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Manu Pilger – Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Fiquei perplexa com o caso recente do adolescente de 14 anos, no Rio de Janeiro, que matou os pais e o irmão mais novo. Ao confessar o crime à polícia, não demonstrou arrependimento, nem remorso. Como chegamos até aqui? O que está acontecendo com a mente dos nossos jovens? Esse episódio, embora extremo, escancara uma ferida profunda e silenciosa: a ruptura da realidade psíquica em muitos adolescentes, que lutam diariamente para tentar se encaixar em um mundo que exige muito, cobra demais e acolhe de menos.
Esses dias, conversando com uma amiga, mãe de um adolescente, ela desabafou: “Ele tem tudo, mas vive reclamando… nada parece suficiente. ” Na hora, lembrei da minha infância. A gente mal tinha o que comer. Muitas vezes era preciso economizar no almoço para garantir a janta. Brinquedo? Era com caixa de papelão, garrafa velha. Até hoje tenho uma cicatriz na perna de uma dessas brincadeiras.
Mas, sabe? A gente era feliz. Tinha pouco, mas sonhava. E, o mais importante: não cobrava dos nossos pais o que sabíamos que eles não podiam dar. Minha mãe sempre apostou na educação. Acreditava, e nos fez acreditar, que era o único caminho para mudar de vida. E foi com essa esperança que crescemos.
Hoje, as crianças e adolescentes têm tudo nas mãos. Têm acesso à informação em tempo real, à internet veloz, a dispositivos inteligentes e redes sociais que conectam o mundo em segundos. Mas também carregam algo que, no meu tempo, a gente mal ouvia falar: depressão, crises de pânico, ansiedade extrema, automutilação e pensamentos suicidas. Isso dói e muito. Dói perceber que, mesmo com todos os avanços da tecnologia, com o aumento do consumo e das possibilidades de entretenimento, a saúde mental dessa geração parece cada vez mais frágil, mais vulnerável.
Falta silêncio, sobra comparação. Falta afeto real, sobra cobrança virtual. Vivem em um mundo acelerado, hiperconectado, mas muitas vezes desconectado da escuta, do abraço, do tempo de ser criança. É como se tivessem tudo, mas, ao mesmo tempo, faltasse o essencial: acolhimento, estabilidade emocional e espaços seguros para existir sem julgamento.
As crianças estão trancadas em casa, nos quartos, presas aos celulares, tablets, redes sociais. A gente até entende: o mundo lá fora está perigoso, e a correria da vida não ajuda. Mas, no meio disso tudo, elas foram se afastando do essencial: o contato, a brincadeira, a vida simples. Hoje, muitos vivem para ostentar. Ser “o maioral” virou meta, mesmo antes de a vida começar de verdade. E, nesse caminho, vão se perdendo reféns de um mundo onde o que importa é mostrar, parecer, consumir. Não sentir. Não viver de verdade.
Pergunto-me: como éramos tão felizes com tão pouco? E por que, com tanto, essa geração parece tão infeliz? A resposta talvez esteja naquilo que deixamos de ensinar: que felicidade não se compra, se constrói. E começa nas coisas simples, nas conexões verdadeiras, longe das telas e mais perto do coração.


Cesar

Com César Oliveira
Tema: O cenário político do Brasil

Ouça o Podcast completo:


Com Frei Jorge Rocha

Tema: As expressões “Hora H” e “Dia D”

Confira:


Cesar

Com César Oliveira

Tema: O gasto com o São João em cidades em situação de emergência

Ouça o Podcast completo:


Com Frei Jorge Rocha

Tema: Pronúncias

Confira:


Foto: Rotativo News

O mês de junho chegou, e com ele, os festejos juninos que movimentam a nossa cultura e aquecem os corações. Mas para garantir que a alegria não dê lugar a acidentes, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia está com tudo pronto para a Operação São João.

Nesta edição especial do podcast Rotativo News, você confere a entrevista com o Coronel BM Jadson Ferreira, Comandante da Região Leste, que traz orientações importantes sobre o uso seguro de fogueiras, fogos de artifício e outras medidas preventivas para curtir o São João com tranquilidade.

Dê o play e fique por dentro das ações que estão sendo desenvolvidas para proteger você e sua família nesse período tão esperado do ano! 🔥🎆🎶


Foto: Rotativo News

Dias atrás, li uma entrevista com a apresentadora Xuxa Meneghel, conhecida como a Rainha dos Baixinhos, na qual ela desabafava sobre os julgamentos que sofre simplesmente por se permitir envelhecer. Criticada nas redes sociais, ela relata os ataques constantes à sua aparência física: a pele, o rosto, os sinais do tempo e, especialmente, os cabelos brancos, que para muitas mulheres se tornam símbolo de resistência e liberdade. O relato me levou a refletir sobre a cobrança implacável que recai sobre nós, mulheres, sobretudo após os 40 anos.

Nosso corpo é uma máquina, sim, mas uma máquina viva, que carrega histórias, memórias e transformações. E diferentemente da ilusão vendida por certos padrões estéticos, essa máquina não é perfeita, muito menos imutável. Ao longo do tempo, ela muda, se adapta, se desgasta e se reinventa. E isso é natural. A fisiologia humana se transforma com o envelhecimento e essa transformação precisa ser respeitada. Não apenas internamente, em silêncio, mas também externamente, com dignidade. O envelhecimento é um processo que merece reconhecimento e não julgamento.

Infelizmente, nem todas as mulheres têm condições de atender ao padrão estético imposto. Cirurgias plásticas, procedimentos caríssimos, aplicações constantes de botox. E mesmo aquelas que podem arcar com esses procedimentos, muitas vezes escolhem não fazer procedimentos e pronto.

Mas essa escolha vem com um preço. A sociedade cobra. Cobra alto. Porque ainda vivemos sob uma lógica em que envelhecer é permitido aos homens, mas não a nós. Um homem grisalho é considerado maduro, charmoso, atraente. Um sinal de prestígio. Já uma mulher de cabelos brancos é vista como relaxada, como alguém que “se deixou levar”, como quem não se cuida mais. O mesmo cabelo branco que encanta num homem é motivo de crítica cruel numa mulher.

Essa cobrança é tão desigual quanto perversa. Ela revela o quanto somos empurradas para um padrão que não é nosso, que não nasce de uma vontade própria, mas de uma exigência social violenta e, muitas vezes, capitalista. E isso pesa ainda mais para quem trabalha com a imagem ou com a voz porque, de alguma forma, o corpo também aparece. A estética passa a ser parte da “embalagem” profissional.

Nesse contexto, é desesperador perceber quantas mulheres se submetem a procedimentos e sacrifícios físicos e mentais apenas para manter um padrão que nunca foi feito para elas. Um padrão que, em vez de incluir, exclui. Que, em vez de acolher, oprime. E que, em vez de libertar, aprisiona.

Talvez esteja na hora de observarmos a verdadeira beleza. De entendermos que rugas contam histórias, que cabelos brancos são medalhas do tempo, e que amadurecer não deveria ser um peso, mas uma conquista.


Cesar

Com César Oliveira

Tema: O Aeroporto que não “decola

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Foto: Rotativo News

Nesta quarta-feira (12), o prefeito de Anguera, Mauro Vieira, foi entrevistado pela jornalista Manu Pilger no programa Rotativo News, da Rádio Sociedade News FM 102.1. Durante a conversa, ele detalhou os preparativos para os festejos de São João no município e fez um balanço das ações realizadas no primeiro semestre de 2025.

Confira a entrevista completa:


Com Frei Jorge Rocha

Tema: Com certeza

Confira: