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Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons
De vez em quando voltam às manchetes de jornais mistérios envolvendo os maçons e a suposta influência das elites dirigentes da maçonaria sobre a sociedade.
Entre os motivos para isso estão a antiguidade e a tradição de discrição em torno do grupo e, claro, o poder e influência de alguns de seus integrantes, como o ex-premiê britânico Winston Churchill e o escritor Oscar Wilde.
Estima-se que, ao redor do mundo, haja 6 milhões de pessoas ligadas à maçonaria.
Ainda que originalmente a maçonaria tenha se constituído como uma sociedade secreta, hoje, ao menos no Reino Unido, tem optado por se defender publicamente das acusações.
A Grande Loja Unida da Inglaterra publicou anúncios publicitários de página inteira em diversos jornais britânicos, pedindo o fim da “discriminação” sofrida por seus membros, os quais se queixam da representação “tergiversada” feita deles.
Quando o jornal The Guardian noticiou, por exemplo, a existência de duas lojas maçônicas que operariam em segredo no Parlamento do Reino Unido, compostas por políticos ou jornalistas. Em outra denúncia no Reino Unido, o presidente do principal sindicato das polícias da Inglaterra e do País de Gales disse que círculos maçons dentro da corporação estariam impedindo reformas voltadas à promoção de minorias, como mulheres e negros.
David Staples, líder dos maçons ingleses e galeses, negou as acusações apresentadas no Guardian e disse que nenhum de seus membros era parlamentar ou político.
“Não somos uma sociedade secreta”, afirmou ele à BBC, agregando ser “ridícula” a notícia sobre o veto de policiais maçons a reformas corporativas.
Staples também falou que a maçonaria inglesa levaria a cabo uma série de eventos a portas abertas para responder a perguntas da população sobre a natureza e o funcionamento da organização.
Assim, dizem querer combater o hermetismo tradicionalmente associado a maçons.
Peter, um jovem maçom de Londres, disse ao Guardian: “Meus colegas de trabalho sabem que sou membro de uma loja, e nunca me encontrei com nenhum irmão maçom que se negasse a tornar pública sua filiação ou que escondesse o que fazemos”.
Cada loja se reúne oficialmente quatro vezes ao ano, em cerimônias de acolhida a novos membros que podem ter uma hora de duração.
Mas o que ocorre nesses eventos sempre foi um segredo bem guardado.
“A melhor maneira de explicar é que é como se fosse uma peça de teatro, em que todo o mundo tem um papel”, disse à BBC um integrante da maçonaria britânica, pedindo anonimato.
“O venerável mestre (um dos mais altos cargos nas lojas) é o ator principal, com a maioria das falas. À medida que você vai às cerimônias, tem de aprender coisas – há perguntas para as quais precisa aprender as respostas.”
Mas o que é dito nessas cerimônias nunca é revelado ao mundo exterior.
De um lado, as maçonarias não veem com bons olhos que seus membros discutam política ou religião; de outro, porém, um dos requisitos para entrar para as lojas é, historicamente, a crença em um poder superior.
“(A tradição maçônica) é baseada no Templo de Salomão”, diz à BBC Anna, integrante de uma das poucas lojas maçônicas femininas britânicas. “É uma alegoria, levemente baseada na religião.”
Dados sobre os maçons:
A maçonaria segrega homens e mulheres em lojas distintas.
Na Inglaterra, por exemplo, a primeira loja feminina foi criada em 1908, com um venerável mestre do sexo masculino. Depois, passou a ser integrada apenas por mulheres, com um veto à presença masculina. Elas também são proibidas nas cerimônias masculinas.
Segundo a maçom Anna, porém, “fazemos os mesmos rituais (que os homens), as mesmas cerimônias, ainda que estejamos completamente separados”.
Mas essa separação por gênero é comumente alvo de críticas, inclusive entre os próprios maçons.
O maçom Peter, por exemplo, disse desejar que “a Grande Loja (britânica) se modernize completamente algum dia e permita que ambos os sexos se misturem”.
“Seria magnífico para a organização”, opina.
Outro maçom que pediu anonimato afirmou que “a maçonaria está impregnada de tradições, e seus rituais são peculiares, mas não mais do que na Igreja Católica”.
Questionados sobre os motivos que os levaram a ingressar nessa irmandade, os entrevistados citaram a “veia social” das lojas, que contribuem com ações beneficentes comunitárias, e com o sentimento de lealdade e pertencimento fomentado pela maçonaria.
“Gosto de confiar nas pessoas, sou muito leal, então esse tipo de coisa (ser parte da comunidade) me atraiu”, disse um deles à BBC. “Ao longo dos anos, você constrói relacionamentos, faz amigos e forma uma rede. (Mas) uso essa expressão com cuidado, porque essa rede não está lá para ser usada em seu benefício pessoal.”
De fato, uma das características que se costumam atribuir aos maçons é a de que eles se valem de suas posições sociais e profissionais para favorecer outros membros e a própria organização. Os maçons, porém, afirmam que isso é um “mito”.
Maçons denunciam golpe milionário cometido por golpista
“Acho que no passado provavelmente houve casos (de nepotismo e favorecimento), mas nunca soube de nenhum entre as maçons”, afirmou Anna à BBC.
Além disso, em diferentes momentos da história, a maçonaria foi acusada de conspirar e influenciar nos bastidores da política.
Staples, o líder da Grande Loja britânica, afirmou que uma investigação de um comitê especial do Parlamento concluiu não haver “nada sinistro” na atividade da maçonaria do país.
O relatório desse comitê, porém, recomendou que seja exigido que maçons com cargos na polícia e demais órgãos públicos declarem publicamente seu pertencimento à irmandade.
Steve White, que acaba de deixar a presidência do sindicato policial britânico e que denunciou o suposto bloqueio de reformas por parte de maçons, opinou, em entrevista ao Guardian, que “o que as pessoas fazem em sua vida privada é assunto apenas delas. (Mas) se torna um problema quando afeta seu trabalho”.
“Houve ocasiões em que colegas meus suspeitaram que maçons foram um obstáculo para reformas. Temos que nos assegurar que as pessoas estão tomando as decisões pelos motivos certos”, disse.
Informações G1
Neste setembro amarelo, é fundamental falar sobre a depressão infantil, quadro clínico cada vez mais comum em todo o mundo. Assim como os adultos, as crianças enfrentam adversidades e carecem de ajuda profissional, familiar e solidária.
De acordo com uma estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofrem com a depressão.
Conforme o médico Alanderson Melo, o uso precoce das redes sociais está atrelado ao crescimento no índice de jovens com o quadro depressivo.
“Cada vez mais é possível ver o uso das redes sociais mais cedo pelas crianças. Com isso, eles t acesso aos influencers e acreditam que existem a vida perfeita. Quando acabam não conseguindo algo, seja por seguir o padrão de beleza ou financeiro, as dificuldades acabam acarretando em problemas psicológicos”, contou ao Terra Brasil Notícias.
Apenas no Brasil, segundo um estudo realizado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), em setembro de 2021, 36% dos jovens apresentaram sintomas de depressão e ansiedade. O levantamento foi realizado on-line com cerca de 6.000 voluntários na faixa etária de 5 a 17 anos.
Informações TBN
A escolha da universitária Maria Nogueira Maia, 22, parece distante de muitas mulheres, principalmente na faixa etária dela. Há um ano, a carioca decidiu por não ter relações sexuais. A opção pelo celibato foi motivada por um relacionamento tóxico, que durou cinco anos, e por questões espirituais, já que a jovem pratica o budismo.
A falta de sexo foi comunicada nas redes sociais de Maria, que só no TikTok conta com 154 mil seguidores e 65 mil no Instagram. O anúncio do celibato trouxe surpresas, curiosidades e interesse de algumas jovens em também ficar por um tempo sem relações sexuais.
Maria conta a Universa que se envolveu com algumas pessoas durante esse período, mas sem sexo. Para ela, a fase é de aprendizado e de compartilhar experiências. “Se ainda não saí do celibato é justamente porque não achei uma pessoa que valesse a pena”, afirma. Leia seu relato abaixo.
“Sou praticante do budismo e desde os meus 16 anos comecei a levar o assunto a sério. Alguns escritos falam muito sobre o contato sexual com o outro e como isso afeta a nossa energia. Estava vindo de uma fase de término muito difícil e de tentar encontrar outra pessoa. Mas só caia em ‘golpe’, não tinha ninguém querendo uma conexão mais duradoura, apesar de no início aparentarem o contrário.
As pessoas realmente procuram muito essa questão carnal, sexual, que é muito comum, principalmente em homens de 20 e poucos anos. Eu não estava me identificando com isso e, depois de cada pessoa que passava por minha vida, me sentia pior e sozinha. Aí cheguei nessa conclusão do celibato, em que prefiro encontrar minha solitude e estar verdadeiramente comigo mesmo do que ter solidão ao lado de outra pessoa.
Eu buscava muito a validação masculina, como é comum em meninas da minha idade e até em mulheres mais velhas. Quando eles descobriam que não ia para cama, que não ia ter sexo, desistiam muito rápido, e eu sofria com isso. Pensava: ‘Poxa, preciso mesmo disso? Olha tudo que eu faço, olha minha vida. Eu tenho muito orgulho de mim’. Foi um processo que veio com muita terapia. É você gostar de alguém, mas saber que não vale a pena. No começo eu gostava da pessoa e queria investir, mas sabia que ela estava ficando com um monte de gente, que não ia querer um relacionamento. Tive que ter autocontrole e seguir o que sempre acreditei. Muitos seguidores acham isso incrível. Várias meninas falaram que vão ingressar nesse processo, inclusive depois de terem assistido o meu vídeo.
Sempre falo que os resultados nunca vão ser iguais porque é uma experiência espiritual e muito individual. Algumas amigas me acham maluca e com certeza teve um estranhamento. A primeira mensagem que recebi quando falei do celibato no vídeo foi de uma amigona minha. Ela disse: ‘Você ficou um ano sem transar? Não acredito que não me contou!’ Foi um choque. Eu não tinha falado para ninguém e esperei dar um ano para contar. É um instrumento para o autoconhecimento e não é ele que vai fazer pessoas boas chegarem até você. É o processo de investir tanto em si que você não aceita menos do que uma pessoa muito boa ao seu lado.
“Eu não fazia questão de comunicar as pessoas que estava fazendo o celibato e quando me relacionava com alguém fugia falando que não estava afim. Mas claro que em alguns momentos deu muita vontade. Nossa Senhora, tenho só 22 anos, né? Me concentrava e pensava num bem maior. A partir do momento que você se coloca como prioridade fica muito fácil de estabelecer seus limites, de ver até onde você consegue ir e também ser muito flexível. Se ainda não saí do celibato é justamente porque ainda não achei uma pessoa que valesse a pena. Se chegasse uma pessoa que realmente gostasse e tivesse vontade de investir, eu faria. Mas até agora não chegou, mais uma vez”.
Três universidades, TikTok e livros
Estou cursando o nono semestre na faculdade de psicologia, o quinto na de economia e o primeiro na de marketing. Depois de me formar, quero me especializar em economia comportamental e focar na criação de políticas públicas para reformar a educação brasileira no futuro. Esse é o meu grande objetivo.
Enquanto isso, a rotina é agitada. Acordo por volta das cinco horas da manhã, medito, tomo café, vou gravar vídeos e planejar as minhas postagens do dia. Vou para a academia, para a faculdade, para o estágio de psicologia e para outra faculdade à noite. No fim de semana me dedico a escrever livros.
No começo de setembro lancei meu primeiro livro, que fala da questão do relacionamento abusivo. São poesias que venho escrevendo desde os 16 anos até hoje, histórias e trechos de diários. É um livro curto que mostra a minha história desde o meu término do meu primeiro relacionamento até as experiências durante a pandemia. Também tenho livros anônimos que escrevo para duas empresas e não posso passar mais detalhes.
Eu não queria trabalhar com coisas da internet. Meus amigos me incentivaram e ficavam falando, ‘você tem muito o que falar; você deveria expor as suas opiniões’. Com esse apoio, comecei com o Instagram, focando em estudos em psicologia, já que me sentia mais segura em falar sobre o assunto. As postagens viraram uma bola de neve e os vídeos estouraram. Hoje falo um pouco de tudo. Recebo mensagens todos os dias de pessoas falando que incentivei a buscarem ajuda terapêutica ou que saíram de relacionamentos tóxicos.”
Informações Universa UOL
Descontentamento, desânimo, falta de energia para realizar atividades do dia a dia, alterações no sono, no apetite e baixa autoestima: todos esses sintomas são comuns em momentos de tristeza, mas também podem ser indicativos de depressão. Enquanto a primeira condição é temporária e não requer tratamento medicamentoso, a depressão necessita de cuidados especiais.
De acordo com a psicóloga clínica Ana Café, a tristeza e a depressão muitas vezes se confundem, mas é possível diferenciar os sintomas de acordo com a intensidade, duração e características específicas de cada uma das condições.
Porém, mesmo com a presença de vários sinais, somente um médico psiquiatra poderá realizar o diagnóstico de depressão. Em alguns casos, o problema é identificado em apenas uma consulta, enquanto em outros, são necessários mais atendimentos para descartar a existência de condições como depressão bipolar ou transtorno de ansiedade generalizada.
“A tristeza é um sentimento normal e que faz parte do nosso dia a dia, assim como a raiva e a alegria. Ela dura algumas horas ou dias, mas quando se prolonga para além de semanas, já podemos pensar em uma depressão endógena ou exógena”, explica a especialista.
A depressão endógena não tem uma causa externa causadora, estando relacionada a uma alteração estrutural na bioquímica do cérebro. Já a depressão exógena é desencadeada por fatores externos, como uma demissão, bullying na infância ou um aborto. Para Ana, existe uma tendência em pacientes depressivos de negarem os sintomas, enquanto pessoas tristes conseguem identificar os motivos por trás do sentimento.
A psicóloga explica que, independente da situação, investir e tratar a mente é uma necessidade básica da atualidade. Ela indica que uma pessoa deve procurar ajuda quando perceber os seguintes sintomas:
A profissional ainda ressalta que pensamentos suicidas e tentativas contra a própria vida são alertas vermelhos que exigem urgência na consulta de um especialista. Durante o mês de setembro, a conscientização a respeito do suicídio marca a importância da ajuda profissional quando surgem ideações suicidas, visto que a depressão é um dos principais fatores que levam à realização do ato.
De acordo com a especialista, a tristeza e a depressão exógena podem ser tratadas, muitas vezes, apenas com psicoterapia. Já o tratamento da depressão endógena pode exigir o uso de medicamentos específicos associados ao acompanhamento terapêutico, oferecendo melhores resultados. Em ambos os casos, a intervenção precoce contribui para diminuição dos episódios depressivos e melhoria na qualidade de vida do paciente, evitando agravamento dos sintomas.
Informações TBN
O número de crianças e adolescentes do país com acesso à internet cresceu em 2021, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada hoje (16), em São Paulo.
O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), apontou que 93% das crianças e adolescentes do país entre 9 e 17 anos são usuárias de internet, o que corresponde a cerca de 22,3 milhões de pessoas conectadas nessa faixa etária. No entanto, esse acesso ainda revela desigualdades.
Em 2019, antes da pandemia de covid-19, 89% dessas crianças e adolescentes tinham acesso à internet. Dois anos depois, houve avanços, que foram principalmente percebidos entre as crianças e adolescentes da Região Nordeste: em 2019, 79% delas tinham acesso à internet e esse número passou para 92% no ano passado. Também houve avanço nas áreas rurais, cujo acesso à internet passou de 75% para 90% nessa mesma comparação, e entre crianças de 9 a 10 anos, que saiu de 79% para 92%.
“Esse é um dado [93%] que a gente tem que comemorar, é uma população inserida em um ambiente, mas não podemos desconsiderar os 7% que não foram inseridos, o que representa quase 2 milhões de pessoas nessa faixa etária que não utilizam a internet. Os que não utilizam a internet sofrem muito a consequência desse avanço porque ficam ainda mais à margem. Além disso, temos que pensar que, entre os que são usuários, esse uso não é igual”, disse a coordenadora do estudo, Luísa Adib, durante a apresentação dos dados.
O celular é o dispositivo predominante entre as crianças e adolescentes para acesso à internet (93%), mas o estudo de 2021 também mostrou um crescimento significativo da televisão para essa utilidade (58%). Apesar disso, o uso de dispositivos como televisão, computador (44%) e videogame (19%) para acesso à internet ainda é pequeno e demonstra a desigualdade entre as classes sociais.
“Esse crescimento [na televisão como dispositivo para acessar a internet] foi maior entre as classes D e E mas, ainda assim, a diferença que a gente observa tanto para a televisão quanto para os demais dispositivos – com exceção do celular que é mais equilibrado – é que as classes A e B acessam a internet de uma variedade maior de dispositivos”, destacou Luisa.
“Mais de 50% dessa população [crianças e adolescentes] acessa a internet exclusivamente pelo telefone celular. E, nesse caso, a diferença de classes é bastante marcada. As classes D e E acessam exclusivamente pelo celular em proporções que são maiores do que as classes A e B, que também acessam pelos computadores”, disse Luísa.
Segundo o estudo, os celulares são a única ferramenta de conexão para 78% de crianças e adolescentes das classes D e E. Nas classes A e B, apenas 18% desse público faz uso exclusivo do celular para uso da internet.
O TIC Kids Online Brasil realizado no ano passado revelou ainda que um terço dos adolescentes entre 11 e 17 anos (cerca de 32% do total deles) já usou a internet para buscar apoio emocional. Esse hábito foi maior entre as meninas: 36% delas afirmam já ter recorrido a esse tipo de apoio online. No caso dos meninos, isso correspondeu a 29%.
“É importante destacar que a busca emocional nesse caso está associada tanto a um canal de ajuda como a busca por um amigo ou um adulto, para dividir ou falar sobre alguma situação triste”, explicou Luísa.
O uso da rede para a procura de apoio emocional foi reportado por 46% dos que tinham entre 15 e 17 anos, 28% entre os com 13 e 14 anos e 15% por aqueles com idades de 11 a 12 anos.
Entre crianças e adolescentes no país, o uso de redes sociais é uma das atividades online que mais cresceram. Em 2021, 78% dos usuários de internet com idades de 9 a 17 anos acessaram alguma rede social, um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2019 (68%).
A proporção de usuários de internet de 9 a 17 anos que têm perfil no Instagram avançou de 45% em 2018 para 62% em 2021. E, pela primeira vez, o perfil no Tik Tok apareceu na pesquisa: 58% do público pesquisado declarou ter um perfil nessa rede compartilhamento de vídeos curtíssimos, ficando à frente do Facebook, com 51%
Para a pesquisa, foram ouvidas 2.651 crianças e adolescentes de todo o país, com idades entre 9 e 17 anos. O estudo foi realizado entre outubro do ano passado e março deste ano. O TIC Kids Online Brasil é uma pesquisa feita anualmente desde 2012 e só não foi realizada em 2020 por causa da pandemia de covid-19.
Informações Agência Brasil
O tempo médio de duração de um casamento no Brasil diminuiu 18,7% em uma década. Enquanto em 2010 as relações conjugais costumavam durar 16 anos, em 2020 a média caiu para 13 anos, de acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em fevereiro deste ano e que analisou as estatísticas do Registro Civil (Divórcios 2020).
Para especialistas ouvidas por Universa, o empoderamento feminino e o questionamento da fidelidade são alguns dos fatores que contribuíram para relações mais curtas. “Um dos grandes dilemas modernos é se comprometer quando temos mais autonomia e liberdade sexual. Por que ficar em um relacionamento, que me demanda tanta energia, se posso ficar sozinha, pagar minhas contas e transar com quem quiser? As pessoas estão menos afetadas pelas regras sociais”, diz a terapeuta de casais Ana Canosa, colunista de Universa.
É comum vermos histórias dos nossos avós que ficaram cerca de 50 ou 60 anos dentro de um casamento. Mas todos esses relacionamentos foram felizes mesmo? Com o julgamento da sociedade e a falta de recursos financeiros das mulheres, muitas vezes nossas ancestrais se mantinham em relacionamentos ruins por não terem escolha.
“Antes, a mulher não tinha independência financeira, tinha um compromisso muito maior com sociedade e com a família. Aguentavam muito, porque as pessoas comemoravam mais o casamento do que o amor”, diz a psicóloga Ivana Cabral, especialista em casais.
Se as mulheres se vêem em condições de se bancarem sozinhas, já que estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, não têm mais motivos para viverem infelizes em um casamento. “Mulheres não estão dispostas a manterem um casamento a qualquer custo, estão quebrando essa ideia de que o feminino tem que estar atrelado ao amor e à maternidade”, afirma Ana Canosa.
Não é mais o casamento que define a mulher e sua felicidade. “Quanto mais elas destroem esse estigma, a tendência é de realmente não ficarem presas a relações ruins e dissolverem rapidamente casamentos não satisfatórios”, completa Ana.
Por outro lado, a sociedade tem valorizado mais suas jornadas e a liberdade individual em detrimento da família. “Da data em que eu decidi me separar até de fato a separação se passaram cinco anos. Estava insegura com a questão religiosa e também financeira — apesar de independente, nós dividimos um negócio, minha carreira e meus filhos”, diz Camila Amaral, 37, advogada, de São Paulo. Esse receio fez com que Camila ficasse mais tempo em um relacionamento no qual ela não estava feliz. “Fiquei casada para preservar a família. Até que meu filho, na época com 11 anos, disse que não aguentava mais me ver infeliz”. Foi quando decidiu focar na sua felicidade.
Semana passada, Camila finalmente engordou as estatísticas cravadas pelo IBGE: após 13 anos de casamento, assinou os papéis finais do divórcio no começo de agosto. “Foi libertador. Às vezes, eu olho para fotos minhas da época e nem me reconheço, quase como se eu tivesse completamente anulada na relação em prol da instituição família”, diz Camila, que completa: “Hoje sei que eu e meus filhos somos uma família”.
Por mais que o casal se ame e esteja conectado, passamos por muitas fases em nossas vidas que podem gerar atritos. “Cada vez que mudamos um ciclo de vida, precisamos fazer uma avaliação sobre o que queremos e qual o projeto de convivência”, diz Ana Canosa, colunista de Universa. Um novo emprego, entrar novamente na faculdade e a chegada de um filho, por exemplo, balançam o barco – e podem levar alguns a afundar.
Na geração do imediatismo, segundo Ivana, não há paciência para lidar e superar os problemas que todos os casamentos terão e a expectativa que se coloca no outro pode ser determinante para os fins mais rápidos do relacionamento. “Espera-se muito das parcerias e, quando a pessoa não recebe o que deseja, não há resiliência para lidar com o problema”, diz. Camila tentou, por cinco anos, mas mesmo assim decidiu seguir um caminho diferente do companheiro.
Muitos casais buscam aconselhamento terapêutico antes de decidirem colocar um ponto final definitivo na relação. “Elas buscam ajuda porque veem algum tipo de prazer ou benefício na relação. Também porque gostam um do outro e tem uma história da qual têm dificuldade de abrir mão”, afirma Ana Canosa. Esse envolvimento emocional é um dos fatores determinantes para que o fim, às vezes, seja postergado.
O importante é entender que, mesmo buscando ajuda profissional, ninguém muda a personalidade de ninguém. “Tem muita fantasia sobre isso. Preciso analisar o quanto eu consigo aceitar o outro como ele verdadeiramente é e o quanto estamos comprometidos em um relacionamento em comum”, diz Ana Canosa.
Informações Universa UOL
A automutilação grave entre os jovens saltou durante os rígidos lockdowns do COVID-19, mostra uma nova pesquisa. O estudo foi publicado pelo canal britânico Sky News.
O estudo descobriu que os meninos que precisam de apoio urgente dos serviços de emergência dobraram e depois triplicaram para as crianças sob cuidados.
Enquanto isso, as meninas continuaram a ser super-representadas em figuras de automutilação, disseram os pesquisadores.
Isso ocorre depois que outro estudo sugeriu que as pessoas que vivem na pobreza são mais propensas a sofrer com COVID por muito tempo.
Os psiquiatras pediram mais financiamento e desenvolvimento de serviços comunitários de saúde mental devido às descobertas, que foram publicadas no BJPsych Open do Royal College of Psychiatrists.
Pesquisadores do King’s College London analisaram dados de 2.073 visitas hospitalares de automutilação de emergência para crianças e jovens em 10 países, incluindo a Inglaterra, comparando março a abril de 2020 com o mesmo período de 2019.
Ben Hoi-ching Wong, pesquisador clínico do East London NHS Foundation Trust e da Youth Resilience Unit da Queen Mary University of London, disse: “A pandemia trouxe muitas mudanças substanciais na vida de crianças e jovens.
“Esta é a primeira vez que conseguimos analisar especificamente os efeitos das medidas de bloqueio em uma amostra internacional.
“Os bloqueios impactaram a automutilação e a busca de ajuda em alguns jovens mais do que em outros, e essas diferenças também são evidentes em outros países.
“Esta pesquisa destaca como precisamos diversificar nossas abordagens para apoiar jovens em risco com base em suas necessidades individuais e, particularmente, estar atentos às suas preocupações ou preocupações em procurar ajuda médica e psicológica”.
Os pesquisadores descobriram que, embora a pressão escolar e as brigas com os amigos tenham se tornado um gatilho menos comum, as restrições do COVID-19 podem ter levado a maiores desejos de automutilação, relacionados ao aumento do pensamento excessivo e estratégias negativas de enfrentamento em casa.
Eles também disseram que as crianças de áreas mais carentes se tornaram menos propensas a visitar os departamentos de emergência e tinham menos probabilidade de ter acesso às redes de apoio da comunidade.
Elaine Lockhart, presidente da Faculdade de Crianças e Adolescentes do Royal College of Psychiatrists, disse: “Quanto mais cedo oferecemos apoio, menor a probabilidade de as pessoas desenvolverem problemas de saúde mental a longo prazo.
“É importante considerar o impacto das medidas adotadas durante a pandemia na automutilação para que possamos planejar os serviços de saúde mental para o futuro.
“Essa é a única maneira de garantir que todas as crianças e jovens recebam o apoio de saúde mental de que precisam, quando precisam.”
Créditos: Gazeta Brasil
Você gostaria de aprender um pouco mais sobre a sua própria personalidade? Então observe o desenho e veja qual é a figura que se destaca assim que olhar. Cada resposta pode revelar os maiores medos que estão em sua mente.
Se a menina da imagem foi a primeira coisa que lhe chamou a atenção, é provável que seus maiores medos estejam relacionados à infância. Além disso, é bem possível que seus temores estejam relacionados ao ato de assumir responsabilidades e tomar decisões importantes.
Para melhorar a sua relação com esse tipo de receio, o mais indicado é buscar uma terapia. Investigar os acontecimentos nos primeiros anos de sua vida será fundamental.
Para as pessoas que deram maior atenção à borboleta, os maiores medos podem estar relacionados à morte. Situações de perigo reais também desencadeiam sentimentos de temor incontroláveis. Esse tipo de pessoa costuma apresentar algum gênero de fobia.
Lembre-se de que as borboletas são símbolos de transformação, encerramento de ciclos e o começo de novas fases. Isso se relaciona diretamente com a relação entre vida e morte.
O morango também é um dos elementos que podem se destacar no desenho. Neste caso, os maiores medos de uma pessoa estão ligados ao amor.
Você tem muito amor a oferecer para outras pessoas, porém retém o sentimento apenas para si. Isso decorre de desconfianças e resistência em se abrir.
Ansiedade é um sentimento que traduz os maiores medos de quem observou primeiro a aranha no desenho. Viver em constante alerta gera sofrimento mental para quem tem que conviver com excesso de preocupações.
Se você reparar bem na imagem, verá que todos os desenhos formam um crânio, mas algumas pessoas visualizam o formato logo de cara. O maior medo dessas pessoas está em fazer escolhas e alimentar a autoconfiança.
O ursinho, dentro dos maiores medos, representa o medo de sentir medo. Neste caso, o efeito colateral está no excesso de proteção que a pessoa toma em qualquer situação.
Por fim, as pessoas que observaram as árvores em primeiro lugar podem estar vivendo um momento de conflito emocional. Essa situação é desencadeadora dos maiores medos atuais.
Créditos: Edital Concursos Brasil.
Existe vida após a síndrome de burnout. É com essa máxima que a escritora Carol Milters, 34 anos, celebra sua jornada e busca inspirar outras pessoas. Natural de Porto Alegre (RS) e publicitária de formação, ela desenvolveu a doença, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, duas vezes. A primeira foi entre 2014 e 2015, quando atuava no Rio Grande do Sul, e a segunda, em 2017, trabalhando na Holanda, onde vive desde então.
Em seu primeiro episódio de burnout, Carol tinha 26 anos e cuidava de um serviço de consultoria estratégica em uma empresa de tecnologia e marketing. Ela havia acabado de assumir a gestão de uma equipe e acumulava responsabilidades em uma rotina dividida entre reuniões com clientes, gerenciamento de projetos e diversos problemas operacionais para resolver. Além disso, sempre estava disponível para gestores, colegas e clientes por e-mail, telefone e skype, numa lógica de trabalho “always on”. A empresa estava crescendo rapidamente e, enxergando ali uma oportunidade de se destacar e ser reconhecida, Carol ficou obcecada pelo trabalho.
Contribuiu para isso o fato de estar num ambiente em que ser workaholic era não só permitido como também incentivado. Ela trabalhava diretamente com pessoas que eram viciadas em trabalhar e havia um culto interno de que ser assim era o melhor: era sinônimo de força e capacidade. “Responder um e-mail às 2h da manhã era um sinal de que você se importava com a empresa. Ir embora do escritório todos os dias antes das 19h era visto como falta de dedicação, como um colaborador que só está ali para bater ponto”, conta Carol, em entrevista a Universa.
Com essa cultura de disponibilidade somada à sobrecarga de trabalho, os primeiros sinais de que algo não ia bem começaram a surgir. “A amigdalite virou minha parceira: quase todo mês, minha garganta inflamava. Tive também infecções intestinais e o meu sono estava totalmente desregulado”, lembra.
Não demorou e vieram as crises de pânico e ansiedade. “Comecei a me isolar da minha própria equipe e não interagia mais com as pessoas como antes. Tinha vontade de chorar, uma sensação de vazio e passei a me sentir incompetente e burra. Esquecia as coisas e sentia que meu cérebro não estava mais dando conta”, diz Carol.
A gaúcha chegou a se afastar temporariamente do trabalho para cuidar da saúde, mas pouco tempo depois foi desligada da empresa. Frustrada e ainda tentando se recompor do esgotamento que vivenciou, Carol pegou um dinheiro que tinha economizado e resolveu fazer um período sabático de um ano e meio. Em uma viagem de quatro meses pela Europa, em 2016, decidiu que iria morar fora do Brasil e se mudou para a Holanda no início de 2017.
“Achei que, mudando de país, tudo estaria resolvido. Uma semana após dar entrada na residência aqui na Holanda, eu já estava trabalhando de novo, na mesma área. No entanto, eu ainda não tinha elaborado tudo o que havia acontecido no Brasil e comecei a apresentar sintomas de estresse pós-traumático”, recorda. Ver objetos que a faziam lembrar da empresa, por exemplo, lhe causava febre instantaneamente.
Mesmo tentando não se sobrecarregar e exercitando impor limites em seu novo emprego, Carol entrou em um novo quadro de exaustão. Voltou a se sentir fraca, impotente e teve crises de pânico e ansiedade novamente. Com isso, acabou se afastando do trabalho, não saía de casa e passava 20 horas na cama. Por algumas semanas, só saía do quarto para comer e ir ao banheiro.
Ao final do contrato de um ano com a empresa em que trabalhava na Holanda, seu gestor comunicou que não iriam renovar e ela se viu desempregada pela segunda vez em meio a um burnout. Foi a psicoterapia que ajudou Carol a navegar pela instabilidade, entender quem era ela e lidar com as suas próprias emoções. Ela também precisou usar medicação para depressão e ansiedade generalizada e passar por uma terapia específica para traumas e fobias.
O tratamento, segundo Carol, foi fundamental para que ela pudesse restabelecer um ritmo de trabalho sem ter tanto medo de adoecer de novo. A escrita teve outro papel importante nesse processo. Enquanto estava de cama e só conseguia ler e dormir, ela teve contato com o livro “O Caminho do Artista“, de Julia Cameron, onde a autora propõe exercícios para estimular a criatividade e um deles é o de escrever diariamente.
Carol começou a escrever logo ao acordar, o que para ela foi um processo de descoberta. “Na escrita, me reencontrei e consegui acessar coisas que as outras terapias não alcançavam, porque era eu comigo mesma, sem filtros ou julgamentos”, afirma. Desses escritos, nasceu o seu primeiro livro, “Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout”, lançado em 2020.
O livro já foi vendido em 16 países, em inglês e português, e documenta sua jornada enfrentando o esgotamento causado pelo excesso de estresse no trabalho. Agora, Carol está lançando o seu segundo livro, “Um passo por dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso”, em inglês. A versão em português sai entre julho e agosto deste ano.
Além dos livros, Carol também conta sua história com a síndrome de burnout nas redes sociais. “Quando comecei a ler e estudar sobre a doença, entendi que passar por isso não era culpa minha e que existem responsabilidades compartilhadas entre indivíduo, empresa e sociedade como um todo nessa questão.” Por isso, hoje ela compartilha suas vivências e propõe uma reflexão coletiva sobre a nossa cultura de trabalho em seus perfis no Instagram, Twitter e YouTube.
Como defensora da causa, Carol espera que a síndrome de burnout não seja banalizada e que todos possam entender que é um problema sério, que requer cuidado, pesquisa, informação e acolhimento. Para ajudar outras pessoas que passam pela doença, a escritora fundou em outubro de 2020 um grupo de apoio online, o “Burnoutados Anônimos”.
Os encontros têm 2h de duração e acontecem uma vez por mês de forma gratuita e confidencial através de uma plataforma de videoconferências. Ela conta que criou o grupo para aliviar a sensação de solidão que acomete muitos que enfrentam a síndrome e que os encontros funcionam como um espaço para falarem a mesma língua, chorar e rir juntos, compartilhar vitórias, derrotas, progressos e recaídas.
“O esgotamento começa no trabalho, mas afeta uma vida inteira: a família, a carreira, os relacionamentos, as finanças, as amizades e a autoestima. Ali nos enxergamos como tendo algo que nos une, mas ao mesmo tempo eu tento passar a ideia de que todos nós somos muito mais do que o nosso burnout”, destaca Carol. Cada encontro reúne em média 25 a 40 participantes e, até o final de 2021, mais de 90% eram mulheres.
Além do grupo, Carol promove anualmente desde 2020, entre o final de novembro e início de dezembro, a Semana da Conscientização da Burnout, um evento online, gratuito e sem fins lucrativos que reúne pesquisadores, especialistas e pessoas que viveram a síndrome para discutir o tema e ampliar o conhecimento sobre a doença.
Somando 800 inscritos nas duas edições, os painéis são transmitidos pelo YouTube em inglês e português e na edição do ano passado contou com o patrocínio da empresa de bem-estar e saúde mental Zenklub, para cobrir custos com tecnologia e serviços. A parceria também rendeu um curso sobre síndrome de burnout e a relação com o trabalho, disponível gratuitamente na plataforma da startup.
Com quatro módulos, 2h de duração e emissão de certificado no final, o curso é voltado para profissionais de todas as áreas, desde níveis operacionais a lideranças, especialistas em saúde e segurança do trabalho e gestores de recursos humanos. Nas aulas, Carol apresenta como o burnout pode afetar a saúde das pessoas e traz informações e exercícios sobre práticas para prevenir e combater a doença.
Hoje, recuperada, depois de passar duas vezes pela síndrome, e ajudando a conscientizar sobre a doença, seja em suas redes sociais, nos livros que escreveu, nos eventos que participa e no grupo que organiza, Carol diz que leva muitos aprendizados dessa jornada, como o de que é possível realizar coisas maravilhosas e contribuir para o mundo sem precisar se esgotar.
“Aprendi também que a nossa cultura do trabalho está adoecida e todos nós podemos reescrever essa história, um passinho por dia, um dia de cada vez. Mais: que as nossas vulnerabilidades nos unem, que perfeição não existe e que cada vitória merece ser celebrada”, finaliza.
Informações Universa UOL
Os pagamentos por aproximação —seja com cartão ou uso de aplicativos de celular—, que se popularizaram durante a pandemia, têm se tornado alvos de golpes. Além de roubarem cartões e usá-los para movimentar centenas de reais rapidamente, criminosos ainda tentam a sorte escondendo maquininhas e se aproximando de pessoas (normalmente em lugares lotados) para tentar fazer operações em cartões desprotegidos. Como não há necessidade de digitar a senha, muitas vezes o consumidor só percebe que foi vítima de roubo horas depois.
O que o consumidor deve fazer nessas situações? Os bancos são obrigados a devolver o dinheiro roubado? Especialistas ouvidos pelo UOLrespondem a essas e outras dúvidas.
É responsabilidade dos bancos responder por eventuais prejuízos causados às vítimas de golpe, diz Fabio Pasin, pesquisador do programa de serviços financeiros do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
Ele cita o artigo 14 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que determina que “o fornecedor de serviços [nesse caso, as instituições financeiras] responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.”
“Os fraudadores conseguem, por exemplo, encostar a maquininha na bolsa da vítima e extrair o valor do cartão daquele consumidor. Isso é uma falha de segurança do banco, que deve ser responsabilizado”, afirma.
Já a advogada Beatriz Castilho, pesquisadora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Direito Rio, diz não existir uma determinação em lei que obrigue bancos e instituições financeiras a devolverem o dinheiro aos consumidores vítimas de golpe, mas reforça que normalmente é o que acontece, ainda mais quando a fraude é comprovada de forma evidente.
“O que a gente vê na jurisprudência atual é que os consumidores normalmente são ressarcidos”, afirma.
Em nota, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) disse que UOL que os pagamentos por aproximação são seguros e que a entidade “não tem qualquer registro de casos de golpe em que o criminoso supostamente se aproximaria da vítima com uma máquina de cartão escondida, valendo-se de ambientes lotados para capturar transações indevidamente”.
Notificar o banco
Os especialistas consultados pelo UOL enfatizam que a primeira ação a ser tomada pelo consumidor ao perceber que foi vítima de golpe é notificar o banco o mais rápido possível e fazer a contestação dos valores.
Segundo Castilho, da FGV, “não existe um prazo único para resposta” das instituições financeiras. No geral, o retorno chega entre cinco e dez dias após a comunicação.
Esse passo é importante, acrescenta, “até para eventualmente bloquear ou cancelar aquele cartão”. Nesse momento, é importante anotar e guardar o número de protocolo do atendimento.
Registrar um boletim de ocorrência
Depois, o cliente pode registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pela internet.
Além de servir como mais um registro do golpe, o B.O. também é usado para fins de políticas públicas, “para que as autoridades e a sociedade como um todo saibam o que está acontecendo”, explica a pesquisadora.
Caso o banco não aceite a reclamação, o consumidor pode tentar resolver o problema administrativamente, registrando o caso em plataformas como o ReclameAqui ou o Procon de seu estado.
Para registrar a reclamação no Procon de São Paulo, o caminho é:
Também é possível fazer a contestação no site do Banco Central.
Vale lembrar que uma ação não anula a outra: o consumidor pode escolher apenas um desses caminhos ou todos juntos — ReclameAqui, Procon e BC —, se preferir.
Se o consumidor não for ressarcido, mesmo após fazer a contestação junto ao banco e as reclamações na esfera administrativa, ele ainda pode entrar com uma ação na Justiça comum para tentar recuperar o dinheiro roubado.
De acordo com Pasin, do Idec, esse tipo de caso pode ser levado a um Juizado Especial Cível (JEC). São órgãos judiciais de primeira instância que analisam e julgam ações que não superem o valor de 40 salários mínimos (ou R$ 48.480, em valores de 2022). “Não precisa nem de advogado”, diz.
“Os JECs são algo de mais fácil acesso para as pessoas, de forma geral. Mas processo judicial, por mais simples que seja, gera um desgaste”, afirma Castilho, da FGV.
Ainda que seja vítima, e não responsável por eventuais golpes, o consumidor pode tomar algumas medidas para se proteger e continuar fazendo pagamentos por aproximação com segurança:
Muitos consumidores recebem os cartões com função de pagamento por aproximação já desbloqueada. Às vezes, você nem sabe que o cartão tem essa função, ou nem quer usá-la, mas ela está habilitada. Então aconselho aos consumidores que entrem no app do banco e verifiquem. Caso a função esteja desbloqueada e você não queira, aí é só bloquear.
Beatriz Castilho, da FGV Direito Rionone
Em nota, a Abecs disse que o pagamento por aproximação é uma tecnologia que beneficia milhões de pessoas e comércios todos os dias, garantindo agilidade e segurança às transações, reduzindo filas e otimizando fluxos em lojas, serviços, transporte público e pedágios.
“Apesar do crescimento exponencial da modalidade, que movimentou R$ 100 bilhões só no primeiro trimestre deste ano (alta de 456%), a Abecs não tem qualquer registro de casos de golpe em que o criminoso supostamente se aproximaria da vítima com uma máquina de cartão escondida, valendo-se de ambientes lotados para capturar transações indevidamente.
O pagamento por aproximação é uma tecnologia segura, adotada em diversos locais do mundo, com os mesmos parâmetros de segurança exigidos no Brasil. A Abecs reforça que, em caso de perda ou roubo do cartão, bem como se houver indícios de transações indevidas, o recomendado é que o cliente entre em contato imediatamente com a central de atendimento do cartão. Também é recomendado sempre guardar o cartão em local seguro e, antes de inserir ou aproximar o cartão da maquininha, conferir o valor da compra.”
Informações UOL