Se cessar-fogo não ocorrer, presidente dos EUA pode incluir Rússia no tarifaço

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua “frustração” tanto com a Ucrânia como com a Rússia devido à falta de avanços nas negociações de paz, declarou, nesta sexta-feira (11), a Casa Branca.

A porta-voz de Trump, Karoline Leavitt, fez esses comentários enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, está reunido em São Petersburgo com o enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff.

– O presidente foi muito claro ao manifestar sua contínua frustração com ambos os lados deste conflito e quer ver o fim da guerra – enfatizou a porta-voz.

No entanto, Leavitt acredita que os Estados Unidos mantêm influência suficiente para negociar um acordo de paz e que Trump está determinado a seguir em frente.

O republicano, que ao chegar ao poder defendeu uma reaproximação com o Kremlin e fez duras críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou recentemente seu aborrecimento com o fato de a Rússia continuar bombardeando a Ucrânia e não se comprometer com uma trégua.

Como parte dessas negociações, Putin está reunido hoje com Witkoff, o terceiro encontro presencial que o mandatário russo mantém com o enviado e amigo pessoal de Trump. Os anteriores ocorreram em 11 de fevereiro e 13 de março.

Pouco antes do início da reunião, Trump pediu à Rússia que tomasse medidas para acabar com as hostilidades na Ucrânia.

– A Rússia precisa se mexer. Muitas pessoas estão MORRENDO, milhares por semana, nesta guerra terrível e sem sentido. Uma guerra que nunca deveria ter acontecido, que nunca teria acontecido se eu fosse presidente – disse Trump na rede social Truth Social.

A Rússia pode se retirar no próximo dia 16 da trégua energética acordada com a Ucrânia devido ao que Moscou considera serem violações constantes por parte de Kiev da dita moratória.

Se um cessar-fogo não for alcançado até o final do mês, o presidente dos EUA poderá impor sanções adicionais à Rússia, país que foi excluído de sua guerra tarifária.

*EFE


Segundo Trump, ele foi o comprador do primeiro e o cartão estará disponível para o público em geral em menos de duas semanas.

'Cartão dourado' de Trump. — Foto: Reprodução

‘Cartão dourado’ de Trump. — Foto: Reprodução 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou o que ele vem chamando de ‘cartão ouro’. Essa espécie de ticket dá direito à cidadania nos Estados Unidos para empresários pagando o valor de US$ 5 milhões (cerca de R$ 28 milhões).

O cartão, como pode ser visto na foto acima, mostra a cara do republicano e é todo dourado, conforme diz o nome. A revelação foi feita a bordo da Força Aérea Um. 

‘Se chama o Cartão Trump. O Cartão Dourado’, disse aos repórteres.

Segundo Trump, ele foi o comprador do primeiro cartão e que ele estaria disponibilizado para o público em geral em menos de duas semanas. 

A proposta do cartão dourado foi revelada pelo presidente americana ainda no início do mandato. Ela é uma espécie de medida conjunta às políticas anti-imigração do governo, com medidas mais duras para as fronteiras e expulsão de imigrantes ilegais do país em grande quantidade. Além disso, o acesso aos EUA também tem sido dificultado. 

‘Eles serão ricos e bem-sucedidos, gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas, e achamos que serão extremamente bem-sucedidos’, afirmou Trump em fevereiro ao comentar da medida, dizendo que seria usada por empresários.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, comentou anteriormente que o ‘cartão ouro’ substituiria o EB-5, visto disponível para investidores. 

Reação após bolsas despencarem

Trump durante anúncio de 'tarifaço' contra os países do mundo. — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Trump durante anúncio de ‘tarifaço’ contra os países do mundo. — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que tudo está indo muito bem após o anúncio do ‘tarifaço’. A declaração foi dada mesmo após as bolsas de Nova Iorque registrarem o pior dia desde 2020.

Trump também disse estar aberto a negociar se os países oferecerem algo “fenomenal”. No caso da China, por exemplo, ele citou a venda do aplicativo TikTok como possibilidade. 

Segundo o jornal Washington Post, porém, instruções internas da Casa Branca indicam que a possibilidade de negociações não deve ser considerada.

A nova fase da guerra comercial promovida pelo presidente americano Donald Trump abalou os mercados financeiros globais nesta quinta-feira (3). 

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em queda acentuada. O índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu cerca de 6%. Em relação ao pico de meados de fevereiro, as perdas são de cerca de 17%, com Apple, Google e Nvidia despencando. 

O S&P 500 teve a maior queda desde 2020, de 4,8%, enquanto o Dow Jones, com as indústrias, caiu quase 4%. 

O dia também foi marcado por uma queda global no dólar. No Brasil, a moeda fechou o dia negociada a R$ 5,62, menor valor do ano até agora. O Ibovespa encerrou em leve queda, de 0,04%, aos 131.141 pontos. 

O Brasil ficou com a tarifa mínima, de 10%. Nesta quinta-feira, a Embaixada dos Estados Unidos divulgou um comunicado em português, atribuído à Casa Branca, citando o Brasil entre países que “sufocam” parte da economia americana, e dizendo que Trump não permitirá que o país seja “explorado”. 

Líderes mundiais reagem

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. — Foto: FREDERICK FLORIN / AFP

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. — Foto: FREDERICK FLORIN / AFP 

Líderes mundiais reagiram ao anúncio feito na quarta-feira. A presidente do Poder Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, disse que vai tentar negociar. Se não for possível, o bloco, que terá os produtos tarifados em 20%, prepara uma resposta. 

‘É um duro golpe à economia mundial. Lamento profundamente essa escolha. Teremos uma espiral de incertezas. As consequências serão duras para milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive para os países mais vulneráveis, que estão sujeitos a algumas das maiores tarifas americanas’.

O porta-voz da chancelaria chinesa fez o mesmo apelo. 

‘A China pede que os Estados Unidos corrijam suas práticas erradas e negociem com países ao redor do mundo para resolver as diferenças comerciais de maneira igualitária, respeitosa e mutuamente benéfica’.

Informações CBN


Relatório norte-americano cita entraves que sugerem protecionismo e excesso de burocracia

Em meio a ajustes na sua política de comércio exterior, governo Trump mira o Brasil, enquanto Lula promete reação com sobretaxas | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais
Em meio a ajustes na sua política de comércio exterior, governo Trump mira o Brasil, enquanto Lula promete reação com sobretaxas | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais 

O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, publicou um relatório nesta 2ª feira, 31, em que acusa o Brasil e outros países de impor barreiras comerciais contra produtos e exportadores norte-americanos. No documento, diz o site Poder360, o governo republicano critica principalmente os impostos brasileiros e classifica como desleais as taxas que o país aplica a itens como o etanol, a cachaça e os produtos eletrônicos.

O “National Trade Estimate Report on Foreign Trade Barriers”, ou Relatório de Estimativa Comercial Nacional sobre Barreiras ao Comércio Exterior, é uma  divulgação anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Em 2025, a publicação saiu às vésperas do programa de tarifas que Trump promete anunciar nesta semana.

O que diz parte do relatório dos EUA; confira

“O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre importações em diversos setores, incluindo automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço, têxteis e vestuário”. 

“Além disso, as tarifas consolidadas do Brasil costumam ser muito mais altas do que as tarifas aplicadas, e os exportadores dos EUA enfrentam grande incerteza no mercado brasileiro, pois o governo frequentemente modifica as tarifas. A falta de previsibilidade das tarifas torna difícil para os exportadores dos EUA preverem os custos de fazer negócios no Brasil”.

Os Estados Unidos relacionam ainda outros pontos críticos principalmente no que se refere a proibições de importação. “O Brasil restringe a entrada de certos tipos de bens remanufaturados. A importação desses produtos só é permitida se o importador comprovar que eles não são ou não podem ser produzidos domesticamente, ou se atenderem a certas exceções limitadas”

O relatório destaca, da mesma forma, limitações com o licenciamento de importação. “O sistema de licenciamento não automático se aplica a produtos que requerem autorização de ministérios ou agências específicas, como commodities agrícolas e bebidas A falta de transparência nesses processos dificulta as exportações dos EUA”. 

Documento cita problemas no setor automotivo

Os Estados Unidos reclamam de vários entraves no setor automotivo. Entre eles, atrasos na emissão de licenças de importação não automáticas que “impactam negativamente as exportações de veículos e peças automotivas dos EUA para o Brasil”. Os norte-americanos destacam do mesmo modo barreiras sanitárias em aspectos como as transações com biocombustíveis.

“A política nacional de biocombustíveis do Brasil incentiva o desenvolvimento e uso de biocombustíveis por meio da criação de um mercado de créditos de carbono para compensar as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, as regras atuais do programa impedem que produtores estrangeiros participem e se qualifiquem para créditos de carbono”. 

Burocracia com vinhos e telecomunicações

As queixas do governo dos Estados Unidos se estendem a outros setores. Sobre a comercialização de vinhos, diz: “O Brasil exige documentação duplicada para a importação de vinhos. Exige que vinhos importados tenham tanto um certificado de análise quanto um relatório de pré-certificação de inspeção emitido por um laboratório brasileiro”.

O suposto excesso de burocracia também estaria presente no mercado de telecomunicações. “Desde dezembro de 2021, a Agência Nacional de Telecomunicações exige aprovação prévia para a importação de produtos de telecomunicações destinados a uso e venda no Brasil, com exceções para produtos destinados à demonstração, uso próprio, pesquisa científica ou manufatura para exportação”. O relatório ainda cita entraves como questões aduaneiras e compras governamentais.

Lula ameaça sobretaxar produtos dos EUA

O presidente Lula da Silva prometeu na última quarta-feira, 26, sobretaxar produtos dos Estados Unidos. A ameaça teria relação com um recurso na Organização Mundial do Comércio sobre taxas adicionais ao aço e ao alumínio brasileiros. “Não dá para a gente ficar quieto achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar os produtos”.

Informações Revista Oeste


Fora do governo, políticos deixam de contar com serviços e acessos exclusivos

Donald Trump: bloqueio ao acesso de informações confidenciais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Donald Trump: bloqueio ao acesso de informações confidenciais | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um memorando na noite de sexta-feira, 21, revogando principalmente as autorizações de segurança e o acesso a informações confidenciais para políticos que não fazem mais parte do governo. A lista inclui Kamala Harris, Hillary Clinton, Joseph R. Biden Jr. e “qualquer outro membro da família de Joseph R. Biden Jr.”.

Trump já havia declarado em fevereiro que pretendia remover o acesso de seu antecessor a resumos de inteligência confidenciais. Alguns analistas entendem a medida como uma espécie de retaliação. Isso porque Biden havia feito o mesmo com Trump depois de o republicano deixar o cargo nos dias seguintes ao ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.

Trump confirma previsões

Diversas figuras que em algum momento entraram em conflito com Trump tiveram seus nomes presentes no memorando de sexta-feira. Algumas delas receberam citações de autoridades do governo Trump como pessoas que teriam suas autorizações de segurança revogadas. Assim, tais inclusões no documento não foram uma surpresa. 

Entre os citados estavam os dois principais responsáveis pela aplicação da lei em Nova York: Letitia James (procuradora-geral do estado) e Alvin L. Bragg (promotor distrital de Manhattan), ambos envolvidos em processos contra Trump.

Também ganharam menção figuras de destaque do primeiro processo de impeachment contra Trump, em 2019. Na época, cogitou-se a hipótese do republicando ter tentado pressionar a Ucrânia a encontrar informações comprometedoras sobre Biden. Os nomes incluídos no memorando de sexta-feira foram: Fiona Hill, especialista em política externa que testemunhou nas audiências de impeachment; Alexander Vindman, tenente-coronel que também testemunhou; e Norman Eisen, advogado que supervisionou o processo de impeachment.

Além disso, o documento incluiu os dois únicos republicanos que participaram do Comitê Seleto da Câmara que investigou o ataque de 6 de janeiro: Liz Cheney e Adam Kinzinger.

Informações Revista Oeste


Governo Trump diz que ex-presidente da Argentina se envolveu em suborno e roubou de milhões de dólares

Apesar de provas e condenações por envolvimento em diversas fraudes, a ex-presidente Cristina Kirchner tenta atribuir situação à proximidade entre Trump e Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais
Apesar de provas e condenações por envolvimento em diversas fraudes, a ex-presidente Cristina Kirchner tenta atribuir situação à proximidade entre Trump e Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Secretário de Estado de Donald Trump, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira, 21, que a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner está proibida de entrar nos Estados Unidos (EUA). O motivo é principalmente o “envolvimento em corrupção significativa durante seu período em cargo público”.

Em nota publicada no site da Embaixada norte-americana em Buenos Aires, o governo afirma que “CFK [Cristina Elisabet Fernández de Kirchner] e De Vido [Julio Miguel De Vido, ex-ministro de Planejamento] abusaram de suas posições ao orquestrar e se beneficiar financeiramente de múltiplos esquemas de suborno envolvendo contratos de obras públicas, resultando em milhões de dólares roubados do governo argentino”

Kirchner minou a confiança do povo, dizem EUA

Do mesmo modo, o documento acrescenta: “Vários tribunais condenaram CFK e De Vido por corrupção, minando a confiança do povo argentino e dos investidores no futuro da Argentina”. A decisão se estende a De Vido e aos filhos de Cristina, Máximo e Florencia Kirchner, conforme noticia a imprensa argentina. 

Declaração do secretário Marco Rubio publicada nesta sexta-feira no site da Embaixada dos Estados Unidos, em Buenos Aires | Foto: Reprodução/usembassy.gov
Declaração do secretário Marco Rubio publicada nesta sexta-feira, 21, no site da Embaixada dos Estados Unidos, em Buenos Aires | Foto: Reprodução/usembassy.gov

No comunicado, Rubio afirma, sobretudo, que os EUA “continuarão a promover a responsabilização daqueles que abusam do poder público para ganho pessoal. Essas designações reafirmam nosso compromisso de combater a corrupção global, inclusive nos níveis mais altos do governo”.

Depois da divulgação da nota, Cristina Kirchner usou o seu perfil no Twitter X para atacar Trump e Milei. Conforme a ex-presidente, as sanções contra ela e seus filhos resultam de solicitações diretas de Milei. Cristina Kirchner responde por corrupção, juntamente com De Vido, em pelo menos um processo. Ela foi condenada a seis anos de prisão em duas instâncias, mas recorre na Suprema Corte.

O atual presidente da Argentina, Javier Milei, é adversário político de Kirchner e próximo ao governo Trump. Em novembro de 2024, Milei foi o primeiro líder estrangeiro a se encontrar com Trump depois da sua vitória nas eleições presidenciais.

Informações Revista Oeste


Presidente chama setor de ‘grande golpe’ para doutrinar juventude norte-americana

Trump durante evento com crianças na Casa Branca: basta ao uso de dinheiro público para doutrinação ideológica | Foto: Reprodução/Twitter/X
Trump durante evento com crianças na Casa Branca: basta ao uso de dinheiro público para doutrinação ideológica | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta quinta-feira, 20, para iniciar o fechamento do Departamento de Educação. A conclusão do processo, no entanto, depende principalmente da concordância dos congressistas. Isso inclui os votos de pelo menos sete parlamentares da bancada democrata.

Ao assinar a ação na Casa Branca, Trump cercou-se de crianças que se sentaram em mesas e, simultaneamente à ordem escrita do presidente, assinaram papéis em uma pasta, imitando o líder político. Ao final do gesto, as crianças seguraram os documentos, assim como o republicano.

Trump repete iniciativa do primeiro mandato

Para aprovar a medida, o governo Trump precisará de 60 votos, dada a importância do tema. Mesmo tendo a maioria no Senado, essa quantia não é suficiente. Desse modo, seria necessário o apoio de opositores. O presidente investe na eliminação do departamento, ao que chama de “um grande golpe”. 

Conforme o republicano, o objetivo é “drenar o pântano educacional do governo e deter o abuso do dinheiro dos seus contribuintes para doutrinar a juventude norte-americana com todos os tipos de coisas que vocês não querem que nossos jovens ouçam”. Trump propôs fechá-lo em seu primeiro mandato à frente da Casa Branca. Na época, contudo, o Congresso não levou adiante a proposta. 

Nesta quinta, o presidente norte-americano disse à secretária de Educação Linda McMahon que ela está “presidindo algo que é tão importante”. Trump referia-se dessa forma ao desmonte do departamento. O republicano acrescentou que, ao final do processo, haverá “outra coisa” para Linda cuidar. 

Trump destacou: “Você fará um trabalho fantástico. Espero que não fique lá por muito tempo. Mas encontraremos outra coisa para você”. O departamento supervisiona cerca de 100 mil escolas públicas e 34 mil privadas nos Estados Unidos.

Mais de 85% do financiamento de escolas públicas têm origem nos cofres dos governos estaduais e locais. A esfera federal, no entanto, fornece subsídios para escolas e programas carentes. O reforço inclui dinheiro para pagar professores de crianças com necessidades especiais, financiar programas de artes e substituir infraestrutura desatualizada.

Além disso, o governo supervisiona os US$ 1,6 trilhão em empréstimos estudantis detidos por dezenas de milhões de norte-americanos que não podem pagar a universidade de forma imediata.

Informações Revista Oeste


Somente em um fim de semana, parentes de ex-presidente democrata usaram 31 seguranças

Trump em encontro com Biden pouco depois das eleições que o reconduziram à Casa Branca: fim dos privilégios | Foto: Reprodução/Twitter/X
Trump em encontro com Biden pouco depois das eleições que o reconduziram à Casa Branca: fim dos privilégios | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que acabará “imediatamente” com a proteção do Serviço Secreto atribuída aos dois filhos do ex-presidente norte-americano Joe Biden, Hunter e Ashley Biden. Trump comunicou sua decisão nesta segunda-feira, 17, em uma mensagem em sua rede Truth Social.

A medida reforça um movimento de retirada da proteção a outras pessoas. Entre essas pessoas estão o imunologista Anthony Fauci, que liderou a resposta dos EUA à pandemia de covid-19, e o ex-chefe do Estado-Maior Conjunto Mark Milley.

Trump cita abusos contra o cidadão norte-americano

“Hunter Biden teve proteção do Serviço Secreto por um longo período de tempo, tudo pago pelo contribuinte norte-americano”, disse Trump. O atual presidente criticou o fato de que, de acordo com ele, Hunter Biden teve 18 agentes designados para sua segurança durante sua estada na África do Sul nesta semana. Enquanto isso, Ashley Biden demandou 13 agentes.

Somente ex-presidentes e seus cônjuges recebem proteção vitalícia do Serviço Secreto, enquanto a proteção para outros membros da família geralmente termina quando o mandatário deixa o cargo. Biden, no entanto, em janeiro, pouco antes de entregar o poder a Trump, estendeu a proteção de seus dois filhos por mais seis meses, até julho.

Quem pode usar a proteção especial

  • Candidatos à Presidência e seus cônjuges, no período de 120 dias antes das eleições;
  • O presidente eleito e o vice-presidente eleito;
  • Chefes de Estado e outras autoridades estrangeiras em visita oficial aos Estados Unidos;
  • Representantes dos Estados Unidos em missões especiais no exterior;
  • Eventos nacionais considerados de segurança especial.

Hunter Biden foi condenado no ano passado por crimes fiscais e porte ilegal de armas. Antes de deixar o cargo, Biden concedeu ao filho um perdão, contrariando uma promessa anterior de não interferir nos problemas jurídicos da família.

Informações Revista Oeste


De acordo com o governo dos EUA, mais de 250 membros de gangues venezuelanas foram enviadas para prisões em El Salvador em troca de uma taxa

Imagem colorida de Donald Trump

Mais de 250 membros da gangue Tren de Aragua (TdA) foram enviados dos Estados Unidos para prisões em El Salvador, em troca do pagamento de uma taxa. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio, neste domingo (16/3).

Além dos faccionados venezuelanos, integrantes da Mara Salvatrucha (MS-13) também deixaram os EUA rumo ao país liderado por Nayib Bukele. 

“Nós enviamos dois líderes perigosos da MS-13, além de 21 dos mais procurados, de volta para enfrentar a justiça em El Salvador”, escreveu Rubio em um comunicado. “Além disso, conforme prometido por Trump, enviamos mais de 250 membros inimigos do Tren de Aragua, que El Salvador concordou em manter em suas prisões muito boas a um preço justo, o que também economizará o dinheiro de nossos contribuintes”.

A transferência de criminosos localizados no território norte-americano para El Salvador foi confirmado por Bukele, que no início de fevereiro havia mostrado interesse em “arrendar” as prisões do país para os EUA. O valor pago pelos norte-americanos não foi revelado.

O envio dos criminosos do Tren de Aragua a El Salvador acontece um dia após Trump invocar uma legislação do século 18, mirando em membros da facção venezuelana. Depois de recorrer à Lei de Inimigos Estrangeiros, o presidente norte-americano ganhou poderes especiais para deportar imigrantes não documentados do país.

Informações Metrópoles


A lista divide as restrições entre proibição absoluta, parcial e condicional

Donald Trump, presidente dos EUA, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA. JD Vance, vice-presidente dos EUA, e Mike Johnson presidente da Câmara, aplaudem, em Washington, DC, EUA (4/3/2025)
Donald Trump, presidente dos EUA, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA. JD Vance, vice-presidente dos EUA, e Mike Johnson presidente da Câmara, aplaudem, em Washington, DC, EUA (4/3/2025) | Foto: Reuters/Win McNamee

O governo de Donald Trump está considerando estabelecer uma nova proibição de viagens que poderia afetar a entrada de cidadãos de vários países nos Estados Unidos, conforme informado pelo jornal The New York Times.

De acordo com fontes anônimas do governo, o rascunho da medida inclui 43 países, distribuídos em três categorias de restrições. A Casa Branca pode modificar a lista.

Na categoria vermelha estabelece os países cujos cidadãos ficam proibidos de entrar nos EUA. Ela inclui o Afeganistão, Butão, Cuba, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iêmen.

A categoria laranja, que impõe “severas restrições” de visto, inclui Belarus, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão. Nesses casos, a entrada seria permitida apenas para viajantes com motivos de negócios, enquanto aqueles com vistos de turismo ou migrantes seriam barrados.

Há também uma lista amarela, com outros 22 países, que teriam um prazo de 60 dias para responder a preocupações específicas levantadas pelo governo dos EUA. Caso não atendam a essas demandas, poderiam ser transferidos para as categorias mais restritivas. 

As preocupações incluem a falta de compartilhamento de informações sobre viajantes, práticas de segurança inadequadas na emissão de passaportes e a venda de cidadania a pessoas oriundas de países proibidos.

Serviço de imigração
Policiais do serviço de imigração (ICE) acompanhados de outros agentes ao realizarem prisões de imigrantes | Foto: Divulgação/ICE

Veja as listas divulgadas pelo Times:

  • Lista vermelha (proibidos de entrar nos EUA): Afeganistão, Butão, Cuba, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iêmen;
  • Lista laranja (entrada permitida apenas para viajantes de negócios): Belarus, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão;
  • Lista amarela (países precisam responder em 60 dias a preocupações dos EUA): Angola, Antígua e Barbuda, Benin, Burkina Faso, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Chade, República do Congo, República Democrática do Congo, Dominica, Guiné Equatorial, Gâmbia, Libéria, Maláui, Mali, Mauritânia, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Tomé e Príncipe, Vanuatu e Zimbábue.

Trump tem foco na questão migratória

Em seus primeiros dias como presidente, Trump deportou imigrantes ilegais da Venezuela e do Brasil. Além disso, o republicano tenta restringir o direito à cidadania por nascimento, com o objetivo de impedir que bebês nascidos nos EUA de pais em situação irregular adquiram cidadania americana, uma prática semelhante à do Brasil.

Essa medida foi contestada por juízes federais. Na última quinta-feira, 13, o Departamento de Justiça pediu à Suprema Corte dos EUA que limite o alcance de decisões liminares emitidas nos estados de Washington, Massachusetts e Maryland.

Informações Revista Oeste


‘A ideia é boa, nós a apoiamos totalmente, mas há questões que precisamos discutir’, destacou o presidente russo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve com Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia | Foto: Reprodução/Redes sociais/Ministério das Relações Exteriores da República da Bielorrússia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve com Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia | Foto: Reprodução/Redes sociais/Ministério das Relações Exteriores da República da Bielorrússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deseja conversar com a Casa Branca antes de aceitar um cessar-fogo com a Ucrânia. Ao lado de Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia, Putin afirmou que o acordo deve, entre outras coisas, garantir uma “paz de longo prazo” no Leste Europeu.

Na terça-feira 11, os Estados Unidos propuseram o acordo durante uma reunião com representantes do governo ucraniano em Jeddah, na Arábia Saudita.

O presidente Donald Trump sugeriu retomar o compartilhamento de Inteligência dos EUA com a Ucrânia. Ele também indica liberar aproximadamente US$ 1 bilhão em assistência de segurança para Kiev.

“A Ucrânia aceita esta proposta, nós a consideramos positiva, estamos prontos para dar esse passo”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nas redes sociais. “Os EUA devem convencer a Rússia a fazer isso. Ou seja, nós concordamos, e se os ‘russos’ concordarem, naquele momento a trégua entrará em vigor.”

Nesse sentido, Putin e Lukashenko se reuniram no Kremlin, sede do governo russo, para discutir o cessar-fogo. Putin alega que a “ideia é boa”, mas ressalta que precisa de um telefonema com Trump antes de aceitá-la.

“A ideia é boa, nós a apoiamos totalmente, mas há questões que precisamos discutir e acho que precisamos negociar com nossos colegas e parceiros norte-americanos”, disse Putin. “Talvez um telefonema com o presidente Trump, mas a própria ideia de acabar com esse conflito por meios pacíficos nós apoiamos.”

Putin teme por consolidação de territórios 

O presidente da Rússia teme que uma pausa temporária nos combates permita o reagrupamento das forças ucranianas e interrompa os avanços dos russos no país. Além disso, ele vê a trégua como uma possível ameaça à consolidação dos territórios já conquistados por Moscou.

“As tropas russas estão avançando praticamente em todos os setores da linha de contato, e todas as condições estão lá para sitiarmos unidades razoavelmente grandes”, argumentou Putin. “Isso significaria que todos lá iriam embora?”

O presidente russo ainda questionou a garantia de cumprimento do acordo. Ele destacou que a proposta deve assegurar uma trégua de “longo prazo” e eliminar “as causas iniciais desta crise”.

“Quem dará ordens para cessar as hostilidades?”, indagou Putin. “Quem decidirá onde houve uma violação do possível acordo de cessar-fogo ao longo de toda a linha de 2000 quilômetros, e quem será culpado?”

Trump se manifesta, depois de declaração de Putin 

Em resposta, Donald Trump alegou que Putin “fez uma declaração muito promissora, mas incompleta”. O norte-americano ressaltou que “adoraria conversar e se encontrar” com o presidente russo.

Informações Revista Oeste