O Ministério Público de São Paulo cumpriu, nesta quarta-feira (14), um mandado de busca e apreensão na mansão de Deolane Bezerra, em Alphaville, região nobre da capital paulista. Segundo o boletim de ocorrência, a advogada é investigada por um crime contra a economia popular e associação criminosa, o que indica possível envolvimento com lavagem de dinheiro. A informação é da coluna Leo Dias.

Ainda, conforme o site, foram apreendidos um Porsche, uma Mercedes Cabriolet 2021 e uma Land Rover Evoque 2021/2022. Dois relógios das marcas Rolex e Bvulgari também foram apreendidos, mas segundo Deolane os itens seriam falsos. O Ministério Público ainda apreendeu sete cadernos com anotações, quatro notebooks e registros de contabilidade. Um celular iPhone 13 Pro Max também foi levado. Um dos carros apreendidos vale cerca de R$ 1 milhão.

Segundo a investigação, a lavagem de dinheiro estaria se dando principalmente por meio da compra e venda de veículos de uma loja chamada Mille, localizada no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista.

Em video resgatado na web, internautas relembram quando Deolane disse que só defendia causas para bandidos.

Informações Terra Brasil Notícias


Produzir um filme sobre uma celebridade real que conta com milhares de fãs não é uma missão fácil. Muito menos quando se trata de um dos maiores nomes da música mundial. É o caso de “Elvis“, a cinebiografia do rei do rock que chega aos cinemas brasileiros hoje.Comprar ingresso

Dirigido por Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”), o filme se propõe a contar a história do astro pela visão do seu controverso empresário, Colonel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks. Por se tratar de um longa sobre uma figura tão conhecida, o diretor precisou tomar cuidado redobrado com a maneira que abordaria o personagem. A Splash, contou que, além da pressão normal dos produtores, ele também lidou com as expectativas da ex-mulher, Priscilla Presley, e da filha, Lisa Marie.

“Foi uma pressão diferente, eu diria. Você sente a pressão dos estúdios e das finanças, porque você quer ter a certeza de que eles não vão deixar o projeto. Mas [estava lidando com] a fé da Priscilla e da Lisa Marie.”

O cineasta explicou ter conhecido brevemente mãe e filha antes do início das filmagens e, em decorrência da pandemia da covid-19, que começou durante a produção, Luhrmann não teve contato com as duas. “De repente, estávamos todos isolados por causa da pandemia, mas a fé delas foi um peso.”

O peso de se fazer um filme é uma coisa, mas a responsabilidade de contar a história de um pai, um marido ou um avô, é muito grande.none

Para o diretor, era preciso tomar muito cuidado com a maneira que Elvis seria retratado. “Um filme é uma ferramenta poderosa, que pode causar muito dano. Contar histórias é um instrumento poderoso e você pode danificar muitas coisas por meio da forma como você conta. Então, eu queria fazer o oposto disso: trazer à tona a humanidade de Elvis, sua relevância e o porquê é relevante hoje, e sempre será.”

O mesmo peso sentido por Baz Luhrmann pressionou também Austin Butler, ator que interpreta Elvis Presley no filme. “Era o marido de Priscilla e o pai de Lisa Marie, então era uma pressão imensa”, contou a Splash.

Elvis e Priscilla Presley no dia do casamento  - Getty Images - Getty Images
Elvis e Priscilla Presley no dia do casamento, em 1967Imagem: Getty Images

Ser Priscilla

Já para Olivia DeJonge, a Priscilla de “Elvis”, o fato de sua personagem ainda estar viva tornou o processo um pouco mais fácil. “Você sabe o que você tem que fazer, está tudo ali”, disse. Porém, ela acredita que há também uma parte negativa: “vão ter comparações”.

Eu estou muito agradecida por ter essa oportunidade, porque é um desafio se colocar nesse lugar e interpretar alguém que vai eventualmente assistir ao filme.none

O Resultado

Ao assistirem a “Elvis”, Priscilla e Lisa Marie ficaram bastante felizes com o título. Durante a pré-estreia do longa, em Memphis, na qual Splash esteve presente, a ex-mulher do rei do rock foi apenas elogios à produção.

“Minha família e eu estamos aqui para apoiar esse filme e agradecer a todos os que estão no nele. Baz, você é um gênio.”

Quanto à atuação de Austin Butler, Priscila teve a impressão de que o ator se tornou Elvis de verdade e foi “guiado espiritualmente” pelo cantor durante as filmagens.

Baz Luhrmann, Olivia DeJong e Austin Butler em pré-estreia de 'Elvis'. Os três foram muito elogiados pela família do rei do rock - Jeremy Chan/Getty Images - Jeremy Chan/Getty Images
Baz Luhrmann, Olivia DeJong e Austin Butler em pré-estreia de ‘Elvis’. Os três foram muito elogiados pela família do rei do rockImagem: Jeremy Chan/Getty Images

Já Lisa Marie Presley usou as redes sociais para elogiar o ator. Ela estava há muito tempo sem publicar nada em seus perfis desde que seu filho, Benjamin Keough, morreu em 2020. “Eu não posto há algum tempo porque realmente não há muito a dizer, já que estou e estarei para sempre de luto pela perda do meu filho. Navegar por essa dor hedionda que destruiu e despedaçou meu coração e minha alma em quase nada me engoliu por inteiro”, escreveu.

No entanto, a filha de Elvis gostou tanto do filme que quis falar com os fãs, mesmo enlutada. “Deixe-me dizer que é nada menos que espetacular. Absolutamente requintado”, afirmou, complementando que Austin Butler “canalizou e incorporou o coração e a alma de meu pai lindamente.”

A resposta positiva aliviou Butler. “Eu não poderia estar mais feliz. De verdade, eu fico falando isso, que fico me beliscando, porque parece um sonho. Nenhum outro trabalho significou tanto para mim e eu nunca coloquei tanto da minha alma e de quem eu sou em algo como nesse filme.”

Eu terminei de filmar e eu não fazia ideia de como seria o resultado final. Tivemos muitos sacrifícios durante o processo, e você fica na esperança que dê o resultado. O fato de ter um significado tão importante para elas me deixa sem palavras.none

DeJonge contou ter a mesma sensação: “É um alívio enorme! Sentir a aprovação dela [Priscilla] é como se eu pudesse finalmente respirar depois de todos esses anos. É tão incrível ter o apoio dela, e de toda a família. É mais do que poderíamos ter pedido!”

Informações Splash UOL


BOMBA: Boninho ameaça sair da Globo após demissão de sua esposa Ana Furtado 

Na última segunda-feira, dia 11, Ana Furtado anunciou que está deixando a Rede Globo após 26 anos de trabalho. Através das redes, a apresentadora aproveitou para fazer uma pequena retrospectiva de toda a sua trajetória. Quem também se pronunciou foi Boninho, seu marido. Mas, não foi só nas redes que o Big Bossfalou. 

Segundo o colunista Alessandro Lo Bianco, um dos apresentadores do programa A Tarde é Sua,Ana foi demitida da emissora. Por conta disso, Boninho ficou muito infeliz.

– É um terremoto que pode pegar para pior o entretenimento da Globo. A demissão vem sendo planejada desde a chagada da Maria Beltrão para o É de Casa. Até o final do Dança dos Famosos, havia uma esperança que ela pudesse ocupar um mínimo da programação. 

Ainda segundo o colunista, o Big Boss mostrou sua indignação com uma ameaça de sair da Globo:

– No meio dessa discussão, o Boninho teria ameaçado sair e pedido para pensarem em um novo diretor de entretenimento.

Informações Terra Brasil Noticias


Sertanejo precisou fazer cirurgia para retirada de hérnia de disco

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Nesta segunda-feira (11) o cantor Wesley Safadão usou as redes sociais para avisar aos fãs que recebeu alta hospitalar após cirurgia para retirada de hérnia de disco. 

Na legenda da publicação, o artista agradeceu à equipe médica e comunicou que irá continuar o tratamento em casa. 

“Recebi alta, estou indo para casa continuar o tratamento. Obrigado meu Deus, Dr. Francisco Sampaio, Dr Robertor Kalil e equipe por toda a dedicação e cuidado, minha gata Thyane que esteve ao meu lado cada segundo, e minha gratidão a vocês, por todas as orações e mensagens” escreveu o artista. 

Safadão precisou cancelar toda agenda de shows do São João. 

Informações Bahia.ba


Aos 45 anos, a atriz reflete que a situação na época era “normal”

Luana Piovani Foto: Eduardo Martins / AgNews

Luana Piovani fez uma revelação sobre seu passado na TV Globo. Em entrevista à revista Veja nesta sexta-feira (8), a atriz compartilhou um episódio de quando tinha apenas 20 anos. O comentário veio após ela ser questionada sobre ter presenciado ou sido vítima, em meio às cada vez mais frequentes denúncias de assédio e abuso na emissora.

Sem rodeios, Luana inclusive “deu nome aos bois”, ao relatar que o episódio foi com o diretor Carlos Manga, falecido em 2015. Hoje, aos 45 anos, a atriz reflete que a situação na época era “normal”.

– Vivi um abuso aos 20 anos, mas na época era normal e só me dei conta mais tarde. Eu e algumas pessoas, entre elas Luiza Brunet, que seria minha mãe no folhetim, estávamos na sala do diretor Carlos Manga. De longe, ele bateu na perna e disse: “Senta aqui” – contou.

De acordo com a atriz, ela não atendeu ao pedido do diretor e, posteriormente, acabou ficando de fora do elenco de Anjo Mau.

– Pensei: “tiozinho ousado”. Sentei no braço da poltrona. Depois, fui tirada da novela sob o pretexto de que desagregava. Hoje vejo que aquele episódio pode ter pesado [para não conseguir o papel] – completou.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador digital, Luva de Pedreiro está envolvido em mais uma polêmica, desta vez, o cantor Delled Avassalador. Em entrevista ao site Info Serrinha, o artista afirmou que já usava o bordão há muito tempo, e que “receba” é a sua marca.

“Em 2009 eu já usava o bordão, até mesmo nos banners antigos tem o receba. Desde 2009 que uso isso. Tenho esse receba já vai lá pra uns 15 anos. No Youtube é possível encontrar tudo. O receba já me acompanha há muitos anos”, disse.

O cantor ainda disse que ficou feliz com a repercussão do bordão e que gostaria de ter o reconhecimento do influenciador digital. “Fiquei até feliz que o meu ‘receba’ ajudou nos vídeos dele. Claro que o ‘receba’ é nosso. O que eu queria é que ele fizesse tipo o que Whinderson fez com o Popó. Naquela luta o Popó só tinha 800 [mil] seguidores, e o Whinderson pediu no perfil dele que as pessoas seguissem o Popó por tudo que ele representa para o país, o que fez no boxe, com isso Popó ganhou quase 4 milhões de seguidores, então ajudaria bastante”.

*Bahia.ba


Foto: reprodução redes sociais
Foto: reprodução redes sociais

O ex-jogador de futsal Falcão revelou a parceria com o influenciador baiano Luva de Pedreiro. Em postagem nas redes sociais, o atleta ressaltou que todas as decisões sobre a carreira do influenciador serão tomadas por Luva.

“Receba o que for seu! Obrigado por ter me procurado e me escolhido em te ajudar! O mundo abraçou você e sua #Tropa” iniciou o texto.

Fazendo referência à relação conturbada e aos rumores de conflitos entre Luva de Pedreiro e seu ex-empresário, Falcão disse ainda durante o anúncio: “Te apresento pessoas do bem e super profissionais que estarão dia a dia com você e colocará tudo na mesa para que vocês decidam”.

A partir de agora, Luva será agenciado pela empresa F12.bet, criada por Falcão no começo deste ano.

*Bahia.ba


Cantora reclamou de manifestações políticas realizadas durante apresentação em Salvador

Elba Ramalho interrompeu show durante gritos pró-Lula Foto: Reprodução/Twitter

Durante um show realizado neste domingo (26) em uma festa de São João na cidade de Salvador, na Bahia, a cantora Elba Ramalho repreendeu parte do público por causa de gritos de cunho político entoados durante sua apresentação.

Enquanto a artista falava da pandemia de Covid-19e se preparava para apresentar um clipe sobre o assunto, uma parte da plateia começou a gritar contra o presidente Jair Bolsonaro e a favor do ex-presidente Lula. Elba então disse que sua apresentação não era “um comício”.

– Isso é um show de São João, não é um comício – declarou.

Enquanto os gritos continuavam, Elba Ramalho declarou: “A plateia está se manifestando. Como a gente vive em um país democrático, tem que deixar. Cada um tem o presidente que merece”. Após o público interromper os gritos, a artista continuou com o show.

Informações Pleno News


Atriz relata que uma enfermeria a abordou após o parto e ameaçou divulgar as informações

Klara Castanho Foto: Andy Santana/AgNews

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP) anunciou, neste domingo (26), que vai investigar um possível vazamento de informações sigilosas e se houve infração ética no caso da atriz Klara Castanho, que entregou seu bebê à adoção após ter sido vítima de estupro.

Em carta aberta, Klara disse que uma enfermeira a abordou após o parto e ameaçou divulgar as informações sobre a adoção à imprensa. Ela repudiou o vazamento da história.

Em nota, o Coren-SP ressaltou que “compete ao conselho investigar situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem” e “adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem”.

Afirmou também que “seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional”. O conselho ainda manifestou sua solidariedade à atriz.

– Tão logo venha a dispor das informações necessárias para a investigação, o Coren-SP reforça que todos os procedimentos para apuração serão devidamente realizados – concluiu.

Nota do Coren-SP na íntegra
O Coren-SP, assim como a sociedade brasileira, tomou ciência neste final de semana da situação exposta por atriz, que menciona, em uma carta aberta, ter sido alvo de ameaça de uma enfermeira e a seguinte confirmação por colunista da imprensa a respeito de informações sobre a entrega para adoção de um bebê fruto de um estupro.

Compete ao Coren-SP apurar as situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem (Resolução Cofen nº 370/2010).

Nesse sentido, o conselho seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos.

O conselho manifesta sua solidariedade à atriz e reafirma seu compromisso cotidiano com a ética profissional da enfermagem e com a segurança da assistência prestada pela categoria. Tão logo venha a dispor das informações necessárias para a investigação, o Coren-SP reforça que todos os procedimentos para apuração serão devidamente realizados.

ENTREGA PARA ADOÇÃO
Pela lei brasileira, Klara teria direito a fazer um aborto legal. A atriz afirmou, no entanto, que tomou a decisão de fazer uma entrega direta para adoção.

A entrega voluntária para adoção está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mãe entregue o filho para adoção em um procedimento assistido pela Justiça.

Informações Pleno News


Atriz se pronunciou após assunto vir à tona nas redes sociais depois de ter sido mencionado por Antonia Fontenelle

Atriz Klara Castanho Foto: Thiago Duran / AgNews

Na noite deste sábado (25), a atriz Klara Castanho, da TV Globo, esclareceu uma história que circulou nas redes sociais sobre ela ter engravidado e doado o bebê para adoção. Em sua conta do Instagram, ela publicou um longo relato detalhando o episódio, onde revela que foi estuprada, mas que teve a criança e entregou para a adoção.

O assunto ganhou destaque após a apresentadora Antônia Fontenelle revelar, durante uma live, que uma atriz global de 21 anos havia engravidado e entregue a criança para a adoção. Apesar de não revelar o nome, Fontenelle chegou a dizer que o colunista Leo Dias, do site Metrópoles, havia descoberto a história. De acordo com a apresentadora, Klara Castanho teria pedido ao colunista para não revelar a história, o que foi cumprido.

Após live, o assunto ganhou corpo nas redes sociais, o que levou a própria atriz a se pronunciar sobre o fato. Em sua carta, ela explicou que foi estuprada, mas que decidiu não fazer um “boletim de ocorrência”. Klara contou que, após o estupro, se sentiu culpada e com “muita vergonha”.

“As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho”, contou.

A atriz então contou que descobriu a gravidez quase no final da gestação, mesmo com seu cliclo menstrual normal e sem mudanças no corpo.

“Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana”, explicou.

Klara Castanho Foto: Andy Santana / AgNews

Klara Castanho então contou que doou a criança, porque ela “merece ser criada por uma família amorosa”. Além disso, confirmou que foi procurada por dois colunistas e que, após conversar com eles, ambos prometeram não revelar a história.

“Eu vou tentar me reconstruir, e conto com a compreensão de vocês para me ajudar a manter a privacidade que o momento exige”, concluiu o relato.https://www.youtube.com/embed/vsrEhmQRr0Q?start=2687&feature=oembed

Leia o relato completo da jovem atriz:

CARTA ABERTA
Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la desse maneira é algo que me
apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri.

Fui estuprada.

Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos.

Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu.

As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho.

Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim.

Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada.

Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui.

Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas.

Fui informada que eu gerava um feto no meu útero.

Sim, eu estava quase no término da gestação quando eu soube. Foi um choque. Meu mundo caiu.

Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga. Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu.

O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência.

E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de violências que aconteceram comigo.

Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu.

Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher.

Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana.

Eu procurei uma advogada e conhecendo o processo, tomei a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. Passei por todos os trâmites: psicóloga, ministério publico, juíza, audiência – todas as etapas obrigatórias. Um processo que, pela própria lei, garante sigilo para mim e para a criança.

A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura.

No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: “Imagina se tal colunista descobre essa história”. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger.

Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações.

Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. Eu não tive tempo de processar tudo aquilo que estava vivendo, de entender, tamanha era a dor que eu estava sentindo. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar. Um outro colunista também me procurou dias depois querendo saber se eu estava grávida e eu falei com ele.

Mas apenas o fato de eles saberem, mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o
sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim e nem pela criança.

Bom, agora, a notícia se tornou pública, e com ela vieram mil informações erradas e ilações mentirosas e cruéis.

Vocês não têm noção da dor que eu sinto. Tudo o que fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei. A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha as lembranças de um fato tão traumático.

E ela não precisa saber que foi resultado de uma violência tão cruel.

Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias.

A verdade é dura, mas essa é a história real. Essa é a dor que me dilacera. No momento, eu estou amparada pela minha família e cuidando da minha saúde mental e física. Minha história se tornar pública não foi um desejo meu, mas espero que, ao menos, tudo o que me aconteceu sirva para que mulheres e meninas não se sintam culpadas ou envergonhadas pelas violências que elas sofrem.

Entregar uma criança em adoção não é um crime, é um ato supremo de cuidado. Eu vou tentar me reconstruir, e conto com a compreensão de vocês para me ajudar a manter a privacidade que o momento exige.

Com carinho,
Klara Castanho