Orientação vem após a imposição das tarifas recíprocas de 125% sobre a China

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

Smartphones e computadores importados vão ficar isentos das tarifas recíprocas do presidente Donald Trump, de acordo com a nova orientação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. A informação foi publicada pela rede CNBC e pela agência Bloomberg

A orientação vem depois que Trump impôs tarifas recíprocas de 125% sobre os produtos da China (além de outros 20% anunciados em fevereiro e março), uma medida que estava prestes a afetar empresas de tecnologia como a Apple, que fabrica a maioria de seus produtos na China.

A nova orientação tarifária, de acordo com a CNBC, também inclui exclusões para outros dispositivos e componentes eletrônicos, incluindo semicondutores, células solares, telas de TVs, pen drives, cartões de memória e SSDs (unidades de estado sólido, ou memória flash) usadas para armazenar dados.

É o primeiro recuo de Trump que afeta as tarifas impostas à China. Na quarta-feira (9), ele havia anunciado a suspensão por 90 dias das tarifas recíprocas para todos os países, exceto a China.

*AE


Medida terá validade a partir deste sábado (12); líder chinês afirmou que país ‘não teme supressão irracional’

Reprodução: Instagram/@xi.jinping_cn

O líder chinês Xi Jinping afirmou que não há vencedor numa guerra de tarifas, e ir contra o mundo levará os Estados Unidos ao isolamento. A declarações foi dada após a China anunciar que aumentará as tarifas sobre produtos americanos de 84% para 125%, em resposta à recente escalada imposta por Donald Trump. A medida terá validade a partir deste sábado (12).

Em outra frente, o Ministério do Comércio da China informou ter entrado com processo contra os EUA na Organização Mundial do Comércio, citando “práticas unilaterais de coerção e bullying, que violam as regras da OMC”.

No encontro com Sánchez, Xi afirmou que seu país “não teme qualquer supressão irracional”, após citar que, “por mais de 70 anos, o desenvolvimento da China se baseou em autossuficiência e trabalho árduo, nunca nos presentes de ninguém”, em referência aos EUA.

“Não importa como o ambiente externo mude, a China fortalecerá sua confiança, manterá sua determinação e se concentrará em administrar bem seus próprios assuntos”, acrescentou.

Com informações do jornal Folha de S. Paulo


Pequim anuncia retaliação depois de um novo aumento imposto pelos Estados Unidos

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Silhueta de Donald Trump com a bandeira da China ao fundo | Ilustração: Shutterstock

A escalada comercial entre China e Estados Unidos ganhou mais um capítulo nesta semana. Na noite desta quarta-feira, 9, o presidente Donald Trump elevou as tarifas sobre produtos chineses para 125%. A medida, que amplia as barreiras iniciadas em fevereiro, foi classificada como “tarifa recíproca”.

Horas depois, na madrugada desta quinta-feira, 10, o governo chinês respondeu. O Ministério do Comércio condenou as sanções e anunciou novas tarifas de 84% sobre itens importados dos EUA. A medida entrou em vigor no mesmo dia e provocou reação imediata no mercado global.

Durante coletiva de imprensa, autoridades chinesas afirmaram que os Estados Unidos abusam do poder comercial e violam princípios do livre mercado. A nota oficial declarou que a China está preparada para “revidar até o fim” e seguirá defendendo seus interesses econômicos e estratégicos.

A ofensiva de Trump se intensificou desde o início do ano. Em fevereiro, os produtos chineses passaram a pagar taxa extra de 10%. Em 2 de abril, o presidente acrescentou mais 34 pontos porcentuais. No dia 8, subiu a tarifa em mais 50%. Com a última rodada, os 125% se tornaram o maior bloqueio tarifário já imposto à China.

Trump, por sua vez, justificou a decisão em sua rede social. Disse que o aumento das tarifas corrige desequilíbrios históricos. Anunciou também uma pausa de 90 dias para outras nações, com cobrança simbólica de 10%.

A resposta da China incluiu sanções contra empresas norte-americanas

A resposta chinesa incluiu sanções adicionais contra empresas norte-americanas. O governo de Xi Jinping também prometeu reforçar o mercado interno e reduzir a dependência de importações.

Mesmo diante da tensão, os mercados reagiram com alívio ao alargamento do prazo para outros países. Na quarta-feira, a Nasdaq saltou 12,16%, o S&P 500 teve o melhor desempenho desde 2008 e o Dow Jones subiu 7,87%. A flexibilização animou investidores.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 3,12%. O dólar caiu 2,54% e terminou o dia a R$ 5,84. A sinalização de que a guerra comercial pode se limitar a China e EUA trouxe alívio pontual ao mercado financeiro.

Informações Revista Oeste


Incerteza econômica global e possível recessão nos Estados Unidos pressionam inflação e dificultam controle dos juros no país

Trump x lula
A inflação acima da meta se soma à dificuldade do Banco Central em manter os preços sob controle | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais 

Mesmo com o recuo parcial em relação às tarifas globais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitou o mercado ao anunciar novas taxas sobre a China. As importações do país asiático passam a ser taxadas em 125%, segundo comunicado feito nesta quarta-feira, 9, por meio da Truth Social.

A decisão de Trump intensifica a guerra comercial com Pequim e lança incerteza sobre os mercados internacionais. Especialistas avaliam que a volatilidade global pode atingir diretamente o Brasil, com impactos sobre os preços internos e a movimentação de capitais estrangeiros.

O Brasil registrou em março uma retirada líquida de US$ 8,297 bilhões, superando o saldo negativo do mesmo mês em 2020. Com menos dólares em circulação, o real se desvaloriza, e os efeitos recaem sobre a inflação. A taxa básica de juros, já em 14,25% ao ano, deve seguir elevada.

A inflação acima da meta se soma à dificuldade do Banco Central em manter os preços sob controle. Na ata do último encontro, o Comitê de Política Monetária destacou o cenário internacional como um dos obstáculos à condução da política monetária brasileira.

Economista diz que tarifas de Trump são paliativas 

Para o economista Alexandre Espírito Santo, a pausa nas tarifas anunciada por Trump é apenas paliativa. Ele destaca que “o que vem ocorrendo não é bom para ninguém”. A economista Juliana Inhasz compartilha da visão e prevê impactos negativos se os Estados Unidos entrarem em recessão.

“Caso a recessão se instale na economia norte-americana e se alastre mundo afora, poderemos ter também uma redução da venda de produtos brasileiros ao restante do mundo”, disse Juliana à CNN.

A desaceleração da economia global pode afetar diretamente o Brasil, especialmente pela dependência de commodities na balança comercial. Petróleo, soja e minério de ferro lideram a lista de exportações, mas perdem valor em um cenário recessivo internacional.

“Novos mercados poderão fortalecer as conexões comerciais brasileiras, impulsionando, em cenários específicos, o crescimento econômico”, conclui a economista.

Em fala à imprensa, Trump reforçou que deseja reequilibrar as relações comerciais. O republicano ressalta que, embora considere a política atual desfavorável aos EUA, a Casa Branca pretende firmar um acordo comercial com o regime de Xi Jinping.

Informações Revista Oeste


A medida de Pequim é uma resposta a nova tarifa aplicada pelos EUA a importações de produtos do país asiático, elevando o total de taxas sobre a China para 104%

Foto: Reprodução/Freepik

O Ministério das Finanças da China comunicou nesta quarta-feira (9) uma nova decisão da Comissão Tarifária do Conselho de Estado chinês que eleva a tarifa para produtos importados dos Estados Unidos de 34% para 84%. A nota afirma que a alteração foi feita com base nos “princípios básicos do direito internacional” e que a medida entrará em vigor a partir da 00h01 (horário local) do dia 10 de abril de 2025.

“A China insta os EUA a corrigirem imediatamente suas práticas equivocadas, a cancelarem todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e a resolverem adequadamente as diferenças por meio de um diálogo igualitário, baseado no respeito mútuo”, diz a nota.

Segundo matéria do InfoMoney, o ministério chinês classifica o aumento de tarifas adicionais pelos americanos contra o país como “um erro em cima de outro”, e alega que a medida infringe gravemente os direitos e interesses legítimos da potência asiática, prejudicando também o sistema comercial multilateral baseado em regras e impacta “seriamente” a estabilidade da ordem econômica global.

“É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, acrescenta o ministério chinês.

A medida de Pequim é uma resposta a nova tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos a importações de produtos do país asiático, elevando o total de taxas sobre a China para 104%. A escalada repetida das tarifas ameaça paralisar o comércio entre duas das economias mais importantes do mundo.

Na semana passada, o governo Trump anunciou uma nova política tarifária mais abrangente na semana passada e alertou aos países afetados que não retaliassem. Algumas nações, incluindo o Japão, parecem dispostas a negociar tarifas, mas a China tem adotado postura mais dura.

Ainda nesta quarta, a China disse à Organização Mundial do Comércio (OMC) que a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas recíprocas a Pequim ameaça desestabilizar ainda mais o comércio global.

“A situação se agravou perigosamente. Como um dos membros afetados, a China expressa séria preocupação e firme oposição a esse movimento imprudente”, disse a China em uma declaração à OMC nesta quarta-feira, que foi enviada à Reuters pela missão chinesa na OMC.

Informações Bahia.ba


Bilionário conversou com Trump para discutir taxas sobre importados, segundo o ‘Washington Post’. Nas redes, Musk defendeu cooperação comercial e criticou assessor do presidente.

Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O bilionário Elon Musk tem pressionado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a reverter as tarifas recíprocas impostas na semana passada a diversos países. Segundo uma reportagem do jornal “The Washington Post” publicada nesta segunda-feira (4), Musk fez apelos diretos a Trump para reconsiderar a medida. 

Atualmente, Musk lidera o Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos (DOGE, na sigla em inglês), que é uma agência criada com o objetivo de reduzir gastos e aumentar a eficiência do governo federal. 

Embora não receba salário, Musk é considerado um funcionário especial da Casa Branca e um dos principais conselheiros de Trump. 

Após o anúncio das tarifas, Musk publicou no X críticas a Peter Navarro, assessor de Trump visto como arquiteto do plano tarifário. Em uma postagem, o bilionário questionou a formação de Navarro, afirmando que “um PhD em Economia por Harvard é uma coisa ruim, não uma coisa boa.” 

Ele também compartilhou um vídeo que mostra o economista Milton Friedman falando sobre os benefícios da cooperação comercial internacional. 

De acordo com o “The Washington Post”, duas fontes familiarizadas com o assunto revelaram que Musk tentou intervir nas tarifas durante conversas com Trump. Mas, até o momento, o bilionário não teve sucesso. 

O jornal cita ainda que, como CEO da Tesla, Musk vê as tarifas como prejudiciais aos negócios da empresa — que tem na China e nos Estados Unidos seus principais centros de fabricação e consumo. As tarifas aplicadas por Trump podem afetar diretamente a produção de automóveis. 

O irmão de Musk, Kimbal Musk, também criticou Trump nas redes sociais. Nesta segunda-feira, ele escreveu que a medida adotada pelo governo criou um “imposto estrutural e permanente sobre o consumidor americano”. 

“Quem imaginaria que Trump seria o presidente americano com os impostos mais altos em gerações?”, publicou. “Um imposto sobre o consumo também significa menos consumo. O que significa menos empregos.”

A discordância entre Elon Musk e Donald Trump ocorre em meio a rumores de que o bilionário esteja de saída do governo. Segundo o site “Politico”, o presidente já acertou com o empresário quando ele deixará o comando do DOGE. 

Apesar de Musk afirmar que a informação é falsa, Trump admitiu que o bilionário pode sair do governo em breve para cuidar de seus próprios negócios. No entanto, o presidente disse que Elon Musk pode permanecer no cargo “pelo tempo que quiser”. 


Informações G1


Promessa ocorre após ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor taxas adicionais de 50% sobre as importações da China

Wang Wentao, ministro do Comércio Exterior da China

O Ministério do Comércio chinês prometeu, nesta terça-feira (8/4), combater as tarifas americanas “até o fim”, após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor taxas adicionais de 50% sobre as importações chinesas.

As novas tarifas são severamente criticadas, até mesmo dentro do próprio partido republicano, e geram receios de uma recessão mundial. Muitos países buscam negociar as taxas. 

Para o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao (foto em destaque), é “um erro que se adiciona a outro erro”, referindo-se a uma verdadeira chantagem por parte dos Estados Unidos. “A China nunca aceitará isso e adotará contramedidas incisivas para proteger seus próprios direitos e interesses”, disse o ministro, que anunciou, ao mesmo tempo, medidas de apoio à economia interna.

Em resposta às novas tarifas americanas, Pequim revelou suas próprias taxas, que entrarão em vigor na quinta-feira (10/4): 34% sobre uma série de produtos estadunidenses.

Donald Trump, por sua vez, retorquiu, em uma mensagem publicada no Truth Social: ele ameaça aumentar as “tarifas” em mais 50%, a menos que a China retire imediatamente suas novas tarifas.

Até 104% de tarifas para a China

Se a medida for aplicada, as tarifas americanas chegariam a um total inédito de 104% sobre os produtos chineses. Washington justifica esses aumentos como represálias contra o tráfico de fentanil e os desequilíbrios comerciais persistentes.

Nos mercados, a tensão é palpável. Trump, por sua vez, minimiza o impacto, mas as consequências podem ser duradouras e os consumidores americanos podem ver os preços de muitos produtos subirem.

Pequim poderia, ainda, intensificar intercâmbios com outros parceiros, especialmente a União Europeia. A China, no entanto, insiste em afirmar que “não há vencedores em uma guerra comercial”, por isso o governo segue oficialmente aberto ao diálogo.

Um porta-voz do ministério chinês fez um apelo para que “as diferenças com a China sejam resolvidas por meio de um diálogo igualitário com base no respeito mútuo”.

Trump disse que já não quer se reunir com autoridades chinesas, mas que está disposto a negociar “acordos justos” com outros países, o que não significa que vai retroceder, ressaltou. Os mercados estavam atentos ao menor sinal de que a política de Trump seria flexibilizada, mas o presidente americano descartou essa possibilidade.

Negociações intensas

A agitação diplomática para minimizar os efeitos das sobretaxas segue em ritmo frenético. Trump acusa os parceiros econômicos dos Estados Unidos de “saqueá-los” e impôs uma tarifa universal de 10% sobre a maioria de seus produtos importados, que entrou em vigor no sábado.

Para a próxima quarta-feira (9/4), o líder norte-americano reserva sobretaxas ainda maiores para dezenas de parceiros comerciais importantes, principalmente a União Europeia (20%) e a China.

Da Ásia à Europa, os parceiros comerciais dos Estados Unidos tentam convencer Trump a aliviar as medidas.

A União Europeia propôs uma isenção tarifária total e recíproca para produtos industriais aos Estados Unidos, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Mas Trump considerou a oferta “insuficiente”.

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, afirma ter chegado a um acordo com Trump para continuar as negociações.

Bangladesh, o segundo maior fabricante de vestuário do mundo, pediu a Washington que suspenda a aplicação de novas tarifas alfandegárias por três meses.

“Mais de 50 países entraram em contato com o governo dos Estados Unidos”, disse à NBC o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. “Veremos se o que eles têm a oferecer é confiável”, acrescentou.

O secretário ainda afirmou que esse assunto não pode ser negociado em “dias ou semanas”, o que indica que as tarifas devem permanecer em vigor por vários meses.

Informações Metrópoles


Tarifaço do presidente Donald Trump gerou grande mobilização no mercado global

Bolsas ao redor do mundo têm sofrido quedas (Imagem ilustrativa) Foto: EFE/EPA/JEON HEON-KYUN

As principais bolsas de valores da Ásia e da Europa despencaram nesta segunda-feira (7), com algumas tendo quedas históricas de cerca de 10%, em meio a temores de que a política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa levar a uma recessão mundial.

A Bolsa de Valores de Tóquio tombou quase 8%, enquanto o índice seletivo de referência na Bolsa de Taiwan, o Taiex, sofreu sua maior queda diária de todos os tempos. Na China continental as quedas chegaram a quase 10% e em Hong Kong ultrapassaram 13%.

O índice japonês Nikkei caiu 7,83% para 2.644 pontos, e títulos de grande peso, como os da montadora Toyota Motor e os do conglomerado de tecnologia Softbank, caíram 5,86% e 12,33% cada. Na Bolsa de Valores de Seul, o índice Kospi sofreu uma queda de 5,57%, e o Kosdaq, de empresas de alta tecnologia, caiu 5,25%.

No Taiex, de Taiwan, o tombo histórico foi de 9,7%, com as ações do setor de tecnologia sendo as mais atingidas. A Bolsa de Valores de Taiwan já tinha ficado fechada na última quinta (3) e na sexta (4), quando Trump divulgou sua política de tarifas para o mundo, e a China, um dos países mais atingidos, contra-atacou com suas próprias sobretaxas a produtos americanos.

As ações da TSMC, maior fabricante contratada de semicondutores do mundo, caíram quase 10%, embora os chips taiwaneses, que impulsionam a economia do país, tenham sido excluídos das novas tarifas dos EUA. As bolsas de valores chinesas de Xangai e Shenzhen, que também não foram negociadas na sexta, caíram 7,34% e 9,66%, respectivamente.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng despencou 13,2%, sua pior queda em um pregão desde a época da crise global de 2008. Na Malásia, a Bolsa de Valores de Kuala Lumpur caiu 5,58%, e, nas Filipinas, a Bolsa de Manila recuou 3,94%. Já as bolsas de Jacarta, Bangcoc e Ho Chi Minh City não foram negociadas devido a feriados públicos em seus respectivos países.

EUROPA
A exemplo da Ásia, as bolsas europeias também despencaram na manhã desta segunda. Por volta das 6h45 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tombava 5,01%, a 471,44 pontos. Na semana passada, o índice sofreu perdas de 8,4%, a maior queda semanal em cinco anos. Na última década, o Stoxx 600 só apresentou desempenho pior no começo da pandemia de Covid-19 em 2020.

Às 7h01 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 4,60%, a de Paris recuava 5,68% e a de Frankfurt cedia 5,40%, depois de sofrer um tombo de mais de 10% na abertura do pregão. Já as de Milão, Madri e Lisboa amargavam perdas de 6,20%, 5,78% e 5,35, respectivamente. No fim de semana, Trump não deu sinais de que vá recuar das tarifas a importações globais, embora a China tenha retaliado na mesma proporção.

– Não quebrei o mercado de propósito…não quero que nada caia…mas, às vezes, é preciso tomar remédios para consertar alguma coisa – disse Trump a repórteres neste domingo (6), a bordo do Air Force One.

*Com informações EFE e AE


Presidente norte-americano pressiona Pequim por abertura de mercado e promete manter sanções até que superávit seja reduzido

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA – 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters

Durante conversa com jornalistas no Air Force One neste domingo, 6, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua estratégia de tarifas comerciais. A medida tem como foco o combate ao déficit com a China, que, segundo ele, ultrapassa US$ 1 trilhão.

Trump classificou a política como “tarifas retaliatórias”. Afirmou que não faz sentido os Estados Unidos perderem trilhões apenas para continuar importando produtos baratos, como lápis chineses. Reforçou que o país não aceitará mais desequilíbrios na balança comercial.

Sem acordo até que o superávit chinês seja resolvido

Trump deixou claro que não há negociação possível enquanto o superávit da China não for corrigido. Para ele, qualquer tentativa de acordo depende de uma abertura real do mercado chinês para produtos norte-americanos. Caso contrário, os Estados Unidos continuarão aplicando sanções.

“Nós precisamos resolver nosso déficit comercial com a China, perdemos centenas de bilhões de dólares por ano com eles”, declarou Donald Trump. “E, a menos que resolvamos isso, não vou fechar um acordo. Agora, eu estou disposto a fechar um acordo com a China, mas eles precisam resolver o superávit deles.”

O presidente também criticou a União Europeia e outros parceiros comerciais e apontou práticas que considera desleais. Segundo ele, o diálogo só faz sentido com países que reconhecem a existência do problema e estão dispostos a mudar.

Sobretaxas ampliam tensão entre Washington e Pequim

Na mesma semana, a Casa Branca anunciou uma nova rodada de tarifas. Produtos chineses passaram a pagar 34% de imposto ao entrar nos EUA. Em resposta, o governo de Xi Jinping impôs a mesma taxa sobre mercadorias norte-americanas. Pequim também adotou medidas internas, como flexibilização de crédito e redução de exigências para os bancos, a fim de proteger sua economia.

O aumento das tarifas provocou reações em todo o mundo. Segundo a emissora NewsNation, mais de 50 países solicitaram revisão das sanções norte-americanas. A Rússia ficou de fora da lista por manter diálogo direto com os EUA sobre a guerra na Ucrânia. Já o território francês de Saint-Pierre e Miquelon recebeu a tarifa mais alta: 50%. A localidade abriga apenas focas e pinguins, sem moradores permanentes.

Recado de Trump direto a Pequim

Trump encerrou a entrevista com um aviso. Reiterou que o desequilíbrio na balança comercial não será tolerado.

“Eles vão ter de resolver isso”, enfatizou o presidente. “E, se quiserem conversar sobre isso, estou aberto a dialogar. Mas, fora isso, por que eu conversaria?”.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente mantém tom duro sobre tarifas em meio à instabilidade nos mercados globais

Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo diante da recente queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta sexta-feira (4) seu compromisso com a política tarifária que tem adotado e descartou qualquer mudança de postura.

“Para os muitos investidores que estão vindo para os Estados Unidos e investindo grandes quantias de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!”, escreveu Trump em sua conta na rede Truth Social.

A declaração ocorre em meio a dois dias de turbulência nas bolsas globais, que reagiram ao anúncio feito na última quarta-feira (2) sobre a imposição de novas tarifas de importação. As taxas anunciadas por Trump variam entre 10% e 50% e se aplicam a produtos de todos os países.

Informações Bahia.ba