Com Frei Jorge Rocha
Tema: Pronúncias
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Com Frei Jorge Rocha
Tema: Pronúncias
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O mês de junho chegou, e com ele, os festejos juninos que movimentam a nossa cultura e aquecem os corações. Mas para garantir que a alegria não dê lugar a acidentes, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia está com tudo pronto para a Operação São João.
Nesta edição especial do podcast Rotativo News, você confere a entrevista com o Coronel BM Jadson Ferreira, Comandante da Região Leste, que traz orientações importantes sobre o uso seguro de fogueiras, fogos de artifício e outras medidas preventivas para curtir o São João com tranquilidade.
Dê o play e fique por dentro das ações que estão sendo desenvolvidas para proteger você e sua família nesse período tão esperado do ano! 🔥🎆🎶

Dias atrás, li uma entrevista com a apresentadora Xuxa Meneghel, conhecida como a Rainha dos Baixinhos, na qual ela desabafava sobre os julgamentos que sofre simplesmente por se permitir envelhecer. Criticada nas redes sociais, ela relata os ataques constantes à sua aparência física: a pele, o rosto, os sinais do tempo e, especialmente, os cabelos brancos, que para muitas mulheres se tornam símbolo de resistência e liberdade. O relato me levou a refletir sobre a cobrança implacável que recai sobre nós, mulheres, sobretudo após os 40 anos.
Nosso corpo é uma máquina, sim, mas uma máquina viva, que carrega histórias, memórias e transformações. E diferentemente da ilusão vendida por certos padrões estéticos, essa máquina não é perfeita, muito menos imutável. Ao longo do tempo, ela muda, se adapta, se desgasta e se reinventa. E isso é natural. A fisiologia humana se transforma com o envelhecimento e essa transformação precisa ser respeitada. Não apenas internamente, em silêncio, mas também externamente, com dignidade. O envelhecimento é um processo que merece reconhecimento e não julgamento.
Infelizmente, nem todas as mulheres têm condições de atender ao padrão estético imposto. Cirurgias plásticas, procedimentos caríssimos, aplicações constantes de botox. E mesmo aquelas que podem arcar com esses procedimentos, muitas vezes escolhem não fazer procedimentos e pronto.
Mas essa escolha vem com um preço. A sociedade cobra. Cobra alto. Porque ainda vivemos sob uma lógica em que envelhecer é permitido aos homens, mas não a nós. Um homem grisalho é considerado maduro, charmoso, atraente. Um sinal de prestígio. Já uma mulher de cabelos brancos é vista como relaxada, como alguém que “se deixou levar”, como quem não se cuida mais. O mesmo cabelo branco que encanta num homem é motivo de crítica cruel numa mulher.
Essa cobrança é tão desigual quanto perversa. Ela revela o quanto somos empurradas para um padrão que não é nosso, que não nasce de uma vontade própria, mas de uma exigência social violenta e, muitas vezes, capitalista. E isso pesa ainda mais para quem trabalha com a imagem ou com a voz porque, de alguma forma, o corpo também aparece. A estética passa a ser parte da “embalagem” profissional.
Nesse contexto, é desesperador perceber quantas mulheres se submetem a procedimentos e sacrifícios físicos e mentais apenas para manter um padrão que nunca foi feito para elas. Um padrão que, em vez de incluir, exclui. Que, em vez de acolher, oprime. E que, em vez de libertar, aprisiona.
Talvez esteja na hora de observarmos a verdadeira beleza. De entendermos que rugas contam histórias, que cabelos brancos são medalhas do tempo, e que amadurecer não deveria ser um peso, mas uma conquista.

Com César Oliveira
Tema: O Aeroporto que não “decola“
Ouça o Podcast completo:

Nesta quarta-feira (12), o prefeito de Anguera, Mauro Vieira, foi entrevistado pela jornalista Manu Pilger no programa Rotativo News, da Rádio Sociedade News FM 102.1. Durante a conversa, ele detalhou os preparativos para os festejos de São João no município e fez um balanço das ações realizadas no primeiro semestre de 2025.
Confira a entrevista completa:
Com Frei Jorge Rocha
Tema: Com certeza
Confira:

Esses dias, estava pensando: você já reparou como algumas pessoas só te procuram quando precisam de algo? Um favor, um contato, um ombro, uma atenção momentânea. Depois, somem. Não respondem mensagens, ignoram suas dores, mas aparecem com um “Oi, tudo bem?” Quando querem resolver algum problema. Delas, é claro./
Vivemos tempos de relações utilitárias. Pessoas são tratadas como serviços: acessadas quando convêm, descartadas quando deixam de ser úteis. E isso diz muito sobre os anseios de uma sociedade marcada pela pressa, pelo ego e pela superficialidade.
Estamos na era dos vínculos líquidos, como bem disse Zygmunt Bauman, em que amores evaporam na primeira crise, amizades se rompem por uma curtida ou por uma ausência, e afetos se tornam transações. E, no centro disso tudo, a pergunta incômoda: estamos nos tornando descartáveis? A rotina acelerada, o excesso de estímulos e a busca incessante por produtividade vão nos afastando, aos poucos, até das pessoas mais próximas. Às vezes, a distância nem é física, é emocional. Estamos perto, mas desconectados.
Por outro lado, há aquelas pessoas que estão por perto, mas fazem questão de se manter longe. Pessoas que conhecem sua história, sabem das suas lutas, mas escolhem não se envolver. Somem nas suas dificuldades, mas aparecem sorrindo nas suas vitórias só para não deixar de marcar presença. E o mais duro: há quem se aproveite da sua bondade. Gente que percebe seu coração disponível e transforma isso em oportunidade para tirar vantagem, sugar até a última gota e ir embora sem olhar para trás.
É nesse cenário que o utilitarismo deixa de ser uma teoria filosófica para virar prática cotidiana. O outro não é visto como alguém com sentimentos, limites e necessidades, mas como um recurso a ser explorado. Enquanto serve, está presente. Quando não serve mais, vira peso. Relações assim não adoecem apenas o coração elas corroem a nossa alma.
No meio desse turbilhão de relações interesseiras, sigo tentando preservar o que ainda faz sentido: o afeto genuíno, o cuidado recíproco, a escuta verdadeira. Não sou perfeita, mas me esforço para não tratar ninguém como ferramenta ou ponte. E, se um dia eu esquecer disso, espero que a vida me lembre com delicadeza e não com abandono.
A verdade é que, apesar de tudo, eu ainda acredito nas conexões que não cobram, não usam, não somem. Acredito em gente que fica. Que não mede o quanto vai ganhar com você, mas o quanto pode caminhar ao seu lado.
Não sei você, mas eu sigo buscando uma felicidade compartilhada sem interesse, sem descaso, sem ausências.

Com César Oliveira
Tema: A condenação do humorista Léo Lins
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Manu Pilger
Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Nas últimas semanas, manchetes nacionais voltaram a colocar Feira de Santana entre as cidades mais violentas do Brasil e do mundo. Embora os dados sejam importantes para orientar políticas públicas, é igualmente necessário olhar com sensibilidade para o que esses números não dizem ou, pior, para o que eles silenciam.
Feira de Santana é cidade com uma história rica, um povo trabalhador e um papel vital no desenvolvimento do interior do estado. E, como toda cidade que pulsa, tem problemas, mas também tem força, tem vida, tem potência E abriga algumas das principais instituições de ensino superior da Bahia, como a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), além de centros universitários e faculdades privadas que atraem estudantes de toda a região. É um polo acadêmico que forma médicos, professores, engenheiros, artistas, cientistas e empreendedores.
Também é uma cidade de cultura viva, festas populares, feiras livres, teatro, música e tradições. É ponto de passagem, de encontro e de permanência. Estima-se que, durante a semana, a população de Feira chegue a 1 milhão de pessoas, com trabalhadores que vêm de cidades vizinhas para buscar sustento e oportunidade. Isso a torna um grande centro econômico e social do interior baiano e que emprega mais de 25 mil trabalhadores registrados com carteira assinada segundo o Sindicato do Comércio que fiz questão de buscar.
Eu mesma não nasci em Feira de Santana, mas vivo aqui há 15 anos. Quando cheguei, meu sonho era conquistar minha casa própria e foi aqui que isso aconteceu. Foi essa cidade que me deu chão, que me deu estabilidade e segurança para construir minha vida. Por isso, sou grata. Por isso, quero que outras pessoas vejam a Feira que eu conheço: a cidade que acolhe, que gera renda, que constrói histórias.
Encher as ruas de viaturas da polícia ou da guarda municipal em cada esquina pode até transmitir uma sensação momentânea de segurança, mas, infelizmente, não resolve, por si só, o problema da violência. Os fatores que alimentam a criminalidade são muito mais profundos. Eles nascem, muitas vezes, da ausência de estrutura familiar, da falta de oportunidades reais e da carência de políticas que trabalhem a base: educação, cultura, esporte, trabalho e dignidade.
A violência se combate, também, com planejamento familiar, com o resgate da educação moral e ética, com o fortalecimento dos vínculos afetivos e com a formação da personalidade, que começa, e deveria ser cultivada, dentro de casa. Quando olhamos para os dados da população carcerária no Brasil, vemos um quadro preocupante:
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN):
• O Brasil tem cerca de 852 mil pessoas presas em regimes diversos (dados de 2024).
• 86% são homens, 72% têm até 30 anos, e 69% são negros.
• Aproximadamente 60% da população carcerária tem entre 18 e 34 anos.
• Cerca de 50% dos presos não completaram o ensino fundamental, e apenas 3% têm ensino superior.
Esses jovens muitos deles negros, de baixa escolaridade e sem oportunidades, poderiam estar estudando, trabalhando, cursando o ensino superior, mas acabam entrando cedo no mundo do crime, não apenas por falta de oportunidades, mas, principalmente, por falta de orientação, apoio e políticas públicas eficazes. Claro que precisamos enfrentar os desafios da segurança pública com seriedade. Mas reduzir Feira de Santana à violência é injusto e, mais do que isso, é prejudicial. Afasta investimentos. Espanta turistas. Diminui a autoestima de quem vive aqui. E ignora uma cidade viva, trabalhadora e cheia de possibilidades.
Feira precisa, sim, de atenção. Mas também precisa de visibilidade positiva. De uma população que valorize o que tem. De lideranças que se orgulhem de contar o que há de bom na Princesa do Sertão. Feira de Santana não é perfeita. Mas é forte. E merece mais do que estatísticas frias. Merece ser contada pelas histórias de quem constrói seus dias aqui. Como eu. Como tantos. Como você, que talvez esteja lendo este texto de dentro de um ônibus a caminho do trabalho ou em casa, sonhando com uma vida melhor que pode, sim, começar por aqui. Eu Amo Fêra.
Confira o podcast:

Com César Oliveira
Tema: A fraude do INSS
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