Desde o fim da suspensão de pagamentos das parcelas por causa da pandemia, porcentagem de contratos que estão com atraso de mais de três meses subiu pelo quinto semestre consecutivo e atingiu 53,7%.

Inscrições para o Fies começam nesta terça-feira (7); levantamento alerta para endividamento recorde dos estudantes 

O governo federal tem R$ 11,3 bilhões em parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que já deveriam ter sido pagas, mas estão em atraso. Dos quase 1,9 milhão de ex-estudantes que já estão na fase de pagamento das parcelas, a chamada amortização, 53,7% estão com a dívida atrasada há mais de três meses. Os dados, atualizados semestralmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foram obtidos pela produção da TV Globo via Lei de Acesso à Informação (LAI). 

Na noite desta segunda (6), o ministro da Educação, Camilo Santana, admitiu, em um vídeo publicado nas redes sociais, que “a inadimplência do Fies está altíssima”, e anunciou a criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir o problema, além de possíveis mudanças do programa, como aumento do teto de financiamento e a desburocratização do fundo. 

“Não dá tempo para mudar as regras já para essa inscrição agora. Essas regras poderão mudar a partir do resultado do trabalho, que vai ser formado por esse comitê gestor”, afirmou ele. 

O Ministério da Educação abriu nesta terça-feira (7) as inscrições para mais de 67 mil novos contratos de financiamento estudantil no primeiro semestre. 

Quem fez o Enem em alguma edição desde 2010 e preenche os requisitos mínimos de nota no exame e renda familiar per capita pode disputar uma das vagas até a próxima sexta-feira (10) no site https://acessounico.mec.gov.br/fies. 

Veja o histórico da porcentagem de contratos do Fies que já estão na fase de amortização (pagamento das parcelas), mas têm atraso de pelo menos 90 dias — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo 

Dívida atrasada quase dobrou desde 2021

O valor das parcelas que o governo já deveria ter recebido, mas não foram pagas, tem aumentado em ritmo acelerado: em abril de 2019, eram R$ 2,5 bilhões em valores devidos. Em junho de 2021, novo balanço do FNDE mostrou que o saldo havia subido para R$ 6,6 bilhões. Agora, ele já passa de R$ 11 bilhões. 

Em 2022, o FNDE diz ter arrecadado R$ 4,7 bilhões em pagamentos das parcelas (atrasadas ou em dia) do Fies, um recorde desde 2015. No total, considerando as parcelas que ainda não venceram, os quase 1,9 milhões de contratos somavam R$ 111,6 bilhões em dezembro de 2022. 

Renegociação atraiu 6,7% dos contratos aptos

O programa de renegociação do Fies do segundo semestre de 2022, que ficou aberto entre setembro e dezembro, atraiu um total de 124.903 contratos de financiamento, de acordo com dados obtidos pela TV Globo junto ao FNDE. 

O valor corresponde a 6,7% do total de 1.873.989 contratos que, segundo o órgão, poderiam ter aderido para receber pelo menos o desconto das taxas e encargos. 

A adesão, porém, foi mais alta entre os contratos que preenchiam os critérios para os descontos de pelo menos 77%: 

  • De 444.920 contratos com dívidas com atraso de pelo menos 360 dias que poderiam ter 77% de desconto, 53.836 (12,1%) fizeram a renegociação;
  • Outros 276.024 contratos com o mesmo tempo de atraso, mas de ex-estudantes inscritos no CadÚnico ou beneficiários do Auxílio Emergencial, poderiam ter 92% de desconto. No total, 48.097 aderiram ao programa (17,4% do total);
  • Uma pequena parcela de 8.957 contratos, além de preencherem os critérios acima, tinham dívida atrasada há mais de cinco anos, e puderam pleitear 99% de desconto. Nesse caso, 3.095 (34%) concretizaram a renegociação;
  • Mais de 1 milhão de contratos que estavam adimplentes ou tinham dívidas com atraso há menos tempo poderiam ter 12% de desconto, em caso de pagamento à vista do saldo devedor, ou abater todos os encargos e juros e redividir as parcelas em até 150 vezes. Desses, 18.827 aceitaram os novos termos.

Oito em cada dez contratos renegociados entre setembro e dezembro de 2022 tinham pelo menos 360 dias de atraso nas parcelas e tiveram descontos de entre 77% e 92% do saldo devedor — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo 

Duas décadas com o nome sujo

Depois de duas décadas com o nome sujo por causa da dívida do Fies, a jornalista Ghretta Pasuld, de 40 anos, finalmente conseguiu entrar no grupo de contratos renegociados. 

A moradora de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, conseguiu financiamento do Fies no início dos anos 2000, antes da expansão feita pelo governo federal. Mas, ao se formar, viu que as primeiras parcelas já começaram a chegar muito altas para o rendimento que ela tinha na época. 

“Acho que a segunda ou terceira parcela veio em torno de R$ 500. Eu ganhava R$ 500 na época. Então já não dava pra suprir”, lembra ela. “Aí eu comecei a acumular parcelas, e nisso se foram 20 anos.” (Ghretta Pasuld, jornalista)

Anos esperando a renegociação

Ao longo desse tempo, além de não poder contar com crédito para realizar sonhos como comprar um carro com medo de o governo penhorar qualquer bem em seu nome, Ghretta também não conseguia renegociar sua dívida. 

“Sempre quando conversava com a Caixa Econômica Federal, a opção era à vista. Não tinha conversa sobre tirar juros, enfim, baixar, né? Voltar para um valor real e condizente com a minha condição de pagar.” 

Em 2019, uma primeira tentativa do governo federal de renegociar a dívida de 567 mil inadimplentes só conseguiu atrair 2% do público-alvo. Um dos motivos era a exigência do pagamento de uma entrada dentro de um prazo curto, o que acabou afastando a maioria dos ex-estudantes, sem condições de cumprir os requisitos. 

O Fies e a taxa de juros alta

No ano passado, o programa ofereceu descontos melhores e condições mais flexíveis, segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil. “Ele [o Fies] deu um desconto alto, para o aluno poder pagar sua dívida mais rapidamente”, explicou o especialista. 

“Mas esse pagamento, mesmo que parcelado, está atrelado à taxa de juros Selic, que é uma taxa bem elevada. Estamos com uma taxa de 13 pontos, 75% ao ano. Muito provavelmente, se tiver uma renda muito baixa, ele [devedor] não vai arcar nem com a renegociação.” (Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp)

Ghretta afirma que, inicialmente, conseguiu reduzir sua dívida de quase R$ 100 mil para R$ 17 mil, a serem pagos em cerca de um ano e meio. Mas, quando o segundo boleto chegou com valor R$ 200 mais alto por causa da taxa de juros, ela tomou um susto. “Fiz as contas e vi que ia chegar a R$ 3 mil a parcela.” 

Ela então disse que conseguiu um dinheiro com a mãe e foi até o banco quitar a dívida de uma vez. “Acredito que agora a vida começa a andar”, afirmou ela. 

Medo de voltar à inadimplência

A arquiteta Fabiana Goulart, de Curitiba, também conseguiu renegociar seu contrato no ano passado. “A gente achou que era uma luz no fim do túnel”, conta ela sobre o programa. “No meu caso, especificamente, a parcela ficou em R$ 2.500. Então é uma parcela relativamente alta, e a forma de pagamento não é muito flexível. Pra eu conseguir esse desconto eu tenho que pagar esse valor mensalmente em 15 vezes.” 

Além da parcela, porém, ela agora está às voltas com a taxa Selic. 

“Eu nunca sei qual é o valor da parcela da renegociação. A minha primeira parcela foi R$ 2.480. A minha segunda parcela foi R$ 2.850, então teve aí um acréscimo de mais ou menos uns R$ 350 de um mês para o outro. Agora eu gerei o boleto para março, também foi para R$ 2.900. Então, inicialmente, é um alívio. Mas agora é um valor muito alto.” (Fabiana Goulart, arquiteta)

Para evitar o risco de voltar à inadimplência, ela decidiu cortar gastos. “Quando saiu a renegociação, eu morava sozinha, pagava aluguel. Não tinha outra forma de conseguir pagar se não voltasse para a casa dos meus pais”, contou ela. “Estou tendo que completar com outras formas de renda, buscando vender coisas e fazendo projeto por fora para conseguir pagar o Fies. Então, vai ser um ano muito longo pra mim.” 

Dicas para se inscrever no Fies

Capelato, do Semesp, afirma que, considerando todos os riscos do Fies, é preciso que os estudantes interessados em disputar uma vaga em 2023 avaliem com cuidado antes de optar pelo financiamento governamental. 

Segundo ele, as três principais perguntas a serem respondidas são: 

  1. O estudante tem vocação para o curso que está buscando? Ele vai conseguir concluir o curso? “Se ele desistir ele vai ficar com a dívida. Então, esse é o primeiro risco.”
  2. O curso escolhido vai ter bastante empregabilidade quando ele se formar? “Por exemplo, cursos na área de tecnologia hoje em dia têm uma empregabilidade enorme e com boa renda”, explica Capelato. Vale lembrar, porém, que os cenários podem mudar em alguns anos, caso da engenharia civil, que teve um boom a partir de 2010, por causa da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, mas depois entrou em crise. 
  3. A instituição de ensino superior onde ele vai estudar tem boa qualidade e reputação? “O mercado vai aceitar seu currículo, vai aceitar empregar essas pessoas. E daí a chance de empregabilidade e renda maior geram possibilidade de pagar o financiamento.”

Capelato lembra, ainda, que não há garantias de que o governo federal vai abrir novas rodadas de renegociação do Fies. Procurado pela TV Globo na segunda (6), o FNDE e o MEC não responderam, até a publicação desta reportagem, se estudam um novo programa para renegociar dívidas.

Informações G1


Programa oferece bolsas integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior. Candidato deve ter feito Enem 2021 ou 2022 e obtido nota mínima nas provas e redação.

Sala de aula vazia em Manaus — Foto: Semed

Sala de aula vazia em Manaus — Foto: Semed 

O prazo de inscrições para o Programa Universidade Para Todos (Prouni) do 1º semestre de 2023 termina nesta sexta-feira (3). Os interessados devem se inscrever até as 23h59 pela página http://acessounico.mec.gov.br/prouni. 

O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudo integrais (cobrem 100% da mensalidade) e parciais (50%) em instituições particulares de ensino superior. 

Para se inscrever, o candidato deve ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 ou 2022 e ter obtido média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. 

Além disso, é preciso atender a pelo menos um dos pontos abaixo: 

  • Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
  • Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
  • Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ainda ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 1.953 por pessoa). 

Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 3.906 por pessoa). 

Cronograma do Prouni do 2º semestre

  • Inscrições: 28 de fevereiro a 3 de março
  • Resultado da 1ª chamada: 7 de março
  • Comprovação das informações: 7 a 16 de março
  • Resultado da 2ª chamada: 21 de março
  • Comprovação das informações da 2ª chamada: 21 a 30 de março
  • Lista de espera: 5 a 6 de abril
  • Resultado da lista de espera: 10 de abril
  • Comprovação das informações: 10 a 19 de abril

Informações G1


Programa seleciona alunos para universidades públicas. Candidato precisa ter feito o Enem 2022 e tirado nota superior a zero na redação.

Usuária do Twitter comemora aprovação no Sisu 2023 — Foto: Reprodução/Twitter

Usuária do Twitter comemora aprovação no Sisu 2023 — Foto: Reprodução/Twitter 

Os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do 1º semestre de 2023 foram divulgados nesta terça-feira (28), no site https://sisualuno.mec.gov.br/. 

O programa usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 para selecionar alunos que estudarão em universidades públicas. 

Veja o que fazer a seguir:

✅ Foi aprovado? Verifique quais são os documentos exigidos para a matrícula na instituição de ensino em que você estudará (há universidades que aceitam o envio dos dados por meio digital; outras, apenas presencialmente). O prazo é de 2 a 8 de março. 

❌ Não foi aprovado? Calma, nem tudo está perdido. Se quiser, manifeste interesse em participar da lista de espera, no período de 28 de fevereiro a 8 de março. Você deve escolher se deseja concorrer na 1ª ou na 2º opção de curso indicada na inscrição. Os resultados serão divulgados pelas próprias universidades. 

🎯 Entenda os resultados

O aluno só pode ser aprovado em um dos cursos marcados na inscrição: 

  • A nota foi suficiente para passar na 1ª opção?Ele será obrigatoriamente aprovado nela (sem chance de escolher a 2ª). 
  • Não conseguiu passar na 1ª opção? Pode ser aprovado na 2ª, se o desempenho for suficiente.
  • Não foi aprovado em nenhuma das opções?Há como participar da lista de espera.

Informações G1


Brasília - Incluída no rodízio de abastecimento do DF, a Universidade de Brasília (UnB) está tomando medidas para reduzir o consumo de água, como adiar o início das aulas no principal campus da instituição em função do racionamento (Fabio
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

As inscrições para a primeira seleção do Programa Universidade Para Todos (Prouni) começam nesta terça-feira (28) e seguem  até sexta (3). Serão disponibilizadas, ao todo, 288.112 bolsas, sendo 209.758 integrais e 78.354 parciais (50% do valor da mensalidade do curso).

A previsão é de que o resultado da primeira chamada seja divulgado no dia 7 de março. Para participar, é preciso ter feito pelo menos uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média e nota acima de zero na redação, além de não ter participado como treineiro.

Outra exigência é que o candidato não tenha diploma de curso superior. Para obter a bolsa integral, é obrigatório comprovar renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo ou de até 3 salários mínimos para a bolsa parcial. 

Confira o cronograma completo da primeira edição do Prouni 2023 a seguir:

– Inscrição: de 28 de fevereiro a 3 de março

– Resultado da 1ª chamada: 7 de março

– Comprovação das informações da inscrição para os pré-selecionados em 1ª chamada: de 7 a 16 de março 

– Resultado da 2ª chamada: 21 de março

– Comprovação das informações da inscrição para os pré-selecionados em 2ª chamada: de 21 a 30 de março 

– Lista de espera (prazo para manifestar interesse): 5 e 6 de abril 

– Resultado: 10 de abril

– Comprovação das informações da inscrição para os candidatos que manifestaram interesse em participar da lista de espera: de 10 a 19 de abril .

Informações Agência Brasil


Inscrições para primeira seleção do Prouni 2023 começam essa semana; Veja as datas

Foto: Reprodução.

As inscrições para a primeira seleção de 2023 do Programa Universidade para Todos (Prouni) começam na próxima terça-feira (28/2) e vão até 3 de março. Serão ofertadas 288.112 bolsas, das quais, 209.758 integrais e 78.354 parciais. O resultado da primeira chamada está previsto para 7 de março.

O Ministério da Educação (MEC) publicou todas as informações sobre as vagas disponíveis para que os interessados em disputar uma bolsa possam consultar, com antecedência, as opções ofertadas para todo o país. De acordo com o MEC, são 14.346 cursos de graduação de 995 instituições privadas de ensino superior em todos os estados e no Distrito Federal.

A consulta está disponível na página do Prouni, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A busca pode ser realizada por tipo de bolsa (integral e parcial), modalidade (presencial e a distância), curso, turno, instituição e localidade do campus. Os estados com maior número de bolsas ofertadas são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

Quem fez as provas de 2022 ou de 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode participar do Prouni – considera-se a edição em que o estudante tiver obtido a melhor média de notas. É necessário atingir, no mínimo, 450 pontos na média das notas e ter nota acima de zero na redação. Outra exigência é não ter participado do Enem na condição de treineiro.

Para obter uma bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio; e para a bolsa parcial (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa da família.

Requisitos

O Prouni é um programa de acesso ao ensino superior que oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior para aqueles que nunca concluíram um curso de graduação.

Créditos: Metrópoles.


A relação dos candidatos classificados foi publicada neste sábado (25), Diário Oficial do Estado

Foto: GOVBA

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) publicou neste sábado (25) o resultado definitivo da segunda etapa do concurso para o provimento de vagas de professor e coordenador pedagógico da rede estadual de ensino, previstos no Edital SAEB/03/2022.

O resultado foi divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE), onde também foram convocados os aprovados para a apresentação dos títulos e documentos comprobatórios, no período entre 27/02 e 03/03, por intermédio do site da Fundação Carlos Chagas, conforme estipulado no Capítulo 11 do Edital SAEB/03/2022.

Além disso, saiu a convocação dos candidatos autodeclarados negros para realização do procedimento de heteroidentificação, assim também como a convocação dos candidatos declarados com deficiência para realização de perícia médica. Os candidatos habilitados na 2ª Etapa devem consultar o DOE para verificar os procedimentos estabelecidos nos editais.

Informações Bahia.ba


Fotos: Andrews Pedra Branca

O prazo para matrículas encerra nesta sexta, 24 

Pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos devem garantir vaga em uma das 207 escolas da Rede Municipal de Educação. O prazo para matrícula termina nesta sexta-feira (24) e mais de 30 mil estudantes já estão confirmados.

As unidades de ensino ofertam vagas para a Educação Infantil (2 a 5 anos), Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (equivalente ao Ensino Fundamental). 

Para realizar a matrícula basta comparecer a unidade de ensino desejada com os seguintes documentos: histórico escolar (original); original e cópia da certidão de nascimento ou da identidade; CPF; foto 3×4 recente do estudante; cópia e original do cartão de vacinação atualizado – incluindo o comprovante de vacinação da Covid-19 (de acordo com a idade); e comprovante de residência também atualizado.

Os beneficiários do programa Bolsa Família devem apresentar também a cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal – com o respectivo original.

A Rede ainda dispõe de vagas para todos os segmentos. “Nenhum estudante ficará sem acesso à Rede Municipal de Ensino”, ressalta Anaci Paim, secretária de Educação. Contudo é necessário consultar as escolas; caso o estudante não encontre a vaga no local desejado será encaminhado para a unidade mais próxima.

MONITORAMENTO

O Governo Municipal acompanha a matrícula em tempo real através da Secretaria de Educação e até o fechamento da matéria cerca de 30 mil alunos foram registrados. A professora Anaci Paim destaca que a evolução da ocupação das vagas é “substancial e a tendência é crescer esse número ainda mais nesta reta final do processo”. A expectativa é que 55 mil estudantes sejam atendidos.

O segmento que concentra a maior quantidade de estudantes é o Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano), com 15.913 estudantes matriculados. No Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano) constam no sistema 5.286 alunos matriculados.


Fotos: Andrews Pedra Branca

Pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos devem garantir vaga em uma das 207 escolas da Rede Municipal de Educação. O prazo para matrícula termina nesta sexta-feira (24) e mais de 30 mil estudantes já estão confirmados.

As unidades de ensino ofertam vagas para a Educação Infantil (2 a 5 anos), Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (equivalente ao Ensino Fundamental). Para realizar a matrícula basta comparecer a unidade de ensino desejada com os seguintes documentos: histórico escolar (original); original e cópia da certidão de nascimento ou da identidade; CPF; foto 3×4 recente do estudante; cópia e original do cartão de vacinação atualizado – incluindo o comprovante de vacinação da Covid-19 (de acordo com a idade); e comprovante de residência também atualizado.

Os beneficiários do programa Bolsa Família devem apresentar também a cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal – com o respectivo original.

A Rede ainda dispõe de vagas para todos os segmentos. “Nenhum estudante ficará sem acesso à Rede Municipal de Ensino”, ressalta Anaci Paim, secretária de Educação. Contudo é necessário consultar as escolas; caso o estudante não encontre a vaga no local desejado será encaminhado para a unidade mais próxima.

MONITORAMENTO

O Governo Municipal acompanha a matrícula em tempo real através da Secretaria de Educação e até o fechamento da matéria cerca de 30 mil alunos foram registrados. A professora Anaci Paim destaca que a evolução da ocupação das vagas é “substancial e a tendência é crescer esse número ainda mais nesta reta final do processo”. A expectativa é que 55 mil estudantes sejam atendidos.

O segmento que concentra a maior quantidade de estudantes é o Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano), com 15.913 estudantes matriculados. No Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano) constam no sistema 5.286 alunos matriculados.

*SECOM FEIRA DE SANTANA


Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Mães de estudantes da rede estadual de ensino relataram ao Acorda Cidade, que não estão conseguindo encontrar vaga para seus filhos no 6º ano.Alane Oliveira Sobrinho disse que desde o início de janeiro está procurando uma vaga no Colégio Estadual Edith Machado Boaventura, mas ainda não conseguiu.“Eu vim no Edith Machado, eles falaram que era para eu ir a escola onde meu filho estava estudando para pegar um atestado ou um histórico, só que no antigo colégio eles me falaram que não tinha como dar o histórico antes, somente no dia 6 de fevereiro, aí quando eu vim aqui eles falaram que não tinham mais vagas. Fui ao Colégio Estadual Assis Chateaubriand, fui ao Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, que fica no bairro Cidade Nova e não tinham vagas”, elencou.

Alane afirmou que os colégios estaduais estão lotados.“Eles dizem que não tem vaga. Eu já tenho um filho que estuda no Edith, mas quero fazer uma matrícula nova, e não consegui de jeito nenhum. Não só eu, como também outras mães do condomínio onde eu moro também não conseguiram. Estou buscando vagas para o 6º ano”, disse.A Escola Estadual Edith Machado Boaventura é o mais próximo da residência de Alane.

“A gente mora no Campo do Gado Novo, quando a gente não tá com dinheiro tem que ir andando. O único colégio próximo é ele”, pontuou.Alane Oliveira destacou que os seus filhos não podem ficar sem estudar.“Meus filhos perguntam todo dia quando vão voltar a estudar, porque as aulas já começaram. A gente fica sem saber. Todo dia eu ligo e eles falam que não tem vaga e me dizem que é para continuar ligando”, ressaltou.Outra mãe, Jucinéia de Lima contou ao Acorda Cidade, que precisa de duas vagas para matricular seus filhos no 6º ano.

“Eles saíram do Rubens, porque lá é até o 5º ano. Eu vim aqui, fui para o Assis, para o Luís Viana, mas também não achei vagas nesses colegas. Os colégios estão todos lotados na Rede Estadual, e mandaram a gente procurar a Secretaria. Meus filhos ficam falando que querem ir para a escola e a gente diz que vai conseguir”, concluiu a mãe.

O Acorda Cidade entrou em contato com o Núcleo Território de Educação (NTE) e aguarda retorno.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.


Ceará e Pernambuco são destaques educacionais da região do Nordeste - Alyne Pinheiro/Secretaria de Educação de Pernambuco
Ceará e Pernambuco são destaques educacionais da região do Nordeste Imagem: Alyne Pinheiro/Secretaria de Educação de Pernambuco

O Nordeste tem se destacado e liderado avaliações da educação brasileira nos últimos anos. Os estados de Pernambuco e do Ceará são os que mais aparecem no topo dos indicadores.

No ensino integral, Pernambuco, Ceará e a Paraíba são que têm a maior proporção de alunos do ensino médio matriculados, segundo dados do Censo Escolar 2022. O índice supera São Paulo —o estado mais rico do país.

Avanços na educação básica. Em 2021, o Nordeste foi a região do Brasil que mais progrediu em relação aos resultados de 2017 no Ioeb (Índice de Oportunidades da Educação Brasil), da Comunidade Educativa. O cálculo inclui nível de aprendizagem, estrutura das escolas e formação dos professores, entre outros itens.

A cidade com o maior Ioeb do país, por exemplo, é Sobral, no Ceará: 6,7 —o indicador vai até 10. O município é referência no ensino integral.

O Nordeste reúne 97 das 100 melhores escolas de anos iniciais do Brasil, segundo dados de 2021 do Ideb (Índice Nacional de Educação Básica), aferido pelo Ministério da Educação. Dessas, 87 ficam no Ceará, as demais em Alagoas e Pernambuco. No ensino fundamental 2, o Nordeste marca presença com 88 unidades.

Só no ensino médio que o Sudeste fica no topo do ranking, com 53 escolas —38 apenas no estado de São Paulo.

Por que a região tem esses números? Para Kátia Smole, diretora do Instituto Reúna e ex-secretária da Educação Básica do MEC durante governo Temer, os estados do Nordeste estão em evidência por adotarem políticas que não são descontinuadas.

Temos dois grandes líderes na região que são Ceará e Pernambuco. Os dados mostram que os estados criaram um planejamento muito focado. Eles confirmam que as ações não podem ser pontuais, mas é preciso fazer políticas de Estado, que vão se manter de uma gestão para outra.”none

Resultados positivos também são vistos em boa parte das notas mil em redação no Enem —principal porta de entrada ao ensino superior.

No Enem 2021, dos 22 estudantes que tiraram a nota máxima, 7 são do Nordeste –a região ficou atrás apenas do Sudeste, que registrou 11 candidatos. O Inep ainda não divulgou quantos alunos tiraram a nota máxima da redação da edição 2022 e de quais lugares do Brasil eles são.

Me sinto extremamente feliz. Isso serve para mostrar o quanto é mentira a história que aqui não se tem conhecimento, que o povo é ignorante, que só tem analfabeto.”
Carina Moura, 18, estudante nordestina que tirou nota mil na redação do Enem 2022

Outros destaques da educação no Nordeste, na comparação com o restante do país:

  • Pernambuco lidera a proporção de alunos do ensino médio em escolas de educação integral, com 62,5%;
  • No fundamental, quem lidera é o Ceará com 41%;
  • Teresina (PI) é a líder entre as capitais brasileiras com melhor desempenho entre alunos do 5º e 9º ano da rede pública;
  • Ceará criou o PAIC (Programa de Alfabetização da Idade Certa), que se tornou referência para outros estados;
  • Os estados trabalham com foco em alfabetização, educação integral e regime de colaboração.

O colégio Professora Maria José dos Santos Ferreira Gomes, em Sobral, adota o ensino integral desde 2017.

Essa modalidade fez melhorar bastante a minha comunicação, os meus pensamentos e as minhas relações pessoais.none Camile Nascimento, 14, aluna do 9º ano

A mãe dela, a doméstica Ana Cláudia da Rocha, 48, confirma. “Melhorou a aprendizagem dela, mas também o modo que ela se comporta em casa. Ela desenvolveu e melhorou muito suas relações.”

A diretora Mikaelly de Souza e a estudante Camile Rodrigues da escola de ensino integral de SobralImagem: Prefeitura de Sobral/ Divulgação

O município cearense é referência nos avanços de alfabetização e educação integral —planeja ser o primeiro do estado a oferecer esse modelo em todas as suas escolas.

Além de uma carga horária maior, chegando a nove horas e meia, as unidades de tempo integral oferecem uma grade curricular diferente. Algumas escolas têm aulas de dança, jogos e projeto de vida —o que ajuda os alunos a planejarem o que vão fazer após o fim da escola. Os alunos matriculados nesta modalidade costumam ter um rendimento mais consistente.

“Quando você compara a nossa rotina com uma escola [de tempo] normal, vê que temos vários fatores positivos. Nós não damos apenas base comum, trabalhamos o aluno na sua integralidade enquanto sujeito. É ação na parte cognitiva e também social”, diz Mikaelly Silva, diretora da escola.

Aqui os professores não se preocupam só com a matéria, mas com o bem-estar, e isso agrega para o nosso crescimento.”
Camile Nascimento, aluna do 9º ano de Sobral

O modelo serviu de referência para o estado. O Ceará promete agora que até 2026 todas as escolas públicas serão em tempo integral.

Para atingir os bons resultados, tanto Ceará quanto Pernambuco adotam o regime de colaboração entre o estado e os municípios. Dessa forma, todos avançam e a união colabora para frear a desigualdade entre as cidades.

Também por causa desses feitos, o Ceará foi palco da disputa pela cadeira do MEC no governo Lula. O ex-governador de lá e agora ministro da Educação Camilo Santana já afirmou que quer replicar o modelo de colaboração para o restante do país.

Queremos construir uma política para todos os 27 estados e claro vai ter que ter regime de colaboração, vai ter que ter adesão de governador, do prefeito. Isso precisa de uma articulação bem feita e o papel do ministério é esse. Vamos apresentar essa política, discutir e claro que temos pressa para isso. Vamos fazer uma grande mobilização.”
Camilo Santana, ministro da Educação

Replicar o modelo do Ceará, no entanto, não é novidade. No governo Dilma, a então presidente lançou um programa de alfabetização nos mesmos moldes do estado cearense, que não deslanchou —perdeu investimentos no governo Temer e depois foi extinto por Bolsonaro.

“Faltou estabelecer um pacto com estados e municípios, articulação e base legal. Também não se viu um ponto vital ao sucesso do programa: prover estímulos, inclusive financeiros, àqueles que alcançam as metas, que devem ser muito bem definidas”, disse Camilo em entrevista à Veja.

Katia Smole, do Instituto Reúna, concorda. “Precisa ter incentivo financeiro, avaliação e monitoramento. Os novos moldes precisam pensar como apoiar quem não alcançou as metas, por exemplo, e quais passos precisam ser dados.”

Informações UOL