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Partido português convoca ato contra Lula : “Lugar de ladrão é na prisão”

O Chega, de direita, divulgou uma chamada para manifestação em 25 de abril: “Lugar de ladrão é na prisão”

O partido português Chega, de direita, convocou uma manifestação em 25 de abril contra o presidente Lula. Em publicação nas redes sociais, a legenda de André Ventura divulgou neste sábado (15) uma chamada para o ato: “Lugar de ladrão é na prisão”.

Lula fará um discurso no Parlamento de Portugal, mas não na sessão principal. Após pressão de parlamentares da direita, ficou decidido que o petista participará de sessão solene que não fosse a principal.

A data ainda não foi anunciada. O presidente chegará ao país dia 21 e permanecerá até o dia 25, quando seguirá para Madri.

Em publicação no Twitter, André Ventura, líder do Chega, afirmou: “Já temos corrupção a mais em Portugal,  não precisamos de importá-la!”

O Antagonista 


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Cientistas descobriram um texto bíblico escrito há mais de 1.500 anos que está sendo tratado como um “capítulo oculto”. Na verdade, o achado é uma tradução do capítulo 12 do livro de Mateus para a língua siríaca.

Assim, a descoberta se torna importante por mostrar se o texto bíblico mudou ao longo do tempo, apontando ainda para o trabalho de tradução do livro sagrado.

O capítulo oculto foi encontrado em um pergaminho e estava raspado. Segundo os cientistas, raspar o pergaminho era comum para que um novo texto fosse escrito sobre ele.

O trecho estava em um manuscrito sobre antigas histórias cristãs e hinos guardados na Biblioteca do Vaticano. Os vestígios só foram detectados através de luz violeta, podendo então ser traduzido.

Ao Daily Mail, o professor sênior de estudos do Novo Testamento na Universidade de Glasgow, Dr. Garrick Allen, disse que a descoberta fornece uma visão sobre as primeiras traduções da Bíblia.

– A tradução siríaca da Bíblia é importante por conta própria como uma das primeiras traduções do grego. Isso nos dá uma visão sobre os primeiros estágios do texto da Bíblia e as comunidades que produziram essas traduções – disse Allen.

Ainda assim, o professor diz que não se trata de uma descoberta inovadora, uma vez que o texto é apenas partes fragmentadas do capítulo já conhecido.

EVANGELHOS ORIGINAIS
Para o escritor cristão Justin Brierley, a descoberta é “fascinante” por mostrar “o quão rica tem sido a tradição manuscrita do Novo Testamento ao longo de muitos séculos”.

– Também é fascinante notar a variação em algumas das palavras do evangelho de Mateus em comparação com a versão que recebemos do texto. Muitas vezes encontro críticos que questionam se a Bíblia foi alterada ao longo do tempo, mas a ciência da crítica textual, auxiliada por descobertas como essas, ajuda os historiadores a montar uma imagem extremamente precisa do que os evangelhos originais diziam – declarou ele ao Daily Mail.

Informações Pleno News


Lula e Joe Biden - Reprodução/CNN
Lula e Joe Biden Imagem: Reprodução/CNN

Documentos supostamente do Pentágono, vazados nos últimos dias nas redes sociais, sinalizaram que o governo de Vladimir Putin considerou a proposta brasileira para criar um grupo de negociação para a guerra na Ucrânia como forma de reduzir a pressão do Ocidente contra o Kremlin.

Os documentos foram divulgados nas redes sociais, sem que o responsável pela exposição dos textos fosse identificado. No governo americano, o vazamento abriu uma crise e apelos para que investigações fossem realizadas. Alguns dos papéis foram confirmados pela inteligência americana como verdadeiros.

Procurado pelo UOL, o Itamaraty sinalizou que não comentaria.

Entre as diferentes informações reveladas, uma se refere ao Brasil e à proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para criar uma espécie de grupo de contato para permitir que países que não fazem parte da guerra pudessem facilitar um diálogo e colocar fim à guerra.

De acordo com os documentos da inteligência americana, Moscou iria fazer uso da proposta de Lula a seu favor.

Segundo o vazamento, diplomatas russos sinalizaram que estavam dispostos a considerar a proposta de Lula. Moscou acreditava, segundo a inteligência americana, que o plano “para criar um clube de mediadores supostamente neutros para lidar com a guerra na Ucrânia rejeitaria o paradigma do Ocidente de agressor-vítima“. A informação foi primeiro revelada pelo Miami Herald, na terça-feira.

Moscou vive um cerco diplomático, econômico, financeiro e até esportivo, com embargos e sanções. Na ONU, o esforço do Ocidente é o de designar os russos como os únicos responsáveis pela guerra, na condição de agressor. 

Nos primeiros meses de seu governo, o presidente brasileiro fez declarações sugerindo equiparar a situação de Rússia e Ucrânia, o que deixou capitais ocidentais em estado de alerta. Ainda que Lula tenha conversado por telefone com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, algumas de suas votações na ONU também geraram preocupação entre as potências Ocidentais.

Uma delas ocorreu há duas semanas, quando o Brasil foi um dos únicos países a ficar ao lado de uma proposta da Rússia de criar um grupo de investigação na ONU para examinar as explosões nos gasodutos no mar do Norte. Ao lado de Brasília estavam apenas a China e a própria Rússia.

Em março, quando Lula esteve em Washington, o governo de Joe Biden recebeu com frieza a proposta do brasileiro de criar um grupo de negociadores. Naquele momento, a Casa Branca deixou claro que qualquer iniciativa apenas poderia contar com países que declarassem que a Rússia havia sido a única agressora e que a Carta das Nações Unidas havia sido violada por Moscou.

Lula, porém, saiu de Washington tento assinado um documento conjunto no qual condenava a agressão russa. Para experientes embaixadores brasileiros, era esse o objetivo de Biden com a visita de Lula. “Os americanos conseguiram o que queriam”, disse um deles.

Os documentos vazados também apontavam que, segundo os americanos, o governo brasileiro planejava enviar para Moscou uma delegação de alto escalão na primeira quinzena de abril. De fato, no começo de abril, o assessor especial de Lula para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, viajou para Moscou e manteve uma reunião com Putin. No dia 17, será a vez de Sergei Lavrov, chanceler russo, de visitar o Brasil. Uma reunião com o presidente Lula está sendo planejada.

Nesta semana, Lula ainda vai negociar com o presidente da China, Xi Jinping, uma declaração conjunta na qual os dois líderes devem pedir que caminhos diplomáticos sejam estabelecidos para encerrar a guerra.

Informações UOL


Após liberação, brasileiras presas injustamente por tráfico comemoram em Frankfurt, na Alemanha - Divulgação Redes Sociais
Não Após liberação, brasileiras presas injustamente por tráfico comemoram em Frankfurt, na Alemanha Imagem: Divulgação Redes Sociais

Após deixarem a prisão nesta terça-feira (11), asbrasileiras detidas por engano vão passar a noite em Frankfurt, na Alemanha, e somente amanhã devem planejar a volta ao Brasil em reunião com as advogadas. As etiquetas com o nomes de ambas estavam em malas com cocaína.

O que se sabe

Depois que foram liberadas do presídio feminino na cidade alemã, a empresária Kátyna Baía e a veterinária Jeanne Paollini se encontraram com familiares e a advogada Luna Provázio — responsável pela defesa do casal no Brasil —, que viajaram para a Alemanha para encontrá-las.

Assim que soube que seria solta, Jeanne entrou em contato com a advogada de defesa Chayane Kuss por meio de um celular do Consulado-Geral do Brasil naquele país.

As goianas ainda não receberam os objetos pessoais que estavam na bagagem de mão durante a viagem do Brasil para Alemanha, onde elas fariam escala, mas foram detidas.Os pertences foram apreendidos.

Voltar à cena do aeroporto é algo traumatizante para elas. Amanhã, a gente se reúne para decidir sobre a volta.”
Chayane Kuss, advogada de defesa das brasileiras na Alemanha

Como ocorreu a soltura

O Ministério das Relações Exteriores anunciou no início da tarde a soltura das duas brasileiras. Elas foram presas pelas autoridades alemãs sob a suspeita de tráfico de drogas. Segundo as investigações da Polícia Federal, ambas tiveram as malas trocadas por bagagens com cocaína.

O promotor alemão que cuida do caso arquivou o caso, após analisar vídeos e depoimentos enviados pelas autoridades brasileiras. 

Segundo o governo de Goiás, as brasileiras tiveram acesso a medicamentos (seguindo prescrição médica) e a audiência de custódia, que resultou na soltura delas, foi antecipada —conforme demandas levadas pelo Gabinete de Relações Internacionais às autoridades internacionais.

Informações UOL


O templo Kamakhya, em Guwahati, na Índia - Surjeet Yadav/AFP
O templo Kamakhya, em Guwahati, na Índia Imagem: Surjeet Yadav/AFP

Os presos, todos homens, decapitaram uma mulher em um templo hindu há quatro anos.

O que aconteceu:

Apesar de o crime ter ocorrido há quatro anos, a identificação precisa do corpo ocorreu apenas em janeiro. Shanti Shaw, à época com 64 anos, estava visitando um templo em Guwahati quando foi raptada e decapitada.

O ritual de sacrifício teria sido realizado em homenagem ao aniversário de morte do irmão de um dos homens. Cinco foram presos, mas, segundo a polícia de Guwahati, ainda há outros sete envolvidos a serem encontrados.

Desde 2014, foram registradas 103 mortes em rituais de sacrifício humano na Índia. Quando realizados, visam agradar deidades e deuses, e são mais comuns em áreas isoladas e/ou tribais.

Informações UOL


Ninguém da polícia, da administradora do prédio ou do governo verificou se a mulher estava viva ou morta, apesar das reclamações dos vizinhos.

Audrey diz que os vizinhos fizeram tudo o que podiam para alertar que algo havia acontecido com Sheila — Foto: BBC

Audrey diz que os vizinhos fizeram tudo o que podiam para alertar que algo havia acontecido com Sheila — Foto: BBC 

Atenção: esta reportagem contém detalhes perturbadores

O caso de uma mulher que morreu e cujo corpo ficou dois anos e meio dentro do seu apartamento — sem que ninguém descobrisse — revoltou moradores de um prédio em Londres

Eles moram em um prédio administrado por uma associação habitacional — entidades privadas e sem fins lucrativos que fornecem moradias de baixo custo a pessoas com necessidades financeiras no Reino Unido

A Peabody, associação habitacional que administrava o prédio em Londres, chegou a pedir que o governo pagasse diretamente o aluguel da moradora morta. Ninguém do governo, da polícia ou da administradora sequer checou se ela estava viva ou não, e o aluguel foi pago por meses. 

A BBC conversou com os moradores do prédio para tentar entender como uma pessoa pode morrer e, por mais de dois anos, ninguém descobrir o corpo. Os moradores estão avaliando se entram com um processo contra a Peabody. 

Audrey mora desde 2018 em Lord’s Court, um moderno bloco de apartamentos de três andares em Peckham, bairro no sul de Londres. 

Ela se lembra claramente do dia em que a polícia arrombou a porta do apartamento em frente ao dela. 

“Assim que a porta foi aberta, eu sabia que algo ruim havia acontecido. Você podia ver isso nos rostos dos policiais”, diz Audrey.

Dentro do organizado apartamento de um quarto, a polícia encontrou os restos mortais da secretária médica Sheila Seleoane, de 58 anos. O que havia restado dela era pouco mais que um esqueleto — vestida com calças de pijama azuis e uma blusa branca. A polícia disse que ela não foi assassinada. 

Dentro da geladeira, uma sobremesa deu um indício de quanto tempo seu corpo estava ali. A sobremesa havia expirado há dois anos e meio. 

Para os vizinhos de Sheila, há muito tempo era óbvio que alguma coisa estava errada. 

Semanas após a morte de Sheila, em agosto de 2019, Chantel*, que morava no apartamento logo abaixo, trocou as lâmpadas. Quando ela removeu a lâmpada velha, larvas caíram do teto. Nas semanas seguintes, o problema só piorou. 

“Havia larvas no quarto, na sala e no banheiro. E mais ou menos em todos os meus móveis”, lembra ela. “Você sentava no sofá e depois de um tempo encontrava uma larva esmagada”, diz ela. “Foi como viver em um filme de terror.” 

Chantel, que nos pediu para não usar seu nome verdadeiro, diz que ligou para a Peabody, a associação habitacional que administra o prédio, mas foi informada de que a entidade não lidava com larvas. 

“É muito triste que alguém possa estar em seu apartamento por tanto tempo e não ser encontrado. Ninguém estava sequer se esforçando para entrar em contato com ela”, diz ela.

Ela não foi a única vizinha a levantar preocupações ao longo dos meses seguintes. 

Audrey se lembra de voltar de uma viagem de trabalho e sentir um fedor desagradável “como o de um cadáver” ao pegar o elevador até o terceiro andar. 

“Isso me fez sentir mal”, diz ela. “Foi simplesmente horrível.” 

Um relatório identificou que houve várias 'oportunidades desperdiçadas' para se encontrar o corpo de Sheila — Foto: BBC

Um relatório identificou que houve várias ‘oportunidades desperdiçadas’ para se encontrar o corpo de Sheila — Foto: BBC 

Outros vizinhos do mesmo andar dizem que tentaram colocar toalhas e lençóis embaixo da porta para tentar impedir que o cheiro se alastrasse. 

“Não conseguíamos nem dormir no apartamento. Não dava nem para comer porque o cheiro era muito, muito ruim”, diz Donatus Okeke, que mora em um apartamento de dois quartos com sua esposa Evelyn e seus três filhos.

A todos, ficou claro que Sheila não estava mais morando no local. Sua correspondência começou a transbordar de sua caixa de correio e seu capacho — encostado em sua porta por faxineiros — nunca foi recolocado no seu lugar. 

Evelyn diz que ligou para a Peabody “muitas vezes”. 

Ela me mostra um registro escrito da primeira ligação — em 10 de outubro de 2019 — dois meses após a morte de Sheila. 

Iyesha, outra vizinha do mesmo andar, também procurou a Peabody várias vezes. “Eu continuei ligando dizendo que havia um cheiro de morte”, diz ela. “Ninguém veio.” 

Audrey diz que os vizinhos fizeram tudo o que podiam para alertar a associação habitacional. Ela diz ter ficado tranquilizada quando, na linha de atendimento ao cliente, a Peabody disse que alguém investigaria a situação. 

“Essa é a única coisa que eu lamento — que eu acreditei na Peabody. Eu lamento não ter chamado a polícia mais cedo, porque eu apenas confiei que eles iriam fazer algo.”

A Peabody disse à BBC que a associação ficou “arrasada” com o que aconteceu com Sheila e que foi “transparente sobre o que deu errado”. 

Sheila pagava o aluguel em dia desde que se mudara para o apartamento, em 2014 — Foto: BBC

Sheila pagava o aluguel em dia desde que se mudara para o apartamento, em 2014 — Foto: BBC 

Mas por que Sheila não foi descoberta antes de fevereiro de 2022? 

Depois que ela morreu, seu aluguel parou de ser pago. A Peabody enviou cartas, e-mails e mensagens de voz. Mas no ano seguinte, ninguém a visitou para ver como ela estava. Isso apesar de ela sempre pagar o aluguel em dia desde que se mudara para o apartamento em 2014. 

Em vez disso, sem ter falado com Sheila, a Peabody solicitou ao governo um benefício no nome dela. O auxílio é destinado a inquilinos que têm dificuldades para pagar suas contas. 

O pedido foi bem-sucedido, e em março — sete meses após a morte de Sheila — seu aluguel estava sendo pago pelo governo diretamente para a Peabody. 

Em abril de 2020, venceu o certificado de segurança do gás — uma obrigação anual para os proprietários. Quando os inspetores da Peabody não puderam entrar no apartamento, novamente ninguém da administradora fez nada. Em vez disso, a associação habitacional escreveu cartas para Sheila e depois cortou o fornecimento de gás. 

Um ano depois de sua morte, a Peabody finalmente visitou o prédio diante das inúmeras reclamações dos vizinhos. A associação pediu à polícia que verificasse como estava Sheila, mas quando os policiais bateram em sua porta e ninguém respondeu, a administradora decidiu que não tinha justificativa suficiente para entrar no apartamento. 

Um erro do operador da polícia agravou ainda mais o problema: uma mensagem falsa foi enviada à Peabody dizendo que Sheila havia sido avistada. Depois disso, foram mais 16 meses até que o corpo de Sheila fosse descoberto. A polícia de Londres pediu desculpas e disse que o operador responsável só não foi investigado porque já havia se aposentado. 

Ainda assim, diante de diversas evidências e reclamações, em nenhum momento ninguém da Peabody havia tentado visitar Sheila. 

Um relatório independente encomendado pela Peabody afirma que houve várias “oportunidades desperdiçadas” de se encontrar o corpo de Sheila antes. 

O documento disse que a metodologia de trabalho de Peabody fez com que todos os incidentes — como as reclamações dos vizinhos e a verificação de segurança de gás — fossem tratados isoladamente.

A associação habitacional “parece não ter percebido os gatilhos, ouvido… os vizinhos ou ligado os pontos”, diz o relatório. O documento diz que a Peabody tem uma cultura burocrática e “orientada por metas” que “não coloca o cliente no centro das suas ações”. 

Outro problema é que poucos gerentes da Peabody supervisionavam muitos imóveis, e não davam conta de todos os problemas. 

As associações habitacionais costumam dividir os apartamentos e casas que administram em grupos. Cada grupo tem um gerente de bairro ou oficial de habitação cujo trabalho é lidar com os problemas e preocupações dos residentes. 

Mas, enquanto os tamanhos típicos desses grupos são de 250 a 500 propriedades, na Peabody cada gerente supervisionava de 800 a mil propriedades naquela época. 

A Peabody disse à BBC News que, desde que o corpo de Sheila foi encontrado, a entidade reduziu o tamanho médio dos seus grupos para cerca de 500 propriedades. 

Os vizinhos de Sheila em Lord's Court dizem que ela era "reservada" e "tímida", mas amigável — Foto: BBC

Os vizinhos de Sheila em Lord’s Court dizem que ela era “reservada” e “tímida”, mas amigável — Foto: BBC 

Charlie Trew, da organização não-governamental Shelter, diz que as associações habitacionais estão sob pressão crescente por causa de “problemas fundamentais com o modelo de financiamento”. 

Ele disse que os cortes do governo desde 2010 forçaram as associações habitacionais a encontrar financiamento alternativo, muitas vezes por meio da construção e venda de casas particulares para financiar o custo de construção de casas sociais. 

“Isso resulta em uma experiência pior para o inquilino, porque essas associações habitacionais estão cada vez mais focadas no desempenho financeiro de sua organização do que na experiência do inquilino”, diz ele. 

Um porta-voz do Departamento de Habitação, Comunidades e Governo Local disse: “O trágico evento em torno da morte de Sheila Seleoane joga luz nos impactos totalmente devastadores dos administradores sociais que ignoram seus inquilinos”. 

Charlie Trew, da Shelter, diz estar preocupado com o fato de que, à medida que as associações habitacionais se fundem e se concentram mais no lucro, os inquilinos às vezes podem ser tratados como “um problema, ou uma questão, uma tarefa da qual precisam se livrar”. 

“Essa cultura fundamental precisa mudar para que as associações habitacionais, mais uma vez, priorizem a saúde e o bem-estar de seus inquilinos, ouçam-nos e sintam que têm o dever de cuidar para garantir que seus inquilinos tenham uma vida feliz e gratificante.”

Outro fator que explica por que Sheila não foi encontrada antes é a sua solidão. 

Um vídeo de seu funeral mostra apenas uma pessoa parada na frente de um crematório vazio — seu meio-irmão Viktor, que disse que não falava com ela há anos. Outra pessoa — um representante da Peabody — chegou atrasada. 

Nenhuma outra família. Nenhum amigo. 

Sheila trabalhava para uma agência, então é provável que ela não tivesse um local de trabalho fixo ou colegas. 

E pesquisas online revelam uma presença muito limitada nas redes sociais. Uma postagem no Facebook de 2012 sugere que ela estava procurando por um antigo amigo de escola com quem havia perdido contato. “Não consigo me lembrar do seu endereço e cometi o erro de não anotá-lo”, escreveu ela. Ninguém respondeu. 

O Escritório de Estatísticas Nacionais diz que cerca de 7% dos adultos britânicos se sentem solitários com frequência. 

Alguns estudos científicos sugeriram que a solidão pode aumentar a chance de uma morte prematura. 

Não sabemos como Sheila morreu, mas seus registros médicos sugerem várias complicações de saúde. 

Seus vizinhos dizem que ela era “reservada” e “tímida”, mas amigável. Eles a cumprimentavam na escada, mas não a conheciam. 

“Isso me fez olhar para meus vizinhos e minha comunidade de uma maneira diferente”, diz Audrey. “Devemos realmente cuidar das outras pessoas.”

Em nota, a Peabody disse que não fez o suficiente para entender a situação. 

“Escrevemos e telefonamos repetidamente sem reconhecer que isso não era suficiente”, disse um porta-voz. 

A Peabody disse que mudou a forma como investigava as reclamações. A cobrança do aluguel e as verificações de segurança do gás também mudaram como resultado do caso de Sheila. 

A organização admitiu que seu relacionamento com os moradores de Lord’s Court era ruim e disse que pediu desculpas a eles. 

Apesar dos esforços da Peabody para melhorar, os vizinhos de Sheila ainda se dizem traumatizados. A BBC descobriu que eles estão conversando com advogados e avaliando processar a Peabody. 

Audrey diz que o prédio desencadeia memórias horríveis daqueles dois anos e meio vivendo a poucos metros de um cadáver e suas múltiplas tentativas de alertar a Peabody. 

“Eu sempre me perguntei o que estava acontecendo atrás daquela porta”, diz ela. 

“Eles não sabem as noites sem dormir que passamos depois disso e como isso nos afetou”, diz Audrey. “Ainda me afeta toda vez que saio de casa — vejo o apartamento de Sheila e me lembro constantemente do que aconteceu lá.”

Evelyn e sua família também estão tentando ir embora. Desde que o corpo de Sheila foi descoberto, o filho de 12 anos de Evelyn, Chialuzue, tem tido insônia e seu desempenho na escola piorou. Ela atribuiu ao que aconteceu com Sheila. 

“Estamos sendo negligenciados. Eles não se importam conosco. Eles só se preocupam com o dinheiro e nada mais”, diz ela. 

A Peabody disse que havia uma escassez desesperada de habitação social em Londres, mas que iria checar qual outro apoio poderia oferecer a Audrey e Evelyn. 

*Nome fictício, a pedido da entrevistada

Informações BBC


Dalai Lama causa polêmica após pedir para garoto ‘chupar a língua’ dele

Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, se pronunciou após ter beijado na boca um rapaz e lhe ter pedido para “chupar a língua” durante um evento público, na Índia, no final de fevereiro. O vídeo foi partilhado nas redes sociais e gerou bastante polémica. 

Segundo o The Guardian, Tenzin Gyatso reuniu-se, no templo do Dalai Lama, em Dharamshala, com cerca de 100 jovens estudantes que tinham acabado de se formar na Fundação indiana M3M.

No vídeo que se tornou viral, um dos jovens estudantes do sexo masculino perguntou ao Dalai Lama se o podia abraçar. O líder espiritual pediu-lhe que subisse à plataforma e pediu ao menino para o beijar na cara. “Primeiro aqui”, disse.

“Aqui também”, pediu. O rapaz beijou-o na boca e, seguida, Dalai Lama disse: “E chupa-me a língua”, disse pondo a língua de fora. O rapaz mostrou a língua e foi-se embora enquanto o Dalai Lama ria.

Muitos dos comentários ao vídeo diziam que o comportamento tinha sido “inapropriado”, “escandaloso” e “nojento”. A controvérsia suscitou um pedido de desculpas do gabinete do Dalai Lama, que disse que o seu comportamento tinha sido “inocente e lúdico”.

“A sua santidade deseja pedir desculpa ao rapaz e à sua família, bem como aos seus muitos amigos em todo o mundo, pelo mal que as suas palavras podem ter causado. A sua santidade provoca frequentemente pessoas que encontra de uma forma inocente e brincalhona, mesmo em público e perante as câmaras. Ele lamenta o incidente”, disseram numa declaração, citada pelo The Guardian.

Informações TBN


Documentos secretos vazados mostram informações de espionagem dos EUA sobre a Rússia

Foto: Emile Ducke/The New York Times – 26/2/2023.

Documentos do Pentágono vazados nas redes sociais dariam uma ideia da extensão da penetração dos Estados Unidos nos serviços de inteligência da Rússia e sua capacidade de alertar a Ucrânia sobre os planos de Moscou e sua maquinaria de guerra. A revelação foi feita pelo jornal The New York Times neste sábado (8).

Os documentos, datados de final de fevereiro e início de março, falam sobre um exército russo esgotado após um ano de guerra contra a Ucrânia e um aparato militar profundamente comprometido. No entanto, também mostram que os EUA parecem estar espionando os principais militares e políticos da Ucrânia para obter informações sobre suas estratégias de combate.

NYT noticiou o vazamento dos documentos, agora investigado pelo FBI, detalhando os planos dos EUA e Otan para reforçar a ofensiva da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Eles continham tabelas de futuras entregas de armas, dados sobre o efetivo de tropas e batalhões, bem como planos militares.

O Pentágono afirmou que está “analisando” a publicação dos documentos vazados nas redes sociais Twitter e Telegram, e ainda no site de imagens 4chan, com informações sobre Ucrânia, Oriente Médio e China.

As autoridades americanas destacaram que os documentos oferecem pistas sobre os métodos dos EUA para coletar informações sobre os planos russos, mas ainda não sabem se alguma de suas fontes de informação será cortada como resultado do vazamento.

A divulgação dos documentos complicou as relações com os países aliados e levantou questões sobre a capacidade dos Estados Unidos de manter seus segredos. O vazamento também pode afetar as relações diplomáticas com outros países, pois os documentos deixam claro que os EUA não estão apenas espionando a Rússia, mas também seus aliados, ainda segundo o jornal norte-americano.

Um alto funcionário dos EUA disse ao jornal que o Pentágono instituiu procedimentos nos últimos dias para “bloquear” a distribuição de documentos de informação altamente confidenciais.

Créditos: Gazeta do Povo.


Levantamento foi realizado durante todo o mês de março e concluído antes da acusação contra o ex-presidente Donald Trump

Pesquisa CNN: Chances de Biden ser reeleito em 2024 são mínimas

Foto: istoé

Pesquisa CNN: somente um terço dos americanos diz que Biden merece ser reeleito em 2024

Apenas um terço dos americanos diz que o presidente Joe Biden merece ser reeleito, de acordo com uma nova pesquisa da CNN conduzida pelo SSRS. Entre os membros do partido democrata, a maioria prefere ver outra pessoa como candidata à Presidência no ano que vem.

A pesquisa foi realizada durante todo o mês de março, outra pesquisa da CNN, divulgada na segunda-feira (3), realizada após a acusação de Trump, sugeriu que isso teve pouco efeito nas opiniões sobre o republicano.

levantamento de março sugere que, pouco antes da acusação, o aumento nas intenções de voto em Biden, que parecia ter sido desencadeado por democratas superando as expectativas nas eleições de meio de mandato de 2022, estagnou.

A pesquisa mostra que o índice de aprovação de Biden é de 42% no geral, com 57% de desaprovação. Em janeiro, 45% aprovavam e 55% reprovavam. Essa mudança está dentro da margem de erro da pesquisa e não é estatisticamente significativa.

Em questões importantes, os números de Biden também estão estagnados. Seus índices de aprovação para lidar com imigração (35% aprovam), economia (37%) e política de armas (37%) caem significativamente abaixo de seu índice geral de aprovação.

Sobre segurança nacional (44% aprovam) e o relacionamento dos EUA com a China (40% aprovam), esses números são quase os mesmos de seu índice geral de aprovação. A única questão em que Biden supera significativamente sua posição geral é a política ambiental e, mesmo aí, a maioria desaprova (46% aprovam, 52% desaprovam).

A pesquisa também descobriu que as opiniões negativas sobre Biden persistem em vários atributos pessoais, com a maioria dizendo que ele não tem resistência e perspicácia para servir efetivamente como presidente (67%), não inspira confiança (65%), não é honesto e confiável (54%) e outros 54% acham que ele não se importa com pessoas como eles.

Informações TBN


Ele já foi indiciado no processo criminal, agora, o ex-presidente dos EUA deve ouvir quais são as acusações que vai enfrentar. No fim do dia, está programado um discurso na Flórida.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump vai se apresentar a uma corte de Justiça na cidade de Nova York nesta terça-feira (4) como parte de um processo criminal no qual ele é acusado de disfarçar registros contáveis para esconder um pagamento de US$ 130 mil dólares para uma atriz pornô (leia mais sobre o caso abaixo). 

Ele já foi indiciado (formalmente acusado) no processo criminal, e nesta terça-feira, espera-se que as seguintes etapas sejam cumpridas: 

O ex-presidente dos Estados Unidos já está na cidade de Nova York. Ele viajou na segunda-feira da Flórida, onde ele vive, para se apresentar à Justiça. A expectativa é que Trump se entregue voluntariamente. 

Os dois lados (a promotoria, que acusa Trump, e a defesa do ex-presidente) já fizeram alguns acordos para que os protocolos na Justiça sejam cumpridos 

Donald Trump chega à Trump tower em Manhattan — Foto: Reuters/Jeenah Moon

Donald Trump chega à Trump tower em Manhattan — Foto: Reuters/Jeenah Moon 

A Justiça pode fazer pequenas adaptações no protocolo porque o acusado é um ex-presidente dos EUA. O padrão, nessas situações, é que o acusado esteja algemado, mas dada a circunstância de Trump (e pelo fato de ele não representar um perigo físico aos presentes na corte), pode ser que ele fique com as mãos livres. 

A leitura das acusações

O ex-presidente será incluído no sistema da Justiça como acusado: ele será fotografado (nos EUA, essas fotos são conhecidas como “mugshots”), e suas digitais serão registradas. 

Segundo o jornal “Washington Post”, espera-se que Trump ouça as acusações às 14h15 de Nova York (15h15 de São Paulo). 

Oficialmente, ainda não se sabe quais são as acusações que a promotoria vai apresentar. Será nesse momento que isso se tornará público. 

O momento da acusação é, geralmente, a primeira vez que um acusado aparece no tribunal depois do indiciamento. 

O juiz que vai dizer a Trump quais são as acusações contra ele e também vai aconselhar o ex-presidente sobre o direito de ir a julgamento. 

Trump então terá a chance de fazer uma confissão de culpa (ao menos esse é o padrão para os acusados). 

Montagem mostra Stormy Daniels e Donald Trump — Foto: Ethan Miller, Olivier Douliery/AFP

Montagem mostra Stormy Daniels e Donald Trump — Foto: Ethan Miller, Olivier Douliery/AFP 

Trump não deve ficar preso

Espera-se que Trump deixe o tribunal depois disso. Não se sabe exatamente quais são as acusações contra ele, mas a expectativa é que nenhuma delas se enquadre nos crimes que exigem que o acusado tenha que ficar preso enquanto aguarda as etapas seguintes do processo. 

O ex-presidente dos EUA já até mesmo marcou uma entrevista coletiva na noite desta terça-feira em sua residência na Flórida. 

A expectativa é que, nesse momento, ele esteja acompanhado de apoiadores. Trump é um pré-candidato à presidência dos EUA pelo Partido Republicano, e o processo criminal vai ser um tema da temporada de eleições. 

O que é indiciamento nos EUA?

Por enquanto, Trump foi apenas indiciado. Na Justiça dos EUA, isso significa que uma pessoa foi acusada formalmente de um crime por um grande júri ou por um promotor público. O indiciamento é o resultado de uma investigação policial ou do FBI que reuniu evidências suficientes para sustentar a acusação. Ser indiciado não significa que a pessoa é culpada, mas apenas que há motivos para levá-la a julgamento. 

Qual é a acusação contra Trump?

Os detalhes das acusações ainda não foram divulgados, mas o caso em questão tem relação com um suposto pagamento de US$ 130 mil (cerca de R$ 682 mil, na cotação atual) feito por Trump à atriz Stormy Daniels nas semanas prévias às eleições de 2016, para que ela se mantivesse em silêncio sobre um suposto relacionamento extraconjugal que tiveram anos antes. Ele foi eleito naquele ano. 

O pagamento em si não seria ilegal, mas, na prática, o dinheiro foi justificado como honorário advocatício para um dos advogados de Trump, Michael Cohen —é essa tentativa de esconder a natureza do pagamento que pode ser considerada criminosa. Os promotores afirmam que foi uma falsificação de registro comercial. 

Além disso, o pagamento indireto também seria uma tentativa de esconder uma relação dos eleitores, afirmam os promotores. 

A principal testemunha do caso é justamente Cohen. Foi ele quem pagou o dinheiro para que Stormy Daniels ficasse em silêncio — de acordo com o advogado isso foi feito por ordens do próprio Trump. 

Os registros desse pagamento foram feitos por uma das empresas do ex-presidente, a Trump Organization. Só que, no balanço, a companhia afirma que o dinheiro foi gasto em despesas legais.

Informações G1

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