Escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a relatoria do projeto de lei que trata da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) é conhecido por ter uma relação próxima com o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Paulinho e Moraes se conhecem desde os tempos em que o ministro ainda advogava em São Paulo, mas a relação teria se estreitado após a atuação conjunta deles para barrar o avanço da proposta que previa a instituição do voto impresso auditável no Brasil, medida que foi defendida com veemência pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na época em que Moraes presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vale ressaltar que Paulinho, por sinal, não foi reeleito nas eleições de 2022. Ele só assumiu o mandato após o TSE, ainda sob o comando de Moraes, cassar Marcelo Lima, então deputado federal, sob acusação de desfiliação do partido sem justa causa.
Por ser o primeiro suplente de sua sigla, Paulinho assumiu o cargo. A cassação teve 5 votos a favor e 2 contrários na Corte Eleitoral, sendo Moraes um dos favoráveis.
PAULINHO CHAMA MORAES DE “GUARDIÃO DA DEMOCRACIA” A relação “amigável” de Moraes e Paulinho também ficou evidente em agosto do ano passado, quando o parlamentar manifestou apoio ao ministro do STF ao chamá-lo de “guardião da democracia” e dizer que ele exercia um trabalho que incomodava “muita gente”.
– Nosso apoio ao guardião da democracia. O trabalho do ministro Alexandre na defesa da democracia e no combate às fake news tem incomodado muita gente. Um trabalho feito com muita coragem e acima de tudo: respeito ao devido processo legal. O ministro Alexandre de Moraes tem nosso apoio incontestável e merece toda nossa solidariedade – disse o deputado.
STF CONDENA PAULINHO E VOLTA ATRÁS COM MORAES PELA ABSOLVIÇÃO Os caminhos do parlamentar e Moraes também se cruzaram na Ação Penal 965, que, em 2020, foi julgada procedente na Primeira Turma do STF, por 3 votos a 2, para condenar Paulinho da Força a 10 anos e dois meses de prisão por suposta participação em desvios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Moraes, que era o relator do caso, votou para absolver Paulinho, mas foi derrotado.
Em 2024, no entanto, após idas e vindas da ação no STF, até mesmo no Plenário, o julgamento do recurso derradeiro do caso foi concluído na Primeira Turma da Suprema Corte, que dessa vez deu vitória ao deputado e o absolveu por 4 votos a 1. Paulinho contou novamente com o apoio de Moraes, que foi seguido por Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
A ESCOLHA DE PAULINHO E A ANISTIA Nos bastidores, as informações dão conta de que a escolha do deputado se daria justamente pela capacidade de interlocução dele com o STF. No entanto, a posição que é defendida por Paulinho está bem distante daquela que é publicamente a bandeira da direita: uma anistia ampla e irrestrita. O próprio parlamentar, por sinal, afirmou a jornalistas nesta quinta (18) que a ideia é de um projeto “meio-termo”.
Na prática, a proposta discutida deve promover a redução da pena do crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito, que é de 4 a 8 anos, para 2 a 6 anos; a diminuição da pena do crime de golpe de Estado, de 4 a 12 anos, para 2 a 8 anos; a unificação das punições, excluindo a conduta mais grave; e a exigência de que os acusados atuaram combinados com os articuladores do golpe para condená-los.
Se aprovado nesses termos, o projeto permitiria, por exemplo, uma redução significativa da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, e abriria caminho para que ele pudesse, por exemplo, cumprir pena em regime domiciliar.
*Pleno.News Fotos: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados // Antonio Augusto/STF
O Hospital DF Star, em Brasília, emitiu um boletim médico nesta quarta-feira (17) atualizando o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a unidade hospitalar, o paciente chegou à emergência nesta terça (16) desidratado, com elevação de frequência cardíaca, queda da pressão arterial, vômitos e sensação de desmaio.
– Foram realizados exames laboratoriais e de imagem para investigação diagnóstica. Os exames evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina. Realizou ressonância magnética do crânio para elucidação de quadro de tontura recorrente, que não mostrou alterações agudas – descreve o boletim.
O documento ainda afirma que houve “melhora parcial após hidratação e o tratamento medicamentoso” e que o quadro será reavaliado ao longo do dia, para definição da necessidade de permanência em ambiente hospitalar.
Por decisão da Primeira Turma do STF, o líder conservador foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A Câmara dos Deputados, em Brasília, promoveu nesta quarta-feira (17) uma sessão solene para celebrar os 192 anos de emancipação política de Feira de Santana. O ato reuniu lideranças políticas, empresariais e representantes de movimentos sociais da segunda maior cidade da Bahia.
O prefeito José Ronaldo ressaltou, durante a cerimônia, que a cidade precisa de planejamento sólido e recursos adequados para a possível criação de uma Universidade Federal.
“Uma Universidade Federal é um sonho, mas precisa de estrutura completa para ser grande de verdade. Feira já tem laboratórios e conhecimento, mas é preciso garantir recursos e instrumentos para que essa universidade atenda às nossas necessidades”, ponderou.
Entre as autoridades presentes estavam o governador Jerônimo Rodrigues, deputados federais e estaduais, além de empresários e dirigentes de entidades como a CDL e o Sindicato Rural. O governador destacou o peso do momento:
“É um marco garantir que Feira de Santana seja repercutida nacionalmente dentro de um ambiente da política que discute o presente e o futuro. Esse evento mostra maturidade e união em prol da cidade.”
Idealizador da sessão, o deputado federal Zé Neto enfatizou a força da “Princesa do Sertão” e a necessidade de união para viabilizar obras e investimentos.
“Um dia histórico para Feira de Santana, cidade mostrando a sua força. Aqui em Brasília é onde as coisas acontecem: conseguimos avançar em obras como o contorno de Feira, a duplicação da estrada do Tomba, a reforma e a nova intervenção do aeroporto. Essa presença coletiva fortalece nossas pautas e garante recursos”, afirmou.
Na próxima quinta-feira, 18 de setembro de 2025, às 19h, o secretário de Comunicação Social de Feira de Santana, Joilton Freitas, vai receber uma das maiores honrarias do município: a Comenda da Ordem Municipal do Mérito. A cerimônia será no Clube de Campo Cajueiro e deve reunir autoridades, lideranças comunitárias e representantes de vários setores da cidade.
A homenagem é concedida pela Prefeitura de Feira de Santana a pessoas que se destacam e contribuem para o desenvolvimento do município nas áreas política, social, econômica e cultural.
O que é essa comenda
A Ordem Municipal do Mérito é uma das principais homenagens oficiais da cidade. Ela foi criada para reconhecer cidadãos que prestam serviços relevantes a Feira de Santana e, com o tempo, virou símbolo de gratidão e respeito para quem ajuda a cidade a crescer.
Quem é o homenageado
Joilton Freitas é jornalista e gestor público. À frente da Secretaria de Comunicação Social, tem trabalhado para aproximar as ações da Prefeitura da população e da imprensa, buscando mais transparência e eficiência na divulgação das informações de interesse público.
Por que é importante
Receber essa comenda significa reconhecimento pelo trabalho e pela dedicação a Feira de Santana. No caso de Joilton Freitas, a homenagem reforça a importância da comunicação como ferramenta essencial para a democracia e para uma gestão mais próxima das pessoas.
Onde será a solenidade
O evento será no Clube de Campo Cajueiro, um espaço tradicional da cidade para encontros e celebrações. O local reforça o caráter coletivo da homenagem, que simboliza a importância da participação de todos no fortalecimento das instituições municipais.
Essa homenagem a Joilton Freitas também mostra que a Prefeitura está valorizando servidores públicos que atuam em áreas estratégicas, como a comunicação, para garantir mais transparência e diálogo com a sociedade.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, classificou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o “maior líder fascista do século 21”. A declaração ocorreu durante um evento cujo tema era “Em Defesa da Democracia e da Soberania Nacional”, realizado na noite desta segunda-feira (15), no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Na ocasião, Edinho comentava a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado. O dirigente do PT descreveu essa como uma “vitória inquestionável”, mas afirmou que o “principal inimigo” do Estado Democrático de Direito é o fascismo, e esse ainda não foi vencido.
– O fascismo está em ascensão no mundo, o fascismo está em ascensão no Brasil. O Trump é o maior líder fascista do século 21. Não podemos ter receio dessa caracterização, tampouco de fazer um paralelo daquilo que antecedeu a Segunda Guerra Mundial – assinalou.
O evento em questão trata-se do 12º ato do grupo Direitos Já! e teve a presença de representantes do PT, PDT, MDB, PSB, PSDB, PSOL, PV e Rede Solidariedade. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), além de artistas, líderes religiosos, e juristas, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Na ocasião, o decano afirma que as instituições estão sendo resilientes frente aos maiores riscos à democracia brasileira em décadas. Também afirmou que o STF não aceitará impeachment de ministros da Corte por conta de votos em processos, e afirmou estar convicto de que a anistia não será votada no Congresso.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu a líderes partidários pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. A questão foi discutida durante reunião na Residência Oficial da Câmara, nesta terça-feira (16).
Em debate, agora, passa a ser o alcance da proposta. A ideia do centrão é viabilizar pela Câmara a versão “light” do projeto, o que não beneficiaria o ex-presidente Bolsonaro. Essa versão é alinhada com o que defende o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Apesar de ainda não indicar uma data para pautar o projeto de lei, líderes próximos a Hugo acreditam que a urgência pode ser votada já nesta quarta. Alguns apostam que o mérito também poderá avançar.
O presidente da Câmara também informou aos líderes que comunicou a decisão de colocar a anistia na pauta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois tiveram uma reunião no Palácio da Alvorada nesta segunda (15). Lula, inclusive, teria reforçado ser contra qualquer tipo de anistia.
A chamada “anistia light” se diferencia do projeto original porque não prevê perdão judicial, como deseja parte dos bolsonaristas. Dessa forma, não teria grande impacto nas penas aplicadas a Bolsonaro e demais condenados pelo plano de golpe. Mudaria, entretanto, a situação dos julgados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Inácia Pinto dos Santos – o Hospital da Mulher –, em Feira de Santana, alcançou um marco histórico: 438.655 exames laboratoriais foram realizados entre janeiro e agosto de 2025, um recorde de atendimentos em comparação ao mesmo período de anos anteriores. A informação foi divulgada pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana.
A unidade, que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é fundamental para diagnósticos, tratamentos e o acompanhamento da saúde dos pacientes da rede pública municipal.
De acordo com Gilberte Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar, o alto número de atendimentos reflete a eficiência da equipe e a estrutura moderna do laboratório.
“A eficiência e organização do nosso laboratório são resultado de uma estrutura física adequada e do uso de tecnologia, que agiliza os processos e garante a entrega rápida dos resultados. Isso é essencial para o diagnóstico precoce e acompanhamento dos pacientes da rede pública”, destacou.
O comparativo com o ano anterior revela o crescimento expressivo. Em todo o ano de 2024, o laboratório realizou 594.958 exames. Com oito meses já superando 70% desse total, a projeção é de que 2025 encerre com um novo recorde absoluto.
Entre os exames mais realizados estão: hemograma completo, glicemia, colesterol total e frações, triglicerídeos, ureia, creatinina, ácido úrico, além de análises de bioquímica, hematologia, imunologia, microbiologia, teste do pezinho, entre outros.
Segundo o coordenador do laboratório, André Galvão, os exames de “Imuno-hormônio” – que identificam a produção e ação dos hormônios – e os bioquímicos, que analisam biomoléculas como proteínas, DNA, lipídios e carboidratos, foram os mais solicitados no período.
“Temos trabalhado para otimizar os serviços, oferecendo mais recursos técnicos e humanos. Nosso compromisso é garantir à população de Feira de Santana e região um atendimento cada vez mais ágil, preciso e de qualidade”, afirmou André Galvão.
Além dos exames de rotina, o laboratório também realiza procedimentos especializados, como eletroforese de hemoglobina e exames voltados para o diagnóstico de hepatites e anemia falciforme.
Atendimento ao público
O Laboratório de Análises Clínicas do Hospital da Mulher atende tanto pacientes internos quanto externos — desde gestantes internadas até recém-nascidos. O agendamento dos exames é feito mediante apresentação da solicitação médica, diretamente no laboratório, no período da tarde.
Os exames são realizados a partir das 7h, no dia marcado, por ordem de chegada. O laboratório está localizado ao lado do Hospital da Mulher, na Rua da Barra, 705, bairro Jardim Cruzeiro. Contato para mais informações: (75) 3603-7166 / 3603-7168.
No próximo dia 17 de setembro, às 16h, a área externa do Santuário dos Capuchinhos, em Feira de Santana, será palco de um momento histórico: a gravação do DVD “Cantando para Deus”. O projeto ousado e inspirador, idealizado pelo sergipano William Sanfona, traz ao mesmo palco grandes nomes do arrocha para interpretarem músicas católicas em um formato jamais visto. Entre os convidados confirmados estão: Milsinho Toque Dez, Unha Pintada, Ju Marques, Nadson Ferinha, Theuzinho, Ana Catarina, Mikael Santos, Luanzinho Moraes, Rafinha Big Love, Kiko Chicabana, entre outros. Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, milhões de visualizações no YouTube e milhões de streams em suas músicas, William Sanfona se destaca por unir forró, sanfona e espiritualidade. No DVD “Cantando para Deus”, ele rompe barreiras ao convidar vozes consagradas do arrocha para cantar louvores, tornando este um projeto que quebra paradigmas. “Não queria chamar apenas cantores católicos porque não haveria novidade. Liguei para Unha Pintada, que topou na hora, e a partir daí outros nomes se juntaram. Não recebi nenhum ‘não’. Todos entenderam a proposta e aceitaram cantar para Deus. Essa ideia nasceu em oração e foi pensada para alcançar quem não está na igreja. É como na parábola da ovelha perdida: precisamos ir atrás de quem está longe de Deus”, explica William. Aos 23 anos, William Sanfona já é considerado um dos principais nomes da música católica com identidade nordestina. Natural de Aracaju, ele viveu uma reviravolta em sua trajetória há cerca de dois anos. “Nunca fui um cantor de igreja, minha família também não era. Toquei por muito tempo música secular, cheguei a trabalhar com artistas nacionais, mas em um certo momento eu desisti da música. E aí fui ser policial militar. Até que me aproximei da igreja e pedi a Deus um jeito de serví-lo, e não precisava ser necessariamente através da música. Mas aí Ele me trouxe essa missão”, conta o jovem artista. E essa missão começou de forma inesperada. Após uma missa, William gravou um louvor em ritmo de forró, com a sanfona, e publicou nas redes sociais. “O vídeo viralizou no TikTok, depois gravei outra e viralizou de novo. A partir desses vídeos estou aqui até hoje. É um projeto que não é meu, é de Deus. Toda a minha história é muito de oração”, afirma.
Feira de Santana escolhida para a estreia
A primeira edição do projeto será realizada em Feira de Santana, cidade escolhida estrategicamente por sua importância cultural e por ser um grande entroncamento do Nordeste. “Já temos um público muito forte na Bahia. Feira é um lugar especial, onde os cantores de arrocha também têm muito público, e queríamos alcançar exatamente esse público que, em sua maioria, não frequenta a igreja”, afirma o cantor. Após a estreia em Feira, “Cantando para Deus” já tem outras cidades confirmadas: Campina Grande, Fortaleza e cidades do Rio Grande do Norte. “Entendemos que é importante furar a bolha da religião. Ao invés de demonizar a música secular, queremos usar a influência desses artistas para somar. Precisamos pescar almas fora do aquário”, reforça William. Mais do que um show, a gravação do DVD promete ser uma experiência espiritual coletiva, reunindo milhares de pessoas em louvor. “Esse projeto é de Deus, não meu. Quero que cada canção toque os corações, que cada acorde da sanfona leve esperança, fé e renovação. A vida pode ser transformada pela música, porque quem age nela é o próprio Deus”, declara o artista.
SERVIÇO:
O que: Gravação do DVD “Cantando para Deus”, projeto de William Sanfona com participações de grandes nomes do arrocha em repertório católico. Quando: 17 de setembro, às 16h Onde: Área externa do Santuário dos Capuchinhos, Feira de Santana (BA) Produção: Sou Entretenimento Ingresso: Gratuito Assessoria de Imprensa: Cristhiane Castro – (75) 99263-2191
Uma vasta programação vai marcar, na próxima quinta-feira (18), os 192 anos de emancipação política de Feira de Santana. Para destacar a data de aniversário da Princesa do Sertão, o Governo Municipal vai decretar ponto facultativo na cidade, visando promover uma série de ações valorizando a data histórica, suas origens e as pessoas que fizeram ou continuam fazendo o desenvolvimento acontecer.
A programação tem início às 7h30min, com uma missa na Catedral Metropolitana de Senhora Santana. Já às 9h30min, o prefeito José Ronaldo de Carvalho, acompanhado de secretários municipais e outras autoridades, além de convidados, visita o Casarão dos Olhos d’Água, considerado o primeiro imóvel da cidade e onde tudo começou. O imóvel teria abrigado o casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, fundadores da cidade.
Dando sequência à programação, será realizada uma sessão solene na Câmara Municipal de Feira de Santana a partir das 15h. E, à noite, a partir das 19h, a entrega da Medalha de Honra ao Mérito, um evento com homenagens aos cidadãos que vêm contribuindo para o desenvolvimento da cidade, no Cajueiro Convenções.
Emancipada de Cachoeira em 18 de setembro de 1833, Feira de Santana se tornou a Princesa do Sertão, nome dado por iniciativa do jurista e político Ruy Barbosa, em 1919, durante uma visita à cidade, em campanha pela Presidência da República, reconhecendo a sua importância econômica e o seu papel como um centro vital no desenvolvimento do sertão baiano.
Menos de uma semana após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro (PL) enfrentará nesta terça-feira (16) um novo julgamento. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), vai analisar uma ação civil pública por “declarações públicas de preconceito, discriminação e intolerância contra pessoas negras”. Em caso de condenação, esse tipo de processo não resulta em prisão, mas no pagamento de indenização.
O processo foi movido pelo Ministério Público Federal, em conjunto com a Defensoria Pública da União contra Bolsonaro e a União. O pedido é para que o ex-presidente pague indenização coletiva de pelo menos R$ 5 milhões. No caso da União, o valor é de R$ 10 milhões. Como o dano teria sido causado à sociedade, os valores seriam depositados em um fundo público.
A ação foi ajuizada em julho de 2021, quando Bolsonaro era presidente. O pedido foi negado pela primeira instância do Judiciário. Foi apresentado recurso ao TRF-4, que agendou o julgamento para esta terça. Na semana passada, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por entender que ele tramou um golpe de Estado.
A ação foi motivada por declarações proferidas por Bolsonaro nos arredores do Palácio da Alvorada, nos dias 4 e 6 de maio de 2021 e em 8 de julho do mesmo ano. De acordo com a acusação, ele também teria desferido ofensas em pronunciamento oficial por meio de redes sociais, na chamada “live do presidente”. Segundo a ação, “a responsabilidade da União, por sua vez, decorre diretamente da indicada conduta discriminatória do Presidente da República, dada a sua condição de representante máximo do Poder Executivo”.
Em 8 de julho, Bolsonaro fez uma brincadeira com o cabelo de uma pessoa negra, chamando de “criatório de baratas”. Em seguida, o então presidente afirmou:
– Você não pode tomar ivermectina, vai matar todos os seus piolhos.
O alvo das declarações estava entre os apoiadores de Bolsonaro e registrou, na ocasião, que não se incomodava com a piada, por não ser um “negro vitimista”.
Antes disso, em 6 de maio, Bolsonaro já tinha feito brincadeira semelhante com o mesmo apoiador:
– Tô vendo uma barata aqui.
Dois dias antes, o então presidente havia questionado outra pessoa com cabelo crespo:
– O que que você cria nessa cabeleira aí?
Em 8 de julho, Bolsonaro convidou a pessoa com quem brincou para a “live do presidente”. Na ocasião, ele tornou a brincar.
– Se eu tivesse um cabelo desse naquela época, minha mãe me cobriria de pancada.
Ele também perguntou:
perguntou:
– Você toma banho quantas vezes por mês?
E fez mais brincadeiras, com sua maneira descontraída de ser.
– Se criarem cota para feios, você vai ser deputado federal.
O MPF e a DPU afirmam que as condutas de Jair Bolsonaro “extrapolam os limites da ofensa individual e específica ao cidadão presente nas ocasiões de suas manifestações, já que o discurso proferido, antes de ser direcionado a um indíviduo, configura verdadeira ofensa estigmatizante de discriminação e intolerância a qualquer pessoa negra”.
E completam:
– A conduta do presidente da República Jair Bolsonaro visa transmutar um elemento de afirmação da identidade negra em algo sujo, execrável e que identifica um padrão fenotípico da população negra como algo que a subjugasse a uma posição social inferior, em evidente comportamento discriminatório.
A ação menciona outros episódios. Entre as declarações lembradas na ação, está uma de abril de 2017, quando Bolsonaro era deputado federal:
– Fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado (sic) com eles.
Para o MPF e a DPU, os episódios demonstram que o comportamento discriminatório de Bolsonaro contra a população negra brasileira incentivava servidores do alto escalão de seu governo a adotarem posturas igualmente discriminatórias, “em notória dissonância do dever do Estado Democrático de Direito de enfrentamento ao racismo e à desigualdade racial”.
A ação também pede que Bolsonaro se abstenha de cometer outros atos discriminatórios e intolerantes, além de realizar retratação pública à população negra e de retirar vídeos com manifestações interpretadas como racistas de seus canais e redes sociais.