ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Candidatos negros e indígenas terão que obter nota mínima de 50%

Foto: Ascom/Divulgação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (14) a criação do Exame Nacional de Magistratura para selecionar candidatos aos cargos de juiz em todo o país. A aprovação no exame será pré-requisito para participação nos concursos para magistrados.

Conforme resolução aprovada pelo conselho, os candidatos terão que obter nota mínima de 70% de acertos nas provas objetivas de ampla concorrência para serem aprovados. Candidatos autodeclarados negros e indígenas terão que obter nota mínima de 50%.

O novo exame será composto por 50 questões objetivas de direito constitucional, direito administrativo, direitos humanos e formação humanística. As provas deverão ser realizadas uma vez por ano em todas as capitais de forma simultânea. A data da primeira prova ainda não definida.

Informações Bahia.ba


Servidores da Receita ameaçam greve em frente ao Ministério da Fazenda

Foto: Sindifisco Nacional/Divulgação

Representantes do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) se manifestam, nesta terça-feira, 14, em frente ao Ministério da Fazenda, para pedir o pagamento efetivo do bônus de desempenho. A categoria trabalha com indicativo de greve que pode ser iniciada a partir da próxima segunda-feira, 20. 

O Sindifisco alega que a proposta orçamentária enviada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional preocupa a categoria porque pode “perpetuar os graves problemas de desaparelhamento da administração tributária brasileira”. Em junho, o governo regulamentou uma lei que prevê um bônus de eficiência ou desempenho a auditores fiscais da Receita. 

O decreto de regulamentação criou um Comitê Gestor, composto por Receita, Casa Civil e Ministérios da Fazenda e da Gestão e Inovação, que deverá estabelecer a base de cálculo do bônus, além das metas a serem alcançadas. A defesa do Sindifisco é de que a alíquota seja fixada em 25% em cima do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf).

O Antagonista 


Regiões Centro-Oeste e Sudeste seguem como as mais afetadas pela onda de calor.

As cidades das regiões Centro-Oeste e Sudeste são as mais impactadas pela onda de calor. — Foto: INMET

As cidades das regiões Centro-Oeste e Sudeste são as mais impactadas pela onda de calor. — Foto: INMET 

Ao menos cinco capitais podem bater o recorde de temperatura do ano nesta terça-feira (14). Com máximas que devem variar de 32°C a 41°C e termômetros até 13°C acima da média de novembro, as cidades do Centro-Oeste e Sudeste permanecem como as mais atingidas pela onda de calor. Veja abaixo quais capitais podem ter recorde de temperaturas.

Na segunda-feira (13), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou o alerta de “grande perigo” por conta das altas temperaturas para 15 estados e o Distrito Federal. O aviso, decorrente da onda de calor enfrentada pelo Brasil, agora se estende até sexta-feira (17). 

🔥O calor atípico registrado nos últimos dias no país é resultado da quarta onda de calor deste ano. O fenômeno é comum com a aproximação do verão, mas desta vez foi intensificado pelo El Niño atípico dos últimos meses e também pelos efeitos do aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa. 

Capitais com recorde de calor

Belo HorizonteBrasília, Campo Grande, Rio de Janeiro e Teresina são as capitais que podem ter marcas de recorde de calor em 2023 nesta terça. 

O Rio de Janeiro deve ter a maior variação de temperatura em relação à média para o mês. Segundo dados do Climatempo, a expectativa é que a capital fluminense registre 41°C, o que seria 13 graus acima da média de 28°C geralmente observada em novembro. 

A diferença também deve ser expressiva na capital mineira. A previsão é de 38°C para Belo Horizonte, quase 11 graus superiores à média do mês. 

Apesar de não estarem entre as capitais com recorde previsto para esta terça, CuiabáPalmas e Goiânia também devem registrar altas temperaturas neste início de semana

Previsão de temperaturas máximas para as capitais nos próximos dias. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Previsão de temperaturas máximas para as capitais nos próximos dias. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1 

Além das altas temperaturas registradas em boa parte do país, a onda de calor também segue causando fortes chuvas na região Sul

De acordo com a meteorologista do Climatempo, Maria Clara Sassaki, as tempestades na região são uma consequência direta da massa de ar seco, que atua como uma barreira de ventos. 

“As frentes frias ficam presas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Como elas não conseguem avançar para as demais regiões, acabam provocando muita chuva no mesmo lugar”, explica Maria Clara Sassaki.

Os estados do Rio Grande do SulSanta Catarina e parte do Paraná seguem em alerta para tempestades. O Inmet projeta chuvas de até 60 milímetros por hora nos próximos dias, com queda de granizo e ventos intensos. Até a próxima quinta-feira (16) os acumulados podem superar os 200 milímetros entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Informações UOL


CENAS FORTES: por ciúmes, homem mata idoso com 'voadora' e é preso; VEJA VÍDEO

A Polícia Militar (PM) prendeu na noite de sexta-feira (10) o homem que matou um idoso de 62 anos, agredido com uma “voadora” em Patrocínio. O rapaz de 26 anos foi localizado no Bairro Jardim Sul e o vídeo acima mostra o momento do crime. 

CENAS FORTES: por ciúmes, homem mata idoso com ‘voadora’ e é preso pic.twitter.com/ZzG7tkfXkk— Diario do Brasil Notícias (@diariobrasil_n) November 13, 2023

O agressor tem passagens pela polícia por agressão, lesão corporal e furto. 

Entenda o caso

Conforme a PM, o ataque ocorreu após o suspeito sentir ciúmes da vítima, que havia oferecido uma banana à namorada dele momentos antes. 

O crime ocorreu por volta das 11h45 e foi flagrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o idoso caminhando e, em seguida, a aproximação do homem, que dá um chute e derruba a vítima no chão. Após o golpe, ele sai do local caminhando. 

Ainda conforme a polícia, o autor acerta o idoso nas costas, arremessando-o ao chão, fazendo com que ele batesse a parte frontal da cabeça no chão violentamente. 

A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu na ambulância a caminho do hospital. 

G1


A conduta de Arcy Barcellos provocou uma investigação por parte da OAB

De acordo com o juiz Jossaner Nery Nogueira, é ‘inconcebível’ que o advogado seja capaz de pensar e escrever essas palavras publicamente | Foto: Reprodução/Twitter/X
De acordo com o juiz Jossaner Nery Nogueira, é ‘inconcebível’ que o advogado seja capaz de pensar e escrever essas palavras publicamente | Foto: Reprodução/Twitter/X

O advogado Arcy Barcellos, do Estado do Tocantins, xingou três mulheres em um documento encaminhado ao juiz Jossanner Nery Nogueira. A ofensa ocorreu em virtude de uma decisão do magistrado, que determinou a penhora de bens pai do advogado, por não pagamento de uma dívida. 

A conduta provocou uma investigação por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Barcellos chamou a autora do processo, uma advogada e uma servidora do Tribunal de Justiça de Tocantins de “vagabundas”, “vadias” e “put*s aproveitadoras”. 

De acordo com o juiz, é “inconcebível” que o advogado seja capaz de pensar e escrever as palavras publicamente. 

“Nem mesmo em um processo judicial algumas pessoas são capazes de conter seus sentimentos, atrasos, ofensas, grosserias, azedumes, ódios e maus secretos”, disse o juiz. “Vergonha é o sentimento que paira sobre aqueles que tiveram e terão acesso às palavras escritas pelo advogado.”

O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Tocantins informou que vai abrir um processo ético disciplinar para apurar as condutas do advogado. 

Os detalhes do caso que envolve o advogado acusado de xingar três mulheres de ‘vagabundas’

OAB
Conforme os documentos, os pais do advogado devem mais de R$ 32 mil referentes a atrasos de aluguéis | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em um processo, que foi iniciado em 2021, de competência da 3ª Vara Cível de Palmas, consta que uma mulher foi cobrar uma dívida dos pais do advogado. 

Conforme os documentos, eles devem mais de R$ 32 mil, referentes a 15 meses e 22 dias de atraso de aluguéis de um imóvel em Palmas, capital do Tocantins. Também há dívidas relacionadas ao não pagamento do IPTU. 

A Corte de Conciliação e Arbitragem do Tocantins havia determinado o pagamento das dívidas depois da análise do caso. No entanto, os réus não cumpriram a decisão. 

Diante do descumprimento, o juiz determinou a penhora de valores disponíveis na conta do pai do advogado. Ainda bloqueou 30% do salário da mãe, que é servidora pública da Secretaria do Estado da Educação, para garantir o pagamento da dívida. 

No documento, enviado ao juiz, o advogado mostrou sua indignação com a decisão, pois representa os próprios pais no processo. 

Informações Revista Oeste


Jovem é obrigado a entrar na própria cova e morre após ser torturado e esfaqueado

Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Um crime registrado em Paraíso do Tocantins impressionou pela crueldade. Wriel Hélio Rodrigues Oliveira, de 26 anos, foi torturado dentro de uma boca de fumo, local usado para venda de drogas. Em seguida, foi levado para as margens de um córrego e obrigado a entrar na própria cova. A vítima levou pelo menos 20 facadas e acabou morrendo. 

As informações são da Polícia Civil, que desvendou o crime neste sábado (11), dia em que o corpo foi encontrado às margens de um córrego, perto do setor Vila Regina. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e contou os detalhes de como o assassinato aconteceu. Um homem suspeito de envolvimento no homicídio está foragido. 

As investigações apontaram que a motivação para o crime seria uma desconfiança dos suspeitos em relação à vítima. “Os autores suspeitavam que a vítima estaria delatando traficantes para a polícia, o que para eles é algo inaceitável. O próprio adolescente declarou ser simpatizante de uma facção criminosa e que já teria cometido pelo menos outros dois homicídios”, destacou o delegado Antonio Onofre de Oliveira Filho. 

Conforme o delegado, inicialmente o caso era tratado como desaparecimento, no entanto, durante as investigações surgiu a suspeita de que Wriel pudesse ter sido vítima de homicídio cometido por integrantes de uma facção criminosa. 

“Conseguimos elementos que apontaram que o adolescente e um comparsa adulto foram os autores. Ao verificarmos que esse adolescente tinha um mandado de busca e apreensão em aberto, demos cumprimento ao mandado e, consequentemente, ele confessou o crime e disse onde teria enterrado o cadáver da vítima que era apenas usuária de drogas”, informou Antonio Onofre. 

O menor relatou que Wriel foi capturado na boca de fumo e severamente torturado. 

“Em seguida, eles levaram a vítima toda machucada até as proximidades de um córrego no mesmo setor. Lá cavaram uma cova rasa, mandaram a vítima entrar dentro da cova, e depois desferiram diversos golpes de faca, abrindo o corpo da vítima, cortando a vítima toda. Foram para mais de 20 perfurações com golpes de faca, segundo relatos do autor”, informou o delegado. 

O adolescente foi encaminhado para a sede da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) e autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de ocultação de cadáver, e ainda responderá pelos homicídios praticados. Após os procedimentos legais, será encaminhado para uma unidade do sistema socioeducativo. 

O corpo da vítima foi recolhido pelo Núcleo de Medicina Legal de Paraíso, onde passará por exames de necropsia e antropologia forense. Devido ao avançado estado de putrefação, o cadáver ainda passará por exame de DNA para confirmação de identificação genética, para então ser liberado aos familiares. 

Fonte: G1.


Extra TBN: preso dá detalhes de como funciona o recrutamento de brasileiros pelo Hezbollah e revela quanto receberia como pagamento

Foto: Reprodução/Twitter/X.

Preso em Goiânia (GO), pela Polícia Federal (PF), por tentar matar judeus, um homem recrutado pelo Hezbollah revelou aos agentes como o grupo terrorista recruta brasileiros. 

Em fevereiro, ele chegou a Beirute, onde terroristas o levaram a um hotel, com a finalidade de se encontrar com uma liderança do ajuntamento radical. 

Encontro do investigado com o Hezbollah

De acordo com o homem, cuja identidade não foi revelada pela PF, o chefe do grupo o interpelou sobre sua capacidade para matar pessoas. Isso porque o trabalho envolveria assassinar “desafetos do grupo”. 

Após responder, ouviu que tinha o perfil adequado. Pelo trabalho, receberia US$ 200 mil (quase de R$ 1 milhão) de sinal, além de um prêmio futuro de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). 

Conforme documentos obtidos pela TV Globo, a PF mostrou o símbolo do Hezbollah ao homem, que confirmou a presença da insígnia em trajes dos terroristas. 

Depois do depoimento, na sexta-feira 10, a PF liberou o interrogado. Preso três vezes no Brasil, ele responde a dois processos, por receptação e sequestro. 

Semelhança entre depoimentos

O roteiro da viagem descrito no depoimento chamou a atenção da PF, por ser semelhante ao relato de outro interrogado, na quarta-feira 8. 

Os depoimentos fazem parte de uma investigação que apura a cooptação de brasileiros para atos terroristas contra judeus no país. Desde a quarta-feira 8, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. 

Fote: Revista Oeste.


Facção criminosa loteia ruas e vende 'franquias' de tráfico de drogas no Brasil; Entenda

Foto: Danilo Verpa/Folhapress.

As notícias vindas do Morro do Índio, em Cubatão (SP), deixaram Reinaldo Bock Coutinho, o Chuck, enfurecido. Um traficante apelidado de Pivete reivindicava a posse de um ponto de drogas pertencente ao território de Chuck, a Adega. Além disso, Ratinho, outro criminoso conhecido, insistia em abrir uma “boca” no beco da Farinha —iniciativa já vetada anteriormente por Príncipe, “disciplina” da região (como é chamado quem impõe ordens do crime organizado). 

Não podendo resolver a questão pessoalmente, já que à época estava preso em uma penitenciária de Mirandópolis (SP), Chuck mandou avisar os parentes e os outros envolvidos na história que os chefes do PCC tinham sido acionados para solucionar o impasse, e seriam eles quem arbitrariam sobre o tamanho exato da “loja” de cada um e, ainda, sobre o que fazer com Ratinho. 

Mais do que uma disputa de um morro do litoral paulista, os diálogos e documentos interceptados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo são uma demostração do papel da facção criminosa PCC no controle dos territórios de venda de drogas no estado, incluindo o poder de decisão de quem pode ou não pode vender drogas nas ruas. 

Essa situação, segundo a polícia e promotores ouvidos pela reportagem, ocorre em praticamente todo o território paulista e se estende a cidades de outros estados, como parte do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. 

“A pessoa não escolhe se vai abrir ou não, onde vai abrir, qual é a área dela. Isso é o PCC que determina”, diz o promotor Silvio de Cillo Leite Loubeh, do Gaeco (grupo da Promotoria especializado no combate ao crime organizado) de Santos (SP), responsável pela investigação de Chuck. 

“Você não pode dizer: ‘vou começar a vender maconha e cocaína aqui nesta esquina’. Não existe isso. Você só vai vender ali se for autorizado pelo partido [PCC] a vender. Ou vai ter que comprar o ponto de outro traficante, e mesmo isso passa por uma autorização. Em todo o lugar do estado é assim, a não ser um local aí perdido, mas acho difícil”, explica. 

Os documentos apreendidos pelas polícias e Promotoria mostram que esse domínio foi se consolidando ao longo dos anos. Atualmente, no estado de São Paulo, ainda que o traficante não pertença ao grupo, só pode comercializar drogas fornecidas por integrantes do PCC. 

Na prática, isso significa que todos os territórios de venda de entorpecentes, as chamadas lojas, são do PCC. Esses pontos, por serem considerados da “Família”, são vendidos ou arrendados para criminosos parceiros como uma espécie de franquia, a exemplo do que ocorre em redes de restaurantes fast food —comparação usada por delegados e promotores. 

Esse domínio limita a concorrência entre os traficantes ligados à facção e afasta “autônomos”. 

Para o procurador Marcio Sergio Christino, especialista em crime organizado, essa estrutura empresarial do PCC extinguiu a figura do pequeno traficante. Para ele, quem vende drogas nas “biqueiras” é como um funcionário de uma loja de departamentos. 

“Dá para afirmar, com toda certeza, que hoje em dia não existem traficantes independentes, não existem pequenos traficantes. São todos empregados de uma empresa chamada PCC”, diz o autor do livro “Laços de Sangue”, sobre o PCC, publicado pela editora Matrix. 

Ainda conforme o procurador, esse monopólio no estado de São Paulo, em especial para a cocaína, começa já na Bolívia, onde o PCC tornou-se o único comprador oficial, após acordo com os produtores locais. 

“Não é que vão falar: ‘você não pode vender [em SP o que comprou na Bolívia]’. Vão dar duas escolhas: ou você vende nos termos deles ou vai para o ‘saco'”, conta. 

Christino afirma ainda que o crime mapeia vendedores autônomos por meio do comportamento dos usuários. “Quem acaba mostrando isso são os viciados. Eles mesmos falam: ‘olha, você está me vendendo aqui, mas estou comprando do outro mais barato’.” 

Também para o diretor do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), Ronaldo Sayeg, um traficante autônomo se tornou algo raro em São Paulo. 

“Não é impossível [vender sem ligação com o crime organizado], você até pode. Mas vai comprar de quem a mercadoria? Você vai fazer tudo sozinho? É um molde empresarial, do qual o crime acaba se aproveitando. Ele é o facilitador para quem quer ter uma boca de fumo”, afirma o delegado. 

Documentos apreendidos pela Polícia Civil mostram que, em 2016, a cidade de São Paulo era dividida em cinco grandes regiões e subdividida pela facção em 55 áreas, cada uma com várias “biqueiras”. Planilhas revelam que, no caso de “lojas” pertencentes ao PCC, os “gerentes” ficam com 5% do dinheiro desses pontos. Os demais “funcionários” dividem outros 15%, e o restante (80%) fica para a cúpula. 

Já nos pontos de venda de “franqueados”, segundo policiais e promotores, os salários de “funcionários” variam conforme a região. O dono precisa, porém, seguir regras e, se eventualmente descumpri-las, o PCC pode tomar o ponto e vendê-lo a outro. 

Investigações do Ministério Público indicam que os pontos são vendidos por valores que vão de R$ 50 mil a até R$ 3 milhões, dependendo da localização. 

Delegados do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) ouvidos pela Folha afirmam que, nas investigações dos chamados mega-assaltos, descobriu-se que parte dos criminosos compra “biqueiras” com os recursos obtidos nessas ações, uma forma considerada segura de lavar o dinheiro. 

O PCC foi fundado em 1993 e tinha, inicialmente, o propósito de ser uma espécie de associação de assistência aos presos e seus familiares contra a “opressão do Estado”. 

De acordo com a polícia e Promotoria, após Marco Willians Herbas Camacho assumir o comando da facção, entre o final de 2002 e o início de 2003, ela começou a se transformar em uma espécie de empresa de tráfico de drogas. O registro das primeiras negociações dos criminosos com produtores estrangeiros está em uma carta apreendida pela Rota (tropa de elite da PM) em 2008. 

De acordo com integrantes da Polícia Federal, os principais chefes da facção, que integram a chamada “sintonia final”, não estão diretamente ligados ao tráfico das “lojas”, mas, sim, ao internacional, que é muito mais rentável —um quilo da pasta-base da cocaína chega valer 40 mil euros na Europa. 

Independentemente do grau de hierarquia que ocupem na estrutura, porém, todos respondem pelo crime de tráfico de drogas, destaca Sayeg. “Transportar, guardar, ocultar, trazer consigo, vender… Tem 18 verbos no artigo 33 [da Lei 11.343/2006, sobre o tráfico de drogas]”, diz. 

“Pela lei, todos são [traficantes], porque só tem um crime de tráfico. O que poderia ter, por meio de uma alteração legislativa, seria uma gradação. Ou seja: diferenciar o cara que está vendendo do cara que está produzindo ou transportando. Eu acho que é muito mais nocivo e perigoso aquele cara que transporta uma tonelada do que aquele que está vendendo”, opina. 

Como funciona o tráfico de drogas em SP

‘Padaria’

Local de preparação da droga quando chega do exterior. 

‘Casa-bomba’

Local de armazenamento das drogas a serem enviadas para as “lojas”. 

‘Loja’

Ponto de venda, também chamado de “biqueira”. 

Tipos de ‘lojas’

Podem ser próprias da facção ou de parceiros (como franquias). Nas próprias, 80% do dinheiro fica com o PCC, 15% com os “funcionários” e 5% com o “gerente”. Nas de parceiros, os valores pagos a “funcionários” e “gerentes” variam conforme a região, com regras impostas pelo PCC. 

Quando custa uma ‘loja’? 

De R$ 50 mil a R$ 3 milhões. 

Qualquer pessoa pode comprar uma ‘loja’? 

Não, o crime organizado precisa autorizar a compra. 

Fonte: Folha de São Paulo.


Estadão: OAB denuncia violações da lei pelo STF após anos de silêncio

Foto: Reprodução/Poder 360.

A Ordem dos Advogados do Brasil, após anos de silêncio diante das seguidas violações da lei por parte do STF, resolveu, enfim, dizer alguma coisa. Como tantas outras entidades que se apresentam como porta-vozes da “sociedade civil”, a OAB perdeu a voz ao contrair a doença moral mais contagiosa, e menos percebida, do Brasil de hoje – a ideia de que é lícito, desejável e necessário não aplicar a proteção da lei às pessoas acusadas de agir contra a democracia. A lei, por este entendimento, não pode mais ser igual para todos. No caso dos suspeitos de cometer “atos antidemocráticos”, considera-se que os direitos e garantias individuais não se aplicam. Garantir a eles o mesmo tratamento que se dá aos demais cidadãos seria um erro; iria permitir que os inimigos da democracia, ou os que são descritos como tal, usassem os instrumentos legais da democracia para acabar com ela. 

Por conta disso, e com a aprovação da OAB, passou-se a aceitar como procedimento legítimo a supressão do direito de defesa, das garantias do processo penal e das prerrogativas legais dos advogados na defesa de seus clientes. Agora, em seu protesto oficial, a OAB denuncia a resolução do STF que proíbe os advogados de fazerem a sustentação oral em defesa dos seus clientes nos “processos do 8 de Janeiro”. É um direito fundamental do réu, escrito claramente nas leis – mas foi abolido por uma disposição do “Regimento Interno” do STF, redigido pelos próprios ministros. Como seria possível usar uma regra dessas para anular direitos estabelecidos em lei pelo Congresso Nacional? É mais um resultado direto da “ilegalidade do bem” – tal como o STF define o que é o bem e o mal no Brasil de 2.023. As leis, segundo a doutrina em vigor, estão atrapalhando a “defesa da democracia”. O STF, para resolver esse problema, fica então autorizado a “ressignificar” a lei, como se diz hoje – ou a “empurrar a história” para frente, como diz o seu atual presidente. 

Tudo bem, assim, em se condenar a até 17 anos de cadeia participantes de um quebra-quebra em Brasília – e mesmo pessoas que, comprovadamente, nem sequer estavam no local físico do distúrbio. Aceita-se como fato acima de qualquer dúvida a ficção de que os baderneiros estavam tentando dar um “golpe de Estado” e, ao mesmo tempo, abolir o “estado democrático”. Nenhum problema, também, em condenar por “associação armada” gente que não tinha nem um estilingue para derrubar o governo. Provas individuais contra os acusados? Não precisa: o STF acha que foi “crime multitudinário”. É, em suma, o ordenamento jurídico do vale tudo. Não se sabe de nenhuma democracia que foi salva desse jeito. 

Créditos: Estadão. 


Fóssil de crocodilo pré-histórico é descoberto no Brasil

Foto: Zeinner de Paula.

Uma nova espécie de crocodilo pré-histórico foi catalogada por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) a partir de fragmentos fósseis encontrados em Jales, no interior de São Paulo, pela equipe de paleontologia da USP de Ribeirão Preto. 

O que aconteceu:

A espécie é a Aphaurosuchus kaiju, da família Baurusuchidae. Até 2021, esta família contava com 11 espécies e, agora, ganhou mais um integrante. 

O estudo foi publicado na revista científica Cretaceous Research (em inglês) e é fruto do mestrado desenvolvido por Kawan Carvalho Martins no Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da Unesp, em São José do Rio Preto (SP). 

O animal viveu há 80 milhões de anos e pertencia a grupo de grandes predadores que habitavam as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Nesta área, conhecida como Bacia Bauru, os dinossauros parecem ter sido quase inexistentes. No entanto, as pesquisas têm revelado fósseis dos chamados crocodiliformes, nome dado aos ancestrais dos crocodilos atuais. 

Foram encontrados 15 fragmentos da região do crânio e da mandíbula do Aphaurosuchus kaiju. Eles foram utilizados para reconstruir e imaginar como seria o crânio do animal. Os dentes eram pontiagudos, voltados para trás e com serrilhas, para cortar a carne das presas. 

Acreditamos que ele apresentava certa semelhança, na forma como predava, com a forma de predação do Dragão de Cômodo. Ele dá mordidas que cortam a pele e deixam feridas que, com o passar do tempo, permitem que ele efetue a predação. Felipe Montefeltro, orientador da pesquisa e docente do Departamento de Biologia e Zootecnia da Unesp, campus Ilha Solteira 

O tamanho dos Baurusuchidae variava entre um e três metros de comprimento. Estudos para estimar o tamanho ou o peso do A. kaiju ainda não foram realizados. 

Fonte: UOL.

1 187 188 189 190 191 823