Dizem que a idade traz sabedoria. Sim, pode até ser. Mas também pode acumular burrices, porque tem muito velho ensinando bobagem por aí. Se você quer aprender algumas lições de vida, a gente sabe uma forma divertida de você fazer isso: assistindo filmes. É isso, muitas histórias revelam aquilo que precisamos saber em momentos cruciais da nossa vida. Quantas vezes você já não se identificou com algum personagem ou história de cinema? A Revista Bula separou alguns bons exemplos de como as produções cinematográficas podem ter mais lições que muitos gurus por aí. Entre as produções, “Altos Negócios”, de 2020, de Cüneyt Kaya; “Emicida: Amarelo — É Tudo Para Ontem”, de Fred Ouro Preto; e “Minha História”, de 2020, de Nadia Hallgren. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.
Viktor chega a Berlim sem dinheiro ou recursos, mas com muita desenvoltura e perseverança. Ele trabalha como operário de construção civil, mas não consegue uma comprovação de renda para alugar um local para morar. Viktor falsifica o documento e aluga um apartamento de luxo, que aluga para um grupo de trabalhadores búlgaros com quem trabalha. Após uma festa barulhenta, o golpe é descoberto e Viktor conhece Gerry, um golpista imobiliário. A dupla inventa um esquema em que passam a ir em leilões e compram imóveis com dinheiro que não possuem e fazem hipotecas fraudulentas. Logo o crime irá levá-los a uma vida de drogas, bebidas e festas, que sai do controle à medida em que as ambições e o vício em cocaína crescem.
Emicida: Amarelo — É Tudo Pra Ontem (2020), Fred Ouro Preto
Com filmagens do concerto de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, gravado em 2019, o documentário também relata por meio de sequências animadas e filmagens antigas a história da escravidão no Brasil e suas consequências, o nascimento e a proliferação do samba, a chegada do hip-hop ao país e seu amadurecimento como força cultural. Emicida mescla essas histórias com seu próprio papel como artista contemporâneo e oferece um delineamento astuto de como, para as pessoas pretas no Brasil, a arte sempre se alinhou com o ativismo.
Minha História (2020), Nadia Hallgren
O filme se concentra em Michelle Obama, enquanto ela viaja pelos Estados Unidos, no final de 2018 e início de 2019. Detalhes autobiográficos do livro homônimo são trazidos para a tela por meio de entrevistas com a ex-primeira-dama, sua mãe, Marian Shields Robinson, seu irmão, Craig, e um membro de sua segurança. Barack faz uma participação especial durante um evento, mas cedendo o foco para sua esposa. O filme revela um olhar mais voltado para a intimidade da família Obama.
Os 7 de Chicago (2020), Aaron Sorkin
Após os assassinatos do revolucionário pacífico Martin Luther King Jr. e Bobby Kennedy, que lutaram por direitos civis, um grupo de revolucionários decidiu realizar um protesto pacífico na Convenção Nacional Democrata de 1968, em Chicago. No entanto, após polícia começar a espancar os manifestantes, estes retaliaram jogando garrafas e pedras. Após cinco dias de protestos, o ato resultou em várias prisões. Dentre elas, sete líderes de movimentos foram presos e levados ao tribunal de maneira contraditória sob uma série de acusações, incluindo cruzar fronteiras estaduais para incitar um motim.
37 Segundos (2019), Hikari
Vítima de paralisia cerebral, Yuma é cadeirante e sofre com a superproteção da mãe e suas obrigações com a família. Apesar de reconhecer suas limitações, Yuma é uma adolescente cheia de sonhos. Ela quer se tornar artista de mangá, quer explorar sua sexualidade, quer ter autonomia. Apesar de constantemente ser submetida a situações desagradáveis, que a questionam e a diminuem, Yuma tenta se manter focada e determinada na vida.
Os Piratas da Somália (2017), Bryan Buckley
Badahur é um canadense politicamente consciente que se formou em jornalismo, mas não consegue um emprego na área. Ao conhecer o famoso jornalista Seymour Tolbin, que o aponta algumas direções para sua carreira, Badahur decide ir para a África cavar sobre o contexto socioeconômico dos navios piratas. Lá, ele consegue entrar em uma dessas embarcações, obtendo imagens de vídeo dos reféns, incluindo o sequestro de Maersk Alabama, contado em “Capitão Phillips”. Sua esperança é conseguir vender o material para a CBS e se tornar um jornalista investigativo de renome.
Roman J. Israel, Esq. (2017), Dan Gilroy
Roman é advogado em um escritório de defesa dos direitos civis ao lado de William Henry Jackson. Roman fica com a parte burocrática e nos bastidores, enquanto Jackson enfrenta os tribunais e recebe os louros. Quando Jackson tem um infarto e entra em coma, a empresa fecha. Roman, que recebia mal e não tinha economias, fica à deriva. O advogado George Pierce, um figurão do direito criminal, logo oferece a Roman um emprego que lhe renderá um dinheiro que nunca ganhou em seus 36 anos de carreira, mas que confrontará sua ética profissional e sua moral.
Milagres do Paraíso (2016), Patricia Riggen
Anna é uma criança com um problema gastrointestinal incurável e mortal. A doença de Anna se soma aos problemas financeiros da família, que fazem a mãe, Christy, começar a duvidar de sua fé e a questionar as razões de Deus. Mesmo assim, Christy se recusa a se sentar e esperar por uma solução, então ela e Anna se inscrevem para uma droga experimental que oferece nova esperança.
Um Homem Entre Gigantes (2015), Peter Landesman
O filme conta a história do médico Bennet Omalu, que descobriu uma patologia resultante de impactos sofridos por jogadores de futebol americano em suas partidas. A encefalopatia traumática crônica acomete 99% dos ex-jogadores da liga americana e também pode atingir boxeadores e outros atletas de esportes de impacto. Na luta para que sua pesquisa chegue até a NFL, a liga nacional dos Estados Unidos, ele desafia o status quo, enquanto confronta interesses políticos, culturais e corporativos que alimentam o esporte.
Sushi a la Mexicana (2014), Anthony Lucero
Forçada a desistir de seu carrinho de venda de frutas para encontrar um emprego mais estável, a mãe solteira Juana consegue um trabalho como ajudante de cozinha em um restaurante japonês. Lá ela descobre um novo mundo de culinária e cultura muito distante de tudo que ela já conheceu. Enquanto trabalha na cozinha do restaurante, Juana secretamente observa os chefs de sushi e, eventualmente, aprende a fazer uma infinidade de sushis. Ela embarca em uma jornada de autodescoberta, determinada a também se tornar uma chef.
O Grande Milagre (2012), Ken Kwapis
Em 1988, o repórter Adam Carlson está no Alasca, em Anchorage, quando descobre que uma família de três baleias cinzentas está presa nas águas geladas da costa. Percebendo que a história poderia render uma grande matéria, ele produz um material que atrai os olhos da imprensa nacional e de sua ex-namorada, uma ativista do Greenpeace, Rachel. Não demora para que o destino das baleias se torne um cabo de guerra entre ambientalistas e a tribo local, Inuit. Quando a tribo decide ajudar a causa, o Greenpeace, a Big Oil e até mesmo os soviéticos se colocam à disposição de salvar as baleias.
Gran Torino (2008), Clint Eastwood
Walt Kowalski é um veterano de guerra, que vive solitário desde a morte de sua esposa há algumas décadas. Negando-se a se mudar de sua antiga casa, Walt vê seu bairro se transformar em um local perigoso, tomado pela violência entre gangues de imigrantes. Quando o jovem Thao, que quer entrar para uma perigosa quadrilha coreana, tenta roubar o carro de Walt e é pego, acaba forçado por sua mãe a trabalhar para o veterano como forma de se desculpar. Conforme os dois convivem e trocam suas experiências de vida, criam uma conexão capaz de fazer o jovem desistir da vida no crime. O problema é que a gangue não irá desistir tão facilmente de Thao.
Algumas produções cinematográficas da Netflixmereciam ser emolduradas e colocadas em um saguão para admirarmos. Se isso acontecesse, com certeza algumas das obras dessa lista estariam lá, porque ela está bem caprichada. Aqui, a Revista Bula recolheu alguns dos melhores títulos mais recentes para você que quer se deliciar com cinema de qualidade. Cada um desses filmes vai fazer seus olhos brilharem como pequenos diamantes. Entre os títulos, “The House”, de 2022, de Paloma Baeza e Emma De Swaef; “A Filha Perdida”, de 2021, de Maggie Gyllenhaal; e “As Fotos Vazadas”, de 2021, de Wregas Bhanuteja. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.
Uma antologia de filmes que gira em torno de uma casa e os eventos sobrenaturais que ocorrem no local, atormentando os proprietários que lá vivem. O primeiro se passa em 1800, quando uma família se muda para a propriedade em busca de uma nova vida. Infelizmente, o que eles encontram é uma passagem só de ida para um antro de loucura. A segunda se passa no presente. Um corretor de imóveis conserta a casa de acordo com os padrões modernos para conseguir vendê-la. Já o terceiro nos leva para o futuro, após uma série de eventos de inundações que devastou o mundo, a casa se mantém em pé em uma ilha urbana solitária. Uma senhora tenta consertar o lugar e trazer de volta sua beleza de outrora, enquanto exige que os inquilinos paguem aluguel.
A Filha Perdida (2021), Maggie Gyllenhaal
Leda está de férias em uma pequena cidade costeira na Grécia. Em um dia na praia, ela observa uma família brigando nas proximidades. Leda se vê obcecada por Nina, uma jovem mãe que tem dificuldades para controlar sua filha. Quando a criança desaparece, Leda encontra a menina e a devolve à família. A partir de então, ela passa a ter flashbacks de suas filhas e a ser assombrada por lembranças dolorosas de seu próprio passado.
As Fotos Vazadas (2021), Wregas Bhanuteja
Sur é uma estudante de computação do primeiro ano. Ela faz amizade com membros da companhia de teatro do campus, a quem acredita que pode confiar. Até que um dia, após uma festa, Sur acorda com a sensação de que foi dopada e sem lembranças do que ocorreu na noite anterior. As suspeitas são de que um de seus amigos tenha se aproveitado de sua confiança. Usando suas habilidades com computadores, Sur decide buscar a verdade sobre o que realmente ocorreu.
Identidade (2021), Rebecca Hall
Em 1920, no Harlem, Irene Redfield é uma mulher negra que se finge de branca com uso de maquiagem há anos e consegue enganar, até mesmo, seu marido racista, que não possui a menor pista da identidade dupla da esposa. Anos depois, ela reencontra uma antiga amiga, Clare, que também é uma negra se passando por branca. Ambas encontram conforto e aceitação nessa identidade, mas conforme Clare se torna convidada constante na casa de Irene, um triângulo amoroso entre elas e o marido irá surgir em um terreno de mentiras.
Munique: No Limite da Guerra (2021), Christian Schwochow
Em 1938, durante a Conferência de Munique, líderes europeus realizam uma tentativa de impedir Adolf Hitler de invadir a Tchecoslováquia e dar início a outro conflito global. O funcionário público britânico Hugh Legat e o diplomata alemão Paul von Hartmann viajam para Munique para participar da reunião. Logo eles são encarregados de uma missão diferente, que tem o intuito de revelar aos líderes mundiais, incluindo Neville Chamberlain, primeiro-ministro do Reino Unido, um documento confidencial que comprova os planos de Hitler em expandir o território alemão. A esperança é de que Chamberlain não leve adiante o plano de dar os Sudetos ao chefe de Estado alemão.
O Discípulo (2021), Chaitanya Tamhane
Desde criança, Sharad Nerulkar sonha em ser grande na música clássica indiana e deseja captar a magia transcendental das melodias ondulantes da raga. Seu pai, enquanto vivo, o treinou incansavelmente para essa realização. Apesar de seus esforços e dedicação religiosa à música, acompanhamos a frustração de Sharad com sua inércia profissional, enquanto músicos mais jovens conseguem traçar o caminho para o sucesso.
Três Canções Para Benazir (2021), Elizabeth Mirzaei e Gulistan Mirzaei
Shaista Khan é um afegão que fabrica tijolos e quer se alistar ao exército de seu país. Ele aspira um emprego melhor para poder fornecer mais para sua esposa, Benazir, e sua família. Com uma educação precária e o desejo de retornar à escola para terminar os estudos incompletos, Shaista também quer ser o primeiro de sua tribo a ser um soldado. Apesar do incentivo de alguns, ele também recebe a resistência de familiares e membros de sua comunidade acerca de suas escolhas.
The Mustang (2019), Laure de Clermont-Tonnerre
Roman Coleman passou os últimos 12 anos na prisão, após cometer violência doméstica e deixar a companheira com danos cerebrais permanentes. Prestes a retomar sua liberdade, ele deve participar de um programa administrado por um fazendeiro, que permite com que os detentos treinem cavalos selvagens. Roman tem 12 semanas para adestrar o cavalo que lhe foi designado, antes do animal ser vendido em um leilão. Incialmente, Roman passa por muitas dificuldades, mas gradualmente consegue progredir em seu treinamento. Com o passar das semanas, ele e Marquês, o cavalo, acabam se tornando grandes amigos. No entanto, o destino ainda tem preparado para Roman alguns testes.
Jornalístico da TV Globo chegou a cair quase 4 pontos na comparação entre as duas últimas semanas
Faustão na Band Foto: Rodrigo Moraes/Band
A semana de estreia de Fausto Silva como apresentador na Band teve bons resultados no quesito audiência. De acordo com os números, o programa Faustão na Band não apenas terminou a semana como o programa mais visto do canal nos dias em que esteve no ar, mas também conseguiu derrubar a audiência de seu principal concorrente, o Jornal Nacional, da TV Globo.
Dados da Kantar Ibope Media divulgados pelo site Notícias da TV mostraram que o noticioso da Globo perdeu pontos em todos os dias da última semana, sendo 3,2 na segunda-feira (de 23,6 para 20,4 pontos), 3,8 na terça-feira (de 24,5 para 20,7 pontos), 2 na quarta-feira (de 22,6 para 20,6 pontos), 1,7 na quinta-feira (de 22,9 para 21,2 pontos) e 2,8 na sexta-feira (de 20,8 para 18 pontos).
Apenas em sua estreia, que aconteceu no dia 17 de janeiro, o Faustão na Band registrou 8,3 pontos e 12,3% de share, com 67,2% do total de TVs ligadas das 20h30 às 22h40 naquele dia. Os resultados fizeram Faustão chegar à nova casa na vice-liderança de audiência na TV aberta.
Com médias entre 5 e 8,3 pontos durante a semana, a emissora também conseguiu reduzir a distância para o SBT tanto na pesquisa da faixa noturna quanto no recorte das 24 horas do dia. A expectativa da Band é que a audiência aumente ainda mais em fevereiro, com a ajuda do Mundial de Clubes da FIFA, que neste ano terá o Palmeiras como representante sul-americano.
João Guilherme publicou fotos ao lado da top model em seu Instagram
João Guilherme e a modelo Schynaider Moura, em Angra dos Reis Foto: Reprodução Instagram
Filho do apresentador Fausto Silva, João Guilherme, de 17 anos, surpreendeu as redes sociais ao assumir um romance com a modelo Schynaider Moura, de 33 anos. O rapaz postou fotos do fim de semana ao lado da top model, em uma praia em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
Discreto, o post não tinha declarações de amor, apenas a frase “fim de semana” em inglês, seguido de um emoji de coração. A modelo também se limitou a comentar com outro emoji de coração.
Já os famosos e seguidores ficaram empolgados com o novo casal. A apresentadora Sabrina Sato escreveu “Seus lindos!” na publicação. A atriz Camila Queiroz também elogiou os dois. Já o influenciador Leo Picon foi direto: “Que isso? Tá namorando?”, perguntou.
Schynaider Moura já foi casada com o empresário Mário Garnero, e tem três filhos frutos da união. Ela também morou fora do Brasil por mais de 10 anos.
João Guilherme, que passou por uma mudança radical no estilo de vida ao emagrecer 80 quilos, agora dá os primeiros passos na TV ao apresentar o Faustão na Band ao lado do pai e da jornalista Anne Lottermann.
Cobra Kai, da Netflix, domina ranking do streaming no início de 2021 (Imagem: Divulgação / Netflix)
A Whip Media apresentou um relatório sobre as produções mais vistas do streaming entre os dias 3 e 9 de janeiro e, de cara, a Netflix começou o ano ocupando sete das dez primeiras posições do ranking.
A Netflix apareceu em primeiro lugar com Cobra Kai, seguido de perto pela série Rebelde, nova atração do catálogo. Em terceiro lugar, Emily in Paris, uma das produções mais comentadas pelo público.
Com a segunda temporada recém-lançada, The Witcher apareceu na quarta posição, e logo atrás veio Queer Eye. A primeira trama fora da Netflix foi The Book of Boba Fett, do Disney+, na sexta posição.
A sétima posição foi ocupada por Hidden Truths II, disponível no país pelo Globoplay, o serviço de streaming da Globo. Na oitava posição, Money Heist, da Netflix. Em oitavo lugar, Titans, da HBO Max. Em último lugar surgiu Stay Close, da Netflix.
Netflix quer investir em produções nacionais em 2022
No evento Mais Brasil Na Tela, a produtora anunciou o desenvolvimento de 40 novas ideias nacionais para este ano. O anúncio foi feito em evento com a participação de mais de 25 atores, criadores, executivos da empresa e agentes do setor.
O encontro marcou os cinco anos da produtora produzindo conteúdo nacional e original, levando histórias brasileiras para o mundo todo.
“Estamos dobrando nossos esforços no Brasil com um time local com os melhores executivos de criação, produção e pós-produção do mercado para apoiar o extraordinário ecossistema audiovisual brasileiro com o propósito de trazer mais histórias brasileiras para suas telas“, disse Francisco Ramos, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina.
“Queremos oferecer uma plataforma para histórias contadas por diversos talentos, tanto atrás como na frente das câmeras“, complementou.
“Os brasileiros querem mais histórias contadas por diferentes vozes, que reflitam suas vidas, suas raízes e sua ancestralidade. Encontrar personagens e tramas com as quais consigam se identificar e ver a pluralidade do Brasil na tela“, afirmou Elisabetta Zenatti, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para o Brasil.
“Por isso, nossa ambição será fazer cada vez mais histórias da gente para a gente, cujo sucesso estará em produzir a melhor versão, de forma que se conectem com mais audiências ao redor do Brasil“, acrescentou.
No último ano, a Netflix adicionou em seu catálogo brasileiro vários sucessos de ficção científica, entre projetos independentes, tramas internacionais e hits de Hollywood. A plataforma é essencial para quem deseja conferir os títulos mais aclamados do gênero.
Filmes de ficção científica costumam fazer sucesso por apresentar uma versão futura da humanidade, com avanços tecnológicos impressionantes, viagens espaciais e interessantes comentários sociais.
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Um dos trunfos da Netflix é o fato da plataforma oferecer aos assinantes produções dos mais diversos países. Dessa forma, os espectadores podem conferir como cada região do mundo encara o panorama da ficção científica.
Listamos abaixo os 7 melhores filmes de ficção científica para você assistir na Netflix; confira.
Nova Ordem Espacial, também encontrado sob o título original de Space Sweepers, é um dos melhores filmes de ficção científica da Coreia do Sul. Com belíssimos efeitos especiais, o longa é ambientado em 2092, e acompanha a história da tripulação de uma nave que vaga pelo cosmos em busca de resíduos astronômicos e lixo espacial. Na jornada pelo universo, os quatro protagonistas acabam encontrando segredos explosivos com o potencial de mudar para sempre a existência humana – tudo isso em uma trama leve e divertida.
Protagonizado por Anna Kendrick, Passageiro Acidental é um filme de ficção científica que aborda as dificuldades das viagens espaciais e desafios enfrentados por astronautas. No longa, três pessoas que participam de uma longa jornada para Marte enfrentam um dilema fatal após um passageiro inesperado aparecer a bordo, colocando todos em risco. Com os níveis de oxigênio cada vez mais altos, a tripulação deve tomar uma difícil decisão de vida ou morte.
Blade Runner é considerado um dos filmes de ficção científica mais icônicos e influentes de todos os tempos. A continuação do longa, lançada em 2017, também conquistou a crítica especializada. Ambientado 30 anos depois da história original, Blade Runner 2049 ganhou Oscars de Efeitos Visuais e Fotografia. No filme, o caçador de replicantes K embarca em uma perigosa missão para encontrar uma lenda perdida, após o conteúdo de um túmulo secreto chamar a atenção de um poderoso empresário. No elenco de Blade Runner 2049 estão Ryan Gosling, Jared Leto e Ana de Armas.
Com Clara Rugaard, Rose Byrne e Hilary Swank no elenco, I Am Mother é uma interessante e feminina história de ficção científica. Ambientado em um longínquo futuro, após a extinção da humanidade, o longa traz uma reflexão interessante sobre o que significa ser humano. Em I Am Mother, uma adolescente criada por uma robô encontra pela primeira vez outra humana, e passa a questionar tudo que sabe e tudo que aprendeu sobre o mundo.
No Limite do Amanhã
Se você curte filmes de ação com temáticas de ficção científica, No Limite do Amanhã é uma ótima opção. Protagonizado por Tom Cruise e Emily Blunt, o longa é repleto de sequências eletrizantes do início ao fim. No filme, William Cage revive várias vezes a própria morte, e só tem a possibilidade de sair desse loop eterno se encontrar uma forma de sobreviver e derrotar perigosos invasores alienígenas. O protagonista conta com a ajuda de Rita Vrataski, uma celebrada heroína de guerra, disposta a tudo para salvar o planeta.
O Paradoxo Cloverfield aborda alguns dos conceitos mais interessantes da ficção científica, tudo isso em uma história criativa e repleta de reviravoltas do início ao fim. Na trama do longa, cientistas testam uma possível solução para uma grave crise energética na órbita de um planeta à beira da guerra. No entanto, o experimento sai pela culatra, e o grupo acaba parando em uma realidade alternativa. Estão em O Paradoxo Cloverfieldatores como Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo e Daniel Brühl.
Shanghai Fortress mistura elementos de romance e ficção científica em uma aventura eletrizante e repleta de emoções. O longa também é uma ótima alternativa para quem deseja conferir como a ficção científica é retratada além do circuito hollywoodiano. No filme chinês, um jovem se apaixona por uma militar de alta patente, e disposto a seguir os passos da amada, tenta defender a Terra de uma violenta invasão alienígena.
É inegável que bater perna com os amigos no final de semana é bom demais. Relaxa, desliga a mente dos deveres e preocupações, dá uma renovada no astral. Mas, se você está mesmo querendo é ficar em casa, longe do coronavírus e dos gastos supérfluos, na calmaria e segurança da sua casa e longe da vida social, a Revista Bula te dá cinco motivos que vão te incentivar a ficar bem quietinho. São produções novíssimas que acabaram de ser lançadas no catálogo da Netflix e que vão deixar seu descanso muito mais bem aproveitado. Entre elas, “Como Me Apaixonei Por um Gângster”, de 2022, de Maciej Kawulski; “O Violino do Meu Pai”, de 2022, de Andaç Haznedaroglu; e “As Fotos Vazadas”, de 2021, de Wregas Bhanuteja. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.
Como me Apaixonei Por um Gângster (2022), Maciej Kawulski
Nikos é um jovem ambicioso que se torna especialista em importar ilegalmente carros para a Polônia. Ele constrói um império automobilístico, se torna o gângster mais perigoso do país e se esforça para conquistar cada vez mais poder e obter um status financeiro sem precedentes. Mas, se por um lado sua vida gira em torno de interesses materiais e da violência, por outro, seu maior bem é a mulher que ama.
O Violino do Meu Pai (2022), Andaç Haznedaroglu
Mehmet é um violinista bem-sucedido, que retorna a Istambul para um show importante. Mal sabe ele que encontrará seu irmão distante. Infelizmente, ele descobre que o irmão não tem muito tempo de vida e quer que ele cuide sua filha de 8 anos de idade, Ozlem. Conforme as circunstâncias aproximam Mehmet e Ozlem, que se identificam pelo luto e pelo amor à música, eles aprendem a encontrar um novo sentido para suas vidas
As Fotos Vazadas (2021), Wregas Bhanuteja
Sur é uma estudante de computação do primeiro ano. Ela faz amizade com membros da companhia de teatro do campus, a quem acredita que pode confiar. Até que um dia, após uma festa, Sur acorda com a sensação de que foi dopada e sem lembranças do que ocorreu na noite anterior. As suspeitas são de que um de seus amigos tenha se aproveitado de sua confiança. Usando suas habilidades com computadores, Sur decide buscar a verdade sobre o que realmente ocorreu.
Munique: No Limite da Guerra (2021), Christian Schwochow
Em 1938, durante a Conferência de Munique, líderes europeus realizam uma tentativa de impedir Adolf Hitler de invadir a Tchecoslováquia e dar início a outro conflito global. O funcionário público britânico Hugh Legat e o diplomata alemão Paul von Hartmann viajam para Munique para participar da reunião. Logo eles são encarregados de uma missão diferente, que tem o intuito de revelar aos líderes mundiais, incluindo Neville Chamberlain, primeiro-ministro do Reino Unido, um documento confidencial que comprova os planos de Hitler em expandir o território alemão. A esperança é de que Chamberlain não leve adiante o plano de dar os Sudetos ao chefe de Estado alemão.
Perfeitos Desconhecidos (2022), Wissam Smayra
Um grupo de sete amigos se reúne para jantar e decide fazer um jogo que envolve colocar seus aparelhos celulares sobre a mesa de jantar e concordar em compartilhar abertamente todas as chamadas de texto e de voz que eles trocaram com outras pessoas durante a noite. O que começa como uma brincadeira divertida e emocionante, rapidamente se desdobra em um caminho explorado de segredos incontáveis e que revela muito mais do que eles gostariam de dividir.
Disposta a manter a estrutura de delírio do livro que lhe deu origem, a diretora peruana Claudia Llosa reproduz na tela a angústia das páginas de “O Fio Invisível” (2021). O livro da escritora argentina Samanta Schweblin, publicado em 2014 e muito bem recebido pela crítica, já parece um filme por natureza ao observar a dinâmica do thriller, mas Llosa consegue enxugá-lo de modo a ressaltar o argumento central e fazê-lo absorver a linguagem do cinema sem que a narrativa tenha de se precipitar, sem que os eventos se sucedam uns por cima dos outros. O filme consegue apresentar cenas ora intensas, ora comoventes, realçando a força do enredo, hábil em falar de vida e de morte numa mesma sequência, provocando sensações díspares que oscilam entre o encantamento por uma trama que valoriza uma emoção nem sempre explorada em filmes: a incomunicabilidade.
Amanda, a portenha refinada vivida por María Valverde, leva Nina, a filha de cinco anos interpretada com graça por Guillermina Sorribes Liotta, numa viagem de verão ao interior da Argentina. Elas são recepcionadas por Carola, uma mulher um pouco mais velha e muito experiente, que parece completamente deslocada ali. A figura cosmopolita de Dolores Fonzi dá esse tempero de modernidade e tradição à personagem, ainda que ela intencionalmente valorize a primeira e sufoque esta. Neste primeiro segmento de “O Fio Invisível”, Valverde e Fonzi disputam palmo a palmo o domínio da cena, e se vislumbra com mais clareza o arco dramático de Amanda e Carola. Com mais em comum do que supunham, as duas tocam a maternidade como uma condição bastante controversa na vida da mulher. O alívio espiritual de ser responsável pela criação de alguém, fonte de conforto quando a vida claudica por qualquer motivo em alguma das suas tantas categorias, cede lugar ao desespero de ter de tomar medidas extremas para tirar um filho da boca da morte. Por outro lado, ao mesmo tempo em que Amanda tenta escapar de dores do passado que continuam a persegui-la, Carola se empenha por dar a volta por cima desde que seu marido caíra em desgraça e perdeu a fazenda em que moravam.
A atração entre Amanda e Carola, sugerindo um envolvimento amoroso que permanece tensionado, sugerido, mas evidente, é a conjuntura que faltava quanto à partilha de impressões em comum sobre ser mãe. Vem à baila uma tal “distância de resgate”, título original do livro de Schweblin, apresentada como o afastamento seguro entre mãe e filhos, que se torna uma obsessão para Amanda. Como se houvesse mesmo uma corda física a separá-las, o segredo para manter o controle da situação é permitir que ela estique o mínimo possível, o que fomenta outros impasses. Como saber em que medida esse fio pode ser esticado? De que forma tomar pé das preocupações de um filho tolher seu livre arbítrio? Nem todos podem responder a essas indagações, ima vez que, antes de mais nada, se precisa chegar ao comprimento do fio.
As inquietudes de Amanda não são sentidas por Carola, uma vez que um acontecimento do passado a fizera ter de se afastar do filho, David. O garoto, vivido por Emilio Vodanovich, adoecera há alguns anos e a curandeira de Cristina Banegas dera parte do espírito de David a outro corpo para mitigar os efeitos da moléstia. Para tentar salvar o filho, a personagem de Dolores Fonzi tivera de abdicar do amor por ele, alegoria empregada por Schweblin a fim de fazer seu leitor refletir sobre as incoerências da maternidade, oportunamente aproveitada por Llosa, que faz com que o estranhamento de Amanda sobressaia, só para Nina ficar doente logo em seguida e ela se veja diante do mesmo dilema de Carola. Com isso, a diretora consegue dar a seu filme a aura de mistério capaz de completar a história, tendo o cuidado de não tornar as coisas nebulosas demais. A própria escritora coassina o roteiro de “O Fio Invisível” com Claudia Llosa, que tem elaborações estéticas saborosas, como a da sobreposição de um cavalo e um homem em contraplano, dando a ideia de serem uma só criatura, um centauro, ente monstruoso que alude diretamente à desajuste do homem no mundo, bem como à urgência por se lutar pela vida, equação cuja resposta pouca gente tem. O espectador pode se sentir perdido em algumas passagens da narrativa, entretanto a fotografia de Óscar Faura literalmente ilumina o olhar da audiência, com a luz solar resvalando na lente. À medida que a história avança, mais se quer saber até onde vai o enigma mais importante do longa, alimentado por uma outra situação cujo caráter oculto é ainda mais potente.
O cinema hispânico tem se caracterizado por valorizar o melhor de sua cultura, e com “O Fio Invisível” não é diferente. Nele, é patente o texto surrealista de Jorge Luis Borges (1899-1986), aliado ao componente de luta social de Lucrecia Martel, e cada um desses valiosos predicados fala a artistas contemporâneos que já deixaram sua marca no cinema, como Christopher Nolan, com seu perfeccionismo visual, e Denis Villeneuve, mestre em subverter o conceito de tempo e torná-lo ainda mais relativo. Num enredo de ameaças nada óbvias, o filme de Claudia Llosa faz da imaginação o sentido mais importante da natureza humana, até porque todo medo é gerado, antes de mais nada, pela ansiedade de não se conhecê-lo. O que não conseguimos imaginar não pode existir.
O ano de 2022 já começou com novidade no cenário musical. O cantor feirense Arthur Duarte lançou na última semana, em todas plataformas digitais seu novo single ‘Clichê’, uma balada romântica que promete embalar os corações. Esse é o primeiro trabalho do novo projeto solo de Arthur Duarte.
A música tem a autoria do compositor Matheus Carvalho, e retrata o momento vivido por diversos casais, que muitas vezes vivem relacionamentos a distância, ou até mesmo por causa da pandemia, foram afastados do contato físico, mas mantem o amor.
“Clichê é uma canção que fala do amor cheio de detalhes, do amor que vive no peito, vivo e feliz. Sabe aquele casal que passa um tempo sem se ver e a única forma de se falar é pela internet? É exatamente isso que a música quer falar, uma parada realmente bem clichê”, conta Arthur.
A música está disponível em todas as plataformas digitais: Spotify, Deezer, Apple Music, Google Music, Youtube Music, entre outras.
“Espero que todos curtam muito esse single, que desde sua composição foi feita e pensada com muito amor e carinho para todos, e esse é apenas o ponto de partida de muitas novidades em forma de música que vamos apresentar esse ano ao nosso público”, diz o cantor.
Conheça Arthur Duarte
Arthur Duarte nasceu em Feira de Santana em 1991. Começou na música aos 16 anos, quando aprendeu a tocar violão sozinho, fez parte de vários grupos musicais na Cidade, a exemplo das bandas ‘No Litoral’, ‘Dimaré’, ‘Xote a Dois’ e ‘Caravelas’. Atualmente além do projeto solo de axé-pop, também é vocalista da banda reggae pop ‘A Cor’.
Assim como existe uma grande diferença entre tristeza e depressão, solidão e estar só não são a mesma coisa, embora façam parte de um modelo de comportamento semelhante. Grosso modo, pode-se dizer que a solidão está para o estado depressivo assim como a individualidade está para a tristeza. Solidão e depressão se retroalimentam em grande medida: solitários são quase sempre deprimidos, ainda que não seja incomum se desenvolver um quadro de depressão em meio a um monte de gente. Solidão é a gente em excesso, e como todo excesso, é nociva — malgrado provoque o instinto sensível do artista e daí saiam trabalhos de primeira grandeza. A Bula pinçou sete filmes para a gente refletir sobre as novas formas como o mundo se apresenta para nós e em como a incapacidade de compreender as irrefreáveis mudanças da sociedade em que vivemos gera a condição patológica do isolamento. Os filmes estão postos do mais recente para o mais antigo e não seguem nenhum critério de classificação. Solidão? Que nada!
A Trincheira Infinita (2020), Jon Garaño e José María Goenaga
O filme se debruça sobre a história de Higinio Blanco, opositor do governo ditatorial do caudilho espanhol Francisco Franco (1892-1975), o general que em 1° de outubro de 1936 ascende a chefe de Estado da Espanha mediante um golpe. Higinio Blanco, o protagonista do filme, foi obrigado a se autoexilar em sua própria casa, por mais absurda que a situação pareça, dada a evolução galopante da truculência da tirania franquista. Caçado pelos homens de Franco, o ativista escolhe o pior cárcere que poderia: Blanco é obrigado a se esconder por 33 anos, como um bicho, cada vez mais atemorizado, esperando o fim do ciclo que durou uma vida inteira.
A Última Nota (2019), Claude Lalonde
Henry Cole é um virtuose do piano que devotou a vida à carreira. Cole nunca tivera problemas com sua natureza de verdadeira obsessão pelo trabalho, sempre em busca da performance irretocável, mas a morte da mulher o abala especialmente e ele decide interromper suas apresentações. Oscilando entre a vontade de retomar o que faz de melhor na vida e às implacáveis crises de ansiedade, o pianista conhece Helen Morrison, jornalista da revista “The New Yorker” cuja admiração rapidamente dá lugar a um afeto maior, a que Cole não pode corresponder, mas que é imprescindível quanto a retornar aos palcos e retomar sua história, ainda que nada volte a ser como antes.
Por Lugares Incríveis (2020), Brett Haley
“Por Lugares Incríveis” não tenta recriar a roda, e isso é um seu mérito. A narrativa cumpre um papel até educativo ao abordar temas o seu tanto indigestos a exemplo de depressão e suicídio, adquirindo profundidade ao explorar as razões que podem levar alguém a tomar uma decisão irremediável no calor de um momento particularmente ruim — e a juventude é plena dessas circunstâncias. Violet e Finch se conhecem exatamente numa situação com esse teor dramático. Depois da morte trágica da irmã, Violet está para se jogar de uma ponte, mas Finch a detém. Eles se aproximam, descobrem afinidades em comum e o enredo logo passa a transitar entre as outras pedras no caminho dos dois. Competente ao propor um exercício de autoconhecimento, para os personagens e, consequentemente, para o espectador, “Por Lugares Incríveis” atenta para a necessidade de se perceber as coisas miúdas que tornam a vida preciosa, sem julgamentos, que sempre maniqueístas, conduzem nosso olhar para um ou outro lado, sem nos deixar sentir as muitas nuances dos temas mais complexos da natureza humana.
A Noite de 12 Anos (2018), Álvaro Brechner
A partir de 1973, é instaurada uma ditatura civil-militar no Uruguai que se estende até 1985. José “Pepe” Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro, militantes dos Tupamaros, guerrilha de orientação marxista-leninista, passam a se destacar em ações como roubos a banco e logo são vistos como uma espécie de santos rebeldes, por distribuírem o espólio entre os mais humildes. As forças de repressão fecham o cerco e os três são capturados e levados a uma das unidades para confinamento de revoltosos, onde estão outros nove colegas, sem que seja possível a comunicação entre eles. Os anos se sucedem enquanto o grupo tenta não se entregar à sensação de alheamento. A espera leva 12 anos para acabar e um quarto de século depois, Mujica, aos 75 anos, é eleito presidente do Uruguai.
O Vazio do Domingo (2018), Ramón Salazar
Filmes de mães que abandonam o lar e relegam os filhos à própria sorte nunca são levados às telas impunemente. Depois de um distanciamento de mais de 30 anos, Anabel volta a ficar de frente com Chiara, a filha que abandonou. Chiara teria todos os motivos do mundo para não querer mais encontrar a mãe; no entanto, por sentir que a relação ainda pode ser reparada, sai à sua procura. Sua ânsia por fazer o tempo voltar, como num estalar de dedos, e ter pela mãe o afeto que a própria Anabel dispensara é tanto que lhe faz uma proposta inusitada: quer que viajem juntas e passem dez dias num lugarejo perdido entre a Espanha e a França. Este é um drama sobre dores, mágoas, murmúrios, emoções. A leviandade de Anabel, sua ausência na vida de Chiara, a solidão que a filha fora obrigada a vivenciar desde tenra idade por sua culpa, todas essas parecem questões menores se tomadas à luz do sentimento que se apossa das duas. A fotografia é um achado em meio a um filme o seu tanto longo em demasia, com silêncios profundos (e imprescindíveis) que se sucedem à medida que os diálogos, estudadamente pausados, vem à tona, desferindo golpe acima de golpe sobre o espectador, mas com doçura. A Chiara de Bárbara Lennie é mais um dos bons predicados dessa história, que se não termina bem, termina boa. Às vezes, nem as mães são felizes.
Sem Rastros (2018), Debra Granik
A diretora americana Debra Granik é hábil em retratar adolescentes em meio ao bombardeio dos tantos conflitos típicos da idade. Em “Leave no Trace”, Granik traz a história de Will e Tom, pai e filha. Os dois são os únicos moradores de uma grande reserva florestal nos limites de Portland, e não têm o menor problema com o isolamento, questionado pelas autoridades — que nunca se importaram com eles. O serviço social os obriga a deixar a área, e agora Will e Tom passam a ser tutelados pelo governo dos Estados Unidos. Eles não se conformam com tanta interferência num assunto íntimo e tentam retornar à vida feliz que tinham, driblando as novas necessidades que as circunstâncias os impõem.
Somos Todos Iguais (2017), Michael Carney
Fustigada por um câncer que aos poucos consome sua vida, Deborah Hall tem fé de que vai se curar. Casada com Ron, famoso negociante de obras de arte, ela deseja que o marido se torne amigo de Denver, um mendigo violento, cujo passado remonta a episódios de abuso e exploração. Como nunca deixou de amar a mulher e quer conservar seu casamento, Ron tenta se aproximar de Denver. Contudo, as ilusões românticas de Deborah podem transtornar sua vida.