Foto: JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP.
O presidente dos EUA, Joe Biden (foto), informou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que a ajuda militar de seu país “está a caminho” do Mar Mediterrâneo.
Biden prometeu “apoio total” ao governo de Israel e ao povo israelense após os ataques terroristas. As informações foram divulgadas pela Casa Branca.
Segundo o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, o governo americano enviará ainda neste domingo porta-aviões, caças e munições a Israel.
A medida, disse Austin, foi tomada após reunião com Joe Biden e servirá para “reforçar esforços de dissuasão”.
“Os EUA mantêm forças prontas em todo o mundo para reforçar ainda mais esta postura de dissuasão, se necessário”, disse o secretário em comunicado.
Após os ataques do Hamas contra Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou no sábado que o Exército de seu país vai usar “toda a sua potência” para “destruir as capacidades” do grupo terrorista.
Netanyahu também prometeu “reduzir a escombros” todos os esconderijos do Hamas.
O governo argentino está cada vez mais enfraquecido. Trabalhadores e aposentados aguardam as ajudas econômicas prometidas para aliviar o último golpe inflacionário, medida anunciada no domingo pelo ministro da Economia e candidato presidencial Sergio Massa, que vem recebendo críticas. Um total de 12 dos 24 governadores provinciais e dezenas de intendentes municipais anteciparam que não pagarão o bônus de 60 mil pesos (US$ 162 , ou R$ 791) previsto para os próximos dois meses. Alguns argumentam que não podem pagar: estão com os cofres vazios. Outros não querem: consideram que se trata de uma medida eleitoral e destacam que os funcionários públicos se beneficiam de negociações salariais coletivas que limitaram seu poder de compra.
A rebelião das províncias e municípios soma-se àquela iniciada pelas câmaras empresariais, apoiada pela oposição. “As micro, pequenas e médias empresas não vêm atingindio há vários meses seus resultados econômicos e esta imposição vai agravar a perda”, anunciou a Confederação Argentina de Médias Empresas (Came), que agrupa as pequenas e médias empresas do país, em comunicado.
Os dois grandes rivais de Massa nas eleições de 22 de outubro, o economista ultraliberal Javier Milei e a conservadora Patricia Bullrich, prometeram cortar gastos públicos se chegarem à Casa Rosada e criticam o que chamam de “plano platita” de Massa. Para Milei, Massa quer “ganhar a eleição injetando dinheiro nas pessoas” e incentivou a população a não cair “nessa armadilha”.
— É um novo ato de populismo — denunciou o candidato do partido de extrema direita A Liberdade Avança.
Bullrich concorda com Milei. Na sua opinião, o candidato peronista “zomba de todo mundo” ao propor soluções baseadas em “maquiagem financeira e mais emissão monetária”.
O governo argentino garante que as grandes empresas têm condições de pagar o valor fixo e algumas autoridades ameaçaram multar as que não cumprirem a medida. A participação dos salários no PIB argentino caiu sete pontos desde 2017: passou de 55,6% do PIB argentino para 48,4% no primeiro trimestre deste ano.
Em contrapartida, a fatia do bolo dos empresários aumentou mais de três pontos percentuais desde então: passou de 35% para 38,4%.
O secretário da Indústria, José Ignacio de Mendiguren, lembrou que durante a pandemia grande parte dos empresários recebeu ajuda estatal para pagar salários e pediu que eles fizessem “um esforço extra” para alcançar a estabilidade macroeconômica.
‘Um pouco de justiça’
O presidente argentino, Alberto Fernández, saiu em defesa de Massa.
— Tudo o que estamos fazendo é um pouco de justiça. Distribuir os maiores lucros de alguns, para que esses lucros cheguem a quem trabalha — disse Massa na quarta-feira, durante um evento público realizado na província de Catamarca, no norte do país.
O presidente também criticou as províncias que se recusam a distribuir o bônus entre seus funcionários públicos, especialmente a capital argentina, governada pelo oposicionista Horacio Rodríguez Larreta:
— Me chama a atenção que Catamarca e La Rioja possam pagar e a cidade mais opulenta da Argentina tenha dificuldades.
O bônus de 60 mil pesos faz parte de um amplo pacote de medidas apresentado por Massa para os próximos dois meses. O ministro da Economia também anunciou congelamento de preços — ou aumentos abaixo da inflação — para alimentos essenciais, tarifas de transporte público, combustível, medicamentos e planos de saúde. É uma bomba-relógio: depois das eleições, os preços certamente voltarão a disparar. Para financiar a despesa extra, o governo aprovou na quarta-feira uma ampliação orçamental, por decreto.
O candidato peronista procura recuperar a iniciativa após a derrota nas eleições primárias de 13 de agosto — nas quais a aliança governista União pela Pátrica ficou em terceiro lugar— e reduzir a incerteza econômica e social das últimas duas semanas.
Horas depois do anúncio dos resultados, o peso argentino desvalorizou 18% em relação ao câmbio oficial e a cadeia de comercialização ficou paralisada. Quando foi reativada, muitos produtos registraram aumentos significativos de preços. A difícil situação econômica ameaçou transbordar para as ruas quando se registaram saques em lojas de diferentes províncias e com eles reapareceu o fantasma do “corralito”, em 2001 — quando a Argentina viveu uma hiperinflação que obrigou o ex-presidente Raúl Alfonsín a antecipar em seis meses a entrega do poder ao peronista Carlos Menem (1989-1999), vencedor da eleição presidencial daquele ano.
Após a perplexidade inicial com a vitória inesperada de Milei nas primárias, seus principais rivais voltaram à disputa esta semana. A menos de dois meses das eleições, as sondagens mostram o candidato de extrema direita à frente e colocam Massa em segundo lugar, seguido de perto pela ex-ministra da Segurança macrista. Para vencer no primeiro turno, o mais votado precisa ter 45% dos votos ou 40% e dez pontos percentuais que o segundo. Caso contrário, haverá um segundo turno em novembro.
Brasileiro foi condenado à prisão perpétua por matar a ex-namorada a facadas nos EUA Imagem: Montagem / Departamento de Polícia de Chester County / Arquivo Pessoal
Condenado pelo assassinato da ex-namoradaDeborah Brandão, Danilo Sousa Cavalcante, 34, fugiu da prisão nos Estados Unidos nesta quinta-feira (31), segundo autoridades do país.
O que aconteceu
Danilo foi condenado à prisão perpétua no último dia 22 por matar Deborah, na época com 34 anos, a facadas. Os dois são brasileiros, mas o crime ocorreu na cidade de Phoenixville, no estado da Pensilvânia.
O brasileiro escapou da prisão do condado de Chester na manhã de quinta-feira, informou o gabinete do procurador local em uma postagem no X, o antigo Twitter.
As circunstâncias da fuga ainda não foram esclarecidas. Durante coletiva de imprensa nos Estados Unidos, o diretor interino da prisão, Howard Holland, disse apenas que o caso estava em investigação.
Danilo foi classificado como um homem extremamente perigoso pela promotora Deb Ryan, do condado de Chester.
O assassinato ocorreu em abril de 2021. Segundo a promotoria, Danilo esfaqueou sua ex-namorada até a morte na frente dos filhos dela, de 4 e 7 anos. Ele não aceitava o fim do relacionamento do casal.
Inmate Escape from Chester County Prison
POCOPSON TOWNSHIP, PA – August 31, 2023 – Officials of Chester County Prison report that at approximately 8:50 a.m. Danelo Cavalcante escaped from Chesco Prison. A search of the prison and surrounding area is currently being conducted. pic.twitter.com/fWh96QjXLe
— Chester County District Attorney's Office (@chescoda) August 31, 2023
A inflação ao consumidor está em 113,4%, na comparação anual, segundo o dado de julho.
A Argentina enfrenta uma onda de saques a supermercados e lojas em diferentes partes da Grande Buenos Aires na terça-feira (22). Autoridades locais disseram que os saques foram incentivados por mensagens nas redes sociais que pediam que as pessoas saíssem às ruas para saquear lojas. A onda de saques começou no fim de semana em cidades do interior da Argentina e se espalhou para a periferia de Buenos Aires na terça-feira. Os saques foram direcionados a supermercados, lojas e outros estabelecimentos comerciais.
O Ministro da Segurança da Província de Buenos Aires, Sergio Berni, afirmou que na noite de terça-feira houve tentativas de roubo “de maneira coordenada” em centros comerciais dos subúrbios das cidades de Moreno, José C. Paz e Escobar. Um dos supermercados sofreu grandes estragos e os autores do ataque atearam fogo ao local. Não há informações sobre feridos.
No fim de semana, houve episódios similares nas províncias de Córdoba, Mendoza e Neuquén. Muitos negócios dos bairros de Once e Flores, na capital, alteraram suas rotinas por temer saques. Prefeitos da grande Buenos Aires denunciaram ontem que circulavam mensagens e notícias falsas sobre saques.
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Segundo as autoridades, a situação estava sob controle nesta quarta-feira (23). A polícia, porém, continuava a patrulhar e helicópteros sobrevoavam os subúrbios da capital.
Parece que a onda de saques está se tornando global! Primeiro nos EUA, agora na ARGENTINA! pic.twitter.com/ADDxJcdUTv
A onda de saques é atribuída a uma série de fatores, incluindo a crise econômica, o aumento da pobreza e o desemprego. A crise econômica tem feito com que o custo de vida aumente, o que dificulta para as pessoas comprarem alimentos e outros itens essenciais. O aumento da pobreza também está levando a um aumento da desigualdade, o que está criando um ambiente propício à violência.
A inflação ao consumidor está em 113,4%, na comparação anual, segundo o dado de julho.
Uma onda de saques a lojas e supermercados em toda a Argentina levou a dezenas de detenções, em um possível sinal de volatilidade crescente com uma inflação superior a 100% e uma disputa presidencial tensa nas eleições de outubro.
Os saques, desde a cidade de Bariloche, na Patagônia, até a região vinícola de Mendoza e ao redor da capital Buenos Aires, têm mostrado pequenos grupos de pessoas invadindo lojas, roubando alimentos e outros itens, segundo a TV estatal, autoridades e testemunhas da Reuters.
Mais de 100 pessoas foram detidas em diferentes regiões, disseram autoridades. Vídeos e fotos mostram lojas invadidas e saqueadas, prateleiras vazias, pessoas tentando entrar à força nos supermercados e alguns pequenos incêndios. A polícia foi mobilizada para vigiar as lojas.
“Há alguns dias temos visto esse tipo de comportamento”, disse o ministro da Segurança, Aníbal Fernández, nesta quarta-feira. Ele alegou que os saques estavam sendo coordenados.
“Há um objetivo aqui de gerar algum tipo de conflito e tentamos evitá-lo”, disse ele. “Isso não é espontâneo e não é uma coincidência”.
A Argentina, um grande exportador mundial de cereais, enfrenta uma inflação anual de 113%, o que está fomentando uma crise no custo de vida. Uma recente e acentuada desvalorização do peso elevou ainda mais os preços ao consumidor neste mês. O JP Morgan prevê que a inflação termine o ano em 190%.
E a eleição?
A inflação acentuada está adicionando mais tensão a uma disputa eleitoral presidencial de três vias, atualmente liderada pelo libertário radical Javier Milei, que acabou derrotando a conservadora Patricia Bullrich e o ministro da Economia, Sergio Massa, nas primárias de agosto.
Milei, que prometeu dolarizar a economia e eventualmente desmantelar o Banco Central, aproveitou uma onda de raiva dos eleitores na Argentina por causa da inflação e das crescentes dificuldades, com cerca de quatro em cada dez pessoas vivendo na pobreza.Continua após a publicidade
“É trágico ver novamente, depois de 20 anos, as mesmas imagens de saques que vimos em 2001”, disse ele na plataforma X, anteriormente chamada de Twitter, referindo-se à crise econômica de 20 anos atrás. Ele acrescentou que não endossa a violência.
A porta-voz presidencial Gabriela Cerruti acusou Milei de promover os ataques. Ela diz que ele quer “desestabilizar” o país.
Bullrich, ex-ministra da Segurança e candidata da principal coligação conservadora de oposição, criticou os saques e destacou as suas credenciais de lei e ordem.
“A Argentina vive na desordem, e a desordem parece ser a regra”, disse ela. “Nada justifica estes ataques à propriedade privada ou a inação do governo. Precisamos de ordem e pronto”.
O representante argentino no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Guillermo Francos, anunciou que deixará a instituição para integrar a equipe do Liberdade Avança, coalizão de Javier Milei para as eleições presidenciais da Argentina de 2023. O candidato ficou em 1º lugar nas primárias do país.
Francos é diretor executivo para a Argentina e Haiti no BID. Em carta divulgada no domingo (20.ago.2023), ele disse que deixará o cargo nos próximos dias para “não afetar nenhuma sensibilidade em um momento tão crucial”. O economista disse ter recbido uma proposta de Milei para integrar sua equipe de trabalho caso o libertário ganhe a corrida para a Casa Rosada. As informações são da Bloomberg.
“Estou convencido de aceitar trabalhar na equipe liderada por Javier Milei para construir uma Argentina liberal como Alberdi a imaginou: moderna, desenvolvida, mais justa e digna”, disse.
Antes de chegar ao BID em 2019, Franco estava à frente do Wilobank, o banco digital fundado por Eduardo Eurnekian. Ele também ocupou um cargo no conselho da Corporación América, a holding de Eurnekian enquanto Milei era economista-chefe.
Leia a declaração completa Guillermo Franco:
“Eu concordei em entrar para a equipe de Milei.
Tendo presente o oferecimento que Javier Milei me fez de integrar sua equipe de trabalho no caso de ser eleito Presidente da Nação, tendo decidido aceitá-lo e ocupando atualmente o cargo de Diretor Executivo para Argentina e Haiti no Banco Interamericano de Desenvolvimento, sendo ao mesmo tempo o Decano de seu Conselho de Administração, tomei a decisão de me afastar de tal função nos próximos dias para não afetar nenhuma sensibilidade em um momento tão crucial de nossa jovem democracia.
Agradeço a oportunidade que me foi dada de defender os interesses de nosso país e da América Latina e Caribe na mais importante Instituição de Desenvolvimento da região. Estou convencido de ter honrado essa confiança, como também estou convencido de aceitar trabalhar na equipe liderada por Javier Milei para construir uma Argentina liberal como Alberdi a imaginou: moderna, desenvolvida, mais justa e digna.
Guillermo Francos
Diretor executivo
Banco Interamericano de Desenvolvimento”
QUEM É MILEI
Javier Gerardo Milei tem 52 anos, é formado em economia e liderou com 30,4% dos votos a eleição primária de 13 de agosto de 2023 na disputa pela Presidência da Argentina. Ele está à direita no espectro político ideológico, com ideias liberais na economia. Defende fechar o Banco Central do país, acabar com o peso e usar o dólar dos EUA como moeda local.
O candidato concorre à Casa Rosada pela coalizão “La Libertad Avanza“ (em português, A Liberdade Avança). Milei se autodefine como “anarcocapitalista” e “libertário” –é contra a interferência do Estado na sociedade e a favor do sistema de livre mercado. Diz que seu programa será uma “motosserra” para cortar gastos públicos. Afirma que o aquecimento global é uma mentira, é a favor da venda de órgãos e defende o sistema de educação não obrigatório e privado.
O presidenciável argentino ultraliberal Javier Milei declarou que pretende retirar o país do Mercosul caso vença as eleições.
Para o grande vencedor das primárias, uma das primeiras medidas do governo seria deixar o bloco com Brasil, Paraguai e Uruguai.
“É uma união aduaneira que favorece os empresários que não querem competir”, disse, citando também a negociação em andamento para o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Após a vitória nas prévias do último domingo (13), Javier Milei disse que sua posição no campo das Relações Exteriores também prevê o fim da colaboração com a China, que é atualmente o principal parceiro comercial da Argentina.
“Quero estar alinhado com o Ocidente, meus sócios serão os Estados Unidos e Israel. A posição será de luta contra o socialismo. Todos os dispostos a lutar contra a esquerda estarão ao meu lado. Não faço negócios com comunistas”, declarou Milei, favorito nas eleições presidenciais, com o primeiro turno marcado para 22 de outubro. (ANSA)
O presidenciável argentino de extrema direita Javier Milei declarou nesta terça-feira (15) que foi contatado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e que fará uma reunião com a instituição.
“Nos procuraram, vamos coordenar um encontro. Não temos problemas com o FMI”, disse à imprensa local.
O grande vencedor das primárias para as eleições presidenciais na Argentina, realizadas no último domingo (13), disse que não seria um problema para ele respeitar o cronograma de pagamentos firmado com o Fundo.
O crédito de US$ 45 bilhões foi concedido em 2018, ao governo do ex-presidente Mauricio Macri.
“Nosso programa fiscal é muito mais agressivo e prevê uma redução do déficit e cortes de despesas superiores aos solicitados pelo FMI.
O FMI aguarda um pagamento de US$ 7 bi até o fim de agosto, e outro de US$ 3 bi até novembro. (ANSA).
Seis pessoas foram presas até agora, segundo a polícia. Agora, os investigadores estão fazendo testes para determinar quantas pessoas estão envolvidas no crime e quais são suas identidades, de acordo com o Ministério Público de Santa Cruz.
Imagem da cidade de Veracruz, no México — Foto: Reprodução/Wikipedia
A polícia encontrou os restos mortais de pelo menos 13 pessoas em pacotes espalhadas por freezers que estavam em dois edifícios no estado de Veracruz, no México, de acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira (14).
Seis pessoas foram presas até agora, segundo a polícia.
Agora, os investigadores estão fazendo testes para determinar quantas pessoas estão envolvidas no crime e quais são suas identidades, de acordo com o Ministério Público de Santa Cruz.
O estado de Santa Cruz fica no Golfo do México, e é relativamente rico porque há muita exploração de petróleo no mar. No entanto, também é uma região onde há muito tráfico humano e de drogas, além de outras atividades criminais.
No primeiro semestre de 2023, mais de 400 pessoas foram assassinadas em Veracruz.
O jornalista Christian Zurita passa a ter a condição de presidenciável
Equador: calendário eleitoral mantido mesmo depois de assassinato de presidenciável | Foto: Freepik
O partido de Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador morto a tiros na semana passada, anunciou uma mudança nos planos para as eleições do próximo domingo, 27. O jornalista Christian Zurita, de 53 anos, agora vai assumir o lugar do amigo na disputa.
O movimento Construye chegou a nomear no sábado12 a candidata a vice-presidente Andrea González como substitua do companheiro de chapa assassinado. Entretanto, mudou de ideia com receio de a candidatura ser invalidada pelas normas eleitorais.
A lei permite que os partidos políticos escolham um substituto em caso de morte de um candidato antes da eleição. No entanto, a regra diz que, depois de inscrita, as candidaturas são irrenunciáveis e que ninguém pode concorrer a mais de um cargo.
Sendo assim, González não poderia deixar a candidatura à vice-presidência para assumir a cabeça da chapa. Dessa forma, ela segue na disputa junto com Christian Zurita.
O então deputado Fernando Villavicencio, durante uma sessão no Parlamento do Equador; candidato a presidente ele foi assassinado – 8/12/2021 | Foto: Christian Medina/Assemblea Nacional
Partido de candidato assassinado consultou conselho eleitoral para definir substituto
O movimento alega que consultou o Conselho Nacional Eleitoral sobre as possibilidades, mas não obteve resposta. “Até o momento, não temos clareza de como podemos nem devemos proceder”, afirmou Iván González, secretário do Construye.
O partido chegou a levantar a possibilidade de González aparecer como vice na cédula no momento da votação e assumir o poder em caso de vitória. Em entrevista coletiva, ela disse que a mudança tinha o objetivo de evitar que os prazos sejam “motivo de desqualificação” da chapa.