Anúncio oficial recua de medida que afetaria transferências de brasileiros para fora do país
Governo projetava receita adicional de R$ 20,5 bilhões em 2025 e de R$ 41 bilhões em 2026 com a nova cobrança | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Fazenda recuou da decisão que aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em aplicações realizadas por brasileiros no exterior. O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações.
A pasta oficializou a medida nesta quinta-feira, 22, mas, em suas redes sociais, anunciou que a revogará por meio de um novo decreto presidencial.
A proposta previa a cobrança de 3,5% de IOF sobre transferências para contas externas destinadas a investimentos. Com a revogação, a alíquota volta ao patamar anterior de 1,1% — desde que a finalidade da operação seja comprovadamente voltada ao investimento.
Como resultado, a decisão ocorre menos de 24 horas depois do anúncio da alta de impostos que também englobava compras internacionais via cartão de crédito, contribuições a planos de previdência superiores a R$ 50 mil mensais e empréstimos empresariais.
A reação negativa de investidores pressionou o dólar e derrubou o bom humor do mercado, o que fez a equipe econômica revisar a estratégia. Especialistas do setor financeiro alertaram para o risco de inviabilização de investimentos internacionais por brasileiros.
Fundos que hoje diversificam carteiras no exterior não recolhem IOF nem Imposto de Renda, e o novo imposto tornaria essa prática desvantajosa, ao encarecer cada operação em até 3,5%.
Governo alega buscar isonomia entre pessoas físicas e empresas que já pagam IOF
Ao justificar o aumento, a Fazenda afirmou que buscava isonomia entre pessoas físicas e empresas que já pagam IOF ao aplicar recursos fora do país.
O recuo, no entanto, foi classificado como um ajuste necessário e feito com base no “equilíbrio” e na escuta da sociedade, conforme nota oficial.
Tributaristas consultados pelo Estadão mostram que, mesmo com a revogação, ainda pairam dúvidas sobre o alcance da norma anterior.
Eles avaliam que a mudança poderia afetar, inclusive, aportes de matrizes nacionais em subsidiárias no exterior — hoje isentos de IOF. A alteração deve impactar a expectativa de arrecadação.
O governo projetava receita adicional de R$ 20,5 bilhões em 2025 e de R$ 41 bilhões em 2026 com a nova cobrança. A Fazenda, no entanto, ainda não detalhou qual será o impacto fiscal depois do recuo.
A volatilidade no câmbio refletiu o impasse. Depois da sinalização de cortes de gastos na ordem de R$ 31,3 bilhões no Orçamento deste ano, o dólar vinha recuando. A reversão do IOF, porém, fez a moeda norte-americana inverter a trajetória e fechar em alta.
Projeto que cumpre muitas das promessas de campanha do presidente americano foi aprovada na Câmara dos Deputados do país
Foto: Arquivo/Agência Brasil
O dólar à vista opera com leve alta ante o real nas primeiras negociações desta quinta-feira (22), enquanto investidores reagem à aprovação da legislação tributária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Câmara dos Deputados americana, e aguardam o Relatório de Receitas e Despesas do Brasil.
Segundo matéria do InfoMoney, o projeto tributário aprovado cumpre muitas das promessas de campanha de Trump, como a concessão de novas isenções fiscais sobre gorjetas e empréstimos para automóveis, além do aumento nos os gastos com as Forças Armadas e o controle das fronteiras.
A legislação acrescentará cerca de US$ 3,8 trilhões à dívida de US$ 36,2 trilhões do governo federal na próxima década, de acordo com o independente Escritório de Orçamento do Congresso.
No Brasil, a divulgação do relatório bimestral será seguida por uma coletiva de imprensa que contará com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, entre outros.
Qual a cotação do dólar hoje?
Às 9h11, o dólar à vista BRBY subia 0,38%, a R$ 5,665 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha baixa de 0,04%, a 5.674. Na quarta-feira (21), o dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a R$5,6413.
Mercado reagiu à divulgação do IBC-Br, prévia PIB, que apontou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2025M
Foto: Jorge Araújo/Fotos Públicas
O dólar comercial encerrou o pregão desta segunda-feira (19) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,655. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), subiu 0,32% e fechou aos 139.636 pontos, atingindo seu recorde nominal histórico. Durante o dia, o índice chegou a ultrapassar os 140 mil pontos pela primeira vez, alcançando a máxima de 140.203,04 pontos.
O mercado reagiu à divulgação do IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que apontou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores. O indicador, calculado pelo Banco Central, reforça a percepção de atividade econômica mais aquecida.
Apesar do avanço, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer elevada por um período “bastante prolongado”. Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic é o principal instrumento para conter a inflação, e a sinalização de manutenção em níveis altos pode indicar uma estratégia de desaceleração da economia.
Parte do mercado financeiro acredita que o ciclo de alta dos juros pode ter chegado ao fim, mas Galípolo reiterou que “faz sentido” manter a política monetária em patamar mais restritivo por mais tempo do que o habitual.
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.862 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (14). Os números sorteados foram: 02 – 04 – 14 – 18 – 22 – 44. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 60 milhões para o próximo sorteio.
Apesar de ninguém ter acertado o prêmio principal, 139 apostadores que acertaram a quina e vão receber R$ 26.070,20 cada. Já a quadra, 8.156 apostas cravaram quatro números e embolsarão R$ 634,72 cada.
O próximo sorteio acontece nesta quinta (15), às 20h no horário de Brasília. As apostas podem ser feitas até as 19h, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, espalhadas por todo o país, ou através da internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Alimentação adequada custa R$ 432 por pessoa e compromete mais de 20% da renda média do país
A inflação dos alimentos pesa mais para as famílias vulneráveis, diz o estudo | Foto: Reprodução/Agência Brasil
O custo de uma cesta básica ideal, no Brasil, é de R$ 432 por pessoa, e mais de 70% da população não tem renda suficiente para pagá-la. O dado foi divulgado pelo Instituto Pacto Contra a Fome, com base na edição mais recente do Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação dos Alimentos.
Em abril de 2025, esse valor correspondia a 21,4% da renda média per capita nacional, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada no dia 8. De acordo com o estudo, mais de 30% da população gastaria mais da metade de seus rendimentos para realizar refeições de acordo com essa referência.
O levantamento mostra ainda que cerca de 21,7 milhões de brasileiros vivem com uma renda mensal inferior ao valor da cesta. Isso representa mais de 10% da população.
Inflação: aumento da cesta básica atinge mais as famílias pobres
Em abril, o grupo alimentação e bebidas registrou inflação de 0,82%, puxada pelos aumentos da batata (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%). Esses itens tiveram forte impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
O índice geral no mês ficou em 0,43%, o que reforça o peso da inflação alimentar sobre o custo de vida, especialmente para famílias de baixa renda. O estudo mostra também que o impacto da inflação alimentar sobre famílias vulneráveis pode ser até 2,5 vezes maior do que sobre famílias de alta renda.
Medida marca uma trégua temporária na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo e foi celebrada por investidores ao redor do globore
Foto: Karolina Grabowska/Pexels
Os Estados Unidos e a China anunciaram nesta segunda-feira (12) um acordo para reduzir de forma significativa, por um período inicial de 90 dias, as tarifas sobre produtos importados um do outro. A medida marca uma trégua temporária na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo e foi celebrada por investidores ao redor do globo.
Segundo comunicado conjunto divulgado por ambos os governos, os EUA vão cortar suas tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30% até 14 de maio. Em contrapartida, a China reduzirá suas tarifas sobre bens americanos de 125% para 10%.
O entendimento foi firmado após um fim de semana de negociações em Genebra, na Suíça, que foram classificadas como produtivas pelos dois lados. No texto, os países afirmam reconhecer “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”.
Como parte do acordo, foi criado um mecanismo permanente para continuidade das discussões, que será liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial americano, Jamieson Greer. As reuniões poderão ocorrer alternadamente nos dois países ou em território neutro.
O alívio nas tensões tarifárias foi bem recebido pelos mercados. Os futuros dos principais índices americanos reagiram em alta durante as negociações na Ásia: Dow Jones subiu mais de 2%, S&P 500 avançou quase 3% e o Nasdaq Composite, impulsionado por ações de tecnologia, teve alta superior a 3,5%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também registrou valorização acima de 3%.
A guerra comercial, iniciada durante o governo Donald Trump, havia elevado tarifas bilaterais a níveis inéditos, pressionando cadeias produtivas globais e alimentando temores de recessão. O novo acordo é visto como um primeiro passo para a reaproximação econômica entre Washington e Pequim.
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.860 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (8). Os números sorteados foram: 02 – 05 – 17 – 24 – 38 – 57. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio, marcado para sábado (10).
Apesar de ninguém ter acertado o prêmio principal, 119 apostadores que acertaram a quina e vão receber R$ 25.909,13 cada. Já a quadra, 6.632 apostas cravaram quatro números e embolsarão R$ 664,13 cada.
O próximo sorteio será às 20h no horário de Brasília. As apostas podem ser feitas até as 19h, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, espalhadas por todo o país, ou através da internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
País sai da 4ª posição depois de queda da Argentina e fica atrás apenas de Turquia e Rússia, respectivamente
Banco Central divulgou decisão sobre juros, nesta quarta-feira, 7 | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
No ranking mundial de juros reais para o mês de junho de 2025, o Brasil subiu da quarta para a terceira posição. Apesar de uma ligeira redução no quesito, de 8,79% para 8,65% ao ano, a queda acentuada na taxa de juros da Argentina, de 9,35% para 3,92% ao ano, contribuiu para a mudança. Os argentinos caíram do segundo para o oitavo lugar.
A lista, elaborada pelo Portal MoneYou e Lev Intelligence, levou em consideração dados de 40 países e calculou uma taxa média global de 1,6% ao ano. Para o Brasil, considerou a inflação projetada para os próximos 12 meses, estimada em 5,35%, com base no relatório Focus do Banco Central. Avaliou, ainda, os juros de mercado projetados para o mesmo período, com o contrato de Depósito Interbancário.
Ranking de juros reais entre países do mundo; Brasil ocupa o 3º lugar | Foto: Reprodução/Folha
Agora, o país governado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou atrás apenas de Turquia e de Rússia, respectivamente, na lista de juros reais. Enquanto o líder tem taxa de 10,57% ao ano, o vice-colocado tem índice de 9,17% ao ano.
Banco Central eleva taxa básica de juros
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Nesta quarta-feira, 7, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14,75% ao ano.
Em termos nominais, o Brasil mantém-se na quarta posição do ranking mundial, atrás da Turquia, que aumentou sua taxa de juros de 42,5% para 46% ao ano. A Argentina e a Rússia mantiveram suas taxas em 29% e 21%, respectivamente. A média das taxas nominais nos países avaliados é de 6,11% ao ano.
Os dados sugerem que o movimento de aperto monetário perdeu força. Apenas 6% dos países aumentaram suas taxas de juros, enquanto a maioria as manteve estáveis.
Investidores se mostram mais otimistas para a possibilidade de redução das tarifas aplicadas pelo presidente americano Donald Trump
Foto: Freepik
O dólar à vista opera com alta ante real nas primeiras negociações desta terça-feira (6), enquanto investidores seguem aguardando o anúncio de novos acordos comerciais dos Estados Unidos com seus parceiros, e já com as decisões do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil, que ocorrem nesta quarta-feira (7), em foco.
Segundo matéria do InfoMoney, investidores ficaram mais otimistas sobre possíveis acordos entre os Estados Unidos e seus parceiros, para reduzir as tarifas, após o presidente americano, Donald Trump, sinalizar que a possibilidade de diálogo com a China sobre a guerra tarifária.
Qual a cotação do dólar hoje?
Às 9h10, o dólar à vista subia 0,15%, aos R$ 5,698 na compra e R$ 5,699. No ano, a divisa acumula baixa de 7,91%. Na B3, o dólar para junho, atualmente o mais líquido, subia 0,05%, aos 5.736 pontos. Na segunda-feira (5), o dólar à vista fechou em alta de 0,61%, a R$5,6905.
O Banco Central realiza, nesta sessão, um leilão de até 25.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de junho de 2025.
Medida encerra um período de cinco meses com bandeira verde, sem cobrança adicional
Foto: Divulgação/ Neoenergia Coelba
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou a aplicação da bandeira tarifária amarela nas contas de luz a partir desta quinta-feira (1º), com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A medida encerra um período de cinco meses com bandeira verde, sem cobrança adicional.
A mudança reflete a redução no volume de chuvas, típica da transição do período úmido para o seco. Segundo a Aneel, as previsões de precipitação e vazões dos reservatórios estão abaixo da média histórica para os próximos meses, o que pressiona a geração de energia pelas hidrelétricas.
Com isso, cresce a possibilidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais alto de produção. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado justamente para sinalizar ao consumidor os custos reais da geração de energia no país.
A última vez que a bandeira amarela havia sido acionada foi em novembro de 2024. Desde então, as condições climáticas favoráveis permitiram a manutenção da bandeira verde até o fim de abril deste ano.