As ruas falaram, mais uma vez, e sua voz esteve mais forte do que nunca neste 7 de Setembro

Foto: Carlos Santtos/FotoArena/Estadão Conteúdo 

Bolsonaro participou das manifestações do 7 de Setembro

As ruas falaram, mais uma vez, e sua voz esteve mais forte do que nunca. Multidões se manifestaram, em cidades de todo o país, com um recado óbvio neste dia Sete de Setembro: querem a reeleição do presidente da República nas eleições de outubro. A festa foi da independência, e dos 200 anos de independência do Brasil, mas nunca houve dúvida nenhuma a respeito de que lado está a massa verde-amarela que lotou as principais avenidas e praças brasileiras, numa das maiores manifestações públicas que já se viu em tempo recente. Foi um ato político, e a massa declarou que está do lado de Jair Bolsonaro — por mais incômodo que seja admitir isso. É o exato contrário do que dizem as pesquisas de intenção de voto. É o contrário da “Carta aos Brasileiros” do dia “11 de agosto”. É o contrário do que querem as classes intelectuais, a mídia e o STF — ou o seu “tribunal” eleitoral, que faz os mais extraordinários esforços para ganhar a eleição no horário de propaganda política, na repressão às redes sociais e no controle do material de campanha. Proíbe o máximo que pode nas ações do candidato que declararam inimigo; permite o máximo que pode nas ações dos seus adversários.

Manifestação de rua é uma coisa. Urna no dia da eleição é outra. Não há, necessariamente, uma relação de causa e efeito entre as duas coisas — o resultado das eleições de outubro será o que for decidido por 156 milhões de eleitores brasileiros com o seu voto, daqui a vinte das. Mas é perfeitamente inútil fingir que não aconteceu nada neste dia Sete de Setembro — ou vir com teorias negacionistas para esconder que o único beneficiário das demonstrações que levaram a massa para a rua é o presidente da República, e não os seus adversários. Foi inútil, da mesma forma, a campanha de terror dos últimos dias, prevendo ou garantindo que os “bolsonaristas” iriam provocar todo o tipo de violência na rua; era muito mais seguro ficar em casa, mesmo porque, segundo a campanha, quem fosse às manifestações poderia estar violando alguma lei do ministro Alexandre de  Moraes, ou coisa parecida. Não pegou, também, a espantosa ideia de que comemorar o Sete de Setembro seria um ato “antidemocrático”. No fim, centenas de milhares de pessoas foram para a praça pública no Brasil inteiro e não se quebrou uma única vidraça, nem se jogou uma única pedra ou se tocou fogo em nada. Para que serviu a palhaçada de colocar atiradores de elite em volta da Praça dos Três Poderes, em Brasília? Do que adiantou cercar o prédio do STF com um aparato de segurança ridículo, como se fosse uma casamata sitiada por tropa inimiga? De que adiantaram as ameaças e as análises dos “cientistas políticos”?

Informações Revista Oeste


Aliados do ex-presidente Lula admitem que foram surpreendidos com o tamanho das manifestações de 7 de Setembro, realizadas hoje em Brasília

Integrantes do PT e da campanha do ex-presidente Lula admitem em caráter reservado que foram surpreendidos com o tamanho das manifestações de 7 de Setembro, realizadas hoje em Brasília.

Na visão de interlocutores de Lula, a campanha de Jair Bolsonaro tem agora as imagens necessárias para insistir na tese de uma eventual fraude nas eleições e para contestar os institutos de pesquisa.

Segundo interlocutores de Lula, o PT vai tentar trabalhar em duas frentes para amenizar os frutos eleitorais de Bolsonaro com os desfiles: questionar judicialmente o uso político dos atos e minimizar, nas redes sociais, a dimensão dos atos.

Em relação ao segundo aspecto, conforme O site Antagonista apurou, a ideia é disseminar a narrativa de que os atos de 2022 foram semelhantes aos do ano passado e que as imagens que estão circulando nas redes não representam a realidade.

Outra preocupação petista é com o chamado voto indeciso. Na avaliação de alguns aliados de Lula, as imagens têm potencial de atrair o eleitor que ainda não se definiu entre o petista ou entre o presidente da República.

Informações TBN


Foto: Reprodução/TV Brasil

A primeira-dama Michelle Bolsonaro marcou presença no desfile cívico-militar do 7 de Setembro realizado em Brasília (DF), nesta quarta-feira (7). Em um momento do evento, ela se uniu a apoiadores que gritavam a frase “A nossa bandeira jamais será vermelha”, em referência ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao comunismo. As informações são do Metrópoles.

Michelle chegou à Esplanada dos Ministérios acompanhando o presidente Jair Bolsonaro (PL), por volta das 8h40.

A bordo do Rolls-Royce, o carro oficial da Presidência da República, que estava com algumas crianças, eles desfilaram pela avenida.

*pleno.News


Programação no Rio de Janeiro inclui a participação de Jair Bolsonaro (PL) à tarde, com “motociata” e discurso previstos

Manifestantes se reúnem na orla da Praia de Copacabana para festa do 7 de Setembro

Com tempo bom na manhã desta quarta-feira, 7, apoiadores do governo já se reúnem na orla da Praia de Copacabana para as festividades do 7 de Setembro e do bicentenário da Independência.

A programação do 7 de Setembro em Copacabana, famoso cartão postal do Rio de Janeiro, inclui exercícios militares, “motociata” e manifestação a favor do governo de Jair Bolsonaro (PL).

A partir das 8 horas, um grupo de artilharia realizou uma salva de tiros do Forte de Copacabana. Uma hora depois, foi a vez de a Marinha exibir seus navios na Baía de Guanabara.

Às 13 horas, o Comando Militar do Leste prevê um show aéreo na Avenida Atlântica, na altura da Rainha Elizabeth, também em Copacabana. Além disso, o 1° Batalhão dos Fuzileiros Navais confirmou que tocará uma série de músicas.

Caminhão de onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) vai discursar na Praia de Copacabana | Foto: Cristyan Costa

Bolsonaro no 7 de Setembro em Copacabana

Em paralelo, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro organizam manifestações na Atlântica. O público escolheu o Posto 5 como o “marco zero” dos atos. Os organizadores trouxeram trios elétricos e outros carros de som para a via.

Bolsonaro deve sair às 13h22 do Monumento dos Pracinhas, no centro da capital fluminense, em direção ao Forte de Copacabana. O chefe do Executivo vai chegar acompanhado de um comboio de motos. Próximo dali, a prefeitura do Rio montou um palanque, onde Bolsonaro deve discursar para eleitores.

Toalhas com o rosto do presidente Jair Bolsonaro (PL) são vendidas na Praia de Copacabana | Foto: Cristyan Costa

Ruas adjacentes da Atlântica já têm forte policiamento para o 7 de Setembro, além de grades sendo preparadas e comércio ambulante de apoiadores entregando santinhos e suvenires de Bolsonaro e Lula.

Manifestantes pedem transparência no processo eleitoral em Copacabana | Foto: Cristyan Costa

Informações Revi Oeste


Centenas de pessoas se reuniram de madrugada para a cerimônia que abriu festividades do Bicentenário da Independência 

Queima de fogos na virada de quarta-feira abriu festividades do feriado

As comemorações oficiais de 7 de Setembro em Brasília começaram já na madrugada desta quarta-feira, 7, com uma queima de fogos de dois minutos na Torre da TV. Centenas de pessoas se reuniram para acompanhar o evento, a 3,5 quilômetros do Congresso Nacional.

Pessoas vindas de outras localidades para a celebração do Bicentenário da Independência se reuniram no local, muitas portando bandeiras do Brasil e vestindo verde e amarelo. A queima de fogos que inaugurou a festa do 7 de Setembro em Brasília aconteceu à meia-noite, na virada do dia.

Uma das personalidades presentes na apresentação foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente, que registrou a queima de fogos em suas redes sociais.

Durante a madrugada, caminhões da Polícia Militar bloquearam o acesso do público à Esplanada dos Ministérios. A região foi isolada em preparação para o desfile cívico-militar desta quarta-feira, com início por volta das 9 horas. Cerca de 4,6 mil pessoas devem participar, incluindo 3,1 mil integrantes das Forças Armadas.

Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB), integrantes do Programa Força no Esporte (Profesp) e ex-integrantes das Forças de Paz participam do evento. O presidente também confirmou presença nas festividades. Depois, à tarde, Jair Bolsonaro deve participar de ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Para o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, são esperadas 280 mil pessoas. Até a segunda-feira 5, a lotação no setor hoteleiro em Brasília estava em 81%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih). Estima-se que a ocupação da rede no Distrito Federal pode chegar a 90% no feriado de Independência.

Informações Revista Oeste


Posição das autoridades em não participar está relacionada ao receio de eventual apoio a Bolsonaro, segundo fontes ouvidas por Oeste

Instalação de CPI depende do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco | Foto: Pedro França/Agência Senado

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, não compareceram ao desfile do 7 de Setembro em Brasília, que marca as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil.

Ainda que não tenha sido uma ação orquestrada, a posição das três autoridades em não participar das atividades está relacionada ao receio de poderem ser ligados a um eventual apoio a Bolsonaro, segundo fontes ouvidas por Oeste. Bolsonaro tem usado as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil para convocar apoiadores.

Por meio de uma rede social, o presidente do Senado pediu que as manifestações pelo 7 de Setembro sejam pacíficas.

“As comemorações deste 7 de Setembro, que marcam os 200 anos da Independência do Brasil, precisam ser pacíficas, respeitosas e celebrar o amor à pátria, à democracia e o Estado de Direito”.

O presidente da Câmara também usou uma rede social para se manifestar.

“Há 200 anos, começava a nascer o Brasil de hoje, com um futuro de desafios, decisões difíceis mas necessárias e grandes conquistas a alcançar. O 7 de set de 200 anos atrás continua ecoando nas ações e nos compromissos de todos! O Brasil independente é sempre o q olha para frente”.

Desfile em carro aberto

Em carro aberto e com a faixa presidencial, o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), desfilou pela Esplanada dos Ministérios antes de chegar à tribuna presidencial montada na região central de Brasília, onde vai acompanhar o desfile militar pelo 7 de Setembro.

Ao seu lado no carro, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, usando um vestido em tons de azul, pegou algumas crianças que estavam nas proximidades e as colocou no carro presidencial, onde puderam desfilar ao lado do casal pela Esplanada dos Ministérios.

Antes de chegar à tribuna presidencial, Bolsonaro foi até parte do público que está na Esplanada e cumprimentou alguns apoiadores, vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil. Um forte esquema de segurança policial cerca o presidente da República. Bolsonaro foi recebido aos gritos de “mito” pelo público presente na Esplanada.

Informações Revista Oeste


O presidente Jair Bolsonaro chegou ao desfile de 7 de Setembro no tradicional Rolls-Royce. O executivo estava na companhia da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de crianças.

Informações TBN


Comunicação foi repassada às autoridades de segurança de São Paulo por um preso-informante

Fabiana Soler: esposa de membro do PCC
Fabiana Soler: esposa de membro do PCC – ///Divulgação

É motivo de constante preocupação a expansão de tentáculos do crime organizado na direção do mundo político. Na semana passada, segundo apurou a reportagem de VEJA, foi detectado um indício de um movimento relevante nessa direção. No caso em questão, um preso que atua como informante relatou à direção de um dos presídios paulistas que o Primeiro Comando da Capital (PCC) emitiu um “salve” (ordem”) orientando famílias de detentos a votarem em Fabiana Soler. Ex-vereadora na cidade de Potim, no interior do estado, ela agora é candidata a deputada federal pelo PT.

Fabiana é esposa de Evandro Andrade da Silva, conhecido no mundo do crime como Ceasa, Veinho e Bondinho. Condenado a 48 anos de prisão por roubo, porte ilegal de arma, homicídio, receptação, cárcere privado e tráfico de drogas, Ceasa está atualmente no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior paulista. Ele já cumpriu 50% da sua pena.

Publicação do Instagram de Fabiana Soler -
Postagem no Instagram de Fabiana Soler – Reprodução/Instagram

Nas redes sociais, Fabiana se apresenta como defensora dos direitos humanos para a pessoa presa, familiares e egressos. Não há nenhum processo criminal em andamento contra ela, que também não é acusada de participar do PCC. Procurada por VEJA para comentar a orientação vinda de dentro dos presídios, Fabiana ainda não retornou o contato.

Recentemente, a candidata postou um vídeo no qual diz ser formada em comunicação social e que deseja defender a bandeira das políticas públicas no sistema carcerário. “Todo mundo que visita o sistema carcerário sabe que não existe apenas a pena aplicada pelo juiz, mas a pena da fome, de tortura, e sabe que a sociedade não discute com a gente, que é familiar. Precisamos colocar esse debate em pauta”. Veja o vídeo abaixo.

Informações Veja


Vídeo fala sobre segurança pública e eleitores condenam fala do petista em defesa de jovens que roubam celulares

Eleitora diz que Lula é ladrão Reprodução Twitter

Numa peça publicitária da campanha do presidente Jair Bolsonaro divulgada nesta terça-feira (6), eleitores comentam uma fala de Lula em defesa de jovens que roubam celulares. Eles falam o quanto se sentem desprotegidos e têm medo desses criminosos. A propaganda eleitoral está gerando debate nas redes sociais.

– Tenho medo de ser assaltada, ser morta – diz uma senhora.

– Eles tiram a vida de um pai de família – conta outro.

Na sequência, o presidente Jair Bolsonaro aparece no vídeo citando as conquistas de seu governo contra o crime organizado apresentando dados oficiais e compara o momento atual com os governos anteriores.

Ao final do vídeo, eleitores criticam o petista.

– Eu acho o Lula um verdadeiro ladrão que não se importa com ninguém. Que não se importa com a sociedade e rouba a sociedade – diz uma mulher.

Outra também declara:

– Nunca votaria num ladrão. Nunca, nunca, nunquinha!

Informações Pleno News


Levantamento foi divulgado nesta terça-feira pelo instituto Paraná Pesquisas

Jair Bolsonaro e Lula -
Os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) Albari Rosa/Michael Dantas/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) estão empatados tecnicamente, segundo levantamento feito entre os dias 31 de agosto e 5 de setembro pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta terça-feira, 6.

De acordo com a pesquisa, Lula tem 40,2% das intenções de voto contra 36,4% de Bolsonaro. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão empatados tecnicamente – situação que já havia sido apontada pelo instituto no levantamento anterior, divulgado na semana passada, quando o placar era de 41,3% a 37,1%.

No levantamento divulgado hoje, aparecem na sequência Ciro Gomes (PDT), com 7,3% (tinha 7,7% na semana passada), e Simone Tebet (MDB), com 4,1% (tinha 2,4%).

Os demais candidatos não atingiram um ponto percentual. Entre os entrevistados, 5,8% disseram que irão votar em branco, nulo ou nenhum e 4,2% declararam que não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi feita por meio de entrevistas pessoais com 2.020 eleitores de 164 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-09446/2022.

Outras pesquisas

O Paraná Pesquisas foi o segundo instituto a apontar empate técnico entre Lula e Bolsonaro nos levantamentos mais recentes. Em pesquisa divulgada na segunda-feira, 5, pelo Gerp, o presidente aparecia com 39% das intenções de voto contra 38% do ex-presidente — a margem de erro é de 2,18 pontos percentuais para mais ou para menos.

Nesta semana, outros institutos, no entanto, indicaram diferenças maiores. A pesquisa BTG/FSB detectou uma vantagem de oito pontos para o petista (42% a 34%), enquanto o Ipec trouxe uma distância de treze pontos (44% a 31%). Levantamento divulgado pelo Datafolha na quinta-feira passada também apontou uma vantagem de treze pontos para Lula (45% a 32%).

Segundo o Agregador de Pesquisas de VEJA,que consolida dados de seis institutos (Datafolha, Ipec, Ipespe, Paraná Pesquisas, Quaest e FSB), Lula tem 43,68% das intenções de voto, na média, contra 32,5% de Bolsonaro.

Informações Veja