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Você já percebeu que existem algumas manias que gradualmente afastam as pessoas de quem as possui? Seja por desconforto ou por discordância, ninguém gosta de manter relações com alguém que apresenta esses comportamentos.

A verdade é que para construir vínculos sólidos e duradouros com qualquer pessoa, é necessário ter bom senso e uma boa índole. Com o passar do tempo, se você não for alguém positivo, as pessoas podem se desgastar e se afastar.

Curioso para saber quais são essas terríveis manias que afastam as pessoas silenciosamente? Confira a lista abaixo e, caso se identifique com alguma delas, talvez seja melhor repensar:

  1. Individualismo:
    • Se você é individualista, saiba que, mais cedo ou mais tarde, as pessoas podem se cansar e se afastar silenciosamente.
    • Relações exigem doações mútuas para prosperar. Não é possível ficar ao lado de alguém que não cede, não faz nada pelo outro ou não demonstra afeto.
  2. Ausência:
    • É verdade que ninguém pode estar presente 24 horas por dia. Cada um tem suas prioridades e limitações.
    • No entanto, ser excessivamente ausente também é prejudicial. Não se esconda tanto das relações, pois a solidão pode ser dolorosa.
  3. Falta de Escuta:
    • Aquela pessoa que fala demais e interrompe todo mundo? É difícil conviver com alguém que se coloca como o centro do universo e não sabe ouvir o outro lado da história.
    • Ninguém aguenta isso por muito tempo.
  4. Irritação Constante:
    • A irritação contínua é desgastante. Conviver com alguém negativo, ranzinza e reclamão é difícil.
    • Procure ser mais leve e positivo.
  5. Falar Mal dos Outros:
    • Se você tem o hábito de falar mal de todo mundo, talvez seja hora de olhar para si mesmo.
    • Lembre-se de que o mundo dá voltas, e suas atitudes podem voltar contra você.
  6. Falta de Empatia:
    • Por último, mas não menos importante, manter vínculos com alguém apático, que não demonstra afeto e empatia, é vazio e insatisfatório.

Informações TBN


Cachorros, mercado pet no Brasil
Cachorros, mercado pet no Brasil Imagem: Alvan Nee/Unsplash

Muitos brasileiros consideram o seu animal de estimação como da família e priorizam os cuidados de saúde e bem-estar. A média do valor gasto por mês é de mais de R$ 200 e isso impulsionou o crescimento do mercado pet no país, que tem investido em produtos de luxo e planos especiais de serviços. Tanto que o Brasil é o terceiro país no ranking que mais consome esse segmento, atrás apenas dos Estados Unidos e China.

Números no Brasil

População de animais de estimação é muito alta no Brasil. Dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) mostram que há 167,6 milhões de pets no país, com os cachorros e gatos liderando (67,8 milhões e 33,6 milhões, respectivamente).

Busca por qualidade de vida. A maioria acredita que os bichinhos reduzem o estresse (94,6%) e também trazem felicidade (97,5%). Por isso, além da prioridade nos cuidados, 73,3% dos tutores preferem comprar produtos de empresas que apoiam a causa animal.

Foi pensando nesse amor que Flávio Calmon abriu um salão para o público de quatro patas. O empreendedor é a prova de que buscam mais sofisticação no atendimento para os pets e até criou um modelo de negócio com uma abordagem que minimiza o medo e o estresse.

O modelo nasceu da necessidade de oferecer um serviço de alto padrão para cães de raças específicas. Nosso foco está no bem-estar, diversão e beleza do animal, com o uso de produtos e equipamentos tecnológicos avançados.
Flávio Calmon, empreendedor no mercado pet

Custos de um animal de estimação

Mais da metade dos brasileiros (56,4%), gastam mais de R$ 200 por mês com seus pets. Já 29,2% desembolsam entre R$ 100 a R$ 200, 9% ficam entre R$ 50 e R$ 10 e apenas 5,4% gastam menos de R$ 50 por mês. Os dados são da fintech Koin.

Preocupação com a saúde também entra na conta. 44,6% das pessoas levam seu animal de estimação ao veterinário uma vez ao ano, enquanto 26,7% levam todo semestre e 15,8% preferem ir a cada três meses.

Alimentação é o que mais pesa. Os principais custos se dividem em: ração (70%), medicamentos (6,9%) e produtos de higiene como xampu e escova (5,9%). Os dados são segundo o levantamento da fintech feito com uma base de 250 clientes.

Muitos lares estão dispostos a investir mais em seus animais de estimação, isso independente da classe social. O que difere é que as classes A e B, em geral, possuem maior renda disponível e estão mais dispostas a investir em serviços de qualidade para seus pets, incluindo banho e tosa, explica Calmon.

Mas o que é o mercado pet?

O mercado pet envolve todos os produtos e serviços voltados para os cuidados e lazer dos animais de estimação. Desde os mais básicos como ração e higiene até planos de saúde, creches, adestramento, estabelecimentos pet friendly, lavanderias especializadas, dog walker e entre outras opções, exemplifica Juana Angelim, diretora de operações da Koin.

Marcas de luxo também aderiram à ideia e passaram a criar produtos para esse segmento. Como Moschino, Vivara e Zara que expandiram os seus portfólios para atender esse público. Até mesmo terapia é um serviço já disponível.

Segmento faturou R$ 68,4 bilhões em 2023, segundo a estimativa do Instituto Pet Brasil (IPB). Esse valor representa um aumento de 13,6% em relação a 2022, quando o faturamento foi de R$ 60,2 bilhões. Já o setor de serviços, que inclui banho e tosa, cresceu 12,4% em 2023, alcançando um faturamento total de R$ 10,2 bilhões e representando 14,9% do mercado pet brasileiro.

Os pets sempre foram importantes para as pessoas, e ganharam uma relevância maior durante a pandemia. Quando os laços se estreitaram, abriu oportunidades para novos produtos, serviços e negócios.
Juana Angelim, Diretora de Operações da fintech Koin

Cenário daqui para a frente

Estimativa é que o mercado pet continue crescendo nos próximos anos. “Isso porque é menos afetado por crises econômicas, já que as pessoas não tendem a renunciar aos cuidados com seus bichinhos”, diz Angelim.

A tendência é que criem cada vez mais serviços e produtos específicos. Há muitas possibilidades, como ração voltada para gatos com problemas renais ou cães idosos que precisam de fisioterapia. O setor se reinventa e evolui rapidamente, seguindo a demanda.

Grandes marcas de produtos incorporando opções para os animais de estimação é um exemplo. No exterior, é um mercado que também está em alta e as perspectivas de crescimento para os próximos anos são bastante positivas, com estimativas de uma taxa anual de crescimento de 5,1% entre 2023 e 2028, segundo a Expert Market Research.

O mercado premium pet se coloca como uma grande oportunidade para quem quer investir no segmento de higiene e beleza animal e montar o seu próprio negócio.
Flávio Calmon, empreendedor no mercado pet

Informações UOL


Fazer sexo com um amigo pode se tornar um drama, mas existem formas de levar a situação de forma tranquila; veja como

Foto colorida e iluminada de um casal se beijando de olhos fechados em cima da cama, com a mulher de sutiã preto por cima do home - Metrópoles

A amizade colorida, vez ou outra, volta a ser pauta. Durante participação no programa Surubaum, de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, os convidados Patrícia Ramos, Giovanna Lancellotti e Jonathan Azevedo deram suas opiniões sobre o sexo entre amigos fortalecer ou atrapalhar a relação.

Patrícia Ramos, por exemplo, compartilhou que já tentou ter uma “amizade colorida” com um de seus amigos. Eles, porém, pararam no momento em que ela descobriu que seria pedida em namoro. “Me viu pelada, apaixonou”, brincou e empresária.

Contudo, há quem discorde e afirme que transar com amigos fortalece a amizade. Uma pesquisaconduzida por Heidi Reeder, da Boise State University (EUA), aponta que manter relações sexuais com um amigo pode fortalecer a amizade.

O levantamento, feito com 300 homens e mulheres, mostrou que 20% dos entrevistados já mantiveram relações sexuais com amigos. Entre eles, 76% afirmaram que a amizade ficou melhor e mais fortalecida após transarem. Para 50% dos participantes, vale ressaltar, o sexo casual virou um relacionamento posteriormente.

Se a intenção for evitar dramas desnecessários e ficar apenas na amizade, existem algumas medidas a tomar. Para a sexóloga Michelle Sampaio, encarar o sexo apenas como diversão não é um problema, desde que todas as expectativas estejam alinhadas.

“Seja para o homem ou para a mulher, seja uma única vez ou pegações quando estão carentes, ver o sexo apenas como fonte de prazer é uma opção legal, principalmente se é com um par que você confia e ainda sente atração física”, elucida.

A chave para a experiência dar certo e não “melar” a amizade é simples, mas nem sempre fácil: comunicação. Ainda que o sexo aconteça de forma espontânea e não programada, sem chances para uma conversa pré, depois que acontece, é recomendado não evitar nenhum tipo de conversa, a fim de espantar mal-entendidos.

“Siga o bom senso e use a comunicação e a intimidade a seu favor. Compartilhe o que está sentindo. Caso esteja se apegando, ou desconfie que está tendo sentimentos além da transa, fale com a parceria”, orienta a especialista.

Informações Metrópoles


Fazer amizade na fase adulta é mais difícil; pandemia e trabalho dificultam
Fazer amizade na fase adulta é mais difícil; pandemia e trabalho dificultam Imagem: iStock

Os amigos têm papel importante na nossa vida: trazem suporte emocional em momentos bons e ruins, na “alegria e na tristeza”. Aliás, é na amizade que muitas pessoas podem encontrar o conforto que não tiveram na família.

O problema é que, para algumas pessoas, nem sempre é fácil criar novos laços (ou manter os antigos), principalmente na fase adulta, quando tudo parece ficar mais complexo —filhos, agenda lotada, trabalho e por aí vai.

‘Mais difícil fazer novos vínculos’

A pandemia e as novas relações de trabalho dificultam esse processo.

“As relações interpessoais sempre me causam certo cansaço, de pensar todo o planejamento de sair com aquela pessoa. Sinto que é mais difícil que esses novos vínculos apareçam naturalmente”, diz a escritora e roteirista Vanessa Airallis, 21.

Na pandemia, ela passou (e ainda passa) grande parte do dia em casa: Vanessa faz um curso a distância e, além disso, um dos trabalhos dela é home office.

Me formei em 2019 na escola e, com a pandemia, passei muito tempo em casa. Depois que acabou, sinto uma dificuldade muito grande de fazer amizade.”

A escritora tenta frequentar locais para fazer amigos, o que nem sempre trouxe resultados. Depois que voltou ao trabalho presencial, conseguiu novas amizades, mas não são profundas.

Consigo encará-los como amigos, mas nem tanto. É uma amizade dentro da empresa, fora da empresa, não.”

Pandemia, trabalho e cansaço

Todos nós fomos “vítimas” de uma reclusão necessária na pandemia —e isso agravou os relacionamentos, explica Vinicius Barbati, psicólogo do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, gerido pelo IRSSL (Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês).

Este processo prejudicou os vínculos sociais e agravou quadros psicopatológicos anteriores.

O psicólogo também explica que os adultos da geração Y e os primeiros da geração Z entraram em um mercado de trabalho marcado por mudanças.

Há aumento da fragilização dos vínculos trabalhistas e aguda exaustão em função da sobrecarga física e mental da vida profissional. Nesse cenário, um tema comum, que vai existir em qualquer encontro social de pessoas entre 25 a 45 anos, é estar cansado.”

A construção de novos vínculos ou a manutenção de muitas amizades podem ser vividos como mais uma “tarefa árdua” na já sobrecarregada vida do adulto do nosso tempo, diz o psicólogo.

‘Minha melhor amiga morreu’

Situações mais graves, como lutos, podem criar barreiras adicionais.

A psicóloga Natalia Cirigussi, 26, perdeu a melhor amiga em 2019, de forma abrupta. As duas eram tão próximas que até uma tatuagem fizeram juntas, além de dividirem o mesmo apartamento no último ano da faculdade.

“Minha história com a Joyce foi muito breve, mas intensa”, conta. Elas se conheceram durante o curso de psicologia e criaram uma rápida conexão em três anos.

Joyce morreu aos 23 após sofrer um acidente de moto, em Fernandópolis (SP), onde as duas estudavam. A morte da amiga fez com que Natalia se sentisse desamparada. Logo depois, ela mudou de cidade e se viu sozinha, com dificuldade de fazer novos vínculos.

Neste período de luto, conheci inúmeras pessoas, mas estava fechada emocionalmente. Tinha consciência disso, com ajuda da minha própria análise. Fiz alguns vínculos, mas que não se aprofundaram.”

O luto me marcou com medo inconsciente da perda, de me apegar a outra pessoa e perdê-la de novo.”

Amizade entre as duas durou 3 anos, mas foi intensa
Amizade entre as duas durou 3 anos, mas foi intensa Imagem: iStock

As “escolhas da vida”, como mudar de cidade, também são pontos que justificam a dificuldade para criar vínculos mais fortes. A terapia foi essencial para lidar com a fase.

Quando as pessoas não conseguem atravessar esse período, seja do luto, da decepção ou do rompimento, ela pode se fechar para novas experiências se for muito rígida emocionalmente. Felizmente, não aconteceu comigo, mas também foi necessário muito trabalho psíquico.”

Atualmente morando em São Vicente (SP), a psicóloga já se programou para fazer atividades, como ioga e natação, que favoreçam novos contatos. “Só agora me sinto emocionalmente disponível para me colocar nesses ambientes.”

Fica realmente mais difícil fazer amigos?

Sim. Quando somos mais novos, costumamos ter mais tempo e ambientes (escola, hora do recreio) para socializar e conhecer pessoas. Já adultos, o cenário muda: mais responsabilidades, trabalho, filhos, cuidados com a casa e, de fato, o tempo fica mais escasso, explica a psicóloga Cecilia Dassi.

Chegamos em um momento em que precisamos decidir como vamos investir nosso tempo, em quais vínculos investir a energia: de saber como a pessoa está, escutar, acolher, dar suporte no momento em que precisa, de realmente nutrir essa relação.
Cecilia Dassi, psicóloga

A psicóloga, que é ex-atriz da Globo, criou “sem querer” uma grande rede entre seguidores que sentiam falta de uma amizade na pandemia —e que dura até hoje.

“Recebi muitas mensagens de gente falando que se sentia sozinha e pensei em como juntar essas pessoas.”

A psicóloga resolveu, então, pedir ajuda para criar grupos no WhatsApp. Os grupos lotaram em pouco tempo e, depois, subgrupos também saíram de lá.

A coisa foi crescendo lindamente. Muitos se juntaram para ver filmes do Oscar, outros criaram um grupo de leitura e até paquera já teve. Fez bem para as pessoas, especialmente no período da pandemia.”

‘Puxo assunto com todo mundo’

Cássia começou a puxar assunto com pessoas presentes na rotina dela
Cássia começou a puxar assunto com pessoas presentes na rotina dela Imagem: Arquivo pessoal

A advogada Cássia de Menezes, 29, concorda que a “correria” da vida traz mudanças nas relações com os amigos. Muitas vezes, é necessário fazer malabarismos para conseguir marcar algo.

É difícil manter as amizades no padrão que a gente mantinha quando era mais novo, como na época da escola, faculdade, quando éramos muito próximos dos amigos. Além disso, tem a evolução de cada um, que vai para lados diferentes. Nossos amigos se casam, têm filhos e podem mudar de cidade.”

Morando sozinha, Cássia diz que passava boa parte dos finais de semana sem falar com ninguém —no máximo, mandava áudio no WhatsApp. Depois de assistir a uma série sobre a importância da amizade no envelhecimento, ficou reflexiva.

Lembro de ter visto que o que pode ajudar no envelhecimento é a vida em comunidade. As pessoas são amigas, são próximas e cuidam umas das outras. Com isso, pensei: ‘Acho que eu preciso ser mais legal e mais próxima das pessoas’.”

A advogada começou a demonstrar mais interesse pelas pessoas que conhecia em atividades cotidianas e, até agora, a “estratégia” de puxar assunto trouxe resultados positivos —por enquanto, ainda de forma superficial.

Faço ioga e, depois da atividade, sento no sofá, pego uma água e fico conversando com o professor — claro, respeitando o tempo dele. Fiz o mesmo com os professores da musculação e com a recepcionista do meu trabalho. Claro que são amizades ainda superficiais, que se aprofundam pouco (…) É um processo ainda recente, mas que já gerou resultados positivos.”

Qual a importância da amizade?

Ter amigos faz bem para a saúde, mostram estudos
Ter amigos faz bem para a saúde, mostram estudos Imagem: Valeriy_G/Getty Images/iStockphoto

Estudos mostram que ter relações de amizade é fundamental para viver de forma mais saudável e até mais longa.

Estudos apontam que ter pessoas com quem você pode contar ajuda a diminuir o estresse, risco de depressão e aumenta a expectativa de vida. De forma geral, ter bons relacionamentos é um fator essencial para a manutenção da saúde mental.
Alana Anijar, psicóloga pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

Ao longo do nosso amadurecimento, é normal valorizar mais os poucos amigos —mas verdadeiros— do que muitos relacionamentos rasos e superficiais, segundo a psicóloga.

Existe uma diferença entre ser introvertido ou apreciar seu tempo de solitude e de se isolar. Embora algumas pessoas se sintam confortáveis com poucas amizades, é importante reconhecer quando a solidão se torna um problema. 
Alana Anijar, psicóloga

Como fazer novos amigos?

Os psicólogos consultados por VivaBem deram as seguintes dicas:

Esteja aberto para o novo: se receber um convite para sair, veja se vale a pena, se os interesses em comum fazem sentido.

Procure grupos de assuntos de que você gosta, como de leitura, esportes, filmes, entre outros. Busque nas redes sociais, como o Facebook e Telegram.

Dica para fazer amizades: busque grupos com interesses em comum
Dica para fazer amizades: busque grupos com interesses em comum  Imagem: iStock

Fora do online, também é possível fazer aulas de assuntos de interesse, como ioga, crossfit, aula de dança, de fotografia, clubes de leitura em bibliotecas, etc.

Não tenha medo de dar o primeiro passo: se existe abertura do outro lado, chame a pessoa para sair.

Tenha em mente que fazer novas amizades dá trabalho, então é preciso ter um pouco de paciência mesmo.

Procure ajuda de um especialista se a socialização ficar difícil demais.

Informações UOL


Médico pode ajudar idoso a reconhecer quando é hora de largar o volante
Médico pode ajudar idoso a reconhecer quando é hora de largar o volante Imagem: Getty Images

A legislação brasileira não determina idade para parar de dirigir: isso depende das condições da pessoa. Vale o bom senso, com a ajuda da família e dos médicos, para reconhecer quando é hora de deixar o volante de lado.

O que diz a regra

A validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) muda de acordo com a idade dos motoristas. Até 49 anos, é exigido o exame de aptidão física e mental a cada dez anosO prazo cai para cinco anos para quem tem entre 50 e 70 anos e para três anos para quem tem mais de 70. Essa diminuição de tempo leva em conta as dificuldades do envelhecimento.

E se o idoso passou no teste, mas, dentro desse intervalo, seu estado de saúde declinou? Cabe a ele, com incentivo familiar, deixar o carro de lado. As transformações, principalmente após 80 anos, podem acontecer de forma muito abrupta, então entra a questão do bom senso. 

Adaptar ou rever o carro tem vantagens

Câmbio automático pode facilitar a vida do idoso na direção
Câmbio automático pode facilitar a vida do idoso na direção Imagem: Shutterstock

Em alguns casos, é possível dar uma ajudinha adaptando o carro ou optando por um modelo mais moderno e que compense algumas perdas. O carro manual exige uma coordenação maior para algumas tarefas, como engatar marcha, soltar embreagem, apertar pedais. Se o problema do idoso for apenas uma limitação motora, eventualmente trocar o carro por um automático diminua suas dificuldades. Atenção: isso não exclui a necessidade de uma avaliação médica e de outras questões, que independem de o carro auxiliar mais ou menos.

Além da direção hidráulica e do câmbio automático, também podem ser úteis para o idoso sensores de alarme, câmeras de ré e GPS (principalmente se já não reconhece tão bem caminhos). Outros aparelhos úteis são retrovisor com campo de visão maior, volantes ajustáveis, apoios lombares, espelhos antirreflexos, sistemas de controles de velocidade, estabilidade e tração.

Para usar a tecnologia, é necessário o idoso querer e se sentir confortável, e a família ter vontade para ensiná-lo e paciência enquanto se acostuma.

O que restringe assumir a direção?

Avaliação médica é essencial para definir quando é hora de parar
Avaliação médica é essencial para definir quando é hora de parar Imagem: iStock

Há uma série de doenças ou condições, quando não controladas, que representam obstáculos significativos. Disfunção visual (catarataglaucoma) somada a um reflexo mais lento, redução de mobilidade ou deficiência auditiva podem deixar o idoso inapto para dirigir.

Para fazer curvas, manobras bruscas e acessar pedais e comandos mais duros é importante ter firmeza, flexibilidade e não sentir dores. Comuns em idosos, algumas doenças osteoarticulares podem interferir nisso. A osteoartrose, desgaste da cartilagem da coluna, pode diminuir movimentos do pescoço e comprimir a medula, alterando a força e a sensibilidade dos membros.

Outras condições representam ainda o fim ou uma limitação da independência. São preocupações: transtornos, demências, sequelas de AVC e infarto, além de alterações naturais do envelhecimento e que podem comprometer atenção, concentração, memória e retardar respostas no trânsito. Algumas medicações também têm efeito colateral que afeta os níveis de consciência e causam tontura e sonolência excessiva.

Convencendo o idoso a desacelerar

Pode não ser fácil conscientizar o idoso a diminuir o ritmo, principalmente se ele dirigiu a vida toda. Se estiver na ativa, mas enfraquecendo, vale pedir para evitar vias movimentadas demais, horários de pico ou viagens longas.

Ele pode assumir o volante na região onde mora, por caminhos tranquilos e momentos breves, como para ir até o supermercado.Dirigir com um acompanhante também pode ser uma segurança a mais, assim como sair com o celular ligado e, se possível, instalado com algum aplicativo que permita rastrear sua localização via satélite.

Só não é indicado dirigir esporadicamente, pois o idoso pode perder o hábito e os reflexos necessários para a atividade. Cada caso deve ser avaliado individualmente e a palavra final sobre o assunto cabe ao médico, que deve contar com o apoio da família, quando há constatação de comprometimento físico ou cognitivo irreversível ou grave e que ofereça riscos para a saúde e a integridade do idoso e para as demais pessoas nas ruas.

O médico deve ser vigilante e perguntar ao seu paciente se ele dirige ou não. Feito o diagnóstico de uma ou várias condições que o impeçam de dirigir, informar que já não é mais seguro que ele tenha a carta de motorista e, por mais que essa permissão seja válida, que ele não faça isso.

Fontes: Felipe Gargioni Barreto, neurocirurgião pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e especialista em coluna; Natan Chehter, geriatra pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Paulo Camiz, geriatra e professor de clínica geral do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo)

Informações UOL


Sexo noite lua transa
Sexo noite lua transa Imagem: Maru/Unsplash

Você já deve ter ouvido a expressão “sexo, drogas e rock and roll” como afirmação relacionada a uma vida desregrada e comportamento de liberdade e rebeldia. Eliminando o “rock and roll” da equação, eis a definição de um comportamento sexual alvo de preocupação de especialistas: o sexo químico, chemical sex ou chemsex, em inglês.

O termo significa transar sob o efeito de substâncias psicoativas — ou seja, que agem no sistema nervoso central — tanto para ampliar as sensações eróticas, quanto para que a relação sexual dure mais. Por essa razão, especialistas explicam que o comportamento é comum em festas sexuais ou sessões de sexo em grupo.

Vale lembrar, de cara, que são experiências com muitos riscos, como veremos a seguir:

‘Tesão aflora’, diz publicitária

A publicitária Fernanda* é adepta do uso de maconha e de LSD para transar com sua parceira, Paula*, assistente social. “Descobrimos isso por acaso, há uns três anos. Com a maconha, ficamos mais sensíveis ao toque e, assim, o tesão aflora”, explicou para Universa. “O doce (LSD) traz outra sensação: o corpo fica mais sensível, o sexo dura mais e temos uma experiência de êxtase, em transe mesmo”.

Ela descreve a mudança que sente em seu próprio corpo durante o sexo químico. “Sinto meus músculos muito mais relaxados com a cannabis. Já com o ‘doce’, eles ficam mais rígidos, então o contato entre a gente precisa ser um pouco mais forte”.

chemsex é um comportamento sexual mais difundido fora do Brasil do que por aqui. O primeiro estudo sobre o tema, por exemplo, foi promovido pelo London School of Hygiene & Tropical Medicine, em 2014, do Reino Unido.

Na publicação, os pesquisadores apuraram inicialmente que o comportamento é mais comumente identificado em homens gays e bissexuais. Tratando o tema como caso de saúde pública, a entidade disse que a associação direta entre uso de drogas e transmissão do vírus HIVentre homens que se relacionam com homens pode ser “subjetiva”, mas levantou que “homens que usam uma variedade de drogas durante o sexo tem maior probabilidade de relatar o envolvimento em comportamentos de risco de transmissão do HIV do que os homens que não o fazem”.

Drogas, mistura com Viagra e ‘sexctasy’

Entre as drogas mais comuns, foram citadas a mefedrona, GHB/GBL (ou ecstasy líquido), cristal de metanfetamina, quetamina e cocaína. Todas são drogas psicoestimulantes.

Ecstasy (que, para os adeptos da prática, dá origem ao termo ‘sexctasy’), maconha e a mistura de drogas com Viagra — que pode levar a infarto fulminante — também são tipos de substâncias comuns entre praticantes do sexo químico, em busca de mais prazer.

Álcool em doses menores, para desinibir e despertar o desejo sexual, ou em doses maiores, que podem debilitar a percepção de risco, gerar depressão, e em alguns casos, até problemas de ereção e dificuldade de orgasmo feminino e masculino.

Por alterarem o nível de consciência e o funcionamento cognitivo da pessoa, há a associação dessa prática com os riscos de se fazer sexo desprotegido, que pode resultar em gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e componentes emocionais. Via de regra, todas acabam delimitando a percepção de risco da pessoa, que acaba se expondo a situações que a deixam vulnerável.

Vale dizer que o uso das substâncias psicoativas com Viagra é uma prática preocupante. Nenhum médico recomenda o uso de qualquer droga, porque, de fato, não é saudável. A junção da substância com o remédio, porém, pode provocar insuficiência cardíaca, infarto fulminante, arritmia.

O maior problema é que, ao praticar sexo químico, a pessoa pode desenvolver uma preferência muito forte por fazer sexo sob efeito da droga, e começar a ter dificuldade de se engajar na relação sexual sem o uso disso.

Há vários fatores relacionados ao comportamento sexual de risco, baseados nos estudos iniciais. Há, por exemplo, uma associação a pessoas que tenham sofrido abuso sexual na infância, que tenham elevados níveis de homofobia internalizado e que apresentem sintomas de depressão.

Sexo sóbrio

'Chemsex' pode expor praticantes a relações sem uso de preservativo
‘Chemsex’ pode expor praticantes a relações sem uso de preservativo Imagem: ComicSans/iStock

Preocupada com a popularização do chemsexentre pessoas da comunidade LGBTQIA+, a Fundação LGBT, em Manchester, do Reino Unido, promove campanha de conscientização sobre redução de riscos entre os participantes e incentivo à prática do sexo sóbrio.

Entre as orientações de redução de risco para quem quer fazer sexo químico estão:

Fazer sexo sóbrio, de acordo com a entidade, nem sempre é fácil para quem praticou o chemsex por muito tempo. Nesse caso, as dicas são:

*Os nomes da entrevistada e da parceira foram trocados por nomes fictícios, a pedido da fonte.

Fonte: Marco Scanavino, psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da USP; Saulo Ciasca, psicoterapeuta especialista em sexualidade humana, identidade de gênero e orientação sexual.

Informações UOL


Reprodução

Um levantamento realizado pela Sexlog, a pedido exclusivo do site Metrópoles, revela que 62,13% dos homens heterossexuais estariam abertos a experimentar o ato conhecido como “fio terra” durante a atividade sexual, se solicitado por suas parceiras.

Além disso, 43,90% dos entrevistados afirmaram já ter experimentado essa prática e apreciado, enquanto apenas 4,29% relataram ter experimentado e não ter gostado.

No que diz respeito à percepção sobre a relação do “fio terra” com a orientação sexual, 78,41% dos participantes indicaram não acreditar que essa prática esteja vinculada à orientação sexual, enquanto 21,59% expressaram crença na associação.

Para Mayumi Sato, CMO do Sexlog, a pesquisa sugere que é chegada a hora de superar tabus relacionados ao corpo e ao prazer.

“Essa conversa está mais avançada entre as mulheres, que já entenderam que conhecer e explorar o próprio corpo melhora a relação com si mesma e com outro, agora é legal dar crédito aos homens que começam a se abrir ao tema, considerando o prazer anal como parte de suas relações e entendendo que isso nada tem a ver com orientação sexual”, elucida.

Com informações de Metrópoles


Dentistas deveriam orientavar seus pacientes sobre câncer

Na verdade, a maioria só falava sobre a doença quando a pessoa já chegava com sintomas, como um nódulo indolor no pescoço ou uma dor de garganta que não desaparecia, de acordo com a pesquisa. Isso significa que muitos pacientes não estão tendo conversas importantes sobre fatores de risco e métodos de prevenção.

Seriam barreiras a falta de privacidade na maioria dos consultórios odontológicos, além do medo de envergonhar o paciente ao falar de uma questão bastante pessoal.

“Dado o aumento alarmante dos cânceres atribuídos ao HPV, os dentistas poderiam ser agentes importantes para promover essa prevenção”, disse o autor do estudo, Ellen Daly. “No entanto, há uma necessidade séria de melhor treinamento e educação desses profissionais”.

Números em alta

O câncer de garganta ligado ao HPV é um problema crescente: antes de 1990, apenas 21% dos cânceres orofaríngeos incluíam a presença de HPV. Após 2000, esse número cresceu para quase duas em cada três amostras, de acordo com uma meta-análise da Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores acreditam que o estudo destaca a importância de usar a visita ao consultório dentário como forma de educar os pacientes sobre seus próprios fatores de risco, quais os sintomas que eles devem observar e o que podem fazer para se protegerem.

Informações UOL


Muita gente ainda acredita que o orgasmo clitoriano é “menor” que o orgasmo via penetração. Entenda a raiz da crença e se ela tem fundamento

Mulher tendo um orgasmo segurando cabeceira da cama - Metrópoles

Dentre as diversas opções de orgasmos que uma mulher pode ter, existem dois que ganham mais destaque: o clitoriano e o vaginal. De forma primária, o clitoriano acontece por meio do estímulo externo do clitóris e o vaginal por meio da penetração. Apesar de serem dois tipos válidos de orgasmo, ainda existe um “preconceito” acerca do orgasmo clitoriano – mesmo entre as mulheres.

Para muitas mulheres que se relacionam com homens, ter mais facilidade de gozar com o estímulo do clitóris ou apenas conseguir chegar ao clímax com ele ainda é visto como uma espécie de derrota.

Contudo, é importante frisar que não existe uma hierarquia entre os diferentes tipos de orgasmo, e não há uma experiência “melhor” ou “pior”.

“O que é fundamental é a comunicação aberta com o parceiro, a exploração do próprio corpo para descobrir o que traz prazer e a aceitação de que a resposta sexual é altamente individual. Cada pessoa é única, e o que é mais importante é encontrar o que proporciona prazer e satisfação pessoais”, explica a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo.

O clitóris é o único órgão do corpo humano que existe com a única e exclusiva função de proporcionar prazer, tendo cerca de 10 mil terminações nervosas em toda a sua extensão. Logo, por que não valorizá-lo? De acordo com a terapeuta, o olhar diminuidor em relação ao orgasmo clitoriano pode se dever a uma série de fatores sociais, culturais e históricos.

Clitóris - Metrópoles
O clitóris é o único órgão humano que tem como única função proporcionar prazer

“Educação sexual limitada, pressões culturais de de gênero, estigma em torno da masturbação feminina, representações errôneas da mídia sobre como seria o ato sexual ideal e a própria desvalorização do prazer feminino são algumas das raízes desse tipo de pensamento. A verdade é que não há necessariamente um problema se uma mulher não consegue ter um orgasmo apenas com penetração”, pontua.

Alessandra ainda reitera que a maioria das mulheres precisa de estimulação clitoriana direta para atingir o orgasmo, e não há problema algum nisso. “Não há uma única maneira ‘certa’ de experimentar prazer sexual. No entanto, se ela expressar preocupações ou desejar explorar diferentes formas de prazer, pode ser útil conversar com um profissional de saúde sexual ou um terapeuta para obter orientação e apoio”, finaliza.

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Vale usar as próprias mãos, óleos essenciais e um espelho como ferramentas
Vale usar as próprias mãos, óleos essenciais e um espelho como ferramentas Imagem: Getty Images

Se reaproxime do corpo, independentemente do grau da libido, use o banho como espaço de meditação. Explore as possibilidades de prazer na masturbação, para intensificar o autoconhecimento do corpo.”

As orientações da mestra tântrica e filósofa Carol Teixeira são para as mulheres que, mesmo sem uma parceira ou parceiro, podem explorar a “energia sexual, vital e criativa” que tem dentro delas —um dos conceitos mais comuns da prática do tantra.

Não precisa estar com o tesão disparado para ter uma experiência tântrica. Aliás, Carol defende que o tantra é um caminho para o autoconhecimento da mulher ao descobrir as potências de seu próprio corpo, muito mais do que sexo.

É muito além do prazer sexual, de ter ou não libido. É autocuidado e uma resposta para uma sociedade que nos alienou do poder do nosso corpo. Essa ideia de que você precisa de um parceiro ou parceira para ativar sua energia sexual vem da cultura patriarcal que nos ensinou que somos um corpo para o outro.”

Mãos, óleos e espelho

Despertar a energia sexual, vital e criativa pode ser mais simples do que parece. A mulher pode usar as próprias mãos, óleos essenciais e um espelho como ferramentas iniciais.

Tudo dentro do tantra— que, como terapia, pode até ajudar a superar traumas, além de potencialmente causar muitos orgasmos em apenas uma sessão— sugere que seja demorado.

“Toque seu corpo todo com a ponta dos dedos da forma mais sutil que puder”, explica Carol. “Fique se olhando no espelho mentalizando amor pelo seu corpo, fazendo o exercício de afastar o olhar patriarcal. Passe óleos essenciais na pele, transmitindo amor através das suas mãos para você mesma, e pingue umas gotinhas no chão para ser afetada pelo cheiro”.Continua após a publicidade

Comer, “rezar” e amar

Para o tantra, tudo pode ser meditação. Fazer as refeições como um ritual, “sentindo os gostos e sabores”, retomar um estado meditativo ao longo do dia e, se for transar, “desacelerar para sentir mais cada instante”.

A dica, aliás, é uma das mais importantes para os homens que também buscam autoconhecimento por meio da energia sexual. “Com isso, descobrem um universo novo ao desacelerar, orgasmos que se espalham pelo corpo ao invés de ficarem só no genital, novos focos de prazer”.

Tantra não é só sexo

O tantra é uma filosofia que vai além das massagens tântricas, uma das ferramentas de autoconhecimento, e do sexo tântrico. O livro “Tantra, o culto da feminilidade“, de Andre Van Lysebeth, é uma dica para quem quer estudar mais sobre o tema.

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