Carlo Ancelotti, do Real Madrid, foi eleito o melhor técnico do ano pela Uefa Imagem: Lukas Schulze – UEFA/UEFA via Getty Images
A era Tite no comando da seleção brasileira chegou ao fim com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo do Qatar.
Agora, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) busca um novo treinador para o ciclo até a Copa de 2026.
A cúpula da entidade quer um técnico de renome e não descarta a contratação inédita de um estrangeiro. O italiano Carlo Ancelotti, hoje no Real Madrid, é um dos cotados.
No entanto, a possibilidade de um estrangeiro assumir o cargo não é vista com bons olhos por treinadores que comandaram a seleção.
Carlos Alberto Parreira
Técnico da seleção brasileira em três oportunidades (1983, 1991-1994 e 2003-2006) e campeão do mundo em 1994, Parreira não se surpreende com o lobby por estrangeiros, mas crê que o mercado nacional tem nomes competentes para substituir Tite.
Essa história não é nova. Fui indicado para ser treinador da seleção brasileiraem três oportunidades, depois acompanhei outros treinadores indicados. No meu modo de ver, tem que ser um treinador brasileiro. Quando você considerar que não tem ninguém em condições em dirigir a seleção brasileira, o que eu acho que não é o caso, você pode até pensar num estrangeiro. É complicado, a seleção brasileira nunca teve treinador estrangeiro, mas um dia isso pode mudar. Sempre se fala em estrangeiros, eu acho que eles podem até aportar algumas coisas, mas eu não vejo a necessidade da seleção brasileira ser dirigida por um técnico estrangeiro. Tem que ser alguém que conheça a nossa cultura, que convive no nosso ambiente. Sou favorável que a CBF encontre um nome brasileiro”
Sebastião Lazaroni
Treinador do Brasil em 1989, quando foi campeão da Copa América, e na Copa de 1990, Lazaroni segue o mesmo caminho de Parreira.
Acho importante respeitar as conquistas, respeitar a cultura e características do futebol brasileiro. Temos que dar valor a essa escola de treinadores brasileiros. Sou partidário de que a experiência, a bagagem e o conhecimento são fatores importantes para a possibilidade de dar a continuidade dessa história vitoriosa do futebol brasileiro. Sempre o Brasil se caracterizou e foi notório nas conquistas em cima de treinadores brasileiros, comissão técnica brasileira, acho que o Brasil é referência para todo o mundo”
Emerson Leão
Comandante da seleção brasileira em 2000 e 2001, o ex-treinador foi o mais enfático ao se posicionar contra a possibilidade de um estrangeiro ser o sucessor de Tite.
Seria uma calamidade se isso acontecesse para o futebol brasileiro, o desprestígio para toda a classe, então eu acho que deveria tomar partido. A seleção brasileira está desfeita. O presidente da CBF tem de ter pessoas capacitadas ao lado dele para não fazer coisa errada ou mais coisa errada do que já fizeram. Acho que a seleção brasileira não deve ter treinador estrangeiro. Não precisamos de treinador estrangeiro porque o que nós ganhamos até agora só foi com treinador brasileiro. Já treinei em outros lugares, outros países, eu não estou contra o treinador estrangeiro, estou defendendo o treinador brasileiro”
Ancelotti levantou a Champions League quatro vezes e pode parar na seleção Imagem: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images
A anunciada saída de Tite depois da eliminação na Copa do Mundo do Qatar abriu caminho para um novo trabalho dentro da seleção brasileira. Segundo apurou o UOL Esporte, o plano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é que o novo ciclo tenha à frente um treinador de peso dentro do futebol internacional com foco na Copa de 2026.
Ainda antes de a bola rolar na Copa de 2022, dois nomes de impacto foram consultados informalmente por pessoas com total conhecimento e autorização da CBF: o catalão Pep Guardiola, do Manchester City, e, especialmente, o italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid.
Sonho antigo da seleção, Guardiola não demonstrou muito interesse em aceitar o desafio de trabalhar no Brasil. Em novembro, inclusive, renovou contrato com o Manchester City até junho de 2025 e enterrou de vez o plano da CBF.
Já Ancelotti foi consultado pela primeira vez em outubro. Ele se mostrou aberto a avançar com as conversas e, a depender do projeto apresentado, abrir negociações concretas. No entanto, o italiano avisou que só aceita conversar quando o cargo estiver vago e que pretende finalizar a temporada no Real Madrid. Aceitaria, então, assumir o cargo em junho de 2023.
Para concordar com as condições de Ancelotti, que tem acordo vigente com o Real até junho de 2024, a CBF teria que provavelmente negociar a saída dele da Espanha e, acima de tudo, também encontrar um interino para comandar a seleção nos próximos jogos, durante a data Fifa que vai do fim de março ao começo de abril — os adversários ainda não estão definidos, mas a tendência é de que sejam amistosos.
Aos 63 anos, Carlo Ancelotti é um dos treinadores mais vencedores na ativa. Foi campeão em todos os países por onde passou: Itália (Milan), Inglaterra (Chelsea), França (PSG), Alemanha (Bayern de Munique) e Espanha (Real Madrid). Tem quatro títulos da Liga dos Campeões no currículo. Atualmente, trabalha no Real ao lado de Vini Jr, Rodrygo e Éder Militão.
O treinador é um dos melhores amigos no futebol de Tite, agora ex-comandante da seleção. Recentemente, Vini Jr disse que os dois são responsáveis por sua evolução e têm estilos parecidos: “Acredito que a semelhança é do lado humano, de ter a consciência do que é o melhor para o jogador, para a gente dentro do elenco. Eles entregam tudo muito fácil para nós dentro de campo termos não só uma opção, mas sim muitas opções e saber o caminho por onde ir.”
Tite deixa a seleção depois da Copa do Mundo 2022 com seis temporadas de trabalhoImagem: Anne-Christine Poujoulat/ AFP
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, já declarou recentemente que não descarta a contratação de um treinador estrangeiro para substituir Tite, que esteve no cargo de 2016 a 2022. O português Abel Ferreira, em alta no Palmeiras há dois anos, é um candidato que está na mesa, mas que, neste momento, não é consensual.
Opções brasileiras correm por fora na preferência da confederação. De contrato renovado no Fluminense, Fernando Diniz, por exemplo, conta com o lobby de vários jogadores, entre eles Daniel Alves, Thiago Silva, Bruno Guimarães, Antony e principalmente Neymar. Treinadores portugueses também são vistos com bons olhos, já que também não teriam obstáculos em relação à língua.
Antes de avançar de vez com a escolha do treinador, a CBF trabalha para contratar um novo diretor de seleções, visto que Juninho Paulista deve sair. A ideia prioritária é trazer um nome com perfil moderno e profissional e com experiência em clubes.
Vini Jr. lamenta gol anulado na partida entre Brasil e Suíça, pela Copa do Mundo do Qatar Imagem: Julian Finney/Getty Images
Em litígio com a Nike, o atacante Vinicius Jr, do Real Madrid (ESP) e seleção brasileira, não terá tarefa fácil para romper com a empresa norte-americana. O UOL Esporte apurou que não há multa no contrato entre os dois, mas exatamente por isso se torna ainda mais difícil romper o vínculo válido até 2028.
Como efetivamente não há multa rescisória no acordo assinado pelas partes, a única forma de romper o contrato é por acordo entre o jogador e a fornecedora de materiais esportivos ou por via judicial – e Vini já acionou advogados nesse intuito.
O atacante já manifestou à empresa sua vontade de sair e aguarda a posição da Nike. A empresa norte-americana prefere o silêncio: não respondeu ao atleta após tomar ciência do fato, nem se posicionou quando procurada pelo UOL Esporte.
A Nike, na verdade, não aceitou bem a provável saída de Vini Jr. Após romper contrato com Neymar por iniciativa própria, a fornecedora de materiais esportivos não tinha nos planos perder sua principal estrela brasileira no momento. O jogador do Real Madrid tem todos os requisitos que a empresa busca atualmente: um atacante, jovem, atuando em um grande clube e já presente na prateleira mais alta da Europa.
Apesar da resistência da Nike, o entorno do atacante garante que não há volta. Segundo ouviu o UOL Esporte, a insatisfação de Vini Jr não é de ordem financeira, mas sim sobre tratamento recebido pela marca. O atacante avalia como injusta a forma como tem sido tratado pela empresa.
Vini Jr possui as chuteiras da última coleção da Nike, mas não as utiliza como forma de protesto. O jogador disputou as finais da Liga dos Campeões da Europa e a Copa do Mundo com a versão antiga do modelo chamado Mercurial. Questionado sobre o tema em coletiva ainda no Qatar, ele desconversou.
“Não posso falar. Temos um contrato, somos parceiros, não podemos falar sobre a nossa relação. Como não falo da relação com meu pai, não posso falar da nossa relação com vocês”, disse.
O litígio entre Vini Jr e Nike agita os bastidores do mercado esportivo. Adidas e Puma estão de olho no atacante do Real Madrid (ESP) e já acenaram com propostas de valores até dez vezes maioresdo que o jogador recebe hoje. Não há nada oficial de forma a evitar que seja configurado assédio a um atleta com contrato vigente com outra marca.
Pessoas próximas a Vini asseguram que a insatisfação com a Nike não é de ordem financeira, mas uma proposta com quantias elevadas pode ser diferencial. O jogador de 22 anos acredita que recebe um tratamento injusto da marca.
Vinicius Jr é patrocinado pela Nike desde os 13 anos. O descontentamento existe há meses e o atacante não participou dos últimos eventos da patrocinadora, nem mesmo do filme de lançamento do novo uniforme da seleção – no qual, em teoria, deveria ser a estrela dada a convergência de interesses: a Nike patrocina Brasil e também o atacante do Real Madrid.
Vini teve ascensão midiática meteórica nesta Copa do Mundo e estampa diversos comerciais, aparecendo para o público brasileiro até mais do que Neymar nos intervalos dos jogos da seleção. Em sua rede social, o jogador possui um “destaque” para cada marca que fechou parceria, mas não para a Nike. A ação de organizar as parcerias em destaques foi feita depois do litígio com a gigante de materiais esportivos, então a Nike nunca esteve ali.
Na manhã deste domingo (11), parte da delegação da seleção brasileira desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, depois da derrota na Copa do Catar. O grupo incluía o técnico Tite e sua comissão técnica, os jogadores Raphinha, Rodrygo, Danilo, Weverton, Ederson e Everton Ribeiro e o presidente da CBF Ednaldo Rodrigues. Os outros membros ficaram na Europa.
Tite, que estava bastante emocionado, agradeceu um grupo de pessoas que aplaudiu a equipe na passagem pelo saguão. No entanto, o técnico não quis dar entrevistas.
Um dos únicos a falar com a imprensa, o jogador Everton Ribeiro comentou que o clima no avião durante a volta era de tristeza. “É muito recente ainda. Todo mundo está frustrado, triste. Não esperávamos isso, estávamos confiantes de chegar à final. O trabalho foi feito para cima, estava caminhando bem, com uma equipe forte. Infelizmente, em um jogo, sofremos um chute no gol e perdemos nos pênaltis”, comentou o jogador do Flamengo.
“O Brasil não merecia. Só temos a agradecer à torcida, que desde o primeiro momento nos ajudou. A gente sentia essa energia, esse pensamento positivo, e isso nos deixou orgulhosos lá. É muito triste não ter sido campeão”, completou Everton.
Meio-campista tem passagens por seleções de base do Uruguai e está no New York City desde 2020
Foto: Reprodução
O Bahia tem mais um reforço garantido que vem de um clube do City Football Group. Trata-se do meio campista uruguaio Nicolás Acevedo. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista argentino César Luis Merlo, da TyC Sports.
Acevedo tem 23 anos e está jogando pelo New York City desde 2020, quando foi adquirido por 2,3 milhões de euros (R$ 12,6 milhões) junto ao Liverpool Montevideo.
A contratação do meio-campista pelo Bahia será por empréstimo de uma temporada, com opção de compra estipulada em contrato.
A aquisição do volante pelo City Group foi mais uma que também passou pelo crivo da equipe comandada pelo então diretor de Scouting na América Latina, Carlos Santoro.
Revelado pelo Liverpool-URU, Acevedo jogou 32 partidas em 2019, chamando a atenção dos olhares do Grupo City.
Pelo New York City, acumulou 15 partidas em 2020; jogou 25 partidas em 2021; e em 2022 atuou em 41 jogos, sendo titular em 35 destes.
Pela seleção uruguaia, Acevedo jogou pelas categorias de base, incluindo em competições sub-19, sub-20 e Pré-Olímpico.
Treinador anunciou a decisão logo depois do jogo contra a Croácia, que terminou com a derrota dos pentacampeões
O técnico Tite confirmou, nesta sexta-feira, 9, em coletiva de imprensa, que deixará o comando da Seleção Brasileira. A declaração foi proferida depois do jogo entre Brasil e Croácia, que terminou com a derrota dos pentacampeões.
“Fim de ciclo”, anunciou o treinador. “Já havia colocado há mais de um ano e meio isso. Não sou um cara de duas palavras. Não estava jogando para ganhar e depois fazer drama para ficar, quem me conhece sabe.”
O treinador foi para o vestiário logo após o zagueiro Marquinhos perder a cobrança que sacramentou a eliminação brasileira. Indagado se não deveria permanecer em campo, visto que é o comandante da Seleção, Tite respondeu: “Talvez pudesse fazer isso, mas, seguramente, os jogadores sabem quanto orgulho tenho do trabalho, de estar junto e do comprometimento que tenho com o trabalho que desenvolvi.”
A Seleção Brasileira vencia por 1 a 0 até os 115 minutos de jogo. Restando apenas 5 minutos para o fim da partida, os croatas conseguiram um contra-ataque e empataram o confronto. Nos pênaltis, os europeus venceram por 4 a 2.
‘Até o fim do Mundial’
Em fevereiro, durante entrevista ao programa esportivo Redação SporTV, Tite havia dito que encerraria sua passagem pela Seleção Brasileira ao fim da Copa do Catar.
“Estou muito focado no trabalho”, afirmou o treinador, ao ser interpelado sobre a possibilidade de deixar a Seleção Canarinho. “Tive uma oportunidade que muitos outros profissionais não tiveram ao longo de nossa história. Não convém responder agora se essa será minha última Copa do Mundo, mas tenho consciência do meu ciclo. Esse ciclo vai até o fim do Mundial.”
O treinador, de 60 anos, chegou à Seleção depois de conquistar títulos por diversos clubes, especialmente pelo Corinthians. No alvinegro, Tite venceu o Campeonato Paulista (1), o Campeonato Brasileiro (2), a Libertadores da América (1), a Recopa (1) e o Mundial de Clubes.
O Hospital Albert Einstein divulgou, nesta terça-feira (6), um novo boletim médico sobre o quadro de saúde do ex-jogador Edson Arantes, mais conhecido como Pelé. De acordo com a nota, o Rei do Futebol “segue evoluindo com melhora progressiva do estado geral.”
“O paciente segue evoluindo com melhora progressiva do estado geral. Permanece em quarto comum, com sinais vitais estáveis, consciente e sem novas intercorrência”, diz o comunicado.
Pelé foi internado na terça-feira (29), para uma reavaliação da terapia quimioterápica em virtude do câncer de cólon, identificado em setembro do ano passado. Ele ainda não tem previsão de alta.
Renato Paiva já treinou o Benfica B — Foto: Reprodução / Site Oficial
Após a confirmação da SAF com o Grupo City, no último sábado, o Bahia está próximo de contar com um novo treinador para 2023. Faltam apenas alguns detalhes para que o português Renato Paiva seja oficializado. Escolha do City Football Group, o treinador vai viajar do México com destino ao Brasil, nesta terça-feira, e chega em substituição a Eduardo Barroca, que deixou o Tricolor após a campanha do acesso. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista português Pedro Sepúlveda e confirmada pelo ge.
Se for confirmado como técnico do Tricolor, Renato Paiva vai assinar um contrato de uma temporada. Procurado pela reportagem, o Bahia informou que não comenta negociações.
Renato Manuel Alves Paiva tem 52 anos e uma longa carreira como treinador na base do Benfica. O português também treinou a equipe B dos Encarnados, em 2018/19, 2019/20 e 2020/21, antes de deixar a Europa para trabalhar no Independiente del Valle, do Equador, entre 2021 e 2022. No clube equatoriano, foram 62 jogos e 31 vitórias.
Este ano, Renato Paiva defendeu o León, do México, mas por pouco tempo. Foram apenas doze partidas e três vitórias, entre os meses de julho e outubro.
Além da Série A do Campeonato Brasileiro, o Tricolor vai disputar Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil na primeira temporada de Bahia SAF.
A reapresentação do elenco está marcada para a próxima segunda-feira. O Bahia estreia em 2023 contra o Juazeirense, no dia 11 de janeiro, às 19h15 (de Brasília), pela primeira rodada do torneio estadual, com mando de campo tricolor.
Desde a rescisão com Manchester United, o atacante estava sem clube
Reprodução: FIFA
Cristiano Ronaldo vai assinar um contrato de dois anos e meio com o Al Nassr e começará a jogar a partir do dia 1º de janeiro, conforme foi anunciado nesta segunda-feira (5) pelo jornal espanhol Marca. Desde a rescisão com Manchester United, o atacante estava sem clube.
De acordo com a Marca, CR7 receberá um pouco menos de 100 milhões de euros, mas com os contratos de publicidade deve chegar a cerca de 200 milhões de euros, cerca de R$ 1,09 bilhão, por temporada, superando o francês Kylian Mbappé, do PSG, podendo chegar a ser o jogador mais bem pago do mundo.
O Al Nassr é comandado pelo técnico francês Rudi García e tem no elenco o meia Talisca, revelado pelo Bahia, o goleiro colombiano Ospina e o atacante camaronês Aboubakar.
Espanhol de 55 anos tem passagens de grande sucesso por Barcelona e participou de toda a fase de sucesso do Manchester City e expansão do CFG
Fonte: Getty Images
Ferran Soriano é um dos novos nomes que passam a fazer parte da realidade do Esporte Clube Bahia, a partir de agora também Bahia SAF. Mas, quem é ele? Qual é o seu currículo? E o que ele já fez por outros clubes que pode fazer pelo Tricolor? Conheça o CEO do City Football Group.
Espanhol, nascido em Barcelona, Ferran Soriano tem 55 anos e mais de 25 anos de experiência em negócios em dez países, incluindo indústrias de bens de consumo, telecomunicações, aviação e, principalmente, futebol.
Sua formação é em administração, pela Esade, na Espanha, com MBAs na Bélgica e nos Estados Unidos.
Além de um executivo de sucesso, também é o autor de um livro publicado em mais de dez países: ‘Goal: The Ball Doesn’t Go In By Chance’ (‘A bola não entra por acaso’). Ele é casado, tem duas filhas e vive em Manchester, sede do CFG.
Sua fluência na língua portuguesa não é de se estranhar. Afinal, ele fala um total de seis idiomas – catalão, espanhol, inglês, italiano, francês e português. E chegou, inclusive, a morar no Brasil na época em que trabalhou na Telesp.
Trabalho no Barcelona
Ferran Soriano em sua época de Barcelona nos anos 2000
Como dirigente de futebol, seu primeiro trabalho de grande destaque foi como vice-presidente e CEO do Barcelona, de 2003 a 2008. É conhecido por ter participado do trabalho que revolucionou o clube catalão, participando de negociações de superestrelas, como Ronaldinho Gaúcho, e as renovações contratuais com Lionel Messi.
Foi durante seu período no clube que Pep Guardiola, desde as divisões de base, já começava a surgir para o futebol mundial com um novo estilo de jogo.
Não só isso, no Barcelona também liderou grandes acordos de TV e merchandising significativos, incluindo um inovador contrato sem fins lucrativos com a UNICEF.
Em seu período no clube, o Barça que registrava prejuízo de € 73 milhões por ano, passou a acumular lucro de € 88 milhões. As receitas do clube saltaram de € 123 milhões para € 308 milhões no fim da sua gestão.
Ferran Soriano é um dos nomes da nova realidade do Esporte Clube Bahia, agora como SAF. Espanhol, nascido em Barcelona, ele é o CEO do City Football Group e fará parte do dia-a-dia do Esquadrão de Aço a partir de agora.
Chegada ao City Football Group
Ferran Soriano segurando a taça em um dos títulos ingleses do City
O Grupo City tem como principal conduta a busca pelos melhores profissionais do mercado. E não seria diferente quando iniciou suas atividades no futebol, buscando rapidamente assumir um lugar de destaque com o Manchester City.
Para isso, precisaria de grandes nomes que auxiliassem no crescimento do clube e do Grupo como um todo. Ferran foi esse profissional, contratado como Diretor-presidente, CEO.
Ele chegou ao City Football Group em setembro de 2012, após três anos como presidente da companhia aérea Spanair, com sede na Catalunha, que acabou fracassando.
No Manchester City, em seu primeiro ano conseguiu cortar pela metade o prejuízo do clube.
Em 2013, foi o responsável por trocar Roberto Mancini por Manuel Pellegrini, passando também a figurar em outras negociações de nomes importantes contratados pelo clube Manchester. Posteriormente, em 2016, teve grande peso na contratação do técnico Pep Guardiola, com quem já tinha uma relação antiga no Barça.
Assumindo posição de destaque dentro do Grupo City, passou a ter papel fundamental na expansão.
Com ele como CEO, o CFG começou a se expandir adquirindo clubes em New York (New York City) e Melbourne (Melbourne City) e é o Diretor-Presidente também desses dois clubes, além do Manchester City. Desde então, tem atuado de perto nas demais aquisições feitas pelo City, incluindo a do Bahia.
Nomes como David Villa e Andrea Pirlo foram nomes que elevam as marcas dos dois clubes, no fim de suas carreiras. Com sucesso na jornada de expansão, são equipes do alto escalão do Grupo.
Com dez anos de Grupo City, Soriano trabalha, com propriedade, na área empresarial do CFG. Acordos multimilionários com empresas globais, construções de grandes centros de treinamentos e planos de infraestrutura para os clubes adquiridos também fazem parte do seu portfólio de atuação, além de outras vertentes.
Portanto, Ferran Soriano é o novo homem dos negócios do Esporte Clube Bahia.