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Entre os documentos, aparecem e-mails do empresário com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew

Foto divulgada pelo governo dos EUA em que Bill Gates ( primeiro à esquerda) aparece em um grupo em companhia de Epstein | Foto: Reprodução/X
Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein diz ter auxiliado o empresário a obter medicamentos ‘para lidar com as consequências do sexo com garotas russas’ | Foto: Reprodução/X 

O governo dos Estados Unidos tornou públicos milhões de documentos referentes às investigações sobre Jeffrey Epstein, morto em 2019 e condenado por crimes sexuais. 

A liberação ocorreu depois de anos de expectativa. Uma lei sancionada pelo presidente Donald Trump exigia a divulgação até 19 de dezembro, mas só agora o Departamento de Justiça cumpriu a determinação.

O material divulgado reúne cerca de 3 milhões de páginas de registros, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, marcando o maior conjunto de informações já liberado sobre o caso. 

Entre os documentos, aparecem e-mails de Epstein com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew.

Comunicações entre Epstein e figuras públicas

Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein afirma ter auxiliado o empresário a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas” e a organizar encontros com mulheres casadas. 

Também o acusa de romper uma amizade de seis anos para proteger sua imagem e sugere que Gates encobriu uma infecção sexualmente transmissível de sua ex-esposa Melinda. 

Gates já havia classificado sua relação com Epstein como “um grande erro”, afirmando que os encontros aconteceram na tentativa de angariar doações para sua fundação, conforme declarou à CNN em 2021.

Elon Musk, empresário e ex-conselheiro de Trump, também consta nos arquivos. Em dezembro de 2013, Musk escreveu a Epstein informando que estaria nas Ilhas Virgens Britânicas e em St. Barth no fim de ano e questionou sobre a possibilidade de uma visita.

Epstein respondeu sugerindo o início do ano novo, oferecendo hospedagem e combinando datas para o encontro. Musk disse que poderia adiar seu retorno para Los Angeles para viabilizar a visita.

Acusações e respostas envolvendo Trump

Os arquivos incluem ainda uma lista do FBI com 12 denúncias relacionadas a Donald Trump e Epstein, algumas contendo acusações de abuso sexual. 

Uma delas, feita anonimamente, relata que uma menina de “13 ou 14 anos” teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump há cerca de 35 anos, sem que a denúncia especifique a data exata. 

Segundo o documento, a vítima teria sofrido agressões ao resistir. O Centro Nacional de Operações contra Ameaças do FBI recebeu os relatos, mas não há provas que os confirmem.

Todd Blanche, vice-procurador-geral dos EUA, declarou que os documentos não apresentam fundamentos para novas denúncias. 

“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020″, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA.

Trump nega qualquer envolvimento nos crimes praticados por Epstein.

Outros documentos mostram e-mails entre Epstein e Kathy Ruemmler, que atuou como advogada da Casa Branca durante o governo de Barack Obama. 

Em maio de 2016, quando Trump era pré-candidato à Presidência, Epstein mencionou uma acusação feita por uma jovem aliciada contra Trump. 

Ruemmler sugeriu uma declaração para o então pré-candidato, mas a investigação não avançou.

Epstein manteve contato com brasileiro

Os registros também revelam que, em 2009, Epstein enviou £ 10 mil ao brasileiro Reinaldo Avila da Silva, atual companheiro do lorde britânico Peter Mandelson. 

Em e-mails, Silva detalha gastos com um curso e agradece pelo auxílio. No mesmo ano, Mandelson pediu hospedagem em uma propriedade de Epstein, quando o criminoso cumpria pena por prostituição de menor. 

Em 2024, Mandelson foi nomeado embaixador do Reino Unido nos EUA, mas perdeu o cargo depois que veio à tona seu vínculo com Epstein. Ele lamentou a amizade e disse que “acreditou em suas mentiras”.

O empresário Howard Lutnick, atual secretário de Comércio do governo Trump, também aparece entre os contatos. 

Em dezembro de 2012, Lutnick trocou e-mails com Epstein para marcar um almoço em 23 de dezembro. Posteriormente, Lutnick negou ao New York Times ter comparecido ao encontro.

Os e-mails divulgados trazem ainda menções ao então príncipe Andrew, destituído dos títulos reais e expulso da residência oficial em Windsor no ano passado em decorrência de sua ligação com Epstein. 

Os arquivos incluem um convite para jantar no Palácio de Buckingham, uma oferta de Epstein para apresentar uma russa de 26 anos, além de fotos em que Andrew aparece ajoelhado próximo a uma mulher não identificada.

O ex-príncipe nega todas as acusações e sustenta sua inocência diante das denúncias.

Informações Revista Oeste

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