Separação da cantora Iza e do atleta Yuri Lima levantou a discussão nas redes sociais nesta semana
Discussão começou nas redes sociais após Iza anunciar término com Yuri Lima Vershinin/iStock / Getty Images Plus
A cantora Iza, 33, comoveu o Brasil ao revelar a separação do jogador Yuri Lima, 29, com quem espera sua primeira filha. O término aconteceu na última quarta-feira (10), após a artista acusar o atleta de traição e receber prints de uma conversa dele com a criadora de conteúdo adulto Kevelin Gomes.
A separação causou tanto alvoroço nas redes sociais que gerou um debate sobre monogamia e não-monogamia, com gente afirmando que relação aberta é a solução para evitar traição. Outros, no entanto, discordaram da ideia: “Como se não existisse quebra de confiança em qualquer tipo de relacionamento”, disse um internauta.
Mas, afinal, um relacionamento aberto é uma “solução” para evitar que traições ocorram? Ou é possível ser traído mesmo quando o parceiro tem a “permissão de ficar com outras pessoas”? O que, no fim das contas, é um relacionamento aberto?
Pensando nisso, a CNN conversou com especialistas e adeptos da modalidade de relação para entender como funciona e as regras.
O que é relacionamento aberto e quais são suas regras?
O relacionamento é um método de relacionamento em que duas pessoas estão comprometidas uma com a outra romanticamente, mas que é permitido sair, beijar ou se relacionar sexualmente com outras pessoas – desde que essas coisas façam parte do acordo entre os dois.
O que uma pessoa pode ou não fazer num relacionamento aberto depende das regras que as duas pessoas que estão se relacionando criam para o relacionamento.
Enquanto a monogamia é quando um casal só se relaciona afetiva e sexualmente entre si, o relacionamento aberto consiste em uma flexibilização afetiva e/ou sexual do casal, de acordo com regras estabelecidas pelas duas partes. A psicóloga Larissa Fonseca, doutoranda em sexualidade feminina, afirma que para a relação não-monogâmica funcionar é fundamental acordos claros e comunicação constante. “A base é o consentimento, cumplicidade e o respeito mútuo, garantindo que todos os envolvidos se sintam seguros e valorizados”, diz.
Segundo a psicanalista Mariana Ribeiro, mestranda na investigação psicanalítica de ciúmes e exclusividade amorosa, existem muitas possibilidades em uma relação aberta, com combinados mais ou menos restritivos. Há casais que só ficam com terceiros em festas, sendo que outros até podem ter relações sexuais – mas fora de casa.
“Tem muitos casais que querem manter a exclusividade afetiva, então podem ficar com outras pessoas, podem transar, mas não podem se apaixonar. Mas também tem casais abertos que são mais livres, que permitem até se apaixonar e que não têm nenhuma regra em relação a uma exclusividade”, explica.
Ela ainda destaca que “cada casal que decide abrir o relacionamento ou começar uma relação aberta vai ter que ir pensando junto cada um desses detalhes, o que eles querem e quais que eles querem que sejam os limites”.
“Ele trazia outra menina para dormir em casa”
De acordo com a psicóloga Larissa Fonseca, há traição em qualquer tipo de relação, seja monogâmica ou não. “Depende dos acordos e expectativas individuais. Se um parceiro quebra esses acordos, a confiança é comprometida, configurando a traição”, afirma.
Ou seja: estar num relacionamento aberto não te impede de ser traído, mesmo que seu parceiro tenha sua permissão para beijar outras pessoas, por exemplo.
Foi o caso da analista de produto Marisa Bilard, 29, que viveu uma traição em um relacionamento aberto. Ela combinou com o namorado que ele poderia sair com outras pessoas, mas não com amigos próximos — e nem dormir com pessoas em casa. O rapaz, no entanto, não seguiu essas regras.
Marisa descobriu pela cunhada que ele dormia com uma pessoa em casa, quando ela estava fora viajando. “A irmã dele me disse: ‘Só estou te avisando porque estou com dó de você, enquanto você estava viajando, ele trazia outra menina para dormir aqui’. Meu mundo caiu, não achava que ia ser corna em um relacionamento aberto”, disse à CNN.
Além disso, meses depois, a analista sonhou que ele ficou com uma amiga enquanto estavam juntos e, ao contar o sonho para o jovem, confirmou mais uma traição da parte dele.
Relacionamento aberto com quem não é maduro não é a solução dos problemasMarisa Bilard, analista de produto
A jornalista Raquel*, que aceitou dar seu depoimento sob condição de anonimato, viveu uma situação similar quando se relacionou com uma mulher pela primeira vez. Um dos únicos combinados que elas tinham era o de sempre se conversarem e avisarem, logo no começo, caso se envolvessem romanticamente com alguém.
Raquel conta que a parceira sumiu durante um final de semana e reapareceu no domingo à noite. Para justificar a ausência, ela disse estar emocionalmente abalada, mas não explicou o porquê. Na segunda-feira, Raquel pediu para conversarem novamente — e a namorada contou que conheceu alguém. A jornalista, então, entendeu que foi “uma pessoa aleatória”, diz ela. As duas terminaram em seguida, mas em bons termos.
“Meses depois, descobri, pelo Instagram, que, na verdade, não foi uma pessoa aleatória que ela conheceu no bar. Era uma pessoa com quem ela estava trocando ideia e elas combinaram de se encontrar em um bar para ter um date”, completa.
A não-monogamia e o relacionamento aberto são a para evitar a traição?
A psicanalista Mariana Ribeiro cita Brigitte Vasallo, autora de livros como “Pensamento Monogâmico, Terror Poliamoroso” (em tradução literal do espanhol), para defender que a estrutura da monogamia se baseia em uma hierarquia: a relação do casal seria mais valiosa do que outras, como a da amizade. Também seria uma forma de garantir a transmissão da herança e dos bens acumulados para, por exemplo, os filhos. Por isso, a exclusividade afetiva e sexual.
Mesmo assim, Mariana afirma que a não-monogamia não é uma solução para a traição, mas defende que a quebra da confiança tem relação com a lógica da monogamia. Isso porque, para a psicóloga, a traição masculina em um relacionamento heterossexual, historicamente, sempre ocorreu e “foi legalizada”.
Mulheres que traem, ainda hoje em dia, são muitas vezes assassinadas ou têm seu valor questionado, diz ela. Um julgamento pelo qual homens, quando agem da mesma forma, não passam.
A não-monogamia só seria uma solução caso os envolvidos não quisessem reprimir seus desejos afetivos ou sexuais. “Mas eu acho que seria ingenuidade supor que essa seja a única razão pela qual as pessoas traem”, continua.
A mentira tem um papel fundamental na construção da individualidade da criança, para que ela possa reconhecer aquilo que é próprio dela, aquilo que é diferente do que a família sempre propôsMariana Ribeiro, psicóloga
Segundo Ribeiro, para muitos, a traição pode ter um efeito semelhante a essa fase infantil. “O importante [para traidores] não é poder ficar com outras. O importante é poder romper algo que foi combinado. O importante é justamente poder trair. Para quem tem o prazer simplesmente no desobedecer a lei, enquanto houver qualquer lei que seja, haverá traição”, finaliza.
A psicóloga e autora de empoderamento feminino Najma Alencar diz ser muito complexo lidar com a traição, que desperta sentimentos como decepção, tristeza e raiva. “É muito sério quando acontece uma traição já que, emocionalmente falando, é um trauma. […] O que pode ajudar nesse processo de recuperação é que não tem como fugir das emoções. Evitar as emoções pode prolongar ainda mais o sofrimento”, afirma à CNN.
A profissional também destaca que a traição diz respeito a quem trai e o autocuidado nesta fase. “A traição é uma escolha do outro, não é um reflexo seu e nem sobre você. Inclusive, também é importante estar com a família e os amigos”, continua.
“Não estamos falando de uma situação, mas de um trauma, e se ele não for cuidado da melhor forma possível, pode atrapalhar sua vida e os próximos relacionamentos”, completa.
Com isso, entende-se que estamos todos sujeitos à traição — seja ela em uma relação monogâmica ou não. Afinal, há quem tenha o desejo de trair pela diversão de viver algo proibido ou até quem não está bem resolvido com seus próprios desejos, e acaba ficando com outras pessoas. O importante, quando isso acontecer, é cuidar e entender que a traição diz respeito ao traidor, e não à pessoa traída.
Aprenda a fazer massagem Yoni, que promete orgasmos turbinados Imagem: Canva
Yoni é uma palavra do sânscrito, idioma ancestral do Nepal e da Índia, e quer dizer “passagem divina”, “lugar de nascimento”, “fonte de vida”, “templo sagrado” e, ainda, o órgão sexual feminino. É considerado igualmente um símbolo de Shakti, a deusa indiana suprema.
No Tantra, conjunto de escrituras com uma série de condutas para viver bem e aproveitar a sexualidade de maneira plena, a massagem Yoni é direcionada 100% à vulva. São toques e movimentos suaves que produzem sensações diferentes das vivenciadas no sexo tradicional e que fazem um bem danado à autoestima, além de abrirem o caminho para orgasmos poderosos.
Para que serve?
A Yoni não é só um tipo de masturbação “turbinada”. É uma maneira de alcançar o prazer, sim, mas principalmente uma fonte de autoconhecimento para a mulher. Segundo o Tantra, a energia corporal é análoga à energia sexual. Por isso, a Yoni pode movimentar a energia Kundalini, que fica na base da coluna, perto do períneo, e propagá-la por todo o corpo.
Tão potente quanto a técnica do pompoarismo, essa massagem melhora o tônus muscular da região genital, a irrigação sanguínea, facilita o orgasmo, melhora a lubrificação vaginal, libera endorfinas e alivia os sintomas da TPM (tensão pré-menstrual). Ela é tida ainda como um processo de cura para mulheres que sofrem de distúrbios sexuais como vaginismo, dispaurenia e anorgasmia, além de ajudar a superar traumas e abusos.
Segundo especialistas é comum que, durante a massagem, a mulher se emocione por conta de conteúdos emocionais que vêm à tona, como dores e tristezas profundas. Nesses casos, vale reforçar que a massagem por si só não consiste em um tratamento, embora possa ajudar. O ideal é consultar um ginecologista e um terapeuta sexual. E, por último, é bom frisar que o objetivo da Yoni não é o orgasmo, mas ele costuma ser uma consequência das sessões, pois a reação vem da irrigação potente das células nervosas.
Como funciona?
A mulher pode praticá-la sozinha, na intimidade, ou pedir para o parceiro fazer. O importante é ter um conhecimento prévio e profundo da anatomia feminina para saber direitinho onde tocar. Por essa razão, os especialistas também recomendam que a mulher experimente primeiro a sós. As regras básicas da Yoni são: realizar os movimentos de baixo para cima e de dentro para fora, deixando o clitóris sempre para o final.
Para começar, faça uma pinça com seus dedos, usando seu polegar no lado de fora de um dos grandes lábios e a lateral do indicador na parte interna dele. Os movimentos são leves, mas com uma pressão que seja possível sentir. Suba e desça seu polegar, explorando a parte de cima e depois a de baixo, próxima ao ânus. Repita no outro grande lábio.
Em seguida, parta para um dos pequenos lábios. Os movimentos são bem parecidos, mas como eles são mais fininhos podem “escapar”, por isso vá com calma. Faça o mesmo no outro pequeno lábio.
Por fim, chegue ao clitóris. Em vez de ir direto à glande dele – aquela parte mais inchadinha -, dedique-se a uma das laterais, usando a ponta do indicador e do polegar para pinçar o corpo do clitóris, mas não a “cabecinha”. Depois, passe para a outra lateral. Se perceber algum sinal de dor ou incômodo, tente diminuir a pressão ou o ritmo. E, por fim, se ainda não tiver atingido o clímax, é hora de estimular o clitóris.
Toda a massagem deve ser feita com óleo lubrificante à base de água, que facilita o deslize e não causa alergias. Para praticar a Yoni com o parceiro, a mulher precisa ficar deitada de barriga para cima com um travesseiro sob a cabeça e outro debaixo do quadril, para elevar a pélvis. Ao dobrar os joelhos, a vulva fica exposta ao homem, que deve se sentar entre as pernas da parceira com as pernas cruzadas. Importante: uma massagem sensual antes, sem estimular a região genital, ajuda a mulher a relaxar e a entrar no clima.
Quanto tempo dura?
Não há indicação de tempo específico, mas é bom dedicar pelo menos uns 10 minutos em cada estímulo. A única recomendação é a de que não se tenha pressa por resultado nem alta expectativa pelo orgasmo. Foco no caminho – fortalecimento da consciência de toda a região – e não na linha de chegada.
Quais as contra-indicações?
Mulheres com feridas no colo do útero, portadoras de HPV e patologias ginecológicas devem buscar primeiro tratamento médico. Grávidas nos primeiros meses de gestação também devem evitar, pois os espasmos uterinos podem provocar contrações e consequente aborto espontâneo.
Fontes: Heitor G. Fagundes, terapeuta holístico especializado em Sexualidade Consciente; Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista; Tiago Brumatti, terapeuta tântrico; e Virginia Gaia, astróloga, taróloga e sexóloga holística
A hipergamia é uma prática de relacionamento em que alguém se sente atraído por um parceiro de nível socioeconômico superior ao dele
Uma forma de relacionamento pouco estudada tem se tornado cada vez mais popular na China e no Reino Unido. Trata-se da hipergamia, atração por pessoas de níveis socioeconômicos superiores. A tendência é procurar um companheiro com um status mais elevado que o da própria pessoa.
De acordo com o portal britânico The Sun, a hipergamia não é um fenômeno exatamente novo, mas ganhou força recentemente. Historicamente, muitas mulheres optavam por escolher um parceiro rico ou poderoso para garantir que elas (e os filhos) tivessem melhores recursos e proteção. Com o empoderamento feminino e a entrada da mulher no mercado de trabalho, a hipergamia mudou e, atualmente, envolve mais que isso.
“Isso reflete uma mudança no sentido de valorizar o crescimento e os benefícios compartilhados nos relacionamentos. Hoje, a ambição, riqueza e status continuam importantes, mas é essencial encontrar um parceiro que complemente e melhore a vida”, explicou a especialista em relacionamentos Emma Hathorn ao The Sun.
Hipergamia ganhou força recentemente; entenda como funciona esse tipo de relacionamento
O psicólogo Alexander Bez, também especialista em relacionamentos, ressalta que a hipergamia é uma condição de preferência pessoal, atendendo ao desejo que reside na configuração mental-emocional da pessoa. Segundo o expert, trata-se de uma questão que atende aos desejos individuais.
“Estar numa relação hipergâmica revela uma associação preferencial, e não uma questão apenas ligada à sobrevivência. Além disso, para que uma relação hipergâmica seja funcionalmente pragmática, há a necessidade de haver sentimentos mútuos envolvidos”, relata ao Metrópoles.
“Independentemente das questões inconscientes que levaram a mulher a estar inserida numa relação hipergâmica, os elementos de interesse comum, respeito, harmonia e compatibilidade necessitam estar presentes. Isso diferencia a hipergamia atual contemporânea daquela adotada há 50 anos”, emenda o expert.
A hipergamia é menos vista em países como Brasil e Estados Unidos, mas ainda existe. Mesmo que inconscientemente, algumas pessoas procuram parceiros que proporcionem estabilidade econômica, principalmente pelas redes sociais, devido à facilidade de dar unfollow em qualquer perfil que não atenda aos requisitos.
Adriana e Marcelo renovam anualmente um contrato de namoro desde 2019 Imagem: Acervo pessoal
A funcionária pública aposentada Adriana Melo Barbosa, 59, e o artista plástico Marcelo Bottaro, 57, namoram desde 2014, quando se conheceram em um curso.
O encontro se transformou em um relacionamento sério, e, em 2019, quando estavam prestes a completar cinco anos juntos, eles decidiram assinar um contrato de namoro.
Comecei a namorar com ele aos 49 anos. Tenho interesse em deixar meus patrimônios para os meus sobrinhos, e o Marcelo tem interesse pessoal em deixar bens para os filhos dele em caso de falecimento. Além disso, ele tem uma relação muito próxima com os irmãos e mora com eles; já eu, gosto de morar sozinha, ter minha independência. Então, quando escutei sobre o contrato de namoro, fomos logo a um cartório para saber mais sobre. Adriana Melo Barbosa
Embora estejam em um relacionamento sério há quase uma década, eles não vivem juntos e nem querem constituir família. Adriana conta que a ideia partiu dela, mas o companheiro topou sem hesitar. “Ele levou numa boa, sempre foi tranquilo em relação a isso, inclusive é ele quem me lembra de renovar o contrato.” Eles renovam o documento anualmente. O casal é de Belo Horizonte.
Adriana destaca a importância de ter encontrado uma alternativa legal que se alinha com seus desejos. Ela diz que o documento dá ao casal tranquilidade, clareza e segurança para a relação. E que não sofre julgamentos por ter escolhido formalizar o namoro. “Cada vez é mais normal e vejo que tem muita gente aderindo. É uma forma de proteção.”
O que é um contrato de namoro
O documento reconhecido em cartório visa a proteger os bens de ambos. O contrato de namoro é um instrumento relativamente novo no Brasil, diz a advogada Izabel Bajjani, especializada em direito de família e sucessões, principalmente após a lei não exigir mais prazo mínimo de relacionamento para a configuração da união estável.
O contrato serve para formalizar uma relação sem a intenção de constituição de família, como uma união estável ou casamento. Ele busca afastar a alegação de existência da união estável futura, seja pelas partes ou por terceiros. O documento é uma escritura pública, e deve ser firmado no Tabelionato de Notas.
Os tribunais e legisladores têm colocado a união estável muito próxima do casamento, quase que idênticas. A grande verdade é que a união estável é uma situação de fato, e o casamento é uma situação jurídica. Então, para você ter a tranquilidade de que não se enquadra na situação da união estável, é ideal que tenha o contrato de namoro. Izabel Bajjani
O principal benefício do contrato é a proteção patrimonial. Bajjani destaca que, enquanto a união estável implica em obrigações sucessórias e patrimoniais entre os parceiros, o contrato de namoro permite que os casais estabeleçam claramente suas intenções de não assumir essas responsabilidades, mesmo após anos de convivência.
Se beneficiam muitos casos: dois adultos maiores e capazes que estão felizes juntos, mas que não têm intenção de aplicar, naquela relação, os efeitos de uma instituição familiar; ou um casal que quer ‘testar’ antes o formato, sem se comprometer. Izabel Bajjani
Ela também diz que a medida pode proteger relacionamentos de rótulos confusos. “Às vezes, uma parte acha que vive uma união estável, e a outra parte, que está namorando. Se assina um documento confirmando que as duas partes se entendem como namorados ou que as duas partes se entendem como conviventes, você não tem discussões futuras, nem por eventuais herdeiros ou por terceiros.”
O contrato de namoro ganhou repercussão recentemente por causa do jogador da seleção brasileira Endrick. Ele e a namorada, Gabriely Miranda, celebraram um contrato do tipo, com cláusulas “peculiares”, como a proibição de uso de certas palavras no relacionamento.
Contrato de namoro x união estável x casamento
A principal diferença entre a união estável e o casamento é a forma como a relação é formada.Enquanto o casamento requer um contrato ou cerimônia formal diante de um juiz, a união estável é estabelecida de forma mais informal, por meio da convivência pública, contínua e duradoura entre o casal. No entanto, mesmo que o casamento ou a união estável sejam em regime de separação de bens, eles ainda têm obrigações, como a pensão alimentícia.
A família é como se fosse uma mini sociedade. Quando o judiciário te enxerga como família, ele te aplica um monte de regramentos que namorado não tem. ”
O contrato de namoro visa não apenas à separação de patrimônio, mas também à exclusão de obrigações familiares que poderiam ser atribuídas em uma união estável ou casamento. “Quando você afirma que aquela relação é um namoro e não um casamento ou união estável, que não tem intuito de constituição de família naquele momento, afasta todo aquele regramento dessa micro sociedade que é a entidade familiar”, diz a advogada.
Qual o conteúdo de um contrato de namoro?
O contrato de namoro pode incluir cláusulas diversas, desde definições claras sobre patrimônio até regras de interação nas redes sociais. O propósito principal, no entanto, não é regulamentar o comportamento cotidiano do casal, mas formalizar a não intenção de constituir uma família.
Embora ainda não seja amplamente difundido, Bajjani observa aumento na demanda por contratos de namoro nos últimos anos. Ele tem sido procurado principalmente por casais que desejam proteger seus patrimônios e evitar obrigações familiares indesejadas. O Brasil teve recorde de contratos de namoro em 2023 —foram 126 acordos do tipo, segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha. O aumento foi de 35% em relação ao ano anterior.
É uma tendência forte para todo mundo se sentir confortável de novo para voltar a ter relações mais próximas. Até 2017, a união estável tinha um regramento muito diferente do casamento para fins sucessórios. Mas o Judiciário começou a aplicar regras mais fortes e, diante disso, essa geração que não tem a ânsia de casar está tomando esse cuidado. Izabel Bajjani
Lembre-se: casas de swing não são para todo mundo Imagem: iStock
Casada há 15 anos, a autônoma Renata**, 40 anos, de São Paulo, e o marido decidiram ir às casas de swing. Os motivos? Uma pitada de curiosidade e o desejo de viver uma aventura em casal. As idas agradaram aos dois, que passaram a frequentar o local por bastante tempo, chegando a trocar de casal e até a fazer ménage.
“Eu podia me vestir igual uma periguete, dançar pelada no pole dance da balada, me fez sentir desejada. E essa sensação é muito boa! Mas era difícil o swing, de fato, acontecer – quando eu gostava do casal, meu marido não gostava. Às vezes, rolava até uma discussãozinha”, diz Renata.
O novo cenário fez com que o desejo entre marido e mulher aumentasse, mas, logo depois, a relação caiu na rotina de novo. Apesar disso, a autônoma diz não se arrepender de nada, já que naquela ocasião a experiência foi boa para eles.
Para ela, a troca de casais pode ser boa, mas, definitivamente, swing não é para todos. “A intimidade que se cria com pessoas próximas, que conhecemos por lá, faz com que elas acabem achando que têm a liberdade de interferir na vida do casal”, afirma.
Mas, afinal, swing é para quem?
O perfil da pessoa ou casal precisa ser de mente aberta, sem ciúme ou apego. É necessário curtir novidades com parceria e cumplicidade. Também é importante não haver tabu nem preconceito na relação e estar disposto a ir na mesma direção do par.
O swing será bom para casal que entende e tem seus combinados do que pode e do que não pode, de qual é a estrada que vão percorrer, em busca de quê, quais são os limites e qual é a hora de avançar, parar ou até mesmo retroagir, que entende que ninguém é dono de ninguém e, ainda assim, escolheu estar e ficar junto.
Do mesmo modo, é contraindicado para muitos. Afinal, pessoas ciumentas, possessivas e que não respeitam os prazeres e fantasias do par costumam não ter boas experiências no swing. Ser mais fechado para o que vai contra o tradicional também é um fatores impeditivo.
Outro público que pode não se dar bem são casais com histórico não resolvido de traição. Isso porque a situação pode trazer de volta toda a insegurança do episódio vivido. Sem tudo isso, na hora H acontecem as crises de ciúmes, as comparações entre os parceiros e as formas de tratamento, a desconfiança e o arrependimento.
Pontos positivos X negativos
Entre os prós da ida à casa de swing estão a quebra da rotina, a possibilidade de (re)acender o desejo, o sexo e o prazer, a busca por novas ou antigas fantasias, o fortalecimento dos vínculos, novos sentidos e a exploração de gostos, cheiros, toques e visão.
Entretanto, há um lado ruim. Possíveis problemas são esperados para quem é mais ciumento, possessivo e cabeça fechada. Mas não para por aí: se a intenção for frequentar o local para salvar a relação, também não deve funcionar.
Jamais se deve ir em busca de prazeres, quando o relacionamento estiver comprometido, com pequenas rachaduras ou grandes fraturas, pois com certeza será levado a óbito – se não de imediato, em curto espaço de tempo.
Os riscos com a saúde também devem ser considerados. É preciso ter cuidado com as relações desprotegidas. E, claro, a premissa não se limita às baladas liberais, porém, se deixar levar e não usar preservativo, por exemplo, pode levar às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Ir ou não ir, eis a questão
Em primeiro lugar, é preciso ter muita consciência sobre aquilo que se quer e entender que, mesmo o swing sendo apenas sobre sexo e não envolvendo amor, a prática pode trazer consequências emocionais individuais e, também, para o casal.
A primeira pergunta a fazer é: “Eu, como pessoa, tenho maturidade para segurar esse rojão?”, além de: ‘Meu relacionamento está suficientemente bem resolvido para passar por essa experiência sem abalos?”.
Antes de tomar essa decisão, vale, ainda, pesquisar mais a fundo sobre as casas de swing, a fim de entender melhor como são e o que costuma rolar por lá. Após isso, é bom esclarecer para si mesmo o porquê está querendo ir e ter plena certeza de que não agirá com ciúme ou possessividade, por exemplo.
Se a decisão é visitar a balada liberal, a principal dica é começar devagar, sobretudo porque os impactos da experiência podem ser diferentes para cada pessoa. Além disso, as profissionais lembram a importância de respeitar os combinados prévios.
Se não tiver certeza, não vá
Se há dúvida, não faça, independentemente de quem não esteja certo. Antes de partir para a casa de swing, é muito importante avaliar se não terá ciúmes, insegurança ou se seu par não irá apresentar esses sentimentos durante a troca de casais, ou até mesmo após.
Para resolver essa incerteza, a sugestão é imaginar a cena, pensar em como seria e, a partir disso, perceber como se sente. Se o que você sentir não for algo confortável, fale isso ao seu par. Não há momento que vale o risco de uma relação se não for saudável.
Experiências negativas nas baladas liberais podem trazer consequências bem negativas, impactando a vida pessoal e conjugal. Disso, podem surgir desconfortos, desconfianças extremas em diversas esferas e abalos na autoestima, podendo evoluir para um quadro depressivo.
Por isso, lembre-se: casas de swing não são para todo mundo. Como não é possível prever como alguém vai lidar ao ter seus sentimentos impactados pela experiência negativa, a decisão de ir (bem como a de experimentar de novo) precisa ter maturidade e ser muito bem pensada.
**Nome alterado a pedido da entrevistada.
Fontes: Claudia Petry, sexóloga clínica; Gislene Teixeira, sexóloga especialista em relacionamentos; e Lelah Monteiro, sexóloga e psicanalista
O cruzeiro sairá de Miami, na Flórida, com destino ao Caribe. Contudo, os viajantes precisam seguir regras rígidas
Atuando há três décadas com o público naturista, uma empresa de turismo norte-americana decidiu lançar, em 2025, uma nova proposta de passeio: um cruzeiro nudista pelo Caribe.
A proposta é criar uma experiência para explorar as paisagens paradisíacas da região, na qual os passageiros poderão passar a maior parte do tempo sem roupas enquanto estiverem na embarcação.
Intitulada de Big Nude Boat 2025 (Grande Barco Nu, na tradução para o português), a viagem será a bordo de uma embarcação com capacidade para 2.300 passageiros. A excursão partirá de Miami, na Flórida, e passará por pontos como Bahamas, Martinica e Ilha de São Martinho.
A experiência tem preços a partir de US$ 2 mil (cerca de R$ 10,3 mil) para uma pessoa em quarto duplo compartilhado. Além disso, o cruzeiro conta com regras rígidas e específicas de etiqueta — e, caso alguma não seja cumprida, o tripulante poderá ser expulso do navio.
Entre as normas estão, por exemplo, que, apesar de ser permitido ficar nu dentro do navio, nos passeios é preciso estar vestido; se o navio estiver atracado em algum porto, também é preciso usar roupas dentro da embarcação, incluindo a varanda das cabines. Segundo a empresa, os passageiros serão sempre avisados quando puderem voltar a ficar nus.
Além disso, em alguns ambientes do cruzeiro destinados às refeições também é exigido o uso de roupas que cubram seios e genitálias. Quando estiverem despidos, os viajantes deverão se sentar em cima de uma toalha. Lingeries e acessórios de fetiche estão proibidos.
Fotos são permitidas desde que haja consentimento. Contudo, em alguns áreas os cliques são vetados. Por fim, a empresa frisou que acariciar ou tocar inapropriadamente partes íntimas, do próprio corpo ou do de outra pessoa, é proibido.
Parte dessas mudanças está ligada ao mundo digital, especialmente às redes sociais, o que adia o início da vida sexual desses jovens, disse a pesquisadora ao Jornal da USP.
Novas estruturas familiares se criam: há formações com dois pais, duas mães e casais que vivem em residências separadas, o que demonstra uma ampla gama de alternativas de relacionamento. Em resumo, está ocorrendo uma redefinição das concepções sobre amor, família e mundo.
O que os números mostram
O Brasil teve uma queda nos casamentos na pandemia. Já em 2022, último período do levantamento do IBGE, o número de pessoas que assinaram os papéis para oficializarem a vida a dois foi de 970.041 —4% maior do que no ano anterior, mas ainda abaixo dos registros pré-pandemia.
Uma pesquisa também feita pelo IBGE em 2023 mostra que o número de pessoas solteiras no Brasil é de 81 milhões, enquanto as casadas somam 63 milhões.
Na contemporaneidade, ser mãe é um verdadeiro malabarismo entre diversas responsabilidades, desejos e expectativas. A maternidade nos tempos atuais não se resume apenas a dar à luz e cuidar do bebê; é uma jornada multifacetada que envolve educar, trabalhar, cuidar da casa e, ao mesmo tempo, enfrentar uma série de desafios emocionais e mentais.
A médica especialista em saúde mental e psiquiatria integrada, Luiza Lessa, afirma que a realidade é complexa. Ela ressalta que, apesar da alegria e do amor incondicional que acompanham a maternidade, muitas mães enfrentam inseguranças, sentimentos de culpa, solidão e exaustão física e mental, especialmente nos primeiros meses após o nascimento do filho.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registra um aumento preocupante nos casos de doenças mentais entre mães. “A pressão para conciliar todas as tarefas, somada às expectativas sociais e às mudanças hormonais pós-parto, contribui para esse cenário desafiador. A ansiedade e a depressão são as principais condições enfrentadas por mulheres em fase de maternidade, afetando significativamente sua qualidade de vida e capacidade de cuidar de si mesmas e de seus filhos”, afirmou a médica.
Um outro aspecto apresentado pela Dra. Luiza Lessa é a questão da autoexigência materna. Ela enfatiza que muitas mães se cobram excessivamente, buscando alcançar um padrão irreal de perfeição em todas as áreas de suas vidas. No entanto, é importante reconhecer que ninguém pode fazer tudo e ser excelente em tudo. Como a médica afirma: “Uma mãe não consegue ser boa em 100 % das coisas, porque isso simplesmente não é humanamente possível. Boa mãe é aquela que se permite ser 50 %, aceitando suas limitações e buscando apoio quando necessário”.
Mães Atípicas e a Necessidade de Resiliência
A Dra. Luiza também destaca a importância de reconhecer as mães atípicas, aquelas que enfrentam desafios únicos devido a circunstâncias especiais, como mães solo, mães de crianças com necessidades especiais ou mães que enfrentam condições de saúde mental. Para essas mulheres, a necessidade de resiliência é ainda mais evidente.
“Essas mães precisam lidar não apenas com os desafios comuns da maternidade, mas também com obstáculos adicionais que podem exigir um esforço extraordinário. A pressão para ser forte e se manter firme diante das adversidades pode ser esmagadora, tornando a resiliência uma ferramenta essencial para enfrentar os momentos difíceis e encontrar forças para seguir em frente”, pontuou acrescentando que “reconhecer e valorizar a força dessas mães é essencial para construir uma sociedade mais inclusiva e solidária, onde todas as mães possam encontrar apoio e compreensão em sua jornada única”.
A especialista orienta que nesse contexto, “é fundamental que essas mães tenham acesso a redes de apoio sólidas, que possam oferecer suporte emocional, recursos práticos e compreensão genuína. Cultivar a resiliência não significa enfrentar os desafios sozinhas, mas sim encontrar formas saudáveis de lidar com as dificuldades e buscar ajuda quando necessário”.
Fonte: Assessoria de Imprensa Cristiane Melo 75 99134-1324
Você já imaginou que o seu café da manhã poderia ter um impacto tão positivo na sua vida s3xual? De acordo com um médico, o café tem o potencial de tornar os orgasmos mais intensos, aumentar a libido e estimular o desejo s3xual.
Embora seja amplamente conhecido que o café ajuda as pessoas a despertarem pela manhã, pesquisas sugerem que a cafeína também pode intensificar os orgasmos e aumentar a excitação s3xual.
Freepick/@vecstock
Em resposta a um vídeo postado no TikTok que abordava os benefícios s3xuais do café, o Dr. Raj Karan, médico do NHS, explicou como a química presente na bebida afeta o corpo. Ele destacou que altas doses de cafeína dilatam os vasos sanguíneos e aumentam o fluxo sanguíneo, o que está diretamente relacionado com o orgasmo e a excitação sexual.
Embora apenas uma pesquisa em ratos fêmeas tenha sido realizada para explorar essa relação, descobriu-se uma correlação entre a ingestão de cafeína e a alta atividade s3xual nos animais. No entanto, não há garantia de que os mesmos efeitos ocorram em seres humanos.
Além disso, estudos separados mostraram que homens que consomem café têm menos chances de sofrer de disfunção erétil em comparação com aqueles que não consomem. Consumir duas a três xícaras de café por dia foi associado a uma redução significativa no risco dessa condição.
No entanto, é importante lembrar que o equilíbrio é essencial e que a cafeína, como qualquer substância, deve ser consumida com moderação.
Especialista explica as principais dúvidas acerca do aumento peniano. Procedimento cresce a cada dia entre os homens
Há muito se fala sobre aumento peniano. Contudo, diante de propagandas de técnicas duvidosas na internet e a indicação de cirurgia de aumento apenas para casos de micropênis e problemas de desenvolvimento peniano, pouca gente realmente sabe do que se trata o procedimento e de como ele funciona.
De acordo com o biomédico Vitor Mello, é possível aumentar o órgão com a combinação de ácido hialurônico e toxina butolínica.
“Como tudo o que envolve estética, os procedimentos de aumento peniano também foram aperfeiçoados com o tempo, principalmente no que diz respeito às técnicas e aos produtos utilizados”, explica.
Com cada vez menos tabu em torno do assunto, diversos homens buscam o aumento peniano. Para tirar as principais dúvidas sobre o assunto, o especialista pontua alguns mitos e verdades:
É possível aumentar apenas comprimento, não grossura
Mito. “O aumento da largura, da circunferência do pênis, é o principal e mais evidente nesta técnica. Promovemos um relaxamento da musculatura, evitando que o pênis se contraia, gerando um ganho de tamanho em estado flácido e em circunferência até mesmo quando ereto; ou seja, é aquele volume bonito na cueca em qualquer situação.”
O aumento peniano pode aumentar diversos centímetros
Verdade. “É possível aumentar vários centímetros, assim como aumentamos lábio, queixo, por exemplo. Na clínica, nossa medida gira em torno de 1 até 3 centímetros de comprimento em repouso, e de 3,5 até 5 centímetros em circunferência. Tudo depende de quanto conseguimos aplicar de preenchedores e bioestimuladores, e claro, da anatomia do paciente.”
O aumento peniano causa falta de ereção
Mito. “Todo procedimento, cirúrgico ou não, tem riscos; mas as técnicas injetáveis que utilizo por meio da aplicação de ácido hialurônico, toxina botulínica e bioestimuladores não causam problemas de ereção. Além disso, em toda a literatura não há nenhum agravamento ou perda de ereção em procedimentos não cirúrgicos.”
O resultado é definitivo
Mito. “Nas técnicas não cirúrgicas realizadas por meio de preenchedores (até mesmo os considerados definitivos) há uma perda de circunferência ao longo do tempo; já as aplicações que realizado com ácido hialurônico elas continuam no organismo do paciente e mesmo após 12 meses ele ainda terá de 40 até 60% do resultado inicial; e é nesse momento que sugiro que seja feita a manutenção.”
É possível aumentar o pênis em casa com outros métodos
Verdade. “Existe um método confiável, com estudo comprovado para o aumento peniano de ganho entre 1,7 até 2,3 centímetros de comprimento. Os extensores são ótimos aliados e surgiram inicialmente para serem usados após cirurgias urológicas e tratamentos de algumas doenças, mas que surte efeito à médio e longo prazo. Existem diversos modelos que podem ser utilizados em casa durante a rotina, antes de dormir. Vale ressaltar que esse procedimento não é isento de risco e deve ser feito sob supervisão médica.”
O aumento peniano aumenta o prazer
Verdade. “A harmonização íntima não tende a favorecer nem desfavorecer, diretamente, o homem na relação sexual. Mas sabemos que o prazer não é só físico — ele está relacionado à autoimagem, e muitos relatam que se sentem melhores na cama depois da harmonização íntima.”