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A legislação brasileira não determina idade para parar de dirigir: isso depende das condições da pessoa. Vale o bom senso, com a ajuda da família e dos médicos, para reconhecer quando é hora de deixar o volante de lado.
A validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) muda de acordo com a idade dos motoristas. Até 49 anos, é exigido o exame de aptidão física e mental a cada dez anos. O prazo cai para cinco anos para quem tem entre 50 e 70 anos e para três anos para quem tem mais de 70. Essa diminuição de tempo leva em conta as dificuldades do envelhecimento.
E se o idoso passou no teste, mas, dentro desse intervalo, seu estado de saúde declinou? Cabe a ele, com incentivo familiar, deixar o carro de lado. As transformações, principalmente após 80 anos, podem acontecer de forma muito abrupta, então entra a questão do bom senso.
Em alguns casos, é possível dar uma ajudinha adaptando o carro ou optando por um modelo mais moderno e que compense algumas perdas. O carro manual exige uma coordenação maior para algumas tarefas, como engatar marcha, soltar embreagem, apertar pedais. Se o problema do idoso for apenas uma limitação motora, eventualmente trocar o carro por um automático diminua suas dificuldades. Atenção: isso não exclui a necessidade de uma avaliação médica e de outras questões, que independem de o carro auxiliar mais ou menos.
Além da direção hidráulica e do câmbio automático, também podem ser úteis para o idoso sensores de alarme, câmeras de ré e GPS (principalmente se já não reconhece tão bem caminhos). Outros aparelhos úteis são retrovisor com campo de visão maior, volantes ajustáveis, apoios lombares, espelhos antirreflexos, sistemas de controles de velocidade, estabilidade e tração.
Para usar a tecnologia, é necessário o idoso querer e se sentir confortável, e a família ter vontade para ensiná-lo e paciência enquanto se acostuma.
Há uma série de doenças ou condições, quando não controladas, que representam obstáculos significativos. Disfunção visual (catarata, glaucoma) somada a um reflexo mais lento, redução de mobilidade ou deficiência auditiva podem deixar o idoso inapto para dirigir.
Para fazer curvas, manobras bruscas e acessar pedais e comandos mais duros é importante ter firmeza, flexibilidade e não sentir dores. Comuns em idosos, algumas doenças osteoarticulares podem interferir nisso. A osteoartrose, desgaste da cartilagem da coluna, pode diminuir movimentos do pescoço e comprimir a medula, alterando a força e a sensibilidade dos membros.
Outras condições representam ainda o fim ou uma limitação da independência. São preocupações: transtornos, demências, sequelas de AVC e infarto, além de alterações naturais do envelhecimento e que podem comprometer atenção, concentração, memória e retardar respostas no trânsito. Algumas medicações também têm efeito colateral que afeta os níveis de consciência e causam tontura e sonolência excessiva.
Pode não ser fácil conscientizar o idoso a diminuir o ritmo, principalmente se ele dirigiu a vida toda. Se estiver na ativa, mas enfraquecendo, vale pedir para evitar vias movimentadas demais, horários de pico ou viagens longas.
Ele pode assumir o volante na região onde mora, por caminhos tranquilos e momentos breves, como para ir até o supermercado.Dirigir com um acompanhante também pode ser uma segurança a mais, assim como sair com o celular ligado e, se possível, instalado com algum aplicativo que permita rastrear sua localização via satélite.
Só não é indicado dirigir esporadicamente, pois o idoso pode perder o hábito e os reflexos necessários para a atividade. Cada caso deve ser avaliado individualmente e a palavra final sobre o assunto cabe ao médico, que deve contar com o apoio da família, quando há constatação de comprometimento físico ou cognitivo irreversível ou grave e que ofereça riscos para a saúde e a integridade do idoso e para as demais pessoas nas ruas.
O médico deve ser vigilante e perguntar ao seu paciente se ele dirige ou não. Feito o diagnóstico de uma ou várias condições que o impeçam de dirigir, informar que já não é mais seguro que ele tenha a carta de motorista e, por mais que essa permissão seja válida, que ele não faça isso.
Fontes: Felipe Gargioni Barreto, neurocirurgião pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e especialista em coluna; Natan Chehter, geriatra pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Paulo Camiz, geriatra e professor de clínica geral do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo)
Informações UOL
Você já deve ter ouvido a expressão “sexo, drogas e rock and roll” como afirmação relacionada a uma vida desregrada e comportamento de liberdade e rebeldia. Eliminando o “rock and roll” da equação, eis a definição de um comportamento sexual alvo de preocupação de especialistas: o sexo químico, chemical sex ou chemsex, em inglês.
O termo significa transar sob o efeito de substâncias psicoativas — ou seja, que agem no sistema nervoso central — tanto para ampliar as sensações eróticas, quanto para que a relação sexual dure mais. Por essa razão, especialistas explicam que o comportamento é comum em festas sexuais ou sessões de sexo em grupo.
Vale lembrar, de cara, que são experiências com muitos riscos, como veremos a seguir:
A publicitária Fernanda* é adepta do uso de maconha e de LSD para transar com sua parceira, Paula*, assistente social. “Descobrimos isso por acaso, há uns três anos. Com a maconha, ficamos mais sensíveis ao toque e, assim, o tesão aflora”, explicou para Universa. “O doce (LSD) traz outra sensação: o corpo fica mais sensível, o sexo dura mais e temos uma experiência de êxtase, em transe mesmo”.
Ela descreve a mudança que sente em seu próprio corpo durante o sexo químico. “Sinto meus músculos muito mais relaxados com a cannabis. Já com o ‘doce’, eles ficam mais rígidos, então o contato entre a gente precisa ser um pouco mais forte”.
O chemsex é um comportamento sexual mais difundido fora do Brasil do que por aqui. O primeiro estudo sobre o tema, por exemplo, foi promovido pelo London School of Hygiene & Tropical Medicine, em 2014, do Reino Unido.
Na publicação, os pesquisadores apuraram inicialmente que o comportamento é mais comumente identificado em homens gays e bissexuais. Tratando o tema como caso de saúde pública, a entidade disse que a associação direta entre uso de drogas e transmissão do vírus HIVentre homens que se relacionam com homens pode ser “subjetiva”, mas levantou que “homens que usam uma variedade de drogas durante o sexo tem maior probabilidade de relatar o envolvimento em comportamentos de risco de transmissão do HIV do que os homens que não o fazem”.
Entre as drogas mais comuns, foram citadas a mefedrona, GHB/GBL (ou ecstasy líquido), cristal de metanfetamina, quetamina e cocaína. Todas são drogas psicoestimulantes.
Ecstasy (que, para os adeptos da prática, dá origem ao termo ‘sexctasy’), maconha e a mistura de drogas com Viagra — que pode levar a infarto fulminante — também são tipos de substâncias comuns entre praticantes do sexo químico, em busca de mais prazer.
Álcool em doses menores, para desinibir e despertar o desejo sexual, ou em doses maiores, que podem debilitar a percepção de risco, gerar depressão, e em alguns casos, até problemas de ereção e dificuldade de orgasmo feminino e masculino.
Por alterarem o nível de consciência e o funcionamento cognitivo da pessoa, há a associação dessa prática com os riscos de se fazer sexo desprotegido, que pode resultar em gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e componentes emocionais. Via de regra, todas acabam delimitando a percepção de risco da pessoa, que acaba se expondo a situações que a deixam vulnerável.
Vale dizer que o uso das substâncias psicoativas com Viagra é uma prática preocupante. Nenhum médico recomenda o uso de qualquer droga, porque, de fato, não é saudável. A junção da substância com o remédio, porém, pode provocar insuficiência cardíaca, infarto fulminante, arritmia.
O maior problema é que, ao praticar sexo químico, a pessoa pode desenvolver uma preferência muito forte por fazer sexo sob efeito da droga, e começar a ter dificuldade de se engajar na relação sexual sem o uso disso.
Há vários fatores relacionados ao comportamento sexual de risco, baseados nos estudos iniciais. Há, por exemplo, uma associação a pessoas que tenham sofrido abuso sexual na infância, que tenham elevados níveis de homofobia internalizado e que apresentem sintomas de depressão.
Preocupada com a popularização do chemsexentre pessoas da comunidade LGBTQIA+, a Fundação LGBT, em Manchester, do Reino Unido, promove campanha de conscientização sobre redução de riscos entre os participantes e incentivo à prática do sexo sóbrio.
Entre as orientações de redução de risco para quem quer fazer sexo químico estão:
Fazer sexo sóbrio, de acordo com a entidade, nem sempre é fácil para quem praticou o chemsex por muito tempo. Nesse caso, as dicas são:
*Os nomes da entrevistada e da parceira foram trocados por nomes fictícios, a pedido da fonte.
Fonte: Marco Scanavino, psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da USP; Saulo Ciasca, psicoterapeuta especialista em sexualidade humana, identidade de gênero e orientação sexual.
Informações UOL
Um levantamento realizado pela Sexlog, a pedido exclusivo do site Metrópoles, revela que 62,13% dos homens heterossexuais estariam abertos a experimentar o ato conhecido como “fio terra” durante a atividade sexual, se solicitado por suas parceiras.
Além disso, 43,90% dos entrevistados afirmaram já ter experimentado essa prática e apreciado, enquanto apenas 4,29% relataram ter experimentado e não ter gostado.
No que diz respeito à percepção sobre a relação do “fio terra” com a orientação sexual, 78,41% dos participantes indicaram não acreditar que essa prática esteja vinculada à orientação sexual, enquanto 21,59% expressaram crença na associação.
Para Mayumi Sato, CMO do Sexlog, a pesquisa sugere que é chegada a hora de superar tabus relacionados ao corpo e ao prazer.
“Essa conversa está mais avançada entre as mulheres, que já entenderam que conhecer e explorar o próprio corpo melhora a relação com si mesma e com outro, agora é legal dar crédito aos homens que começam a se abrir ao tema, considerando o prazer anal como parte de suas relações e entendendo que isso nada tem a ver com orientação sexual”, elucida.
Com informações de Metrópoles
Na verdade, a maioria só falava sobre a doença quando a pessoa já chegava com sintomas, como um nódulo indolor no pescoço ou uma dor de garganta que não desaparecia, de acordo com a pesquisa. Isso significa que muitos pacientes não estão tendo conversas importantes sobre fatores de risco e métodos de prevenção.
Seriam barreiras a falta de privacidade na maioria dos consultórios odontológicos, além do medo de envergonhar o paciente ao falar de uma questão bastante pessoal.
“Dado o aumento alarmante dos cânceres atribuídos ao HPV, os dentistas poderiam ser agentes importantes para promover essa prevenção”, disse o autor do estudo, Ellen Daly. “No entanto, há uma necessidade séria de melhor treinamento e educação desses profissionais”.
O câncer de garganta ligado ao HPV é um problema crescente: antes de 1990, apenas 21% dos cânceres orofaríngeos incluíam a presença de HPV. Após 2000, esse número cresceu para quase duas em cada três amostras, de acordo com uma meta-análise da Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores acreditam que o estudo destaca a importância de usar a visita ao consultório dentário como forma de educar os pacientes sobre seus próprios fatores de risco, quais os sintomas que eles devem observar e o que podem fazer para se protegerem.
Informações UOL
Muita gente ainda acredita que o orgasmo clitoriano é “menor” que o orgasmo via penetração. Entenda a raiz da crença e se ela tem fundamento
Dentre as diversas opções de orgasmos que uma mulher pode ter, existem dois que ganham mais destaque: o clitoriano e o vaginal. De forma primária, o clitoriano acontece por meio do estímulo externo do clitóris e o vaginal por meio da penetração. Apesar de serem dois tipos válidos de orgasmo, ainda existe um “preconceito” acerca do orgasmo clitoriano – mesmo entre as mulheres.
Para muitas mulheres que se relacionam com homens, ter mais facilidade de gozar com o estímulo do clitóris ou apenas conseguir chegar ao clímax com ele ainda é visto como uma espécie de derrota.
Contudo, é importante frisar que não existe uma hierarquia entre os diferentes tipos de orgasmo, e não há uma experiência “melhor” ou “pior”.
“O que é fundamental é a comunicação aberta com o parceiro, a exploração do próprio corpo para descobrir o que traz prazer e a aceitação de que a resposta sexual é altamente individual. Cada pessoa é única, e o que é mais importante é encontrar o que proporciona prazer e satisfação pessoais”, explica a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo.
O clitóris é o único órgão do corpo humano que existe com a única e exclusiva função de proporcionar prazer, tendo cerca de 10 mil terminações nervosas em toda a sua extensão. Logo, por que não valorizá-lo? De acordo com a terapeuta, o olhar diminuidor em relação ao orgasmo clitoriano pode se dever a uma série de fatores sociais, culturais e históricos.
“Educação sexual limitada, pressões culturais de de gênero, estigma em torno da masturbação feminina, representações errôneas da mídia sobre como seria o ato sexual ideal e a própria desvalorização do prazer feminino são algumas das raízes desse tipo de pensamento. A verdade é que não há necessariamente um problema se uma mulher não consegue ter um orgasmo apenas com penetração”, pontua.
Alessandra ainda reitera que a maioria das mulheres precisa de estimulação clitoriana direta para atingir o orgasmo, e não há problema algum nisso. “Não há uma única maneira ‘certa’ de experimentar prazer sexual. No entanto, se ela expressar preocupações ou desejar explorar diferentes formas de prazer, pode ser útil conversar com um profissional de saúde sexual ou um terapeuta para obter orientação e apoio”, finaliza.
Informações Metrópoles
Se reaproxime do corpo, independentemente do grau da libido, use o banho como espaço de meditação. Explore as possibilidades de prazer na masturbação, para intensificar o autoconhecimento do corpo.”
As orientações da mestra tântrica e filósofa Carol Teixeira são para as mulheres que, mesmo sem uma parceira ou parceiro, podem explorar a “energia sexual, vital e criativa” que tem dentro delas —um dos conceitos mais comuns da prática do tantra.
Não precisa estar com o tesão disparado para ter uma experiência tântrica. Aliás, Carol defende que o tantra é um caminho para o autoconhecimento da mulher ao descobrir as potências de seu próprio corpo, muito mais do que sexo.
É muito além do prazer sexual, de ter ou não libido. É autocuidado e uma resposta para uma sociedade que nos alienou do poder do nosso corpo. Essa ideia de que você precisa de um parceiro ou parceira para ativar sua energia sexual vem da cultura patriarcal que nos ensinou que somos um corpo para o outro.”
Despertar a energia sexual, vital e criativa pode ser mais simples do que parece. A mulher pode usar as próprias mãos, óleos essenciais e um espelho como ferramentas iniciais.
Tudo dentro do tantra— que, como terapia, pode até ajudar a superar traumas, além de potencialmente causar muitos orgasmos em apenas uma sessão— sugere que seja demorado.
“Toque seu corpo todo com a ponta dos dedos da forma mais sutil que puder”, explica Carol. “Fique se olhando no espelho mentalizando amor pelo seu corpo, fazendo o exercício de afastar o olhar patriarcal. Passe óleos essenciais na pele, transmitindo amor através das suas mãos para você mesma, e pingue umas gotinhas no chão para ser afetada pelo cheiro”.Continua após a publicidade
Para o tantra, tudo pode ser meditação. Fazer as refeições como um ritual, “sentindo os gostos e sabores”, retomar um estado meditativo ao longo do dia e, se for transar, “desacelerar para sentir mais cada instante”.
A dica, aliás, é uma das mais importantes para os homens que também buscam autoconhecimento por meio da energia sexual. “Com isso, descobrem um universo novo ao desacelerar, orgasmos que se espalham pelo corpo ao invés de ficarem só no genital, novos focos de prazer”.
O tantra é uma filosofia que vai além das massagens tântricas, uma das ferramentas de autoconhecimento, e do sexo tântrico. O livro “Tantra, o culto da feminilidade“, de Andre Van Lysebeth, é uma dica para quem quer estudar mais sobre o tema.
Informações UOL
A preocupação é uma emoção comum que surge diante da antecipação de problemas, de incertezas ou de situações desafiadoras. Também pode ter impactos negativos no bem-estar, ajudando a aumentar estresse ou ansiedade. Um professor da Universidade de Harvard, porém, acredita que é possível contornar a situação.
O especialista em felicidade Arthur Brooks publicou um artigo, adaptado pelo Inc, em que cita um método simples de quatro passos para lidar com as preocupações. Veja a segui:
Anote
Identificar os motivos de preocupação é uma forma de diminuir a ansiedade — já que você saberá com o que exatamente precisa lidar. “Sem um foco verdadeiro, o medo é um fantasma com o qual você terá dificuldade em lidar de forma adequada”, diz Brooks. “Quando você estiver preocupado com um monte de coisas, pegue uma folha de papel e anote as cinco que mais o preocupam”, sugere.
Concentre-se nos resultados
Brooks argumenta que a origem da ansiedade é um mecanismo de mascaramento. Ele cita a preocupação com um exame médico. “Por mais miserável que possa parecer ainda é preferível do que enfrentar diretamente o terror de um diagnóstico preocupante”, afirma. Entretanto, não confrontar os verdadeiros medos leva a um ciclo de ansiedade improdutiva. A tática é respirar fundo e dizer o que o assusta em voz alta.
“Em sua lista de preocupações, para cada problema, anote o melhor cenário, o pior e o mais provável. Em seguida, adicione o que você faria em cada caso. Isso caracteriza a fonte de preocupação e fornece um plano de gerenciamento”, sugere.
Combata a superstição
A preocupação por si só não tem nenhum impacto no resultado dos eventos — nem fornece um plano de ação. “Desista do pensamento mágico de que, se você se torturar o suficiente com alguma incerteza, isso de alguma forma melhorará a situação”, diz Brooks.
Faça deste o seu mantra matinal
Abandonar o hábito de se preocupar não acontece do dia para a noite — mas é possível implantar essa ideia gradualmente. Quando você acordar de manhã, declare sua intenção de mudar com o seguinte mantra: “Estou vivo e não vou desperdiçar minhas vivências me preocupando com coisas que não posso controlar”.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
“Você vai se ajoelhar na frente do pai do seu filho e vai pedir perdão por tudo o que você fez.” Essa frase teria sido dita por um mediador a Pamela (nome fictício) durante uma sessão de constelação familiar, um método pseudocientífico que é largamente usado no Brasil como prática terapêutica, até mesmo com aprovação do Ministério da Saúde.
Em 2016, Pamela denunciou o ex-marido depois de flagrá-lo abusando do filho do casal, de apenas 2 anos. A denúncia gerou uma investigação criminal contra o homem, que foi impedido de visitar o menino. Por isso, ele procurou a Vara da Família de São Paulo para pedir a guarda da criança e acusou a ex-mulher de alienação parental.
E meio ao impasse judicial sobre quem ficaria com o filho, Pamela foi notificada, no andamento do processo, a participar de uma sessão de constelação familiar. “Eu não sabia o que era aquilo, foi uma determinação judicial, ninguém me disse que eu podia não ir. O cara que conduzia disse que achava um desafio trabalhar com constelação de mães que acusam pais de abuso, que elas deveriam ser presas por deixar as crianças vulneráveis.”
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Os defensores do método dizem que a constelação familiar é uma prática terapêutica que consiste na resolução de um problema ou trauma por meio da representação do sistema familiar.
Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a técnica tem sido utilizada no Brasil desde 2012 para a mediação de conflitos envolvendo divórcio, guarda, alienação parental e pensão alimentícia.
Sociólogos e psicólogos alertam, porém, que se trata de um método pseudocientífico que não só ignora as ciências sociais e a psicologia como viola os direitos humanos, reforça estereótipos sobre os papéis sociais do homem e da mulher e “pode desencadear ou agravar estados emocionais de sofrimento ou de desorganização psíquica”.
Mesmo assim, em 2018, o Ministério da Saúde aprovou a inclusão da constelação familiar no rol de Práticas Integrativas Complementares ofertadas nos postos de saúde. A portaria nº 702 de 2018 descreve que “a constelação familiar é indicada para todas as idades, classes sociais, e sem qualquer vínculo ou abordagem religiosa, podendo ser indicada para qualquer pessoa doente”.
Em resposta a um pedido feito pela Lei de Acesso à Informação, o ministério comunicou que em 2022 foram feitas mais de 11 mil sessões de constelação familiar pelo SUS em todo o Brasil e que a pasta não oferece cursos de formação na prática aos profissionais de saúde.
O uso dessa técnica que não se baseia na ciência no serviço público é contestado por conselhos de classe e acadêmicos, que alertam para os riscos de sofrimento psíquico dos participantes e pedem que seja banida.
Para tratar os conflitos apresentados pelos “constelados”, a abordagem usa outras pessoas ou bonecos, que representam os pacientes como numa espécie de teatro. A maneira como eles se comportam e se posicionam na sessão diante do problema que é recriado seria uma representação das emoções dos “constelados”.
O mediador interpreta essa representação para chegar à solução do conflito. “Não temos instrumentos para explicar isso de forma científica, mas não quer dizer que não seja real”, explica o mediador, ou “constelador”, Mateus Santos.
Na sessão da qual Pamela participou, ela e o filho seriam representados por duas outras pessoas. O ex-marido faria o próprio papel. “Tinha uma mulher gritando e rolando no chão. O constelador disse que eu era assim como ela: louca”, relata. Ela diz que se recusou a se ajoelhar e pedir perdão ao homem depois da ordem do constelador. “Fui considerada rebelde, doente mental, um perigo para o meu filho.”
Santos diz que essa não é a conduta correta para consteladores. “Isso não é ético”, afirma. Ele defende que a técnica é eficaz, mas que, no serviço público de saúde, a aplicação deve ser supervisionada para evitar os riscos. “Entrar na intimidade do ser humano no nível anímico exige a máxima postura de respeito. É um cuidado que se deve ter com as vítimas.”
Na sentença do caso de Pamela, a juíza a mandou afastar-se do filho, com tratamento psiquiátrico. “Não o vejo há 8 anos”, diz a mãe. A juíza não afirma categoricamente que se baseou apenas na dinâmica da constelação familiar para tomar a decisão, mas menciona que não houve conciliação, além de levar em conta um laudo psiquiátrico e o relato do pai de que não se entendia com Pamela, que seria alienadora.
O método da constelação familiar foi proposto pelo missionário católico alemão Bert Hellinger em 1978. Ao propor a abordagem, ele reuniu referências de psicologia com a sua experiência de 16 anos de trabalho na África do Sul com zulus e leituras taoístas. Ele considera que a origem dos conflitos nas relações está ligada à ancestralidade e que esses problemas podem se manifestar em várias gerações.
Com isso, Hellinger estabeleceu as três ordens do amor que seriam a base da estrutura familiar: o direito ao pertencimento à família, a hierarquia e o equilíbrio entre dar e receber.
Entre os mais polêmicos ensinamentos do “psicoguru”, como é frequentemente chamado pela imprensa alemã, está a de que as crianças vítimas de incesto pelo pai tenham compreensão para com o agressor e até mesmo aceitem o contato sexual: “A solução para a criança é que a criança diga para a mãe: ‘Mamãe, por ti, eu o faço com prazer’, e para o pai: ‘Papai, pela mamãe, eu o faço com prazer'”, “ensina” Hellinger.
As duas maiores associações de terapia sistêmica na Alemanha, a DGSF e a SG, externaram críticas aos métodos de Hellinger.“Também a prática real da constelação familiar deve ser vista de forma crítica, como eticamente inaceitável e perigosa para as pessoas afetadas”, afirmou a DGSF em posicionamento oficial, em 2003, ao se distanciar da prática.
Na Alemanha, Hellinger é extremamente polêmico e já foi acusado de relativizar o nazismo. Ele é frequentemente lembrado como o autor de um controverso poema dedicado a Adolf Hitler, no qual pede ao leitor para que se identifique com o líder nazista, e até mesmo morou de aluguel, por algum tempo, no lugar onde ficava o segundo escritório de Hitler, em Berchtesgaden, no sul da Alemanha.
O sociólogo Mateus França, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que estuda a implementação da constelação familiar no serviço público, alerta que o uso do método leva a uma violação de direitos humanos, na medida em que molda decisões judiciais e tratamentos alternativos sob uma perspectiva conservadora que reforça papéis de gênero e vai de encontro a avanços no direito de família.
“Ignora as ciências sociais e reproduz violência de gênero ao partir do pressuposto de que pessoas violentas não podem ser excluídas do sistema familiar. Outro exemplo é que se cria um estereótipo de família: se acontece uma adoção por casais homoafetivos, um tem que assumir o papel masculino, e o outro, o feminino. É um retrocesso no direito de família”, afirma.
Coloca a culpa do conflito na mulher. São afirmações muito perigosas, de por exemplo não excluir da família o homem que a agrediu, ou então que um feto abortado falta na hierarquia da família por ter sido excluído. ”Mateus França, sociólogo
Outro conceito aproveitado por Hellinger é o de campo morfogenético. Elaborado pelo biólogo Rupert Sheldrake, esse campo diz respeito a uma memória coletiva que seria captada pelos indivíduos de uma espécie. Seria assim que representantes teriam acesso às sensações dos constelados.
O professor de física Marcelo Takeshi, da Universidade Estadual de São Paulo, diz que a argumentação é uma estratégia para justificar as interpretações oferecidas na constelação e os conflitos entre as partes, mas que campos morfogenéticos nunca foram provados.
“Isso se fantasia de ciência e não tem respaldo nenhum na física, nem respaldo em experimentos científicos, é algo inventado, nunca teve nenhum indício de comprovação dessa hipótese.”
O físico diz que a constelação familiar atende aos requisitos para ser considerada pseudociência: ter um autor que elaborou o tema para justificar a prática, evitar evidências conflitantes e resistir a testes, por exemplo.
França diz ainda que “depender de crenças não é interessante para uma política pública, principalmente envolvendo questões sobrenaturais”. Ele lembra que políticas públicas eficientes precisam ser alvo de pesquisas que atestem sua eficácia e garantam a segurança do método e a compreensão dos riscos envolvidos na sua aplicação.
A resolução nº 125 do CNJ permitiu que os tribunais aplicassem a constelação familiar como prática alternativa para agilizar a solução dos conflitos judiciais antes que chegassem ao litígio.
Atualmente, pelo menos 16 tribunais se valem do método nas audiências e processos. Em outubro, o CNJ deu início a um julgamento para restringir o uso de alternativas terapêuticas no judiciário, como a constelação.
“É persuasivo para quem trabalha no direito a ideia de celeridade, chegar a um acordo, baixar a pilha de processos, é um objetivo defensável, mas não deve ser um vale-tudo, precisa buscar formas seguras para quem acessa o sistema de justiça”, afirma França.
Por isso, o sociólogo propôs uma sugestão legislativa para banir a prática no serviço público. Agora, o texto aguarda que o relator, senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que é simpático à constelação, apresente um parecer sobre o assunto.
Esse cenário de disseminação da constelação familiar no serviço público motivou uma nota conjunta do Conselho Federal de Psicologia e acadêmicos. No documento enviado ao Ministério dos Direitos Humanos, o grupo afirma que a prática “pode desencadear ou agravar estados emocionais de sofrimento ou de desorganização psíquica, exigindo assim um acompanhamento profissional psicológico que não é oferecido durante as sessões”.
O ministério pediu ao Conselho Nacional de Direitos Humanos que avalie o uso da prática. O colegiado ainda analisa o caso.
Foto: iStock
Para a vida na Terra, a lua tem muitas serventias: funciona como escudo contra meteoritos, que podem ser potencialmente perigosos; influencia o movimento das águas, provocando as marés; ajuda a manter a estabilidade do clima; junto das estrelas ilumina a noite; determina a duração dos dias e as estações do ano; equilibra a oscilação do eixo de inclinação do planeta.
Mas e em se tratando da saúde dos seres humanos, mais especificamente? Será que esse satélite natural exerce alguma função?
A fim de esclarecer essa dúvida, mais de uma centena de publicações acadêmicas sobre o assunto foi revisada nas últimas décadas e os resultados foram compilados no periódico científico Current Biology. Veja o que os cientistas dizem sobre:
O senso comum prega que cortar o cabelo na fase minguante enfraquece os fios, enquanto na crescente acelera o crescimento e na cheia, confere volume. Mas a verdade é que nenhum desses efeitos foi realmente comprovado.
A atração gravitacional da lua só exerce algum efeito sobre grandes volumes, ou massas, como de oceanos, fazendo sua água subir e descer de nível.
“O desenvolvimento, a aparência e a saúde dos cabelos dependem muito mais de cuidados pessoais, alterações hormonais, genética hereditária, alimentação, estresse e doenças crônicas”, explica Camila Ribeiro, dermatologista do Hospital Cárdio Pulmonar (Rede D’Or), em Salvador.
Quanto à associação entre mudança de fase lunar e antecipação de nascimento, crescimento rápido ou lento de crianças, ciclo menstrual, Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra da AAP (Academia Americana de Pediatria), informa não ser convincente, como tentou demonstrar com uma pequena alta em partos naturais no primeiro ou no segundo dia após a lua cheia um estudo italiano dos anos 90. “Não há evidências robustas de que a lua afete dessa maneira.”
Agora, no que compete a alterações de humor, cientistas da Universidade Oxford (Inglaterra), do Hospital Psiquiátrico da Universidade de Basel (Suíça) e do Instituto Nacional de Saúde Mental em Bethesda (EUA) descrevem existir associações “críveis” com os ciclos lunares, mas “complexas”, em parte pela carência de trabalhos e de compreensão dos mecanismos por trás.
“É um tema bastante debatido, que envolve influência de campos eletromagnéticos, aos quais algumas pessoas poderiam ser mais sensíveis, mas sem conclusões científicas”, informa Júlio Barbosa, médico pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e neurocirurgião. As evidências são mais fortes sobre o sono variar ao longo do ciclo lunar, mas também há muitas limitações.
A qualidade e a duração do sono, segundo alguns estudos, seriam piores nas noites de lua cheia. Mas esse resultado seria mais evidente entre pessoas sem acesso à eletricidade e que aproveitariam a quantidade de luz solar que a lua reflete nessa fase para dormir até tarde, ou então desempenhar um número maior de tarefas, promover encontros e ter relações sexuais.
Desde a Antiguidade, as pessoas acreditam que não só a lua como tudo que há no universo possa afetar os humanos, seja com alterações comportamentais, doenças e tratamentos. O próprio filósofo grego Aristóteles supunha que a loucura e a epilepsia eram causadas pela lua.
“Mas, hoje, graças à ciência, sabemos que tudo na vida depende de muitos fatores, como ambiente em que se vive, genética, criação, hábitos de vida. Portanto, cuidado com crenças que alimentam padrões comportamentais limitantes. Não dá para acreditar em tudo que se ouve por aí”, adverte Leide Batista, psicóloga pela Faculdade Castro Alves, em Salvador (BA).
Informações Viva Bem UOL
Natural de Salvador, na Bahia, Julia Dias contou ao g1 que teve uma infância marcada por dificuldades financeiras, fato que fez a coach enxergar o amor de forma diferente; ela é noiva de sugar daddy sul-coreano que conheceu pela internet.
Julia Dias é influencer dentro do universo sugar. — Foto: Reprodução/ redes sociais
Julia Dias, de 30 anos, não tem pudor em falar que só quer se relacionar com homens ricos. “Quando eu era mais nova, observava as amigas da minha mãe reclamando de aluguel atrasado ou que não tinham dinheiro para algo. Para mim, o problema dessas mulheres era a falta de dinheiro. Foi algo bem enfatizado na minha vida. Eu sabia que as minhas maiores oportunidades de crescimento seria estudar e trabalhar, que é o que todo mundo acredita que funciona, ou me relacionar com um homem rico, que é o que realmente funciona.”
“Eu não posso me relacionar com um homem pobre. Eu vou acabar com a minha vida se eu me relacionar com um cara que não tem dinheiro”, destacou.
A coach de relacionamentos é de Salvador, na Bahia, e conta que uma das suas principais motivações para entrar no mundo sugar foi ter tido dificuldades financeiras na infância. Ela conheceu seu primeiro daddy aos 19 anos.
“Estava andando no shopping, antes de ir para a faculdade, quando vi um homem sentado na praça de alimentação. Passei por ele, trocamos olhares e começamos a conversar. Ele era australiano e tinha 53 anos na época. Ele me falou que queria uma sugar baby. Nunca tinha ouvido o termo na vida, isso em 2013. Ele ia ficar em Salvador por uns meses e depois voltaria para a Austrália.”
Sugar daddy e babies contam como funciona o amor movido a grana
“Eu já me interessava por homens mais velhos e queria um homem que fosse provedor, então isso foi um divisor de águas para mim. Foi com ele que eu entrei nas lojas que sonhava em entrar”, completa.
“Imagina você fazer uma viagem romântica na fila da classe econômica, comendo uma marmitinha horrível, em um voo lotado. Não dá. Chegar no lugar e ainda ter que dividir o quarto em um hostel com um monte de gente, passando pelas melhores vitrines do mundo sem ter condições de comprar nada. Quem quer essa vida?”
Apesar de reforçar que quer um homem rico, para Julia um sugar daddy é também um mentor. “Ele me fez perceber que, se eu quisesse realmente mudar a minha vida como um todo, teria que ouvir uma pessoa que já venceu na vida para me guiar. Estava encantada com aquele homem, que era o mais próximo dos príncipes que eu via fazendo coisas por princesas.” Os dois tiveram um relacionamento por 8 meses.
Anel que Julia ganhou do noivo — Foto: g1
“Ele voltou para a Austrália, e eu fiquei no Brasil imaginando como iria conhecer um homem daqueles novamente. Comecei a entender como o dinheiro poderia me proporcionar coisas incríveis — e eu gosto, gosto do dinheiro, gosto de grife, meu cachorro chama Maurizio Gucci”, contou.
“Mas acho que você não pode se relacionar com uma pessoa só pelo dinheiro, um homem rico não tem só dinheiro para te oferecer, ele te abre as portas.” Atualmente, Julia é noiva de um sul-coreano que conheceu na internet — outro sugar daddy.
“Demoramos seis meses para ter o primeiro encontro, ele veio para o Brasil, passamos uma semana no Palácio Tangará [hotel de ‘ultraluxo’]. Ele pegou um dos melhores quartos do hotel, me levou para fazer umas comprinhas… Burberry, Channel, tudo o que todas as mulheres sonham em ter.”
“A gente se apaixona por quem não faz nada, ainda faz mal para a gente, imagina por alguém que está disposto a nos fazer feliz. Eu sempre digo: o romance custa caro. Levar para um jantar especial custa caro, um buquê de flores custa caro. Uma viagem de primeira classe, uma suíte master, que é o básico…”
Julia conta que, na adolescência, não tinha acesso a coisas que as amigas tinham e, de alguma forma, sentia-se inferior a elas. Daí nasceu a vontade de se relacionar apenas com pessoas financeiramente estáveis.
“Fui uma criança muito humilde, mas sempre fui ambiciosa. Sempre desejei coisas que os meus pais não tinham condições de me oferecer. Estudava em uma escola particular como bolsista, então acabava convivendo com outras crianças que tinham acesso as coisas que eu não tinha”, afirma.
“Comecei a pensar que, para mudar de vida, só teria dois caminhos: estudar e trabalhar, que é o que todo mundo acredita que funciona, ou me relacionar com um homem rico.”
A coach diz que, no início, teve problemas com a família por conta do mundo sugar, mas, com o tempo, passaram a aceitar. “Comecei a proporcionar coisas também para a minha mãe, que sempre teve a mente mais aberta. Conheceram meu noivo. Meu pai — com quem eu fui brigada por muito tempo — me pediu perdão e hoje vivemos todos muito bem.”
Julia Dias — Foto: g1
Quando questionada se o relacionamento sugar tira sua independência como mulher, Julia responde que, com o dinheiro, teve liberdade. “É uma grande ilusão as pessoas que pensam que têm liberdade sem dinheiro. Eu tenho liberdade quando tenho dinheiro, porque eu posso comer o que quero, ir para onde quero, posso fazer o que quero, inclusive não fazer nada.”
Ela diz que já conheceu cerca de dez países com relacionamentos sugar, fez uma faculdade e até abriu seu próprio negócio.
Relacionamentos sugar quase sempre estão atrelados a uma dúvida capital: existe exploração sexual nesse tipo de relação? Para Isabela de Castro, presidente da Comissão Permanente da Mulher e advogada da OAB-SP, não é o caso.
“Dei uma olhada em todos os sites de relacionamento sugar, não cheguei a me cadastrar, mas eles sempre deixam tudo muito explícito. Não podemos falar de exploração sexual, ali fica bem claro que cada um é livre para fazer o que quiser com o seu corpo. Nesse sentido, os relacionamentos pessoais dizem respeito ao casal”, explica.
“O que foi combinado entre eles, fica entre eles. O que acho importante é pontuar como vamos encarar juridicamente esses relacionamentos. Se, por acaso, encerrar o relacionamento, como as partes vão seguir, se existe um contrato sobre o direito que cada um tem, sobre aquilo que eles compartilham e como vai ser dividido.”
“Mesmo se você for falar em questão de prostituição, a prostituição em si não é crime no Brasil. É legal. Então, se a pessoa quiser vender o seu corpo ou qualquer outra questão relacionada a isso, ela está livre para fazê-lo. E outra coisa: em qualquer outro aplicativo de relacionamento existe isso, não somente no universo sugar”, completa Isabela.
Segundo o psicanalista Christian Dunker, o relacionamento sugar surgiu apenas como resquício da prostituição. Ele afasta a ideia de que haja ligação entre profissionais do sexo e mulheres que acessam os aplicativos.
“Ao longo do século XX, a prostituição foi se profissionalizando, foi se tornando um trabalho como qualquer outro. Essa desmoralização, no sentido de sair do plano moral e caminhar para outras considerações de saúde e proteção trabalhista, criou uma aceitação da prostituição como uma prática que envolve troca no universo capitalista.”
“Tenho a impressão de que o relacionamento sugar aparece como uma extensão disso. Uma espécie de desdobramento. Não só eu posso terminar a qualquer momento, como as negociações do que cada um vai receber em cada momento são dinâmicas, como se você tivesse entrado num certo espírito do neoliberalismo”, destaca o pesquisador.
De acordo com dados divulgados pela plataforma MeuPatrocínio, que é exclusiva para quem busca esse tipo de relação, o número de sugar babies e daddies cresceu no Brasil, principalmente depois da pandemia.
No segundo semestre de 2023, o total de usuários da plataforma passou de 9,8 milhões, um aumento de 276% em comparação com o mesmo período de 2019, quando a plataforma tinha 2,6 milhões de cadastros ativos. A maioria dos usuários é concentrada no estado de São Paulo.
O site é gratuito para homens e mulheres, mas há planos pagos para daddies que querem ter destaque na plataforma.
Informações G1