Os ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos do governo Lula (PT) deverão prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre a entrada em território brasileiro de uma aeronave militar dos Estados Unidos, que fez pousos em Porto Alegre (RS) e em Guarulhos (SP) nesta terça-feira (19). O pedido foi feito por três parlamentares do PSOL.

De acordo com o requerimento, assinado pelo deputado Glauber Braga (RJ) e pelas deputadas Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP), a gestão federal deverá informar detalhes sobre a operação e a finalidade da missão. O avião em questão é um Boeing 757 utilizado pela Força Aérea dos EUA e que costuma transportar autoridades americanas, incluindo integrantes da Agência Central de Inteligência, a CIA.

Os parlamentares querem saber se o governo americano fez um pedido formal para a operação, quais termos foram estabelecidos, quem estava a bordo da aeronave e se houve desembarque de equipamentos ou carga. Também questionam se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi comunicada previamente, se houve apresentação de plano de voo e se toda a documentação exigida pela legislação brasileira foi cumprida.

No requerimento, os deputados afirmam que a presença de um avião militar estrangeiro em solo brasileiro, sem informações claras e públicas sobre sua missão, “levanta preocupações relevantes que merecem ser sanadas”. Caso os ministérios optem por classificar algum dado como sigiloso, terão que justificar a decisão formalmente.

SOBRE O POUSO
O Boeing C-32B, que é uma versão militar do Boeing 757-200, despertou curiosidade justamente pelo fato de não ter qualquer identificação e pela ausência de divulgação oficial de informações sobre o motivo de sua missão, pousou primeiramente em Porto Alegre (RS) e horas depois seguiu para Guarulhos (SP).

Segundo registros do site FlightRadar, o avião partiu de uma base aérea em Wrightstown, em Nova Jérsei, na última segunda (18), e seguiu para Tampa, na Flórida; depois para San Juan, em Porto Rico; e, de lá, voou até Porto Alegre, onde pousou por volta das 17h13 desta terça. A decolagem seguinte ocorreu às 20h03, com destino a Guarulhos, onde o avião chegou às 21h48 e permanecia até a manhã desta quarta (20).

A operação foi confirmada pelas concessionárias que administram os dois aeroportos brasileiros. Em nota, a Fraport, responsável pelo terminal gaúcho, confirmou o pouso e disse que a aeronave seguiu para Guarulhos. Já a GRU Airport, responsável pelo terminal da cidade paulista, reforçou que a chegada da aeronave contou com autorização do Ministério da Defesa do Brasil.

Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o avião transportava diplomatas norte-americanos destinados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. O Ministério da Defesa brasileiro também confirmou à emissora que a aeronave estava regular e que possuía plano de voo.

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Foto: Reprodução/YouTube Aircraft. Picmove. Military


O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta aos Estados Unidos, que elevaram para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçaram a presença militar no Caribe e na América Latina.

– Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas – disse ele, em anúncio transmitido pela TV.

Criada pelo ex-líder venezuelano Hugo Cháves com o objetivo de “defender a nação”, a Milícia Bolivariana conta com 5 milhões de reservistas e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). No pronunciamento desta segunda-feira (18), Maduro prometeu expandir a milícia para várias áreas da sociedade.

– Seguirei avançando no plano de ativação das milícias camponesas e das milícias operárias, em todas as fábricas e centros de trabalho de todo o país. Nenhum império vai tocar a terra sagrada da Venezuela. (…) Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria! – adicionou Maduro, durante seu pronunciamento.

As falas do chavista ocorrem após os Estados Unidos endurecerem o cerco ao regime venezuelano. Além de aumentar a recompensa por Maduro – o valor fixado pelo ex-presidente Joe Biden era de 25 milhões de dólares (R$ 136 milhões) -, a administração Trump disse que o líder da Venezuela é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.

O senador estadunidense, Bernie Moreno, por sua vez, previu que Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro.

– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.

Os EUA ainda decidiram deslocar mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para o mar do Caribe, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.

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Foto: EFE/ Ronald Peña R.


Presidente dos EUA disse que busca um pacto de paz duradouro

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr

A concessão de territórios da Ucrânia para a Rússia é um dos pontos para encerrar a guerra entre os dois países, informou o jornal norte-americano The New York Times, na sexta-feira 15, depois da reunião entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca.

A proposta, já comunicada a Volodymyr Zelensky, prevê que Kiev ceda as regiões de Donetsk e Lugansk à Rússia.

O conselho de Donald Trump a Zelensky

Trump, ao comentar o assunto à emissora Fox News, aconselhou Zelensky a aceitar a proposta ao justificar que “a Rússia é uma grande potência e os ucranianos, não”. 

“Faça o acordo”, afirmou o republicano. “Você precisa fazer o acordo.” 

O presidente dos EUA também disse que busca um pacto de paz duradouro e afastou a prioridade em um cessar-fogo imediato, posição que defendia anteriormente.

Reação internacional e detalhes da proposta russa

União Europeia, em resposta à continuidade do conflito, informou neste sábado, 16, que vai reforçar as sanções econômicas contra Moscou. O objetivo é pressionar pela paz. O bloco reiterou que não aceita mudanças forçadas no território ucraniano.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Flickr/The Pursuit Room
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Flickr/The Pursuit Room

“Continuaremos a intensificar as sanções e medidas econômicas para pressionar a Rússia até que a paz seja alcançada”, diz o comunicado europeu. “As fronteiras internacionais não devem ser alteradas à força.”

De acordo com veículos de imprensa dos EUA, a oferta de Moscou inclui a retirada russa de outras áreas invadidas da Ucrânia, desde que Donetsk e Lugansk sejam incorporadas à Rússia.

As duas regiões formam o Donbass, fronteira com o sudoeste russo, tradicional foco de movimentos separatistas pró-Rússia. Putin já reivindicava o Donbass. Três dias antes do começo da invasão, em 2022, o líder da Rússia reconheceu oficialmente a independência dessas áreas.

A reunião bilateral entre os presidentes da Rússia e dos EUA

O encontro entre Putin e Trump, que se estendeu por três horas, terminou sem consenso para um cessar-fogo. Essa foi a primeira reunião bilateral entre os líderes desde 2018 e o primeiro diálogo de alto nível entre EUA e Rússia desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022.

Informações Revista Oeste


O presidente americano argumenta que as mudanças são parte de uma revisão mais ampla da presença do país em organismos internacionais

Foto: reprodução/CNN Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou as tratativas para retirar o país mais uma vez da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) — agência cultural e educacional da Organização das Nações Unidas (ONU) — em um movimento semelhante ao que fez em 2017, quando ocupava a Casa Branca pela primeira vez. As informações são de dois diplomatas europeus ouvidos pela agência britânica Reuters.

Segundo matéria do InfoMoney, o jornal americano The New York Times também confirmou a retirada do país, com respaldo de um representante do governo americano. A Casa Branca, no entanto, não comentou – ou confirmou – a decisão até o momento.

Esta não é a primeira vez que Trump retira os EUA da Unesco. Em seu primeiro mandato, o republicano anunciou a saída do país alegando que a agência mantinha uma agenda antiamericana e possuía problemas de gestão financeira. Na época, o país contribuía com cerca de 20% do orçamento da organização. Após o retorno a Unesco em 2023, durante o governo de Joe Biden, a participação americana passou a representar cerca de 8% do financiamento da entidade.

Além da Unesco, Trump já retirou os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e anunciou um corte de financiamento à agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA). O presidente americano argumenta que as mudanças são parte de uma revisão mais ampla da presença do país em organismos internacionais. O resultado dessa avaliação está previsto para agosto.

Trump também não é o primeiro presidente americano a retirar o país da agência. Em 1984, o então presidente Ronald Reagen retirou os EUA da Unesco pela primeira vez. A decisão só seria revertida em 2003, quando o país era comandado pelo presidente George W. Bush. A atual decisão marca, então, o terceiro desligamento do país da agência.

Criada após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de promover a paz por meio da cooperação internacional nas áreas de educação, ciência e cultura, a Unesco tem sede em Paris e é mais conhecida por sua atribuição do título de Patrimônio Mundial para locais, monumentos, prédios, entre outros.

Informações Bahia.ba


Aliados de Bolsonaro foram informados das medidas, que serão anunciadas a partir da segunda-feira 21

Estados Unidos O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a cerimônia de posse do enviado especial Steve Witkoff, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC - 6/5/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a cerimônia de posse do enviado especial Steve Witkoff, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC – 6/5/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro receberam sinalização do Departamento de Estado dos Estados Unidos de que novas sanções ao Brasil devem ser anunciadas depois do dia 21, informou o jornal Folha de S.Paulo.

A revogação dos vistos de entrada para o ministro Alexandre de Moraes e outros magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo as autoridades americanas, representa apenas a primeira etapa das medidas planejadas.

“O Brasil terá uma longa semana a partir do dia 21”, afirmou um integrante do governo americano, segundo a Folha.

O presidente Donald Trump declarou que “todas as opções estão na mesa” e avaliou a decisão de Moraes, que autorizou uma ação contra Bolsonaro na sexta-feira 18, como sendo comparável a uma declaração de guerra contra ele e os Estados Unidos.

As sanções em análise pelos Estados Unidos

Entre as sanções em análise, constam o aumento de tarifas de 50% para 100% e medidas punitivas em concordância com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Além disso, Moraes e outros ministros do STF podem ser enquadrados na Lei Magnitsky, que impede operações financeiras e prevê outras restrições.

Trump critica operação contra Bolsonaro

jair bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante jugamento no STF – 10/6/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Na sexta-feira 18, Donald Trump, por meio da equipe de comunicação da Casa Branca, criticou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra Jair Bolsonaro.

“O presidente Trump acredita que Bolsonaro e seus apoiadores estão sob ataque de um sistema judicial armado”, afirmou a Casa Branca, em nota enviada pela vice-secretária de imprensa Anna Kelly à emissora CNN. “Esta é uma caça às bruxas que não deveria estar acontecendo.”

Na ocasião, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados a Bolsonaro. A operação ocorreu a partir da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Informações Revista Oeste


Empresário que fez parte do governo disse que o America Party foi criado na tentativa de “resgatar a liberdade”

Elon Musk America Party
Elon Musk deixou governo de Donald Trump | Foto: Clauber Cléber Caetano/PR

Elon Musk anunciou neste sábado, 5, por meio de sua conta na rede social X, a criação de um novo partido político nos Estados Unidos (EUA): o America Party (Partido América).

A decisão veio depois de enquete publicada pelo empresário na sexta-feira 4, feriado da independência norte-americana, conforme informa a Reuters. 

Na pesquisa, Musk perguntou aos seguidores se eles apoiavam a fundação de uma nova sigla. A maioria respondeu afirmativamente, 65% votaram pelo sim.

“Hoje, o Partido América é formado para devolver a vocês a liberdade”, escreveu o Musk. Em outra postagem, ele declarou: “Por uma margem de dois para um, vocês pediram um novo partido e vão tê-lo.”

A iniciativa surge depois de o ex-presidente Donald Trump sancionar, na sexta-feira, uma lei que reduz impostos, mas amplia os gastos públicos, o que aumentará a dívida. 

A medida foi duramente criticada por Musk, que já havia sinalizado a intenção de investir recursos contra parlamentares que apoiassem o pacote.

Musk quer o protagonismo

Embora tenha doado centenas de milhões de dólares à campanha de reeleição de Trump e chefiado o Departamento de Eficiência de Governamental durante sua gestão, Musk rompeu com o ex-presidente. O estopim foi o projeto sancionado. Ele o considerou um retrocesso nas contas públicas.

Em reação, Trump ameaçou cortar os bilhões de dólares em subsídios federais que beneficiam empresas de Musk, como a Tesla e a SpaceX. A disputa pública entre os dois passou a preocupar lideranças do Partido Republicano, que temem prejuízos nas eleições legislativas de 2026.

A fundação do novo partido, batizado por Musk como uma tentativa de “resgatar a liberdade”, marca mais um afastamento dele em relação ao que chama de núcleo político tradicional dos EUA. E reforça sua intenção de buscar o protagonismo na reorganização da direita norte-americana.

Informações Revista Oeste


Condenada por fraude, ex-presidente está inelegível de forma vitalícia

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR
A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

A Suprema Corte da Argentina rejeitou nesta terça-feira, 10, o último recurso da defesa da ex-presidente Cristina Kirchner e confirmou, por unanimidade, a sentença que a condena a seis anos de prisão e à inabilitação perpétua para exercer cargos públicos, pelo crime de administração fraudulenta em prejuízo da administração pública.

A decisão tem efeito imediato e resta apenas o cumprimento da intimação. Por causa de sua idade (72 anos), Kirchner poderá cumprir a pena em regime de prisão domiciliar, conforme prevê a legislação penal argentina. No entanto, ela permanece inelegível de forma definitiva.

O processo refere-se à causa conhecida como “Vialidad”, que investigou irregularidades em 51 licitações de obras públicas na Província de Santa Cruz, adjudicadas a empresas controladas por Lázaro Báez, também condenado. Segundo a sentença, Kirchner atuou diretamente na fraude e beneficiou interesses particulares em detrimento da administração pública.

O recurso extraordinário apresentado pela defesa alegava violações a diversos princípios constitucionais, como imparcialidade judicial, direito de defesa e coisa julgada. A Corte, no entanto, entendeu que tais argumentos careciam de fundamentação autônoma e não apresentavam novos elementos que justificassem a revisão da decisão.

“O recurso extraordinário não cumpre com o requisito de fundamentação autônoma […], devendo a queixa ser desestimada”, afirmou a Corte. Os ministros destacaram que a sentença “se assenta em prova profusa e foi devidamente fundamentada, sem que se tenha demonstrado violação a qualquer garantia constitucional”.

O tribunal rechaçou a tese de que o processo teria sido contaminado por falta de imparcialidade judicial e classificou as alegações como “meras conjecturas”, ao destacar que não houve demonstração concreta de que a imparcialidade dos magistrados tenha sido comprometida.

Kirchner e o “plano limpar tudo”

Também foi considerada infundada a acusação de violação ao princípio da congruência. Segundo os juízes, as alegações sobre o chamado “plano limpar tudo” — suposto esquema final para apagar evidências — não caracterizaram uma nova imputação, mas apenas contextualizaram os fatos já denunciados, sem alterar a base fática da acusação.

Quanto à alegação de que a prova de defesa teria sido cerceada, a Corte afirmou que as recusas de perícias adicionais estavam fundamentadas na busca por economia processual e que houve análise técnica suficiente das obras investigadas. “Não se demonstrou que a recusa à produção de determinada prova tenha privado a defesa de rebater a acusação”, diz trecho do acórdão.

A decisão também detalhou elementos que embasaram a condenação, como a emissão do decreto 54/2009, que alterou regras para uso de fundos públicos, relações comerciais entre Kirchner e empresas de Báez, e mensagens encontradas no celular de José López, ex-secretário de Obras Públicas, que mencionavam ações para encobrir evidências das irregularidades.

A Corte sustentou que “Kirchner se representou os elementos objetivos do tipo ao momento de dar começo à ação típica e que previu a realização destes e, por tanto, a produção do resultado”, argumentou. “Teve, além disso, o ânimo de lucro requerido pelo tipo penal.”

Com a condenação confirmada, Kirchner está impedida de se candidatar a qualquer cargo público e encerra, ao menos juridicamente, sua carreira política. A decisão foi comemorada por adversários, como o atual presidente do país, Javier Milei. “A República está funcionando”, celebrou.

Kirchner foi duas vezes presidente da Argentina (2007-2015) e exerceu o cargo de vice-presidente até 2023. A sentença da Suprema Corte, que ratifica a decisão do Tribunal Oral Federal nº 2 e da Câmara Federal de Cassação Penal, encerra um processo que se arrastava desde 2016 e torna definitiva sua condenação criminal.

Informações Revista Oeste


Angelo Bonelli diz que a Itália “não pode se tornar um paraíso para gente condenada”

Angelo Bonell e Carla Zambelli Fotos: Reprodução/X @AngeloBonelli1 // Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

Nesta quarta-feira (4), Angelo Bonelli, parlamentar italiano à frente do partido Movimento Europa Verde e da coligação Aliança Verde e de Esquerda, solicitou oficialmente que o governo da Itália se posicione sobre a possibilidade de extraditar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil.

Em um pedido encaminhado às autoridades italianas, Bonelli questiona se o país pretende colaborar judicialmente com o Brasil e com a Interpol no processo de extradição da parlamentar brasileira.

A iniciativa do deputado veio após declarações públicas de Zambelli indicando que pretendia permanecer na Itália, onde possui cidadania, para evitar as consequências de decisões judiciais no Brasil. Ela foi condenada pelo STF a dez anos de prisão sob a acusação de envolvimento em invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bonelli criticou duramente a postura da deputada:

– A declaração de Zambelli é uma vergonha. Não se pode usar a cidadania italiana para escapar de condenação. A Itália corre o risco de se tornar um paraíso para gente condenada. Quero uma resposta clara do governo italiano sobre se pretende extraditar Carla Zambelli para o Brasil.

PRISÃO PREVENTIVA
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta (4) a prisão preventiva de Carla Zambelli, após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil.

Segundo Moraes, a viagem da deputada à Europa teve “o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos” contra a condenação proferida pela Suprema Corte e “a iminente decretação da perda do mandato parlamentar”.

Informações Pleno News


A ex-presidente comunicou que será candidata a deputada provincial pelo 3º distrito eleitoral da província de Buenos Aires

Cristina Kirchner

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, confirmou, nessa segunda-feira (2/6), que será candidata a deputada pelo terceiro distrito eleitoral da província de Buenos Aires, território do governador Axel Kicillof, nas eleições de 7 de setembro.

“Você tem que ir para o lugar onde você é mais útil no momento certo. Eu penso na política dessa forma. Política é sobre resultados, apostar no projeto coletivo para avançar. Não é que a unidade permita vencer, mas se você for dividido, certamente perderá”, disse Cristina Kirchner à C5N.

A ex-presidente disse acreditar que sua candidatura renovará as cadeiras senatoriais em oito províncias, conquistadas pelo Partido Popular (PJ) graças à chapa presidencial de 2019, proposta pela coalizão Alberto Fernández-Cristina Kirchner.

“Vou dar uma mão para fazer a melhor escolha. Alguém pensou que, se tivermos um desempenho ruim em setembro, isso pode se espalhar não apenas para as eleições de Buenos Aires em outubro, mas para todo o país ?”, questionou Kirchner.

O governador Kicillof anunciou há semanas que havia dividido as eleições, com os moradores de Buenos Aires votando para deputados provinciais em 7 de setembro, enquanto os deputados nacionais serão votados em 26 de outubro.

Em uma crítica direta a Kicillof, Cristina Kirchner enfatizou que nenhum partido político que governou Buenos Aires dividiu a eleição.

“É uma província muito grande, 380 mil km², 135 municípios, 17 milhões de pessoas que terão que votar em um período de sete semanas: uma para deputados provinciais e outra para deputados nacionais”, afirmou.

Mesmo demonstrando discordância com a decisão do governador de Buenos Aires, ela disse que “não pediria a nenhum funcionário do governo que mude sua decisão”, mas pediu para “deixar de lado a mesquinharia e os egos”.

Condenações

O futuro político de Cristina Kirchner, nesse momento, está agora nas mãos da Suprema Corte argentina, visto que o caso conhecido como Vialidad levou a ex-presidente a sua primeira condenação por corrupção em dezembro de 2022, pelo Tribunal Federal de Comodoro Py.

Kirchner foi condenada a seis anos de prisão, mas seu destino ainda depende de uma decisão do Supremo, já que sua defesa acionou a Corte para pedir a nulidade da sentença.

A sentença da segunda instância afirma que, nos 51 processos licitatórios para a construção de obras rodoviárias em vias nacionais e provinciais em Santa Cruz, entre 2003 e 2015, houve uma manobra fraudulenta que prejudicou os cofres públicos. A decisão inclui, além da condenação, uma inabilitação perpétua para ocupar cargos públicos.

Informações Metrópoles


Decisão do presidente inclui Todd e Julie Chrisley, famosos por reality show

Donald Trump Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdões presidenciais e comutou penas de ao menos 26 pessoas, entre elas políticos, celebridades e figuras conhecidas do meio artístico e empresarial. A Casa Branca, porém, não divulgou justificativas detalhadas sobre cada caso. A informação foi revelada pelo jornal americano The Wall Street Journal.

Entre os contemplados está James Callahan, ex-líder de um importante sindicato de operadores de equipamentos pesados, que havia se declarado culpado por apresentar relatórios incorretos ao Departamento do Trabalho. Ele foi perdoado na véspera da audiência que definiria sua sentença.

Também receberam perdão Todd e Julie Chrisley, conhecidos pelo reality show Chrisley Knows Best (Chrisley Sabe das Coisas). Eles foram condenados por fraude bancária, após tomarem empréstimos de alto valor com base em documentos falsificados. Todd cumpria pena de 12 anos e Julie, de sete. Savannah Crisley, filha do casal, disse que eles foram “perseguidos por promotores desonestos”.

O rapper Kentrell Gaulden, mais conhecido como NBA YoungBoy, foi outro nome incluído na lista. Condenado por porte de arma de fogo, ele havia sido sentenciado a quase dois anos de prisão. Após a notícia do perdão, o artista agradeceu Trump publicamente, afirmando que agora poderá seguir sua trajetória como pai, homem e artista.

O ex-congressista Michael Grimm, de Nova Iorque, também foi beneficiado. Ele havia confessado irregularidades fiscais ligadas à administração de um restaurante entre 2007 e 2010. Grimm fez parte do Congresso dos Estados Unidos entre 2011 e 2015, quando deixou o Parlamento.

A comutação de pena de Larry Hoover, fundador da Gangster Disciples de Chicago, foi outra que passou por Trump. Condenado por crimes como homicídio, Hoover está preso há décadas. Nos últimos anos, porém, artistas como Kanye West e Drake passaram a apoiar a reconsideração de sua prisão. Kanye chegou a mencionar o caso em músicas e agradeceu a Trump pela medida.

Outro nome da lista foi John G. Rowland, ex-governador de Connecticut, condenado a dois anos e meio de prisão por omitir sua atuação remunerada em uma campanha política. Rowland cumpriu parte da pena e, desde que deixou a prisão, se envolveu com iniciativas voltadas à reintegração social de ex-presidiários.

Por fim, outra comutação de pena citada pelo jornal foi de Imaad Zuberi, empresário e doador político que foi condenado por violações relacionadas ao financiamento de campanhas e lobby estrangeiro. Com atuação em ambos os partidos (Republicano e Democrata), ele havia sido sentenciado a 12 anos de prisão.

Informações Pleno News