Levantamento da plataforma Booking.com elaborou seleção com base no aumento anual de reservas feitas por viajantes
As cidades estão distribuídas em seis Estados | Foto: Reprodução/Freepik
A plataforma de hospedagem Booking.com divulgou oito destinos brasileiros que devem ser tendência entre os viajantes em 2026, com base no aumento anual de reservas feitas por turistas do país.
As cidades estão distribuídas em seis Estados e foram selecionadas entre os mil destinos mais reservados na plataforma entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2025. Segundo a empresa, a curadoria também levou em conta a diversidade geográfica das regiões.
Os destinos listados pela Booking
A praia de Juquehy, em São Paulo, aparece no topo da lista de melhores destinos | Foto: Divulgação/Juquehy Surf House/TripAdvisor
Juquehy (SP) — Localizada em São Sebastião, no litoral norte paulista, Juquehy é uma praia extensa que combina trechos de mar calmo, ideais para famílias, e áreas com ondas fortes, procuradas por surfistas.
Armação dos Búzios (RJ) — Com mais de 20 praias, o balneário da Região dos Lagos continua entre os queridinhos do turismo nacional. A Orla Bardot e a Rua das Pedras concentram restaurantes, bares e lojas, enquanto o Mirante do Forno oferece uma das vistas mais conhecidas da cidade.
Cajueiro da Praia (PI) — No extremo norte do Piauí, o município abriga o Cajueiro-Rei, um dos maiores do mundo, e praias de natureza preservada como Barra Grande e Sardim. É destino certo para quem busca tranquilidade e ecoturismo.
Morro Branco (CE) — A praia de Beberibe, a 90 km de Fortaleza, é famosa pelas falésias coloridas que formam o “labirinto das falésias”. O artesanato local, com garrafinhas de areia colorida, é uma das marcas da região.
Cidades de interior também se destacam no ranking
O Cristo Protetor da cidade de Encantado (RS); estátua é maior que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro | Foto: Maurício Tonetto/Palácio Piratini
Espírito Santo do Pinhal (SP) — Na Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com Minas Gerais, o município se destaca pela produção de café e vinhos. A cidade preserva casarões do século XIX e oferece experiências gastronômicas e enoturísticas.
Serra da Canastra (MG) — O parque nacional que abriga a nascente do Rio São Francisco é um dos principais polos de ecoturismo do país, com montanhas, rios, cachoeiras e o famoso queijo canastra.
Encantado (RS) — O município do Vale do Taquari ganhou notoriedade com o Cristo Protetor, inaugurado em 2022, mais alto que o Cristo Redentor. A Lagoa da Garibaldi e as áreas verdes completam o cenário.
São Gabriel (RS) — Na Fronteira Oeste gaúcha, o município preserva a tradição do pampa e abriga o Museu Gaúcho da Força Expedicionária Brasileira, além de casarões históricos e um forte vínculo com a cultura regional.
Se o vínculo com o animal exclui relações sociais, impede o sono ou provoca culpa constante, vale ligar o alerta Imagem: iStock
Eles são fofos, fiéis e muitas vezes mais companheiros do que algumas pessoas. Basta um abanar de rabo ou um miado carinhoso para o coração derreter. No entanto, por mais que pareçam membros da família —e de fato sejam tratados assim—, cães e gatos continuam sendo… bem, cães e gatos. E esperar que se comportem como humanos, como uma criança pequena, pode ser um erro com mais impacto do que parece.
Amor animal, mas com limites
Antropomorfizar —palavra difícil que basicamente significa tratar o bicho como se fosse gente— é uma prática comum e, até certo ponto, natural.
Os sentimentos humanos são projetados nesse animal e muitas pessoas que, por essência, são mais cuidadoras ou protetoras podem “transformá-lo” em um filho de faz de conta.
O problema aparece quando essa fantasia vira um contrato emocional unilateral. O pet não pode (e nem deve) ocupar o lugar de uma criança real, de um parceiro ou de todas as conexões sociais que uma pessoa precisa manter para se desenvolver plenamente.
O risco de expectativas humanas em corpinhos peludos
Embora possam ir atrás, brincar e esperar por nós, pets têm limitações e a chance de não corresponderem às expectativas de alguém é grande.
Afinal, animal é animal: não age, não fala e não substitui a atenção dada por um humano.
Esperar que um cão ou gato esteja sempre disponível para dar afeto, entender comandos como um humano ou suprir todas as carências afetivas pode ser frustrante —e injusto para ambos.
Mas não se preocupe: o vínculo faz bem
Não é tudo problema. Ter um pet está longe de ser um mau negócio para a saúde. Estudos mostram que a convivência com animais de estimação reduz os níveis de estresse, melhora o humor e até ajuda na recuperação de quadros como depressão e ansiedade. Só o fato de eles exigirem passeios e brincadeiras já incentiva a prática de atividade física.
O laço afetivo também ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e à segurança, o que ajuda a criar um ambiente emocional mais estável. E isso vale inclusive para crianças e idosos —há até linhas de pesquisa dedicadas exclusivamente à chamada pet terapia.
Imagem: iStock
Quando o amor vira dependência
Tudo o que é demais pesa. Se o vínculo com o animal exclui relações sociais, impede o sono ou provoca culpa constante por se ausentar, vale ligar o alerta. Há casos em que a pessoa transfere para o animal desejos que não conseguiu realizar, como ter filhos, ou usa o afeto do bicho para evitar se abrir para os humanos.
E isso pode ter efeitos colaterais invisíveis, como a evitação de críticas, o isolamento ou até a substituição de relações humanas por vínculos com os pets —que são mais previsíveis e, por isso, mais “seguros” emocionalmente.
Convivência saudável: espaço, regras e autonomia
A boa convivência entre humanos e pets também precisa de limites físicos e comportamentais. Os animais devem ter seu próprio espaço, momentos de lazer e estímulo ao instinto —como farejar, correr, cavar.
Essas regras são fundamentais inclusive para crianças: assim, elas aprendem desde cedo a respeitar e a conviver com outras espécies e a ter responsabilidades.
E dormir junto com o pet? Pode!
Se o pet é vacinado, limpo e não tem pulgas, carrapatos ou vermes, dormir junto está liberado —desde que o tutor também esteja bem. A exceção é se a pessoa tiver distúrbios do sono, problemas respiratórios ou desenvolver uma dependência emocional do tipo “só consigo dormir se o cachorro estiver na cama”.
Em muitos casos, o apego exagerado vem da culpa de ter ficado o dia todo fora, ou de uma necessidade emocional de proteção. E, aí, pode ser o caso de repensar essa relação —sem deixar de amar, mas aprendendo a amar com equilíbrio.
Uma pesquisa revelou que pessoas com problemas financeiros tem menos vontade de fazer sexo; entenda o que muda na libido
Problemas financeiros sempre assombram as pessoas, afinal, quem consegue ficar tranquilo ao saber que têm pendências financeiras? O que pouca gente sabe é que uma das áreas que mais pode ser afetada é o sexo e o relacionamento.
Uma pesquisa realizada pela Zip Health revelou que as incertezas econômicas estão mudando a forma como as pessoas namoram, se conectam e vivenciam o desejo. Mais de 1 em cada 4 britânicos (28%) e americanos (26%) evitaram sexo ou intimidade devido ao estresse financeiro.
Segundo o estudo, pessoas financeiramente satisfeitas têm até seis vezes mais probabilidade de relatar satisfação sexual
Segundo o estudo, pessoas financeiramente satisfeitas têm até seis vezes mais probabilidade de relatar satisfação sexual e emocional em seus relacionamentos. Cerca de três em cada 10 adultos estão evitando relacionamentos amorosos ou novos devido à incerteza econômica.
A sexóloga Jéssica Bueno aponta que a libido é uma energia vital, que ajuda a ter disposição, dentro e fora do quarto. “Quando uma pessoa passa por problemas, como os financeiros, normalmente essa energia [libido] diminui devido à sensação de incerteza, ansiedade e estresse.”
“Quando essa pessoa não dorme direito, não tem uma boa noite de sono e não relaxa, se sobrecarrega. Essa energia vai baixando e o desejo sexual automaticamente diminui. Tudo está relacionado”, acrescenta a profissional.
A especialista destaca que os problemas financeiros podem atrapalhar a parte mental, física e hormonal de uma pessoa, devido às preocupações intrínsecas a isso.
Como lidar?
Na visão da expert, lidar com as dificuldades sem afetar a vida sexual não é sobre “simplesmente esquecer”, e sim manter o diálogo aberto e não acumular preocupações para si.
A especialista recomenda que o casal tire um tempo para fazer algo prazeroso juntos
Regra de ouro
Para Jessica, é importante o casal tirar um dia ou uma noite para fazer algo juntos. “Escolher um programa juntos vai ajudar a gerar intimidade, vai deixar o casal unido, vai deixar o casal com vontade de ter relação sexual, porque o desejo vai estar ativo e a libido vai estar alta o suficiente para esquecer as preocupações e focar no desejo sexual.”
“É ideal também que esse casal não leve essa conversa difícil de problema financeiro para a cama. Então, o quarto do casal é um lugar sagrado para troca de carinho, para afeto, para ter a relação sexual…”, encerra.
Uma pesquisa avaliou quando e por que as pessoas admitem mentir nos relacionamentos; entenda
A honestidade é sempre a melhor estratégia em um relacionamento? Enquanto uma resposta verdadeira pode ofender e levar a uma briga, uma resposta desonesta pode criar problemas de confiança no futuro. Dizer a verdade fortalece os relacionamentos românticos, ou é uma medida que pode sair pela culatra?
Para o psicólogo Fabiano de Abreu Agrela, pós-PhD em neurociências e mestre em psicologia, a honestidade absoluta é uma aspiração, e não uma realidade. “Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro humano tem mecanismos evolutivos que priorizam a sobrevivência e a aceitação social e, portanto, a omissão ou distorção da verdade pode ser uma estratégia inconsciente de adaptação”, comenta.
Uma mentirinha de vez em quando?
Uma pesquisa realizada pelo aplicativo Happn destacou que 78% dos solteiros dizem nunca ter mentido em relacionamentos e somente 22% dos usuários admitiram já ter feito isso.
A pesquisa mostrou ainda as mentiras mais comuns contadas. O destaque é esconder o real interesse em um relacionamento (35%), principalmente entre as mulheres (42%), ao dizer para o crush que estão mais ou menos interessadas do que realmente estão.
Em segundo lugar, está esconder as verdadeiras intenções (29%), a mais comum entre os homens (33%). Por sua vez, 28% dos usuários acredita que mentirinhas inocentes não prejudicam os relacionamentos, o principal motivo que leva as pessoas a mentirem neste contexto é para evitar julgamentos e inseguranças (36%).
Para o psicólogo, os números provam que honestidade é um terreno delicado quando o tema em questão são as relações. “Não se trata, necessariamente, de manipulação intencional, mas de um instinto inconsciente de se tornar mais atraente, mais aceitável, mais amado. E aqui reside o paradoxo: buscamos conexão genuína oferecendo uma versão filtrada de quem somos”, comenta.
Por que temos dificuldade em revelar nossos reais interesses nos relacionamentos?
O profissional avalia que essa dificuldade nasce da fragilidade do ego diante do julgamento. “Revelar interesses reais sobretudo os mais profundos ou vulneráveis nos expõe à rejeição e rompe com o imaginário idealizado da reciprocidade”, comenta.
Além disso, Fabiano explica que a cultura moderna reforça a performance e a conquista, e não a transparência. “Assim, a mentira ou a omissão no início de um relacionamento não é apenas uma falha de caráter, é um reflexo da tensão entre o desejo de pertencer e o medo de não ser suficiente.”
Ter uma vida sexual ativa pode fazer bem para diversas áreas da saúde e do corpo, inclusive para a imunidade; saiba mais
Não é novidade que muitas pessoas tentam relacionar a prática sexual a uma possível melhora na saúde. E não só os praticantes, como alguns estudiosos, que já tentaram provar que transar é, além de prazeroso, benéfico ao organismo.
Por isso, em vez de apostar apenas em suplementos para a imunidade, já imaginou se você pudesse garantir a saúde em dia transando? Ok, isso pode ser um pouco simplista, porém, manter uma vida sexual colabora, sim, com a imunidade.
O nutrólogo, especialista em medicina de alta performance e precursor da teoria dos 7 pilares da saúde (família, sexo, finanças, profissional, corpo, mente e espiritualidade) Rodrigo Schröfrt destaca que o sexo é um fator importante nesse quesito. “Estudos mostram que a atividade sexual aumenta a produção de imunoglobulina A (IgA), um anticorpo essencial na defesa contra infecções, principalmente respiratórias.”
De acordo com o profissional, o sexo reduz o estresse ao diminuir os níveis de cortisol e aumentar a liberação de endorfina, dopamina e ocitocina, hormônios que melhoram o bem-estar e reduzem inflamações, favorecendo um sistema imunológico mais equilibrado.
Sexo e saúde
O primeiro ponto a ser esclarecido é que a sexualidade é um aspecto fundamental na qualidade de vida de qualquer ser humano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde sexual entra como uma condição necessária para o bem-estar físico, psíquico e sociocultural.
“Não existe um número mágico que sirva para todos. Pesquisas sugerem que manter relações sexuais uma ou duas vezes por semana já é suficiente para observar benefícios imunológicos. O mais importante é que a frequência seja compatível com o desejo e bem-estar do casal, sem que se torne uma obrigação ou gere estresse”, destaca.
Outros benefícios para a saúde do sexo
Saúde cardiovascular: reduz a pressão arterial e melhora a circulação sanguínea.
Regulação hormonal: ajuda no equilíbrio de hormônios como testosterona e estrogênio, essenciais para a saúde óssea, muscular e mental.
Qualidade do sono: o aumento de ocitocina e prolactina após o orgasmo promove um sono mais profundo e restaurador.
Bem-estar mental: reduz sintomas de ansiedade e depressão, promovendo relaxamento e sensação de conexão emocional.
Longevidade: alguns estudos indicam que uma vida sexual ativa pode estar associada a maior longevidade e menor risco de doenças crônicas.
Por que medida do pênis é tão ligada à capacidade de dar prazer à mulher? Imagem: Getty Images
O casal está transando e o sexo parece gostoso e prazeroso para os dois. O jovem, então, tem um orgasmo. Já para a menina foi simplesmente “ok”. Ela se levanta, coloca a roupa e vai embora sem ter chegado a esse momento de prazer.
Poderia ser o relato da vida real de boa parte das mulheres solteiras, mas é uma das cenas polêmicas de “Sex Education”, série da Netflix que sempre traz boas discussões sobre sexualidade. Neste episódio, o primeiro da terceira temporada, a produção suscita um debate recorrente sobre penetração vaginal e prazer feminino: será que ela não conseguiu gozar por que o pênis do parceiro era pequeno?
Depois dessa dúvida se instaurar na cabeça do adolescente, ele investiga a questão de jeito trivial: pergunta com quantos ela já teve orgasmo e mede o próprio pênis, sem e com ereção. Mas, por que o fato de ter um pênis pequeno ainda é uma questão para homens e mulheres?
Tamanho do pênis importa para o prazer?
Na sociedade falocêntrica na qual vivemos, o comprimento do pênis é um dos símbolos mais fortes de masculinidade para homens. Bombam anúncios tentadores (e perigosos) de “aumente seu pênis” e há cirurgias para que a dimensão do órgão sexual seja maior.
Talvez nem toda pessoa que tem pênis queira aumentá-lo, mas é quase impossível escapar da comparação de tamanho com os considerados micropênis (que, ereto, tem 7cm) e o “médio” (ereto, tem mais ou menos, 13 cm, segundo estudos). Mas, antes de você pegar uma régua, relaxe: não há um consenso científico sequer sobre como ele pode ser medido para se ter efetivamente um parâmetro.
Então, por que a medida do pênis é tão ligada, principalmente nas relações sexuais heterossexuais, à capacidade de dar prazer à mulher?
A lógica vem de uma construção cultural limitante sobre como lidamos com nossos próprios corpos. O homem pressupõe que não tem como dar prazer se não tiver o pênis grande. Mas, para algumas mulheres, isso pode até causar dor. Ou seja, precisamos quebrar esse padrão cultural, porque o homem e a mulher o carregam para as relações.
Isso vale para aquela conversa entre amigas sobre a suposição de que pênis grande vale mais — e por que quem tem pequeno é alvo de piada. Ainda que agora as mulheres tenham mais espaço para se posicionar e falar dos homens, como eles falam dos seios e da bunda delas. Mas será que isso é bom ou ruim?
Transar com um homem com pênis pequeno é ruim?
Foi quebrando esse tabu (ouviu o barulho de ele sendo quebrado?) que a psicóloga Amanda*, de 29 anos, conseguiu ter uma das melhores transas de sua vida com um parceiro que, no primeiro encontro, abriu o jogo sobre ter um pênis que ele considerava pequeno.
“Dois aspectos foram primordiais para a experiência ter sido tão boa: ele não tinha vergonha ou receio pelo tamanho do órgão e eu já conhecia meu corpo para entender que isso não teria impacto no meu prazer”, contou, para Universa.
Escolher uma posição na transa que funcione também conta: vale experimentar as que a mulher fica por cima, para garantir penetração mais profunda e maior controle sobre os movimentos — mas, como tudo no sexo, é preciso que seja prazeroso para todos os envolvidos.
Daí vem a importância de cada um conhecer seu próprio corpo e investir na autoestima sexual para além do que é estabelecido como padrão. “O que ajudou foi que eu já me masturbava e entendia os locais que eu sentia mais prazer, e não precisava de um objeto fálico para isso. É que a indústria pornográfica traz a ideia do prazer relacionado apenas ao pênis e isso é irreal”, analisa Amanda.
Sexo não é só penetração (mas também é)
Ok. Temos dedos, língua, mão… Mas, há quem curta mesmo penetração (e, inclusive, prefira pênis grandes). Por outro lado, há homens que se preocupam com o tamanho do pênis e prefeririam ter uns centímetros a mais, não só para “reforçar a autoestima”, como para experimentar diferentes posições sexuais em que a penetração conta muito.
Em casos mais latentes, ligados à autoestima e a performance sexual, a orientação é procurar um sexólogo. Explorar produtos eróticos, conversar com o parceiro ou parceira sobre posições, expectativas no sexo e sobre diferentes possibilidades de prazer em outras áreas do corpo também faz com que as relações sexuais sejam mais honestas.
Produtos para aumentar o pênis são aliados
É possível usar outros recursos que têm efeito transitório para aumentar o pênis durante o sexo. Há géis que estimulam a vascularização superficial e as capas penianas também são uma solução, mas a sensação ao usar é como se tivesse colocado uma camisinha muito grossa e se perde boa parte da sensibilidade do pênis. O produto não deve ser usado por quem não está muito excitado ou tem dificuldades de ereção.
Dica: visitar o consultório de um sexólogo e, no caso de problemas médicos, de um urologista, pode ser uma boa recomendação para quem quer testar os acessórios sem o risco de se machucar.
Fontes: Enylda Motta, sexóloga; e Renan de Paula, sexólogo e empreendedor
O sexo casual acontece entre pessoas que desejam compartilhar prazer e conexão física sem necessariamente estabelecer um vínculo emocional
O sexo casual é uma prática comum e, cada dia que passa, se torna mais aceita na sociedade. Contudo, apesar de muitas pessoas enxergarem o momento como uma descontração e diversão sem compromisso, uma pesquisa destacou que quase 60% dos brasileiros acreditam que esse tipo de relação pode levar ao amor.
Segundo levantamento do Sexlog, com mais de 29 mil entrevistados, 85% deles já tiveram relações casuais, sendo que 87% afirmam se sentir satisfeitos e felizes após a experiência.
A pesquisa também destacou que a principal motivação para o sexo casual é o prazer e a diversão (88%). No entanto, 8% dos entrevistados afirmam buscar uma conexão emocional momentânea.
O envolvimento emocional, aliás, é um ponto de atenção. Para 57% dos entrevistados, o sexo casual pode levar a sentimentos mais profundos.
A psicóloga e neuropsicóloga Karliny Uchôa destaca que o sexo casual é uma relação íntima sem compromisso afetivo ou expectativas de continuidade. “Ele acontece entre pessoas que desejam compartilhar prazer e conexão física sem necessariamente estabelecer um vínculo emocionalmais profundo.”
Esse tipo de relação está inserida dentro do contexto de liberdade sexual. “A liberdade sexual está ligada ao direito de cada indivíduo vivenciar sua sexualidade de forma autônoma e sem julgamentos, desde que haja consentimento mútuo”, comenta.
Mesmo assim, Karliny aponta que nem todo sexo casual evolui para um relacionamento, mas quando ambos os envolvidos desenvolvem interesse além da atração física, isso pode acontecer naturalmente.
“Muitas pessoas associam intimidade física à conexão emocional e acreditam que a proximidade gerada pelo sexo pode levar a um relacionamento, além disso, o sexo casual pode permitir que duas pessoas se conheçam de forma mais espontânea, sem pressões iniciais”, reforça.
Diferença entre gerações e gênero
Segundo a pesquisa do Sexlog, os mais jovens, especialmente aqueles entre 18 e 25 anos, veem o sexo casual como algo natural e inserido no contexto de liberdade sexual, com 72,4% dessa faixa etária afirmando que não associam a prática ao sentimento de culpa ou arrependimento. Já entre os entrevistados acima dos 45 anos, 39,1% relataram que, apesar de praticarem, ainda sentem resquícios de julgamento social.
Em relação ao gênero, 68,3% das mulheres afirmam que essa relação melhora a autoestima e o autoconhecimento, enquanto entre os homens, esse percentual sobe para 74,5%, sendo que muitos associam a prática a uma reafirmação de sua sexualidade.
Um estudo global encomendado pela ResMed aponta que as mulheres enfrentam mais dificuldades para adormecer do que os homens, com 38% delas relatando esse problema em comparação com 29% dos homens.
A pesquisa também destacou uma crise global do sono, com pessoas perdendo quase três noites de sono restaurador por semana.
O que aconteceu
Mulheres relatam menos noites de sono de qualidade do que homens. As entrevistadas dormem bem em média 3,83 noites por semana, enquanto os homens têm 4,13 noites de sono de qualidade.
Mudanças hormonais afetam o sono das mulheres. A menopausa é um fator significativo, com 44% das mulheres na menopausa relatando dificuldades para dormir pelo menos três vezes por semana.
Crise global do sono identificada. O estudo aponta que as pessoas perdem quase três noites de sono restaurador por semana, com estresse (57%), ansiedade (46%) e pressões financeiras (31%) como principais causas.
Conscientização sobre a importância do sono está crescendo. No entanto, muitos ainda convivem com o sono ruim sem buscar ajuda; 22% dos entrevistados optam por “apenas conviver” com o problema —na Austrália, o número é 41%.
Impacto nos relacionamentos e produtividade
Sono afeta relacionamentos. Cerca de 18% dos casais optam pelo “divórcio do sono”, preferindo dormir separados devido a problemas como apneia e agitação noturna. Entre quem dorme separado, 31% relataram melhora nos relacionamentos, enquanto 30% sentem que pioraram; 28% dizem que sua vida sexual melhorou, enquanto 22% relatam o oposto.
Produtividade no trabalho é prejudicada pelo sono ruim. Globalmente, 71% dos empregados já faltaram ao trabalho devido à má qualidade do sono, com as maiores taxas na Índia (94%).
Necessidade de ação imediata para melhorar a saúde do sono. Apenas 24% dos entrevistados tomariam medidas imediatas para resolver problemas de sono, apesar de 89% acreditarem que o sono melhora o bem-estar pessoal.
Metodologia da pesquisa
Pesquisa entrevistou 30.026 pessoas nos EUA (5.000), China (5.000), Índia (5.000), Reino Unido (2.000), Alemanha (2.004), França (2.001), Austrália (1.501), Japão (1.500), Coreia (1.500), Tailândia (1.519), Nova Zelândia (1.000), Cingapura (1.000) e Hong Kong (1.001).
As amostras em cada país foram representativas no que diz respeito a gênero e idade da população. A pesquisa foi realizada pela PureSpectrum, de 12 a 28 de dezembro de 2024.
Rebecca Robbins, professora de Medicina do Sono na Harvard Medical School (EUA), desmistifica a ideia de que uma boa noite de sono significa adormecer logo. A realidade é que pegar no sono leva tempo, e até pessoas bem descansadas podem demorar de 15 a 20 minutos para dormir. Se esse tempo for maior, aí sim é hora de investigar comportamentos ou fatores que possam estar por trás.
Para quem tem dificuldades para dormir, Robbins oferece 11 dicas úteis:
1. Estabeleça um ritual antes de se deitar
Imagem: Reprodução/inquietudes
Para melhorar o sono, crie um “ritual” antes de se deitar, com atividades de que você goste. Isso envolve ações que você repete todas as noites para ajudar a relaxar. Pergunte-se: “Quais são as três coisas que mais me acalmam?” Pode ser um banho morno, ler um livro ou colocar o celular no modo avião. Personalize sua rotina para torná-la eficaz, independentemente do lugar, mesmo em viagens.
2. Tenha um horário fixo para dormir
Isso ajuda o cérebro a entender quando é hora de descansar e liberar melatonina, o hormônio que regula os ritmos circadianos. Robbins sugere planejar de trás para frente: imagine a hora em que precisa acordar, conte as horas de sono ideais (como sete horas) e adicione 20 a 30 minutos para relaxar antes de dormir. Esse é o seu horário alvo para adormecer.
3. Invista no seu conforto
Isso inclui escolher um bom colchão e travesseiro, que são indispensáveis para uma boa noite de sono. Quando você dedica um orçamento para esses itens, seu quarto se torna um lugar mais acolhedor e confortável. Um ambiente voltado para o autocuidado faz com que você descanse melhor e se sinta mais renovado.
4. Aposte em aromas relaxantes
Imagem: botamochi/iStock
Fragrâncias podem ser poderosas aliadas para relaxar o sistema nervoso e preparar o corpo para dormir. O uso de velas, cremes ou óleos essenciais, como lavanda, pode ajudar nesse processo. “Ao aplicar um óleo nas têmporas ou na nuca, por exemplo, esses pequenos rituais sinalizam ao corpo e ao cérebro que é hora de desacelerar e se preparar para o sono”, explica Robbins.
5. Faça da cama um lugar de dormir
Se você se pegar pensando deitado “não, de novo, não consigo dormir”, essa é a hora de se levantar e recomeçar o processo de relaxamento. Isso ajuda o cérebro a entender que a cama é para descansar, não para ficar rolando de um lado para o outro.
6. Crie um quarto calmo e neutro
Cores vibrantes, como vermelhos e azuis brilhantes, podem ser atraentes, mas também ativam o alerta, diz a professora Rebecca Robbins. Para criar um ambiente mais relaxante, escolha tons suaves e calmantes, neutros ou pastel, que ajudam a induzir o relaxamento assim que você entra no cômodo.
7. Prefira sempre o escuro
Imagem: Getty Images
Como as pálpebras são muito finas, a luz pode facilmente nos incomodar enquanto dormimos. Para evitar isso, prefira luzes fracas, de abajur, fora do quarto, e cortinas grossas, ou com forros blackout, que bloqueiem a luz vinda de fora. Outra opção é usar uma máscara de dormir para os olhos.
8. Abafe interferências externas
O barulho do trânsito, por exemplo, pode atrapalhar o sono. De todos os tipos de ruído, Robbins explica que o pior é aquele que começa e para de forma irregular, como os sons das sirenes. Para resolver a questão, uma máquina de ruído branco pode funcionar. Ela cria um som contínuo que ajuda a “sobrepor” os barulhos indesejados e torna o ambiente mais tranquilo, ajudando a dormir melhor.
9. Descarregue sua mente antes
Se sua mente está agitada, separe uns cinco minutos para escrever tudo o que está pensando antes de dormir. Isso ajuda a “descarregar” o cérebro, permitindo que você relaxe e saiba que poderá lidar com tudo com mais ânimo após uma noite de descanso pleno.
10. Ajuste a temperatura ambiente
Imagem: iStock
A temperatura para dormir bem fica entre 16°C e 19°C, porque nem está frio o suficiente para você sentir calafrios, nem quente o suficiente para te fazer suar. Para ajudar a manter essa temperatura confortável, é importante ter bons edredons, lençóis e colchões que permitam a circulação do ar, evitando que o corpo esquente ou esfrie demais enquanto você dorme.
11. Nada de telas até tarde
Muitas vezes, as redes sociais e o trabalho mantêm nossa mente em alerta, até mesmo na hora de dormir. Para melhorar o sono, tente ficar pelo menos 30 minutos sem usar o celular, computador ou pensar em trabalho antes de se deitar. Isso ajuda a mente a desacelerar e facilita o relaxamento.
Recentemente, viralizaram imagens de sexo ao ar livre em uma praia de nudismo em Búzios; veja se a prática configura crime
No último final de semana, viralizou um vídeo em que 15 pessoas fazem sexo em uma praia de nudismo em Búzios, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro. Depois do episódio, um debate surgiu nas redes sociais: transar em locais isolados, mas públicos, como uma praia desse tipo, também é ilegal?
De acordo com o advogado criminalista Paulo Klein, mesmo que seja em uma praia de nudismo, transar em área pública é ilegal e constitui crime, ferindo o artigo 233 do Código Penal, que classifica a prática como ato obsceno.
“Segundo o artigo, o ato pode ter detenção de três meses a um ano, ou pode ser pago uma multa estipulada pela Justiça”, explica o advogado pós-graduado em direito penal.
Segundo o especialista, isso significa que, se identificadas, essas pessoas podem responder judicialmente se for aberto processo pelo Ministério Público. “Este tipo de crime é de menor potencial ofensivo, portanto, seguirá o rito dos juizados especiais criminais, inclusive, cabendo, eventualmente, medidas despenalizadoras, como pagamento de cestas básicas, para que não sejam processadas e condenadas.”
Naturismo é diferente de sexo ao ar livre
Em nota divulgada em seu site, a Federação Brasileira de Naturismo (FBRN) frisa que a prática nada tem a ver com algo sexual. “Como, em geral, se apresenta a nudez ligada à sexualidade em revistas, filmes, etc., as pessoas são levadas a associarem a prática naturista a práticas sexuais ou, simplesmente, erótico-exibicionistas.”
Segundo a organização, “a sexualidade, qualquer que ela seja, não está presente na vivência naturista coletiva. Ela fará, naturalmente, parte da vida íntima de cada um, como em geral em toda a sociedade”, acrescenta a FBRN.