao sentir algo está no grupo entre 40/44 anos (49%). Já o que mostrou ter maior cuidado com a saúde é o grupo 60+, com 78% respondentes afirmando fazerem exames a cada seis meses ou um ano.
A pesquisa do Instituto Lado a Lado pela Vida aponta que 42% dos entrevistados afirmaram que estão acima do peso saudável indicado pelo IMC. Desses, 31% têm sobrepeso de 6 a 10 kg, enquanto um quarto dos entrevistados (25%) estão com 15 kg a mais.
A pesquisa também mostrou que 16% fazem ou fizeram algum tratamento de doenças do coração nos últimos cinco anos, 15% trataram a obesidade e 14% as doenças respiratórias. Apenas 3% fizeram algum tratamento contra o câncer.
Problema da próstata menos conhecido é o mais prevalente
Imagem: iStock
Apesar de ser a doença mais prevalente da próstata, a hiperplasia benigna (HBP) é conhecida apenas por 43% dos homens, segundo o estudo da SBU. A maioria diz saber sobre o câncer (75%) e a prostatite (59%).
O desconhecimento da HPB é maior entre os mais jovens, de 40 a 44 anos (apenas 39% sabem o que é), e entre os moradores da região Norte (33% sabem o que é).
A estimativa é de que cerca de 50% dos homens acima de 50 anos terão algum grau de HBP.
“Na HBP a próstata, uma glândula localizada abaixo da bexiga em homens, aumenta de tamanho devido ao crescimento celular excessivo. E é mais comum em homens acima de 50 anos”, explica Roni Fernandes, vice-presidente da SBU.
Os sintomas incluem aumento da frequência de urinar durante o dia, diminuição da força e calibre do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, sensação de urgência para urinar e outros sintomas relacionados ao trato urinário.
“Esses sintomas ocorrem porque o aumento do tamanho da próstata pode comprimir a uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. Isso leva a uma obstrução parcial do fluxo urinário e causa os sintomas mencionados”, complementa o médico.
Além disso, a HBP também pode afetar o funcionamento da bexiga e dos rins. A obstrução do fluxo urinário pode causar um aumento da pressão dentro da bexiga, o que pode levar a problemas na capacidade de esvaziar completamente a bexiga. Isso, por sua vez, pode resultar em infecções urinárias recorrentes e outros problemas relacionados à bexiga.
A identificação precoce dos sintomas da HBP é importante para que o tratamento possa ser iniciado imediatamente. Existem várias opções de tratamento disponíveis, incluindo medicamentos para diminuir o tamanho da próstata e aliviar os sintomas, terapia comportamental para melhorar o controle urinário e, em casos mais graves, cirurgia para remover a parte da próstata que está causando a obstrução.
Apesar de as dificuldades de micção serem mais comuns com o avançar da idade, o problema está longe de ser um processo aceitável como normal no envelhecimento.
No entanto, 38% dos participantes concordam (totalmente ou parcialmente) que é normal ter dificuldade para urinar com o passar do tempo, e que isso não é motivo de preocupação. O índice de acordo (total ou parcial) aumenta entre os homens de 60+, 48%.
A próstata aumentada é uma das causas da dificuldade de urinar e, em longo prazo, se não tratada, ela pode causar retenção urinária, infecções e lesão no trato urinário, incluindo nos rins.
O câncer de próstata
Entre as doenças urológicas que os homens têm mais medo, o câncer ficou na frente, com 58% das respostas no levantamento da SBU. Seguido pela impotência sexual (37%).
O exame de toque retal ainda desperta medo em 1 em cada 7 homens, sendo esse receio mais prevalente entre os homens 60+ e nos provenientes do Centro-Oeste.
A região também se destaca por ter a maior concentração de homens com medo de ter câncer (64%) e disfunção erétil (43%).
Imagem: iStock
Levantamento do IUCR (Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica) nas bases do Cancer Tomorrow, da OMS, aponta que em 2040 os tumores de próstata serão a causa de 41,4 mil mortes de brasileiros, um aumento de 122%, acima da média anual, que registra acréscimo de 97%.
De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares, do Ministério da Saúde, de janeiro a julho de 2023 houve 21.803 internações devido ao câncer de próstata. A Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Inca (Instituto Nacional de Câncer), para a doença é de 71.730 novos casos anuais para o triênio 2023/2025.
Em 2022, foram 16.292 óbitos pela doença, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, ou seja, 44 mortes por dia.
Enquanto 75% dos homens afirmaram conhecer o câncer de próstata, 85% disseram não conhecer ou não saber os sintomas da doença.
O percentual de desconhecimento é maior entre os que utilizam apenas o SUS (62%).
A maioria (44%) acredita que ardência/dificuldade para urinar seja um sintoma do tumor, o que não é verdade.
Segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, “as constatações de sobrepeso acendem a luz, pois um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata é a obesidade. Além disso, em um país como o Brasil onde, segundo o IBGE 10,6% da população se autodeclara preta e 45,3% parda, temos o dever de reforçar a mensagem de que a doença é 76% mais incidente em homens afrodescendentes. É muito importante analisar a soma dos fatores para saber se há uma predisposição a desenvolver algum tipo de câncer”.
Alguns sinais e sintomas, embora não específicos do câncer de próstata, podem ser encontrados e merecem muita atenção:
Sangue na urina ou no sêmen
Micção frequente
Fluxo urinário fraco ou interrompido
octúria (levantar-se diversas vezes à noite para urinar)
A SBU recomenda que homens a partir de 50 anos, mesmo sem apresentar sintomas, devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada tendo como objetivo o diagnóstico precoce do câncer de próstata.
Os homens que integrarem o grupo de risco (raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata ou obesos) devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos.
A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA no sangue juntamente com o exame de toque. Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB, e há situações em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso.
As opções de tratamento variam de acordo com o estágio da doença e com as condições clínicas e desejo do paciente. Entre elas estão cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos.
Anote as dicas
Passe em consulta com o urologista uma vez ao ano
Se você já tem 50 anos de idade ou mais, faça o exame de toque retal e de sangue PSA para a prevenção do câncer de próstata. Caso se encaixe nos grupos de risco, comece aos 45 anos
Tenha uma alimentação equilibrada todos os dias
Faça atividade física regularmente
Não fume
Use preservativo na relação sexual
Bebida alcoólica só com moderação
Fique alerta aos sinais do seu corpo
Mantenha um peso adequado e saudável
¹ Participaram do levantamento 815 pessoas. Dos 401 homens, 52% são usuários do SUS; 27% são atendidos pelo Sistema Suplementar (planos e seguros de saúde) e 21% afirmam que utilizam ambos os sistemas de saúde.
Seja por memes nas redes sociais ou por situações no cotidiano, você provavelmente está cansado de ver e ouvir sobre a terceira lei de Newton. Aquela em que fala que para toda ação, há uma reação igual e oposta. A lei da ação e reação. Sabe o coice que uma pessoa recebe ao disparar uma arma?
Quer outro exemplo? Imagine um pêndulo parado. Se você empurrá-lo, o pêndulo até vai se mover, mas ele vai voltar. E caso você não se mexa, vai te acertar com a mesma força que você o empurrou.
Então, são alguns exemplos dessa terceira lei.
Acontece que pesquisadores conseguiram observar que espermatozoides e outros microorganismos com flagelos conseguem se locomover e praticamente ignorar ela. Realizado na Universidade de Kyoto, no Japão, o estudo analisa como as propriedades elásticas desses flagelos conseguem impulsionar as células de forma a não sofrer o efeito de reação da terceira lei.
Os flagelos são estruturas bem finas, filamentos parecidos com um fio de cabelo, que saem do corpo da célula. Eles impulsionam as células se movimentando no fluido, indo contra a terceira lei, em um efeito chamado de movimento “não-reciproco”.
Os pesquisadores passaram a estudar uma forma de tentar burlar essa lei com alguns nadadores biológicos microscópicos que usam esse flagelo para locomoção. Para isso, eles utilizaram espermatozoides humanos e algas do gênero Chlamydomonas.
Mesmo em uma escala microscópica, era esperado que o fluido dissipasse a energia do flagelo que se movimenta para empurrar a célula. Ou seja, mesmo com o flagelo batendo freneticamente, a célula não conseguiria nem ir muito longe e nem com a velocidade que geralmente elas se movimentam.
Apesar disso, eles descobriram algo que pode em parte dar uma resposta a esse mistério. Os flagelos possuem uma habilidade de conseguirem se movimentar de um jeito em que eles ondulam sem perder tanta energia. Essa propriedade, chamada de elasticidade ímpar, faz com que a energia dissipada no fluido não interfira no movimento da célula.
Para saber o quanto, os cientistas fizeram um cálculo. Analisaram a forma como o espermatozoide ou microorganismo estava posicionada, e sua elasticidade possivel pela curvatura do filamento do flagelo. Depois, observaram a forma como esse flagelo se movimenta no fluido, e de onde parte o acionamento para o movimento. Constataram o seguinte: é como se o espermatozoide fosse capaz de empurrar o “pêndulo”, sem que ele volte.
Apesar disso, os pesquisadores, ressaltam, que ainda não sabem quais são todos os processos envolvidos nessa capacidade que os espermatozoides e outros microorganismos com flagelo têm de “enganar” essa clássica lei do movimento.
Agora, os cientistas têm como objetivo continuar a desenvolver os estudos sobre o módulo elástico desses micro nadadores a fim de descobrir quais os outros processos envolvidos. Além disso, eles creem que sua pesquisa pode ajudar outros pesquisadores a construir robôs microscópicos que também possam ter a mesma capacidade de se locomover, mas sem sofrer a reação do ambiente.
Que tal fazer umabatatabem crocante e deliciosa, mas sem usar óleo na panela? Sim, é possível preparar umabatata frita assim no forno, sem causar aquele trabalho que faz com que muitos evitem esse tipo de receita no dia a dia.
Além de mais simples de fazer, o prato também fica menosgordurosoe, consequentemente, mais saudável. Dá para incluir no cardápio sem nenhum problema! Então, se você quer aprender a fazer esta maravilha, confira o passo a passo a seguir e se surpreenda com o resultado mais que incrível!
Batata frita de forno
Tempo:1h15 Rendimento:6 porções Dificuldade:fácil
Ingredientes:
8 batatas (sugerimos do tipo asterix)
1/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de azeite
Sal a gosto
Queijo parmesão ralado para polvilhar
Modo de preparo:
Descasque as batatas e corte-as em forma de palito
Despeja em uma assadeira e polvilhe com a farinha até que todas as batatas fiquem cobertas
Regue com o azeite e então espalhe as batatas em uma única camada
Coloque sal a gosto e leve ao forno médio por cerca de 1 hora ou até ficarem douradas
Se desejar, depois de prontas, polvilhe com queijo parmesão ralado e sirva em seguida.