
O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) se manifestou, nesta quinta-feira (24), a respeito das discussões ocorridas no jogo entre Flamengo e Bahia. A partida terminou com uma acusação de injúria racial contra o do meia-atacante Índio Ramírez e também imagens de um bate-boca entre ele e o atacante Bruno Henrique.
Conforme informou O Globo, a direção geral do instituto citou, por meio de nota oficial, reportagens que abordaram “uma suposta participação do Ines na elaboração de laudo técnico em que se comprovaria o teor da fala de um jogador de futebol pertencente a uma determinada agremiação esportiva”. Trata-se da alegação, por parte do Flamengo, de que pessoas vinculadas ao órgão atestaram a suposta manifestação racista de Ramírez.
No entanto, o Ines afirma que os dois profissionais, “embora pertencentes ao quadro de servidores da Instituição, em que ocupam o cargo de Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais, não o fizeram representando o Ines, mas sim de forma particular”.
Ainda na nota, assinada pela chefe de gabinete, a professora doutora Ana Regina Campello, o instituto alega ainda que “não possui a competência para se manifestar sobre questões que requeiram habilidades de ‘leitura labial’” e que “na qualidade de instituição federal de ensino vinculada ao Ministério da Educação, não possui autorização regimental para prestar serviço em prol de interesses privados a pessoas físicas ou jurídicas”.
O Flamengo disse que enviou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva esse laudo ao qual o Ines se refere. A tentativa é acrescentar ingredientes ao inquérito pedido pela procuradoria que vai apurar a denúncia de Gerson contra Ramírez e resvala no bate-boca entre o colombiano e Bruno Henrique.
