Camilo Santana (PT) e o presidente Lula (PT) durante lançamento do Pé-de-Meia Imagem: Gabriela Biló/Folhapress
O Enem 2024 será usado como um teste de força do programa Pé-de-Meia para o governo Lula (PT). A aplicação da primeira prova ocorre neste domingo (3) com 4,32 milhões de participantes inscritos.
O que aconteceu
Para incentivar inscrições de alunos mais pobres e de escolas públicas, programa vai dar incentivo de R$ 200. O valor será depositado para alunos da 3ª série do ensino médio que se inscreverem no Enem e participarem dos dois dias do exame — o pagamento está previsto para fevereiro de 2025. O Pé-de-Meia já paga mensalmente R$ 200 para estudantes de baixa renda com o objetivo de reduzir a evasão escolar.
A avaliação inicial é que o programa já colaborou com aumento de inscrições no Enem 2024, segundo o ministro da Educação, Camilo Santana (PT). “Eu acho que isso [a parcela do Pé-de-Meia] deu esse estímulo, e eu espero que a gente possa ter um sucesso no Enem”, afirmou o ministro nesta semana.
Entre os concluintes do ensino médio, o crescimento foi de 15% em comparação com a edição do ano passado. Segundo dados do Inep, órgão responsável pelo Enem, 14 estados registraram a inscrição de 100% dos alunos de escola pública. São Paulo tem 79,87% dos estudantes da rede pública inscritos.
O aumento de inscritos no exame é uma prioridade do governo Lula. Foi em 2009, no segundo mandato do petista, que o Enem passou a ter “peso” de vestibular. Na gestão de Jair Bolsonaro (PL), o Enem passou por diferentes turbulência e registrou o menor número de participantes em 17 anos — 3,4 milhões em 2022.
A expectativa interna no MEC e no Inep é que o programa também pode ajudar a barrar a taxa de abstenção. Em 2023, 32% dos inscritos deixaram de fazer o exame, que é considerado a principal porta de entrada para o ensino superior. “O gargalo é o ingresso nas universidades. Quem presta o exame tem o desejo de acessar o ensino superior, mas se as barreiras são altas, muitas vezes você desiste de fazer a prova”, afirma Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, órgão responsável pelo Enem.
Caso os dados sejam positivos, o feito será do programa, diz o presidente do Consed, conselho que reúne secretários estaduais de educação, Vitor de Angelo. “É muito improvável que a gente atribua a outra causa, porque a grande novidade é o Pé-de-Meia”, afirma ele, que também é secretário de Educação do Espírito Santo.
Especialistas alertam, entretanto, que o governo não deve se apoiar apenas ao programa para aumentar as taxas de inscrição no Enem. “O Pé-de-Meia ataca a infrequência na escola, mas não a causa dessa ausência. Ele deve ser limitado no tempo até pela sustentabilidade financeira e é preciso criar, ao longo prazo, políticas públicas perenes que ataquem os problemas da educação no Brasil”, afirma o presidente do Consed.
A falta de metas claras para redução da evasão escolar é um sinal vermelho, afirma João Marcelo Borges, gerente de pesquisa e inovação do Instituto Unibanco. “É na evasão que a gente tem que buscar o impacto dele”, diz.Continua após a publicidade
Série de reportagens do UOL mostrou que o programa é operado fora do orçamento da União. O TCU (Tribunal de Contas da União) e o Congresso iniciaram investigações a respeito do tema.
O Pé-de-Meia é um programa importante, mas é preciso entendê-lo como uma contenção de danos, porque a perenidade dessa política pode revelar outros problemas, e não a solução. Vitor de Angelo, presidente do Consed
Como será o primeiro dia de prova
Os candidatos terão de responder 90 questões de linguagens e ciências humanas, além de produzir uma redação de até 30 linhas. Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília) e a prova começa às 13h30.
A redação tem um peso importante no resultado final. Os candidatos podem ser reprovados caso escrevam um texto de até sete linhas ou fujam do tema proposto pelo exame.
Os portões dos locais de prova serão abertos às 12h. A prova será encerrada às 19h — os candidatos podem sair com no mínimo duas horas de duração.Continua após a publicidade
O segundo dia de exames acontece em 10 de novembro. Os candidatos terão de responder 90 questões de matemática e ciências da natureza. A prova tem início no mesmo horário, mas encerra às 18h30.
Novo Enem?
Com as mudanças do ensino médio, novo formato para o Enem enfrenta impasse entre governo e secretários de educação. O MECdefende que o exame foque apenas na formação geral básica, como as disciplinas de matemática e português, mas os estados defendem que a prova também cobre os chamados itinerários formativos, que é a parte do currículo específica, escolhida pelo aluno para se aprofundar.
As discussões estão paradas após veto do presidente Lula, conforme apurou o UOL. “É pré-requisito se discutir a regulamentação do novo ensino médio antes de tratarmos o Enem. Creio que teremos um novo Enem por volta de 2028″, afirma o presidente do Consed.
As diretrizes para as mudanças do ensino médio estão no CNE (Conselho Nacional de Educação). A previsão é que os estados, responsáveis por quase todas as matrículas da última etapa da educação básica, comecem a implementação da reforma no próximo ano.
João Marcelo defende que o Enem continue cobrando a formação geral básica dos participantes. “Não faz o menor sentido que o exame alcance os itinerários, porque eles serão de oferta e definição específica das redes. Seria impossível um exame único dar conta disso”, afirma.Continua após a publicidade
O Brasil tem que parar de fazer mudanças supostamente tão profundas em tão pouco tempo e acordar um cronograma factível que permita a preparação adequada das redes de ensino, dos materiais didáticos, da formação dos professores, para que isso se reflita efetivamente na sala de aula e depois nas avaliações e nos exames. Querer definir o novo Enem antes de conhecer o que será a prática do ensino médio é complicado. João Marcelo Borges, do Instituto Unibanco
O que levar para o Enem
Caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Como a máquina responsável por fazer a leitura do gabarito não detecta a cor azul, ela não é permitida.
Documento de identidade original e com foto. RG e CNH são aceitos, por exemplo.
Na manhã desta sexta-feira (27), os moradores do bairro Mangabeira celebraram a reinauguração da Escola Municipal Ester da Silva Santana, que passou por ampliação e reforma. A unidade, que atenderá 480 estudantes dos anos iniciais e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), recebeu um investimento de R$ 4 milhões.
O evento contou com a presença do prefeito Colbert Martins Filho, da secretária de Educação Anaci Paim, e de outros secretários municipais, além de membros da comunidade e da imprensa.
A escola, totalmente revitalizada, agora conta com oito salas de aula equipadas com ar-condicionado, auditório, pátio coberto, sala de recursos, laboratórios de robótica, matemática e ciências, biblioteca, nova cozinha, banheiros adaptados e espaços acessíveis. Para reforçar a segurança, foram instalados sistemas de alarme contra incêndio e câmeras de vigilância.
Além da nova estrutura, os estudantes receberam kits de material escolar e chromebooks para uso exclusivo na escola. O prefeito Colbert Filho também entregou um quebra-cabeça institucional, que será utilizado em sala de aula para contar a história de Feira de Santana.
A secretária Anaci Paim destacou os esforços para equipar as escolas da rede municipal, visando atender às necessidades da educação infantil e dos anos iniciais e finais do ensino fundamental.
“Estamos qualificando a infraestrutura para atender à demanda da educação, incluindo a educação inclusiva, com investimentos em acessibilidade para garantir que todos os alunos tenham as condições adequadas de aprendizado”, afirmou.
Paim também ressaltou que a Escola Ester da Silva Santana está preparada para oferecer uma educação de alta qualidade.
“Com laboratórios de robótica, ciências e matemática, além de uma estrutura completa para atender pessoas com deficiência, essa escola reflete o perfil de uma unidade integrada ao projeto político-pedagógico. Não há nada na rede privada que supere o que estamos oferecendo na rede pública, e isso nos enche de orgulho”, afirmou a secretária.
O prefeito Colbert Martins Filho, por sua vez, enfatizou os avanços na infraestrutura da rede municipal de ensino, destacando que o investimento de R$ 4 milhões permitirá atender até 550 alunos.
“Encerramos o ano com 77 escolas reformadas ou inauguradas. Nosso objetivo é oferecer as melhores condições para que as crianças aprendam mais, com um ambiente adequado, professores qualificados e alimentação de qualidade, formando cidadãos mais preparados”, destacou. O prefeito também ressaltou a expansão dos laboratórios de robótica, que já somam 23 na rede municipal, com a expectativa de chegar a 50 no próximo ano.
A escola também é referência no atendimento a alunos com necessidades especiais. O prefeito Colbert Filho garantiu que a instituição prestará toda a assistência necessária para que essas crianças tenham as mesmas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento que os demais. O ambiente foi adaptado para acolhê-los com conforto e segurança.
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) está disponibilizando 30 vagas para um Curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras). As inscrições poderão ser feitas a partir de segunda-feira (23).
As aulas vão acontecer nas modalidades presencial e online, com vagas disponíveis para qualquer pessoa que deseja aprender a língua.
O curso presencial terá encontros semanais, às terças-feiras, às 9h, no Campus I da Uneb, localizado na Rua Silveira Martins, no bairro do Cabula. Já o curso online será sempre às quintas-feiras, às 9h, através de uma plataforma de chamada de vídeo.
Nesta quarta-feira, dia 11 de setembro, docentes das Universidades Estaduais Baianas paralisarão as suas atividades em todo território baiano com um ato unificado em Salvador. A concentração da manifestação será no Campus I da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, no Cabula, a partir das 6h30.
Aprovada nas assembleias das universidades, a paralisação é parte da luta da categoria por um plano de recomposição salarial, uma das pautas que está em discussão com o governo do estado. A negociação sobre o reajuste já se encontra no quarto ciclo de discussão e, durante a paralisação, a partir das 15h, ocorrerá uma nova reunião do Fórum das Associações Docentes (FAD) com o governo na Secretaria de Educação (SEC). Já está também previsto no calendário de mobilização do movimento docente a realização de assembleias no dia 16 de setembro para a discussão sobre deflagração de greve.
Desde o mês de abril, as Associações Docentes tentam negociar com o governo um plano de recomposição salarial. O governo só cedeu à mesa de negociação após a decisão das assembleias docentes pelo indicativo de greve, aprovado em junho. A proposta de reajuste salarial do movimento docente é de três reajustes de 5,5%, nos meses de janeiro/2025, janeiro/2026 e dezembro/2026, respectivamente, totalizando 17,42% em dois anos (2025 e 2026), com respeito à data-base em janeiro.
A proposição dos professores é fruto das discussões em assembleias e considera as previsões de inflação para 2024 e 2025 do Boletim Focus, correspondendo a um ganho real, acima de inflação, de 4,1% ao ano, com respeito a data-base de janeiro. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), docentes das universidades estaduais acumulam uma perda salarial de 35% desde 2015.
As últimas rodadas de assembleias foram marcadas pelo rechaço da categoria a todas as propostas de reajuste do governo por considerá-las insuficientes. A nova atualização da proposta do governo para o movimento docente consistiu em três parcelas de reajuste salarial de 5,7%, nos meses de janeiro/2025, janeiro/2026 e dezembro/2026, respectivamente, como acordo salarial para os anos de 2025, 2026 e 2027, o que significa um ganho real de apenas 1,15% ao ano. Isso soma, de acordo com os cálculos do movimento docente, ganho real somente de 3,5% em três anos, caso as inflações de 2024, 2025 e 2026 fiquem na referência do atual teto da meta inflacionária do Banco Central. Ainda de acordo com os cálculos do movimento docente, se a inflação dos anos de 2024 a 2026 ficar dentro das previsões do último Boletim Focus, a nova proposta representa apenas 5,2% de ganho real entre 2025 e 2027, ou seja, 1,7% ao ano de ganho real.
“O nosso histórico é de muitas perdas e, na disposição de negociar, já flexibilizamos e muito a nossa proposta de índice de reajuste salarial, principalmente se considerarmos todo o cenário e números levantados pelo DIESSE. Mas o que está sendo imposto pelo governo à nossa categoria são condicionantes que nos desrespeitam e desvalorizam.” explicou Marcelo Lins, presidente da Adusc e Coordenador do Fórum das Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia.
Vai ter greve?
A avaliação das diretorias das Associações Docentes é que ter greve ou não depende do governador. “Com as propostas colocadas em mesa até agora o que está posto é que o governador está nos empurrando para a greve. Queremos uma proposta razoável. Esperamos avançar no dia 11 de setembro, mas as nossas assembleias já debaterão no dia 16 de setembro a pauta da deflagração da greve. As assembleias que definirão os próximos passos acontecerão no mesmo dia em todas as universidades estaduais baianas”, reafirmou Lins.
Confira as informações de local e horário das rodadas de assembleias docentes que discutirão a deflagração da greve na próxima segunda-feira, dia 16 de setembro.
UEFS: Auditório 2 (Módulo 1) às 16h45
UNEB: Auditório da ADUNEB – Campus Salvador às 16h40
UESC: CÉU (Térreo do Pav. Adonias Filho) às 9h
UESB: Auditório da ADUSB – Campus Vitória da Conquista às 16h30
Professores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) não aceitaram a proposta de recomposição salarial do governo. Em reunião na quinta-feira (29), os docentes ainda aprovaram uma paralisação no dia 11 de setembro.
A Associação dos Docentes da UNEB (Aduneb) afirma que as perdeas salarias devido a falta de recomposição da inflação, desde 2015, chegam a 35%. A atual proposta do governo, que foi rejeitada pela categoria, previa o pagamento tendo como base o teto da inflação de 4,5%, mais um acréscimo de 1,2%.
De acordo com a direção do sindicato, até o momento não foi apresentada nenhuma proposta satisfatória sobre a recomposição salarial.
A próximo reunião com o governo estadual acontece no dia 11 de setembro, mesmo dia da paralisação. Na data, a categoria deve apresentar uma contraproposta.
As atividades em todas as universidades estaduais da Bahia estão paralisadas nesta segunda-feira (19). O calendário de mobilização da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) teve início às 8h, com um ato no pórtico da instituição e café da manhã para professores e professoras.
De acordo com a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs), às 10h, será realizada uma reunião ampliada com o tema Política de Ciência e Tecnologia.
“A participação nas atividades de mobilização é fundamental para fortalecer o movimento docente num momento decisivo para as negociações com o governo. Na mesa de negociação que ocorrerá no período da tarde do dia 19 de agosto, em Salvador, o Fórum das ADs apresentará a nova contraproposta de reajuste aprovada por unanimidade pela categoria que segue com indicativo de greve. Uma possível radicalização do movimento está atrelada ao andamento das negociações, portanto, a hora é de intensificação das lutas”, diz a publicação da Adufs nas redes sociais.
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) divulgou, no Diário Oficial do Estado (DOE), deste sábado (3), a portaria que autoriza a Superintendência de Recursos Humanos da Educação a proceder a análise dos requerimentos de licença-prêmio para fruição ou conversão em pecúnia. Por meio do documento, fica estabelecido o quantitativo máximo de 2.100 licenças-prêmios convertidas em pecúnia e 200 licenças para fruição, a serem concedidas aos ocupantes do cargo de professor da carreira do magistério público estadual dos ensinos Fundamental e Médio, para o segundo semestre de 2024.
A concessão dos períodos de licença-prêmio para fruição alcançará, preferencialmente, o professor que tenha maior tempo de serviço no Estado; esteja sem afastamento de suas atividades há, pelo menos, dois anos; e esteja em efetiva regência de classe. A conversão dos períodos de licença-prêmio em abono pecuniário alcançará, preferencialmente, o professor que tenha maior tempo de serviço no Estado; não tenha sido beneficiado com a conversão da licença em pecúnia há, pelo menos, um ano; e esteja em efetiva regência de classe.
Os períodos averbados em qualquer esfera não serão contabilizados para efeito de tempo de serviço no Estado com o propósito de classificação nas listas classificatória e final. O professor somente poderá se afastar do exercício funcional para o gozo de licença-prêmio na data estabelecida no ato concessor para início do afastamento.
Na manhã desta sexta-feira (2), 500 estudantes do programa Jovem Aprendiz Feirense foram recepcionados pelas autoridades municipais no auditório da Faculdade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF).
O programa, que visa proporcionar qualificação profissional para os jovens, é realizado pela Prefeitura de Feira de Santana em parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (RENAPSI).
Estiveram presentes no evento de recepção, o prefeito Colbert Martins Filho, acompanhado da secretária de Educação, Anaci Paim, da secretária extraordinária de Juventude, Suelen Moreira, de demais autoridades municipais, alunos e pais beneficiados pelo programa, e os gestores do projeto.
Os estudantes selecionados desempenham funções administrativas nas escolas municipais, e nas secretarias da Prefeitura. Os jovens são contratados no regime CLT, ganhando mensalmente uma bolsa no valor de R$ 600 reais, incluindo vale-transporte, seguro de vida e 13º salário.
“Esse programa, além de ajudar a inserir o jovem no mercado de trabalho, contribui no desenvolvimento da postura cidadã, da ética, e das relações interpessoais. Nosso plano é combater a evasão escolar, permitindo que o jovem estude num período, e trabalhe em outro”, destaca a secretária de Educação, Anaci Paim.
Em suas palavras direcionadas aos pais, o prefeito Colbert Martins Filho reiterou o compromisso que a Prefeitura assume no desenvolvimento profissional desses jovens para o mercado de trabalho.
“O compromisso que nós da Prefeitura temos com a família de vocês, alunos, é imenso! Tenho certeza que muitos pais aqui presentes neste auditório, tiveram que abandonar os estudos para poder trabalhar quando era jovem. O nosso objetivo é que isso não se repita novamente! Queremos que os jovens de hoje não precisem mais fazer isso. Nós sabemos o quanto o poder da educação é transformador. Através do conhecimento, vocês, jovens, podem crescer na vida”, reitera o prefeito Colbert Martins Filho.
Diego Rocha, gerente da RENAPSI, deu as boas-vindas aos jovens ingressos no programa, que é um modelo de sucesso no estado de Goiás.
“Sem dúvidas, esse é o maior programa de inclusão social que Feira de Santana já viu! Hoje, iniciamos uma nova jornada cheia de oportunidades para o crescimento profissional de vocês, jovens. Aproveitem cada momento, cada oportunidade nesse processo, que será enriquecedor para a vida de vocês”, pontua Diego Rocha.
Durante o evento, uma das novidades anunciadas, é a formação de um grupo de jovens para representar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em Brasília/DF.
O objetivo é trabalhar com os jovens do programa, as ideias propostas pela ONU para o Desenvolvimento Sustentável, e prepará-los para falar sobre o assunto, como explica o diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil, Eduardo Athayde.
“Vocês, jovens, são protagonistas desses objetivos do Desenvolvimento Sustentável, sendo representantes do semiárido, observando o local onde vocês estão inseridos. Queremos levar um grupo de jovens para falar desses objetivos no que tange ao semiárido lá em Brasília”, explica Eduardo Athayde.
Ainda durante o evento, o estudante Luis Arthur Souza Santiago, beneficiado pelo programa, agradeceu a oportunidade.
“Agradeço muito aos professores que me incentivaram a estar nesse programa. Hoje eu falo para todos vocês: não desistam! Persistam! Esse programa pode transformar a vida de vocês”, agradece o estudante.
Presidente vetou trecho que estabelecia que os processos seletivos para ensino superior deveriam incluir conteúdo dos itinerários formativos
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, nesta quinta-feira, 1, a Lei que cria o Novo Ensino Médio. O petista vetou o trecho que estabelecia que os processos seletivos para entrada na universidade, como o Exame Nacional do Ensino Médio, deveriam incluir o conteúdo dos itinerários formativos, além das disciplinas da formação geral básica cobradas atualmente.
Para o governo federal, incluir temas específicos e flexíveis do currículo de formação poderia “comprometer a equivalência das provas, afetar as condições de isonomia na participação dos processos seletivos e aprofundar as desigualdades de acesso ao ensino superior”.
Outra parte vetada por Lula trata sobre a mudança nos processos seletivos para ensino superior, que valeria a partir de 2027. A gestão petista considerou a “perda de objeto” do parágrafo considerando que a primeira parte foi rejeitada.
Segundo o Palácio do Planalto, foram consultados os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Educação, dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial.
O Novo Ensino Médio
Em 2023, o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional o projeto inicial que tratava da nova estrutura curricular do Ensino Médio. Uma alteração no currículo foi aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer, em 2017, mas houve diversas críticas.
Em 2022, as regras começaram a ser aplicadas, mas foram suspensas em 2023 pelo governo Lula a fim de reavaliar e elaborar um novo projeto. O Novo Ensino Médio vai trazer diversas mudanças para o aluno e deve ser implantado em sala de aula em 2025.
O relator Mendonça Filho (União Brasil-PE) retirou a obrigatoriedade do ensino de espanhol e ajustou a carga horária. Ele alega que essa mudança vai permitir aos alunos que optarem pelo ensino técnico uma maior flexibilidade na escolha das disciplinas.
A aprovação representa uma vitória para o governo. Isso porque o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou no início do ano que a proposta seria uma prioridade da pasta.
Definição da carga horária no novo ensino médio
Durante a tramitação no Congresso, o principal ponto de impasse foi a definição da carga horária. O novo ensino médio foi planejado pelo governo Temer, em 2017, com a intenção de tornar a escola “mais atrativa”.
À época, Mendonça era o ministro da Educação. No primeiro trimestre deste ano, ele e Camilo tiveram discussões acaloradas sobre o tema. O relator defendia mais horas para disciplinas optativas, enquanto o ministro insistia em mais horas para disciplinas obrigatórias. A posição do governo prevaleceu.
Senado modifica proposta original
O texto mantém as 2,4 mil horas de formação básica e 600 horas de “itinerário formativo”, o que permite a escolha de disciplinas de interesse.
No entanto, a carga horária para o ensino técnico gerou debates. A versão que teve aprovação da Câmara em 20 de março foi modificada no Senado, onde a relatora, Professora Dorinha (União Brasil-GO), optou por uma ampliação gradual da carga horária para os cursos técnicos.
Revisão final do relatório do novo ensino médio
O relatório aprovado e enviado à sanção de Lula voltou ao dispositivo original, com 2,1 mil horas para formação básica e 900 horas para “itinerário formativo” para quem optar pelo ensino técnico, podendo estender para 1,2 mil horas, dependendo do curso.
A obrigatoriedade do ensino de espanhol foi outro ponto de divergência entre deputados e senadores.
O Senado incluiu o ensino de espanhol no texto, mas o dispositivo foi retirado do relatório final, apesar das críticas de deputados de esquerda que defendem a integração latino-americana. O “notório saber” também voltou ao relatório final.
Mendonça incluiu um trecho que permite que profissionais com “notório saber” possam dar aulas em disciplinas técnicas e profissionalizantes, mesmo sem formação oficial
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, visitará à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) para colocar a pedra fundamental na construção do novo Centro de Educação Básica, o CEB II.Segundo informou a reitora Amali Musse ao portal Acorda Cidade, o novo CEB contará com 12 salas de aula, todas com ambientes adequados, e vai substituir as atuais instalações do Ensino Fundamental, que atualmente funcionam no Centro Social Urbano (CSU), trazendo-as para dentro do campus da Uefs.Segundo ela, a nova escola atenderá cerca de 800 a 900 crianças, oferecendo ensino do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
Além disso, o auditório central da universidade também passará por uma reforma geral. “Depois de muitos anos, o auditório vai receber o tratamento que ele merece, com melhorias na acústica, novas poltronas, e todas as adequações necessárias para que o espaço esteja à altura de uma universidade como a de Feira de Santana”, informou a reitora ao Acorda Cidade.
Ela afirmou que as licitações para as obras já foram finalizadas, e o prazo para recursos já expirou. “As empresas responsáveis pelas construções compareceram à universidade esta semana e estão preparadas para iniciar as obras na próxima semana”, ressaltou.
As licitações para as obras foram publicadas no Diário Oficial do Estado no dia 15 de março.