O Hospital de Campanha de Feira de Santana ofereceu na manhã de ontem (quarta-feira, 24), um café junino para seus colaboradores. Uma data tão especial para os nordestinos como o São João, não podia passar em branco.
O evento foi uma forma singela de demonstrar o carinho e acolhimento aos profissionais envolvidos na linha de frente no combate ao covid-19.
Ana Paula Nascimento, auxiliar de serviços gerais, trabalha na unidade desde que foi inaugurada, ela diz que eventos como esse aproximam as pessoas.
“Foi importante celebrar e comemorar o São João com os colegas de trabalho, um momento para agente se reunir, tomar café e trocar informações é necessário acontecer esse tipo de celebração para tirar um pouco a tensão, porque todos só falam no vírus. Aqui também percebo que as pessoas não têm diferença entre os postos de trabalho e não há distância entre os colaboradores, é um ponto muito positivo que observo, todos aqui se cumprimentam, acho isso muito importante”, frisou.
Gilmar Oliveira, diretor geral da unidade, falou da importância em realizar o café: “temos uma filosofia de gestão com a equipe integrada onde todos se conheçam e se tratem como irmãos. A humanização no ambiente hospitalar é uma marca da S3 Saúde, trabalhamos em um hospital de campanha, momentos como esse são importantes para confraternização, para trocar ideias e informações”, pontuou.
A S3 Estratégia e Solução em Saúde é a instituição contratada pela Prefeitura de Feira para gerir os serviços de atendimentos e administração da unidade hospitalar.
Agência Brasil – A procura por divórcio tem aumentado durante o período de isolamento social provocado pela pandemia da covid-19. Segundo a advogada da área de Família e Sucessões, Débora Guelman, o convívio intenso em virtude da quarentena tem sobrecarregado física e emocionalmente as famílias brasileiras.
“Esse isolamento social forçado pela pandemia aumenta o convívio entre os casais e justamente esse aumento do convívio gera conflitos. Por conta disso, a probabilidade de haver mais divórcios é muito maior”, disse Débora Guelman, em entrevista à Rádio Nacional.
A advogada afirma que cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres, e a reclamação mais frequente é a tripla jornada. “Essas mulheres trabalham, cuidam dos filhos e cuidam da casa. Então, elas não aguentam relacionamentos machistas”, afirmou.
No Brasil há dois tipos de divórcios. No mais simples, chamado de “extrajudicial”, casais podem se separar de forma mais rápida, pelo cartório, amigavelmente. Já o divórcio judicial ou litigioso é realizado diante de um juiz e envolve questões mais complexas como falta de consenso entre o casal, partilha de bens, pensão e guarda de filhos.
“Se divorciar não é um processo rápido, pelo contrário. É um processo demorado e muito doloroso. Principalmente no aspecto emocional e no aspecto financeiro. Então, essa decisão de se divorciar envolve diversos fatores, que são impedimentos até para pessoa efetivar esse divórcio. Normalmente, a pessoa pensa por um ano e meio, até dois anos, antes de se efetivar o pedido”, explicou Débora Guelman.